Educação & Cultura

06/06/2018 08:28

Vereador Abílio usa a tribuna para fazer ameaças e é desmentido pelo Jornal Centro Oeste Popular, Assista ao vídeo

O vereador Abílio Júnior (PSC), mente e mente descaradamente para atacar e ameaçar a diretoria do jornal CO Popular que investiga suspeitas de irregularidades envolvendo o parlamentar

Da Redação

"Olha moço, não tenho nada a ver com esse Abílio. Não faço idéia de quem seja. O que eu quero é resolver esse problema. Se por acaso ele [vereador Abílio] está colocando [falando] alguma coisa lá [na Câmara de Vereadores] é por parte dele, sem minha autorização!" Está foi a reação da empresária Nívea Daniela Velasco durante entrevista gravada ao CO Popular ao ser questionada sobre pronunciamento feito pelo vereador Abílio Júnior, do PSC, afirmando que ela estaria processando o jornal por ter denunciado seu vínculo com uma empresa em que,supostamente, o parlamentar seria proprietário oculto.

Contrariado pelas investigações sobre seus "negócios", o vereador Abílio "Junior" Brunini Moumer, voltou a usar, aparentemente de forma indevida, o nome de Nívea Velasco, desta vez,  para atacar e fazer ameaças da tribuna da Câmara contra o diretor do jornal Centro Oeste Popular, jornalista Maycon Milas.

As ameaças do vereador ao jornal CO Popular é claramente uma tentativa de calar o semanário e barrar as investigações que estão sendo realizadas para devendar suas relações "empresariais" e "comerciais" por meio da Moumer  Arquitetura e Urbanismo e na nomeação de Nívea Velasco como "fantasma" na Secretaria Municipal de Saúde, diretoria técnica de Vigilância Epidemiológica, onde desde setembro de 2017 estaria lotada com salário mensal de R$1.292, valores que ela afirma jamais ter recebido.

Na tribuna da Câmara na semana passada,  em tom debochado e irônico, o vereador discursou tentando convencer aos vereadores de que ele nada tem a ver com a contratação da suposta empresária pela Prefeitura de Cuiabá, fato que atribuiu à um colega do Legislativo Municipal, o vereador Paulo Araújo.

Também usou o nome da servidora fantasma e sócia da empresa que ele nega ser não ter nenhuma relação e nem saber onde fica  - mesmo a mesma leve seu sobrenome como nome fantasia – para dizer que o jornal CO Popular seria processado judicialmente por Nívea Velasco, bem como que esta teria se colocado a disposição para ir à Câmara de Vereadores "esclarecer todo o caso".

Mentiu o vereador. Mentiu descaradamente. O vereador é que precisa, urgente, esclarecer porque tem tanto medo de explicar seus negócios já que assegura não ter nada a esconder, ainda mais sendo um homem público.

Diante das ameaças do vereador na tribuna da Câmara, a reportagem entrou em contato com a Nívea Velasco pela segunda vez e, novamente, em entrevista gravada, ela reafirmou o parlamentar não tem autorização para falar ou usar seu nome seja para o que for, que ela nunca conversou com Abílio Brunini sobre o caso, além de estranhar que seu nome esteja sendo vinculado à uma ilegalidade – a nomeação para cargo público que ela havia recusado.

Ainda conforme Nívea Velasco, ela não tem qualquer interesse e nem vê motivos para processar o jornal que, ao realizar a apuração sobre a empresa Moumer Arquitetura e Urbanismo, acabou por alerta-la para o fato de que o seu nome está sendo usado por alguém, sem seu consentimento, de forma arbitrária e política, aparentemente para auferir algum tipo de vantagem da administração pública municipal.

EM FAMÍLIA

O vereador Abílio Júnior, em meio ao seu discurso farsesco, acabou por revelar uma informação importante: que foi professor do arquiteto Mardio Silva Júnior, que figura como sócio proprietário, em conjunto com a sua prima Nívea Velasco, da Moumer Arquitetura e Urnbanismo. A informação lança um pouco mais de luz e deixa claro porque a M.S. Arquitetura e Projetos Ltda e a  "Moumer Arquitetura e Urbanismo" são a mesma coisa: é um negócio literalmente "de família".

Em sua edição nº 788, reportagem do CO Popular revelou fortes indícios de que o vereador Abílio Junior seria, na verdade, o dono oculto da Moumer Arquitetura e Urbanismo/M.S. Arquitetura e Projetos Ltda, cujos proprietários formais seriam o arquiteto Márdio Silva Júnior e Nívea Daniela Velasco.

Entre os indícios, estão informações colocadas em destaque na página da Moumer na internet (www.moumer.com.br). Lá, na aba "nossa equipe" consta uma lista de profissionais da empresa, entre os quais o vereador – que é especialista em gestão de trânsito e mobilidade urbana. Também um irmão do parlamentar, que cursa arquitetura, consta como membro da equipe da Moumer na condição de estagiário.

As perguntas que não querem calar – e o vereador jamais conseguirá impedir que sejam feitas com suas ameaças – são: por que Abílio "Júnior"  Brunini Moumer, o falastrão e midiático parlamentar da oposição dá seu nome para uma empresa que diz não lhe pertencer? Por quais razões o vereador Abílio tem tanto medo de se explicar publoicamente sobre seus negócios se nada tem a esconder? Por que uma sócia da empresa que leva o nome do vereador Abílio acabou contratada como "fantasma" pela Prefeitura de Cuiabá? Mistério ainda a serem esclarecidos.


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