Entrevista da Semana

“ O meu maior desafio é dar um rumo de humanização e da inclusão a saúde pública”

Regina Botelho

Da Redação

Centro- Oeste Popular - Qual é o balanço que o senhor faz dos 100 primeiros dias de sua gestão?

Emanuel Pinheiro - Positiva. Uma questão que está quebrando paradigmas, quebrando preconceitos e se aproximando cada vez mais da população. Uma gestão presente na vida das pessoas, da cidade tomando atitudes, não fugindo dos problemas e olhando olho no olho da sociedade cuiabana. Uma gestão que preocupa e está comprometida. Um exemplo, é que fomos à única cidade do Brasil que não tivemos reajuste na tarifa do transporte coletivo. Isso, não ocorreu porque queremos quebrar essa lógica e quebrar paradigmas, pois antes de aumentar a tarifa temos que falar em qualidade, investimentos na melhoria do sistema. E nesse sentido, estamos avançando em varias áreas, tomando decisões e humanizando a gestão pública. Desejo desenvolver economicamente a cidade, como também resgatar a autoestima e a valorização do cuiabano. Sou um político que gosta das pessoas, do povo e vamos juntos superar os problemas que a Cuiabá dos 300 anos nos impõe.

CO Popular-Quais os principais programas para os próximos meses?

Emanuel Pinheiro- O Programa Minha Rua Asfaltada que irá pavimentar 115 quilômetros em sua primeira etapa. A meta é asfaltar 600 quilômetros de asfalto em quatro anos, com pavimentos de qualidade, com drenagem com águas pluviais. Investir na saúde e cidadania da população. Isso será um marco. O projeto piloto da ‘Hora Estendida’ nas creches. Vamos entregar duas creches, vamos resgatar o PELC –

Programa de Esporte e Lazer da Cidade em parceria com o Ministério dos Esportes. Esse programa estava perdido por quatro anos na prefeitura, nós resgatamos no valor de R$ 4 milhões. O PELC não é feito no centro da cidade, mas nos bairros, dando inclusão a população, tirando as crianças e adolescentes do mundo das drogas e violências. Reintegrarão os idosos no mundo do esporte e lazer.

CO Popular- Quais as principais dificuldades principalmente na saúde?

Emanuel Pinheiro- A saúde é o grande gargalo. É um grande problema. O sistema está um caos é o serviço público que mais me aborrece. A saúde é um sistema altamente desestruturado, insensível, como uma gestão baixa e fraca. Temos servidores comprometidos, sérios, porém falta gestão. Vou colocar o dedo na ferida, estamos estudando medidas de impacto. Ao lado da minha equipe, dos servidores, vamos anunciar medidas de choque para humanizar a saúde pública na Capital. Vamos enfrentar os desafios necessários para avançar e humanizar a saúde pública, promovendo a inclusão, humanização e a excelência na prestação de serviços. Estou insatisfeito, com a baixa qualidade da saúde. A população está sofrendo há anos com essa situação. Irei apresentar em breve medidas que venham dar um choque na gestão de saúde pública, colocando o dedo na ferida, para mudar essa situação que perpetua há décadas em Cuiabá.

CO Popular- Prefeito existe estudos que irão indicar viabilidade de comercialização de imóveis pertencentes ao município?

Emanuel Pinheiro- Sim. O município possui cerca de mil propriedades que se transformaram em massa podre e trouxeram prejuízos para a prefeitura. Estamos buscando alternativas para amenizar esse problema orçamentário, sendo a primeira dela que já vem sendo executada, é a boa relação política nas esferas estadual e federal, com destaque com a bancada federal. Outra medida é buscar dinheiro novo, que seria junto à iniciativa privada, as PPPs (Parcerias Público Privadas) e os ativos do município. Esses imóveis poderiam ser vendidos, alugados, arrendados ou mesmo colocados em garantia para levantar recursos, servindo também para fortalecer a Previdência municipal. Essas alternativas vêm sendo estudadas, sob coordenadoria da Secretaria Municipal de Fazenda.

CO Popular- O que o senhor considera um grande desafio na administração da cidade e como está lidando?

Emanuel Pinheiro- O desafio é dar um rumo de humanização e da inclusão a saúde pública. Com isso, contabilizar todas as ações para transformar Cuiabá em uma cidade cada vez melhor para se viver. Temos tudo, um povo maravilhoso, uma cidade alegre, festiva, feliz, hospitaleira, devota e com identidade cultural fortíssima. Falta despertar esse gigante adormecido para nivelar Cuiabá, por cima. Por isso, temos que ter o melhor serviço público, de exigir a excelência na prestação de serviço público e ser comparado com os grandes centros do Brasil. Cuiabá não pode ser nivelada por baixo. Então, esse toque na alma do cidadão cuiabano que mora e vive em Cuiabá é o maior desafio. E se

Deus quiser, com o nosso exemplo, com a nossa atitude, nossa liderança iremos desabrochar esse gigante adormecido que existe dentro de nós e que está enterrado nessa terra querida e abençoada.

CO Popular- Como o senhor avalia a relação entre prefeitura e Câmara neste início de gestão?

Emanuel Pinheiro- Excelente. Comecei minha vida pública como vereador. Fui vereador por duas vezes em Cuiabá. Tenho uma amizade pessoal especial como os 25 vereadores. Eles estão dando toda a sustentação, estão com boa vontade em ajudar e somar, mesmo aqueles que foram eleitos na chapa adversária. Todos querem ajudar a somar e contribuir com a nossa gestão.

CO Popular- Como é ser prefeito de uma cidade com 300 anos?

Emanuel Pinheiro- Uma sensação indescritível, um sonho. Estou nas nuvens. Vivo em estado de graça, como uma empolgação e com uma alegria constante, de ser prefeito de uma cidade maravilhosa, simbólica e emblemática, como Cuiabá. Comandar um povo tão interessante. Um orgulho pode ser o prefeito da terra que nasci, nos seus 300 anos, uma data tão emblemática e simbólica. Tudo que eu falar, gritar, a minha paixão por Cuiabá é um 1% daquilo que estou sentindo de emoção, alegria e empolgação de ser o prefeito da cidade.

CO Popular- Com relação à CAB e ao transporte coletivo, o que o senhor tem a falar?

Emanuel Pinheiro- Assim que assumi, no primeiro dia de governo baixei um decreto determinando a conformidade de assessoria jurídica e administrativa da CAB que a ex-gestão do prefeito Mauro Mendes construí. Vamos aguardar o resultado, bem como a empresa que está respondendo pela CAB. Determinei a Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano que encomendasse um trabalho junto a Fundação Getúlio Vargas, para construir um novo plano de saneamento básico para Cuiabá. Em sete anos, pretendemos investir R$ 7 bilhões de reais em saneamento básico, sendo que os primeiros 240 bilhões serão desembolsados assim que se assine o contrato com a nova gestora do sistema. Se não confirmar essa realidade de injeção financeira de R$ 1 bilhão, e o parcelamento em 18 vezes de R$ 204 bilhões, não tenham dúvidas que irei decretar a anualidade do contrato e realizar uma nova licitação para o sistema. Uma licitação que atraia para Cuiabá, uma empresa comprometida, que tenha expertise e experiência na área do saneamento básico.

CO Popular- De que forma o senhor pretende ajudar na retomada do VLT de que forma?

Emanuel Pinheiro- Quando fui deputado estadual essa foi a minha consagração. Criei a frente parlamentar de defesa, retomada e conclusão das obras do VLT. Sempre vi no modal de transporte, não apenas a transformação e revolução do transporte coletivo, mas sim um modal de desenvolvimento humano. O VLT impacta no transporte coletivo, impacta na economia, no meio ambiente, na revitalização do centro histórico integrando a cidade. É um novo indutor do desenvolvimento humano. Sempre acreditei no VLT e para mim é uma grande transformação do desenvolvimento humano, de qualidade de vida da população, da Cuiabá dos 300 anos. Graças a Deus o Governo do Estado encontrou o caminho, bateu o martelo e está resolvendo as últimas questões burocráticas para retomar essa tão importante obra.


“Programa busca assegurar integralmente o direito social das famílias em Mato Grosso”

Max Joel Russi é graduado em Administração de Empresas. Empresário e foi eleito o

vereador mais votado do município de Jaciara em 2000. Foi eleito e reeleito prefeito de

Jaciara nos anos de 2004 e 2008, priorizou as áreas de educação, meio ambiente, saúde

e infraestrutura. Foi o presidente do Consórcio Regional de Saúde da região Sul. Eleito

deputado estadual em 2014 com 20.690 votos pelo PSB. Atualmente Max Russi está

licenciado do cargo eletivo para assumir a gestão da Secretaria de Estado de Trabalho e

Assistência Social. Em entrevista, o secretário fala sobre oa Programas “Pró-Família” e

“Criança Feliz” lançados pelo governador do Estado de Mato Grosso, Pedro Taques e o

ministro do Desenvolvimento Social e Agrário, Osmar Terra.

Olho 1-“Estamos trabalhando juntos com todas as secretarias para que as políticas

públicas beneficiem essas famílias e consigam melhorar sua situação de

vulnerabilidade”.

Olho 2-“Definimos o percentual para ter de forma igualitária em todos os municípios do

estado, priorizando os 30 piores IDH de MT”.

 

Olho 3- “Queremos que os municípios dentro da sua área de atuação dependam daquilo

que realmente a gente dê condições de qualificar e colocar com mais chances no

mercado de trabalho”.

 

Regina Botelho

Da Redação

 

Centro-Oeste Popular- Qual a importância do programa Pró-família para MT?

Max Russi- Promover a inclusão social de famílias pobres, extremamente pobres, em

risco ou em situação de vulnerabilidade social, por meio de transferência de renda. O

Programa prevê a entrega de um cartão para as famílias, com o qual elas poderão

adquirir alimentos, no valor de R$ 100,00.

 

CO Popular- Qual o público alvo do programa?

Max Russi- O público-alvo são 35 mil famílias com renda familiar per capita inferior a

um terço do salário-mínimo vigente, que deverão receber um auxílio mensal para ser

investido, principalmente, em alimentação. No entanto, terão que atender a uma série de

condicionalidades, como, por exemplo, manter a frequência escolar dos filhos.

 

CO Popular- Qual o custo do Pró-Família e seu objetivo?

Max Russi- O Pró-Família terá um custo global de R$ 60 milhões para atender 35 mil

famílias nos 141 municípios do Estado. O objetivo é promover a inclusão social de

famílias pobres, extremamente pobres, em risco ou em situação de vulnerabilidade

social, por meio de transferência de renda.

CO Popular – Secretário, como funciona o Programa Criança Feliz?

Max Russi- O Governo Federal destinou o valor global de R$ 666 mil para Mato

Grosso. No Estado, 37 municípios aderiram ao programa e 5.950 crianças serão

atendidas. O Programa é instituído no âmbito das políticas públicas protetivas à

primeira infância, e busca assegurar integralmente o direito social pela proteção integral

das pessoas em situação de vulnerabilidade social, desde a gestação até os seis anos de

idade. O Criança Feliz prevê, entre outras ações, visitas domiciliares semanais de

acompanhamento dos filhos dos beneficiários do Bolsa Família. O Governo Federal

pretende atender mais de quatro milhões de crianças em todo o país até 2018.

CO Popular- O programa é de transferência de renda, mas que também tem o objetivo

de qualificar e dar caminhos novos para essas famílias?

Max Russi- Sim. Esse é o diferencial maior do programa e isso será o ponto de sucesso

do programa: o número de famílias retiradas da vulnerabilidade.  Estamos trabalhando

juntos com todas as secretarias para que as políticas públicas beneficiem essas famílias

e consigam melhorar sua situação de vulnerabilidade.

CO Popular - Qual o valor que vai ser passado para cada família?  Quantas famílias

estão cadastradas?

Max Russi – Serão R$ 100 em alimentação, que não poderão  ser usados para comprar

bebida e cigarro. Essas famílias deverão estar no cadastro único da Assistência Social,

um requisito fundamental que não abrimos mão. O cadastramento ainda vai ser feito.

CO Popular- Essas 35 mil famílias novas vão ser identificadas nesse programa ou são

famílias que recebem o Bolsa Família?

Max Russi- Novas, mas que podem coincidir de estar no programa Bolsa Família. A

ideia é o agente de saúde identificar na sua área de atuação aquelas famílias prioritárias.

São mães solteiras com vários filhos, deficientes, famílias com idosos acalmados,

famílias que estão todos desempregados, enfim famílias que estão morando em áreas de

risco.

CO Popular-O programa vai atingir os 141 municípios de Mato Grosso?

Sim- Sim.  Foi feito um critério de divisão através do Bolsa Família, através do cadastro

único da assistência social. Definimos o percentual para ter de forma igualitária em

todos os municípios do estado,  priorizando os 30 piores IDH de MT. Foi uma

determinação do governador.

CO Popular- Quando se fala em qualificação quem está envolvido e que tipo de

qualificação será dada?

Max Russi- Temos vários parceiros, entre eles a Fecomercio, Ministério Público do

Trabalho, Tribunal de Justiça, OAB, Lions, Maçonaria, Rotary. Enfim, procuramos

todos os agentes possíveis e demandaremos as ações em conjunto com secretaria de

assistência social. Queremos que os municípios dentro da sua área de atuação dependam

daquilo que realmente a gente dê condições de qualificar e colocar com mais chances no

mercado de trabalho.

CO Popular- Será feito alguma pesquisa com essas 35 mil famílias?

Max Russi- Sim. Iremos fazer um grande RX- da situação dessas famílias. Dessa forma,

pretendemos fazer um grande monitoramento desse cadastro.

CO Popular-O senhor deixa claro que a Setas vai depender bastante da eficiência da

área da assistência social dos municípios. Como está esse entendimento?

Max Russi- Fundamental.  Sem os municípios, os prefeitos e as assistentes sociais não

conseguiremos avançar no programa. Os municípios irão ganhar muito com isso. A

obrigação que todos os prefeitos almejam é melhorar a fonte de renda da sua população.

Então eles vão ter que traçar estratégias. Estamos procurando várias fórmulas para

estimular as prefeituras. Mas só vai ter sucesso quem tiver interesse maior.

CO Popular- Como funciona o Programa Criança Feliz?

Max Russi- É um programa em parceria com o Governo Federal e o Governo do

Estado. Na minha concepção é um belo programa. Um exemplo, é que apenas no

começo apenas 37 municípios aderiram. Essas cidades vão ganhar o aporte, recurso, o

Ministério vai mandar o dinheiro por criança assistida, desde a gestação até os seis anos

de idade. Aquela família que tem uma criança que está no Bolsa Família, que é

vulnerável, o município irá pagar por visita um agente social para poder fazer o

acompanhamento lá. O ministério quer que se faça uma política muito forte em cima

dessa criança.

CO Popular- Mato Grosso já tem um número especifico sobre quantas pessoas serão

atendidas?

Max Russi- Todos os municípios que aderiram ao Criança Feliz. Todas as crianças terão

acompanhamento , das famílias que estão no Cadúnico e que estão recebendo o Bolsa Família 


“ Tenho estimulado o livre mercado, a expansão de fronteiras comerciais no setor produtivo de Mato Grosso”

Nascido em Torres (RS), Blairo Maggi é engenheiro agrônomo, empresário, político brasileiro e atualmente está Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Brasil. Foi o 53º governador do estado de Mato Grosso de 2003 a 2010 e senador da República pelo mesmo Estado de 2011 até maio de 2016. Em maio de 2016, filiou-se ao Partido Progressista (PP), a fim de representar o partido no governo Michel Temer, assumindo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Em entrevista, Maggi fala sobre eleições 2018, agronegócio, BR-163, prejuízos dos produtores rurais de Mato Grosso, entre outros assuntos. Confira.

Olho 1- “Aceitei a posição de ministro para trabalhar e corrigir coisas que eu, como agricultor e empresário, sentia que poderiam ser diferentes na condução do ministério”.

Olho2- “A citação na delação premiada de criminosos é apenas um passo do processo. Daqui para frente, é preciso ver o que efetivamente vai acontecer.”

Olho 3- A única alternativa é a conclusão do asfaltamento da BR-163 em 100%. O governo se comprometeu em fazer 60 quilometro. Temos orçamento, recursos e dinheiro.”

 

Olho 4- “ A agricultura é uma coisa ágil, mas muito perigosa, pois se você não atuar no problema do dia seguinte, com certeza o produtor irá perder sua safra”.

 

Regina Botelho

Da Redação

 

CO Popular-  O senhor é cotado pela cúpula nacional do Partido Progressista (PP) para ser candidato à presidência da República nas eleições de 2018.Procede?

Blairo Maggi- Sim. Existe essa possibilidade de ser uma opção ao Palácio do Planalto. Tenho recebido o entusiasmo de muitos correligionários. Mas não é um projeto de uma pessoa. É um processo muito difícil de construir, que envolve discussões com diversos segmentos. Todos sabem da baixa densidade eleitoral em âmbito nacional o que demandaria ainda mais esforço.

CO Popular- Ministro, o senhor aceitara concorrer ao Palácio do Planalto se a conjuntura política lhe pesar a favo?

Blairo Maggi- Aceitaria sem dificuldades. As pessoas me perguntam, se o cavalo passar encilhado na minha frente você sentaria? Sim, eu obviamente vou aproveitar a oportunidade. Mas, numa linguagem bem chula, eu não vou ficar correndo atrás do cavalo no pasto. Não dá para fazer um projeto por ai.

CO Popular- Qual a prioridade para 2018?

Blairo Maggi- Ser novamente candidato ao Senado nas eleições de 2018. O meu projeto é colocar meu nome novamente a disposição dos mato-grossenses para concorrer ao Senado. Se assim for a vontade do povo, estou apto a continuar na política. Do contrário, retorno para casa.

CO Popular- O que senhor tem a falar sobre a possível dobradinha ao Senado com o ex-prefeito de Cuiabá MM e apoio à reeleição do governador Pedro Taques?

Blairo Maggi- O debate para a formação das chapas na eleição de 2018 ocorrerá só em 2018. É uma antecipação desnecessária. Muito diálogo ainda será feito até a data das convenções partidárias.

CO Popular- Como o senhor analisa as operações e investigações sobre a época em que foi governador de Mato Grosso, de 2003 a 2010?

Blairo Maggi - Passei oito anos no governo de Mato Grosso e reconhecidamente alguns problemas aconteceram nesse período. Não diretamente no governo, mas em paralelo ao governo, na área política. Há varias operações policiais e investigações no Estado sobre o período que fui governador e sobre o período seguinte. Estou acompanhando com tranquilidade esse processo.

CO Popular- Existe constrangimento em dividir o ministério com tantos investigados na operação Lava-Jato?

Blairo Maggi - Não é questão de constrangimento. Tenho acompanhado as notícias da operação, mas não converso sobre isso com os colegas. A citação na delação premiada de criminosos é apenas um passo do processo. Daqui para frente, é preciso ver o que efetivamente vai acontecer. Cada um vai ter que responder pelos seus atos.

CO Popular- O senhor é considerado um dos homens mais ricos do país e integra a lista da Forbes. Porque aceitou ser ministro?

Blairo Maggi- Aceitei a posição de ministro para trabalhar e corrigir coisas que eu, como agricultor e empresário, sentia que poderiam ser diferentes na condução do ministério. Desde que virei ministro, tenho estimulado o livre mercado, a expansão de fronteiras comerciais, a redução da presença do Estado no setor produtivo. Posso ter o título de bilionário, mas meus proventos são limitados. Não é um negócio de que posso dispor para comprar um iate, fazer tudo que eu quero.

CO Popular- Quais as medidas que estão sendo tomadas para sanar os problemas do escoamento da produção de grãos da região norte para sudoeste que acabaram  encarecendo o valor , por causa da condição da estrada?

Blairo Maggi- A única alternativa é a conclusão do asfaltamento da BR-163 em 100%.  Lembro-me que no início do Governo Lula, começamos a trabalhar esse assunto. Aliás, em 1999/2000, fiz um caminhonaço com o pessoal de Sorriso e Sinop, onde levamos 78 cargas até o Porto de Esperidião. Na época, não tínhamos sequer um quilometro de asfalto. Passados todos esses anos, esperávamos que a estrada ficasse pronta em 2013. Faltam 90 quilômetros e este ano, o governo se comprometeu em fazer 60 quilômetros. Temos orçamento, recursos, dinheiro e empresas que lá estão colocadas, inclusive uma é de Mato Grosso. 

CO Popular- Quando que o agronegócio realmente vai se responsável pela bonança no país?

Blairo Maggi- É um assunto que vem sendo discutido há muito tempo no Brasil. A agricultura não é diferente, pois o setor não é feito com subsídios. A questão da agricultura empresarial no Brasil é diferente do que se faz na Europa. Como todos brasileiros pagamos impostos para segmento. Não temos na cadeia de impostos exportação, ICMS para mandar para fora, como ocorrem com outros produtos. O agronegócio não tem a carga tributária. O agronegócio exporta imposto, faz parte da regra mundial. Como não temos subsídios, temos que ser produtivos, caso contrário iremos quebrar. Temos uma atividade importante a céu aberto no País. A agricultura de mecanização gera oportunidades para as pessoas, basta olhar para o município de Lucas do Rio Verde, Sorriso, Sapezal, Rondonópolis. Das 141 cidades de Mato Grosso, 100 nasceram depois que a agricultura chegou no Estado. Todas os municípios que estão relacionadas com a agricultura são locais bons, viáveis. Nas cidades que são mensuradas somente na pecuária, temos grandes dificuldades, pois são cidades com menor poder aquisitivo, porque existe uma diferença entre o produtor rural de grãos ou de fibras porque o produtor tem que morar na cidade. A agricultura é uma coisa ágil, mas muito perigosa, pois se você não atuar no problema do dia seguinte, com certeza o produtor irá perder sua safra.

CO Popular- Mato Grosso é o maior produtor de soja e milho. Como o senhor analisa esse cenário?

Blairo Maggi- Somos um grande produtor de grãos. Temos grande capacidade para esmagamento de grãos. A produção de milho cada vez mais se consolida com atividade da suinocultura e piscicultura. Não tenho dúvidas que Mato Grosso será produtor de proteína animal no Brasil. Na transformação do milho em etanol, tivemos um grande avanço no setor com a grande indústria que está sendo construída em Lucas do Rio Verde de uma empresa americana junto com o empresário e ex-prefeito Marino Fran. Para mim, um belo exemplo que os americanos fizeram com o milho em etanol, aproveitando o bagaço, as fibras que sobram do milho para alimentação de suínos, bovinos, aves. Uma industrialização que está chegando. A maioria das indústrias de cana-de-açúcar em Mato Grosso já está transformando milho em etanol, porque contam com uma estrutura montada. É nessa direção que temos que trabalhar. Mas o mercado, sempre é soberano. Não posso vender , alguma coisa que alguém não possa comprar.

CO Popular- Com relação, aos prejuízos, principalmente com a péssima trafegabilidade das estradas, o governo ajuda os produtores?

Blairo Maggi- O governo precisa não ajudar apenas os produtores, mas sim a infraestrutura. Se tivermos infraestrutura o resto vai tudo bem. Soja, milho e outros grãos precisam ter boa logística. Passar a mercadoria de um lado para outro é fácil, o difícil é como se faz tudo isso.  

CO Popular- O senhor ficou oito no governo, como o senhor se sente ao ver esse atoleiro na região de MT com Pará? O senhor não se sente envergonhado por não ter feito nada em relação a isso?

Blairo Maggi- Não. Q uando chegamos ao governo, tínhamos poucas estradas asfaltadas. Quando terminei o governo deixei além 1.940 quilômetros de rodovias pavimentadas, deixei mais de cinco mil quilômetros de novas estradas asfaltadas. Um período muito bom e interessante sempre com ajuda dos produtores, consórcios rodoviários que fizemos na época. As estradas que estão aí hoje estão me ajudando muito. Mas ainda muito se tem a fazer. Na questão da BR-163, não me sinto envergonhado pessoalmente, mas me sinto envergonhado pelo Brasil ainda enfrentar uma situação como essa. São estradas que foram desenhadas pelos militares. Percebi em 1990/2009 durante expedição que fiz junto com produtores, que milhares de pessoas que estavam vivendo nessas regiões foram para lá porque o governo as conduziu.  Antes de ser govenador do Estado trabalhei muito para que a estrada fosse concluída, ou pelos menos iniciadas. As obras, foram iniciadas quando Luiz Pagot foi para o DNIT. Houveram muitos problemas. A obra deveria ficar pronta em 2013, mas não aconteceu porque os preços da licitação dessas obras foram muitos baixos, realizar os serviços na Amazônia nesse período não é fácil, e as empresas que foram para lá não tiveram a capacidade de concluir essa obra e muitas acabaram desistindo. Todos sabem da morosidade que é fazer uma obra. Espero que o que está programado agora, seja concluída em 2017/2018.

 

CO Popular- Como o senhor vê a saída do Ministério de Relações Exteriores, José Serra?

Blairo Maggi- Serra vinha fazendo um grande trabalho muito sintonizado com setor primário, industrial. Trouxe para o ministério do comércio exterior, o embaixador que estava na china. Todos nós estamos trabalhando alinhados, a ponto que quando fizemos a liberação da carne para os Estados Unidos tivemos um probleminha de última hora e consegui resolver por telefone com Serra, Temer e a embaixadora no pais. Percebo que quando a gente consegue resolver as coisas por telefone, mostra que as pessoas estão envolvidas e sabem o que estão acontecendo. Minha relação com Serra sempre foi boa, nunca tive problemas com ele desde o Senado. Ele é um senador muito operoso , costumo dizer que ele é cobra o escanteio e ainda quer defender, cuida das coisas com muito cuidado.


“O governo tem que enxugar dos lugares onde sobram gorduras”, declara Janaína Riva

Regina Botelho

Da Redação

 

 

Única mulher eleita para a 18º legislatura, Janaina Riva (PMDB),foi também a segunda parlamentar mais votada com 48.171 votos, além de a mais jovem eleita neste pleito. Os primeiros anos de mandato da parlamentar foram marcados principalmente pela defesa dos servidores públicos estaduais com relação ao direito à Reposição Geral Anual, pelos embates contra a terceirização dos serviços de vistoria do Detran e pela contratação dos concursados do órgão, pela luta junto aos empresários para derrubada do Decreto 380  do Governo do Estado que quebraria boa parte dos comércios de Mato Grosso por conta do aumento na carga tributária, pela defesa do direitos dos animais, pela luta com relação à saúde e pelos Hospitais Regionais que praticamente tiveram que fechar as portas por conta dos cinco meses de atrasos nos repasses do governo. Em entrevista ao Jornal Centro-Oeste Popular ela fala sobre sua atuação na Casa de Leis, dos trabalhos, do Governo do Estado, entre outros assuntos. Confira.

 

Jornal Centro-Oeste Popular- Como é ser a única deputada mulher dentro da Assembleia?

Janaina Riva- Ser a única mulher na Assembleia Legislativa é ter uma responsabilidade muito grande, em representar todas as minorias do Estado de Mato Groso.

CO Popular- A senhora é considerada uma pessoa bastante critica. Como analisa essa situação?

Janaina Riva- Acredito que vem de nós mulheres sermos mais criteriosas, mais cuidadosas, mais zelosas. Talvez eu seja mais crítica do que os demais colegas. Temos uma preocupação, receio com o futuro. Até acho isso importante para todas as mães, mulheres. Por isso, acredito que vem da nossa essência.

CO Popular- Na Assembleia, quais são as bandeiras que a senhora defende ?

Janaina Riva- Tenho várias preocupações com o Estado. Uma delas, é a falta de planejamento para o futuro de Mato Grosso. Isso é o que mais me preocupa.

CO Popular- Qual a avaliação que a senhora faz desse primeiro ano de mandato?

Janaina Riva- Quando assumi na Assembleia Legislativa, era inexperiente. Adquiri muito conhecimento no decorrer do meu mandato e continuo nesse patamar. Tenho convicção, que consegui consolidar meu trabalho como parlamentar. Aprendi a fiscalizar e aplicar as leis de formas corretas. Tenho obtido bons frutos. Acredito que esteja no caminho certo.

CO Popular- A senhora considera uma deputada municipalista? Como tem sido sua atuação junto aos municípios?

Janaina Riva- Com certeza. Até porque a minha defesa aqui no parlamento é que os municípios tenham suas independências e sejam independentes. Todos os projetos encaminhados a Casa de Leis, zelo pelos municípios do estado de Mato Grosso.  Uma demonstração disso, foi o Fundo Estadual de Transporte e Habitação (FETHAB), onde o governador Pedro Taques tinha vontade de retirar o fundo. Mais juntos com os colegas de parlamento conseguimos manter os repasses aos municípios. Continuo lutado para que esses repasses de recursos da saúde e educação sejam destinados para que os municípios caminhem com suas próprias pernas.

CO Popular- Qual a avaliação que a senhora faz desses dois anos do governo do Estado?

Janaina Riva- Os dois anos serviram não só de experiência, mas também uma visão do que Pedro Taques irá fazer por Mato Grosso. Um governo que não tem planejamento, que começou extremamente perdido, com uma equipe técnica incapaz de dialogar. Já enfrentamos graves. Na minha concepção, não foram dois anos de governo bom. Espero que melhore, mas não acredito nessa melhora.

CO Popular- Na concepção, quais os desafios da gestão pública?

Janaina Riva- O desafio do gestor público é o dialogo da sociedade. Tanto da iniciativa privada, quanto da iniciativa pública para que se chegue a um entendimento e sobrem recursos para atividades fim.  Acho que essa deveria ser a principal meta do gestor. Economizar na máquina para investir nas atividades fins, mas sem deixar de cumprir com suas atividades constitucionais. Entre elas, cito a questão do funcionalismo público, do reajuste inflacionário. Tudo isso, tem que ser obrigatório. Assim como uma dona de casa tem suas despesas que ela não pode abrir mão de mão, o Governo do Estado também tem. O governo tem que enxugar dos lugares onde sobram gorduras, como o duodécimo dos poderes e investir em atividades fins, com professores em sala de aula, policiais nas ruas e médicos para atender a população.

CO Popular- - Seu foco enquanto deputada continua sendo a região Norte do Estado, ou Juara, que é a base eleitoral do seu pai?

Janaína Riva- Meu foco sempre foi à região norte porque nasci lá. Mas ao mesmo tempo abracei Cuiabá, e trato a cidade como se fosse mãe, pois é onde vivo, onde meus filhos estudam, onde trabalho.

CO Popular- Acredita que o governador Pedro Taques conseguirá retornas as obras da Copa do Mundo, e colocar o VLT em funcionamento?

Janaina Riva- Não acredito que o governador não ira conseguir colocar o VLT em funcionamento e também irá finalizar todas as obras da copa. Acho que não temos tempo hábil para isso. Vejo que isso deveria ter sido iniciado lá atrás, logo que o governo assumiu a gestão. Deveria ter feito um planejamento durante a transição para poder fazer com que essas obras fossem entregues.

CO Popular- O que a senhora espera do prefeito Emanuel Pinheiro?

Janaina Riva- Espero que cumpra tudo que prometeu. Que seja responsáveis com os servidores públicos, como fez sua defesa na Assembleia Legislativa. E que acima de tudo,  entregue uma Cuiabá melhor do que ele pegou.  Cuiabá ainda carece de muitos investimentos, de uma infraestrutura melhor, de mais empregos, de novas empresas. Emanuel tem uma missão de fazer Cuiabá melhor que Mauro Mendes fez.

