Entrevista da Semana

“O PMDB está se preparando para disputar as candidaturas majoritárias”

Jornal Centro-Oeste Popular- O PMDB ressurgiu com força depois da última eleição, principalmente após eleger o prefeito de Cuiabá. Como anda a estruturação da sigla visando 2018?

Carlos Gomes Bezerra- O partido saiu muito mais forte, não só por Cuiabá, mas também porque elegemos prefeitos em municípios-polo como por exemplo Tangará da

Serra, Barra do Garças, Alta Floresta. São municípios fortíssimos. Isso fortaleceu muito partido no Estado, sem dúvida nenhuma.

CO Popular- partido pretende ter candidato próprio ao Governo do Estado?

Carlos Bezerra - O partido está se preparando para disputar as candidaturas majoritárias em 2018. Pretendemos ter candidato a governador do Estado. Ainda não temos um nome definido, mas estamos avaliando a possibilidade de termos, sim, candidato a governador.

CO Popular- Qual a meta para o pleito do próximo ano?

Carlos Bezerra- A meta para o próximo pleito é fazer o maior número de deputados estaduais, federais e, se possível, uma vaga para o Senado além do Governo do Estado.

CO Popular - Seu nome foi citado na deleção premiada do ex-secretário chefe da Casa Civil do Estado, Pedro Nadaf. O que senhor tem a dizer sobre esse assunto?

Carlos Bezerra- Sobre a situação do meu nome da delação do ex-secretário Nadaf, o que tenho a dizer é que isso é uma coisa totalmente infundada. Graças a Deus tenho 45 anos de vida pública e até hoje não tem nada que prejudique a minha imagem, nem a nível federal e nem nível estadual.

CO Popular - O senhor acredita que as delações estão sendo utilizadas indevidamente, no sentido de prejudicar algumas figuras públicas?

Carlos Bezerra- É o que parece. Eu sou ficha limpa. Desenvolvo meu trabalho de forma republicana, pelo desenvolvimento do Estado, pelo bem da população. Então, se ele citou o meu nome ele vai ter que provar. A minha consciência está tranquila. Isso não tem nenhum fundamento.

CO Popular - O recente caso das escutas ilegais que vêm sendo alvo de investigações, na opinião do senhor, vai ter reflexo direto na disputa eleitoral no ano que vem?

Carlos Bezerra- Quanto às escutas, isso é um escândalo. Um crime grave! Não sei se vai ter repercussão na eleição, mas é uma coisa gravíssima isso que aconteceu em Mato Grosso. Tentaram implantar em Mato Grosso um estado fascista, que persegue adversário. Trata-se do exercício da politicalha, da política rasteira. Isso é muito ruim para o Estado, porque desagrega a sociedade.

CO Popular - Porque o senhor acionou a Procuradoria da Câmara para integrar investigações que correm no TJ, com relação às gravações clandestinas?

Carlos Bezerra- Acionei a Procuradoria da Câmara porque toda a imprensa dizia que o meu nome estava envolvido nesse caso das escutas clandestinas, que o meu telefone estava grampeado. Como sou deputado federal é obrigação da Câmara Federal participar do processo.

CO Popular- Em 2018, o senhor pretende disputar a reeleição?

Carlos Bezerra- Sobre minha candidatura para 2018 isso ainda não está definido. Até o fim deste ano eu quero definir, mas ainda não sei se serei candidato, tanto à reeleição, a senador ou governador ou se também não serei candidato a nada. Sou um homem de partido, isso tem que ser avaliado com o partido.

CO Popular - Deputado, qual o balanço que o senhor faz neste primeiro semestre?

Carlos Bezerra- O balanço a nível nacional é bom. O governo tomou vários medidas positivas que estão fazendo diminuir o desemprego, que está recuperando o crescimento econômico, pequeno é verdade, mas que já mostra bons sinais.

CO Popular - Qual o “raio-x” que o senhor faz de MT?

Carlos Bezerra - Quanto a Mato Grosso, o Estado está com vários problemas graves na governança, na capacidade executiva, na saúde. As coisas não estão indo bem.

CO Popular -O Brasil passa por momentos conturbados na política e na economia. Qual o seu posicionamento sobre essas questões?

Carlos Bezerra- Essa conturbação política no Brasil precisa cessar. O Brasil precisa cuidar da economia. Graças a Deus as coisas estão acalmando. O presidente Michael Temer está colocando País nos trilhos. Eu propus ao presidente Michel a auditagem da dívida pública para resolver definitivamente a questão do Brasil. Se fizermos essa auditagem da dívida pública o Brasil vai sair da crise, porque o País terá dinheiro para investimentos em todas as áreas, e eu acho que vamos conseguir isso.

CO Popular - O senhor acredita que o presidente Michel Temer tem condições de terminar o mandato?

Carlos Bezerra- O Michael vai terminar o mandato com êxito, para o bem do Brasil.


“Consultório Itinerante leva mais qualidade de vida para a população”.

Centro-Oeste Popular- Qual a missão do consultório itinerante?

Marcelo Coelho - Levar atenção integral e humanizada à saúde da população nas comunidades rurais e casas terapêuticas, onde não há abrangência das Unidades da Estratégia Saúde da Família. Essa é a missão desenvolvida diariamente pela equipe itinerante que pertence á diretoria de Atenção Básica da Secretaria de Saúde de Cuiabá (SMS).

CO Popular- A ação oferece que tipo de serviços a sociedade?

Marcelo Coelho- Vários procedimentos realizados em uma Unidade Básica de Saúde (PSF), entre eles consultas: pré-consultas, procedimentos ambulatoriais, exames clínicos diversos, atualização do calendário de vacinação, orientações em saúde bucal, entrega de kits de higiene dentária, medicamentos, entre outros procedimentos que são comuns aos PSF.

CO Popular- As ações são realizadas de que forma?

Marcelo Coelho- As ações são compostas por um médico generalista, um enfermeiro, dois técnicos de enfermagem, um técnico de saúde bucal, um psicólogo, um agente administrativo e uma motorista, a unidade móvel de atendimento realiza in loco os atendimentos médicos, orientações odontológicas e os demais procedimentos nestes locais que antes estavam fora da cobertura da Atenção Básica.

CO Popular- O Consultório Itinerante consiste em qual trabalho?

Marcelo Coelho- Consiste em fornecer a população o atendimento primário em saúde por meio de ações preventivas e de acompanhamento, assim como a realização de serviços pautados na humanização e na qualidade, garantindo a assistência àquele cidadão que mora distante da cidade e que encontrava dificuldades para ser atendido.

CO Popular- A iniciativa foi iniciada quando? Qual é a avaliação neste primeiro semestre?

Marcelo Coelho- Foi criado em junho de 2016 do ano passado e neste período computou 12 mil atendimentos. Nesta gestão, as ações foram intensificadas e já ultrapassou 10 mil atendimentos. Diante disso, avaliamos positivamente este programa que a cada dia leva mais qualidade de vida para a população cuiabana.

CO Popular- Quantas pessoas até o momento já foram atendidas?

Marcelo Coelho- Do inicio do programa até agora, já realizamos mais de 22 mil atendimentos.

CO Popular- Quais as comunidades beneficiadas com os atendimento do consultório itinerante?

Marcelo Coelho- Ao todo, realizamos atendimentos em 14 comunidades, sendo sete rurais e sete terapêuticas. Os trabalhos são feitos de forma rotativa, ou seja, após realizarmos atendimentos em determinada localidade, retornamos em cerca de 30 a 40 dias. Enquanto isso, temos o tempo necessário para que os exames solicitados fiquem prontos e possamos atender as demais localidades com mesma dinâmica. Este ano, já percorremos todas elas. Realizamos vários ciclos de atendimento, seguindo nosso cronograma. Dentre as localidades atendidas estão às comunidades terapêuticas Tenda de Abraão, Limiar, Vau de Jaboque, Help VidaS, PARAÍSO, Lar Feminino E LAR Cristão Masculino. E as comunidades rurais, Raizama, São Gerônimo, Coivaras, Gamaliel, Conquista Um, Pequizeiro e Gleba Boa Sorte.

