Cidades

Precariedade 07/12/2017 09:10 Regina Botelho

Moradores reclamam de atraso na coleta de lixo em bairros de VG

A falta de coleta de lixo em alguns bairros em Várzea Grande tem gerado problemas aos moradores. Em diversos pontos da cidade, os resíduos se acumulam, exalam mau cheiro, juntam insetos. empresa Locar Gestão de Resíduos

Em média, cerca de 170 toneladas de dejetos são geradas diariamente na cidade pela empresa Locar Gestão de Resíduos. Cerca de 13 caminhões fazem o serviço no município.

Entre os bairros que estão com o serviço irregular há mais de uma semana, estão o Jardim Primavera, Pireneu, Vitória Régia, 15 de Maio e Residencial Milton Figueiredo.

“O caminhão passa uma vez por semana. Não sabemos o dia e a hora. A situação está horrível. As ruas cheias de lixo, fedendo, tudo acumulado", diz Jaqueline Ribeiro do Jardim Primavera.

A dona de casa Gisele dos Santos, do bairro Jardim Primavera, reclama que os detritos ficam acumulados na frente das residências, provocando mau cheiro e atraindo animais.

Para um comerciante que não quis se identificar os prejuízos são grandes. "Imagina o lixo acumulado do final de semana e que ainda se encontra na rua. Tem lixo lá que está podre, a gente tem que ficar jogando água".

A costureira Maria Aparecida mora na Cohab 15 de Maio e conta que o recolhimento do lixo tem sido feito uma vez por semana na região, mas o caminhão da coleta já ficou até 15 dias sem passar.

O aposentado José Goulart, do Pirineu reitera que a população paga a taxa de lixo e não tem o serviço prestado adequadamente. De acordo com o porteiro Fausto Aguiar do Pirineu, a situação é preocupante. "Eles estão demorando semanas para recolher o lixo. Todos nós pagamos a taxa de lixo e queremos que ele seja coletado. O lixo fica apodrecendo na frente das casas", enfatiza.

Os moradores contam que, além de terem que conviver com o forte cheiro, o acúmulo de resíduos tem atraído animais como ratos e baratas para suas residências.

No Residencial Milton Figueiredo as falhas no serviço tiveram início na semana passada, e os entulhos têm se acumulado pelas ruas do residencial.

Priscila Pereira relata que a convivência com o lixo em frente às suas residências está complicada, uma vez que diversos animais acabam revirando as sacolas com lixo em busca de comida e a sujeira acaba se espalhando pelas ruas.

Os moradores se preocupam com o mosquito Aedes Aegypti, segundo eles o lixo na avenida oferece um grande risco à saúde e dizem que não sabem quando haverá coleta. “ Não tem mais como passar na rua, nunca mais vieram fazer a coleta, a situação vai só aumentar” disse Mario Black, autônomo.

Há uma semana os moradores do Residencial Flor do Ipê, estão tendo que colocar o lixo dependurados nas árvores e calçadas, pois já não há espaço nas lixeiras.

Perigo

O lixo não coletado em alguns bairros tem como destino os córregos e terrenos baldios. A ação aumenta o risco de enchentes e proliferação de doenças.

Os resíduos obstruem e chegam a entupir a tubulação responsável pelo escoamento das águas, como boca-de-lobos e galerias.

O resultado são as enchentes, já que a água das chuvas não consegue escoar e acabam invadindo as casas, que estão perto dos canais.

Muitas vezes, a pessoa que joga o material, mora na ribanceira do córrego e é a primeira a ser atingida em caso de inundação.

O lixo também atrai roedores e animais peçonhentos, que vêem no resíduo alimentação.

Outro Lado

A reportagem entrou em contato por telefone com o secretário municipal de Serviços Públicos e Mobilidade Urbana, Breno Gomes. Ele disse que o problema, ocorreu devido a problema na frota dos caminhões, mais garantiu que a deficiência será sanada em todos os bairros citados na reportagem.


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