Economia

09/05/2018 09:15 G1

Vendas de cerveja apresentam queda no país

A Ambev, maior fabricante de cerveja e refrigerantes da América Latina, registrou lucro líquido atribuído aos controladores de R$ 2,516 bilhões no 1º trimestre, o que representa uma alta de 14,4% na comparação com os 3 primeiros meses do ano passado (R$ 2,199 bilhões). O ganho, entretanto, foi menor do que o registrado no 4º trimestre (R$ 3,299 bilhões).

Já o lucro líquido ajustado foi de R$ 2,61 bilhões no 1º trimestre, alta de 12,7% na comparação anual, segundo balanço divulgado nesta quarta-feira (9).

A companhia atribuiu o resultado à redução das despesas financeiras e a um "crescimento orgânico do Ebtida" consolidado de todas as operações – o lucro de juros antes de juros, impostos, depreciação e amortização, que subiu 10,1% no 1º trimestre, atingindo R$ 4,638 bilhões. A margem Ebitda ajustado subiu 1,2 ponto percentual para 39,9%.

A receita líquida da Ambev cresceu 5,9% na comparação anual, para R$ 11,64 bilhões, mesmo com queda de 1,8% nas vendas do Brasil, que foram impactadas por volumes mais fracos em cerveja e refrigerante, que caíram 8,1% e 19,4%, respectivamente.

A empresa destacou, entretanto, que a queda de volume de vendas de cerveja "foi quase totalmente compensada" por um crescimento de 7,7% na receita por hectolitro da bebida. “Já havíamos antecipado que o trimestre seria desafiador em termos de volume dada a base de comparação difícil com o mesmo período de 2017, quando crescemos acima da indústria. Além disso, o setor cervejeiro como um todo apresentou nova contração no trimestre, dado o carnaval logo no início de fevereiro e o clima menos quente”, disse Ricardo Rittes, vice-presidente financeiro e de relações com investidores da Cervejaria Ambev.

A queda no volume de vendas de cerveja no Brasil tem sido nos últimos trimestres compensada por um maior consumo das marcas de cervejas mais caras da Ambev. "O portfólio premium de marcas globais da cervejaria, que inclui Budweiser, Corona e Stella Artois, seguiu sua trajetória de crescimento e avançou dois dígitos no trimestre, reflexo da crescente busca dos consumidores pela categoria", destacou a companhia.

Na divisão que inclui, além do Brasil, outros países da América do Sul, a receita líquida da Ambev aumentou 24,6% em relação ao mesmo período de 2017. Na divisão Caribe, a alta foi de 8,7%, enquanto o Canadá ficou praticamente estável. A Ambev é a maior empresa de capital aberto do Brasil e está avaliada atualmente na bolsa em R$ 350 bilhões.

“Temos uma perspectiva positiva para os volumes de cerveja no Brasil no 2º trimestre, sustentado, entre outros fatores, pela Copa. Nossa visão para o restante do ano não mudou e continuamos otimistas para 2018. Para o Brasil, continuamos comprometidos em executar nossas iniciativas para sustentar nossas marcas, investindo em embalagens retornáveis e nas marcas premium, acelerando o crescimento do EBITDA em relação a 2017”, afirmou Rittes.

Segundo dados da Nielsen, as vendas totais de cerveja caíram 1,7% em volume em 2017 ante o ano anterior, enquanto que o faturamento cresceu 1,6%, impulsionado pelo crescimento de 13% das vendas de cervejas premium e artesanais, o que segundo os analistas confirma uma tendência mundial de beber menos, mas melhor.

Segundo os dados da Euromonitor, o consumo per capita de cerveja no Brasil caiu em 4 anos de uma média de 67,8 litros por cada brasileiro para menos de 60,7 litros ao ano. Nos EUA, por exemplo, a média está acima de 80 litros. Já em países como Alemanha, Irlanda e Republica Tcheca, passa de 100 litros.


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