Economia

06/08/2018 11:39 OLHAR DIRETO

​Maggi afirma que chegada de ferrovia a Cuiabá pode fomentar a criação de um pólo industrial na capital

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, afirmou que a ampliação da malha ferroviária em Mato Grosso, inclusive com uma ligação que passa por Cuiabá, poderá trazer indústrias para a Capital.


A intenção dos professores que criaram a proposta das duas ligações ferroviárias, uma ligando o município de Alto Araguai a Uberlândia (MG) e outra ligando Rondonópolis a Cuiabá e Sinop, é de ir além do transporte das safras e criar um pólo industrial no Estado. Um seminário acontece nesta segunda-feira (6) na Assembleia Legislativa para discutir este tópico.
  
O projeto foi elaborado pelos professores Luiz Miguel de Miranda, da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Sílvio Tupinambá, da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) e também por Carlos Antônio Garcia.


O intuito é que o Governo Federal abra para a licitação dois projetos de interesse para Mato Grosso, a ligação ferroviária de Rondonópolis /Cuiabá/Sinop (EF-262), ligando o Estado de norte a sul e a Ferrogrão que em breve será licitada.


A outra proposição da Proposta de Manifestação de Interesse (PMI) é ligar Alto Araguaia, em Mato Grosso, a Uberlândia, em Minas Gerais. Este trecho conecta com a Ferrovia Norte Sul em Rio Verde, em Goiás, e com a Ferrovia Centro Atlântica, em Uberlândia.


Para discutir este tema, acontece hoje (6) na Assembleia Legislativa o I Seminário de Transporte Multimodal de Mato Grosso. O evento contou com a presença de políticos como os deputados Wilson Santos (PSDB) e o presidente da ALMT, Eduardo Botelho (DEM), além de estudantes, pesquisadores, do reitor em exercício da UFMT, o professor Evandro Soares e do presidente da Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso (FIEMT), Jandir Milan, e também o ministro Blairo Maggi.


Maggi disse que esta discussão é de extrema importância para o Estado, já que apresenta as alternativas para o transporte da safra com um custo menor que o do transporte rodoviário.


“Nós somos um estado no centro geodésico da América do Sul, e isso quer dizer que a gente está meio longe de tudo. E uma das formas mais baratas de transportar grandes volumes é pelo trem. Então a discussão e a proposição de nós aumentarmos a malha ferroviária vem nessa direção de dar competitividade ao setor, e é bastante importante, a gente gasta muitos recursos no transporte por caminhões. À medida que nós pudermos diminuir isto com os trens, ficarão mais recursos nas mãos dos produtores que moram em Mato Grosso e investem em Mato Grosso, portanto melhoram a economia do Estado”.


De acordo com o ministro se buscará modelos diferentes de financiamento para a construção destas ferrovias, que ficará a cargo da União.


A intenção dos criadores do projeto vai para além do transporte das safras de Mato Grosso. De acordo com o professor Luiz Miguel de Miranda, o intuito é também transformar a região do Distrito Industrial em Cuiabá em um pólo de indústrias. O ministro Maggi afirma que com a infraestrutura necessária, e com a vinda da ferrovia, isto é uma possibilidade.


“À medida que você traz a infraestrutura para o Estado, você possibilita a industrialização, ninguém vem e coloca uma fábrica esperando que ela vai chegar no futuro. Depois que chegou aqui ele vai fazer as contas e certamente poderá muita coisa acontecer aqui”, disse o ministro.


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