CO Popular- Cite três projetos relevantes

Janaina Riva- Passe livre intermunicipal. Passe gratuito aos portadores de necessidades especiais. A PEC do Tribunal de contas. A PEC da saúde.

CO Popular- Como a senhora analisa o atual cenário da política brasileira?

Janaína Riva- A situação do Brasil é preocupante. Por isso, defendo RGA dos servidores públicos. Porque não sabemos o que virá por aí. Temos a questão da previdência que está bastante emblemática. Eu defendo que trabalhemos com um país mais enxuto. Que começamos a economizar. Que Assembleia que tem sobra de recurso devolva esses recursos para saúde. Seguindo esse exemplo, que outros poderes contribuam e consigam fazer um bom trabalho.

CO Popular- Jaime Campos caminhando, o Partido terá candidatura própria em 2018?

Janaína Riva- Nosso objetivo é que o PMDB tenha candidatura própria. O partido está trabalhando para isso.

CO Popular- A senhora irá para reeleição ou alcançará novos voos políticos, como saiu na mídia, que a disputaria o governo do estado?

Janaína Riva- Não tem idade para uma disputa ao Senado e ao Governo. Meu objetivo é a reeleição. Acredito que estou consolidando o meu trabalho como deputada estadual e devo continuar na Assembleia Legislativa, mantendo meus posicionamentos. Espero que mato grosso viva dias melhores, a partir de 2018.


Não vamos cometer o erro de gestões passadas, afirma Justino Malheiros

Stephanie Romero

 

Justino Malheiros, presidente da Câmara Municipal de Cuiabá para o biênio 2017/2018, foi eleito por unanimidade entre os parlamentares da Casa de Leis.

É uma estreia em dose dupla, por que Justino assume pela primeira vez como vereador da capital e também à frente do Parlamento.

Filho do ex-deputado estadual, João Malheiros, Justino herdou do pai a habilidade política e conseguiu unificar o seu nome dentro do PV, maior bancada na Casa.

No pleito eleitoral em outubro do ano passado, ele ficou em 20º lugar dos 25 vereadores eleitos e só conseguiu entrar por causa do coeficiente eleitoral.

O parlamentar obteve 2.917 votos, ficando em terceiro lugar dentro do PV, atrás de Mário Nadaf, com 3.117 votos, Felipe Wellaton, com 3.054, e na frente do delegado Marcos Veloso, que teve 2.746 votos.

Em uma entrevista exclusiva para o Jornal Centro-Oeste Popular, Justino revela seus planos para à capital.

CENTRO-OESTE POPULAR - Qual o posicionamento da Câmara em relação à regularização do UBER?

Temos audiências públicas já requeridas pelos vereadores para debater a regulamentação do transporte via aplicativo UBER em Cuiabá. Vamos discutir sobre o assunto junto com a sociedade e o resultado vai sair do entendimento dos 25 vereadores. Mas friso, a regulamentação só será aplicada ou não, após ampla discussão com a população cuiabana. Tem bastante coisa que precisa ser discutida, pontos polêmicos e conflitantes para que a gente não venha fazer as coisas em toque de caixa que possa prejudicar um segmento. Acho que todos merecem a oportunidade de emprego, não podemos virar às costas a tecnologia não há só o UBER tem outras ferramentas de transporte via aplicativos existentes.

 

CENTRO-OESTE POPULAR - A rescisão dos servidores sempre é uma polêmica. Muitos trabalharam por anos no parlamento e nunca receberam o valor total, apenas parcialmente. O que é feito com esse dinheiro, já que é descontado dos salários?  Vai ter alguma CPI sobre esse caso?

Estamos fazendo um estudo na Casa sobre esse assunto. Mas posso garantir que nessa atual gestão se tiver servidores demitidos, eles irão receber os seus direitos como manda a Constituição Federal.

 

CENTRO-OESTE POPULAR - O parlamento municipal também tem o costume de demitir os servidores justificando a Lei de Responsabilidade Fiscal, mas depois contrata o mesmo número de funcionários que foi demitido. Como o senhor explica isso?

Estamos trabalhando para que não ultrapasse o teto de até 70% da Lei de Responsabilidade Fiscal para que não ocorram demissões e depois recontratações. Essa atual Mesa Diretora não agirá dessa forma.

 

CENTRO-OESTE POPULAR - A CAB também é uma outra novela judicial. O senhor como presidente da Casa, é a favor que ela volte a ser comandada pela Prefeitura ou por uma outra concessionária?

E uma questão que também precisa ser estuda e debatida com os vereadores. O que não podemos deixar e que a população cuiabana sofra com serviços de má qualidade.

 

CENTRO-OESTE POPULAR - O parlamento segue a decisão do prefeito Emanuel Pinheiro em não aumentar o valor da passagem de ônibus em Cuiabá?

É um dos assuntos que também deve ser discutido amplamente, mas antes de se falar em aumento da tarifa precisamos concentrar nas melhorias dos serviços prestados pelas empresas detentoras dos contratos. Enquanto não houver melhoria do sistema falar em aumento seria antagônico.

 

CENTRO-OESTE POPULAR - Por falar em Emanuel, como está o relacionamento oposição e situação dentro da Câmara em relação ao Executivo?

Harmônica. A oposição entende que todo começo de gestão tem que ter uma paciência e eles estão dando um voto de confiança ao prefeito. Ele tem menos de dois meses de gestão e não dá para avaliar uma administração em pouco tempo. Mas no Legislativo a relação entre situação e oposição está tranquila, sem conflito e divergências entre os vereadores. O Executivo tem sido solicito a Câmara, por exemplo, em pouco tempo de gestão recebemos a secretaria municipal de educação, Mabel Strobel, para falar sobre o sistema de distribuição de vagas nas creches e CMEIs [Centro Municipal de Educação Infantil] o comportamento dos vereadores foram mais de colaboração do que cobrança. Gostaria de parabenizar a administração do prefeito Emanuel Pinheiro e pela condução dos seus líderes Lilo Pinheiro [líder do governo] e Marcos Veloso [vice-líder].

 

CENTRO-OESTE POPULAR - Já tem algumas CPIs programadas para serem realizadas este ano?

Não tem.

 

CENTRO-OESTE POPULAR - Os recursos financeiros da Câmara são ideais para as despesas deste ano?  Como pretendem aplicar os valores e deixar isso de forma transparente?

Os recursos são poucos, mas estamos tocando a Câmara de forma mais modesta sem deixar alguma coisa a desejar. Mas vamos junto com o prefeito e tentar ver se tem como melhorar o duodécimo para que a gente possa ter uma melhor condição de trabalho para as comissões e as secretarias da Casa. 

 

CENTRO-OESTE POPULAR - Neste seu primeiro mandato como vereador e presidente do Parlamento Municipal, quais são as medidas que pretende realizar para marcar sua gestão?

Transparência na administração pública que nada mais é que a obrigação do gestor e aproximação do Legislativo com a sociedade cuiabana através de audiências públicas, sessões itinerantes e fazendo o que já começamos a fazer, convidar a sociedade civil e organizada para que venham prestigiar e cobrar dos parlamentares a atuação ao qual nós vamos eleito.

 

CENTRO-OESTE POPULAR - Recentemente houve um caso de nepotismo envolvendo a secretária de educação do município. Como o senhor avalia esses atos que inclusive já aconteceram na Casa de Leis que o senhor preside?

O que posso falar que atualmente não há casos de nepotismo na Câmara. Garanto que nessa gestão esses casos não ocorreram. Prefiro não comentar o que ocorreu no passado. Essa atual legislatura está trabalhando para mudar a imagem da Casa perante a sociedade cuiabana.


“Estou trabalhando incansavelmente para ajudar a resolver os principais problemas do Estado”

Da Redação

Fabio Garcia é casado e pai de duas filhas, deputado federal pelo PSB, eleito com 104.976 votos. Formado em engenharia com pós-graduação em administração de empresas. Profissional qualificado, aos 30 anos de idade já respondia pela presidência de uma multinacional do setor de energia. Fabio Garcia ingressou na vida pública em 2013 como secretário de Governo de Cuiabá e foi responsável pelo desenvolvimento de projetos importantes para a cidade, como o Porto Cuiabá e o Parque das Águas. Também coordenou ações estratégicas que resultaram na aprovação de convênios e financiamentos que, juntos, somam mais de R$ 220 milhões para serem investidos em áreas prioritárias, como saúde, educação, infraestrutura, turismo e cultura. Em entrevista ao Jornal Centro-Oeste Popular ele fala sobre politica, reeleição, eleições 2018, projetos na bancada federal entre outros assuntos. Confira.

Centro-Oeste Popular- O senhor é a favor ou contra a obrigatoriedade do voto?*

Fábio Garcia - Eu sou contra a obrigatoriedade do voto por entender que em um regime democrático obrigar as pessoas a votarem é inaceitável. Precisamos reconhecer que as pessoas estão desestimuladas com a política em função da falta de credibilidade da classe política. Precisamos mudar essa realidade com uma política séria e comprometida com os interesses da maioria da população. Isso só muda se tiver a participação efetiva da sociedade, mas de forma democrática e voluntária.

CO Popular- Deputado sobre o fim da reeleição, é a favor ou contra?*

Fábio Garcia - Eu sou a favor do fim da reeleição para os cargos majoritários. Isso porque ela se mostrou um instrumento que desequilibra o pleito. Nós precisamos garantir a maior isonomia possível, dando a oportunidade para todos aqueles que queiram participar das eleições.

 CO Popular- O senhor tem um projeto que trata da possibilidade de negociar a portabilidade da energia elétrica. Como funciona?

Fábio Garcia - O projeto essencialmente visa à abertura do mercado brasileiro de energia. Estamos discutindo o projeto na Frente Parlamentar Mista em Defesa das Energias Renováveis, Eficiência Energética e Portabilidade da Conta de Luz, com o Comitê de Gestão Socioambiental da Câmara dos Deputados (EcoCâmara)) e com a Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel). Se a proposta for aprovada o consumidor vai poder escolher o fornecedor de quem compra a energia. Hoje ele é obrigado a comprar da distribuidora de seu estado, ele não tem a opção de comprar de qualquer outro comercializador de energia elétrica no Brasil. O projeto busca abrir esse mercado, possibilitar, como ocorre na telefonia, que o consumidor possa escolher, no setor elétrico, entre os distintos operadores. Porém, é necessário um tempo de transição para abrir 100% do mercado. Em um primeiro momento, o projeto reduz as exigências para que os grandes consumidores, em geral indústrias, comprem energia livremente. Mas o objetivo da proposta é abrir gradualmente esse mercado para que, a partir de 2022, também o consumidor comum possa escolher de quem comprar, em um sistema de abertura total.

“A Bancada de Mato Grosso vem trabalhando incansavelmente para ajudar o governador Pedro Taques a resolver os principais problemas do Estado.”

CO Popular - Existe a possibilidade que as indenizações pagas às transmissoras de energia este ano acarrete em um aumento de 10% na conta de luz?

“Este é meu primeiro mandato parlamentar e já conseguimos importantes vitórias para os mato-grossenses”.

Fábio Garcia – Sim! Por uma solicitação nossa, a Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados realizou, no final do ano passado, um debate sobre as indenizações que deverão ser pagas a partir deste ano para as transmissoras de energia que anteciparam a renovação de suas concessões dentro do plano lançado pelo governo Dilma Rousseff. O custo que deverá ser repassado aos consumidores é de R$ 55 bilhões, o que poderá acarretar em um aumento de mais de 10% na conta de luz. Do total de R$ 55 bilhões que deverão ser pagos, R$ 20 bilhões se referem aos valores dos ativos a serem indenizados para as transmissoras e os outros R$ 35 bilhões são o custo financeiro a ser pago sob argumento de reajuste do valor a ser indenizado. É um erro reajustar uma indenização pelo custo de capital de uma empresa, somente o reajuste do valor a ser indenizado representa 30 bilhões é um absurdo. Nós não temos obrigação nenhuma de fazer este pagamento em oito anos. A própria Lei 12.783 afirma que essa indenização será paga em até 30 anos. Então por que a redução do prazo? Ela concentra este pagamento num momento de crise em um período que o Brasil e os brasileiros não conseguem assimilar um impacto deste tamanho. No final da audiência, eu propus ao governo que revogue a portaria 120 e que faça as correções necessárias na mesma. 

CO Popular - A indenização foi criada quando?

Fábio Garcia - Essa indenização bilionária foi criada pelo governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) na publicação da Medida Provisória 579 de setembro de 2012 que baixou artificialmente a conta de energia no Brasil. A Medida Provisória, que depois foi convertida em um projeto de lei que não beneficiou ninguém, nem o setor elétrico, nem os brasileiros. Esta medida só atendeu a um interesse político eleitoral do governo anterior para ganhar a eleição mentindo para as pessoas que abaixaria o preço da energia elétrica. Hoje a gente tem pago uma conta de energia elevadíssima por causa desta medida tão irresponsável com o Brasil e com o setor elétrico brasileiro.

CO Popular- Como líder da bancada de Mato Grosso no Congresso Nacional quais as ações em benefício a Mato Grosso podem ser destacadas?

Fábio Garcia- A Bancada de Mato Grosso vem trabalhando incansavelmente para ajudar o governador Pedro Taques a resolver os principais problemas do Estado. No final do ano passado os parlamentares destinaram R$ 156 milhões em emendas que serão liberadas este ano. Deste total, R4 80 milhões serão destinados para equipar o novo hospital e Pronto-Socorro de Cuiabá que atenderá toda a demanda do Estado. Sem dúvida será o maior investimento realizado de uma só vez por meio de emendas para a saúde. Foi um acordo entre todos os deputados e senadores para que o novo Pronto-Socorro tenha os melhores equipamentos hospitalares e a população tenha um atendimento de qualidade. Participei de perto da elaboração do projeto do novo Pronto-Socorro de Cuiabá no período em que fui secretário da gestão do prefeito Mauro Mendes (PSB). Sem dúvida é a mais importante obra de infraestrutura de saúde pública de Mato Grosso dos últimos anos. Serão mais de 300 leitos que serão disponibilizados para a população dos 141 municípios. Além da saúde, também serão investidos recursos de emendas na regularização fundiária. Outra ação importante da bancada é a liberação de milhões de reais da repatriação e o projeto que torna a liberação do FEX automática.  

CO Popular- O senhor deixa a liderança da bancada federal em fevereiro. Quem assume?

Fábio Garcia – Quem tem maioria dos votos da bancada é o deputado federal VictórioGalli. 

CO Popular- O senhor se comprometeu a destinar uma emenda no valor de R$ 1 milhão para o governo estadual tentar zerar a fila de espera por uma cadeira de rodas. Como está essa situação?

“Dentro do nosso grupo político o governador tem prioridade para ser candidato novamente ao governo do Estado, em 2018.”

Fábio Garcia – Fizemos um compromisso com o governador Pedro Taques e com o secretário de Estado de Promoção Social, deputado Max Russi, em destinar R$ 1 milhão para a compra de mil cadeiras de rodas. Atualmente existem cerca de 2 mil pessoas aguardando uma cadeira de rodas em Mato Grosso. Além da minha emenda, o governo estadual vai entrar com mais R$ 1 milhão. Assim zeramos a fila e damos mais dignidade e automina para as pessoas com deficiência que precisam da cadeira.

CO Popular- Deputado o senhor foi considerado o melhor deputado de Mato Grosso pelo site “políticos.org”. É o reconhecimento do trabalho?

Fábio Garcia – Sem dúvida! Fico muito feliz com este reconhecimento, que mostra que estamos seguindo pelo caminho certo. Este é meu primeiro mandato parlamentar e já conseguimos importantes vitórias para os mato-grossenses. Eu disse que não aceiraria que os pobres mato-grossenses pagassem a conta de energia dos ricos do Norte e Nordeste do país e nós conseguimos acabar com esta injustiça.

CO Popular- O senhor preside o PSB em Mato Grosso. Como presidente conseguiu ampliar o espaço do partido na gestão Pedro Taques. Com se deu isso?

Fábio Garcia – De forma natural. Nós estamos apoiando o governador Pedro Taques desde que ele foi eleito senador da República em 2010. Nada mais natural do que ajudar a administrar o Estado, mas é bom ressaltar que cargos nunca foi condição para apoiar o governador Pedro Taques. O PSB sempre esteve à disposição para ajudar o governador, independente de espaço. E sempre ajudamos e vamos ajudar sem olhar cargos. Alguns ex-secretários da gestão Mauro Mendes que foram para o Estado não foi indicação do PSB e sim escolha pessoal do governador. 

 CO Popular- Uma maior participação no governo estadual reforça o possível apoio do PSB à reeleição de Pedro Taques com uma dobradinha com Mauro Mendes?

Fábio Garcia - Dentro do nosso grupo político o governador tem prioridade para ser candidato novamente ao governo do Estado, em 2018. A possibilidade de uma dobradinha entre Taques e o ex-prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes, não está descartada. O prefeito Mauro Mendes é um grande quadro da política mato-grossense. O prefeito que talvez tenha feito uma das melhores administrações da cidade. Saiu da Prefeitura de Cuiabá com uma aprovação de 80%” e está apto a ser candidato ao Senado Federal. No entanto, acho prematuro antecipar a discussão sobre o pleito de 2018, pois acabamos de sair de uma eleição. Precisamos é nos unir para superar a crise que Mato Grosso e país atravessam. A eleição de 2018 deve ser discutida em 2018.

CO Popular- O senhor é considerado o deputado federal de Cuiabá. Como será a sua relação com o prefeito Emanuel Pinheiro (PMDB), uma vez que seu partido não apoiou a sua candidatura?

Fábio Garcia – A minha relação com o prefeito Emanuel Pinheiro é a melhor possível. Somos amigos de longa data e já me comprometi com ele em ajudar a sua gestão. Independentemente da questão partidária, meu compromisso é com o povo cuiabano e vou continuar trabalhando para melhorar a vida de cada cidadão que vive em nossa cidade. 


“Tenho pautado minha atuação na viabilização de recursos para MT”

Médico veterinário por formação, Wellington Fagundes (PR) entrou na política em 1990, aos 33 anos, como deputado federal. Desde então, foi reeleito cinco vezes. Ingressou na política como empresário no setor de agropecuária e presidente da Associação Comercial e Industrial de Rondonópolis, cidade do Mato Grosso onde nasceu. Depois de atuar como secretário de Planejamento em Rondonópolis, foi eleito em 1990 para o cargo de deputado federal pelo PL. Fagundes foi eleito cinco vezes ao cargo, primeiro pelo PL (1994, 1998, 2002 e 2006) e depois pelo PR (2010), partido formado em 2006 pela união de PL e Prona. Ele também foi filiado por três anos ao PSDB, entre 1999 e 2001. Em entrevista, o senador fala dos projetos para Mato Grosso, logística, eleições 2018, saúde, educação entre outros assuntos. Confira.

Regina Botelho

Da Redação

Centro-Oeste Popular- O senhor será candidato em 2018? Existe esta possibilidade? O senhor tem interesse?

Wellington Fagundes – O futuro a Deus pertence. Então, não posso antecipar o futuro e dizer se serei, ou não, candidato em 2018. A possibilidade sempre existe. Afinal, sou filiado a um partido político que pode definir, entre os seus projetos, o de lançar candidato a governador nas próximas eleições. Mas temos vários nomes. No meu caso, posso dizer que toda pessoa gostaria de ser – um dia – governador do seu Estado. Então, não descarto a possibilidade, mas não posso confirmar nada. Neste momento, estou dedicado ao meu mandato de senador.

CO Popular - Quais são os seus projetos, metas para a questão da logística em Mato Grosso?

Wellington Fagundes– Mato Grosso é um estado em construção e a questão da logística é fundamental para que possamos garantir, não só a competitividade dos nossos produtos no mercado internacional, mas a segurança de todos os usuários das nossas rodovias e aeroportos. Por isso, entre as prioridades, coloco a conclusão da duplicação da BR-163/364 entre Rondonópolis até o Posto Gil e novos investimentos em aeroportos de Mato Grosso para que possamos incrementar, também, o turismo na região.Hoje, várias obras estão em execução, como as do Aeroporto Marechal Rondon e, nesta semana ainda, o ministro dos Transportes garantiu a liberação de recursos para a ampliação do aeroporto de Sinop. Mas é preciso investir em vários outros. Tenho recebido pedidos para melhorias nos aeroportos de Cáceres e Barra do Garças, por exemplo. Temos obras na BR-158 (que liga Barra do Garças a Vila Rica), na BR-242 (a chamada Leste-Oeste). E precisamos retomar as obras do rodoanel de Cuiabá e concluir o anel viário de Barra do Garças.

“MT é um estado em construção e a questão da logística é fundamental para que possamos garantir, não só a competitividade dos nossos produtos no mercado internacional, mas a segurança de todos os usuários das nossas rodovias e aeroportos”

CO Popular- No Senado, quais as frentes prioritárias que o senhor tem atuado?

“Toda a minha atuação parlamentar (seis de deputado federal e, agora, como senador) tem sido pautada pelo municipalismo. É no município que os problemas aparecem e é lá que as soluções devem estar”

Wellington Fagundes– Toda a minha atuação parlamentar (seis de deputado federal e, agora, como senador) tem sido pautada pelo municipalismo. É no município que os problemas aparecem e é lá que as soluções devem estar. Cada pessoa, cada família, constrói a sua vida na cidade onde mora. Então, temos que priorizar os recursos para melhorar a vida dessas pessoas. E todos sabem que os municípios passam por dificuldades. As crises política e econômica do país atingiram a todos. Então, tenho pautado minha atuação na viabilização de recursos, como aconteceu no caso do FEX (Fundo de Exportações). Em dois anos, o governo federal repassou R$ 1,185 bilhão para o governo do Estado e municípios. Tivemos que fazer um esforço grande, junto com toda a bancada, para liberar esse dinheiro e colocar em dia (Esse dinheiro estava parado). O governo pagava quando queria. E como relator da Lei de Diretrizes Orçamentárias, já garanti o pagamento de outros R$ 395 milhões este ano.

CO Popular - Como o senhor está vendo o cenário político em MT? Qual a expectativa para 2018?

Wellington Fagundes– Toda eleição, é uma avaliação que o eleitor faz de seus representantes. E a de 2018 não vai ser diferente. E a principal avaliação será a do atual governo, que criou muitas expectativas na população. E hoje o que se percebe é exatamente uma população desassistida na saúde, desprotegida na segurança porque há sérios problemas de gestão, como se pode observar diariamente. Por outro lado, sempre defendi que os partidos apresentem seus candidatos. Quanto maior o número de candidatos, mais opções o eleitor tem.

“E hoje o que se percebe é exatamente uma população desassistida na saúde, desprotegida na segurança porque há sérios problemas de gestão, como se pode observar diariamente”.

CO Popular - O PR trabalha uma aliança partidária para 2018?

Wellington Fagundes – Temos conversado com vários partidos, principalmente os que estiveram coligados nas eleições de 2014. A política se faz com diálogo, centrado nas idéias que ajudarão a construção de projetos e propostas para melhorar a vida das pessoas. Não da forma como é hoje o Governo, que se mostra maniqueísta e sectário, afastando todos que tentam ajudar.  Mas não há nada definido ainda. Existem várias possibilidades para 2018. Ainda é cedo para falar.

“A política se faz com diálogo, centrado nas idéias que ajudarão a construção de projetos e propostas para melhorar a vida das pessoas.”

CO Popular - O que o senhor tem feito para ajudar o estado a solucionar os problemas relacionados à Saúde, Educação, Segurança e Infraestrutura?

Wellington Fagundes – Como disse anteriormente, tenho atuado para conseguir liberar recursos para todos os setores – via emenda parlamentar ou acessando os recursos disponíveis nos ministérios. Tenho estado em audiência com vários ministros e órgãos do Governo Federal mostrando as necessidades de Mato Grosso. E os resultados são muito positivos. Temos conseguido colocar mais dinheiro no Estado.


“Conseguimos, com muito trabalho, eficiência da nossa equipe trabalhar com responsabilidade”

Regina Botelho

Da Redação

Carlos Henrique Fávaro, 45, natural Bela Vista do Paraíso (PR), é casado com Claudinéia Vendramini e pai de Rafaela e Beatriz. Fávaro chegou a Mato Grosso em 1986 em Lucas do Rio Verde, onde começou a plantar arroz, milho, sorgo, soja e constituiu sua família. Atualmente é vice-governador de Mato Grosso e titular da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema). Em entrevista, Fávaro fala sobre os avanços da secretaria, política, desmatamento entre outros assuntos confira. 

Centro-Oeste Popular – O senhor não era político, mas vem se revelando um grande articulador, pegou um partido combalido e hoje é uma das maiores legendas no Estado. Como o senhor avalia essa primeira experiência na vida pública?

Carlos Fávaro–Primeiramente as coisas tem que correr de forma natural, inclui credibilidade, inclui compromisso, para você alinhar com as pessoas tem que honrar, falar sim quando puder falar sim, e falar não quando tem que ser dito não, com respeito, com sinceridade, com humildade, com diálogo.O PSD digo que ele não precisa nesse momento de cacique, de dono, de manda chuva. Ele não precisa disso. Precisa de diálogo, precisa de pessoas que façam políticas sérias, políticas de resultado para o cidadão. É essa inovação que a política quer no Brasil.Estamos colocando dessa forma para conseguirmos trazer grandes líderes. Por exemplo, nos últimos dias tivemos uma reunião com algumas insatisfações dentro da base aliada, que tem algumas coisas que vão gerando um certo conflito, e fizemos uma reunião de cinco horas, ouvindo toda executiva, todos os parlamentares, e é assim que a gente constrói um partido, ponderando, mostrando outro lado, as dificuldades, ouvindo também e é assim que o partido está se tornando forte, mas mais importante que isso, é fortalecer a base aliada do nosso governo, a base aliada do governador Pedro Taques.

CO Popular –O Governo do Estado vem tentando uma aproximação com o PP, que tem como principal liderança o ministro Blairo Maggi, inclusive sendo oferecida a Secretaria de Agricultura ao partido. Como o senhor vem acompanhando essas conversações?

Carlos Fávaro–É importante para a base aliada, o PP está firme na base aliada do governador Pedro Taques, tem uma grande oportunidade do sincronismo com o Ministério da Agricultura sendo tocado por um mato-grossense, não só pelo importante ministro Blairo Maggi, mas temos lá secretário executivo o EumarNovacki, o Neri Geller que é secretário de políticas agrícolas, conhece a Pasta. Chegou a ministro e vive a política agrícola com intensidade, certamente esse sincronismo entre Ministério da Agricultura e Secretaria de Agricultura é importante e vai trazer ganho aos mato-grossenses. Ficarei feliz se o governador Pedro Taques conseguir fazer essa negociação e se concretizar.


“O governo tem entregado muita coisa.Foram mais de 1.400 quilômetros de rodovias construídas e recuperadas no Estado, mas precisa a classe política estar envolvida”

CO Popular-E quanto ao perfil mais político do secretariado?

Carlos Fávaro – Essa composição da base aliada e a politização das secretarias vai fazer bem ao governo, vai fazer vem às políticas públicas que estamos implementando e entregando aos mato-grossenses. O governo tem entregado muita coisa.Foram mais de 1.400 quilômetros de rodovias construídas e recuperadas no Estado, mas precisa a classe política estar envolvida, estar levando essas informações que muitas vezes não chega ao cidadão. É um sincronismo que vai fazer bem ao governo, que vai fazer bem ao cidadão.

CO Popular – Quando do anúncio do nome do senhor para a Sema, muitos diziam que era a raposa tomando conta do galinheiro, devido ao senhor ser representante do agronegócio. Mas como é essa relação hoje com os ambientalistas?

Carlos Fávaro–Conseguimos, com muito trabalho, eficiência da nossa equipe, com a confiança do governador, que não ouviu esse tipo de conversa e me disse para trabalhar com responsabilidade e fazer as transformações que a Secretaria de Meio Ambiente necessitava. Conseguimos provar nesse período de oito meses à frente da Secretaria, ser possível casar produção e sustentabilidade.A prova disso é que nós nesses oito meses, mas fazendo um comparativo do ano de 2015 com 2016, conseguimos abrir as portas da legalidade, junto com uma consultoria, especialistas, diminuímos em 40% o tempo médio de licenciamento no Estado. O tempo médio era de 272 dias para emitir uma licença e em 2016 fechamos com 163 dias.Estamos felizes com isso? Não. É possível melhorar e tenho certeza que vamos melhorar o tempo médio para entrega do licenciamento. Conseguimos também aumentar o número de licenças emitidas em 36% em 2016. Abrindo a porta da legalidade ao cidadão, mas também combatendo os crimes ambientais. Nos últimos anos o crescimento do desmatamento ilegal era uma constante, e esse ciclo foi quebrado exatamente em 2016, quando vem um ruralista, alguém do setor do agronegócio trabalhar na Secretaria de Meio Ambiente, reforçar a equipe, combater o desmatamento ilegal, e diminuímos em 19% o desmatamento ilegal no Estado.Mas também não é um número para ficarmos contentes. O governador Pedro Taques fez um compromisso ousado com o mundo na COP 21 de zerar o desmatamento ilegal até 2020, em 2016 reduzimos em 19%, e temos uma meta ousada em reduzir 30% em 2017, e zerar esse número lá em 2020.

“Hoje os parques são mais que um espaço de lazer, é a possibilidade da população urbana conviver com o meio ambiente, contemplar a natureza, de forma sustentável, equilibrada”

CO Popular- Mas como zerar o desmatamento ilegal?

Carlos Fávaro- O desmatamento mudou o perfil. Não existe mais no Estado de Mato Grosso grandes desmatamentos. Há uma consciência do produtor que o mundo quer produtos sustentáveis, e ninguém mais ousa fazer, até porque sabe das penalidades, que são muito rigorosas, os embargos às propriedades e as multas aplicadas são tão rigorosas que amedrontam quem faz esse tipo de coisa.Então o perfil mudou. Hoje 50% do desmatamento é em áreas de até 50 hectares, são pequenos polígonos que são desmatados. Mas muitos polígonos mas de pequenas quantidades, e isso precisa de muito rigor muita operação. Para melhorar essa eficiência, em 2017 vamos fazer um comitê, uma base operacional volante, integrada com todas as forças policiais, estaduais e nacional, na região de Colniza, que representa mais de 60% do desmatamento ilegal hoje em Mato Grosso. Repressão ainda a quem insiste no crime de desmatamento ilegal.


“O desmatamento mudou o perfil. Não existe mais no Estado de Mato Grosso grandes desmatamentos. Há uma consciência do produtor que o mundo quer produtos sustentáveis, e ninguém mais ousa fazer, até porque sabe das penalidades”

CO Popular – Os parques da cidade são de responsabilidade da Sema. A Secretaria tem algum programa visando a revitalização desses locais?

