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13/03/2017 07:37

Wellington Fagundes “some” e joga culpa dos atoleiros da BR-163 aos produtores

Senador ataca governador Pedro Taques e culpa os produtores rurais pela situação das estradas, enquanto defende a inércia do DNIT

 

Dias atrás, o senador Wellington Fagundes (PR-MT) teceu duras críticas ao governador Pedro Taques (PSDB) e o chamou até de sectário e maniqueísta.

O maniqueísmo é uma filosofia religiosa sincrética e dualística fundada e propagada por Maniqueu, filósofo cristão do século III, que divide o mundo simplesmente entre Bom, ou Deus, e Mau, ou o Diabo. A matéria é intrinsecamente má, e o espírito, intrinsecamente bom. Com a popularização do termo, maniqueísta passou a ser um adjetivo para toda doutrina fundada nos dois princípios opostos do Bem e do Mal. Sectário é o indivíduo intolerante.

Possa até ser que o senador tenha um pouco de razão em seus conceitos, entretanto, é de se lembrar aquela história do telhado de vidro – não convém jogar pedra na casa do vizinho.

 “Não fazemos oposição a Mato Grosso; nossa oposição é ao Pedro Taques“, atirou Fagundes.

REDAÇÃO

Os ataques do senador foram prontamente rebatidos, não pelo governador Pedro Taques, mas por seus fiéis escudeiros Paulo Taques, secretário-chefe da Casa Civil, e Nilson Leitão, deputado federal e presidente do PSDB em Mato Grosso.

Leitão disparou que Wellington Fagundes faz uma oposição ‘mais ou menos’, já que nunca esteve em uma, sendo sempre aliado do governo, seja quem for o governante de plantão.

“Ele está se precipitando às eleições 2018, ele está buscando palanque. Ele até não tem muito jeito pra isso. Wellington sempre foi governo a vida inteira. São muitas críticas sem fundamentos”, rebateu o deputado federal.

Leitão também alfinetou o republicano ao dizer que o governo do qual o senador fez parte é que acabou, se referindo a gestão do então governador Silval Barbosa (PMDB), preso desde setembro de 2015 no Centro de Custódia de Cuiabá, sob acusação de fraudes e cobrança de propinas durante sua administração.

O presidente do PSDB também citou que durante a gestão do peemedebista, um assessor de Wellington na pasta da Sinfra não fez em cinco anos o que a atual fez em dois anos. “O governador Pedro Taques fez mais e com menos dinheiro”, observou.

O deputado federal ainda sugeriu, no final da entrevista, que o senador Wellington Fagundes ajudasse o governador Pedro Taques a resolver os problemas provocados, segundo Leitão, pela gestão anterior e pela União.

Já o secretário-chefe da Casa Civil Paulo Taques, classificou como "infeliz" as declarações do senador Wellington Fagundes (PR) que afirmou no início da semana que o governo Pedro Taques (PSDB) seria uma "vaca que estava indo para o brejo".

O secretário-chefe da Casa Civil, Paulo Taques, rebateu as críticas do senador Wellington Fagundes (PR) à atual administração estadual e o chamou para colaborar mais com o povo de Mato Grosso. Taques convidou Fagundes para participar da Caravana da Transformação e disse que o senador desrespeitou Mato Grosso ao dizer que “a vaca foi para o brejo”.
 Para o secretário, ainda é prematuro demais para que se comece a discutir a eleição de 2018 e a crítica é bem aceita pelo Paiaguás desde que seja feita com embasamento racionalidade. “Neste caso específico quem está falando de 2018 está com muita pressa, devia trabalhar mais pelo Estado de Mato Grosso. Devia trabalhar mais pelo povo matogrossense e deixar 2018 para 2018”, afirmou.

“O eleitor, o cidadão, as pessoas de uma forma geral, não aceitam mais esse tipo de comportamento da classe política, de fazer discurso vazio, sem consistência, de fazer a crítica pela crítica”, completou Paulo Taques.

O secretário-chefe da Casa Civil também subiu o tom. “Ele eu acho que quando se referiu à vaca que vai para o brejo ele desrespeitou o Estado de Mato Grosso e sua gente. O nosso Estado não pode ser comparado a um animal e ele deve ter feito isso porque ele se acostumou a mamar nas tetas desta vaca nos últimos 12 anos comandando secretarias de Estado de Mato Grosso”.

Taques seguiu com a provocação afirmando que a atual gestão está trabalhando para recuperar “a teta da vaca que eles não conseguiram secar”. “Nós convivemos com a crítica, mas quando ela é uma crítica inteligente, razoável”, finalizou.

 

ENQUANTO ISSO, NO BREJO DA 163

 

O senador Wellington Fagundes (PR) afirmou que o grande congestionamento causado na BR-163, no Pará, é reflexo da falta de planejamento em relação a escoação da produção agrícola em Mato Grosso. Ele ainda defendeu o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit) e disse que os problemas no local são antigos, mas que estão sendo resolvidos.

A  BR-163 - que tem um trecho de 190 km que não está asfaltado e sofre atoleiro de caminhões desde o começo de fevereiro. No final do mês, a situação chegou a um estado crítico e cerca de 5 mil veículos ficaram parados em uma fila de 50 km. Os caminhoneiros receberam ajuda humanitária do Exército, alimentos e produtos de higiene pessoal.

Ao contrário do governador Pedro Taques (PSDB), o senador preferiu não criticar o Dnit e disse que o problema da estrada é antigo e tem sido resolvido nos últimos tempos.


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