Agronegócio

04/05/2018 13:52 AGRO OLHAR

Sec 300 e Food Trucks do Brasil rebatem críticas de empresários e garantem fomento a economia

As críticas feitas por donos de hamburguerias cuiabanas à Sec 300, que apoia a realização de um festival gastronômico de outra cidade na Orla do Porto, foram respondidas em coletiva de imprensa realizada na quinta-feira (4). Junto à organização do Food Trucks do Brasil, a Prefeitura de Cuiabá rebateu as alegações de que o evento não contribui com a economia local e reforçou que nenhum tipo de apoio foi solicitado pelos empresários do cuiabano Burguer Fest à Pasta.

O imbróglio se deu pelo choque entre as datas de realização dos festivais, realizados neste final de semana. Um ofício repudiando a iniciativa da Gestão chegou a ser registrado. “Gostaríamos de deixar nossa mais profunda decepção com a SEC 300 e Prefeitura de Cuiabá por autorizar e apoiar um evento realizado por pessoas de fora da cidade, que não respeitaram a programação já existente e consequentemente levarão a renda desse Festival para suas cidades, sem movimentar o comércio local, muito menos dando oportunidades para trabalhos temporários”, diz o documento.


A assessora estratégica da Sec 300, Silvana Córdova, explica que nenhuma prefeitura pode barrar a realização do evento, caso não haja irregularidades. “A Prefeitura apoiando ou não, o evento ia acontecer. Eles nos procuram com um bom projeto, com a documentação quase toda em mãos, basicamente pedindo que apoiássemos com a questão legal das autorizações. Vimos ali uma oportunidade. Por que não agregar isso ao nosso calendário?”
Ela reforça que o acolhimento é dado tanto à empreendedores daqui, quanto aos de fora, e que é papel da Pasta fomentar iniciativas do tipo e desenvolver o turismo na Capital. Sendo assim, a gestão está de portas abertas para futuras parcerias. “Ficamos mais impressionados com o fato de que eles nãos nos procuraram em momento algum. Se eles tivessem ido à prefeitura, apresentado o projeto, nós também apoiaríamos da mesma forma. Não tem diferenciação”, disse.


Com relação ao argumento de que o Food Trucks Brasil não contribuiria com a economia da cidade, o organizador Luis Monfim garante que mais de 80% dos produtos comercializados no encontro são comprados de fornecedores locais. Isso porque seria difícil conciliar a qualidade dos produtos com a logística. “Todos os pães que tem aqui foram feitos na cidade. Procuramos aqui o hortifruti, a carne, o queijo, porque ninguém consegue trazer isso na estrada.”


De acordo com ele, ao longo dos quatro dias o festival movimenta cerca de R$500 mil, além de contratar cerca de 50 pessoas que trabalham na segurança, montagem e venda dos hambúrgueres. Luis lembra ainda que a mídia para o festival foi contratada aqui, assim como os panfletos confeccionados. No cálculo, o único item trazido de fora é o chope, que vem de Chapecó.


Também organizadora do evento, Michele Velho aposta em uma conta rápida para mostrar a integração entre o evento e a economia. “Estamos 10 caminhões, mais a organização. Considerando que cada veículo tenha de duas a três pessoas, chegamos a uma média de 30 pessoas hospedadas na cidade por sete dias. Sob uma diária mínima de 60 reais, deixamos uns R$13 mil em hotel. Cerca de 50 pessoas que trabalharão conosco recebem R$ 10 por hora, trabalhando no final de semana inteiro isso dá uma média de R$25 mil injetados só com pagamentos.”
Ela explica que, diante do choque entre as datas, a equipe chegou a cogitar uma mudança. “Se soubéssemos que tinha um evento no mesmo dia é óbvio que optaríamos por não fazer. Até pensamos em mudar, mas não conseguimos porque já havia uma programação. De qualquer forma, acreditamos que são festivais com propostas diferentes, então acabamos atraindo públicos distintos. Além do mais, a cidade é grande, acho que vai dar certo pra gente e pra eles também”, finaliza.


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