CO Popular- A ação fortalece a atenção básica?

Marcelo Coelho- Sim. O projeto foi criado exatamente para fortalecer a Atenção Básica, levando o atendimento onde não existe cobertura e fortalecendo a rede de atenção à saúde por meio de parceria com os outros níveis de complexidade (serviço especializado). Isso garante uma melhor organização de assistência à saúde e proporciona o atendimento integral a saúde da população de acordo com sua necessidade. Outro ponto positivo do nosso trabalho é que a prevenção e o acompanhamento fazem com que as pessoas tenham menos complicações e assim, desonerem os serviços nas Atenções Secundárias e Terciária.


“O Estado de Mato Grosso precisa corrigir um passado de abandono”.

Centro-Oeste Popular- Nesta gestão, a Sinfra realizou quantas obras de pavimentação e de reconstrução?

Marcelo Duarte - Em dois anos e meio de gestão, a Sinfra concluiu 1.800 km de asfalto, considerando as obras de construção e reconstrução do antigo pavimento. O resultado positivo é histórico e mostra o comprometimento do Governo do Estado na melhoria da infraestrutura rodoviária, corrigindo anos de atraso. Para efeito de comparação, em dois anos fizemos obras em 1.430 quilômetros de rodovias, enquanto a gestão passada em cinco fez menos de 900 km.

CO Popular - Quais os desafios e as metas da Sinfra?

Marcelo Duarte- A meta que o governador Pedro Taques nos incumbiu, e me cobra todos os dias, é de entregar obras importantes e resultados para a população, melhorando a vida do cidadão, independente da cidade onde vive. Pretendemos executar mais de 3 mil km de asfalto, além de construir mais de 100 pontes de concreto no Estado, fazer a concessão de rodovias, melhorar a infraestrutura dos aeroportos regionais. Enfim, desenvolver a nossa infraestrutura.

CO Popular- Cite as principais ações desencadeadas pela secretaria neste primeiro semestre? A obtenção de recursos para pontes é uma delas?

Marcelo Duarte- A Sinfra desenvolveu uma série de ações para alavancar a infraestrutura do estado. Entre elas destaco o avanço das obras de pavimentação de rodovias em todas as regiões do Estado. Além disso, conseguimos a liberação de R$ 470 milhões para investimento na construção de mais de uma centena de pontes de concreto e mais R$ 130 milhões que serão destinados para a restauração de rodovias estaduais pavimentadas. As obras das pontes devem começar ainda em 2017. A liberação de recursos para o programa Pró-Concreto foi resultado de uma intensa articulação política do governador Pedro Taques junto ao governo federal e com participação da bancada parlamentar mato-grossense. O montante de R$ 600 milhões será financiado pelo Banco do Brasil, com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES). Entregamos muitas obras. Só neste ano, quero ressaltar que inauguramos 21 km da rodovia MT-344, no trecho entre os municípios de Jaciara e Dom aquino. No Xingu entregamos duas balsas totalmente reformadas que permitem a travessia de veículos sobre o Rio Xingu, e são os índios que operam os equipamentos diariamente. Inauguramos a reconstrução de duas obras na região Sul. A primeira compreende 24 km da Rodovia do Peixe (MT-471), em Rondonópolis. A segunda corresponde aos 29 da MT-270, em São Lourenço de Fátima, distrito de Juscimeira. Recentemente inauguramos a pavimentação de 38 km da rodovia estadual MT-240, conectando por asfalto os municípios de Água Boa e Nova Nazaré e o Aeroporto Municipal de Querência.

CO Popular- Qual a expectativa para o segundo semestre?

Marcelo Duarte - As melhores possíveis. Por exemplo, na Baixada Cuiabana pretendemos dar um presente para baixada cuiabana que é a duplicação da Estrada da Chapada. Esta obra é um sonho antigo da população. A duplicação da Estrada da Chapada vai contemplar 3,6 quilômetros da pista, entre o entroncamento da MT-010 (Atacadão) e o trevo de acesso ao bairro Jardim Vitória (Fundação Bradesco). Ao longo da duplicação das pistas, serão construídas uma ciclovia no canteiro central e quatro rotatórias. Serão investidos mais de R$ 23 milhões. Também estamos trabalhando para entregar a duplicação da Rodovia Palmiro Paes de Barros (MT-040), que dá acesso ao município de Santo Antônio de Leverger. A obra segue em ritmo acelerado e deve ser entregue até o final do ano. E em 2018, entregaremos a Duplicação da Estrada da Guia (MT-010), incluindo uma grande trincheira melhorando o trânsito na saída de Cuiabá para a região Norte.

CO Popular- A concessão de estradas e aeroportos é a melhor solução. Concorda?

Marcelo Duarte- Acreditamos que o modelo de concessão de rodovias e aeroportos é o mais moderno. Dissemos isso com base em números nacionais. As 10 melhores rodovias pavimentadas do Brasil são concessionadas. Isso não é por acaso. O Estado deve ser mínimo, e contar com o apoio do setor privado para assegurar a manutenção de investimentos, assim como ocorre nas principais economias do mundo.

CO Popular - Na sua concepção, Mato Grosso precisaria de qual valor em investimentos para conseguir uma logística razoável?

Marcelo Duarte - Mato Grosso precisa corrigir um passado de abandono. Veja que hoje possuímos no Estado mais de 30 mil km de rodovias estaduais. Mas, deste total, pouco mais de 6 mil são pavimentadas. Para conseguirmos uma infraestrutura razoável, e obter o índice de estradas pavimentadas do Estado do Maranhão, precisaríamos ter em caixa ao menos R$ 8 bilhões em investimentos. O que não temos. Mas estamos trabalhando para fazer o que for para Mato Grosso. Nosso orçamento da Sinfra neste ano é de R$ 1.6 bilhão, mas, mesmo assim, estamos fazendo mais estradas do que as gestões anteriores.

CO Popular- Explique melhor o programa de concessão.

Marcelo Duarte - Na atualidade, Mato Grosso possui 674 km de rodovias estaduais concessionadas. A proposta da atual administração é fazer a concessão de outros trechos, totalizando 1.408 km, com foco em uma concessão mais ampla e que contemple mais serviços. Serão concessões mais modernas. A ideia é fazer contratos de 30 a 35 anos, e que tenham constantes investimentos na reabilitação funcional da rodovia, na recuperação permanente do pavimento, em melhoramentos e também na manutenção frequente. Entre os trechos considerados prioritários que poderiam ser concessionados à iniciativa privada, estão a rodovia MT-010, entre o distrito de Nossa Senhora da Guia (Cuiabá) e Rosário Oeste; e rodovia MT-100, de Alto Taquari a divisa com Mato Grosso do Sul; e a rodovia MT-130, de Paranatinga a Primavera do Leste.

CO Popular- Secretário, o agronegócio tem como pagar, em impostos, o custeio da saúde pública? Porque?

Marcelo Duarte - Essa é uma discussão que passa pela Assembleia Legislativa, Setor Produtivo e Governo do Estado. Como disse, ainda está em nível de debate de ideias. Não existe uma definição sobre isso.

CO Popular - Várias rodovias estaduais na região do Norte Araguaia estão em condições ruins. O que a secretaria tem feito na região para evitar prejuízos maiores na região?

Marcelo Duarte - Nunca na história do Estado o Araguaia recebeu tantos investimentos em rodovias. Praticamente toda a MT-100, entre Alta Taquari até Barra do Garças, está passando por obras de pavimentação e de reconstrução. Além disso, importantes ligações, como a MT-240 em Água Boa, e o acesso à ponte de 575 metros de

Cocalinho, conectando Mato Grosso ao Estado vizinho de Goiás estão sendo executados pela Sinfra. Não se pode mais falar em Vale dos Esquecidos. Mas sim, Vale da Esperança, como sempre destaca o nosso governador.

CO Popular- O governo do estado sempre reforça que mantem em dia os repasses dos recursos do Fethab (Fundo Estadual de Transporte e Habitação) para as 141 prefeituras. Mas seria o Fethab um auxílio, ou o principal mecanismo de manutenção de estradas estaduais?

