Agronegócio

15/03/2018 16:13 AGRO OLHAR

Produtores de MT miram na China e firmam termo de cooperação com Canal do Panamá

Produtores de soja de Mato Grosso oficializaram o compartilhamento de informações com o Canal do Panamá. O acordo, assinado pelo presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de mato Grosso (Aprosoja), Antônio Galvan, prevê a realização de atividades de mercado, troca de estudos e informações sobre fluxos comerciais, além de programas de modernização e melhoras no Canal. O objetivo é que, em futuro breve, parte da soja mato-grossense possa passar pelo canal com destino à Ásia.

Chamado pelos panamenhos de “memorando de entendimento”, o documento foi assinado na quarta-feira (14).“Com o aumento de capacidade devido a expansão do Canal do Panamá, em 2016, nós vimos uma grande oportunidade de atrair mais produtos e acessar novos mercados. O Canal do Panamá seria uma opção para que o produto chegue até a Ásia, sendo a China o destaque principal”, afirmou o administrador do Canal, Jorge Luis Quijano, que esteve Cuiabá.
Antônio Galvan e Jorge Luis Quijano durante assinatura do termo. 
 
Para o presidente da Aprosoja, o termo de cooperação é positivo e também é reflexo de uma visita realizada pela Comissão de Logística da Aprosoja e o Movimento Pró-Logística no ano passado ao local.
O termo com certeza é um marco. O Canal do Panamá é uma parte importante da logística da nossa soja, milho e outras culturas porque encurtará o caminho para acessar nosso grande mercado consumidor, que é o asiático. Com certeza essa assinatura vai representar muito para o futuro dessa relação Brasil-Panamá e, em especial, Mato Grosso", disse Galvan
 
O futuro da relação, segundo o diretor executivo do Movimento Pró-Logística, Edeon Vaz Ferreira, também deve refletir em rentabilidade aos produtores rurais de Mato Grosso. “O acordo nos permitirá a troca de informações com o objetivo de reduzir o custo da transposição do Canal, que para alguns portos asiáticos pode significar de dois a quatro dias a menos de navegação."

Além disso, como o pagamento do frete marítimo é diário, isso representaria uma redução significativa, tanto do ponto de vista financeiro como logístico. "Dessa forma, estamos buscando junto à administração do Canal do Panamá formas de reduzir esses custos do frete, que também refletiria nos custos gerais dos nossos produtores rurais”, finalizou. 

 


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