Agronegócio

26/04/2017 07:54

Área rural onde 9 foram mortos é de propriedade privada, diz Intermat

área rural de Taquaruçu do Norte, que fica a mais de 350 km da zona urbana de Colniza, município a 1.065 km de Cuiabá, onde nove trabalhadores foram assassinados é de propriedade privada, segundo o Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat). Na segunda-feira (24), o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) afirmou, em nota, que a área rural não é um assentamento regularizado pelo órgão e que não há projeto de regularização fundiária para o local.

De acordo com o Intermat, o lote onde os corpos dos trabalhadores foram encontrados é de propriedade privada. O título de posse da área foi emitido pelo governo do estado no dia 5 de abril de 1984, segundo o órgão. A informação foi obtida por meio das coordenadas geográficas relatadas pelos policiais que estiveram no local do crime.

O local onde os corpos foram encontrados, segundo o Intermat, é registrado no órgão como lote 67, tem uma área de 3 mil hectares e não pertence ao governo do estado.

A área, segundo o órgão, passou por processo de regulamentação fundiária na década de 80 e fez parte de um projeto chamado Roosevelt. À época, o lote pertencia ao município de Aripuanã.

Caixões dos assassinados em chacina em Colniza (MT) (Foto: Comissão Pastoral da Terra)Caixões dos assassinados em chacina em Colniza (MT) (Foto: Comissão Pastoral da Terra)

Caixões dos assassinados em chacina em Colniza (MT) (Foto: Comissão Pastoral da Terra)

Chacina em Taquaruçu do Norte
Um grupo encapuzado invadiu a área na semana passada e assassinou nove trabalhadores rurais. De acordo com a perícia que trabalhou na identificação dos corpos, os corpos tinham sinais de tortura. As vítimas da chacina são todas do sexo masculino.

De acordo com o governo, o local do crime fica em uma área de conflito agrário e abriga cerca de 100 famílias. A suspeita é que os autores do crime sejam capangas de fazendeiros da região.

Nesta terça-feira (25), policiais civis da Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) e peritos criminais especialistas em local de crime e balística embarcaram para Colniza. O objetivo é ajudar nas investigações da chacina.

 


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