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24/03/2017 16:55

Eraí admite prejuízos com operação, mas diz que país pode fazer do limão limonada

 

 

Eraí diz que Blairo tem relacionamento em vários países e isso ajudará a recuperar mercado da carne

O empresário Eraí Maggi disse que acredita, sim, que a Operação "Carne Fraca" trará prejuízos à economia brasileira, mas que dependendo da forma que o país lidar com a situação, pode até colher bons frutos. Eraí esteve presente em uma cerimônia de entrega de uniformes a estudantes da rede estadual que foi realizado na tarde desta sexta (24) na Arena Pantanal.

O sojicultor defende que o trabalho realizado pelo primo, o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Blairo Maggi, pode livrar o país de uma situação pior. “Talvez ele faça uma limonada desse limão, o Blairo sabe fazer”, afirma.

Eraí argumenta que o ministro tem bom relacionamento com políticos e dirigentes de vários países e que isso deve ajudar o trabalho de recuperação do mercado da carne após algumas sanções impostas por nações importadoras da proteína brasileira.

“Nós temos sorte de ter uma pessoa que conhece bem o setor, conhece cada frigorífico, sabe como é que é dentro de um frigorífico, como é que dentro de uma indústria de carne. Dentro de uma indústria de carne a gente não consegue imaginar a limpeza e a higiene que tem ali”, afirma.

O empresário ainda falou sobre a paralisação da produção anunciada pela JBS. O empreendimento anunciou, ontem, que os trabalhos em 33 das 36 unidades de processamento no país seriam suspendidos. “É temporário porque tem que colocar essa carne no mundo”, disse Eraí.  

Operação 

A Operação Carne Fraca, deflagrada pela Polícia Federal na sexta passada (17), apontou a existência de irregularidades na fiscalização realizada em frigoríficos de vários estados brasileiros. Nenhuma planta de Mato Grosso, porém, está sendo investigada até o momento.

Até ontem (24), pelo menos 11 países haviam suspendido temporária e integralmente a importação de carne brasileira e seus derivados, após vir a público as suspeitas de irregularidades pontuais na fiscalização do setor. A União Européia e outros três países optaram por embargar apenas as compras dos 21 frigoríficos alvos da Operação Carne Fraca. 

Segundo o Mapa, até a deflagração da operação policial, as carnes bovina, de frango e suína nacionais e seus derivados eram exportados para mais de 150 países. A média de embarque diário do Brasil para o exterior até então era de US$ 63 milhões. Quatro dias após a notícia da suspeita de que ao menos 21 frigoríficos podem ter colocado à venda carne adulterada e produtos irregulares, o total embarcado na última terça-feira (21) caiu a apenas US$ 74 mil.

Ainda de acordo com o Mapa, até a noite de ontem os seguintes países tinham suspendido temporariamente ou desautorizado o desembarque de carne e produtos cárneos procedentes do Brasil: China; Chile; Egito; Argélia; Jamaica; Trinidad Tobago; Panamá; Catar; México e Bahamas, além de Hong Kong, que tem o status de Região Administrativa Especial da China.

 

Carlos Palmeira e Jacques Gosch

Rdnews


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