Carlos Fávao – Tem sim. Hoje os parques são mais que um espaço de lazer, é a possibilidade da população urbana conviver com o meio ambiente, contemplar a natureza, de forma sustentável, equilibrada, e a prova é o sucesso dos parques aqui em Cuiabá.É uma determinação do governador Pedro Taques a ampliação e a melhoria desses parques, estamos fazendo um programa constante de melhoria, veja o Parque Mãe Bonifácia de 2015 pra cá, as melhorias em parceria com as Secretarias da Cidades, de Infraestrutura, as melhorias das pavimentações, sinalização, a melhoria com relação à segurança, com a Secretaria de Segurança Pública dando segurança ao cidadão que vai lá ao Parque Mãe Bonifácia, então é uma constante.Investimos anualmente mais de R$ 1,2 milhão nessa melhoria, e para 2017 vamos investir de novo R$ 1,2 milhão na melhoria do Parque MassairoOkamura, no Zé Bolo Flor, e também de novo no MãeBonifácia. A Praça do Cerrado será revitalizada. Também é uma determinação do governador a criação de parques em outros municípios, no interior, levar esse benefício dos parques urbanos para municípios importantes para o meio ambiente no interior do Estado, e faremos isso com recursos das compensações ambientais. A iniciativa privada pode construir, revitalizar esses parques e quando ele apresenta o projeto, mostra a totalidade, ele faz e o Estado dá a quitação do déficit ambiental dessa compensação.

CO Popular – O deputado Alan Kardec voltou a cobrar a taxação do agronegócio. Qual o posicionamento do senhor?

Carlos Fávaro – É importante dizer que quando se fala em taxação do agronegócio, parece que o agronegócio não paga imposto. 53% do ICMS recolhido em Mato Grosso tem origem no agronegócio. Se alguém compra um bife de um animal abatido em Mato Grosso, compra lá em São Paulo, ele pagou ICMS para o Estado de Mato Grosso. Se alguém compra uma roupa produzida lá no Nordeste com algodão mato-grossense, pagou ICMS. Se alguém comprar suínos, frangos, ovos, em Santa Catarina, com milho, farelo e soja produzido aqui no Estado, ele pagou ICMS, sem contar que todos os insumos da agricultura, ou seja, peças, fertilizantes, defensivos, quando entram no Estado também pagam ICMS.Então, direta e indiretamente são 53% do total do ICMS produzido no Estado de Mato Grosso. A confusão é exatamente essa. Agora, existe a Lei Kandir que desonera a exportação, não só para os produtores, mas para todos os brasileiros que investem para exportação.Não é cabível, não é contra-senso  à política do próprio governo do Estado que foi visitar naquela rota da integração à Bolívia, Peru, ao Chile, nas zonas de processamento de exportação voltada a ganhar os mercados. Taxar a exportação é exportar empregos também para a política pública de outros países. Não faz sentido taxar a exportação. É perder emprego, e é perder competitividade.O que acontece é que uma política federal, que é a Lei Kandir, deixa de compensar o Estado que gera essa riqueza para o país. O superávit da balança comercial brasileira é notória com o agronegócio, com a exportação, mas ele não é compensado na mesma proporção e o Estado de Mato Grosso, os municípios mato-grossenses perdem muito. Por isso sou a favor de uma revisão na legislação do FEX, para que haja a compensação para os Estados produtores.


“Estamos confiantes no aumento de lançamentos de imóveis”

Da Redação

Julio Flávio Campos de Miranda é presidente do Sindicato das Indústrias da Construção do Estado de Mato Grosso (Sinduscon-MT). Ele é diretor das empresas Concrenorte Concreto e Engenharia Ltda e Concremax Concreto, Engenharia e Saneamento Ltda e vem de uma família com histórico de serviços prestados na construção civil. Ele é engenheiro civil, pós-graduado em Gestão Empresarial e MBA em PPA, tem 37 anos, é casado e tem um filho. Em entrevista ao Jornal Centro-Oeste Popular ele fala sobre as dificuldades do setor em Mato Grosso, expectativas para 2017 e o cenário no Estado. Confira.

Centro-Oeste Popular   - Qual a real situação do segmento da construção civil em Mato Grosso?

Julio Flávio Campos de Miranda- A indústria da construção em Mato Grosso foi afetada pela situação socioeconômica que atinge o país e Estado. Essa situação ser verifica tanto na Capital como no interior. O cenário político e econômico freou o consumo por parte de pessoas interessadas em adquirir ou trocar imóvel, via financiamento bancário. Diante de uma conjuntura de instabilidade, as pessoas preferem a cautela na hora da compra de imóvel e, por isso, postergam qualquer decisão sobre endividamento de médio e longo prazo. As empresas já reduziram seus estoques e hoje tempos um número menor de imóveis prontos para morar. Para quem tem recursos, esta é uma boa oportunidade para comprar imóveis e de poder fazer bons negócios, negociando descontos e preços. Muitas empresas organizaram ou organizam promoções e até feirões. Tivemos poucos lançamentos imobiliários em 2016, mas estamos confiantes que o mercado terá sua retomada em 2017.

CO Popular - Como senhor analisa o mercado da construção este ano?

Julio Flávio Campos de Miranda- A indústria da construção é dividida em duas áreas muito específicas: obras públicas (infraestrutura) e habitação. Esses dois segmentos ainda sofrem com os efeitos do modus operandi dos governos federal e estadual.  Por mais que o governo federal, neste fim de 2016, tenha retomado o fomento ao crédito para quem quer construir e para quem quer comprar imóvel, via Caixa Econômica Federal, isso não foi suficiente para tirar o setor de uma  condição desfavorável ao longo do ano. Lembrando que a Caixa responde por 78% do crédito imobiliário no país. Em nível local, a construtora que trabalha exclusivamente com obra pública em Mato Grosso tem encontrado dificuldades para receber suas medições, embora a obra esteja em execução. Temos casos de empresas que estão com dificuldades financeiras e não conseguem honrar seus compromissos com fornecedores e empregados porque o Estado, por sua vez, não tem feito os pagamentos por obras realizadas. Sabemos que a situação afeta os poderes, a dificuldade de pagar é grande, mas é preciso ter um olhar mais cuidadoso com o setor produtivo.

 CO Popular- As construtoras no momento estão mais entregando do que lançando. O senhor acredita que aqui em Cuiabá ainda é um mercado bom de investir em comparação ao restante do País?

Julio Flávio Campos de Miranda- Cuiabá é um dos mercados promissores da indústria da construção no país. Quem possui condições financeiras este é o momento para investir porque as empresas estão aceitando fazer negócios para entregar imóveis. Houve uma retração no número de lançamentos em 2016, mas 2017 deve ser o ano da retomada em Cuiabá e Várzea Grande. Já pudemos perceber uma mudança significativa nas vendas neste fim de ano.

 CO Popular- Em vários setores no Estado a falta de mão de obra qualificada tem sido um dos principais gargalos enfrentados na atualidade. No setor de atuação essa problemática ainda é forte?

Julio Flávio Campos de Miranda- Mão de obra qualificada é uma necessidade permanente na indústria da construção, que tem um mercado muito rotativo. Para algumas funções você encontra mão de obra abundante, mas em outras falta gente com habilidades. Os cursos de formação profissional que existem em nível local não entregam o profissional pronto para o mercado, muito embora eles sejam um ponto de partida para mudar essa realidade. É a empresa que capacita o profissional, investindo no seu aperfeiçoamento. A gente pode resumir o momento dando um alerta aos profissionais da construção civil: continuem se aperfeiçoando, pois as oportunidades são maiores para quem acompanha o desenvolvimento do mercado.

 CO Popular- Como o senhor vê a importância dada pelo Governo ao setor da construção civil? E o que precisa melhorar?

Julio Flávio Campos de Miranda- É preciso se registrar que poder público, independente da esfera e do poder, é um dos fomentadores da indústria da construção, quando uma obra gera emprego e renda. Na relação com o governo de Mato Grosso, precisamos solucionar definitivamente o problema dos atrasos nos pagamento das medições, situação que vem prejudicando a sobrevivência de construtoras e arranhando a imagem de ambos. Se a obra foi feita, ela precisa ser paga, proporcionalmente ao que foi executado. Nem mais, nem menos. É preciso que cada um faça o seu papel, respeitando os direitos, deveres e obrigações. Penso que antes demais nada é preciso envidar esforços para uma solução administrativa.

 CO Popular- Como está o diálogo com o governador? Vocês levaram alguma pauta de reivindicação a ele?

Julio Flávio Campos de Miranda- No dia 22 de janeiro de 2016, a Diretoria Executiva do Sinduscon-MT foi até o governador expor suas preocupações em relação a uma série de questões que afetam o setor, ocasião que levamos sugestões para fomentar o setor. O Sinduscon-MT apresentou uma pauta que trata de questões tributárias/fiscais, contribuição sindical, aprovação de projetos do Corpo de Bombeiros, programa habitacional estadual e obras públicas. Pedimos entre outras coisas planilhas de preços mais justas, correta aplicação da lei licitatória e recebimentos de medições em dia. Até hoje não tivemos nossa pauta atendida. O sindicato é signatário do programa de integridade do governo estadual, sendo favorável a ações e medidas de combate à corrupção no Poder Executivo. A maioria das empresas trabalha de forma correta. Embora a prática da corrupção não se justifique, é preciso, contudo, que o governo também faça a sua parte como forma de evitar que esse tipo de situação ocorra.

 CO Popular- Diante da crise financeira, quais os números da construção o Estado?

Julio Flávio Campos de Miranda- Não temos indicadores que possam aferir a situação da indústria da construção em Mato Grosso. Entretanto podemos dizer que, com base nos relatos das nossas empresas associadas, a nossa percepção é de que os investimentos em moradia ficaram tímidos. Agora no fim do ano apresentou uma pequena melhora nas negociações. De todo modo, a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) está promovendo junto com o Sinduscon/MT um censo imobiliário em Cuiabá e Várzea Grande. A fase de coleta de dados na Grande Cuiabá e já foi concluída. O levantamento mapeará a oferta de demanda de imóveis nas duas cidades. Isso acontecendo nas principais cidades brasileiras. No fim, quando o censo estiver pronto, será uma ferramenta estratégica das empresas para investimentos futuros.

 CO Popular- Que balanço o senhor faz do desempenho da Caixa em 2016?

Julio Flávio Campos de Miranda- A Caixa Econômica Federal voltou a oferecer linhas de crédito para o setor de incorporação, com o Plano Empresário. Também tem outras linhas de financiamento via SBPE (poupança) e Pró-Cotista (FGTS). No Minha Casa Minha Vida, a faixa 1,5 está começando e a faixa 1 está parada. Aqui em Mato Grosso, em relação ao Brasil, está bem, mas poderia estar melhor.  No tocante ao setor de engenharia, temos dificuldades para análise e entrega de empreendimentos. Apesar de possuir as linhas de financiamento, estamos com uma nota de corte elevada para o cliente que deseja adquirir imóvel. Além da alta das taxas de juros nos últimos 18 meses, apesar de que nos últimos apresentou tendência de queda, muitos clientes, dependendo da renda para o financiamento, as exigências ficaram maiores o que tem impedido o fechamento de contratos. Ao mesmo tempo em que se precisa reduzir a inadimplência, temos que tornar o sonho da casa própria acessível a todos, indistintamente.

 CO Popular- Qual foi o montante de financiamento de habitação da Caixa do PCMV?

 Julio Flávio Campos de Miranda-Desde sua implantação, o Programa Minha Casa Minha Vida (PMSMV) em Mato Grosso, via Caixa, já permitiu investimentos na ordem de R$ 5,8 bilhões, representado 5.108 empreendimentos, por  67.870 unidades comercializadas e 65.523 unidades entregues. Os dados são até novembro de 2016 e foram fornecidos pela Superintendência Regional da Caixa em Mato Grosso

 CO Popular- Quais as expectativas para 2017, será um ano aquecido para financiamentos?

 Julio Flávio Campos de Miranda- A gente está otimista para 2017. Todos estamos confiantes no aumento de lançamentos de imóveis. Agora, no fim de 2016, houve uma melhora importante ao ponto de a gente acreditar que é possível faltar imóvel novo no mercado no próximo ano, dependendo da região e dependendo da faixa de preço. Com as linhas de financiamento que voltaram e com os estoques baixos, acredito que tenhamos novos empreendimentos em 2017. Mas a velocidade da retomada, depende muito da retomada do crescimento do país com sua estabilidade política e econômica para o setor crescer e se recuperar.

 CO Popular- As altas dos preços dos imóveis persistirão ou pode-se esperar umaestagnação?

Julio Flávio Campos de Miranda- Aqui não teve alta dos preços, o preço do metro quadrado está bem inferior ao índice inflacionário. Por conta da situação socioeconômica do país, as empresas não conseguiram sequer aplicar a elevação dos custos de produção.

 CO Popular -  Quais os problemas mais preocupantes ou que merecem uma ação mais imediata do Sinduscon/MT?

Julio Flávio Campos de Miranda- Temos um baixo índice de associativismo. De um rol de 3 mil empresas no Estado com o CNAE (construção civil) temos um índice muito pequeno de associados. Um sindicato forte só se faz com a união de todos. Penso também que a construção civil no país precisa resgatar sua credibilidade. Há empresas sérias em Mato Grosso que não comungam de ações ilícitas que venham macular sua imagem ou lesar o erário. Então é preciso separar o joio do trigo. Isso é uma situação que se verifica e qualquer setor ou qualquer categoria profissional, mas que ganhou dimensão com a operação Lava Jato. A construção civil é um dos setores que mais emprega.

 CO Popular- Como o setor de construção tem avaliado e absorvido os efeitos da crise econômica?

Julio Flávio Campos de Miranda- A única certeza que temos é que não é a primeira vez que o país e o Estado sentem os efeitos de um momento como esse. Será mais uma daquelas situações já enfrentadas. Contingenciar ou investir vai depender do fôlego e da disposição do empresário. A geração de emprego é um indicador de como anda a construção. Os índices do CAGED mostram que a situação confortável dos últimos tempos não existe mais. Estamos com mais demissões do que contratações nos canteiros de obra no Estado. Até o mês de outubro de 2016, o saldo mostrava 1.040 trabalhadores demitidos no ano, e 7.900 trabalhadores desligados em 12 meses. A situação da mão de obra com mais demissões do que contratações no país afeta 90% dos estados brasileiros.


“A maior dificuldade é com relação aos impostos de MT que são mais altos que em outros estados”

Nelson Soares Junior faz a gestão executiva do Sindipetróleo-MT, é responsável pela administração e gestão integral do Sindicato. É conhecido pelo perfil atuante no movimento lojista. Foi recém-eleito presidente da CDL Cuiabá. Em entrevista ao Jornal Centro-Oeste Popular ele fala sobre aumento do preços dos combustíveis, diferenças de preços, arrecadação em Mato Grosso, entre outros assuntos. Confira.

 

Regina Botelho

Da Redação

Centro-Oeste Popular- O aumento do ICMS faz preço de combustíveis subir em Mato Grosso? Porque?

 Nelson Soares Júnior- Mato Grosso tem uma das mais altas alíquotas. E o governo arrecada sobre o preço de pauta. Quando a pauta sobe, isso reflete no preço final dos combustíveis.

CO Popular- A Petrobras reajustou o preço da gasolina em suas refinarias.  Como está essa situação em MT?

Nelson Soares Júnior- Depois de a Petrobras anunciar nova política de preços, ocorreram dois cortes nos preços nas refinarias. Um promovido em 14 de outubro e outro em 8 de novembro. Contudo, essas baixas não foram repassadas pelas distribuidoras aos postos ou não foram repassadas conforme a expectativa da estatal. Notas fiscais e o próprio levantamento de preços da ANP mostram isso. Os postos que já trabalham com uma margem apertada não tem como repassar uma baixa que não chegou até eles.  

CO Popular - Qual foi o percentual de aumento? O novo reajuste pode gerar um aumento de aproximadamente de R$ por litro no bolso do consumidor?


“Postos que já trabalham com uma margem apertada não tem como repassar uma baixa que não chegou até eles” 

Nelson Soares Júnior- Quanto ao terceiro anúncio da estatal Petrobras, a expectativa é de aumento de preços, mas ainda não sabemos ao certo como isso influenciará no mercado em geral. Na próxima semana teremos uma melhor ideia. 

CO Popular- Os custos das distribuidoras impedem que preço da gasolina caia?

Nelson Soares Júnior- Não sabemos como as distribuidoras formulam seus preços. Mas logicamente elas têm custos que precisam cobrir. Os postos não têm qualquer interferência sobre os preços das distribuidoras, até porque o mercado é livre para definir seus preços. Os postos compram os combustíveis das distribuidoras e decidem se repassam ou não os valores para a bomba. A decisão é comercial.

CO Popular- Porque existem diferenças de preços no postos de combustíveis?

Nelson Soares Júnior- O mercado é livre e cada um tem sua negociação com sua distribuidora e custos para contabilizar decidindo se vão repassar ou não reajustes.

CO Popular- Cuiabá e Várzea Grande conta com quantos postos?

Nelson Soares Júnior- Cuiabá com 131 e Várzea Grande com 68 postos.

CO Popular- Como andam os preços nas capitais vizinhas?


“Os postos não têm qualquer interferência sobre os preços das distribuidoras, até porque o mercado é livre para definir seus preços”

Nelson Soares Júnior- Campo Grande: Diesel R$ 3,18; Etanol: R$ 2,9; Gasolina R$ 3,37, Goiânia: Diesel R$ 3,0; Etanol: R$ 2,84; R$ 3,82
Vale lembrar que em Mato Grosso do Sul e Goiânia, os impostos são menores.

CO Popular- Abastecer o carro com etanol continua sendo vantajoso para o consumidor mato-grossense?

Nelson Soares Júnior- Sim Levando em consideração os preços médios divulgados pela ANP, em Cuiabá no período acima, a gasolina é o combustível mais vantajoso. Contudo, devido ao anúncio da Petrobras, o mercado pode estar mudando, por isso é importante que o consumidor pesquise e faça um cálculo. Para o etanol ser mais vantajoso do que a gasolina, o preço do litro tem de custar até 70% do litro da gasolina. A conta é simples: basta dividir o valor do litro do etanol pelo da gasolina. Se o resultado for menor que 0,7, abasteça com etanol. Se maior, escolha a gasolina.

CO Popular- O mercado mato-grossense comercializa quantos bilhões de litros de combustíveis? Deste qual o volume do diesel, álcool e etanol?

Nelson Soares Júnior- A previsão é que em 2016 sejam comercializados pouco mais de 4 bilhões de litros. De janeiro a outubro (ainda não temos os dados de novembro e dezembro) foram comercializados 3,47 milhões de litros, sendo 497,2 milhões de etanol, 505 milhões de litros de gasolina e 2,24 bilhões de litros de diesel. 

CO Popular- O setor é expressivo dentro de Mato Grosso, qual o valor da arrecadação de ICMS?


“A previsão é que em 2016 sejam comercializados pouco mais de 4 bilhões de litros”.

Nelson Soares Júnior- O setor de combustíveis é responsável por aproximadamente 25% da arrecadação de ICMS em Mato Grosso. 

CO Popular- Quais as dificuldades e demandas do setor no Estado?

Nelson Soares Júnior- A maior dificuldade é com relação aos impostos que são mais altos que em outros estados. Com a reforma tributária, é um pedido do setor que haja equilíbrio entre as alíquotas.

CO Popular- A nova política de reajuste de combustíveis da Petrobras deverá ser posta à prova nos próximos dias? Porque?

Nelson Soares Júnior- Depois de deduções, foi anunciado o aumento. Um reajuste a maior no preço da gasolina pode implicar em pressão sobre a inflação. Os economistas calculam que para 1 ponto porcentual de aumento na gasolina (na bomba), se tem 0,04 ponto porcentual de impacto sobre o IPCA. Qualquer movimento de preço que tenha na gasolina tende a ter uma interferência no índice. E o diesel também, porque aí está mexendo com o frete que, por sua vez, também pressiona nos preços dos alimentos e outros produtos. Por muito tempo, o governo interferiu nos preços dos combustíveis para evitar maior pressão na inflação. Com a nova política, isso não pode ocorrer.


“Vamos trabalhar com intensidade para ajudar o estado de Mato Grosso”

Ezequiel Ângelo Fonseca (PP) é natural de Santa Albertina (SP), casado e pai de quatro filhos. Formado em Matemática, Fonseca iniciou sua carreira de professor em 1985, no município de Reserva do Cabaçal/MT, onde se elegeu vereador e prefeito por duas vezes. Com 25 anos de vida pública o parlamentar também se destacou à frente da presidência da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) e foi Secretário Adjunto de Estado de Educação. Em 2010 disputou uma cadeira no parlamento estadual e se elegeu pelo Partido Progressista com 26.443 votos. Na eleição de 2014, é eleito deputado federal também pelo PP, para a 55ª 2015/2019. Em entrevista ao Jornal Centro-Oeste Popular, ele fala sobre as eleições 2018, desempenho das eleições municipais deste pleito, prioridades para o próximo ano entre outros. Confira.

Regina Botelho

Da Redação

Centro-Oeste Popular- Nas conversas dos bastidores, o nome de Welington Fagundes aparece nas eleições de 2018 contra Taques? Procede?

Ezequiel Fonseca- Sim. Além de Wellington Fagundes, temos outros nomes. Mas este é o nome de destaque que poderá ser sim um candidato a governador que venha na contra mão de Pedro Taques.

CO Popular- O Partido Progressista articula candidatura própria para Mato Grosso em 2018?


Ezequiel Fonseca- O PP vai se preparar para uma eleição majoritária em Mato Grosso. Tenho conversado com muitas pessoas, entre elas possíveis candidatos, deputados e outras pessoas interessadas. Estamos preparando o partido para que ele possa ter no Estado candidaturas majoritárias em 2018 tanto para o Senado quanto para o Governo, sacramentando assim o rompimento com o governo do Estado.

CO Popular- Como o senhor avalia o desempenho das eleições municipais?

Ezequiel Fonseca- Positivo. Nos últimos tempos, o Partido Progressista foi atacado, perdeu alguns quadros, mas conseguimos recuperar. O PP conseguiu eleger 95 vereadores e fez cinco prefeitos das cidades de Salto do Céu, Rondolândia, São José do Rio Claro, Torixoréo e Campos de Júlio. Em Cuiabá, o PP apoiou a candidatura vitoriosa do peemedebista Emanuel Pinheiro e reelegeu o vereador Paulo Araújo, que é presidente municipal da sigla na capital mato-grossense.

CO Popular- Por que o senhor é a favor da anistia ao caixa 2?


Ezequiel Fonseca- O que está em curso é a aprovação de um projeto que criminaliza o caixa 2. Assim como eu, muitos parlamentares compactuam desta ideia. Como a lei penal não retroage para prejudicar, a prática do passado não poderá ser criminalizada. Isto é o que está sendo discutido


“A chegada do Uber acredito que vai melhorar muito o transporte urbano em Cuiabá, ajudar as pessoas”.

CO Popular- Como o senhor analisa a chegada do Uber em Cuiabá?

Ezequiel Fonseca- Com bons olhos. Acredito que vai melhorar muito o transporte urbano em Cuiabá, ajudar as pessoas. Tenho presenciado o crescimento e aumento da procura pela plataforma tecnológica, devido à agilidade, baixo custo e oportunidade econômica tanto para os condutores quanto aos passageiros. Em Cuiabá vemos que o número de taxis é insuficiente para atender a demanda. 

CO Popular- Quais orientações o senhor daria ao futuro prefeito de Cuiabá?


Ezequiel Fonseca- Ter um cuidado especial com a saúde dos cuiabanos. Que ele possa ter a oportunidade junto com grandes parcerias buscar melhorar a segurança. Olhar para educação, sem esquecer o entorno de Cuiabá. Precisamos fortalecer muito o cinturão verde, pois vejo que agricultura familiar sendo de grande importância essa política de atender os pequenos.

CO Popular- De que forma a bancada Federal tem ajudado MT a destravar as obras?


Ezequiel Fonseca- Todas as vezes que fomos solicitados pela secretaria de infraestrutura temos reunido à bancada. Temos feito audiências com os ministros das pastas afins e sempre tem dado andamentos. É dessa forma que a bancada tem ajudado o governador Pedro Taques

CO Popular- Como o senhor analisa as mudanças no staff do Governo Pedro Taques?


“Estamos preparando o partido para que ele possa ter no Estado candidaturas majoritárias em 2018 tanto para o Senado quanto para o Governo”

Ezequiel Fonseca- Com bons olhos. Acho que o governador percebeu que apenas um governo técnico não avançou. O governo ainda está travado. E quando você pode mesclar técnico e politico, acreditamos que as coisas possam andar melhor.

CO Popular- Deputado, o que o senhor tem feito para ajudar as famílias rurais de MT?

Ezequiel Fonseca- Priorizado em Mato Grosso a agricultura familiar e regularização fundiária. Além da área da saúde, onde nossas emendas parlamentares têm sido direcionadas. Atendemos vários municípios, com patrulhas agrícolas, onde as cidades recebem o trator com todos os equipamentos. Atendemos vários municípios, ampliando a secretaria de agricultura de cada cidade, encaminhando carros, motos, equipamentos. Também temos trabalhado na questão da regularização fundiária, inclusive a bancada federal de Mato Grosso  consegui R$ 68 milhões, destinada ao INCRA, a fim de garantir condições e êxito nas ações e entrega definitiva das escrituras.

CO Popular- Qual a sua avaliação sobre o governado de Michel Temer?

Ezequiel Fonseca- Uma grande diferença. Temer ao menos tem diálogo e tem se preocupado com a questão do déficit publico. Está tomando todas as providências para que a máquina publica seja mais leve.


“Acho que o governador percebeu que apenas um governo técnico não avançou. O governo ainda está travado”.

CO Popular- Deputado quais são as perspectivas para 2016?

Ezequiel Fonseca- Positiva. Em 2017, vamos trabalhar com mais intensidade na agricultura familiar, fazendo com que aqueles recursos que colocamos nos  anos anteriores deem mais respostas e fiscalizar também. Os R$ 68 milhões para regularização fundiária serão bem aproveitados. Acredito que teremos muitos serviços através do Incra. Estaremos colocando como prioridade para 2017, a entrega dos documentos aos pequenos produtores. Mato Grosso tem mais de 700 assentamentos, onde a grande maioria, 80% não tem sua escritura.


“Os prefeitos, não podem ser penalizados por conta dos desacertos da política econômica”

O presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Neurilan Fraga (PSD) em entrevista ao Jornal Centro-Oeste Popular falou sobre as bandeiras municipalistas e principalmente sobre a situação vivenciada pelos prefeitos, que devem fechar o ano com dificuldades nos município devido a crise econômica. Confira.

Regina Botelho

Da Redação

Centro-Oeste Popular- O descumprimento de dispositivo constitucional é algo gravíssimo, com sérios prejuízos às administrações municipais?

Neurilan Fraga- A mudança para todos os municípios será possível com a reforma do Pacto Federativo, por este motivo, os prefeitos devem continuar cobrando do Congresso Nacional essa mudança, atuar mais junto à bancada federal. Estamos discutimos o Pacto há muito tempo, por isso participamos ativamente das mobilizações em Brasília com a Confederação Nacional dos Municípios. Historicamente o município é o ente federado que fica com a menor parte do bolo tributário nacional. Isso significa menos dinheiro em caixa para investimento nas necessidades da população. Uma das principais bandeiras da AMM é lutar pela autonomia financeira dos municípios.  Na arrecadação,  a União concentra 60% do bolo tributário, os estados ficam com cerca de 25% dos recursos do bolo tributário e os municípios recebem apenas 15% para atender inúmeras demandas que recaem sobre as prefeituras.  A gestão dos programas federais é outra atribuição que afeta os cofres municipais. As prefeituras recebem recursos insuficientes para cobrir gastos com a Educação e Saúde. A queda de receita é um problema que os municípios enfrentam todos os anos. Por isso honrar os compromissos é um grande desafio para os gestores.


A gestão dos programas federais é outra atribuição que afeta os cofres municipais. As prefeituras recebem recursos insuficientes para cobrir gastos com a Educação e Saúde”.

CO Popular- O Pagamento do Auxílio Financeiro para Fomento às Exportações (FEX), relativo a 2015, deu novo fôlego às finanças municipais?

Neurilan Fraga- Foram várias reuniões em Brasília para tratar do FEX. Nos reunimos com a então presidente Dilma  e com o presidente Michel Temer, além de ministros. Conquistamos a garantia de pagamento anual do FEX, corrigido pela inflação a partir de 2017 e tivemos a garantia do governo federal do pagamento 2016 em três parcelas, até dezembro.              A definição do FEX consta no Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias para o próximo ano. Esta é uma das reivindicações da Associação Mato-grossense dos Municípios, através do senador Wellington Fagundes, que é o relator da LDO 2017. Estima-se que a medida eleve o repasse do FEX de Mato Grosso para quase R$ 480 milhões no próximo ano. O projeto de Lei 288 prevê o pagamento obrigatório do FEX todos os anos, além da compensação integral a estados e municípios das perdas, por conta da desoneração do ICMS na exportação de produtos primários, estabelecido pela Lei Kandir. 

CO Popular- Os recursos do FEX serão destinados para o custeio de obras de quais obras?

Neurilan Fraga- Em relação às obras, o governo federal ainda tem restos a pagar de emenda parlamentares para os municípios. Muitos prefeitos iniciaram as obras, mas não conseguiram concluir devido à falta de repasses da União. Os recursos do FEX serão imprescindíveis para o fechamento das contas nesse último ano de mandato para os prefeitos. O pedido da Confederação Nacional de Municípios (CNM) é para que os valores sejam creditados junto com o Fundo de participação os Municípios-FPM. Quanto ao FEX, somente em 2015, Mato Grosso  deixou de receber em torno de R$ 5 bilhões.  O projeto visa alterar a lei Kandir e corrigir as distorções no repasse dos valores. Os recursos vão ajudar muito as prefeituras a quitar as dívidas e o pagamento da folha salarial. 


A definição do FEX consta no Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias para o próximo ano. Esta é uma das reivindicações da Associação Mato-grossense dos Municípios”.

CO Popular- Os municípios estão enfrentando dificuldade em receber recursos do estado para atender setores essenciais?

Neurilan Fraga- O setor de saúde enfrenta problemas com os atrasos nos repasses do governo para os municípios. Os atrasos chegam há quatro meses, o que comprometem o atendimento prestado a população. Com isso, os municípios têm sofrido para atendimento nesta área. s liminares que as prefeituras recebem para atendimentos acabam comprometendo grande parte dos orçamentos municipais e afetam a prestação de serviços na atenção básica e outras áreas, que são de competência dos municípios. Os prefeitos questionam também atrasos ocorridos no repasse do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços-ICMS, que é uma das principais fontes de recursos para os municípios. Os gestores realizam o planejamento financeiro em cima do recurso do imposto e contam com os valores creditados em dia para pagar as despesas. O governo esta em débito com R$ 23 milhões para os municípios. O atraso e a diminuição no repasse de recursos afetam as finanças municipais, comprometendo o planejamento das prefeituras. 

CO Popular- O que a AMM tem feito para ajudar os prefeitos de MT?

Neurilan Fraga- Estamos fazendo um trabalho para evitar ações judiciais, buscando o diálogo e o entendimento com o governo estadual. Os prefeitos que estão terminando o mandato não devem deixar restos a pagar para o próximo gestor, sob o risco de serem penalizados.  Estivemos em Brasília para pedir apoio a bancada federal para que o Congresso aprove o Projeto de Lei que flexibiliza a Lei de Responsabilidade Fiscal– LRF para que a legislação não puna os gestores que, por ventura, deixarem restos a pagar, provenientes da crise econômica, que está prejudicando a arrecadação das receitas municipais. Entendemos que os prefeitos, não podem ser penalizados por conta dos desacertos da política econômica do governo federal e muito menos pela institucionalização da  corrupção, que inviabilizaram o estado e os municípios mato-grossenses.

CO Popular- No encerramento do mandato dos prefeitos, como está a situação dos municípios?