Marcelo Duarte - O Fethab que destinamos aos municípios é a fonte de recurso necessária para a manutenção das rodovias estaduais não pavimentadas. A lei determina que os recursos sejam aplicados na manutenção das estradas de chão e na recuperação ou construção de pontes de até 12 metros. Destinamos R$ 542 milhões, de janeiro de 2015 até o momento. E os prefeitos tem nos ajudado muito nesse processo, diminuindo os atoleiros na época de chuva.


“Não queremos inchar o PSB com quantidade, mas com qualidade”

Centro- Oeste Popular- Prefeitos e presidentes municipais querem manter o grupo político aglutinado. Concorda?

Valtenir Luiz Pereira- Depende do qual grupo você está falando. Se for o grupo que está alinhado com os ideais históricos do PSB, a resposta é sim.

CO Popular - Quais os planos do senhor para o partido?

Valtenir Pereira- Em Mato Grosso, queremos que o PSB reencontre com sua história. Que volte a falar com suas bases. Que ouça o clamor dos humildes. Que fortaleça os movimentos. O PSB vai continuar grande, porém, com pessoas que acreditam em políticas públicas voltadas para o bem do povo.

CO Popular - Os deputados federais e estaduais do PSB de Mato Grosso definiram uma estratégia tentar “retomar” o Partido Socialista Brasileiro das suas mãos. O que senhor tem a falar sobre isso?

Valtenir Pereira- Perda de tempo. Falácia. Fui designado presidente do partido pela direção nacional, exatamente porque um desses deputados estava votando contra a

orientação do PSB. Tecnicamente, isso é infidelidade partidária. Deputados são eleitos por partidos. Não fazem “voos solos”. Voltamos para reconstruir o partido. E vamos fazer isso com a militância, independente do que pesam essas pessoas.

CO Popular- Quais os rumos do PSB? O partido será oposição do Governo?

Valtenir Pereira- Trabalhar para que o PSB assuma sua posição histórica de centro esquerda, com foco na melhoria da qualidade de vida das pessoas. Não queremos inchar o partido com quantidade, mas com qualidade. Com pessoas que genuinamente gostem de pessoas, sobretudo dos mais humildes. Em relação ao Governo do Estado, vai ser difícil continuar ao seu lado. O viés ideológico desse governo não coaduna com os princípios do PSB. Como podemos apoiar um governo que não respeita os funcionários. Que apropria dos repasses dos poderes. Que atrasa o repasse da saúde. Que faz demagogia com caravanas e “bolsa família” tupiniquim. Que, para encobrir seus defeitos, gasta rios de dinheiro com propaganda, que de “institucional” não tem nada. É puro marketing. O procurador Pedro, certamente processaria o governador Pedro.

CO Popular- O seu ingresso no PSB deve culminar com um doloroso processo de fritura interna, que se arrasta há meses, vitimando o grupo do ex-prefeito Mauro Mendes e do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho (PSB)?

Valtenir Pereira- Da minha parte, não haverá fritura. Os que quiserem caminhar junto, aceitando o resgate da ideologia do partido, vai caminhar. Aquele que não adaptar, certamente deverá buscar outro partido. Em relação ao deputado Eduardo Botelho, tive uma agradável e profícua conversa com ele. Disse-me que não deseja sair do partido, e que está pronto para o diálogo. Pareceu-me bastante genuíno, como devem ser homens públicos de sua estirpe.

CO Popular- O PSB pode sofrer debandada em MT?

Valtenir Pereira- Vamos primar pela qualidade. Não pela quantidade. Se a debandada for de pessoas em dissonância com o ideário de centro esquerda do partido, então vá com Deus.

CO Popular- Deputado o senhor é destaque sendo o segundo congressista que conseguiu destinar maior volume de recursos por meio da execução de emendas individuais, de 2015 até hoje. Cite os principais recursos que beneficiaram o estado de Mato Grosso?

Valtenir Pereira- Antes de relacionar aqui as principais destinações, quero usar este espaço para esclarecer que o ranking foi uma divulgação do Siga Brasil elaborado pelo Senado. Eu não produzi essa notícia. Pelo ranking, sou o deputado federal que mais liberou emendas parlamentares no Brasil. Isso é fato! Em verdade, sou um deputado que trabalha intensamente em prol da sociedade. A liberação de emendas não é por caso. Eu não as apresento e fico sentado esperando que elas sejam pagas. Eu corro atrás. Cito aqui alguns desses recursos que fizeram a diferença na vida das pessoas como a destinação de R$ 3,9 milhões para a Santa Casa de Cuiabá. Também no setor da saúde, destinei R$ 1,7 milhões para o Hospital Santa Helena. Como melhoria na qualidade de vida e atuando na saúde preventiva das pessoas, destinei R$ 1 milhão para asfalto do município de Ribeirão Cascalheira e para a mesma utilidade foram R$ 2 milhões para São José dos Quatro Marcos. Para melhorias no abastecimento de água, consegui R$

500 mil para Pontal do Araguaia e outros valores também para levar água até diversas casas nos municípios de Santa Helena, Luciara e São José dos Quatro Marcos. Entre muitas outras emendas em setores de cultura, lazer, esporte além dos já citados.

CO Popular- O deputado federal Fábio Garcia (PSB), classificou como incoerente a decisão do Partido Socialista Brasileiro em colocar o senhor na presidência estadual da legenda. Como o senhor vê essa questão?

Valtenir Pereira- Incoerente é ele votar contra a orientação do partido. Como pode querer ficar no PSB, se não concorda com sua ideologia? Isso sim é incoerência, o resto é falácia. Discurso de perdedor. Típico “mimimi”.

CO Popular- Em 2018, o senhor pretende disputar algum cargo nas eleições?

Valtenir Pereira- Como eu disse, queremos que o PSB reencontre com sua história e com suas bases. Vamos manter amplo diálogo com os Movimentos Sociais, militantes e todos os filiados. Vamos ouvir o clamor dos humildes. O PSB vai caminhar por caminhos mais socialistas. Pretendo disputar as eleições para o cargo majoritário de senador. A minha vida pública de um mandato de vereador e três mandatos sucessivos de deputado federal, credenciam a candidatura ao senado. É algo natural. Veja que consegui destacar-me num universo de 513 deputados, como sendo aquele que mais liberou recursos para o seu estado, imagina o que poderei fazer no senado, composto por apenas 81 parlamentares. Ademais, sempre fui um deputado atuante, com participações em importantes comissões, em especial, a Comissão de Constituição e Justiça, a Comissão Mista do Orçamento e a Comissão de Fiscalização, Finanças e Controle. Também tenho profundo conhecimento do funcionamento da máquina pública, sobretudo do Poder Executivo. Não fui campeão de liberação de emendas por acaso. Como disse, trabalhei muito. Enfim, acredito que no senado poderei fazer muito mais por Mato Grosso e pelo seu povo. Tenho experiência, trabalho comprovado e vontade trabalhar. Não sou nenhum paraquedista. Todavia, candidatura não se impõe. Se conquista. Ela deve ser fruto de uma construção partidária de um grupo político. Portanto, neste momento apenas deixo meu nome à disposição. A decisão será coletiva.

CO Popular - O senhor tem pretensão de disputar a prefeitura da Capital no futuro?

Valtenir Pereira- Um passo de cada vez. O Emanuel Pinheiro está fazendo uma bela administração, ajudei na sua eleição, ele pertence ao nosso grupo político e certamente será o candidato natural à reeleição. O futuro em relação à prefeitura somente pode ser discutido nessa perspectiva.

CO Popular - Qual é a avaliação que o senhor faz da gestão do governador Pedro Taques?

Valtenir Pereira- O atual Governo do Estado precisa respeitar os servidores. Sem atrasar o repasse da saúde que atualmente é o setor mais importante. Precisa parar com essa demagogia com caravanas que só maquia os números reais. Precisa economizar mais com propaganda, que de “institucional” não tem nada e até mesmo remanejar essa verba para outras áreas que estão mais necessitadas. Reafirmo, o procurador Pedro, certamente processaria o governador Pedro.

