Cidades

10/08/2017 08:27

Secretário diz que operação policial 'não muda nada'

O secretário de Estado de Cidades, Wilson Santos, afirmou que a Operação Descarrilho, deflagrada pela Polícia Federal na última quarta-feira (9), não desanima o governo de buscar uma solução para o Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT), cujas obras estão paralisadas há dois anos.

A operação apura crimes de fraude a procedimento licitatório, associação criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato e lavagem de capitais, em tese ocorridos durante a escolha e execução da obra do VLT. “Não muda nada. Continuaremos determinados na busca de uma solução. As possibilidades serão analisadas. Neste momento temos que prestar todas as informações. Estamos abertos aos Ministérios Públicos e à Polícia Federal”, afirmou.

Segundo o secretário, ainda é muito prematuro dizer se haverá a manutenção do acordo com o Consórcio VLT, que previa que o Estado pagasse mais R$ 922 milhões para a conclusão da obra do modal de transporte, no qual já foram gastos R$ 1 bilhão. “É muito cedo, muito recente para falar sobre isso. Não sabemos o teor. Mas nós não desanimaremos. Continuaremos determinados e com mais fôlego ainda, temos que encontrar uma solução”, disse.

Questionado se a solução seria garantir a conclusão da obra, Wilson se esquivou e disse “que isso não pode ficar como está”. Ele lembrou ainda do valor que ainda é gasto mesmo com a obra parada. “Foram investidos mais de R$ 1 bilhão nesta obra, paga-se mais de R$ 550 mil por dia de empréstimo, de amortização, seguros, manutenção, serviços da dívida. Tem que ter uma solução. Nós vamos encontrar uma solução”, afirmou.

Ainda segundo Wilson, toda a situação que envolve o VLT é muito complexa, porém a operação policial é “mais uma etapa” que precisará ser resolvida. “Essa é mais um fato importante e vamos resolver. A solução que nos encontramos vai respeitar os princípios da administração publica. Isso que nos motiva e empurra pra frente”, assegurou.

Wilson voltou a reafirmar que o acordo entre o Estado e Consórcio está suspenso até que se apure as responsabilidades do Consórcio diante das acusações do MPF. O acordo já estava em sua fase final, faltando somente adequação de itens apontados pelos Ministérios Públicos como irregulares, para posterior envio e homologação da Justiça Federal. "Vamos entender o tamanho das operações, as consequências delas e vamos continuar dialogando com os MPs”, encerrou.


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