Os prefeitos questionam também atrasos ocorridos no repasse do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços-ICMS, que é uma das principais fontes de recursos para os municípios.”

Neurilan Fraga- Os municípios mato-grossenses e o governo do estado vão receber recursos de repatriação por meio do programa de regularização de ativos no exterior. O governo federal anunciou que foram declarados R$ 169 bilhões, sendo R$ 50,9 bilhões com a arrecadação de imposto de renda e multas. Deste montante, os municípios brasileiros têm direito a 22.5%, equivalente a R$ 5,7 bilhões para serem distribuídos em todo o país. Os municípios de Mato Grosso vão receber R$ 113 milhões e o governo estadual R$ 108 milhões. Os recursos serão repassados junto com as parcelas do Fundo de Participação dos Municípios -FPM e do Fundo de Participação dos Estados-FPE, que deverão ser pagas até o dia 20 de novembro. Esta é uma conquista do movimento municipalista brasileiro sob a coordenação da Confederação Nacional dos Municípios-CNM, com o apoio das entidades estaduais. A AMM teve um papel fundamental na aprovação do projeto através de articulações junto à bancada federal, como ocorreu em outros estados. Cada entidade municipalista trabalhou junto à bancada federal para que os recursos fossem aprovados. Sem sombra de dúvida os valores da repatriação, somando os recursos do FEX, o reforço de 1% do FPM e mais a atualização dos repasses dos governos federal e estadual possibilitarão que a maioria dos gestores possam fechar suas contas, não deixando restos a pagar  para os futuros gestores. Esperamos que tudo isso ocorra de fato até o final de dezembro.

CO Popular- Como estão as obras de reforma da Associação Mato-grossense dos Municípios?

Neurilan Fraga- A reforma é primordial, considerando a necessidade de ampliar a estrutura e reparar falhas que já estavam comprometendo o prédio, como infiltração, vazamentos e inadequações físicas. Estabelecemos a reforma do prédio como uma das prioridades da nossa gestão, considerando a importância da revitalização para uma prestação de serviço mais eficiente.

CO Popular- O sufoco atravessado pelas prefeituras face à escassez de recursos, pode ser atenuado ainda com o esperado repasse de 1% do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) previsto para dezembro?

Neurilan Fraga – Sim. Estamos um pouco mais otimistas porque tivemos essa confirmação do governo de que os repasses do ICMS já estão sendo providenciados, e os municípios terão essa verba esperada do FEX e da repatriação, além do 1% do FPM. Sendo concretizado isso, praticamente 100% das prefeituras deverão fechar as contas. O Executivo estadual deverá utilizar os recursos aguardados da União para sanar pendências na saúde.  


“Mato Grosso é um estado novo e que precisa ser ajudado”.

Jose Medeiros é natural de Potiguar do sertão do Rio Grande do Norte. A família migrou para o Mato Grosso fugindo da seca no estado, o senador José Medeiros (PPS – MT) substituiu o ex-senador Pedro Taques, eleito governador do Mato Grosso nas últimas eleições. Em entrevista ao Jornal Centro-Oeste Popular, o senador falou sobre PEC 214, sobre seu trabalho no senado, desafios e metas para 2017. Confira.

Regina Botelho

Da Redação

Centro-Oeste Popular- Como está o andamento da PEC 241 no Senado? O senhor acredita que a proposta terá dificuldade de ser voltada?

José Antônio Medeiros- O relatório já foi lido na Comissão de Justiça. Agora e seguir o rito. Acredito que até o final de novembro estará sendo votada no plenário. Acho que não. O governo precisa ganhar no voto, mas também nas ruas. O governo não fez nenhum diagnóstico ao assumir a gestão e não está sabendo se comunicar com a PEC.

CO Popular- Na sua concepção, quais os pontos mais difíceis que o governo está enfrentando?


“Os partidos que são oposição à administração têm dito que o governo irá tirar dinheiro da saúde e educação, que é uma mentira deslavada”.

José Medeiros- Na verdade não existe nenhum ponto difícil. A PEC se limita no gasto do governo. Que ele não pode gastar mais do que arrecada, caso contrário no ano seguinte simplesmente, terá o acrescimento da inflação do ano anterior. Os partidos que são oposição à administração têm dito que o governo irá tirar dinheiro da saúde e educação, que é uma mentira deslavada. A PEC diz que a saúde e educação estão fora. A PEC tem piso de gastos, mas não tem um teto.

CO Popular- Com relação ao ensino médio, como estão as discussões?

José Medeiros- A reforma do ensino médio é uma questão antiga que já vem sendo discutida. Essa reforma é uma plataforma de campanha da ex-presidente Dilma Rousseff . Ela própria já falava sobre essas polêmicas. Só que agora como o Partido dos Trabalhadores está fora do poder está aliciando alunos dizendo que a mudança vai preconizar o ensino

CO Popular- O senhor acredita que as mudanças terão dificuldades de serem aprovadas?

José Medeiros- Não. Ela está sendo discutida na Comissão. A tendência é que em breve iremos entregar também essa reforma. Porém acredito que até o final do ano não será concluída, mas tudo caminha em passos largos.

CO Popular- Quais as medidas que o Governo Temer está tomando para diminuir as crises principalmente para os estados que estão sofrendo?


“Um governo que pegou uma gestão estraçalhada, mas teve uma grande habilidade política. Consegui reunir uma base forte”.

José Medeiros- Houve um refresco agora com a repartição. Alguns estados receberão o dinheiro do FEX. Mato Grosso vai receber em torno de R$ 100 milhões, mas R$ 400 milhões do FEX.

CO Popular- Existe alguma previsão de pagamento do FEX para Mato Grosso?

José Medeiros- Sim. Estamos contando que até o final conseguimos receber todo o pagamento do FEX.

CO Popular- Qual avaliação que o senhor faz os primeiros meses do Governo Temer?

José Medeiros- Um governo que pegou uma gestão estraçalhada, mas teve uma grande habilidade política. Consegui reunir uma base forte. Na Câmara de Deputados mostra que é um governo que conversa, tem dialogo e está muito preparado. Vejo que começar a sinalizar um rumo de segurança para que os investidores possam investir no país. Temos notícias de entrada de dólares no Brasil. Isso é fruto de confiança no país que está começando a germinar.

CO Popular- De que forma o senhor esta ajudando o governador Pedro taques a superar a crise em Mato Grosso?

José Medeiros- O governador Pedro Taques recebeu o Estado de Mato Grosso arrebentado, com muitas obras a céu aberto. Um estado que não foi escolhido prioridades, onde pessoas fizeram uma verdadeira malvadeza com Mato Grosso. Ele está pegando todos esses desgastes e tem arcado com esses ônus. Vejo que Pedro Taques tem dificuldades menores que outros estados brasileiros, pois foi feito um ajuste muito forte no governo. Como vice-líder do Governo Temer tenho me empenhado em prol do Estado de Mato Grosso conversando com os ministros e mostrando a necessidade que o estado tem, e não tem estrutura para suportar como outros estados estão tendo. Mato Grosso é um estado novo e que precisa ser ajudado.

CO Popular- O senhor é conhecido como principal cobrado do FEX?


“Mas a eleição é assim, uns ganham outros perdem. Com o passar do pleito eleitoral é hora de todos correrem para ajudar os municípios”.

José Medeiros- Sim. Já fui chamado de senador FEX. Mas todos nos temos essa obrigação.

CO Popular- Com relação às eleições deste ano, qual avaliação que o senhor faz do seu partido e também da base aliada do governo?

José Medeiros-Positiva. Tanto de Cuiabá quanto nos municípios. Foi Uma triste que nosso candidato o prefeito Mauro Mendes desistiu na última hora. Em Rondonópolis foi eleito Zé do Pátio do partido que também está na base e já nos colocamos a disposição dele. Mas a eleição é assim, uns ganham outros perdem. Com o passar do pleito eleitoral é hora de todos correrem para ajudar os municípios.

CO Popular- O senhor vendo sendo cotado para assumir a presidência do Senado, como está essa articulação?

José Medeiros- Existe essa incumbência. Estamos tratando esse assunto. Lógico que não sou candidato de mim mesmo, mas estou trabalhando para ser essa opção lá no Senado Federal.

CO Popular- É um momento diferente em função dessa decisão do STF com relações as restrições de alguns políticos serem membros?

José Medeiros- Não. Dentro de 81 sempre tem candidatos. Eu independente das dificuldades de outros candidatos estou construído para ser uma viabilidade.

CO Popular- Como estão as conversas para 2018?

José Medeiros- Venho para reeleição vou trabalhar o meu nome para o senado. Estou fazendo um trabalho relevante para construir esse projeto.

CO Popular- Qual o balanço que o senhor faz desses dois anos no senado federal?

José Medeiros- Estou muito contente. Era um desafio muito grande, substituir Pedro Taques. Mas tenho tentado e esforçado para que o estado fosse bem representado e graças a Deus estou conseguindo. Fique entre os dez parlamentares no primeiro ano. Em 2016, ganhei o prêmio de destaque em Nova York. Fiquei entre os dez parlamentares mais influentes novamente pela Revista Interessante. Em 2015, recebi a medalha do Brasil em Foco, sou o terceiro mais influente no Facebook. Tudo isso, é reconhecimento do esforço que temos feito. Lógico que isso é obrigação, mas fico contente com o trabalho.

CO Popular- Senador o senhor tem vários projeto, cite um que o senhor gostaria de destacar.

José Medeiros- Regularização fundiária. Tenho alguns projetos, como a proibição de interrupção de serviços públicos, no caso de juízes que interrompem whatsApp .Existe um projeto muito forte para regularizar as terras que estão precisando de títulos no nosso estado. Outro projeto para desonerar a indústria na compra de maquinários que possam gerar empregos. Na questão da infraestrutura estamos lutando pela BR-080, BR-242, duplicação da BR-163.

CO Popular- Para 2017, quais são os seus projetos?

José Medeiros- Buscar recursos para o Estado de Mato Grosso saía desse buraco econômico que se encontra. A meta é dotar o governo e estados de recursos para superar a crise.


“O governo tem feito várias ações para sanar os problemas do sistema penitenciário”

Márcio Frederico de Oliveira Dorilêo é graduado em Direito pela Universidade de Cuiabá e em Letras pela Universidade Federal de Mato Grosso, especialista em Direito Penal, Direito Processual Penal e Direito Agroambiental. Cuiabano, é defensor público do Estado de Mato Grosso, desde 1999. Membro eleito do Conselho Superior da Defensoria Pública/MT, do Comitê Multiinstitucional do Sistema de Justiça/MT e membro Suplente do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana. Trabalhou como corregedor-geral da Defensoria Pública e subdefensor público-geral do Estado de Mato Grosso. Dorilêo é secretário de Estado de Justiça e Direitos Humanos de Mato Grosso. Em entrevista ele sobre os desafios da pastas, ações de combate a violência contra mulheres entre outros assuntos. Confira. 

Regina Botelho

Da Redação

Centro-Oeste Popular- Quais os desafios à frente da secretaria?


Márcio Frederico de Oliveira Dorilêo- As principais prioridades da pasta estão a gestão da política estadual de preservação da justiça, garantia, proteção e promoção dos direitos e liberdades do cidadão, dos direitos políticos e das garantias constitucionais. Zelar pelo livre exercício dos poderes constituídos; supervisionar, coordenar e controlar o sistema penitenciário e o sistema socioeducativo, além de gerir as políticas de defesa do consumidor e de defesa dos direitos individuais e coletivos também são desafios que enfrentamos diariamente".

CO Popular-  O sistema penitenciário de Mato Grosso é um colapso?

Márcio Frederico de Oliveira Dorilêo- Não. Apesar de enfrentarmos o problema da superpopulação (são 6.413 para 11 mil recuperandos) o sistema não entrou em colapso. O estado tem conseguido manter a ordem e a segurança dentro das 54 unidades em funcionamento.

CO Popular- Qual o orçamento da secretaria de Estado de Justiça e Direitos para o programa de controle da violência?


“O sistema não entrou em colapso. O estado tem conseguido manter a ordem e a segurança dentro das 54 unidades em funcionamento”.

Márcio Frederico de Oliveira Dorilêo- O orçamento total da Sejduh-MT é de 400 milhões, contudo reitero a informação de que a Sejudh não é responsável por combater a violência. Como o próprio nome sugere, somos responsáveis pelas ações na área da Justiça e Direitos Humanos do estado, além de gerir o sistema penitenciário. Não existe na pasta nenhum programa de controle da violência.

CO Popular- O sistema penitenciário de Mato Grosso corre o risco de voltar aos tempos de antes com constantes rebeliões e motins, tempos em que servidores eram agredidos e presos executados de forma cruel?

Márcio Frederico de Oliveira Dorilêo - Não, o estado não corre este perigo. E para evitar isso, este governo tem feito várias ações para sanar os problemas do sistema penitenciário.

CO Popular- Falando em número até o momento quantas pessoas perderam suas vidas, por causa da violência?

Márcio Frederico de Oliveira Dorilêo- A Sejudh não disponibiliza dados sobre violência, pois não é responsável pelo combate a violência. Dentro do sistema o número de mortes este ano foi de 07 recuperandos mortos.

CO Popular- O Estado de Mato Grosso hoje possui quantos  jovens internados em 06 Centros Sócio Educativos?

Márcio Frederico de Oliveira Dorilêo - São sete centros de atendimento socioeducativo. A população é de 120 para 147 vagas.

CO Popular- O uso das tornozeleiras eletrônicas tem sido a principal alternativa para a reinserção dos detentos à sociedade?  Mato Grosso conta hoje com quantos mil cidadãos que utilizam o aparelho?

Márcio Frederico de Oliveira Dorilêo- Sim. O uso de tornozeleira e as audiências de custódia, ambos produtos do Poder Judiciário implementados com este objetivo: de racionalizar a entrada de cidadãos no sistema. Mato Grosso conta com 2,4 mil pessoas que utilizam o equipamento.

 
CO Popular- Um recuperando dentro da cadeia custa quanto por mês ao Estado?

Márcio Frederico de Oliveira Dorilêo- Em uma unidade de pequeno porte (cadeia) de 2 a 4 mil; em unidades de grande porte (penitenciárias)  o custo é de 2 mil, segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Departamento Penitenciário nacional (Depen).


“O uso das tornozeleiras eletrônicas tem sido a principal alternativa para a reinserção dos detentos à sociedade”

CO Popular- A violência contra a mulher é um resultado cultural das relações desiguais e assimétricas da sociedade. Concorda?

Márcio Frederico de Oliveira Dorilêo- A Sejudh, por meio da Superintendência Estadual de Políticas para as Mulheres (SEPM) cria, promove, coordena e acompanha ações públicas visando o cumprimento de convênios, parcerias e convenções atinentes à qualidade de vida da mulher mato-grossense. Nossa missão é formular, executar, monitorar, avaliar e articular políticas públicas que visem à promoção, proteção e defesa dos direitos das mulheres sob a perspectiva de gênero, classe, raça e etnia, promovendo sua transversalidade nos órgãos públicos estaduais e a participação da sociedade civil organizada.

CO Popular- Mato Grosso ocupa o nono lugar no ranking nacional de casos de violência contra a mulher. O que está sendo feito para diminuir essa realidade?

Márcio Frederico de Oliveira Dorilêo- A Sejudh, por meio da SEPM, promove debates, organizando fóruns, seminários e congressos, cujo tema seja em prol da defesa das mulheres; divulga as resoluções, documentos, tratados e convenções internacionais referentes às mulheres, firmados pelo Governo brasileiro: estabelecendo estratégias para a sua efetividade; realiza


“As principais prioridades da pasta estão a gestão da política estadual de preservação da justiça, garantia, proteção e promoção dos direitos e liberdades do cidadão, dos direitos políticos e das garantias constitucionais”

intercâmbio e firmar parcerias com organismos públicos, governamentais, ONG’s, OSCIPs e/ou privados, nacionais ou internacionais; busca conhecer a realidade e levantar dados em todo o Estado para a implantação e implementação de políticas públicas; propõe através de projetos, viabilização de recursos para reestruturação e construção de Delegacias Especializadas, Casas de Abrigo para Mulheres e Centros de Referência para Mulheres Vítimas de Violência Doméstica e Familiar e coordena e monitora as ações desenvolvidas pela Câmara Técnica Estadual do Pacto pelo Enfrentamento a Violência contra a Mulher em Mato Grosso. Já através do Conselho Estadual de Direitos da Mulher – CEDM/MT, auxilia o Poder Público de Mato Grosso a desenvolver suas atividades dentro do respeito aos direitos da mulher; estimula e promove a realização de estudos, pesquisas e eventos que incentivem o debate sobre os direitos da mulher; a realização de estudos, pesquisas e eventos que incentivem o debate sobre os direitos da mulher; programas educativos e atividades de interesse da mulher, para a conscientização dos seus direitos e denuncia e investiga violações dos direitos da mulher ocorridas no estado de Mato Grosso. Também solicita diligências que reputar necessárias para a apuração dos fatos considerados lesivos aos direitos da mulher.


“Prioridade do Detran é dar um atendimento de qualidade ao cidadão”

 Arnon Osny Mendes Lucas é delegado da Polícia Judiciária Civil, foi Diretor de Administração Sistêmica da autarquia desde o início da atual administração, em 2015, e hoje é presidente do Departamento Estadual de Trânsito (Detran/MT). Em entrevista ao Jornal Centro-Oeste Popular ele fala do atendimento da autarquia, projetos, inovações, pátio do órgão em Cuiabá, multas entre outros assuntos. Confira.   

 

Regina Botelho

Da Redação

Centro-Oeste Popular- O problema da autarquia não se resume às filas, mas também carece de celeridade e qualidade no atendimento ao público. Concorda?

Arnon Osny Mendes Lucas- Não há problemas de filas nos atendimentos da autarquia. O Detran/MT possui o Sistema de Gerenciamento de Atendimento (SGA) desenvolvido pela equipe da Coordenadoria de TI do Detran que permite acompanhar desde a abertura até a finalização de processos, taxas, vistoria, dentre outros serviços oferecidos pelas diretorias de veículos e de habilitação. É possível obter um relatório com descrições do tempo gasto e da quantidade de atendimentos realizados. De acordo com o sistema implantado, em unidades na capital e interior, a média de tempo de um processo é de, no máximo, 20 minutos. A Diretoria de Veículos implantou no setor de vistoria veicular o sistema de atendimento por agendamento inicialmente nos municípios de Cuiabá, Várzea Grande, Tangará da Serra e se estenderá, em breve, será implantado gradativamente em todos os municípios. O atendimento é realizado na hora agendada.

CO Popular- Quais os projetos prioritários da autarquia?

Arnon Osny Mendes- A prioridade do Detran é dar um atendimento de qualidade ao cidadão e para isso já foi implantado os serviços de entrega do licenciamento anual em casa e também a entrega da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).  O licenciamento pode ser solicitado via aplicativo ‘MT Cidadão’ ou pelo site do governo (www.mt.gov.br) no link de ‘SERVIÇOS’ no ícone do ‘DETRAN’ na aba ‘VEÍCULOS’. Na abertura do processo para e renovação da CNH, que deve ser feito presencialmente em uma unidade da autarquia, o usuário pode solicitar também a entrega do documento em sua residência.  Será implantada a vistoria digitalizada e disponibilizado mais de 26 serviços em totens distribuídos em pontos de grande circulação de pessoas na região metropolitana. Estas medidas devem reduzir em 30% o número de usuários nos balcões do Detran.


Uma média de 30 mil veículos nos pátios de todo o estado e serão prensados e enviados para reciclagem (siderúrgica) 25 mil veículos até junho de 2017”.

CO Popular- O Detran já foi um órgão muito problemático, mas que agora se moderniza. Quais inovações aconteceram na sua gestão? 

Arnon Osny Mendes - O sistema DETRANNET foi melhorado com o apoio tecnológico da MTI (Empresa Mato-Grossense de Tecnologia e Informação), o suporte técnico permitiu melhor comunicação com todos os sistemas integrados. Foram disponibilizados serviços online, via aplicativo MT Cidadão ou no site (www.mt.gov.br) no link de ‘SERVIÇOS’ no ícone do ‘DETRAN’, são 15 serviços de Veículos e sete serviços de Habilitação, bem como informações de alguns procedimentos. Será implantada a vistoria digitalizada e disponibilizado mais de 26 serviços em totens distribuídos em pontos de grande circulação de pessoas na região metropolitana. Estas medidas devem reduzir em 30% o número de usuários nos balcões do Detran.

CO Popular-  O depósito de carros e motos apreendidos no pátio continua sendo um grande problema por falta de espaço e – atualmente – como criadouro do mosquito da dengue? 

Arnon Osny Mendes- Hoje no Detran são realizados os leilões de material inservível e de veículos aptos a circular. Com o leilão de material inservível em 2015 foram prensados e encaminhados para reciclagem (siderúrgica) 6.500 veículos, entre motos e carros, que estavam nos pátios do estado. Até junho de 2017 serão prensados 25 mil veículos em todo o estado. Este ano já foram prensados os veículos que estão há mais de dois anos nos pátios do Detran em Cuiabá, no polo de Sinop e no polo de Barra do Garças. Quinzenalmente, com o apoio dos agentes de saúde dos municípios onde há uma unidade da autarquia, é feito o monitoramento. Além disso, a Diretoria de Veículos, a Coordenadoria do pátio de apreensões e os chefes das Ciretrans promovem manutenção contínua para combater criadouros do mosquito.


Diretoria de Veículos implantou no setor de vistoria veicular o sistema de atendimento por agendamento inicialmente nos municípios de Cuiabá, VG e Tangará da Serra”

CO Popular - Quantos veículos há hoje no pátio do Detran MT?

Arnon Osny Mendes- Uma média de 30 mil veículos nos pátios de todo o estado e serão prensados e enviados para reciclagem (siderúrgica) 25 mil veículos até junho de 2017.

CO Popular- No que se refere ao vetor da dengue, como é feito o controle neste volume todo de carros parados?

Arnon Osny Mendes - Quinzenalmente é feito o controle e monitoramento com verificação de larvas e pulverização de veneno nos veículos apreendidos. O controle é feito pelos agentes de saúde das prefeituras municipais onde há pátios de apreensão de veículos da autarquia.

CO Popular- Como é feita a distribuição dos valores das multas?

Arnon Osny Mendes- Os recursos provenientes da arrecadação são destinados ao órgão que tem a competência sob a infração, pode ser município, estado ou união. Conforme estabelecida pela Resolução do Denatran Nº 66, de 23 de setembro de 1998 que institui a tabela de distribuição de competência dos órgãos executivos de trânsito referentes a infrações cometidas em áreas urbanas, ou seja, dentro do estado há vários autuadores tais como Detran, PRF, DNIT, SINFRA e algumas prefeituras, porém, o estado através do Detran se responsabiliza apenas pelas multas de sua competência, que ele mesmo autuar através do Batalhão de Trânsito, as informações referente às multas de competência de outros autuadores é de responsabilidade própria. Compete a cada órgão fazer o controle da arrecadação e aplicação do recurso, no caso do DETRAN/MT, os órgãos de controle externo do Estado fazem o acompanhamento. A distribuição dos valores provenientes da arrecadação das multas de competência do Estado da seguinte forma: 5% do valor arrecadado com multas de competência do Estado deve ser repassado ao FUNSET, depois de deduzido o valor do FUNSET 60% deve ser repassado ao FESP e 40% ao DETRAN.

CO Popular- A estrutura física dos postos é precária. Existe alguma previsão para melhorar essa situação?

Arnon Osny Mendes- Quando a atual gestão assumiu o Departamento Estadual de Trânsito (Detran/MT) visitou algumas Ciretrans que não tinham mais condições de manter a unidade no local devido a deterioração e as más condições das instalações, todas estavam em prédios locados. Como a licitação para a construção de um imóvel próprio demandaria tempo e recursos não disponíveis no período, os chefes receberam a orientação de procurar um novo espaço para alugar e solicitar uma visita técnica da equipe de engenharia para avaliar o imóvel para a contratação. Na maioria das unidades o proprietário fez melhorias cumprindo as exigências da autarquia.  Até a presente data foram reestruturadas as unidades de São José do Rio Claro, Santo Antônio do Leveger, Colniza, Sorriso, Nobres, Vistoria Pesada e posto de atendimento de Rondonópolis, setor de protocolo da Sede da autarquia, pátio de Arenápolis. Estão em andamento a reforma da Ciretran de Barra do Garças, a mudança das instalações das Ciretrans de Rondonópolis e Tangará da Serra e, em fase de contratação,  a Vistoria Pesada de Sinop. Em 2015, foi realizado um mapeamento de todas as unidades da autarquia. Todas as mudanças foram baseadas no mapeamento realizado por 14 servidores de carreira da autarquia, nas 62 Ciretrans, que ranquearam as unidades que tem maior urgência de melhorias.  O mapeamento identificou a atual situação estrutural do Detran para que possam ser estabelecidos critérios e definidas prioridades. A equipe técnica avaliou as instalações prediais, a infraestrutura de tecnologia da informação, a estrutura da comunicação de dados do sistema entre a sede e as Ciretrans, a infraestutura das redes elétricas e lógicas, e o perfil do hardwere utilizado nas unidades. O relatório do mapeamento das unidades desconcentradas irá subsidiar as decisões dos gestores no cumprimento do acordo de resultados firmado com o governo do estado, além de servir como instrumento orientador para o cumprimento das ações delineadas no PPA 2016-2019.Além disso, foram comprados e estão em fase de finalização de distribuição para todas as Ciretrans e sede o investimento de mais de R$ 5 milhões em móveis e equipamentos.

CO Popular- Hoje qual a principal deficiência do órgão?


“Recursos provenientes da arrecadação são destinados ao órgão que tem a competência sob a infração, pode ser município, estado ou união”

Arnon Osny Mendes- O Detran ficou sem investimento em todas as áreas por mais de 10 anos. A partir da atual gestão o Detran está sendo revitalizado em todas as suas áreas de atuação  com tecnologia, melhorias nos prédios das unidades e troca de mobiliários e equipamentos, além do investimento na capacitação dos servidores.

CO Popular- De que forma a autarquia está combatendo à corrupção no órgão?

Arnon Osny Mendes- A Coordenadoria de Fiscalização de Credenciados juntamente com Unidade de Correição Setorial, a Comissão de Processo Administrativo Disciplinar (PAD) e a Comissão de Ética trabalham integradas. Como resultado deste trabalho conjunto, foram cassados e suspensos 51 credenciados e estão em tramitação 17 processos. Também foram presas e conduzidas 96 pessoas entre 2015 e 2016. Em relação a 2014, o número de fiscalizações cresceu 400%.

 


“Temos uma gigantesca atração turística em MT. Falta divulgar”

Regina Botelho

Da Redação

 Luiz Carlos Nigro é secretário adjunto de Turismo do Estado.  Nigro também é empresário e faz parte da direção do Grupo de Hotéis Mato Grosso (HOMAT), de onde se licenciou para assumir o cargo público. Em entrevista ao Jornal Centro-Oeste Popular ele fala sobre projetos, metas, desafios do setor de turismo no estado de Mato Grosso.

Centro-Oeste Popular- Quando a população e os turistas poderão voltar a usufruir de todas as belezas do Parque Nacional de Chapada dos Guimarães?

Luiz Carlos Nigro- Os atrativos que hoje estão fechados no Parque são apenas a Salgadeira, o Portão do Inferno e Mirante. Os demais atrativos se encontram abertos. Quando falo os demais atrativos, falo dos diversos atrativos, como balneários, restaurantes que são todos liberados para banho, contam com serviço de almoço de lanche, fornecimento de bebida, limpeza. Ainda temos acesso às belezas dos rios naturais de Chapada dos Guimarães. No Parque Nacional de Chapada ele está aberto, através do Véu de Noiva, onde pode-seentrar fazer as trilhas no parque, com acesso a sete cachoeiras. Os turistas, têm ainda acesso a Cidade de Pedra, Caverna da Martinha, todosencantos abertos a população. Com relação aos atrativos turísticos fechados, o contrato com a empresa foi rescindido devido ao abandono da obra, pela construtora que não apresentou a documentação necessária para a renovação do contrato. Estamos fazendo uma mediçãorescisória da obra. Iremos fazer um ajuste de preços e uma licitação ainda este ano. Mas não temos prazo ainda. 

CO Popular- O turismo rural também é um grande negócio? Por quê?

Luiz Carlos Nigro- E importante porque promove o desenvolvimento rural de forma sustentável. As atividades turísticas são implantadas e desenvolvidas pelos agricultores, inserindo - os no negócio turístico.Integra outros arranjos produtivos locais.Agrega renda e gera postos de trabalho no meio rural, melhorando as condições de vida dos envolvidos.Do lado da demanda, os turistas tem uma oferta de produtos e atividades que os remetem a ruralidade.Vivencia. Gastronomia. Manifestações culturais. Agroindústria. Artesanato. Enfim o turismo se apropria dos saberes e fazeres do meio rural e os transforma em produtos.Portanto o Turismo Rural para quem oferece é um grande negócio. E para quem usa é gratificante. 

CO Popular- Quais são os programas do Governo do Estado lançados neste ano, em prol do desenvolvimento do turismo?

Luíz Carlos Nigro-Vários programas. O principal foi Voe MT, que é um programa criando com o objetivo de fomentar a aviação regional em Mato Grosso. Com isso, conseguimos uma ampliação da malha área da companhia Azul que começou a voar para Sorriso. No próximo, dia 07 fará o voo para Barra do Garça.  É um avanço gigantesco para o Estado de Mato Grosso, com dimensões continentais conseguiremos fazer a aproximação dessas cidades através das linhas áreas. A Azul tem interesse de voar para Santa Cruz de La Sierra. Outra companhia, que tem interesse em ampliar suas operações aéreas no Estado , é a Asta. A companhia já opera em nove estados e irá ampliar ainda mais sua operação em Mato Grosso. A FIT realizada em abril conseguimos trazer vários países para participar e conhecer nossas belezas culturais e nossas potencialidades turísticas. A criação do Conselho de Turismo, que não existia. Obras que o Governo esta realizando. O MT Fomento exclusivo para compra de equipamentos, investimentos, obras para o setor.

CO Popular-Qual o principal entrave do turismo no estado?

Luiz – São vários. Um dos principais, é a baixa capacidade de investimentos dos empresários, pois nem tudo é o governo que tem que fazer. Muitas vezes os empresários têm dificuldades de acessar as linhas de créditos para fazer investimentos na sua pousada, no seu atrativo. Precisamos capacitar os empresários, o colaborador para gerir melhor o seu negócio. Ensinar com o empresário a trabalhar com a internet para divulgar o seu turismo. A falta de continuidade dos trabalhos de turismos nos municípios e projetos.

CO Popular- O senhor já foi um crítico contumaz em relação à falta de investimentos do Governo do Estado no setor de turismo. O senhor acha que houve avanços no setor? Quais?

Luiz Carlos Nigro- Sim. Tivemos muitos avanços no turismo, principalmente nos projetos, e nos investimentos. Destravamento de várias obras, com exceção da Salgadeira. Conseguimos lançar novas obras dentro do programa Prodestor. Um exemplo, é MT-020 que liga Chapada dos Guimarães ao distrito de Água Fria. Memorial Rondon, MT 241 que liga Nobres a Bom Jardim que está toda pavimentada. Fizemos os voos regionais. Estamos fazendo o projeto do Portão do Inferno e do Mirante que até hoje não existia. Executamos o projeto de Cavalhada em Poconé. Em Vila Bela da SantíssimaTrindade .Estamos construindo o centro de convenções em Barra do Graças e Tangará da Serra. Construção de pontes nos estados. Houve avanço priorização e investimentos. Tudo isso, graças ao governador Pedro Taques, que entendeu que o turismo pode ser um dos grandes pilares econômicos de MT e que pode transformar e desenvolver uma região.