CO Popular- Brasil está mais politizado, e consequentemente, a discussão sobre a reforma política está mais em evidência. O senhor é a favor dessa reforma? Quais os principais pontos o senhor acredita que precisam ser discutidos?

 

Valtenir Pereira- Minha experiência de terceiro mandato de deputado federal diz que não adianta apenas a vontade de reformar. É preciso construir pontes para buscar um mínimo de consenso, no Congresso e na sociedade. Não é prudente tentar mudar tudo radicalmente. A mudança há que vir de forma contínua e segura, vez que não existe sistema eleitoral perfeito. Existe o sistema que cada país, dentro de sua cultura, adota. Não podemos, de modo afoito, sair copiando modelos. Isso não é reforma. O que deve ser feito são ajustes no modelo que temos, numa evolução contínua do processo. Uma prova de que o sistema eleitoral do Brasil não é tão ruim assim foi constatada numa pesquisa intitulada “Projeto Integridade Eleitoral”, feita em 2014, em parceria, pelas universidades de Sydney, na Austrália, e Havard, nos EUA que, ao analisar 127 países, chegou à conclusão que a eleição no Brasil está entre as mais seguras do mundo. A avaliação foi de 74,1 (numa escala de 0 a 100), quando a média mundial é de 64. O nosso país ficou na 27ª posição, à frente dos EUA (42º lugar). Essa posição poderia ser ainda melhor, se não fosse a baixa nota no quesito “financiamento de campanha”. Este é o nosso “calcanhar de Aquiles”. É aqui que devemos concentrar esforços. Sou contra financiamento privado de campanha, e favorável ao financiamento público. Todos os candidatos devem ter as mesmas chances de ganhar. O poderio econômico não pode desequilibrar a disputa. Na última eleição, fui o deputado federal eleito que menos gastou, meus gastos representam 15% quando comparado ao candidato que mais gastou. Alguns dos meus concorrentes tiveram a sua disposição rios de dinheiro. A concorrência foi desequilibrada.


“Todos os vereadores têm se esforçado para levar o melhor resultado a população”

Jornal Centro-Oeste Popular- Como se constrói o trabalho do líder do governo?

Lilo Pinheiro - Primeiramente procuro tratar cada dia com mais respeito, os nossos colegas vereadores. Atuamos, nessa linha e tentamos mostrar que os projetos que vem do Executivo são projetos que irão mudar e melhorar realmente a vida da população de Cuiabá.

CO Popular- Na sua concepção, qual o principal problema de Cuiabá?

Lilo Pinheiro- Saúde. É o serviço que incomoda muito o prefeito Emanuel Pinheiro. Nos próximos dias, ele estará anunciando algumas questões levadas a sério que irão melhorar muito o setor da saúde pública. Concordo plenamente com o pensamento do chefe do Executivo, onde é preciso dar um choque de gestão e melhorar o oferecimento de saúde na nossa cidade.

CO Popular- Qual a sua avaliação desses seis primeiros meses do prefeito?

Lilo Pinheiro- Ótima. A nossa relação com a Câmara junto com o prefeito é extremamente harmoniosa e espero que continue assim no próximo semestre.

CO Popular- O senhor tem participado das atividades do governo?

Lilo Pinheiro- Sim em diversas atividades. Porém tem me dedicado a trabalhar aqui na câmara de Vereadores para garantir o bom trato junto aos nossos vereadores.

CO Popular- Quais as suas principais ações do parlamento?

Lilo Pinheiro- Principal ação do parlamento e todo mundo sabe é implantar aqui no município de Cuiabá, uma clínica escola para autistas. O prefeito Emanuel Pinheiro já está bastante sensibilizado e tenho convicção que teremos a palavra dele, quer ira fazer isso no município.

CO Popular- Expectativas para o segundo semestre?

Lilo Pinheiro- São as melhores possíveis. O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro estará fazendo alguns anúncios neste segundo semestre que virão de encontro do que a população cuiabana espera.

CO Popular- Qual a sua atribuição na função de ser interlocutor do prefeito?

Lilo Pinheiro- É fazer uma interlocução junto aos demais colegas de parlamento e mostrar que os projetos encaminhados pelo Executivo repetiam. São projetos que irão beneficiar a vida das pessoas em Cuiabá. Nossa função é essa, fazer a interlocução das mensagens do prefeito e trabalhar pela aprovação juntos aos colegas, que tem se sensibilizado muito. Quero agradecer o exercício das lideranças que tem ajudado muito.

CO Popular- Como o senhor avalia os trabalhos da Casa de Leis em prol da população de Cuiabá? O que precisa melhorar?

Lilo Pinheiro-Todos os vereadores têm se esforçado para poder levar o melhor resultado para as pessoas que nos representam. O que precisa deixar claro é a de forma condicional e conjunta é a intensão dos vereadores. Então, o que precisa melhor e já foi melhorado ocorreu nesta legislatura.


“A Assembleia está aberta para qualquer informação que o MP venha precisar”

Leonardo Ribeiro Albuquerque, conhecido como Dr. Leonardo é natural de Rio Verde (GO), é médico clínico geral. Com trabalhos sociais prestados, através da Medicina, Dr. Leonardo decidiu ingressar na vida política, e, no ano de 2012, disputou a prefeitura do município de Cáceres e conquistou 21.318 votos. Apesar de não ter sido eleito, Dr. Leonardo continuou na disputa, desta vez, para a Assembleia Legislativa. No pleito eleitoral de 2014, Dr. Leonardo trabalhou a campanha na região sudoeste do Estado onde obteve 34.753 votos. O deputado, do PSD, foca sua gestão na 18ª Legislatura em prol da saúde pública de qualidade, segurança na fronteira para proporcionar à população um Mato Grosso mais igualitária. Em entrevista, ao Jornal Centro-Oeste ele fala sobre os trabalhos na Assembleia, gargalos do Estado, eleições 2018 entre outros assuntos. Confira.

Jornal Centro-Oeste Popular – Deputado, qual a sua bandeira na Assembleia Legislativa?

Leonardo Albuquerque – Por ser médico de profissão, claro que uma grande bandeira que é proeminente, que vem, é a saúde, e venho lutando constantemente, mesmo na dificuldade que encontramos ainda na saúde do Estado, que é um problema nacional, mas depois podemos discorrer melhor, mas uma das grandes bandeiras também é o desenvolvimento do Estado, por ser gigante, com grandes potenciais, e precisa melhorar sua industrialização, desenvolver a economia de Mato Grosso, com projetos macro e de governo, para que possamos alavancar a economia mato-grossense. A saúde, claro, que ela se torna proeminente, mas esses outros grandes projetos que estamos alavancando como o desenvolvimento, atração de indústria, transporte intermodal, que vai propiciar que ao final tenhamos um desenvolvimento econômico no Estado.

CO Popular – E como andam os trabalhos da Câmara Setorial Temática, que discute a ZEP e a fronteira Brasil-Bolívia?

Leonardo Albuquerque – Estamos no final dos trabalhos, esse mês ainda a Câmara com sua relatoria que é por causa da Agência Brasileira de Inteligência para entregar o relatório para nossa apreciação e a levaremos em plenário, apresentaremos o relatório final para toda sociedade mato-grossense, e também a aprovação no plenário. Então estamos na fase final, terminando a conclusão do relatório para apresentar à sociedade.

CO Popular – E qual a avaliação que o senhor faz dos trabalhos que vêm sendo realizados pela Assembleia Legislativa?

