Cidades

10/08/2017 08:14 FOLHA MAX

Estado teve prejuízo de R$ 120 milhões só com compra dos vagões do VLT

O Governo de Mato Grosso teve um prejuízo de R$ 120 milhões somente na compra dos vagões do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). Segundo informações da Polícia Federal, o secretário da Secopa-MT, Maurício Guimarães, "adquiriu mais vagões do que o necessário para a disposição do serviço de VLT".

A denúncia é parte do inquérito da Polícia Federal utilizado pelo juiz da Sétima Vara Judiciária de Mato Grosso, Paulo César Sodré, que autorizou a deflagração nesta quarta-feira da "Operação Descarrilho", que apura fraudes no processo de licitação para escolha do modal de transporte, além de sua implantação em Cuiabá e Várzea Grande. Os órgãos de controle chegaram ao montante utilizando informações levantadas pela Controladoria-Geral do Estado (CGE) após auditoria técnica da empresa KPMG, já na gestão do governador Pedro Taques (PSDB).

A PF assinala que houve um claro desvio de recursos públicos. “Mediante análise técnica da Controladoria-Geral do Estado, de auditoria técnica empreendida pela empresa KPMG e pelos relatórios da gerenciadora das obras do VLT, constata-se claramente que, nas obras do VLT, o então Secretário Extraordinário da Copa, Maurício Guimarães, na condição de ordenador de despesa, adquiriu mais vagões do que o necessário para a disposição do serviço de VLT causando prejuízo aos cofres públicos no montante de aproximadamente R$ 120 milhões”, diz trecho do inquérito.

O recurso milionário é parte dos pagamentos adiantados pelo Governo do Estado a empresa espanhola CARF. Só de material rodante, adquirido segundo informações do inquérito em número superior ao necessários para operação do serviço, foram gastos R$ 497,9 milhões.

Os vagões do VLT foram adquiridos em 2012 e começaram a chegar em Cuiabá no ano de 2013. Eles nunca foram utilizados, uma vez que a estrutura de trilhos e de alimentação por energia elétrica, além da sinalização e adequações nas vias utilizadas pelo sistema de transporte sobre trilhos, já deveriam estar prontas. As obras, porém, foram paralisadas ainda na gestão Silval Barbosa em dezembro de 2014 e desde então está travada pela Justiça Federal.

A atual gestão do Governo de Mato Grosso tentou um acordo com os Ministérios Públicos Estadual e Federal. Porém, os órgãos ministeriais não aceitaram a primeira versão da proposta, apresentada em maio de 2017.

Com a deflagração da “Operação Descarrilho”, o projeto do VLT, que atenderia Cuiabá e Várzea Grande, tornou-se um sonho distante para os moradores das duas maiores cidades do Estado. O Esatdo decidiu hoje suspender as negociações com o Consórcio.


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