CO Popular- Secretário faltamatrativos turísticos em Mato Grosso?

Luiz Carlos Nigro- Não. Temos uma gigantesca atração turística no Estado. O que é falta é divulgação. Um exemplo, ocorre em Cáceres. Um município que se ‘vendeu’ por muitos anos, como cidade de pesca. Quando se fala Cáceres só se lembra do Festival Internacional de Pesca. Só que a Cáceres é muito mais que isso. A lagoa Dolina Milagrosa, de águas cristalinasque fica localizada dentro de uma montanha, onde as pessoas podem fazer mergulhos é desconhecida por 90% da população local. Cáceres é o começo do Pantanal. Mato Grosso possuem muito atrativos adormecidos e mal divulgados.

CO Popular- O turismo é prioridade do Governo Pedro Taques?

Luiz Carlos Nigro- Sim. Promoção, divulgação, investimento e infraestrutura. Capacitação empresarial.

CO Popular- É muito difícil implementar uma política de turismo no Estado?

Luiz Carlos Nigro- Com certeza. É preciso uma mudança de cultura. O turismo é uma mudança de cultura, porque para uma cidade se tornar turística é preciso torná-la boa para a população. O turista gosta de uma cidade limpa, que tenha meio-fio, praças boas, saúde, segurança. Ninguém gosta de ir para uma cidade feia. Outra coisa é conscientização. Quando se vai implantar uma política precisa de conscientização do trade turístico, que você precisa atender bem, ter boas ideias.

CO Popular- Qual o desafio da secretaria?

Luiz Carlos Nigro- O maior desafio é transformar o turismo de Mato Grosso em um dos maiores pilares do desenvolvimento econômico gerando emprego e distribuindo renda.

 

 

 


“Minha propriedade é aproximar a população da Assembleia Legislativa”

José Eduardo Botelho é casado, pai de 4 filhos.  Foi eleito deputado estadual, pela primeira vez, pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB) com 40.517 votos. Sendo o segundo mais votado em Cuiabá e o primeiro mais votado em Várzea Grande. Botelho é natural de Nossa Senhora do Livramento (MT) e reside em Cuiabá. Formado em Engenharia Elétrica e em Matemática pela UFMT. Já atuou como professor das disciplinas de Matemática e Física na antiga Escola Técnica Federal (ETF) de Mato Grosso, atualmente Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso (IFMT) e, em diversas escolas nas cidades de Diamantino, Cuiabá e Arenápolis. Foi chefe do antigo escritório regional das Centrais Elétricas Mato-grossenses (Cemat) na década de 90. Botelho foi eleito presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (AL-MT) em setembro, com 21 votos. Ele comandará o 2º biênio da 18ª legislatura. Em entrevista o parlamentar fala sobre os trabalhos da Assembleia, das metas para 2017 entre outros assuntos.

Regina Botelho

Da Redação

Centro-Oeste Popular- Deputado hoje em sua opinião, qual o principal desafio dos gestores públicos? 

José Eduardo Botelho- Primeiro manter a honestidade. Segundo sair da crise. Estamos vivendo com uma crise que está se acirrando cada dia mais em Mato Grosso. Por isso, os gestores públicos precisam encontrar ideias sem prejudicar o trabalho que é oferecido à população mato-grossense.

CO Popular- Quais são as perspectivas do senhor para 2017?


“A saúde é o maior gargalo do Estado. O setor deve ter atenção especial de todos os gestores públicos de Mato Grosso”.

Eduardo Botelho – As perspectivas são muito positivas. Iremos buscar alternativa para retirar Mato Grosso dessa crise, com obras para a saúde, segurança pública e infraestrutura. Precisamos encontrar uma saída, tendo em vista que a arrecadação do Estado está cada dia menor. Não estamos crescendo como esperávamos. Estamos passamos por reformas administrativas que irão gerar melhorias para 2017. Esperamos chegar até 2017 com uma situação melhor para a saúde pública, segurança e infraestrutura.

CO Popular-  O que o senhor acha que precisa melhorar na Assembleia Legislativa?

Eduardo Botelho- A aproximação com a população mato-grossense. Tivemos grandes avanços. Melhorou as estruturas das Comissões Permanentes, deu condições para os deputados trabalhar livremente. Deu estrutura para receber visitantes e melhorou e muito. Hoje não tem a mais dependência do presidente da Casa, do primeiro-secretário.  Tem estrutura independente. Não precisa ficar pedindo favores. Tudo isso, favoreceu muito o exercício livre do deputado. Então, nesses aspectos houve grandes avanços.  

CO Popular- O que senhor espera do VLT?

Eduardo Botelho- O Veículo Leve sobre Trilhos é algo que não pode voltar para trás. Já se gastou mais de R$ 1 bilhão no modal. É preciso encontrar uma alternativa e terminar o VLT. Espero que o governador dê prosseguimento nessa obra. Esse é um imbróglio que o governo passado deixou na mão do governador Pedro Taques. Mas acredito que em 2017 iremos encontrar um caminho e vamos colocar o VLT nos trilhos.

CO Popular- De que forma o senhor pretende ‘limpar’ a imagem da Assembleia perante a sociedade?

Eduardo Botelho- A imagem da Assembleia Legislativa já está sendo limpa. Na medida em que entramos na AL, os deputados devolveram dinheiro, recursos para o Governo do Estado, destinamos dinheiro para a compra de ambulâncias. Acabou os escândalos na Asssembleia. A Casa de Leis está produzindo muito. Todos os projetos que são apresentados estão sendo discutidos. A Assembleia se tornou palco das discussões do Estado.

CO Popular- Recentemente, o senhor disse que o prefeito Mauro Mendes causou muitos transtornos para o PSB. Por quê?


“O Veículo Leve sobre Trilhos é algo que não pode voltar para trás. Já se gastou mais de R$ 1 bilhão com o modal. É preciso encontrar uma alternativa e terminar o VLT”.

Eduardo Botelho- Porque com Mauro Mendes na disputa pela prefeitura de Cuiabá, iria influenciar a conquistarmos novas prefeituras no Estado de Mato Grosso. Perdermos de conquistar um maior número de prefeitos pelo partido e também aqui em Cuiabá.

CO Popular- Como o senhor analisa os escândalos envolvendo os políticos de Mato Grosso?

Eduardo Botelho- Muitos em minha opinião são exageros. Acho que muitas acusações são infundadas, um exemplo foi o que fizeram com o deputado Dilmar Dal Bosco. 

CO Popular- Deputado, assim que assumir a presidência da Casa de Leis, qual será sua prioridade?
Eduardo Botelho- A minha propriedade será de levar a Assembleia mais próxima da população através de sessões itinerantes nos bairros. Fazer uma assembleia mais participativa.

CO Popular- O que o senhor espera do próximo prefeito de Cuiabá?

Eduardo Botelho- Espero que continue no rumo certo. Que dê continuidade as obras e trabalhos que o prefeito Mauro Mendes irá deixar. Que continue fazendo uma administração séria, comprometida, com mãos de ferros controlando os custos da prefeitura. E que seja um gestor que realmente irá melhorar a vida da sociedade cuiabana, com saúde, obras de infraestrutura. Ainda temos muitos bairros que precisam de pavimentação asfáltica. Foi feito muito na atual gestão, mais é preciso fazer mais.

CO Popular- Na sua concepção, a Assembleia teve culpa sobre as denúncias de corrupção envolvendo o ex-governador de Mato Grosso?


“A Casa de Leis está produzindo muito. Todos os projetos que são apresentados estão sendo discutidos”.

Eduardo Botelho- Não. Acho que faltou mais atuação, deveria ter fiscalizado e exigido mais. Não sei se houve participação da Assembleia ou não. Acredito que deveria ter sido mais dura com a gestão passada.

CO Popular- De que forma pretende unir os poderes de Mato Grosso?

Eduardo Botelho- Uma gestão com dialogo e união com todos os segmentos. Mato Grosso precisa dessa união.

CO Popular- Qual setor de Mato Grosso que mais precisa de atenção?

Eduardo Botelho- A saúde pública. Ela é o maior gargalo do estado. O setor deve ter atenção especial de todos os gestores públicos de Mato Grosso. Não pode continuar da forma que está. Precisamos melhorar a saúde, o atendimento especialmente no interior para não recarregar Cuiabá e Várzea Grande.  

CO Popular- Qual será o seu compromisso do presidente da Assembleia nos próximos anos com a sociedade de Mato Grosso?

Eduardo Botelho- Trabalhar para que todos os poderes atuem de forma eficiente.


“Vou dar prioridade naquilo que deu certo permanecendo mais próximo da população”

Antônio Ferreira de Souza, o Toninho de Souza, iniciou sua carreira na comunicação como repórter esportivo de rádio aos 16 anos. Dinâmico em busca de galgar vôos mais altos na imprensa da capital de Mato Grosso, o jovem Toninho, natural de Planalto da Serra (MT), trabalhou em várias delas como a extinta Voz D'Oeste e Cultura (uma das poucas sobreviventes), não demorou muito para ocupar seu espaço na mídia televisiva. Além disso, o jornalista, antes de ser eleito vereador por Cuiabá nas eleições de 2008, teve a sua primeira experiência em cargo público ao ocupar o cargo de Secretário de Comunicação da prefeitura de Várzea Grande no mandato do ex-prefeito Nereu Botelho na metade da década de 90. Anos depois, Souza passou a conviver na Câmara Municipal de Cuiabá comandando setor que domina muito bem até hoje: a comunicação a convite do até então presidente da Casa, o ex-vereador Luiz Marinho. Há mais de 15 anos, hoje o vereador por Cuiabá pelo PDT trabalha no maior grupo de comunicação do Estado: A Gazeta. É o principal âncora da emissora nos programas com maiores índices de audiência registrados na televisão mato-grossense: O Cadeias Neles. Desde janeiro de 2009, Toninho de Souza é um dos parlamentares da Câmara Municipal. É intransigente na defesa pela transparência na administração pública. Toninho de Souza é líder do PDT no Legislativo Cuiabano e é membro titular da Comissão de Saúde na Câmara. Em entrevista ele fala dos trabalhos na Câmara e das metas para o mandato.

Regina Botelho

Da Redação

Centro-Oeste Popular- Qual foi sua reação quando se encerrou a apuração dos votos e constatou-se que você havia conquistado o primeiro lugar? 

Toninho de Souza- Felicidade. Pela primeira vez em conquistar uma votação tão expressiva.  Alegre por ter sido o mais votado em Cuiabá e na sequencia do Estado de Mato Grosso.  Em segundo lugar, a satisfação de ter um trabalho reconhecido pela população. Em 2008, fui o penúltimo colocado naquela eleição, onde tive 3.093 votos. Já em 2012, com mais uma oportunidade dada pela população, fui o sexto vereador mais votado com 3.838 votos. Agora no segundo mandato e mais experientes com resultados de trabalhos realizados em beneficio dos cuiabanos alcançaram 5.620 votos. 

CO Popular- Qual foi o seu diferencial durante a campanha?


“Encontrar o eleitor cumprimentar, apetar a mão, dialogar com eleitor e pedir o voto, esse foi o diferencial da eleição”.

Toninho de Souza A característica desta eleição. A população analisou quem tem serviços prestados. O diferencial foi uma campanha corpo-a-corpo, de sair às ruas, de reunir com a população e mostrar aquilo que você realizou pela cidade. Principalmente o corpo-a-corpo. Nós realizamos mais de 400 visitas a população. Visitamos mais de 200 residências e realizamos mais de 200 reuniões. Estivemos nos semáforos cumprimentando os motoristas, fizemos arrastões. Trabalhamos, encontramos com os eleitores e pedimos votos e dizemos o que você fez. Mas encontrar o eleitor cumprimentar, apetar a mão, dialogar com eleitor e pedir o voto, esse foi o diferencial da eleição. Uma campanha com pouco recurso, mais  baseada no corpo-a-corpo com eleitor.

CO Popular- O senhor fez alguma promessa na campanha? Pretende cumpri-lá?

Toninho de Souza- Não. Nós temos uma característica que é o compromisso com a população e compromisso com o trabalho. Acho que essa história de promessa política está ultrapassada, pois quem promete não consegue cumprir. Temos o compromisso de estar à disposição da população e de como a sociedade vai utilizar esse trabalho, é ela quem diz. O importante é ela ter um político acessível, disposto a trabalhar por ela.

CO Popular - Na sua concepção, qual o maior problema de Cuiabá?

Toninho de Souza- A saúde. Temos a perspectiva de melhorar , com a construção do novo pronto socorro municipal de Cuiabá. Mas ainda temos essa deficiência, porque o Estado não consegue atender a demanda dos municípios do interior. Agora nós temos greve nos hospitais regionais. O governo não está conseguindo passar os recursos para os municípios, que não conseguem pagar os salários dos médicos que atendem essas unidades no interior. A consequência, disso é corredores do pronto socorro superlotados. Casos de urgência e emergência não sendo atendidos nos hospitais regionais. Contamos com as Unidades de Pronto Atendimentos, as UPA’ s e pronto socorro superlotados. As consequências são sentidas aqui em Cuiabá. Tudo isso, sobra para nossa Capital, sobrecarregando nossa cidade, tornando o problema de saúde grave.

CO Popular- Na sua opinião, quais os setores que mais avançaram na atual gestão?


“Câmara está mais aberta e o mandato mais dividido com o povo, não somente no período de eleição, mas com a sociedade participando do seu mandato”

Toninho de Souza- Infraestrutura. Conseguimos melhorar serviços essenciais na atual gestão e a Câmara Municipal participou aprovando a liberação de recursos para construção de pavimentação asfáltica em grandes bairros da nossa cidade. A limpeza urbana também avançou. O embelezamento da cidade com a construção do Parque Tia Nair. A reurbanização da região do Porto. Estamos avançando com a construção do Parque das Águas. Temos uma cidade mais bonita e com mais infraestrutura.

CO Popular- O que o senhor pretende fazer de diferente neste mandato?

Toninho de Souza- Continuar trabalhando naquilo que deu certo. Dar continuidade com a fiscalização e blitz na saúde e bons projetos na câmara municipal. Permanecer com um mandato mais próximo da população, com aberto à população e abertos a sugestões. Um mandato compartilhado com a nossa sociedade. Este é o segredo do sucesso. Não achar que sou o dono do mandato, pelo contrário, nosso mandato foi conquistado com ajuda da população. Então ela participa do meu mandato.

CO Popular- De que forma pretende aproximar a população da Câmara Municipal?

Toninho de Souza- Não somente eu, mas outros vereadores, a mesa diretoria deveriam fazer isso. A Câmara está mais aberta e o mandato mais dividido com o povo, não somente no período de eleição, mas com a sociedade participando do seu mandato. Se a Câmara fizer isso teremos um parlamento mais popular, uma câmara mais próxima da população.

CO Popular- Como será seu relacionamento com o Poder Executivo?

Toninho de Souza- Um relacionamento respeitoso, de interesse popular e na linha coletiva. Nunca tratei assuntos de interesses individuais, mas sim de interesses coletivos. Aquilo que é bom para a cidade tem o apoio do vereador Toninho. Aquilo que é bom para minha comunidade terá meu apoio. Estou sempre na prefeitura defendendo aquilo que interesse da nossa comunidade. Sempre estarei na prefeitura defendendo as coisas que almejam a sociedade. Esse sempre foi o perfil do vereador Toninho de Souza.

CO Popular - A Câmara Municipal precisa se impor mais e demonstrar independência ante os demais Poderes e Instituições? Por quê?

Toninho de Souza- Os poderes são independentes. A prefeitura precisa trabalhar, precisa do apoio da Câmara Municipal. A Casa de Leis também necessita do apoio  prefeitura. Mas a Câmara precisa ter sua independência, precisa ser respeitada. Ela não sofrer interferências da prefeitura, do Tribunal de Contas e do Ministério Público. Mas infelizmente, a câmara tem sofrido com essas interferências principalmente do MP e do Tribunal de Contas.  E em algumas situações a câmara tem se curvado a isso. Se existe algo de errado ou que se considere errado, se tratando, por exemplo, do Ministério Público, que proponha contra a Câmara, pois temos mecanismos para defender. A Câmara tem advogados, procuradoria para defendê-la.  A Câmara não pode se curvar diante de algumas instituições. Temos que ter uma Câmara forte independente. Nesse sentido, sem ser subserviente a prefeitura e principalmente ao MP. Fazendo aquilo que realmente e certo, não cometendo irregularidades, prestando um bom serviço à população, fazendo aquilo que é correto.

CO Popular- Os desgastes dos últimos quatro anos, que mantiveram o apelido de “Casa dos Horrores” no Legislativo Municipal. Qual a sua avaliação sobre essa situação?


“Estamos fazendo o que é correto, trabalhando em prol da população e não fazendo mais aquilo que aconteceu no passado”

Toninho de Souza- Mudamos essa imagem, com trabalho. Estamos fazendo o que é correto, trabalhando em prol da população e não fazendo mais aquilo que aconteceu no passado, deixando de lado escândalos e produzindo resultados para nossa população. Mas isso depende do empenho individual de cada vereador. Espero que cada parlamentar se empenhe naquilo que ele se comprometeu e prometeu ao longo da eleição para sua comunidade. Que o vereador deixe de lado questões de interesses pessoais e de escândalos. Produzir aquilo que a sociedade espera.

CO Popular- O que senhor espera desse segundo turno?

Toninho de Souza- Uma campanha sem baixaria. Uma campanha propositiva para que Cuiabá continue no trilho do desenvolvimento e que continue avançando para chegar aos 300 anos muito melhor preparada para os cidadãos.

CO Popular- De agora para frente qual o seu futuro político dentro do Partido Social Democrata (PSD)?

Toninho de Souza- Continuar trabalhando para o fortalecimento do partido. Fui o vereador mais votado. Irei trabalhar não somente como parlamentar na Câmara, mas vou fazer minha parte no fortalecimento do partido. Pretendo a partir de janeiro fazer novas coligações partidárias na capital. Trazer novas lideranças para partido.  Contribuir para o crescimento do PSD no Estado de Mato Grosso.  

CO Popular- Você é cotado pelos bastidores para ser o novo presidente da Mesa Diretora, após a posse em 1º de fevereiro. Confirma?

ENTENDO uqw a mesa diretora da câmara tem sair do grupo dos 14 que foram eleitos ao lado de Wilson santos. Somos 25 vereadores na câmara. Defendo primeiro a união desse grupo dos 14. Mantido essa união, melhorar a imagem da câmara municipal, de se fazer essa juncao e um proposito para a mesa diretora. Por último tirar desse grupo, os nomes para mesa, mantendo isso não tenho duvida que saíra o nome


“Nossa meta é estabelecer uma rede de proteção quebre o ciclo de pobreza e promova a cidadania”

Valdiney Antônio de Arruda

Valdiney Antônio de Arruda é graduado em administração e especialista em Políticas Públicas e Meio Ambiente pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), especialista em Política Internacional e Mercosul pela Universidade Federal Rio Grande do Sul e Direito do Trabalho pela Universidade de Brasília UnB – DF. É servidor Público Federal, no cargo de auditor fiscal do trabalho no Ministério do Trabalho e Emprego com atuação da DRT/MT e atuou como superintendente na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego – SRTE.  Foi coordenador do Grupo Móvel de fiscalização rural e de combate ao trabalho escravo, atuando como membro em 2003 e 2004 e coordenou a criação do Fórum Estadual pela Erradicação ao Trabalho Escravo, hoje chamado de Fórum de Direitos Humanos e da Terra.  Em entrevista ele fala das metas da secretaria, dos projetos, do Programa Emprega Rede entre outros assuntos. Confira.

Regina Botelho

Da Redação

Centro-Oeste Popular- Qual a função da Secretaria de Estado de Trabalho e Assistência Social (Setas-MT)?

Valdiney Antônio de Arruda-  À Secretaria de Estado de Trabalho e Assistência Social (Setas-MT) compete planejar, desenvolver, implantar e coordenar projetos, programas e ações de prevenção do uso de substâncias e produtos psicoativos. Formular, implementar e avaliar diretrizes e políticas que garantam os princípios fundamentais básicos da cidadania, da dignidade da pessoa humana e os valores sociais do trabalho e assistência social, visando à melhoria da qualidade de vida e da vulnerabilidade social. Também é responsável por supervisionar, coordenar e promover políticas de emprego e mão de obra. Também promovemos a integração entre os órgãos e parceiros com instituições públicas, privadas, governamentais e não governamentais, a fim de alcançar resultado de interesse público voltado para as ações da Secretaria.


“Desenvolvemos ações voltadas à inserção na vida econômica e social das pessoas portadoras de quaisquer deficiências, visando ao desenvolvimento de suas potencialidades”

CO Popular- A Setas realiza estudos e executa projetos específicos?

Valdiney Arruda- Sim. Um dos focos dessa gestão é promover a inclusão social, a assistência integral e as ações voltadas às famílias que vivem em situação de pobreza, além de proporcionar cidadania e inclusão social aos beneficiários dos programas sociais. Realizamos ações estruturantes, emergenciais e sustentáveis de combate à fome, consolidamos o direito à assistência social em todo o território mato-grossense.

CO Popular- Qual o foco da secretaria?

Valdiney Arruda- Um dos focos é estabelecer uma sólida rede de proteção e promoção social que quebre o ciclo de pobreza e promova a conquista da cidadania nas comunidades mato-grossenses. Para isso, desenvolvemos ações voltadas à inserção na vida econômica e social das pessoas portadoras de quaisquer deficiências, visando ao desenvolvimento de suas potencialidades.

CO Popular- Com relação ao SINE o que tem sido feito para ajudar os trabalhadores? Quais os projetos?

Valdiney Arruda- Para o efetivo atendimento a população, a Sestas através dos postos do SINE, tem implementado ações como, habilitação ao seguro desemprego, intermediação de mão de obra, expedição da Carteira de Trabalho e Previdência Social, atendimento de intermediação de mão de obra em unidade móvel, bem como pelo monitoramento e capacitação das demais unidades do Estado. Nessa nova gestão foi lançado o programa Emprega Rede.

 “Programa Emprega Rede é uma ação pioneira do Governo do Estado de Mato Grosso, que tem como foco a inclusão produtiva de pessoas em situação de vulnerabilidade e o atendimento psicossocial”

CO Popular- Secretário me um pouco sobre o Programa Emprega Rede

Valdiney Arruda- O Programa “Emprega Rede” é uma ação pioneira do Governo do Estado de Mato Grosso, coordenado pela Setas, que tem como foco a inclusão produtiva de pessoas em situação de vulnerabilidade e o atendimento psicossocial. O objetivo do programa é potencializar o trabalho em rede para que a demanda identificada seja encaminhada ao programa e inserida nos cursos de qualificação profissional, para realizar a inclusão produtiva, promovendo assim, a formação profissional de forma a verificar o empoderamento do trabalhador.

CO Popular- Qual o público alvo do programa?

Valdiney Arruda- O programa foi criado para chegar às pessoas que possuem maior dificuldade em acessar as oportunidades de trabalho e qualificação. São pessoas com deficiência; egressos do trabalho escravo; família com crianças em situação de acolhimento; egressos do trabalho infantil e suas famílias; egressos de medidas socioeducativas; mulheres vítimas de violência.

CO Popular- Qual a principal porta de entrada das pessoas assistidas pelo programa?

Valdiney Arruda- As principais portas de entrada do programa são os Centros de Referência de Assistência Social (Cras) e os Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas), que encaminham o cidadão a uma unidade do Sine, para atendimento de uma equipe especializada (psicólogo e assistente social).

O trabalhador também pode ser encaminhado ao Sine por meio de Delegacias de Polícia e do Programa Ação Integrada (PAI) e, assim, ter acesso a cursos de qualificação, oportunidades no mercado de trabalho e também ao programa de microcrédito.

CO Popular- O programa tem atingido muitas pessoas? Quais os números de atendimentos?

Valdiney Arruda- Em 2015 ofertamos 14 mil cursos de qualificação para o público vulnerável, através de uma parceria firmada com o Sistema S. Em 2016, já foram de 5 mil oportunidades abertas para essas pessoas. Em setembro deste ano,  realizamos dois eventos com vagas exclusivas para esse público. Mais de três mil pessoas foram atendidas pelo 2º Feirão do Emprega Rede. Foram 470 oportunidades de trabalho disponibilizadas para os cidadãos e 300 vagas para cursos de qualificação, além dos serviços de cidadania. Já o Dia D da Pessoa com Deficiência foram atendidas mais 1.300 pessoas. O público participou ainda de processo seletivo para vagas de trabalho, além de se inscrever para cursos de qualificação, ofertados em parceria com o Senai e Senac.

CO Popular- Sabemos das dificuldades das pessoas que moram no interior a ater acesso às oportunidades de qualificação. O Emprega Rede também chega em outras cidades, além da região metropolitana?

“Em 2015 ofertamos 14 mil cursos de qualificação para o público vulnerável, através de uma parceria firmada com o Sistema S. Em 2016, já foram de 5 mil oportunidades abertas para essas pessoas”

Valdiney Arruda- Sim. Estamos fazendo com parcerias com municípios. Um bom exemplo é a situação Alto Paraguai (cerca de 200 km de Cuiabá), onde mais de 300 moradores do município de receberão qualificação profissional gratuitamente, por meio do programa. Foram abertas 12 modalidades de capacitação para cursos como aplicador de revestimento cerâmico, auxiliar administrativo e de contabilidade, agente de inspeção de qualidade, costureiro, inglês, salgadeiro, eletricista de instalação predial, costureiro, confeccionador de bolsas em tecido, montador e reparador de microcomputadores, pintor de obras e pedreiro. As oportunidades foram garantidas aos munícipes graças à parceria firmada entre o Governo do Estado, por meio da Secretaria Adjunta de Trabalho e Emprego (SAT), com a Prefeitura Municipal e Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). É preciso garantir que a população, além de ter as oportunidades de emprego, esteja apta e devidamente capacitada para exercer as oportunidades que surgem.

CO Popular- O senhor falou no início da entrevista sobre o atendimento psicossocial, como é feito? A Setas tem um balanço de atendimento?

Valdiney Arruda- O programa Emprega Rede realizou mais de mil atendimentos psicossociais às Pessoas Com Deficiência (PCDs) de janeiro a agosto de 2016, foram 1011 casos atendidos até o mês de agosto, A equipe é formada por psicólogos e assistentes sociais, trabalha para garantir a inclusão do público por meio do acesso às vagas de trabalho. Os casos atendidos pelas equipes, instaladas no Serviço Nacional de Emprego (Sine), chegam ao setor através de contato direto de PCDs ou seus familiares, instituições, escolas especializadas, órgãos públicos municipais e estaduais, além dos centros de referência Especializado de Assistência Social (Creas) e de Assistência Social (Cras). Algumas dificuldades encontradas para acesso a uma vaga podem ser solucionadas por meio do atendimento psicossocial. Podem ser pessoas com baixa autoestima, com dependência ou traumatizadas pela violação dos direitos.


“Estamos avançando pouco em relação a políticas públicas para mulheres”

Da Redação

A promotora de Justiça Lindinalva Rodrigues Dalla Costa, foi à primeira promotora do país a utilizar a Lei Maria da Penha no Brasil. Ela é titular da 15ª Promotoria Criminal, Especializada no Combate à Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher em Cuiabá. Em entrevista ao Centro-Oeste Popular, afirma que nesses 10 anos da Lei Maria da Penha, a lei trouxe visibilidade para os casos de violência contra a mulher que antes estavam ocultos. Depois da lei começou um debate acalorado sobre o assunto. Mesmo com os avanços, diz que a mulher ainda enfrenta problemas para buscar seu direito nas delegacias. Há falta de efetivo e letargia nos processos.

 

Centro-Oeste Popular- Qual é o principal desafio da Justiça brasileira hoje no enfrentamento à violência contra a mulher?

Lindinalva Correia Rodrigues- Vencer o preconceito da sociedade e dos operadores jurídicos para com as mulheres e a própria Lei Maria da Penha, pois décadas de desigualdade de gênero produziu em alguns  homens uma espécie de empoderamento em relação às mulheres, que ainda não são vistas como iguais em direitos e liberdades. Nosso grande desafio é cultural, vencer a cultura da mulher objeto e valorada apenas pela sua formosura e forma física, a cultura da mulher coadjuvante e “atrás” dos grandes homens, a cultura da mulher como a responsável pela “salvação e certidão” do casamento ou da união familiar a qualquer custo, a cultura de se culpar a vítima pelos próprios crimes que sofre. A luta ainda é árdua, mas já estivemos em situação bem pior como sujeitas de direitos, estamos avançando, apesar das dificuldades.


“A cultura machista e o sentimento de posse são as causas dos comportamentos mais perversos e desumanos, incluindo os feminicídios com requintes de crueldade absurdos”

CO Popular- Por que é tão difícil para a mulher romper o ciclo de violência?

Lindinalva Rodrigues - Porque a sociedade a sugestiona a aceitar a violência como algo natural. Quando ela finalmente toma coragem e denuncia o agressor, começa e ser cobrada por todos os lados. A família cobra, os filhos cobram, as pessoas dizem ruim com ele, pior sem ele, fazendo com que a mulher vítima se sinta culpada pela denúncia e se esqueça da agressão sofrida. A sociedade ensina as mulheres desde muito cedo que precisam de complemento como seres humanos, que não podem viver sem um homem ao lado. Elas, crescem com pavor da solidão, por mais bem-sucedidas que sejam, se não se casam, a sociedade as olham com “piedade”, as descrevendo como mal-amadas, encalhadas e outros adjetivos não usados para homens na mesma situação.

CO Popular- Ao longo dos anos, percebe-se  algum tipo de evolução? A mulher denuncia mais? Os homens agridem menos?

Lindinalva Rodrigues – Sim. Grande evolução, a maior delas é a visibilidade que Lei Maria da Penha deu para a violência doméstica. Hoje é um assunto público e não mais privado como era antigamente. O homem agride menos nos locais onde a Lei é mais severamente aplicada e onde há mais prisões. Em Cuiabá, no ano de 2016, felizmente, ainda não tivemos um caso sequer de assassinato de mulher em situação de violência doméstica, muito diferente de Várzea Grande e outras cidades do interior, provando que a Lei Maria da Penha quando aplicada com maior rigor realmente protege as mulheres dos crimes mais graves.


“Nosso grande desafio é cultural, vencer a cultura da mulher objeto e valorada apenas pela sua formosura e forma física, a cultura da mulher coadjuvante e “atrás” dos grandes homens”

CO Popular- A senhora sente o machismo dentro da sala de audiência?

Lindinalva Rodrigues- Nunca, comigo todo réu é bonzinho. Na sala de audiência os agressores ficam mansos. É em casa que eles revelam suas agressividades e mazelas e contra as respectivas mulheres e companheiras, não contra as autoridades. Na sala de audiências o que se assiste com relativa frequência é o machismo de operadores jurídicos (advogados, defensores públicos, juízes, delegados de polícia, promotores de justiça e outros).

CO Popular- Os agressores se arrependem?