Leonardo Albuquerque – A Assembleia Legislativa ela se aproximou mais dessa legislatura, foram diversas CPIs, foram as comissões funcionando mais, foi também o projeto da Assembleia Itinerante, que está percorrendo o Estado, tirando aqui de Cuiabá, levando os serviços da Assembleia, apresentando e aproximando a população para que entenda que aqui é realmente a Casa Cidadã, que faz parte do povo, e estamos aproximando mais. Com esse nosso trabalho estamos saindo daqui, desse ambiente frio que é a Capital e caminhando, e nesse ponto ela aproximou mais, houve uma moralização, abriu mais as suas portas para que outros órgãos nos fiscalizasse e todas as operações que aconteceram, é porque a própria Assembleia abriu as suas portas, abriu para informações, e aí estão atuando. Aquela Assembleia do passado estamos deixando para trás, o que a política exige, o que a política e o povo brasileiro e mato-grossense merece, e estamos nos aproximando da população, abrindo nossas portas, sendo mais transparentes.

CO Popular – Na sua concepção, qual o principal gargalo do Estado?

Leonardo Albuquerque – Hoje o grande gargalo indiscutivelmente é a saúde. Não conseguimos virar essa página ainda. Mas não é um erro de agora. São décadas de erro, são aplicações erradas do dinheiro público, e o desaparelhamento da Secretaria de Saúde, má aplicação dos recursos, contratos errados, falta de fiscalização, uma série de erros que hoje é difícil. Estamos trocando o pneu do carro andando, as demandas são muitas, os recursos são poucos, existe uma crise também dos repasses federais, mas o grande gargalo ainda hoje a vencermos de imediato é a questão da saúde no Estado.

CO Popular – Em 2018, o senhor pretende disputar a reeleição?

Leonardo Albuquerque– Pretendo fazer um bom trabalho, deixar minha marca na política mato-grossense, ético, bem aplicado, trabalhando bastante, e o futuro a Deus pertence e sou um soldado do partido, e verei o que a população desejar que eu seja. Sou médico de profissão, estou na função de deputado estadual com muito orgulho, agradeço essa oportunidade que me foi concebida por Deus e pela população através do voto, o meu objetivo é fazer um bom mandato e o futuro, se for da vontade do povo, pois não faço política sozinho, faço política com o povo, e não é a toa que tive aproximadamente 35 mil votos, sendo o décimo deputado mais bem votado do Estado, com uma campanha humilde, pés no chão, conversando em praticamente uma única região, trabalhando e tivemos sucesso por essa maneira de fazer política. Eu não faço nada sozinho, faço junto com o povo, e 2018 resolveremos em 2018, até porque tem convenções, tem que ver o desejo popular e a partir daí pensaremos no que vai acontecer nas próximas eleições.

CO Popular – Qual a avaliação o senhor faz da gestão Pedro Taques?

Leonardo Albuquerque – Nós temos um divisor de água no Estado, o nosso governador Pedro Taques em minha avaliação há um erro de conceito em relação a sua gestão. Ele vem pegando um Estado falido. Mas aí podem falar, mas falido como? Com uma máquina pública engessada, falida, arrecadava bilhões de reais, mas não aplicava, com corrupção em todos os níveis dos Poderes deste Estado, com obras não concluídas, uma crise nacional. Pegamos um governador ético, honesto, e isso não é qualidade, deveria ser obrigação, mas nos dias de hoje na política está raro, e temos um governador nesse sentido, tiramos o gargalo da corrupção, das propinas dentro do Governo do Estado. Lógico, acabar de uma hora para outra não consegue, mas houve uma diminuição visível, um Estado desaparelhado, desagregado, com dificuldades internas, com um cepual de leias fiscais complexas, que precisam ser revistas, precisamos refazer a questão fiscal no Estado. Tem muitas coisas positivas, apesar de concordarmos que em outras partes não avançou, e precisa ser avançado, mas conseguimos fazer um grande avanço na questão da corrupção, de fazermos uma gestão bem aplicada, a infraestrutura andou, melhorou em segurança, melhorou em algumas áreas de infraestrutura, como estradas, aplicação, mas falhamos no relacionamento político, e acho que é mais uma questão de conceito do governador. Mas pra mim ele fez uma gestão muito boa, foi a pessoa certa no momento certo, o Estado vinha no caos, enfrentamos uma crise nacional que chegou ao Estado, mas com um impacto bem menor por fazer um governo austero, planejado, com os dois pés no chão, fazendo o que é possível fazer, e ninguém pode tirar do governador Pedro Taques esses requisitos.

CO Popular – Qual sua opinião sobre a operação do Gaeco em relação aos contratos da Faespe?

Leonardo Albuquerque– Estamos aguardando chegar à Casa oficialmente como foi essa condução, o que aconteceu, as explicações do Ministério Público. A Casa se demonstrou aberta para qualquer informação que o Ministério Público venha precisar ou desejar, não foi feita nenhuma operação aqui dentro e sim na instituição, na Faespe, no início do mandato algumas denúncias foram encaminhadas para cá através de alunos, funcionários da Unemat, e encaminhamos aos órgãos de controle para apurar e houve essa operação com outras denúncias envolvendo também a AL. Estamos aguardando o pronunciamento da presidência, através da Mesa Diretora, e exigimos sim uma investigação, e qualquer instituição, tanto a Assembleia como qualquer outra que venha a ter feito algo ilícito ou errado, que seja julgada exemplarmente, pois temos que banir esse tipo de relacionamento, e ocorreu com o Tribunal de Contas, com a Assembleia Legislativa, licitações dentro da própria Universidade, apesar de que a fundação é um órgão a parte, que seja julgado, se houve que as pessoas sejam apontadas e sejam condenadas exemplarmente. Mais uma vez eu falo, temos que banir esses relacionamentos escusos, ilícitos, não podemos aceitar mais, não podemos ter perdão para isso. A Justiça tem que pesar mais a mão. Essa imoralidade, essa maneira de fazer política no país tem que acabar. A corrupção é que prende o Brasil. Nós perdemos para nós mesmos. A política tem que deixar de ser hobbie de rico, que muita gente acha que tem que ter dinheiro para ser político. E usa qualquer meio possível para financiar suas campanhas milionárias, e depois dá o que dá, e a população tem que entender também que o voto não tem preço, tem conseqüência.A corrupção, essa maneira de fazer política no Brasil tem que mudar, o voto está ficando mais consciente, é preciso entender que se vender seu voto, depois vai chorar quatro anos, e a política é o reflexo da sociedade, o que está acontecendo hoje temos que repensar todos os níveis. Temos que enfrentar, fazer essa travessia e saudamos e parabenizamos o Ministério Públicos que faça suas ações, quem não deve não teme, pode ir para cima mesmo, aplaudimos as ações e aqueles que forem culpados, não importa quem seja, tem que ser investigado, e tem que ser punido exemplarmante.

CO Popular – E como está o andamento para discussão da reativação dos portos de Cáceres e a efetivação da hidrovia Paraguai-Paraná?

Leonardo Albuquerque – Temos a Câmara Temática onde discorremos sobre isso tudo, sobre a hidrovia Paraguai-Paraná, que hoje o termo correto seria hidrovia do Mercosul, por estar atravessando, além do Brasil, compomos cinco países, o Brasil, Paraguai, Bolívia, Argentina e Uruguai, então é uma rota internacional, e por isso hidrovia do Mercosul. Estou participando dos road shows, já fomos a Corumbá, irei agora a Campo Grande, e traremos o road show, que é a apresentação do estudo da Universidade Federal do Paraná que foi requisitado pelo Dnit. O estudo de todo rio, como ele se encontra, a possibilidade de navegação, os impactos, para iniciarmos realmente. E a questão do porto em Cáceres, a empresa Metamat é responsável pelos portos no Estado de Mato Grosso. Temos o porto mais ao norte do rio Paraguai que fica no município de Cáceres, único município do Centro-Oeste que tem um porto dentro da cidade. Estamos reativando, com 95% já pronto para reativação desse porto, a qual uma parte é privado e outra é pública. Mas estamos trabalhando também, por uma questão de tortuosidade, de calado, para que um novo porto aconteça a partir de Santo Antônio das Lendas, antiga Fazenda Morrinhos, para que a partir dali, com uma maior possibilidade, uma maior amplidão do rio, e também um calado maior, possamos escoar a produção, utilizando muito esse transporte intermodal que pode gerar mais riqueza, economia, e tirar toda produção de cereais que vem do médio-norte, norte, Chapadão dos Parecis,essa rota podendo chegar até os portos do Uruguai ou qualquer desses países que comentamos agora. Então, está um bom andamento, a associação do rio Paraguai, o governo também está conosco, junto com a Assembleia Legislativa e a Câmara Setorial Temática, estamos 95% adiantados para reativação do porto Cáceres, e com investimentos federais para construção do porto em Santo Antônio das Lendas.


