Economia

30/10/2018 10:23

Após 2 anos parados inquérito volta ser investigado no “Caso Ortolan”  

Após 2 anos parados inquérito volta ser investigado no “Caso Ortolan”  

 

Quase dois anos após  Ministério  Público Estadual, através da Delegacia Fazendária mandar reabrir o “Caso Ortolan”, a Polícia Judiciária Civil começará a investigar o nebuloso caso, de suposto estelionato praticado pela viúva e pai  de Alex Ortolan  por falsificação de assinatura de advogado morto em 2014. O novo inquérito vai apurar as responsabilidades pela falsificação de assinatura de advogado, e escreventes e selos do cartório do 7º Ofício em Cuiabá,  em que a empresária Cláudia Mussoni Ortolan, viúva, e Ronildo Ortolan, pai do falecido advogado Alex Montanari Ortolan, falsificaram documentos públicos e assinaturas em reconhecimento de firmas falsas.

“Só não iniciamos as  investigações antes devido ao numero exagerado de casos de estelionato registrados na capital, e reclamados aqui na delegacia ”, disse o  Escrivão de Policia, da segunda Delegacia de Policia da capital Messias de Souza, que acumula mais de mil inquéritos e processos para serem apurados ou investigados. Segundo ele a lentidão dos processos, se deve a demora que cada oitiva, intimação ou investigação leva para sua conclusão, outros as pessoa não são encontrados no endereço mencionado, o que dificulta ainda mais a base da investigação. “Não é o caso Ortolan onde as pessoas são conhecidas e qualificadas e diferente de outras pessoas, que dificilmente são encontradas”, ainda disse o policial, prevendo a reabertura do caso para o final desse mês, “Até  o dia 30 estaremos fazendo os primeiros procedimentos, desse e de outros casos”, também disse ele. Para dar prosseguimento ao processo que apura o caso Otolan, segundo a policia Civil será necessário verificar os autos do inquérito, quanto a documentação e as partes para serem ouvidas, logo a seguir diligencias se necessárias para conclusão do inquérito através da autoridade policial. A morosidade e dificuldade, para  apuração dos fatos, em suspeita de caso de estelionato, tem sido presente para os delegados que trabalham na Delegacia. Em reunião para solicitação de reinstalação  de uma Delegacia de Estelionato da capital, feita ao Conselho Superior de Policia Judiciária Civil ocorrida em maio passado, teve a solicitação negada elo Conselho Superior de Policia. Alegação do Conselho; “Não dispõe  de estrutura física, previsão orçamentária e efetiva para criação de uma Unidade Policial”, a decisão consta em ata  015/2018. Recentemente o Centro Integrado de Segurança (CISC), do bairro Planalto teve iniciada grande reforma em sua estrutura física, incluindo a parte da delegacia e onde se apura os casos de estelionato,  a obra ainda não terminou.

Enquanto isso os inquérito que apura casos de estelionato, como é o Caso Ortolan, se ajuntam aos montes, atualmente pelos menos 12 mil inquéritos estão amontoados a espera de solução. “Tem Escrivão aqui que tem 7 mil inquéritos para se resolver”, também informou Messias, apontando outros colegas com mais de mil e até dois mil processos. Espera-se contudo ainda esse mês e em plena reforma da unidade policial , que a policia resolva um dos mais emblemáticos casos de suspeita de estelionatos, onde não só a viúva, como o próprio pai do empresário AleX Ortolan, são apontados como falsificadores de assinaturas do filho que morreu, mas voltou do além para assinar tais papeis, dando plenos poderes a Cláudia Mussoni Ortolan, viúva, e Ronildo Ortolan, pai do falecido.

Enteda o Caso:

Inquérito policial vai apurar responsabilidades pela falsificação de assinatura do advogado, de escreventes e selos do cartório do 7º Ofício em Cuiabá

A empresária Cláudia Mussoni Ortolan, viúva, e Ronildo Ortolan, pai do falecido advogado Alex Montanari Ortolan, estão sendo investigados pelo Ministério Público Estadual e pela Polícia Civil por suspeita de falsificação de documentos públicos e assinaturas em reconhecimento de firmas falsas. As falsificações ocorreram em documentos de alteração societária da empresa ALX Consultoria e Negócios Ltda. feita em agosto de 2014.

A abertura de inquérito foi determinada pela Corregedoria geral de Justiça do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, por meio do juiz corregedor e diretor do foro de Cuiabá, Aristeu Dias Batista Vilella, por meio do pedido de providências 4307-66.2015.811.0041, de  12 de março deste ano. A coordenadora das Promotorias Criminais de Cuiabá, Ana Cristina Bardusco Silva deve designar nos próximos dias, o promotor criminal que cuidará do inquérito.