Lindinalva Rodrigues- A imensa maioria sim. Grande parte quer voltar à relação afetiva com a companheira agredida, pedem perdão e prometem não repetir o comportamento. O problema se complica quando existem problemas com uso de álcool e drogas, pois nestes casos quase sempre há reincidência.  

CO Popular- A maior parte dos processos da vara é de homens que agridem mulheres?

Lindinalva Rodrigues- Na Vara só existem processos de homens contra mulheres e alguns poucos de mulheres contra mulheres de relações homoafetivas.

CO Popular- A estrutura que o Judiciário mantém hoje para trabalhar essa problemática é suficiente?

Lindinalva Rodrigues- A estrutura seria suficiente se a quarta Magistrada das Varas estivesse atuando na violência doméstica, como ela está afastada o trabalho fica bastante prejudicado, pois são milhares de processos, todos muito urgentes.

CO Popular- Qual a situação da mulher cuiabana em termos de violência doméstica?


“ A mulher não é prioridade para os governantes, encontramos poucas políticas públicas específicas e o básico encontrado estava muito sucateado”

Lindinalva Rodrigues-  Elas não sabem, mas são privilegiadas em relação as mulheres de outras capitais. Cuiabá é considerada a capital que melhor aplica a Lei Maria da Penha no Brasil, a única com competência cível e criminal e a primeira do país a implementar as Varas e Promotorias de Violência Doméstica.

CO Popular – Cuiabá teve quantos processos instaurados por violência contra a mulher nos últimos cinco anos e quantas medidas protetivas concedidas?

Lindinalva Rodrigues- Cuiabá tem hoje treze mil e novecentos processos criminais e cinco mil, quatrocentos e vinte oito medidas protetivas.

CO Popular - Quais são essas medidas protetivas às quais as vítimas têm direito?

Lindinalva Rodrigues- As mais comuns são o afastamento do agressor do lar; o afastamento do agressor da vítima e seus familiares; o encaminhamento da vítima para a casa-abrigo com seus filhos menores; a concessão de imediato de pensão alimentícia para os filhos menores e muitas outras.

CO Popular - Quais são os principais problemas nas delegacias quanto ao atendimento dessas vítimas?

Lindinalva Rodrigues- A ausência de delegacia da mulher na capital com atendimento 24 horas.


“Avançamos muito, aprendemos a lutar, aprendemos a não ficar caladas e continuaremos nossa luta no estilo uma por todas e todas por uma, sabemos que ninguém vai nos dar poder”

CO Popular- Como sociedade, estamos discutindo a violência contra a mulher da maneira adequada ou com a ênfase que seria necessária?

Lindinalva Rodrigues- Sim, a sociedade nunca debateu tanto o tema como agora.

CO Popular- Como observa historicamente o avanço das políticas públicas e das legislações no Brasil relativas à proteção das mulheres vítimas de violências?

Lindinalva Rodrigues- Estamos avançando muito pouco em relação a políticas públicas para mulheres no Brasil. Tive a oportunidade de auxiliar a CPMI da Violência Doméstica do Congresso Nacional e constatei que realmente mulher não é prioridade para os governantes, encontramos poucas políticas públicas específicas e o básico encontrado estava muito sucateado, isso é um desrespeito imenso para com a maioria das eleitoras deste país.

CO Popular - Nesses 10 anos da Lei Maria da Penha, qual o balanço que a promotora faz da aplicação em Mato Grosso?

Lindinalva Rodrigues- Avançamos muito, aprendemos a lutar, aprendemos a não ficar caladas e continuaremos nossa luta no estilo uma por todas e todas por uma, sabemos que ninguém vai nos dar poder, por isso temos que nos unir para lutar por ele em condições de igualdade com os homens.

CO Popular- Quais as causas do comportamento absurdo do homem que age com violência em relação à sua companheira?

Lindinalva Rodrigues-  A cultura machista e o sentimento de posse são as causas dos comportamentos mais perversos e desumanos, incluindo os feminicídios com requintes de crueldade absurdos e não raro na frente dos filhos, cometidos por homens trabalhadores e pais de família, “gente como a gente”, sem antecedentes criminais, criados de forma preconceituosa, pensando que a mulher deve servi-lo, sem preparo para respeitar o fim da relação e o “não” da mulher.


“Precisamos trabalhar nos próximos anos para melhorarmos a qualidade dos serviços públicos”

Mauro César Lara de Barros - procurador Mauro é cuiabano, 41 anos. Ele já disputou cinco eleições: em 2006 foi candidato a governador de Mato Grosso; em 2008 a prefeito de Cuiabá; em 2010 concorreu ao Senado; em 2012 novamente a prefeito; e em 2014 a deputado federal. Todas as disputas foram pelo PSOL. Ocupa o cargo de procurador da Fazenda Nacional, cargo de alto relevo na administração pública federal, há 13 anos. É procurador da Fazenda Nacional desde 2003. Em entrevista ao Jornal Centro-Oeste Popular diz ter conhecimento político, experiência política, fala que pretende oferecer uma política diferente voltada para os interesses da população, voltada para os interesses, principalmente, da população mais pobre que tanto precisa dos serviços públicos. Confira.

Regina Botelho

Da Redação

Centro-Oeste Popular- O senhor está disputando sua 6ª eleição. Qual o seu sonho para Cuiabá?

Mauro César Lara de Barros- Sonho com uma Cuiabá muito mais justa e solidária. Sonho com uma Cuiabá na qual as desigualdades sociais estejam em constante redução e os serviços públicos sejam de qualidade. Educação pública eficaz, saúde pública modelo, mobilidade urbana efetiva, dentre outros serviços que nossa cidade tanto necessita.

CO Popular- Como o senhor vê o crescimento do seu nome nas pesquisas?


“Os maiores desafios são a intensificação da campanha com os poucos recursos de que dispomos e os ataques covardes que temos sofridos com mentiras, calúnias e infâmias que têm sido disseminados pelos nossos adversários”.

Procurador Mauro -  Nós temos uma postura de não comentar pesquisas ante o entendimento de que são utilizadas como peças publicitárias. Ademais, o resultado quase sempre conflitante entre variadas pesquisas, em nosso entendimento demonstra a falta de seriedade e a manipulação de dados.

CO Popular- O senhor tem explorado o desgaste dos seus adversários. Qual a finalidade?

Procurador Mauro- Na verdade temos apresentado nossas propostas. Não temos nos preocupado muito com nossos adversários cujos erros e defeitos são bem conhecidos pela população.

CO Popular- A disputa pela Prefeitura de Cuiabá está acirrada entre o senhor e Emanuel Pinheiro. De agora para frente quais os maiores desafios?

Procurador Mauro- Temos sentido um crescimento cada vez maior de nossa candidatura nos últimos dias. A aceitação, a acolhida do povo que temos sentido nos bairros é muito superior à que sentíamos na Eleição de 2014 em que atingimos mais de 20% dos votos em Cuiabá. Por isso, acreditamos que podemos sim vencer ainda no primeiro turno. Os maiores desafios são a intensificação da campanha com os poucos recursos de que dispomos e os ataques covardes que temos sofridos com mentiras, calúnias e infâmias que têm sido disseminados pelos nossos adversários.

CO Popular- Como o senhor vê as candidaturas, principalmente, dos deputados Wilson Santos (PSDB) e Emanuel Pinheiro (PMDB)?

Procurador Mauro- Não temos nos preocupado muito com nossos adversários cujos erros e defeitos são bem conhecidos pela população. Bem resumidamente, ambos são políticos tradicionais responsáveis por muitas das mazelas que hoje nos causam tanto mal.

CO Popular- Na sua concepção, as alianças são feitas como loteamento de cargos? Por quê?

Procurador Mauro- Não é só na minha concepção. É público e notório que as alianças dos outros partidos são realizadas com o loteamento de cargos e que a chamada “governabilidade” é um nome bonito para a troca de favores entre a Câmara de Vereadores e o Prefeito. A população está cansada desses acordos espúrios. Nós propomos uma política diferente que rompa com essas práticas viciadas. Precisamos parar de considerar normal o que é errado.


“Não temos nos preocupado muito com nossos adversários cujos erros e defeitos são bem conhecidos pela população”

CO Popular- Porque o senhor não alia a nenhum postulante do Palácio Alencastro?

Procurador Mauro- Em primeiro lugar temos que registrar que um partido político em regra deve buscar o poder político para implantar o seu programa, os seus projetos. Por isso, entendemos que as coligações desvirtuam a natureza do partido político. De outra parte, nossos projetos são diferentes dos demais postulantes. Não é possível aliança com quem tem um projeto diferente do nosso. Para exemplificar, nossos adversários são privatistas ao extremo, querem privatizar a educação, a saúde e outros serviços. Nós queremos fortalecer o SUS e a Educação Pública.

CO Popular- A dependência entre os poderes legislativo e executivo é uma “prática errônea”?

Procurador Mauro - As competências do Poder Legislativo e do Poder Executivo estão expressas na Constituição. Em nenhum momento está escrito que a Câmara de Vereadores deve mandar no Prefeito ou ainda indicar cabos eleitorais para ocupar cargos no Poder Executivo. Vamos romper com essas práticas viciadas.

CO Popular- Se eleito quais são as propostas para o transporte público e o abastecimento de água.?

Procurador Mauro-Vamos municipalizar o Transporte Coletivo e retomar o controle da Sanecap. As empresas de transporte coletivo operam hoje em Cuiabá ilegalmente, sem licitação, sem contrato, prestando um serviço de péssima qualidade e caro. A CAB opera o saneamento em Cuiabá através de um contrato que já foi declarado nulo pelo Judiciário. Com a arrecadação das tarifas de ônibus (R$ 12.000.000,00 mensal segundo as empresas de ônibus, porém, existem fortes indícios de que é muito mais) e das tarifas de água e esgoto (R$ 17.000.000,00 mensal) é perfeitamente possível estruturar um serviço público de qualidade.

CO Popular- Cuiabá fará 300 anos e é comum as cidades comemorarem um centenário com festividades que, às vezes, chegam a durar mais de uma semana. O senhor já tem algo neste sentido?

Procurador Mauro- Precisamos trabalhar muito nos próximos dois anos para melhorarmos sensivelmente a qualidade dos serviços públicos e para que tenhamos o que comemorar. Faremos uma ampla discussão com a sociedade para idealizar uma grandiosa comemoração do tricentenário de nossa capital. Na nossa administração 2019 será um ano com muitas festividades.

CO Popular- Quais as suas propostas para saúde, segurança e educação ?

Procurador Mauro- Ampliaremos a proporção de cobertura populacional estimada pelas equipes de Saúde da Família, bem como a Proporção de cobertura populacional estimada pelas equipes de Saúde Bucal da estratégia Saúde da Família. Implantaremos: o conselho gestor de saúde nos bairros, como um lugar mais próximo do cidadão para a tomada de decisão sobre a política de saúde; a Política Nacional de Humanização na rede de serviços do SUS, qualificando o acesso às ações e serviços de saúde no município; a Política Nacional de Promoção da Saúde, revista em 2015, promovendo a equidade e a melhoria das condições e dos modos de viver do povo cuiabano e os que vieram para cá; a Rede de Atenção à Saúde da Mulher buscando o atendimento integral, de referência e contra referencia em todas as fases da sua vida. Propomos construir uma politica de educação emancipadora e inclusiva garantida pela democratização da administração escolar, ampliação do número de vagas no ensino infantil e fundamental e discussão ampla da grade curricular, num exercício diário de participação coletiva, na qual se insere toda a comunidade escolar. Trabalharemos diariamente pela valorização monetária do trabalhador e trabalhadora da educação com melhores planos de cargos e carreiras e aposentadorias mais dignas e também pela valorização profissional que passa pela garantia de condições de trabalho como construção de escolas e creches que atendam a demanda, garantir a estrutura física adequada nas escolas, formação continuada para trabalhadores da educação, incluir as tecnologias digitais, adquirir equipamentos, atualizar material bibliográfico, entre outros, combatendo todos os tipos de assédio moral e profissional que a falta desses recursos configura. Combateremos, ainda, a evasão escolar e trabalharemos para que as escolas acolham as crianças em turno integral. Melhoraremos as condições de inclusão das crianças e jovens com deficiência e ampliaremos o número de escolas infantis, para que nossas crianças sejam atendidas e seus responsáveis possam trabalhar tranquilos. Buscaremos, também, a erradicação do analfabetismo.


“Nossos adversários são privatistas ao extremo, querem privatizar a educação, a saúde e outros serviços. Nós queremos fortalecer o SUS e a educação pública”

CO Popular- Recentemente, o senhor disse que se eleito pretende ajudar as pessoas, diminuir as desigualdades e construir uma sociedade justa. Como isso irá funcionar?

Procurador Mauro- A aplicação de todas as nossas propostas redundarão na diminuição das desigualdades e na construção uma sociedade justa. Com relação à geração de emprego e renda, implantaremos uma política de regularização da informalidade e de estímulo à pequena e média empresa; qualificação profissional e cidadã dos empreendedores de base familiar; flexibilização das normas de licenciamento para atividades econômicas familiares. Investiremos em infraestrutura para estimular a economia popular local. Criaremos, ainda, uma agência municipal de fomento priorizando as atividades produtivas cooperativas e sustentáveis geradoras de emprego e renda dignos.

CO Popular- A população de um modo geral conhece o procurador Mauro apenas como candidato. Quem é Mauro Cesar Lara de Barros, que trabalhos desenvolvem fora do período eleitoral?

Procurador Mauro- Sou servidor público federal, Procurador da Fazenda Nacional. Os Procuradores da Fazenda Nacional de modo bem simplificado são os advogados do Governo Federal nas questões tributárias. Fora do período eleitoral trabalho a semana toda, pois sustento minha família com o fruto de meu trabalho. Paralelamente trabalhamos nos fins de semana e nas demais horas vagas intensamente na estruturação do PSOL em Mato Grosso com a fundação de Comissões no interior do Estado e de núcleos na nossa capital. É importante registrar que campanha eleitoral somente pode ser realizada no período permitido pela legislação eleitoral.


“MT é um dos estados mais ricos do país. Cuiabá precisa participar desse desenvolvimento”

A candidata a prefeita de Cuiabá, Serys Slhessarenko (PRB), foi a entrevistada do Jornal Centro-Oeste Popular esta semana.  Formada em Direito e Pedagogia pela Universidade Federal de Mato Grosso, da qual se tornou professora. Em 1990, Serys se elegeu deputada estadual e foi reeleita duas vezes consecutivas. Em 2016, a ex-senadora volta a disputa, desta vez para a Prefeitura de Cuiabá. Em entrevista ao Centro-Oeste Popular ela fala sobre os projetos para a Capital, desafios do pleito eleitoral, o que precisa ser melhorado na cidade , entre outros assuntos. Confira.

Regina Botelho

Da Redação

Centro-Oeste Popular-  Candidata qual o seu projeto para Cuiabá?


“ O mais urgente, sem dúvida alguma, é a saúde. Nossa proposta é concluir o novo Pronto Socorro e, no local em que funciona o antigo, construir o Hospital Materno Infantil de Cuiabá, com toda a infraestrutura”.

Serys Slhessarenko-   O povo cuiabano precisa – e merece - comemorar os 300 anos de Cuiabá vivendo em uma cidade moderna, desenvolvida, com oportunidade para todos, em que as pessoas tem orgulho de viver. Chega de pessoas morrendo nas filas do sistema público de saúde, de mães chorando nas filas das creches, de dinheiro público sendo jogado no ralo da corrupção. Eu sou mãe, sou avó e é com essa sensibilidade de mulher que quero cuidar do povo cuiabano também. 

CO Popular- A senhora é a Serys é a única mulher na disputa pelo Palácio Alencastro. O que a difere de um candidato homem? Quais são os desafios?

Serys Slhessarenko- As mulheres são a maioria da população, são a maioria do eleitorado e ainda ocupam um espaço muito restrito na política. Em Cuiabá, temos apenas uma vereadora. E isso, claro, prejudica a oferta de políticas públicas, que passam a ter uma visão excessivamente masculina. Quer um exemplo? Cuiabá é a única capital do país que não tem um hospital materno-infantil. E isso é reflexo direto do fato de nunca ter tido uma mulher prefeita, que entenda o quanto esta demanda é importante para as mães e seus filhos. Quanto aos desafios, eles são enormes. Por que o machismo ainda forte. Muito forte. A violência contra a mulher é uma constante, tanto a física quanto a simbólica. Veja, por exemplo, que os candidatos homens vivem me mandando ir cuidar dos netos, como se uma mulher não pudesse se dedicar à política, como se essa tarefa fosse coisa só deles. O presidente Michel Temer é mais velho do que eu e ninguém manda ele cuidar do Michelzinho.

CO Popular- A senhora disputa pela terceira vez a eleição para prefeitura de Cuiabá. O que mudou das últimas eleições para a atual?

Serys Slhessarenko-   Fui candidata pela primeira vez em 1988, depois em 2000 e, agora, em 2016. Três conjunturas políticas completamente diferentes. Em 1988, o país acabava de sair de uma longa ditadura e estava construindo sua Constituição Cidadã. O povo estava cobrando mais do que nunca mais participação na política e, em função do meu desempenho surpreendente como secretária de Educação de Cuiabá, minha candidatura foi muito natural. Em 2000, O país tinha conseguido equilibrar sua economia e começava a discutir mais inclusão social e igualdade de oportunidades. Eu já estava no terceiro mandato como deputada estadual, sempre posicionada ao lado das lutas populares. Por isso, estava madura para enfrentar o desafio. E cheguei quase lá. Fiquei em segundo lugar, apenas 5 pontos percentuais atrás do candidato eleito. Agora, o Brasil vive um outro momento político: o cidadão está cheio da picaretagem e da corrupção. E, com ainda mais experiência, sou uma alternativa diferente porque sou Ficha Limpa e a autora da Lei da Delação Premiada, que tem permitido ao juiz Sergio Moro passar o Brasil à limpo. 


“A luta contra a corrupção e pela boa utilização dos recursos públicos é a bandeira da minha vida. Nunca aceitei aposentadoria parlamentar – nem na Assembleia e nem no Senado - porque considero um privilégio imoral”

CO Popular- Como à senhora vê Cuiabá nos dias atuais?

Serys Slhessarenko- Cuiabá é o tipo de cidade em que os governantes abandonaram seu povo à própria sorte. Mato Grosso é um dos estados mais ricos do país, é o estado do agronegócio. E Cuiabá precisa participar desse desenvolvimento que alavanca as cidades vizinhas. É por isso que apresentamos um projeto de reduzir o ISS para até 3% na capital. Queremos atrair novas empresas e, assim, gerar mais empregos e aumentar a arrecadação. Barueri, por exemplo, era uma cidade dormitório do interior de São Paulo. Depois que baixou o ISS, atraiu tantas empresas que já tem uma arrecadação duas vezes maior do que a de Cuiabá, e com uma população três vezes menor.

CO Popular-  Na sua concepção, hoje qual o principal problema que precisa ser melhorado?

Serys Slhessarenko-  O mais urgente, sem dúvida alguma, é a saúde. Nossa proposta é concluir o novo Pronto Socorro e, no local em que funciona o antigo, construir o Hospital Materno Infantil de Cuiabá, com toda a infraestrutura, médicos de todas as especialidades e os equipamentos necessários. Também queremos construir mais postos de saúde e investir em prevenção, dobrando o número de equipes da família, que hoje são 70. Vamos, inclusive, atacar as principais causas de internação nos hospitais, que são os acidentes de trânsito e a violência. Teremos uma visão sistêmica sobre a saúde que, certamente, resultará em resultados positivos.

CO Popular- Caso seja eleita prefeita de Cuiabá em 2016, qual será a sua primeira ação na administração?

Serys Slhessarenko-   Assim que assumirmos, vamos realizar um levantamento criterioso para saber quais políticas públicas estão funcionando e quais não estão em cada área. Até porque é muito difícil conseguir informações na Prefeitura hoje. O que a administração publica no Portal da Transparência é uma verdadeira fraude. Então, vamos checar como está cada área. E, nas áreas em que verificarmos problemas, instauraremos uma auditoria. A intenção não é fazer nenhuma caça as bruxas, mas dotar a nova administração das informações necessárias para dar continuidade ao que está dando certo e corrigir o que não está.


“Esta é uma campanha diferente. Com as mudanças nas regras eleitorais, que proibiram as doações das empresas, os candidatos estão tendo que aprender a fazer mais com pouco”.

CO Popular - Caso seja eleita, a senhora irá continuar lutando contra a corrupção e zelando pela boa utilização dos recursos públicos?

Serys Slhessarenko-   A luta contra a corrupção e pela boa utilização dos recursos públicos é a bandeira da minha vida. Nunca aceitei aposentadoria parlamentar – nem na Assembleia e nem no Senado - porque considero um privilégio imoral, ainda que legalizado. Também nunca participei de negociatas e esquemas de corrupção. Mesmo com 20 anos de mandatos, sou uma candidata absolutamente ficha limpa, nunca respondi um processo sequer. Também sou a autora da Lei da Delação que está permitindo varrer a corrupção do país. E é com este histórico que quero ser prefeita de Cuiabá para continuar lutando pelo zelo com o dinheiro público. Quando eu for eleita, a Prefeitura de Cuiabá terá tolerância zero com a corrupção!

CO Popular- Para uma boa campanha, é preciso muito recurso financeiro. Como está a questão?

Serys Slhessarenko-  Esta é uma campanha diferente. Com as mudanças nas regras eleitorais, que proibiram as doações das empresas, os candidatos estão tendo que aprender a fazer mais com pouco. E aqueles que continuam gastando rios de dinheiro em campanhas milionárias estão é chamando a atenção do eleitor, que já está de saco cheio disso, que já associa o excesso de dinheiro à corrupção. Para mim não é difícil fazer campanha com poucos recursos pois minhas campanhas sempre foram assim, Para outros candidatos deve estar sendo mas a mudança é altamente positiva!

CO Popular-  Candidata qual o melhor critério para escolher os candidatos?

Serys Slhessarenko-   Para um candidato que nunca exerceu um mandato eletivo, é fácil dizer que ele é ficha limpa. Sem o poder nas mãos, é mais difícil corromper e ser corrompido. Já para um candidato que exerceu vários mandatos, a coisa é mais complicada. E entre os candidatos que já exerceram mandato, eu sou a única que nunca respondi a processos e que nunca fui investigada. Então, uma boa dica é o eleitor olhar a história de cada um e ver em quem ele pode ou não confiar.


“Era contra o VLT, mas agora que ele está aí, que já consumiu mais de R$ 1 bilhão, ele precisa ser concluído. Vou cobrar isso e usar toda a minha influência política em Brasília para ajudar o governador Pedro Taques a concluí-lo.”

CO Popular- Com relação ao VLT, o que deve ser feito?

Serys Slhessarenko-   Eu era contra o VLT, mas agora que ele está aí, que já consumiu mais de R$ 1 bilhão, ele precisa ser concluído. Vou cobrar isso e usar toda a minha influência política em Brasília para ajudar o governador Pedro Taques a concluí-lo. Até porque o povo cuiabano precisa de um transporte público de mais qualidade e o VLT, interligado aos eixos de BRT que irei implantar, o que minimizará muito o drama de quem depende de ônibus hoje em Cuiabá.

CO Popular- A senhora hoje está filiada no PRB. Como analisa o desempenho do seu partido nesta eleição em Cuiabá?

Serys Slhessarenko - Eu acho curioso que muita gente por aqui se refira maldosamente ao PRB como um partido pequeno, até mesmo nanico. O PRB é maior do que muitas outras siglas que não recebem o mesmo tratamento, como o PDT, o PPS e o PCdoB, por exemplo. O PRB tem a 9ª maior bancada da Câmara. Nesta eleição, especificamente, tem chances concretas de eleger os prefeitos das duas maiores capitais brasileiras: São Paulo, com Celso Russomano, e Rio de Janeiro, com Marcelo Crivella. Além de Cuiabá, comigo, claro. Portanto, é um partido sólido, com forte potencial de crescimento e que congrega pessoas de todos os credos, sem preconceito de nenhuma espécie.


“Quero tirar Várzea Grande dessa fase obscura e improdutiva”

Alan Rener Tavares é candidato a prefeito de Várzea Grande. Empreendedor de sucesso há 25 anos no município. Empresário ele é  proprietário da Top Gás. Alan da Top Gás como é conhecido traz consigo a experiência na administração de sua empresa que hoje emprega mais de 100 pessoas, e gera outros 400 empregos de forma indireta. Casado há 35 anos e pai de dois filhos. Alan vem pela coligação “Várzea Grande Para Todos”, formada pelos partidos do PSDB, PTC, REDE, PSDC, PV, PROS, PT, SD, PMN, PT do B e PRB. Ele tem como vice-prefeito o vereador de dois mandatos Fábio Saad (PTC). Em entrevista ao Jornal Centro-Oeste Popular, ele fala sobre suas propostas para formar uma nova Várzea Grande. Melhorar a Saúde Pública, criar um programa de qualificação contínua aos servidores públicos, políticas de atenção aos jovens e geração de emprego. Confira. 

 

Regina Botelho

Da Redação

Centro-Oeste Popular- Como é disputar pela primeira vez a candidatura à prefeitura de Várzea - Grande?

Alan Rener Tavares- Confesso que está sendo uma experiência muito enriquecedora e desafiadora. Imaginava ser um processo mais democrático e bem intencionado, porém não é bem assim este cenário eleitoral.Mas estou gostando da minha aceitação com o povo, ver que sou bem quisto me deixa muito realizado. 

CO Popular - Porque aceitou o desafio de entrar na campanha eleitoral? Se sente preparado?

Alan Rener- Aceitei este desafio, porque sou movido pela vontade de superação, e por acreditar que devo retribuir a essa cidade toda conquista e carinho que ela já me proporcionou. Me sinto super preparado e irei com muita coragem, forca e fé.

CO Popular- Qual a diferença entre sua candidatura e as dos adversários?


“Várzea Grande precisa avançar uns 10 anos em apenas um, para que possa acompanhar o restante do Estado.”

Alan Rener- Minha campanha é ser pé no chão. Uma campanha objetiva, afim de impactar a população com novas propostas e ideias. Quero gerar uma auto reflexão no eleitorado, de que uma campanha limpa significa uma gestão limpa, ou seja, uma prefeitura leve e compromissada apenas com a população   

CO Popular - Se eleito, qual será sua forma de administrar Várzea Grande?

Alan Rener- Se for eleito primeiramente irei honrar a vontade da população, com uma gestão respeitosa, transparente e de vanguarda. Quero transformar essa cidade em uma referência de Mato Grosso para o Brasil. Administrar com o povo para o bem de todos, irei fazer Várzea Grande funcionar.

CO Popular - Candidato como o senhor avalia a gestão da prefeita Lucimar Campos?

Alan Rener - Acho que ela esteve pouco tempo à frente da prefeitura, para ser realmente analisada como uma gestora pública. Mas entendo que ela poderia ter otimizado um pouco melhor seus recursos públicos. Acredito na sua boa intenção de melhoria, mas precisamos de mais agilidade e força de vontade para gerir com melhor eficiência.

CO Popular- Nesse pleito eleitoral, na sua concepção quais serão os maiores desafios?


“Se for eleito, quero transformar essa cidade em uma referência de Mato Grosso para o Brasil”.

Alan Rener- Sensibilizar a população de que devemos fazer uma campanha eleitoral limpa, com ética e moralidade, pois a nova política está sendo manchada pelos velhos métodos políticos. Precisamos resgatar, renovar nossa democracia de verdade.

CO Popular - Várzea Grande tem muitas deficiências, o que pretende fazer para melhorar isso?

Alan Rener- Engraçado, nosso Slogan de campanha foi criado sobre essa concepção. “Alan da Top Gás, para Fazer Várzea Grande funcionar”.
Vamos lubrificar a máquina, acelerar as engrenagens. Precisamos qualificar os servidores com processos de desenvolvimento profissional contínuo, pra que se possa produzir mais e servir melhor a população. Gerar parcerias públicas e privadas a fim de gerar mais empregos e renda local. Transformar nossas avenidas, ruas e praças com paisagismos ao mesmo tempo que investimos em qualidade de transporte, funcionar a segurança com aumento do efetivo da Guarda Municipal e suas operações. Queremos dar dignidade as mães várzea-grandense com direito de terem filhos nascidos aqui na nossa cidade. Investir na saúde preventiva para termos menos adoecidos e mais qualidade de vida. Tenho certeza que em um ano conseguimos fazer Várzea Grande funcionar de verdade, basta acreditar ter conhecimento técnico e muito trabalho.

CO Popular - Qual a sua prioridade para a segunda maior cidade do Estado?

Alan Rener- Torná-la realmente a segunda cidade do Estado. Não apenas em números da população e sim na economia ativa, na educação de base, na saúde preventiva e no dever de cidadania. Queremos resgatar o orgulho do povo de ser várzea-grandense e aqui viver.

CO Popular- Candidato é de conhecimento geral que, para uma boa campanha, é preciso muito recurso financeiro. Como está a questão?

Alan Rener - Nossa campanha está igual a torcida de time, no amor na raça e na vontade. Mas temos o que se diz ser o básico para ativarmos uma campanha nas ruas. Porém iremos investir com uma campanha franciscana, com o propósito de levar um novo modelo de se fazer campanha, adequada com a nossa realidade financeira. Faremos sem desperdícios de recursos e compras partidárias. Queremos tocar a população com o propósito de uma campanha limpa para termos uma gestão limpa e digna.

CO Popular-  Qual a análise que o senhor faz do município?


“Tenho certeza que em um ano conseguimos fazer Várzea Grande funcionar de verdade, basta acreditar ter conhecimento técnico e muito trabalho”.

Alan Rener- O município está realmente abandonado, só se tem o básico a muito tempo e ainda mau executado. Precisamos sair da mesmice e entrar na era do desenvolvimento continuo. Várzea Grande precisa avançar uns 10 anos em apenas um, para que possa acompanhar o restante do Estado. Quero tirar essa cidade dessa fase obscura e improdutiva, pois a nossa cidade que amamos está realmente triste e desamparada.

CO Popular- Na sua concepção, qual o principal gargalo do município?

Alan Rener- A corrupção interna na prefeitura e em quase todos os órgãos ligados a ela. E a falta de parceria da administração pública com a população. É preciso gerir com mais transparência e eficiência.

CO Popular-  Há mais de 20 anos a economia da cidade está estagnada. Caso seja eleito o que pretende fazer? 

Alan Rener- Precisamos aquecer a economia local, com mais incentivos de desenvolvimento e melhores oportunidades.

CO Popular - Como o gestor municipal deve trabalhar hoje, com poucos recursos, já que o país enfrenta uma grave crise na economia?

Alan Rener- Otimizando os recursos públicos, direcionando melhor os processos internos de gestão. Buscando convênios com parcerias privadas e órgãos públicos. É preciso ter muita habilidade gerencial e controle interno de custos e gastos. Dessa forma, conseguiremos impactar mais com menos, sem perder a qualidade e dinamismo.


“A corrupção interna na prefeitura e em quase todos os órgãos ligados a ela. E a falta de parceria da administração pública com a população”.

CO Popular - Nas últimas pesquisas publicadas, o senhor aparece com pouco índice de intenção de votos. Isso lhe incomoda?

Alan Rener- Não. Imagina. Estou super confiante no nosso crescimento nas pesquisas de intenção de voto para os próximos dias. Nossa campanha ainda não saiu pra ruas, devido a parte legal de regularização no Tribunal Eleitoral Regional. Iremos medir minha real aceitação perante a população nas urnas, no próximo dia 02 de outubro. Acredito que podemos vencer essas eleições e iremos trabalhar muito para conquistar esse objetivo.