“As reformas se fazem necessárias para melhorar a atividade econômica do país”

Centro-Oeste Popular- As ações de combate à adulteração de combustível acontecessem constantemente? Quais os resultados dessas ações?

Nelson Soares Junior- Existe um programa de monitoramento da qualidade, ferramenta essencial da Agência Nacional do Petróleo para a defesa dos direitos dos consumidores. Os mapas de não-conformidade gerados pelos programas de monitoramento ajudam a orientar o planejamento da ações de fiscalização da ANP e também fornecem informação aos Ministérios Públicos, Procons, Polícia e Secretarias de Fazenda que têm convênios de cooperação com a ANP. Convênios com órgãos da administração pública direta e indireta da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios ampliam e tornam mais ágeis as ações de fiscalização da ANP. Em Mato Grosso, a ANP precisa renovar o convênio com a UFMT, o que deve ocorrer em breve. Além disso, a partir da denúncia dos consumidores a ANP direciona as ações e estabelece os roteiros da fiscalização. Para que a denúncia seja registrada é necessário que o consumidor informe o nome, endereço e o CNPJ do estabelecimento, além da descrição do ocorrido. A qualquer suspeita de fraude, os consumidores devem denunciar à ANP através da seção Fale com a ANP no site da Agência na internet (www.anp. gov.br) ou na Central de

Atendimento 0800 970 0267. O que mais se fala hoje no nosso setor é fiscalização. Nenhum outro é tão fiscalizado no Brasil. E isso foi até bom, porque tínhamos índices preocupantes de adulteração e sonegação de impostos no passado. Ainda existe, mas não proporção anterior. A última operação na Grande Cuiabá ocorreu em novembro de 2015 e resultou na fiscalização de 31 postos, 12 foram autuados por suspeita de bomba-baixa, ou seja, o consumidor levou menos combustível em relação ao que foi pago.

CO Popular- Quais os principais projetos do Sindipetróleo?

Nelson Soares Junior- Continuar trabalhando na defesa dos interesses da revenda e ampliar o número de associados levando cada vez mais serviços e informações aos revendedores. Também buscar a aproximação da revenda com os consumidores.

CO Popular- Do ponto de vista empresarial, como o senhor avalia a situação atual do País?

Nelson Soares Junior- A sabemos e estamos vivenciando a situação do país é crítica. Há uma necessidade urgente de se desassociar a atividade econômica da crise política estabelecida. Enquanto isso não ocorrer acreditamos que os sinais de melhoras não aparecerão. Também é preciso que o empresariado em geral continue lutando para sair da crise e se mostrar otimista. As reformas se fazem necessárias para melhorar a atividade econômica do país. O que não precisamos é de aumento de impostos.

CO Popular- O senhor tem uma perspectiva otimista de que no prazo de um ano o Brasil retome o crescimento econômico? Até lá, qual a sua recomendação para os pequenos e médios empresários?

Nelson Soares Junior- Nós, como representantes da categoria, sempre vamos ter o otimismo como nosso lema, levando mensagens de esperança e informações que ajudem a alimentar um ambiente propício ao crescimento. A nossa recomendação para os pequenos e médios empresários é cuidar cada vez mais dos custos, tentando com isso minimizar os efeitos da concorrência que acarreta uma queda nas margens de revenda.

CO Popular- Existe a possibilidade de mudanças no Fundo Estadual de Transporte e Habitação (FETHAB) Óleo Diesel e o aumento do ICMS do óleo diesel?

Nelson Soares Junior- O Sindipetróleo e o Sindmat (Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas do Estado de Mato Grosso) se posicionaram contra a possibilidade de mudanças no Fundo Estadual de Transporte e Habitação (FETHAB) Óleo Diesel e o aumento do ICMS do óleo diesel. Qualquer majoração de impostos aumentaria as dificuldades da revenda de combustíveis e do transporte rodoviário de cargas. Acreditamos que o governo já entendeu isso e busca outras alternativas para destinação de mais recursos para a área da saúde. Mas ainda não se chegou à solução.

CO Popular - Quais as dificuldades da revenda de combustíveis e do transporte rodoviário de cargas em MT?

Nelson Soares Junior- Altos impostos, concorrência com outros estados como Goiás e Mato Grosso do Sul, que possuem alíquota de ICMS menor.

CO Popular- A Fecombustíveis pede revisão do TCFA do Ibama. Concorda?

Nelson Soares Junior- A legislação que rege o TCFA não levou em conta as peculiaridades econômicas ao longo do tempo. Com o preço do combustível mais caro, os postos passaram a vender menos, mas pagando a mesma taxa que uma refinaria. “Um pequeno posto do interior está pagando até R$ 20 mil por ano de taxa ambiental. Esse valor está fora da realidade. Pelo acordado com o Ministério do Meio Ambiente, a revisão legislativa da TCFA seguirá um calendário pré-determinado. Até o final de junho se conclui os estudos internos no governo e em julho abre-se o prazo de 30 dias para consulta pública. Recebidas as contribuições dos diferentes setores da economia, o texto legislativo é encaminhado para a Câmara dos Deputados. A proposta poderá ser feita via Projeto de Lei com urgência constitucional ou através de uma Medida Provisória. Estamos otimistas.

CO Popular - Existe possibilidade de aumento dos combustíveis em MT?

Nelson Soares Junior- A nova política terá como base dois fatores: a paridade com o mercado internacional - também conhecido como PPI e que inclui custos como frete de navios, custos internos de transporte e taxas portuárias – mais uma margem que será praticada para remunerar riscos inerentes à operação, como, por exemplo, volatilidade da taxa de câmbio e dos preços sobre estadias em portos e lucro, além de tributos. Não há como fazer previsões de quais serão os reflexos, ainda mais num mercado tão concorrido. O sindicato ressalta que não tem a função de formular ou fiscalizar a prática de preços, seja de associados ou de não associados.

CO Popular - O mercado mato-grossense comercializa quantos bilhões de litros de combustíveis? Deste montante qual o percentual do diesel?

Nelson Soares Junior- Em 2016, vendeu-se 4 bilhões de litros, desse total, 2,584 bilhões litros são relativos a diesel. O Sindicato entende que o estado poderia vender mais óleo diesel, se houvesse uma paridade entre a nossa alíquota de ICMS e de Estados vizinhos. Embora a safra de grãos apresente crescimento exponencial, o consumo de óleo diesel vem caindo. Em 2015, foram vendidos 2,672 bilhões de litros para se ter uma ideia.


“Quando o cobertor é pequeno, você tem que fazer aquilo que é possível”

José Aparecido dos Santos, natural de Janiópolis (PR) é formado em administração de empresas, é empresário do setor agropecuário e político, tendo iniciado sua carreira política em 1989, como assessor parlamentar na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, estado onde reside há mais de 20 anos. Logo depois, tornou-se chefe de gabinete na Prefeitura de Tangará da Serra (MT). Engajado nas questões sociais e com visão empreendedora, Cidinho trabalhou na emancipação de diversas localidades que hoje são municípios prósperos. Em 1992, após a emancipação do Município de Nova Marilândia, situado na região Médio Norte de Mato Grosso, foi eleito o primeiro prefeito do município. Em 2.000 voltou a ser prefeito novamente, sendo reeleito em 2004. Os resultados da administração eficiente o levaram a ser aclamado para presidir a Associação Mato-grossense dos Municípios no ano de 2005 e reconduzido em 2007.