A investigação criminal contra a viúva de Alex Ortolan, falecido em junho do ano passado, e o pai do advogado é resultado de uma denúnciafeita com exclusividade pelo jornal CO Popular em dezembro de 2014 (veja as capas nesta página). O caso foi posteriormente levado à Justiça pela escrivã titular do Cartório do 7º Ofício da Capital, Nilzete Asvolinsque.

Após publicação da primeira reportagem sobre as suspeitas de que a assinatura de Alex Ortolan em uma alteração de contrato societário da empresa ALX Consultoria e Negócios Ltda era falsa, o documento havia sido feito 60 dias depois da morte do mesmo, Nilzete Asvolisque determinou uma minunciosa busca no cartório e localizou  uma cópia do documento que originou a falsificação.

Asvolinski contou na ocasião à reportagem do CO Popular e do Brasil Notícia que  Cláudia Mussoni Ortolan e Ronildo Ortolan estiveram no Cartório no dia 25 de agosto de 2014 e reconheceram suas respectivas firmas no contratado de alteração societária da ALX Consultoria e Negócios Ltda., uma das empresas do advogado.

“Naquele dia, não houve reconhecimento da firma do falecido Alex Ortolan no documento original. Até porque isso seria impossível, pois ele havia morrido há mais de 60 dias e isto estava anotado em suas fichas e em nosso sistema. Assim, não resta dúvida de que o documento levado à Junta Comercial teve o selo falsificado a partir deste documento original, assim como as assinaturas das escreventes também foram falsificadas de forma grosseira”, afirmou a escrivã mostrando à reportagem os documentos originais.

Entenda o caso

No final de novembro de 2014, a redação do CO Popular em Cuiabá recebeu uma denúncia com cópias de documentos, segundo a qual, familiares do advogado Alex Montanari Ortolan, falecido em 20 de junho daquele ano teriam falsificado assinaturas do morto e selos de documentos oficiais.

As adulterações teriam por objetivo, permitir que a viúva, Cláudia Mussoni Ortolan, o pai do advogado, Ronildo Ortolan e outros familiares, tivessem livre acesso aos bens e ao dinheiro depositado em contas bancárias das suas empresas.

 A Manobra teria sido executada, ainda conforme a denúncia, a fim de driblar a burocracia do inventário, facilitando a eventual ocultação de patrimônio para impedir algum bloqueio judicial destes por conta de processos, já que a Polícia Federal e o Ministério Público Federal investigam os negócios do falecido advogado no âmbito da Operação Ararath.

As alterações na constituição societária da empresa, da qual Alex Ortolan teria se retirado como sócio majoritário transferindo sua parte para a viúva, Cláudia Mussoni Ortolan e para seus três filhos, teriam sido feitas pelo próprio advogado no dia 25 de agosto deste ano, conforme atestariam os selos e reconhecimentos de firmas apostos no documento.

O problema é que, nesta data, já havia se passado 65 dias da morte e sepultamento de Alex Ortolan. Ou seja, o morto teria, miraculosamente, não apenas assinado os documentos, como ido ao cartório para, de corpo presente, reconhecer pessoalmente sua firma!

Empresa milionária e cartas de crédito - A ALX Consultoria e Negócios Ltda é uma empresa milionária. Com um capital social de R$ 4,03 milhões, a empresa seria ainda detentora de créditos milionários em cartas de crédito e precatórios.

A empresa ALX Consultoria e Negócios foi aberta por Alex Ortolan em abril de 2010. O advogado ficou famosos em Mato Grosso como “o Rei das Cartas de Crédito”  devido à sua habilidade e alta taxa de sucesso em processos de compensação de dívidas fiscais de empresas com as chamadas “moedas podres”: cartas de créditos e precatórios emitidos pelo Governo do Estado.

Nos dois primeiros anos, a ALX na prática, se manteve inativa. Mas, em 2012, a empresa foi contratada pela Missão Salesiana de Mato Grosso para a realização de supostos serviços de consultoria. O contrato rendeu à ALX a fortuna de R$ 10,81 milhões entre maio e novembro daquele ano.

Tanto a viúva do advogado, Cláudia Mussoni Ortolan, quanto o então diretor-administrativo da Missão Salesiana de Mato Grosso, Antônio Teixeira, se recusaram a esclarecer qual a natureza da “consultoria” realizada pela ALX.


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