“Podemos construir a Cuiabá que sonhamos a partir de ações nas diversas áreas da administração”

Regina Botelho

Da Redação

Renato Oliveira Santana, 38, é candidato a prefeito de Cuiabá pela Rede Sustentabilidade. Ele disputa o cargo eletivo pela primeira vez . Historiador é natural de Coxim, Mato Grosso do Sul. É proprietário de três empresas da área da educação à distância, prestando serviços para universidades particulares. Em seu histórico partidário carrega filiações ao PT, PV e Psol. Em Mato Grosso, ajudou a fundar a Rede e é um dos poucos da legenda que tem militância partidária. Em entrevista ao Jornal Centro-Oeste Popular ele fala sobra suas propostas, desafios, mobilidade urbana, saúde, educação, infraestrutura. Confira.

Centro- Oeste Popular-  Como é disputar pela primeira vez a candidatura à prefeitura de Cuiabá?

Renato Oliveira Santtana -  Sou candidato de uma causa que é restabelecer a fé na política. Sou mensageiro da Nova Política, uma política pura e construtiva. As transformações no dia a dia só acontecerão pela política. O que me deixa feliz é que na nossa caminhada a população está se identificando com a mensagem e estimulando nossa candidatura.


“Propomos conectar Cuiabá para o Século XXI, um século de velocidade, de tecnologia, da revolução tecnológica.”

CO Popular- Como estão os apoios em torno da sua candidatura? O senhor já tem feito reuniões com as comunidades?

Renato Santtana- Os nossos militantes estão construindo reuniões nos bairros. Afinal nos propomos um contato direto com o cidadão. A Gisele Barbosa, o Fellipe Correia e o Luciano da Rede, que são os nossos candidatos a vereador também estão realizando reuniões.

CO Popular- Qual a diferença entre sua candidatura e as dos adversários?

Renato Santtana- Como já disse, nossa finalidade é a mensagem. Se eleger é consequência do entendimento da mensagem. Propomos conectar Cuiabá para o Século XXI, um século de velocidade, de tecnologia, da revolução tecnológica. Cuiabá vai fazer 300 anos com problemas do primeiro século como é o caso do esgoto. E quando falamos de esgoto, falamos diretamente de saúde, de meio ambiente, de qualidade de vida.Não podemos esperar mais 300 anos. Vejo uma área ligada à outra. Não podemos falar de saúde, sem falar de ações na mobilidade urbana, de ações na educação, na infraestrutura urbana, nos serviços urbanos. As áreas estão interligadas. E é essa visão que os políticos convencionais não conseguem entender. Eles ainda estão vivendo no século passado, na era industrial, analógica. Nós estamos falando em impressora 3D, de inteligência artificial, estamos na era digital.


“Queremos radicalizar a democracia é colocar a decisão, a fiscalização, a informação diretamente nas mãos de quem paga a conta que é o cidadão.”

CO Popular- Ninguém mais acredita em promessas. Como você vê essa crise política?

Renato Santtana- A crise política foi causada pelo político, e acredito que foi até intencional. Para o político convencional, quanto menos pessoas envolvidas nas discussões políticas, melhor para ele. Nós ao contrário, estamos propondo o envolvimento de todos. Queremos radicalizar a democracia é colocar a decisão, a fiscalização, a informação diretamente nas mãos de quem paga a conta que é o cidadão.

CO Popular- Nesse período tudo é feito para se ganhar a eleição. O que você pensa sobre isso?

Renato Santtana- Não queremos o poder pelo poder. Nós defendemos que primeiro vem à mensagem, o resultado numérico é consequência do entendimento da mensagem. O cidadão terá seu momento de escolha, ele poderá escolher mudar ou deixar como está. Porém, toda escolha terá consequências. Não vamos fazer uma eleição inconsequente com a cidade e com o cidadão. Não vamos ser incoerentes com o que pensamos para ganhar as eleições. Queremos ganhar e podemos ganhar com o envolvimento direto do eleitor, do cidadão cuiabano que vive o dia a dia da cidade assim como nós vivemos.

CO Popular- Na sua concepção, a cidade precisa de melhorias? Em quais aspectos?

Renato Santtana- Sim. A cidade necessita de melhorias e em todos os aspectos, caso contrário não seriamos candidatos. Se Cuiabá tivesse qualidade de vida, a Rede de Sustentabilidade não iria colocar uma candidatura. Volto a lembrar que somos candidato de uma causa, e essa causa chama-se Cuiabá. Podemos construir a cidade que sonhamos a partir de ações nas diversas áreas da administração pública. Temos que envolver todos os setores da sociedade para pensar a cidade, sejam os setores públicos e privados, funcionários e empregadores, empregados e desempregados.

CO Popular- Você acha que a população de Cuiabá possui uma demanda mais urgente do que outra?

Renato Santtana- É certo que saúde é um setor urgente, mas para nós quando fazemos mobilidade urbana de qualidade, por meio da melhoria e ampliação do transporte coletivo, nós estamos fazendo saúde, estamos fazendo segurança. Se tivermos um transporte coletivo que atenda as demandas, vamos reduzir o número de veículos circulando na cidade e consequentemente vamos reduzir a emissão de gases poluentes o que tem impacto nas doenças respiratórias e isso, é saúde. Vamos reduzir o número de acidentes e com isso, as viaturas da polícia não irão se deslocar para atender o acidente e vai poder fazer a ronda, isso é fazer segurança. O SAMU poderá atender outras ocorrências, e o dinheiro do pronto socorro poderá ser usado para atender o cardíaco e outras doenças. Assim, demonstro que as áreas da administração pública estão interligadas e podemos fazer mais, com o mesmo orçamento, isso é gestão.

CO Popular- Candidato sua campanha é focada em qual eixo?

Renato Santtana- O primeiro eixo é trazer o cidadão, o eleitor, para participar da política, não só da política eleitoral, mas na política do dia a dia. Segundo, trazer para o centro do debate algumas temáticas que o administrador  público convencional não consegue ver, como é a questão da visão de tecnologia na gestão pública, da conectividade das áreas da administração pública. Terceiro, trazer Cuiabá para o século XXI, para a era da tecnologia. Cuiabá passou pela era industrial e não se tornou uma cidade industrial, agora não podemos perder a oportunidade de nos tornarmos uma cidade tecnológica, com qualidade de vida, uma cidade sustentável em todos os aspectos.

CO Popular- Qual o seu plano de governo para Cuiabá?

Renato Santtana- Um plano de governo com foco no diálogo, na eficiência e eficácia com o orçamento onde propomos maximizar os recursos, fazer mais com o que já tem. Conectar as áreas da administração pública, uma mudança cultural, com uma nova visão cultural na administração pública. Vamos nos tornar uma cidade com qualidade de vida, uma cidade sustentável, na economia, na saúde, na educação, no transporte etc.

CO Popular- Caso seja eleito como o senhor pretende amenizar o caos na saúde?

Renato Santanna- Sim. Para nós a saúde não pode ser apenas saúde curativa. Temos que investir em saúde preventiva. Vamos conectar e integrar  as demais áreas da administração pública para um pensamento em saúde preventiva. Podemos fazer saúde fazendo educação. A Secretaria de Serviços Urbanos poderá ajudar muito para fazer saúde, não queremos que as pessoas fiquem doentes.

CO Popular - Existe alguma proposta para melhorar o abastecimento de agua na cidade? Pretende continuar com a CAB?

Renato Santanna- Era público, s SANECAP e não funcionava. Passou a ser privado, CAB e continua sem funcionar. Queremos pagar pelo serviço e receber o serviço de qualidade. Se a Justiça, disser que a prefeitura deverá retomar a CAB, já temos uma proposta para fazer esgoto. Se a CAB permanecer, vamos cobrar que o plano de metas acordado que seja executado na integra. Na gestão do atual prefeito foi feito 4% de esgoto, se for nesse ritmo vai demorar 78 anos para atingir 100%.

CO Popular- Qual a sua proposta para melhorar o transporte público?

Renato Santanna- Só há uma forma fiscalizar e exigir o cumprimento do contrato. Iremos acompanhar via aplicativos para celular, queremos saber diretamente do usuário do sistema, quanto à qualidade dos ônibus. Também temos que ofertar mais linhas. Fazer transporte coletivo é fazer saúde é fazer segurança.

CO Popular- A população cuiabana também reclama da Educação. O que precisa ser melhorado? Qual a avaliação que a senhor faz deste setor?

Renato Santanna- Temos que envolver todos em um grande diálogo. Não sou dono da verdade, não tenho solução mágica, e quem falar que tem a solução está mentido. Nosso partido propõe envolver a comunidade escolar, os professores, funcionários administrativos, pais, alunos, enfim, toda a sociedade para juntos construirmos uma proposta para melhorar. Se não houver o envolvimento de todos nada será feito.

CO Popular- O  senhor tem pouco tempo de campanha eleitoral, de que forma pretende intensificar sua imagem e tornar-se conhecido?

Renato Santanna- Contamos com as mídias sociais. Também ressaltar o espaço que os veículos de mídia de Cuiabá e de Mato Grosso vem fazendo uma cobertura isenta e dando espaço de forma democrática para todas as candidaturas.  Nossa característica marcante é fazer também o corpo a corpo, conectando, contagiando, envolvendo o eleitor em nossa campanha.


“O cidadão terá seu momento de escolha, ele poderá escolher mudar ou deixar como está.”

CO Popular- Candidato é de conhecimento geral que, para uma boa campanha, é preciso muito recurso financeiro. Como está a questão?

Renato Santanna- Nossa campanha está orçada em R$ 50 mil incluindo os custos estimáveis. Esperamos arrecadar mais. Vamos lançar uma campanha chamada “Muitos doando pouco” e com isso, esperamos atingir 1000 pessoas doando R$ 100. Se isso acontecer será fantástico. Vamos fazer um turno de cada vez, pois esse é o primeiro turno.

CO Popular- Como vê a questão do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos)?

Renato Santanna- O VLT é um transporte limpo e defendo a conclusão da obra. Não podemos rasgar o dinheiro público. Se for prefeito, quero fazer um amplo diálogo com os setores estadual e federal, afinal, a prefeitura não tem dinheiro para arcar com este projeto de mobilidade.


“Meu maior sonho é reconstituir Várzea Grande”

Pery Taborelli da Silva Filho, conhecido como Coronel Taborelli, é natural de Cuiabá, casado e pai de dois filhos, ingressou na carreira da Polícia Militar do Estado de Mato Grosso, em 1983, no Curso de Formação de Oficiais (CFO/PMMT). Teve vários comandos dentro da Policia Militar, destacando o 7º Batalhão de Polícia Militar (BPM/MT) em Rosário Oeste, e em 2009 assumiu a 7ª Companhia Independente de Jaciara. No ano seguinte foi para o 5º BPM de Rondonópolis onde ficou por um ano e dois meses, e em 2011 assumiu, por nove meses, o comando do 4º BPM da cidade de Várzea Grande. Já em 2012 foi candidato a vereador em Várzea Grande e eleito com 2.193 votos pelo Partido Verde (PV). No ano de 2013, o vereador assumiu a Presidência do Partido Verde em Várzea Grande. Quando vereador, Taborelli focou as ações, principalmente, nas áreas da segurança pública e meio ambiente, e, por meio do mandato, exerceu rigorosamente a função de fiscalização. Nas últimas eleições, em 2014, Taborelli foi eleito ao cargo de deputado estadual e obteve 18.526 votos. O deputado tem 30 anos de prestação de serviços na segurança pública, protegendo a sociedade mato-grossense. Em 2016, Taborelli disputa a prefeitura de Várzea Grande. Em entrevista ao Jornal Centro-Oeste Popular ele fala sobre suas propostas, desafios e esperança de dias melhores aos munícipes. Confira,

Regina Botelho

Da Redação

Centro Oeste Popular- Candidato qual será sua prioridade na neste momento como candidato a prefeito de VG?

Pery Taborelli da Silva Filho- Nossa prioridade é mostrar à população várzea-grandense, a diferença entre bem e o mal. Quem quer construir e reconstituir e que vem destruindo a nossa cidade há mais de 40 anos. Portanto será um desafio compartilhar a esperança mostrando as pessoas do município isso é possível.


“Os conflitos e a crise política que o município tem enfrentando são entre os mesmos que ocorreu pela disputa pela repartição”.

CO Popular- Nesse pleito eleitoral, na sua concepção quais serão os maiores desafios?

Pery Taborelli-  O nosso maior desafio será combater a grande máquina eleitoral que perpetua há mais de 40 anos. Tentaram nos sufocar de várias maneiras, atraindo os partidos, os candidatos, estimulando mentiras. Um exemplo, foi o não registro da minha candidatura e de que não seríamos candidatos. Enfim mostrar a verdade e não a mentira. Sabemos que sairemos vitoriosos, porque a verdade sempre prevalece.

CO Popular- Qual o seu sonho para a Cidade Industrial?

Pery Taborelli- Trazer a felicidade, o bem-estar, a segurança para a cidade. Queremos reconstituir o orgulho de sermos várzea-grandenses.

CO Popular- Candidato sua campanha será focada em qual eixo?

Pery Taborelli- Trabalhar com um conjunto de medidas que levam a proteção a vida. Vamos trabalhar arduamente para que nossa gestão seja um eixo para todos. Outro foco temático, será o acesso a garantia dos direitos já conquistados. Para isso, necessitamos ter excelência nos serviços públicos. Temos o projeto emergência de reconstruir Várzea Grande. Planejar o programa Várzea Grande 20, junto com a população da nossa cidade e tomar as medidas necessárias para a prosperidade e paz nos próximos 20 anos.

CO Popular- Nos timos anos, Várzea Grande tem enfrentando diversas crises políticas. Se eleito,  como o senhor pretende resolver essa situação? ­

Pery Taborelli- Os conflitos e a crise política que o município tem enfrentando são entre os mesmos que ocorreu pela disputa pela repartição. Na nossa gestão, vamos repartir com o povo e com certeza não teremos crise. Teremos a sociedade do nosso lado.

CO Popular-  Como o senhor avalia a gestão da prefeita Lucimar? ­


“Nosso maior desafio será combater a grande máquina eleitoral que perpetua há mais de 40 anos”

Pery Taborelli-  Não existe gestão da prefeita Lucimar, pois não é ela que governa. Não temo como avaliá-la. Ela não administra nada ou alguém tem dúvida disso? São outros membros da família da gestora que administram e por isso não tem como avaliar o seu trabalho.

CO Popular- Na sua concepção, quais os pontos negativos e positivos? ­

Pery Taborelli-  Talvez o único ponto da possível gestão, que a prefeita Lucimar tem mostrado as claras que não tem condições de continuar administrando a segunda maior cidade do Estado. Com isso, abre caminho para alguém que pense, faça, fale e descida por conta própria.

CO Popular-  Várzea Grande tem inúmeros problemas, na sua opinião qual a principal deficiência no município?

Pery Taborelli- A violência, pois a questão afeta a todos os setores. A violência afeta a criança de ir para a escola, dentro das unidades escolares, pessoas vulneráveis, os idosos, as mulheres. Outra questão é o abandono da saúde, o descaramento em desrespeito a vida da sociedade. Todas as calamidades públicas que devemos superar com todas as forças.

CO Popular-  A eleição em Várzea Grande segue quente na esfera judicial. A  coligação “Avançar Pra Melhorar” e o Partido Democratas de Várzea Grande ingressaram, com pedido de impugnação para que a Justiça Eleitoral indefira o registro da sua candidatura. O que senhor tem a falar sobre isso?

Pery Taborelli- Isso são verdadeiros factoides que foram criados para tentar sufocar semeando mentiras. Com relação a impugnação da nossa candidatura é uma questão política, para se ganhar tempo. A Justiça vai se pronunciar sobre a questão e isso não vai mudar em nada. A população tem acompanhado os fatos e sabe que é uma forma deles se perpetuarem no poder.

CO Popular-  Sua pré-candidatura conta com apoio de quantos e quais partidos?

Pery Taborelli-  Contamos com apoio do  Partido Social Cristão -  o PSC, Partido da Mulher Brasileira- PMB, do Partido Democrático Trabalhista, PDT e do Partido Ecológico Nacional (PEN).

 CO Popular - O pronto tem sérios problemas, qual a sua proposta para reestruturar a unidade de saúde?

Pery Taborelli- A situação do Pronto Socorro é um retrato do total abandono ao longo desses anos. Não houve um planejamento adequado para a saúde do município. Várzea Grande precisa implantar as unidades básicas de saúde. Funcionar o atendimento nas Unidades de Pronto Atendimento, no período noturno para desafogar o Pronto Socorro para devolver ao local a sua principal finalidade que é atendimento de urgência e emergência.

CO Popular- O abastecimento de água é precário, se eleito de que forma o senhor pretende resolver a questão?


“Não existe gestão da prefeita Lucimar, pois não é ela que governa. Não temo como avaliá-la.”

Pery Taborelli- O serviço de água e esgoto do município merece investimento de grande porte. Vamos recuperar o Programa Bid Pantanal. Buscaremos os recursos do Programa de Aceleração do Desenvolvimento, o PAC que foram perdidos no município. Tínhamos deputados, senadores que de uma forma escandalosa deixaram que o PAC fosse perdido. Precisamos atrair esses investimentos para melhorar o sistema de abastecimento de agua e esgoto no município.

CO Popular - Quais são as suas propostas para educação e segurança?

Pery Taborelli- Um projeto gigantesco de zerar o déficit na pré-escola. Vamos instituir o IPTU Social. Com isso, iremos destinar boa parte dos recursos do IPTU para diminuir o déficit em creches do município e nas escolas.  No ensino fundamental, iremos cuidar da qualidade. Vamos zelar para que as nossas crianças realmente aprendam na escola, e não apenas frequentam as unidades escolares.  A aprendizagem está comprometida, porque os professores estão abandonados, sem condições nenhuma de executar os seus trabalhos. Essa curva nós iremos mudar.


“Meu sonho, como prefeito é fazer de Cuiabá uma terra de oportunidades”

Emanuel Pinheiro é casado com Márcia Khun Pinheiro e tem dois filhos. O parlamentar tem vocação política herdada pelo pai, o ex-deputado federal Emanuel Pinheiro da Silva Primo, que se destacou na política nacional. O primeiro passo na política ocorreu  em 1988 como vereador de Cuiabá onde foi eleito como o quinto mais votado dos 21 parlamentares da legislatura. Em 1992, no segundo mandato na Câmara Municipal, foi reeleito o terceiro mais votado e assumiu a liderança do PFL na Casa de Leis. O ingresso no Poder Legislativo ocorreu em 1994, com apenas 29 anos de idade. No mandato, destaque para CPI da extinta Companhia de Saneamento de Mato Grosso (Sanemat), que passava por processo de municipalização. Em 1998, foi reeleito à Assembleia Legislativa e se sobressaiu na criação da Comissão de Defesa do Consumidor e do Contribuinte. Pinheiro é eleito o primeiro presidente da Comissão Permanente do Poder Legislativo. Em 2005, assumiu o comando da SMTU de Cuiabá. A gestão foi marcada pela desativação do Terminal de Integração da Praça Bispo Dom José e implantação da bilhetagem eletrônica. No ano de 2006 filiou-se ao Partido da República (PR) e participou da coordenação da campanha eleitoral de reeleição do então governador Blairo Maggi e deputado federal Wellington Fagundes. Em 2009, foi  reconduzido à secretaria-geral do partido e consolida a formação do grupo político no Estado. Em 2010, é eleito deputado estadual pelo Partido da República, e o mandato teve evidência na CPI do MT Saúde. Já em 2014 é reeleito para o quarto mandato. Candidato à prefeitura de Cuiabá em 2016, ele fala sobre os desafios, propostas e sonho para a Capital. Confira.

Regina Botelho

Da Redação

CO Popular-  CO Popular- Caso seja eleito, de que forma o senhor pretende conduzir a máquina pública, e como será o relacionamento com o governo estadual?

Emanuel Pinheiro- Se eu conseguir me eleger, a máquina pública vai estar sobre nossa liderança em conjunto com a sociedade. Vamos implantar as políticas públicas, visando melhorar a vida das pessoas, tornando os serviços públicos cada vez mais eficientes, respeitando cada centavo do cidadão. Com honestidade e transparência e muita interlocução e diálogo com a sociedade. Transferir os recursos e impostos melhorando a vida das pessoas. Esse é o meu objetivo. Em relação a máquina estadual, não temos divergência política. O governador do Estado é um líder, um democrata e tem que se portar como tal. Ele vai respeitar a opinião da sociedade cuiabana. Se Deus permitir e for a vontade da maioria da população eu sendo prefeito de Cuiabá terei apoio do Estado e do Governo Federal.


“Levar as políticas públicas a todos os bairros de Cuiabá, tratando a sociedade com carinho e respeito que merecem. Meu sonho, como prefeito é que eu possa dar essa melhoria”.

CO Popular - Qual o seu sonho para Cuiabá?

Emanuel Pinheiro - Melhorar a vida das pessoas. Avançar na saúde pública com qualidade, para que os servidores públicos trabalhem motivados, respeitados e valorizados. Levar as políticas públicas a todos os bairros de Cuiabá, tratando a sociedade com carinho e respeito que merecem. Meu sonho, como prefeito é que eu possa dar essa melhoria. Fazer de Cuiabá uma terra de oportunidades, geradora de renda e empregos, levando o seu índice de desenvolvimento urbano. Que Cuiabá seja uma cidade cada vez melhor de viver.

Emanuel Pinheiro – A minha campanha será focalizada na questão da saúde, segurança, educação e transporte.CO Popular - Sua campanha será focada em qual eixo?

CO Popular- Nesse pleito eleitoral, na sua concepção quais serão os maiores desafios?

Emanuel Pinheiro - Situações que representam quebra de paradigmas para um prefeito, que é o líder da cidade. O gestor tem que deixar de ficar engessado, atrelado aos requisitos legais da sua sociedade e passar a agir mais como líder político. Não ficar omisso a paralisação das obras da Copa, em especial as obras do Veículo Leve sobre Trilhos, o VLT. Como líder da cidade, temos que mobilizar as forças políticas na esfera municipal, estadual e federal para retomada das obras do modal. Com isso, teremos melhorias no transporte para milhares de usuários do transporte coletivo que pagam caro e contam com um péssimo serviço prestado. Em relação à segurança pública, que a cidade possa ter um prefeito que não fique ausente. Pela segurança ser obrigação do Estado e da União, pois a violência acontece em Cuiabá. Acontece nas ruas e nos bairros da cidade. Não tenho condições e não teria consciência, como prefeito da cidade, de ignorar o grande índice de violência que ataca e coloca em risco a vida dos cuiabanos. São eixos e debates que iremos enfrentar nessa campanha, além do saneamento e da saúde pública.

CO Popular- Candidato, o senhor não teme ser associado a imagem do ex-governador Silval Barbosa (PMDB)?

Emanuel Pinheiro - Podem até tentar, mais não vai colar. Tenho 28 anos de vida pública correta, sempre direcionados aos interesses públicos. Não devo explicação ao governo estadual e municipal, mas sim para a população cuiabana e mato-grossense. Então, quem roubou a máquina pública, precisa ser investigado e pague de acordo com o rigor da lei. Respondo pelo meu CPF, RG e endereço e pelos meus atos. Agora se for


“O gestor tem que deixar de ficar engessado, atrelado aos requisitos legais da sua sociedade e passar a agir mais como líder político”. 

pela atitude da minha pessoa estou pronto a responder.

CO Popular - O senhor foi o principal apoiador da gestão Mauro Mendes, acredita que ele irá te apoiar?

Emanuel Pinheiro - Respeito a posição do prefeito Mauro Mendes, ele é meu amigo. Está encerrando seu mandato bem avaliado, fazendo uma boa gestão. Tem pontos evidentemente que discordamos, mas na sua maioria das suas ações, somos solidários e parabenizamos a prefeitura. Temos mais concordâncias do que discordâncias. Pontualmente em algum assunto que não concordo. Hoje Mauro se encontra em outra coligação. Não seria indelicado de qualquer forma atraí-lo em virtude da nossa amizade.  Fui coordenador geral da campanha em 2012 e tive orgulho de liderar esse projeto vitorioso. Portanto, essas ações que deram certo e estão sendo bem avaliadas para população tem minha colaboração e participação, fato que muito me orgulha. Todas as ações que são positivas, se eu for eleito, a sociedade pode ter certeza que darei continuidade. Vou terminar todas as ações, as obras, todos os projetos lançados pelo prefeito Mauro Mendes. Se puder vou ampliar e melhorar esses projetos que tem a aprovação popular,

CO Popular - Como está a elaboração do plano de governo?


“Tenho 28 anos de vida pública correta, sempre direcionados aos interesses públicos. Não devo explicação ao governo estadual e municipal, mas sim para a população cuiabana e mato-grossense”.

Emanuel Pinheiro - Avançado. Estamos trocando o pneu do carro em movimento, mas precisamos tomar todos os cuidados necessários para que o conjunto de metas que estamos estudando com os nossos colaboradores e a sociedade em geral atenda os anseios da população. Estamos fundamentando o desenvolvimento urbano do transporte público, da saúde, segurança e educação, eixos das nossas propostas, sem deixar de discutir interesses públicos, como a cultura, o turismo, esporte, lazer e outros.

CO Popular -  No primeiro levantamento feito na Capital, pelo Instituto Voice Pesquisas, o seu nome aparece com 18,3% do índice de intenção de votos. O que o senhor tem a falar sobre isso?

Emanuel Pinheiro - Um privilégio. Essa receptividade, esse carinho da população está estampado nas ruas, nos abraços, nas coligações e nas mensagens. Me sinto honrado e orgulhoso. Meu nome foi lançado, há duas semanas iniciamos a jornada eleitoral com 20% dos intensões de voto.


“Não temos nada de novo na eleição de 2016. Apenas velhos candidatos nas disputas em Cuiabá ”

O cientista político João Edison e professor universitário em Cuiabá, traçou um perfil dos candidatos que disputam a Prefeitura de Cuiabá e Várzea Grande. Ele prevê que as eleições, neste pleito serão difíceis e com grandes surpresas. Ao Jornal Centro-Oeste Popular, o analista fala sobre as expectativas das eleições de 2016, desafios e de briga dos candidatos. Na entrevista, Edison cita que com a corrupção no centro do noticiário político brasileiro, da atenção que o eleitor deverá ter ao comportamento moral dos candidatos nas eleições deste ano. 

Regina Botelho

Da Redação

Centro Oeste Popular- Qual sua expectativa para as eleições gerais deste ano?

 João Edison de Souza- O quadro, dissolveu em apenas um dia, com a retirada da candidatura do prefeito Mauro Mendes ((PSB). Temos um processo hoje, que não sabemos como vai ser o comportamento do eleitorado, diante da candidatura do ex-prefeito e deputado estadual Wilson Santos (PSDB) e também do comportamento de Emanuel Pinheiro (PMDB) dentro dessa campanha. Os dois devem polarizar um debate, e isso não será para concentrar os votos. Considerando esses fatores, e tudo que não tinha para ocorrer um segundo turno, hoje é quase certeza. Os dois candidatos deverão travar bate-boca na busca pelo comando do Palácio Alencastro. Outra que está acostumada a grandes discussões e que sabe entrar e sair de um embate sem perder o tom é Serys Slhessarenko (PRB). Os três candidatos devem protagonizar grandes discussões. Serys já foi senadora e também tem experiência.  Na minha opinião, parte dos votos que iriam para o atual prefeito, deverão ir para o procurador Mauro Cesar de Lara (PSOL) e para Serys.


“Quando o debate das discussões começarem, a tendência é ser uma disputa  forte, pesada e com, muitas trocas de farpas”.

CO Popular- O que dificulta a tarefa do eleitor para fazer sua escolha de modo consciente e cuidadoso?

João Edison- O eleitor que vota consciente, tem uma margem muito pequena. A maioria dos eleitores votam por paixão. Isso, porque quando você vai no item de rejeição, observamos a grande rejeição do Wilson, Emanuel, da Serys e do ex-juiz Julier Sebastião da Silva (PDT). Quem rejeita antes de ouvir, não está lidando com consciência. Quando o debate das discussões começarem, a tendência é ter uma disputa forte, pesada e com muita troca de farpas. Com isso, a escolha do eleitor dever ser emocional.

CO Popular- Que mais chama atenção no cenário político atual: os possíveis candidatos? 

João Edison- Repetição histórica. Nós voltamos ao ano de 2000. Na ocasião tínhamos Roberto França, Serys, Wilson Santos e Emanuel Pinheiro. Dezesseis anos depois, não temos novas lideranças. Estamos repetindo um processo constante.

CO Popular- Como o senhor avalia as denúncias de corrupção contra candidatos da situação e de oposição?

João Edison- Acredito que essa campanha não deva ir para esse foco. Todos têm telhado de vidro, exceto o procurador Mauro. Se for cair nesse campo, o nível de prejuízo será  grande, e deve-se pensar duas vezes.  Na minha opinião, as discussões devem partir para quem tem mais competência. Caso isso, venha a ocorrer será ruim porque não se tem competência, para discussão. Vai ter briga e será muito brava. Santos e Emanuel são muito bons de palanque. Wilson tem raciocínio rápido e Emanuel, o Tribunal de Júri. Dois titãs no debate. Mas não podemos esquecer que a senadora Serys não foge à luta. E com isso, o procurador Mauro deve absorver muito dessa briga.

CO Popular -O número excessivo de partidos e de candidatos prejudica a escolha pelo voto?


“Vai ter briga muito brava. Wilson e Emanuel são muito bons de palanque. Dois titãs no debate, sem esquecer que a senadora Serys não foge à luta”.

João Edison- Sim. Porque a gente fala de debate programa eleitoral gratuito. Na democracia ficou muito claro que quando você consegue polarizar no final, melhor o debate. Isso, porque você leva alguém que já foi sabatinado em todos os processos. Na questão das candidaturas minoritárias, elas mais atrapalham do que ajudam, por mais que sejam as melhores ideias, mas seria melhor que ela esteve do outro lado do questionamento e não no campo da projetura.  E muitos estão fazendo proposições por falta de prática, coisas totalmente absurdas que enfraquecem os candidatos.

CO Popular- Que atitudes o eleitor atento deve ter em se preparar para a eleição de outubro?

João Edison-  O principal fator que o eleitor deve olhar é para o coletivo, e não fazer uma visão individualista. Temos um pronto socorro em construção, projeto de asfalto, a questão da água que precisa ser discutida, a sinalização do Rio Cuiabá, os 300 anos da Capital. Projetos que precisam ser concluídos para dar sequência e chegarem até o final. É preciso olhar menos a questão de quem foi mentiroso, quem vai mentir, quem é incompetente, quem é amigo de quem. É necessário, enxergar uma Cuiabá com 300 anos.

CO Popular- Qual a sua opinião sobre a possibilidade de alianças e candidaturas para a disputa pela prefeitura?

João Edison- Um apagado de candidatos a prefeitos em Cuiabá. Na ausência das siglas partidárias, quase todas elas têm um cacique. E o cacique está jogando em duas coisas: o tempo de TV, quanto isso vai crescer dentro do meu partido, ou o peso no meu nome para compor meu vice ou cabeça de chapa.

CO Popular- Como o senhor analisa o cenário político de Várzea Grande?