Com a experiência como gestor e com o intuito de promover o desenvolvimento das cadeias produtivas do Estado, em 2009 foi convidado pelo então governador do Estado, Blairo Maggi, a ocupar as funções de secretário Extraordinário de Projetos Estratégicos e coordenador do Programa de Governo MT Regional. Em 2010, se tornou companheiro de chapa de Blairo Maggi na disputa por uma vaga o Senado da República, conquistando mais de 1.070.000 de votos. Desde então, ocupa pela terceira vez a cadeira no Senado Federal mostrando ser possível realizar muito por Mato Grosso e conquistar a confiança do Governo Federal sobre a importância de se investir no Estado. Em entrevista ao Jornal Centro-Oeste, ele fala corrupção na politica, reforma da previdência, emendas, saúde entre outros assuntos. Confira.

Centro-Oeste Popular- O que o senhor tem a falar sobre a destinação direta de emendas aos municípios?

Cidinho Aparecido dos Santos- A destinação direta das emendas parlamentares para os municípios é uma medida importante que eu espero que seja aprovada pelo Congresso Nacional, para maior agilidade e eficiente na aplicação dos recursos pelos

municípios. Dessa forma, a partir do momento que se coloca no orçamento é transferida automaticamente para os municípios, sem ter q fazer convênio.

CO Popular- O senhor defende apoio a pauta municipalista, por que?

Cidinho Santos- Totalmente. Eu já fui prefeito por três mandatos, já fui presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios e sei das dificuldades que os municípios brasileiros passam. E é por isso que defendo a revisão do Pacto Federativo, pois acho injusto que o município, mesmo sendo o ente mais necessitado e do qual depende diretamente o cidadão, receba a menor fatia do bolo tributário, apenas 18%.

CO Popular- Como irá funcionar a Reforma do ISS no Senado Federal?

Cidinho Santos- Hoje 63% do que se arrecada de ISS no Brasil fica concentrado em 33 municípios. Muitos deles concedem incentivos fiscais diferenciados e o município onde foi gerado o serviço não recebe nada. O principal objetivo do substitutivo ao SCD 15/2015, que atualiza a planta do Imposto Sobre Serviços (ISS), conhecida como “Reforma do ISS”, da qual fui relator, é acabar com a guerra fiscal e corrigir injustiças. A Reforma foi aprovada em dezembro e felizmente no dia 30 de maio agora conseguimos derrubar o veto 52/2016 do Governo, que impedia a redistribuição dos impostos pagos para os municípios de origem das operações de crédito, débito, leasing e factoring. Acredito que este seja um grande passo para fazer justiça fiscal aos municípios brasileiros, além de incrementar cerca de R$ 6 bilhões por ano aos caixas municipais, sem ônus para a União.

CO Popular- O agronegócio é a mola propulsora da economia?

Cidinho Santos- Sim, sem dúvida. O agronegócio é um das nossas maiores riquezas, que gera tantas divisas para o nosso País e que sem dúvida é o responsável pela retomada do crescimento da economia brasileira nesse momento difícil. Os números são muito expressivos. O Agro é responsável por 21% do PIB brasileiro. No primeiro trimestre deste ano, o PIB agropecuário teve crescimento de 13,4%. Este ano tivemos uma super safra, de mais de 230 milhões de toneladas e se Deus quiser teremos uma safra ainda maior em 2018, o que significa maior geração de emprego no campo e nas cidades, maior volume nas exportações, contribuindo com a balança comercial e fortalecendo o Brasil.

CO Popular- - Com relação a eleições, de 2018, o partido já tem discutido candidaturas majoritárias em Mato Grosso?

Cidinho Santos- Até o momento, não tem tido essa discussão, temos um ano e quatro meses pela frente. As discussões devem acontecer a partir de janeiro de 2018.

CO Popular- Existem algum projeto para o fortalecimento da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil)?

Cidinho Santos- A Apex- Brasil, está passando por uma reestruturação. Esta deixando o foco de ser focada na parte de fazer comercial, para fazer um trabalho de integração do

comércio entre o Brasil entre outros países. A Apex-Brasil está focada em um trabalho novo.

CO Popular- Após as reformas da Previdência e da reforma trabalhista, é necessário pensar em uma reforma tributária?

Cidinho Santos- A reforma tributária é essencial, pois ela já foi várias vezes discutida, mas nunca chegou a um consenso. Isso ocorreu, porque sempre existe o temor da perca dos estados, dos municípios e da própria união. Enquanto não existir esse consenso é difícil que se trabalhe a questão do imposto único, principalmente para quem paga impostos. Por isso, vários estados temem perder receitas. O governo deve voltar a discutir a reforma trabalhista. O que se discute é a criação de fundo para possíveis percas que os municípios e estados possam ter. Por outro lado, existe a preocupação com esses fundos criados e a nervosismo com a reforma tributaria, da perca de receitas federados.

CO Popular- Existe a necessidade de um programa de refinanciamento para empresários?

Cidinho- Foi publicado um novo refil, melhores que os anteriores com descontos de moras nas multas, no parcelamento em até 180 vezes, e no aproveitamento de prejuízos fiscal e de tributários. Acredito, que as mudanças ficaram de bom tamanho para atender os empresários em função da crise nos últimos anos que não conseguiram honrar com seus compromissos e com a Previdência do Brasil.

CO Popular- Porque o senhor defende permanência de Temer no poder?

Cidinho Santos- Porque acredito que no momento essa é a melhor solução. A melhor ponte até as eleições em 2018. Primeiramente, porque ele não é candidato à reeleição. Segundo que ele não está preocupado com a impopularidade dele. Por isso, está tomando decisões e algumas ações. Ele não está preocupado com política, mas sim com a reforma trabalhista, o teto dos gatos, a reforma do ensino médio, reforma da previdência. Mudanças necessárias. Acredito que são reformas essenciais para reestruturar o Brasil no futuro.

CO Popular- Como o senhor vê os escândalos envolvendo políticos no Brasil? Como acabar com a corrupção no país?

Cidinho Santos- Uma nova reforma política. Nos últimos anos, presenciamos, na maioria dos casos que as denúncias estão relacionadas a campanhas eleitorais, dinheiro de caixa dois, doações ilegais. Na minha concepção deve ter uma reforma política, redução nos custos das campanhas e educação da população.

CO Popular- Estamos no meio do ano, acredita que haverá novas discussões no Congresso?

Cidinho Santos- Sim. Haverá outros projetos além da reforma que entrarão em discussão. A medida provisória é uma das ações. O governo pode fazer a MP como parte da previdência. Se não for aprovado na Câmara, o governo está disposto a fazer uma medida provisória em relação ao setor público. Com certeza, essa situação vai abrir debates no Congresso Nacional.

CO Popular- O governador Pedro Taques (PSDB) precisa mostrar viabilidade de uma eventual candidatura à reeleição, nas eleições de 2018?

Cidinho Santos- Ainda é muito cedo para discutir o assunto. O Estado passa por crise. O governador tem feito um grande esforço para superar as dificuldades. Mato Grosso teve quedas na sua arrecadação. Aumento das despesas que acontece permanentemente. É preciso aguardar. É uma decisão dele de ser ou não candidato em 2018.

CO Popular- O Governo do Estado também busca alternativas para sanar a crise na saúde, como a utilização de recursos do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab). Concorda?

Cidinho Santos- Quando o cobertor é pequeno, você tem que fazer aquilo que é possível. Acho que dentro de um consenso de quem paga o Fethab, o Conselho do Fethab, dos deputados estaduais e é como coisa de transição para atender uma coisa emergencial. Acredito que não seja um fim do mundo.


“A agroindustrialização é o grande potencial do Estado de Mato Grosso”

Ricardo Tomczyk é um dos fundadores da Aprosoja e advogado por formação. Foi ex-presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja) e hoje ocupa o cargo de secretário da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec). Além da Aprosoja, Tomczyk tem papel de destaque na esfera federal, onde ocupou o cargo de presidente do Instituto Pensar Agro (IPA), que coordena e fomenta a atuação da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). Em entrevista ao Jornal Centro-Oeste Popular, ele fala sobre os projetos para o desenvolvimento do Estado de Mato Grosso, investimentos, dificuldades, cadeias produtivas entre outros assuntos. Confira.

