Agronegócio

26/10/2018 14:48 G1

Ministro da Agricultura afirma que taxar agronegócio não é a solução para problemas financeiros de MT

Em meio à polêmica sobre a isenção de impostos ao agronegócio, o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, afirmou, nesta sexta-feira (26), em entrevista ao jornal Primeira Página, da Centro América FM, que cobrar impostos sobre a produção agrícola exportada não é a solução para os problemas financeiros de Mato Grosso.

A alternativa mais viável, segundo Maggi, que foi governador do estado por dois mandatos, é mudar a Lei Kandir, que isenta os agricultores de pagarem ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre os produtos exportados, para que o estado tenha o retorno econômico da produção agrícola, mas sem tirar os benefícios dos empresários do agronegócio.

"Quando nós defendemos uma mudança na Lei Kandir, significa que defendemos a mudança dentro do Congresso Nacional para que a união faça a devolução para os produtores, porque taxá-los não é a solução", enfatizou.

Segundo o ministro, a Lei Kandir isenta os produtores de pagarem impostos, mas não isenta a responsabilidade da União em devolver os recursos que foram retirados. "Mato Grosso deveria receber muito mais. Hoje nós estamos recebendo do FEX (Fundo de Apoio a Exportações) em torno de R$ 400 milhões por ano e, se nós não recebemos isso, as contas do estado ficam muito piores".

Esse montante repassado ao estado deveria ser de aproximadamente R$ 2 bilhões por ano, de acordo com Maggi.

Ele avaliou que cobrar mais impostos do setor implicará, certamente, na redução da área plantada no estado.

"O estado de Mato Grosso já tem dos 100% que ele produz em torno de 28,8% da produção que vai para o mercado interno. Ele tem taxação de 12%, o que acontece é que o estado não consegue fiscalizar 100% dessas empresas, e elas fazem o que chamamos de mala preta", explicou.

Um dos maiores representantes do agronegócio do país, Maggi argumentou que a agricultura foi responsável pela evolução do estado.

 

"Antes da chegada da agricultura, Mato Grosso não era nada, era muito pequena a sua economia. O negócio dentro das fazendas significa 19% do PIB de Mato Grosso. O restante está na indústria e no comércio”, afirmou.

Em defesa da taxação

Nessa quinta-feira (25), o senador eleito Jayme Campos (DEM) foi entrevistado no mesmo jornal e defendeu a cobrança de impostos do setor do agronegócio para que haja uma divisão das riquezas produzidas em Mato Grosso. Com a isenção, o estado perderá quase R$ 6 bilhões em 2018, segundo ele.


Crie seu novo site AgenSite
versão Normal Versão Normal Painel Administrativo Painel Administrativo