João Edison-  Complexo. Várzea Grande tem três candidatos. Quando olhamos os três você enxerga, os mais de 30 anos da família Campos, daí se leva uma vantagem. Muitas pessoas, acreditam que a candidatura do deputado Pery Taborelli(PSC), não irá para frente, devido a questões jurídicas. Caso isso, ocorra vai ocorrer a mesma reviravolta que aconteceu em Cuiabá. Com isso, a tendência é que os votos irão para Willian Cardoso (PSDB) e Lucimar Campos (DEM). Com a entrada do Milton Dantas- o Miltão (PSOL), a sua campanha parece que será repetida igual a eleição passada, a mando de alguém eu bate em fulano, bato em sicrano, candidaturas lamentáveis. Acho que essas três candidaturas devem ser polarizadas e as discussões dos primeiros dias será se vai ter validade ou não a candidatura do Taborelli.


“O principal fator que o eleitor deve olhar para o coletivo e não fazer uma visão individualista”

CO Popular -Qual análise que o senhor faz do País neste final de ano?

João Edison- Vai existir um Brasil em agosto e depois de agosto. A questão da votação do impeachment tem um papel muito importante, embora exista um Brasil que não olhe mais para Dilma Rousseff (PT). Mas mesmo assim é preciso estimar o governo para ter maiores condições. As maiores dificuldades será não sermos estancar os prejuízos, não estabelecer a retomada do crescimento. Passado a eleição, vem a crise pós eleição do dinheiro que foi gasto que deve durar até a posse dos prefeitos. Depois o prefeito só consegue trabalhar no pós-carnaval. O carnaval deve ser muito contido e pós declaração do Imposto de Renda que o Brasil deve voltar a ter um planejamento de crescimento.

CO Popular- Alguns partidos já começaram a ‘dança’ de filiações e preparos para as eleições de 2016. Qual a sua leitura dos candidatos que estão se jogando nesse primeiro momento?

João Edison- Considerando a cultura brasileira, é até normal esse processo. Precisamos estar atentos a essas culturas. Sempre se debateu que o partido é mais importante do que o candidato. É importante discutir os grupos de poder, porque na realidade não são os partidos nem as pessoas e o que existe são os grupos de poder. Um exemplo, é o setor do agronegócio, já foi do Partido Socialista, PFL, PPS e PR que depois se dividiu em vários partidos. Precisamos entender que essas siglas partidárias

CO Popular- Na sua opinião, o que está acontecendo no Brasil, hoje?

João Edison- Um processo de transformação, de mudança da casa. Mas que ainda não saiu do papel, não saiu da casa e está tudo em cima do caminhão. Ninguém sabe para que caminho seguir. Um despejo para o Brasil, onde existia uma política do Partido dos trabalhadores de mais de uma década e de repente fomos despejados dessa política. O que temos pela frente ninguém sabe. Estamos em um processo de definição, de mudança da casa.

CO Popular- Como a sociedade brasileira deverá reagir?

João Edison- Não dá para reagir no calor da emoção. O que não deve existir nesse momento é as radicalizações, os enfrentamentos de resistências em um processo de mudança que nunca deram em nada. A intolerância nesse momento é pior remédio.                                                                                                         

CO Popular- O que esperar de 2016, considerando a conjuntura atual?

João Edison-  O ano de 2016, ficará marcado como o ano do impeachment , da mudança de comportamento do brasileiro. Um ano que não serviu para nada e ao mesmo tempo serviu para grandes mudanças. Daqui para frente temos que pensar se vamos melhorar. Em 2016, foi um ano de coisas melhores, ou se vamos levantar pela frente. O que vai responder em 2017, não será 2016 e sim nos próximos anos.

CO Popular- Quais os temas políticos precisam ser resolvidos pelo Congresso?

João Edison- As reformas que nunca saem do papel. A reforma tributária, o pacto federativo, uma reforma eleitora verdadeira. A reforma do estado brasileiro já não atende o estado pesado burocrático que temos.

CO Popular- O que o senhor espera do desfecho para o processo de impeachment?

João Edison- Espero que não exista nenhuma possibilidade do retorno da Dilma. Pois caso contrário, isso vai piorar. Independente de paixões, gostar ou não dela basta entender que com a saída dela há uma calma no mercado. Se ela retornar, iremos regressar a dezembro de 2015.

CO Popular- O senhor avalia que o sistema brasileiro político precisa mudar?

João Edison- Sim. O nosso sistema político não atende mais a realidade do Brasil. O voto analfabeto no pais, não faz mais sentido. O candidato analfabeto também. A legislação de acesso ao poder precisa ser repensada. A questão da efetivação não dá mais, estão matando as prefeituras.  A lei sindical e trabalhista não são discutidas.

CO Popular-  O impeachment é um momento de abalo político?

João Edison- Sim- Um trauma para o Brasil. Um atraso, pois o país para, faz um retrocesso para ganhar força de novo.


“A principal e maior meta que nunca deixamos de ter em mente é a defesa das prerrogativas”

Leonardo Pio da Silva Campos

Leonardo Pio da Silva Campos,37 anos é Cuiabano e poconeano de coração. Casado com a advogada Luciana Póvoas Lemos e pai do Luiz André.Especialista em Direito Empresarial e em Direito Ambiental e Desenvolvimento Sustentável, já foi presidente da Comissão de Meio Ambiente da OABMT (2004 e 2009), membro do Conselho Estadual de Meio Ambiente (Consema) e vice-presidente da Associação dos Advogados Agroambientalistas de Mato Grosso.Coordenou as Comissões Temáticas da OABMT e ocupei a secretaria geral da Comissão Nacional de Meio Ambiente do Conselho Federal da OAB. Em 2009 fui eleito presidente da Caixa de Assistência dos Advogados de Mato Grosso (CAAMT) e reeleito em 2012. Em 2015, foi eleito presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MT) e vai comandar a instituição pelos próximos três, entre janeiro de 2016 a dezembro de 2018. Em entrevista ao Jornal Centro-Oeste Popular ele afirma que a principal diretriz de sua gestão é a defesa das prerrogativas dos advogados. Além disso, fala sobre as expetativas para o segundo semestre, eleições 2016 e combate à corrupção, entre outros assuntos.   Confira.

Regina Botelho

Da Redação

Centro-Oeste Popular- Quais as expectativas da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT) para o segundo semestre?

Leonardo Pio da Silva Campos- Bom, começamos este segundo semestre com a melhor expectativa possível. Acabamos de lançar a programação do Mês da Advocacia com eventos em todo o Estado que atendem, não apenas a advocacia, mas toda a sociedade. Iniciamos este ano em ritmo acelerado e, assim pretendemos continuar, intensificando cada vez mais, desempenhando efetivamente o papel da Ordem enquanto advogada da sociedade e, em especial neste mês, lutando pela defesa das prerrogativas da advocacia, pois são elas que garantem que o cidadão seja bem assistido. Também devemos estar mais presentes nas regiões de Mato Grosso por meio de projetos que já estamos desenvolvendo, com palestras nos municípios e, acima de tudo, estando à disposição da sociedade sempre.


“Especialmente para as eleições de 2016, estamos retomando a campanha "Voto não tem preço, tem consequência". Somos parceiros do TRE-MT no Comitê de combate ao Caixa 2.”

CO- Como a OAB avalia os casos envolvendo advogados corruptos e advogados pedófilos?

Leonardo Campos- Da mesma forma que são avaliados cidadãos corruptos e cidadãos pedófilos. Analisando cada caso com cautela, garantindo o direito à ampla defesa e ao contraditório. No caso da advocacia, cuja conduta ilibada é essencial para o exercício profissional, os processos são submetidos ao Tribunal de Ética e Disciplina para análise.

CO - O que está sendo feito com relação a essas situações?

Leonardo Campos- Todas as denúncias, desde aquelas de grande repercussão, quanto as que chegam por meio da nossa ouvidoria, são avaliadas caso a caso. Quando verifica-se que há indícios de falta de ética, cabe ao Tribunal de Ética e Disciplina da OAB-MT o julgamento dos casos relativos a advogados inscritos na nossa seccional. As penalidades variam de advertência, suspensão, até exclusão dos quadros da Ordem.

CO - Presidente cite suas principais ações realizadas no primeiro semestre de 2016?

Leonardo Campos- Iniciamos nossa gestão neste ano e posso garantir que tivemos um semestre bastante movimentado, mas ainda temos muito pela frente. Agora em agosto comemoramos o Mês da Advocacia e acabamos de lançar uma extensa programação, mas até aqui, temos atuado nas mais diversas áreas em defesa, não apenas da advocacia, mas da sociedade. Não tivemos receio em nos posicionar pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff e até encaminhamos pedido ao Conselho Federal da OAB que apurasse a conduta do advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, no caso, uma vez que estava defendendo a pessoa da presidente e não a União, como determina sua atribuição. Também nos juntamos às voz das ruas quando nos colocamos à disposição para intermediar, de forma séria e responsável, o debate sobre o pagamento da Revisão Geral Anual (RGA). Conseguimos uma decisão inédita no país com a liminar pleiteada pela OAB-MT que revogou a portaria da Receita Federal que permitia a quebra de sigilo fiscal dos cidadãos. Também somos pioneiros com a campanha "Mero Aborrecimento Tem Valor", que estuda as sentenças indeferidas sob este argumento. Conquistamos o direito de atendimento preferencial às advogadas gestantes nos tribunais aqui do Estado. Conquistamos premissas básicas para o exercício da advocacia e que refletem diretamente no exercício do direito do cidadão que é o acesso aos processos. Fomos à Brasília em busca de mais recursos para a Justiça do Trabalho, que por conta do corte ideológico, teve que suspender o funcionamento das varas itinerantes. Posso te garantir que estamos trabalhando muito e não vamos parar.


“Iniciamos nossa gestão neste ano e posso garantir que tivemos um semestre bastante movimentado, mas ainda temos muito pela frente.”

CO- Quais as principais metas da atual gestão para conduzir os trabalhos na Ordem?

Leonardo Campos- A principal e maior meta que nunca deixamos de ter em mente é a defesa das prerrogativas. Como eu sempre tenho dito, prerrogativa não é privilégio, é lei. Mais que isso, questão de Justiça. Se o legislador criou normas para assegurar o pleno exercício da advocacia é justamente para que cada cidadão possa exercer seus direitos de forma plena. Agora você imagine um cidadão que está buscando na Justiça a reparação de um direito e seu advogado é impedido, por algum motivo, de fazê-lo. Então, quando eu falo em defesa de prerrogativas, não estou falando de uma luta meramente classista. Estou falando do papel da Ordem como advogada da Sociedade. Estou falando de levar conhecimento, dividir conhecimento, cobrar direitos e cumprimento de deveres, estou falando de condições estruturais. Enfim, uma série de ações que estamos desempenhando e vamos continuar a desempenhar nos mais diversos sentidos, mas que, por fim, busca resguarda os direitos da sociedade.

CO- Qual o número de advogados que fazem parte da Ordem em Mato Grosso? 

Leonardo Campos- Hoje nós contamos com 15.611 advogados e advogadas ativos aqui no Estado, profissionais aptos a exercer a advocacia.

CO- De que forma será a participação da OAB na questão eleitoral?

Leonardo Campos- Temos uma Comissão de Direito Eleitoral atuante, que desde o início do ano tem realizado palestras para conscientização dos atores que vão trabalhar nas campanhas eleitorais. Especialmente para as eleições de 2016, estamos retomando a campanha Voto não tem preço, tem consequência". Somos parceiros do TRE-MT no Comitê de combate ao Caixa 2. Convocamos toda a advocacia a atuar como verdadeiros fiscais. Ou seja, trabalhamos na conscientização, prevenção, orientação e fiscalização do processo eleitoral. 


“Hoje nós contamos com 15.611 advogados e advogadas ativos aqui no Estado, profissionais aptos a exercer a advocacia.”

CO- Com relação a corrupção , de que forma a ordem pretende irá combater a questão?

Leonardo Campos- Estamos fazendo uma verdadeira força-tarefa para o combate à corrupção. Quando fomos às ruas, no começo do ano, foi justamente por não tolerar a corrupção. E é agora, na raiz, no processo eleitoral, que temos que combatê-la. Para isso, estamos desenvolvendo ferramentas para auxiliar na fiscalização e monitoramento dos candidatos e convidamos toda a sociedade a somar conosco nas denúncias de quaisquer irregularidades durante o processo eleitoral.

CO- Quais as principais diretrizes para o pleito 2016?


Leonardo Campos- As diretrizes para o pleito são as mesmas que queremos para os próximos quatro anos de mandato: ética, responsabilidade e transparência com os gastos públicos.


 “As diretrizes para o pleito são as mesmas que queremos para os próximos quatro anos de mandato: ética, responsabilidade e transparência com os gastos públicos”.

CO Popular- Agosto, se comemora o “Mês da Advocacia”, o que acontece durante esse período?

Leonardo Campos- Uma programação com quase 90 eventos em todo o Estado.  O lançamento das ações ocorreu com o início da campanha “Prerrogativas: Uma Questão de Justiça”, iniciativa da OAB-MT para a valorização da advocacia que se soma à campanha “É de Lei”, desenvolvida pela Associação dos Advogados de São Paulo (AASP) em todo o país. Durante o “Mês da Advocacia” serão realizados cursos, palestras, atividades recreativas e solidárias em diversos municípios de Mato Grosso. Ao todo, serão 87 eventos, sendo 68 no interior do Estado. Isso demonstra a força da advocacia tanto na Capital quanto no interior, a presença da OAB tanto na Capital quanto no interior. E agora o nosso próximo desafio é ampliar cada vez mais a cultura de mostrar que prerrogativa é uma questão de justiça e não é um privilégio.


“ Nossa principal meta é diminuir as desigualdades sociais em MT”

Eduardo Cairo Chiletto é secretário da secretaria de Estado das Cidades do Governo do Estado.  Ele é  arquiteto e urbanista. É proprietário da Chiletto Consultoria e Projetos. É graduado em Arquitetura pela Universidade Santa Úrsula, no Rio de Janeiro, tem mestrado em Física e Meio Ambiente pela UFMT e doutorado em Arquitetura, Urbanismo e Tecnologia pela USP. Além do currículo acadêmico, Chiletto tem experiência em urbanismo, mais precisamente na área de planejamento urbano. Em entrevista ao Jornal Centro-Oeste Popular ele fala sobre as ações desenvolvidas pela Secretaria, metas do Governo do Estado, obras de mobilidade urbana nos municípios, entre outros. Confira.

Regina Botelho

Da Redação

Centro-Oeste Popular - Quais as principais ações realizadas pela Secretaria de Estado das Cidades (Secid)no primeiro semestre de 2016?

Eduardo Cairo Chiletto- Muitas ações. As que mais estão à vista da sociedade estão relacionadas as obra da Copa. Na área de habitação entregamos alguns conjuntos habitacionais importantes para sociedade. No saneamento, entregamos vários poços artesianos. Na área de mobilidade urbana, foram diversas ações de pavimentação nos municípios, praças, centros multiuso, calçadas, iluminações. Mas de todos os serviços públicos que estão acontecendo, a mais importante são os trabalhos realizados na ‘Caravana Secid’, em que os técnicos vão até os municípios conhecendo cada demanda, conversando com os prefeitos, vereadores, técnicos municipais. E a partir desse contato passamos a conhecer a realidade do local. Depois iniciamos o trabalho do Plano Diretor, não importando a quantidade de moradores. Também apresentamos um trabalho importante que é o GeoCidades, uma ferramenta de suma importância para que seu gestor conheça melhor o seu município para aplicar as políticas públicas prioritárias. Na minha concepção, essa ação é essencial por estar mais próxima dos cidadãos.

CO Popular- Quais são as expectativas da Secid para o segundo semestre?

Eduardo Chiletto-Continuartrabalhando nesse sentido. Conhecendo os municípios. Estivemos em 44 cidades de Mato Grosso. Nossa meta é estarmos nos 141 municípios. Começamos pelos menores de Índice de Desenvolvimento Humano(IDH), que aconteceu na região do Araguaia. Para este semestre iremos fechar região Oeste do Estado. Caminhar, conhecer e dialogar. Procurar apoiar os cidades do interior com aportes financeiros. Contribuições de projetos nessas áreas importantes, oferecendo apoio técnico que tanto essas cidades necessitam, com apoio técnico de planejamento, arquitetura e mobilidades.

 secretaria especificamente trabalha praticamente com 98% com a política urbana. Iremos trabalhar na questão da saúde, educação e segurança”

CO Popular- Qual principal meta do Governo do Estado?

Eduardo Chiletto- Diminuir as diferenças sociais que existem. Oferecer mais qualidade de vida para a população.A secretaria especificamente trabalha praticamente com 98% com a política urbana.Iremos trabalhar na questão da saúde, educação e segurança. Quando o governo trabalha na infraestrutura como todo, ele trabalha para diminuir as desigualdades sociais. Isso é um trabalho importante. Porque quando se faz obras de pavimentação estamos diminuindo a poeira, a ida do cidadão a um posto de saúde. Quando colocamos recursos para construir uma praça, estamos diminuindo a violência pública, porque o local é onde as crianças irão brincar e estar longe da marginalidade. É saúde para o idoso, é convivência social. A cidade é uma ferramenta importante para diminuir a desigualdade social.

CO Popular- Qual a prioridade da secretaria para a questão da mobilidade urbana?

Eduardo Chiletto- Diversos projetos para mobilidade urbana na área de pavimentação. Estamos com mais de dois mil quilômetros a serem pavimentados nesses municípios. Dentro da mobilidade urbana estão as calçadas para garantir a acessibilidade das pessoas nesses municípios, ciclovias e acessibilidade.

CO Popular - Como estão os andamentos das obras da copa? O que ainda vai ser feito?

Eduardo Chiletto- Algumas empresas, não estão cumprindo os cronogramas. Nesse processo, iremos fazer as notificações de rescisão contratual dessas empresas e contratar uma nova. As demais obras da Copa estão andando bem. Tivemos uma reunião com o Tribunal de Contas do Estado (TCE), onde frisamos que chegamos ao limite da conversar para chegar a um diálogoe tentar retomar com as empresas o que elas pactuaram no contrato. Sabemos que as empresas estão passando por um momento financeiro complicado, mas o Estado não pode ficar à mercê das mesmas.

“Acho que as emendas parlamentares têm ajudado muitos municípios nas suas infraestruturas. A nossa secretaria tem recebido um grande aporte financeiro das emendas parlamentares”.

CO Popular- Em relação ao Veículo Leve sobre Trilhos(VLT), como que está a situação?

Eduardo Chiletto - As conversas sobre o modal continuam com a Procuradoria Geral do Estado (PGE) e com o Gabinete de Assuntos Estratégicos (GAE) para chegar a um acordo do valor solicitado. Uma questão técnica que praticamente já resolvemos em relação a primeira, segunda e terceira etapa.  Conversamos quais os valores, quando começaria e terminaria essas etapas. Fizemos um plano de gestão, mas sempre estamos esbarrando na questão financeira.

CO Popular- A liberação de emendas parlamentares tem ajudado os municípios? Os recursos são destinados a quais setores?

Eduardo Chiletto- Sim, muito importante. Acho que as emendas parlamentares têm ajudado muitos municípios nas suas infraestruturas. A nossa secretaria tem recebido um grande aporte financeiro das emendas parlamentares. Em 2015, foram cerca de R$ 20 milhões e em 2016 R$ 30 milhões de emendas. Elas estão sempre ligadas as cidades para melhoria da qualidade de vida da população.  Importante os parlamentares estarem locando essas emendas aos municípios para reverter em obras de infraestrutura, pavimentação, saúde, educação, construção de praças, reformas de centros comunitários. Com isso, essa parceria que existe entre o Legislativo e o Executivo ajuda a melhorar vários setores. 

CO Popular- O novo governo é de transformação. O senhor acredita que a população já tem sentido essas melhorias?

Eduardo Chiletto-Sim. Estamos transformando o Estado completamente.E a melhor forma é tratar as pessoas com respeito. Estamos indo aos municípios conversando com os prefeitos e vereadores não somente no período eleitoral. O Governo precisa estar mais presente nos municípios. Tínhamos o ‘Vale dos Esquecidos’, na região do Araguaia e no Norte de Mato Grosso os ‘abandonados’. O Governo está conhecendo, alocando recursos financeiros para essas localidades. Um exemplo ocorreu em Vila Rica que tem 30 anos e nunca havia recebido recursos de drenagem, pavimentação, de nada. Em Vila Rica aportamos R$ 2,5 bilhões para realizar obras de pavimentação, drenagem e asfalto deum bairro inteiro. Isso é um diferencial não só para o município, mas para todo Mato Grosso. Estamos alocando todos os recursos possíveis. Todos sabem das dificuldades que o Estado tem também a falta de repasses do Governo Federal. Mas mesmo assim, com o pouco que temos estamos fazendo. Isso sim, é um Governo de transformação.

CO Popular- De que forma o programa GeoCidade pretende ajudar os municípios do Estado?

Eduardo Chiletto- Na questão do planejamento. Elemento fundamental para qualquer ação. Todos sabem que precisamos planejar tudo aquilo que vamos realizar, caso contrário não se chega a lugar nenhum.  Um exemplo, é o Plano Diretor que vai direcionar os municípios,nas ações prioritárias. Quando se tem o georeferenciado, você sabe qual rua irá ser pavimentada, sem tem rede de esgoto, tem conhecimento do estado de conservação tanto da calçada ou da via. Sabe onde tem uma escola, uma praça ou onde pode ser construída uma nova. São ferramentas georeferenciadas no mapa que permitem entender melhor onde estão as pessoas que precisam de mais recursos.  Uma ferramenta importantíssima. Estamos disponibilizando essa ferramenta gratuitamente a todos os municípios de Mato Grosso.


“Todos sabem que precisamos planejar tudo aquilo que vamos realizar, caso contrário não se chega a lugar nenhum.  Um exemplo, é o Plano Diretor que vai direcionar os municípios, nas ações prioritárias”

CO Popular- A secretaria tem um projeto habitacional chamado Vida Nova. Secretário como ele funciona?

Eduardo Chiletto-Diminuir o déficit qualitativo. Existem dois tipos déficit: o quantitativo que são os números de moradias que precisam ser construídas. Já o qualitativo, onde as pessoas moram, mas residem mal. Essas precisam de melhorias na sua habitação, de ampliação de um ou dois cômodos, de um banheiro descente, necessitam de melhoramento da madeira do telhado, fazer um reboco, trocar uma fossa. Isso é um déficit qualitativo, com qualidade de vida.


“Estamos vivendo os efeitos da crise, mas o poder de recuperação da agropecuária é muito grande”

Rui Carlos Ottoni Prado

Rui Carlos Ottoni Prado é natural de Campo Grande (MS), onde formou-se em Medicina Veterinária pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Ainda na faculdade, mostrou sua vocação pela liderança política ao presidir por dois mandatos o Centro Acadêmico. Depois de formado, mudou-se em 1986 para Campo Novo do Parecis (MT), berço de sua trajetória profissional no agronegócio mato-grossense.
Em seu currículo, soma experiências em importantes entidades representativas do setor rural. Foi presidente do Sindicato Rural de Campo Novo do Parecis da Associação dos Produtores de Soja do Estado de Mato Grosso, da Associação dos Produtores de Soja do Brasil e do Instituto Ação Verde. 
Em 2010, chegou à presidência de uma das entidades com maior representação classista do país: a Famato - função que exerce atualmente. Preside também o Fundo Emergencial e Saúde Animal de Mato Grosso, o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária e a a Câmara Setorial da Soja no Mapa. Nessa entrevista, Rui Prado, fala sobre as principais dificuldades do setor produtivo, da falta de incentivos, de logísticas entre outros assuntos.Confira.

Regina Botelho

Da Redação

Centro-Oeste Popular- Quais são as principais dificuldades e prejuízos do setor produtivo do Estado?

Rui Carlos Otonni Prado- Em Mato Grosso, a principal dificuldade do setor produtivo é a logística, ou a falta dela, melhor dizendo. Somos o maior produtor de grãos, de algodão, de pescado de tanque, temos o maior rebanho bovino do país, mas estamos no ponto mais distante dos portos, principalmente do Sul e Sudeste, por onde é embarcada a maioria da produção do Estado. Isso impacta violentamente no custo e na lucratividade do produtor de Mato Grosso. Mesmo com todo o movimento da classe, bastante organizada para empreender e cobrar medidas no setor de logística, as coisas acontecem muito lentamente quanto a isso no Brasil. O resultado: perda de competitividade no mercado internacional e, em última análise, produto mais caro na mesa do consumidor.

CO Popular- Faltam investimentos no Estado? Quais?

Rui Prado- Faltam e, principalmente, em logística. Na pavimentação de rodovias, na construção de ferrovias, na viabilização do transporte via hidrovia e na intermodalidade entre todos esses modais. Tudo depende do poder público, seja na esfera nacional ou na estadual, que anda a passos lentos nesse aspecto.

CO Popular - Mato Grosso é um estado com potencial muito grande no agronegócio, o que tem prejudicado o escoamento da produção?

Rui Prado- Como já disse anteriormente, a falta de logística de infraestrutura é o principal problema enfrentado pelo setor no Estado. Faltam estradas e, principalmente, sua interligação com outros modais de transporte para baratear o custo do frete, que impacta mais de 30% no valor do nosso produto.


“A falta de logística de infraestrutura é o principal problema enfrentado pelo setor no Estado”.

CO Popular - Existe insatisfação entre os produtores rurais do Estado, em função dos recentes debates envolvendo possibilidade de taxação do agronegócio?

Rui Prado- O produtor rural de Mato Grosso é terminantemente contra mais taxação do setor, assim como todas as entidades que o representam. Nós não suportamos mais taxas além daquelas com que já contribuímos anualmente. Vou descrever para você tudo que o setor entrega em contribuição fiscal a Mato Grosso e ao país. Começando pelo ICMS, que alguns desavisados saem bradando aos quatro ventos que o produtor não paga. Em 2015, do total de R$ 7,9 milhões arrecadados por Mato Grosso, R$ 4 milhões foram oriundos do agronegócio, mais de 50% do total, provenientes da produção agropecuária voltada ao mercado interno e recolhidos de forma direta, indireta e induzida. Fora isso, de R$ 791 milhões arrecadados pelo Fethab no mesmo ano, o agro contribuiu com 71% deles (R$ 559,9 mi). E tem mais: a compensação da Lei Kandir foi de R$ 296,7 milhões já devolvidos pelo governo federal referentes ao ano passado – ainda faltam recursos (R$ 124,5 mi) –, além de valores da ordem de R$ 900 milhões que nossos produtores deixaram em outros estados quando adquiriram produtos necessários ao implemento da produção. Ou seja, é inegável a nossa contribuição tributária e não cabe mais nada.

CO Popular - Como o senhor analisa a frustração de safra, crise financeira e de falta de crédito?

Rui Prado- A soja em Mato Grosso diminui 4% na safra atual, em relação à passada. A do milho foi muito maior, de 23%, só pra você ter uma ideia. Isso tudo é resultado de uma crise maior, a que o país passa no momento e, especificamente de Mato Grosso, de um problema climático que enfrentamos na safra atual, com falta de chuvas, o que atrasou o plantio da primeira e da segunda safra. A crise financeira foi agravada por conta desses quesitos. A falta de crédito vem, também, justamente em decorrência da instabilidade econômica que o país atravessa, que gera um rigor maior por parte dos agentes financiadores para a liberação de crédito. Está tudo interligado.

CO Popular - O “Pacto por Mato Grosso”, por meio do novo Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab), tem ajudado de qual forma?

Rui Prado- Quanto ao Fethab 2, é importante esclarecer que o produtor já contribui com o Fundo original que, infelizmente, por anos, foi desvirtuado de seu propósito original. Essa decisão de instituir uma nova cobrança sobre as commodities, tomada pelo Conselho Diretor do Fethab, do qual a Famato faz parte, não foi unanimidade entre as entidades do setor – Famato e Aprosoja se posicionaram contrárias depois de consultarem as bases nos municípios. Porém, o voto do setor no Conselho é único e, como as duas entidades foram vencidas pelas demais, a decisão foi favorável à cobrança. O setor entrou para esse pacto por Mato Grosso sob forte manifestação contrária de sua base, mas esperando que o pacto será assumido por todos os demais setores da sociedade, inclusive o Poder Público, a cortar gastos e organizar a casa para deixar de prejudicar as atividades agropecuárias em Mato Grosso com entraves burocráticos e inexistência na prestação de serviços; os servidores, ao aceitarem um índice possível de RGA concedido pelo governo; a Assembleia, ao controlar seus gastos e reformular seus quadros; os demais setores da economia tomando suas medidas de ajuste, enfim, todos juntos, um pacto de todos, para que o produtor rural se sinta um pouco menos desconfortável em pagar mais essa conta.

CO Popular- O que o novo Fethab vai significar no bolso do produtor rural?

Rui Prado- O dobro do que já é cobrado hoje sobre as commodities: R$ 26 por tonelada de soja, R$ 31 por cabeça de gado em pé e R$ 26 por tonelada de algodão são os valores dos dois Fethabs juntos, a serem pagos até o fim de 2016.


O produtor rural de Mato Grosso é terminantemente contra mais taxação do setor, assim como todas as entidades que o representam”

CO Popular - O senhor já deu algumas declarações no sentido de que essa possível taxação causaria um colapso no Estado, com graves reflexos para a economia de Mato Grosso? O entendimento do setor também é nesse sentido?

Rui Prado- Taxação não é bem-vinda em hipótese alguma e certamente causaria um colapso ao setor, mas não só a ele, ao poder público também, tendo em vista que a base de arrecadação também diminuiria, pois só os grandes conseguiriam se mantar com nova taxação das commodities. Não tenho dúvida de que a medida seria desastrosa para Mato Grosso.

CO Popular- Hoje qual o cenário da agricultura de grãos em MT?

Rui Prado- A safra vive uma retração neste ano, como já demonstrei com o milho e a soja. Além disso, estamos vivendo um custo de produção mais alto e uma dificuldade maior de crédito. Estamos vivendo os efeitos da crise, mas o poder de recuperação da agropecuária é muito grande. Se os investimentos necessários nesse setor acontecerem por parte dos governos – o federal liberando um plano safra que de fato atenda às necessidades, e o estadual fazendo as intervenções em logísticas que são possível e necessárias – certamente a agropecuária poderá continuar garantindo a porção superavitária da balança comercial brasileira, criando oportunidades para quem investe no campo e melhorando a qualidade de vida.

CO Popular- O que está sendo feito para aumentar a arrecadação de impostos?

Rui Prado- Isso é preciso ser perguntado ao governo. Cabe ao poder público essa atribuição.

CO Popular- Como está a dívida dos agricultores de Mato Grosso?

Rui Prado- Por conta das questões climáticas que interferiram na produtividade tanto na primeira quanto na segunda safra, muitos produtores mato-grossenses terão dificuldades para honrar os compromissos referentes ao custeio das safras, bem como as parcelas dos investimentos vencidos ou que estão a vencer. O valor estimado do volume de recurso que representa estas operações já foi solicitado para alguns agentes financeiros e aguardamos a resposta que será levantada de acordo com o número e volume de pedidos de renegociação acolhidos nas agências. Ações já foram articuladas junto ao Ministério da Agricultura para que medidas sejam tomadas de forma a garantir que os produtores que comprovadamente necessitem possam ter os seus prazos alongados com condições adequadas. Aguardamos as decisões. 


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