Agronegócio

06/11/2018 11:41 AGRO OLHAR

PCH pode “salvar” economia de Brasnorte com oferta recorde de emprego, avalia prefeito

A possível instalação da Pequena Central Hidrelétrica (PCH) Sac 14 no município de Brasnorte pode ser a “salvação”, em curto prazo, da economia do município. O projeto, se implementado, deve ampliar a arrecadação de ICMS, geração de emprego e renda. Para o prefeito Mauro Rui Heisler (PSD), a PCH deve marcar uma nova fase de prosperidade na cidade, que teve nos últimos anos duas Pequenas Centrais Hidrelétricas instaladas.   

“As duas unidades significaram um divisor de águas para Brasnorte, representando um incremento superior a 30% na receita. Agora contamos com a instalação da terceira PCH Sac 14, para elevarmos mais a arrecadação, durante fase de instalação o município recebe o ISSQN, e posteriormente o ICMS com geração de energia, além da ampliação significativa de empregos diretos e indiretos”, analisa Heisler.
 
O projeto Sac 14 prevê a geração de mais de 1500 empregos. São mais de 600 contratações diretas estimadas e há a perspectiva de geração de aproximadamente 1.100 indiretos, devendo absorver mão de obra da região.
 
A implantação da unidade geradora de energia significaria absorver quase 10% do índice populacional de Brasnorte. “Temos 19 mil habitantes, sendo dois mil indígenas, ou seja, seria um recorde em oferta de emprego. Diante da crise financeira enfrentada pelos municípios mato-grossenses é preciso encontrar alternativas sustentáveis para superá-las, não podemos deixar ir embora um projeto tão grandioso e benéfico para a nossa região”, sustenta o prefeito.
 
Mauro Rui Heisler conta que a receita de Brasnorte prevista na Lei Orçamentária Anual de 2019 é de apenas R$ 65 milhões, recursos ainda insuficientes para atender as prioridades da população. “O município necessita desta PCH, somente assim poderemos ter o desenvolvimento, não apenas na área urbana, todos são contemplados, o que inclui comunidades indígenas, os Paresis, por exemplo, serão diretamente atingidos de forma positiva, pois esta etnia é produtiva e usam a tecnologia a seu favor, precisamos de energia para crescer e continuar produzindo”, pondera.
 
Um dos debates que a instalação da Pequena Central Hidrelétrica suscita é o dos impactos ambientais. De acordo com os defensores do projeto, a PCH Sac 14 é um empreendimento com fonte de energia limpa, de baixo impacto ambiental, não poluente e não consome água, ou seja, é renovável, apenas utiliza a força da água.  Com potência instalada prevista para 26 MW, corresponde ao atendimento energético de cidade com aproximadamente250 mil habitantes.
 
Um dos empreendedores da PCH Sac 14, Ralph Rueda, explica que o projeto é baixíssimo impacto tanto para o meio ambiente, indígenas e a população em geral, pois operará através do sistema de fio d’água. “A mesma quantidade de água que chega é a que sai, a geração de energia será feita sem alterar a vazão natural do rio, sendo assim o nível do rio sempre será o mesmo, por não possuir barragem, nem reservatório, não impedem os peixes de migrarem”, explica Rueda.
 
Para debater a instalação da PCH, o município recebe no dia 14 de novembro audiência pública com a participação de membros da Funai, Ministério Público, Consema, Sema, Câmara de Vereadores, Prefeitura, entidades civis organizadas, Ong´s e diversas etnias indígenas, sendo que as etnias diretamente afetadas são Nambikwara, Paresi e Manuc.
 
O prefeito alega que a Polícia Militar criou um plano de prevenção para a realização da audiência e descarta que conflitos possam ocorrer. Conforme Olhar Direto já noticiou, o presidente da Câmara de Vereadores do município de Brasnorte, Roberto Preto (MDB), solicitou da Polícia Federal o envio de homens para reforçar a segurança de audiência pública.


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