Agronegócio

21/06/2018 09:49 Diário de Cuiabá

Receita do campo ultrapassa R$ 80 bi em MT

A safra 2017/18 deverá confirmar Mato Grosso – maior produtor de grãos e algodão do país – como o estado gerador da maior renda agropecuária desse ciclo, atingindo inéditos R$ 80,89 bilhões. A receita recorde é sustentada pela boa safra da soja e pela do algodão. 

Mais do que renda histórica, da porteira para dentro de cada atividade, o bom momento no campo permite não apenas que Mato Grosso se torne agora também campeão em Valor Bruto da Produção (VBP), mas abra significativa diferente da estimativa de faturamento para o estado de São Paulo, sempre líder nesse indicador. A produção paulista deverá contabilizar R$ 71,68 bilhões, cerca de R$ 9,21 bilhões a menos que Mato Grosso. 

As estimativas para o Valor Bruto da Produção Agropecuária do país, conforme dados do mercado em maio, foram divulgados na terça-feira (19) pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Para a produção brasileira a receita no campo esperada é de R$ 552 bilhões, 2,3% abaixo do montante de 2017. 

Em Mato Grosso, dos R$ 80,89 bilhões esperados, R$ 65,58 bilhões virão da agricultura, com soja e algodão exibindo as maiores receitas, R$ 33,94 bilhões e R$ 20,12 bilhões, respectivamente. Ambas as cultura apresentam nessa safra valores recordes, sendo o maior salto observado na fibra, cuja renda passa de R$ 14,73 bilhões da safra passada para R$ 20,12 bilhões em 2017/18. 

A pecuária vai injetar R$ 15,30 bilhões ao VBP mato-grossense, no entanto, a estimativa atual é pouco inferior ao contabilizado no ano passado, cuja receita foi de R$ 15,39 bilhões. Nessa atividade, a bovinocultura e a avicultura serão os carros-chefes. Bovinos têm estimativa de faturar R$ 11,80 bilhões – mais que os R$ 11,37 bi do ano passado – e aves deverão participar com R$ 1,60 bilhão, inferior aos R$ 1,86 bilhão do ano passado. 

BRASIL - As lavouras participam com R$ 377 bilhões e a pecuária, com R$ 174,9. As lavouras tiveram queda de 0,5% e, a pecuária, de -6 %. O valor da pecuária (31,7% do VBP) é o menor dos últimos seis anos, e, as lavouras (68,3% do VBP) apresentam o segundo maior valor desde 1989. 

Entre vinte produtos das lavouras os que apresentam os maiores aumentos do valor da produção em relação ao ano passado, são: algodão, 32,3%, cacau, 27,6%, café, 9,1% e soja, 8,9%. Nesse grupo, o algodão é um destaque pelo aumento de produção e também pelos preços recebidos pelos produtores. O café tem desempenho determinado especialmente pelo aumento de 24,2% (café arábica) da safra deste ano. 

Os maiores decréscimos do valor da produção vêm ocorrendo no arroz, -21,1%, feijão, -26,3%, laranja, -20,8% e uva, -31,3%. Em percentuais menores de queda podem ser relacionados, banana, cana de açúcar, mandioca e milho. Para o feijão, arroz e laranja, as quedas de preços são a principal causa do decréscimo no faturamento neste ano, observa José Garcia Gasques, Coordenador Geral de Estudos e Análises do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. 

Todas as atividades que fazem parte da pecuária apresentam valor menor que em 2017. Suínos e aves apresentam as maiores quedas, -13% e -11,3%, respectivamente. 

Os resultados regionais mostram como tem sido observado, liderança da região Centro-Oeste, com valor de R$ 158,82 bilhões, seguida por Sudeste, R$ 138,12 bilhões, Sul, R$ 133,68 bilhões, Nordeste, R$ 51,49 bilhões e Norte, R$33,24 bilhões, lembra Gasques. 


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