Centro-Oeste Popular- Quais os projetos da Sedec quanto à política de atração de novos investimentos para o Estado?

Ricardo Tomczyk- Leis setoriais. Estamos fazendo uma reformulação dos incentivos fiscais, estabelecendo as leis de acordo com as cadeias produtivas, transformando hoje os incentivos que são pró-empresa para pró-mercado, isto é, incentivando empresas e não setores. Esses projetos, estão sendo construídos e devemos em breve ter aprovação da Assembleia Legislativa a partir do segundo semestre deste ano. Nossa meta, nesse primeiro semestre é enviar os projetos de leis para a Assembleia. Outra vertente, é a

própria divulgação do Estado de Mato Grosso. Participamos de diversos eventos promovidos pela própria Sedec, como o Desenvolve MT, que tem como meta divulgar as potencialidades do Estado. Temos buscado ações em novos setores, novas empresas. Outro fator importante é o projeto da Zona de Processamento de Exportação de Mato Grosso, localizada em Cáceres, que certamente conseguiremos atrair empresas que estão olhando para o mercado sul-americano.

CO Popular- O que o Governo do Estado tem feito para incentivar o desenvolvimento econômico em Mato Grosso?

Ricardo Tomczyk- Uma atração muito boa no setor de combustíveis. Conseguimos inaugurar no Estado a grande planta de etanol de milho. Uma grande parceria entre a empresa local com uma empresa norte americana. Uma tecnologia de ponta, que vai consumir grande volume da nossa produção de milho, produzindo etanol e também fonte de proteína para alimentação animal. Temos projetos de mineração sendo instalados no Estado. Um exemplo, é que o Grupo Votorantim que está instalando um projeto monstruoso no município de Aripuanã, direcionado para extração mineral. Projetos industriais diversos. Recentemente, aprovamos o incentivo fiscal de uma indústria que vai produzir máquinas e equipamentos em Campo Verde. Estamos buscado o setor têxtil, a verticalização da cadeia em Mato Grosso. Um interesse fundamentado de um grande shopping de confecções para as fábricas venderem no atacado, estimulando a indústria de confecções.

CO Popular- A cadeia têxtil já está com um cronograma?

Ricardo Tomczyk- Sim. Dentro dos programas das leis setoriais, a lei de incentivo a cadeia têxtil é a que está mais adiantada. Com a aprovação das legislações, os investimentos devem ser imediatos, uma vez que a verticalização já é muito concreta, muito firme principalmente com a instalação desse shopping que vai ser o primeiro grande shopping de fábrica aqui no Estado. Com certeza vai estimular muito o ramo de confecções.

CO Popular- A Sedec tem um trabalho voltado às micro e pequenas empresas. O que vem sendo desenvolvido para o fortalecimento do setor?

Ricardo Tomczyk- As micros e pequenas empresas estão sendo atendidas dentro do super simples. Todas elas têm linhas de créditos, facilitação de produtos fabricados por pequenas e médias empresas. O Desenvolve MT, tem se dedicado abrir mercado justamente para essas empresas.

CO Popular- O Estado é referência no setor agropecuário, há algum projeto para o fortalecimento da agroindustrialização em MT?

Ricardo Tomczyk- Com certeza. A agroindustrialização é o grande potencial de Mato Grosso. Um exemplo, é a cadeia têxtil como já mencionei anteriormente. A indústria de carnes também tem se desenvolvido bastante, principalmente suínos e aves. Estamos com processo de atração forte de frigoríficos bovinos para o setor.

CO Popular- Secretário o senhor poderia citar municípios que tiveram mudanças e se instalaram em MT por causa do beneficio oferecido pelo Governo do Estado.

Ricardo Tomczyk- Nova Mutum e Lucas do Rio Verde, ambas têm grande empresas alimentícias. Elas são empresas incentivadas que transformaram a economia dessas regiões. Temos a Cervejaria Petrópolis em Rondonópolis. Incentivos que foram dados ao longo do tempo e que trouxeram as empresas e investimentos para Mato Grosso. Hoje praticamente todas as empresas do ramo industrial têm incentivos do Estado. Todas elas sejam grandes, médias ou pequenas indústrias contribuem para o desenvolvimento de Mato Grosso. Elas só sobrevivem por causa dos incentivos fiscais.

CO Popular- Qual s importância da verticalização e industrialização da produção de etanol?

Ricardo Tomczyk- Muito importante. Contamos com um grande potencial no milho, na produção de etanol de milho. Nessa safra, iremos produzir perto de 30 milhões de toneladas. Um consumo de menos de quatro milhões de toneladas. Esse montante na safra de milho tem grande potencial para ser transformado em etanol, tendo em vista que o milho é o produto mais barato do mundo. O etanol de cana também é importante, mas temos complicações ambientais na questão de zoneamento, o que impedem o maior crescimento dessa cadeia em Mato Grosso, acaba sendo pouco competitivo produzir etanol de cana devido a distância dos grandes centros consumidores.

CO Popular- Quais as metas da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico?

Ricardo Tomczyk- A implantação do médio prazo de incentivos, para que possamos acelerar ainda mais a industrialização do Estado, mesmo diante de um cenário de crise nacional. Com isso, teremos uma legislação robusta, um estado competitivo, principalmente na agroindustrialização. Desenvolvimento do turismo, que possui um potencial incontestável. O Governo do Estado tem feito investimentos intensos, principalmente na questão das estradas que dão acesso aos locais turísticos. Essa estruturação, com certeza fará que nosso turismo consiga ser bem visitado e alavanque o crescimento de Mato Grosso. O turismo é um setor que gera emprego, renda e traz desenvolvimentos.

CO Popular- O Estado é rico em áreas turísticas, mas é um setor pouco explorado. O que a Sedec tem em projetos para alavancar esse setor?

Ricardo Tomczyk- Além do Prodestur, contamos VOE MT que é um projeto que trouxe incentivos fiscais para as empresas aéreas de aviação regional. A iniciativa tem proporcionado um aumento significativo das rotas e facilitado o aumento de pessoas não só a trabalho, mas também do turismo. A divulgação do potencial turístico de Mato Grosso tem grandes inserções nos veículos de comunicação nacional e internacional. Fizemos uma parceira com o Canadá, com países asiáticos, como por exemplo, da Tailândia e Singapura. Temos avançado sim. O turismo é um dos grandes pilares da nossa economia.

CO Popular- Quais os grandes problemas no setor hoteleiro que acabam afastando possíveis investimentos estrangeiros?

Ricardo Tomczyk- O maior problema do setor hoteleiro é o acesso à oferta. Por conta da Copa do Mundo, vários projetos foram estabelecidos, talvez foi um erro estratégico e acabaram ficando com uma ocupação muito baixa. O Estado pretende buscar a economia como um todo. Precisamos avançar muito no setor hoteleiro.

CO Popular- CO Popular- Na sua concepção, quais os maiores gargalos do Estado?

Ricardo Tomczyk- A reforma tributária. A questão da infraestrutura, logística e necessidade da reforma tributária. O Governo tem feito um grande esforço para resolver a questão. Precisamos ter bons instrumentos de incentivos para poder compensar essas falhas. Mas o Estado tem avançado na questão da infraestrutura, são grandes obras que estão sendo feitas. O importante é que estão sendo feito novas estradas, principalmente com recursos do Fethab. Isso vai se tronando realidade vai incluindo regiões importantes na questão do desenvolvimento, na facilitação do tráfego de pessoas e principalmente de cargas. Com isso, aos poucos o Estado vai criando uma estrutura diferenciada.

CO Popular- Qual a análise que o senhor faz desses dois anos de Governo de Pedro Taques?

Ricardo Tomczyk- Um período de muita dificuldade, em função do estado de deterioração que o governo encontrou não apenas das finanças , mas de todo o processo de prosseguimentos dentro das secretarias. Perdemos muito tempo consertando erros do passado. Vejo um esforço, gigantesco de toda a equipe, principalmente do governador Pedro Taques em colocar o Estado nos eixos, combatendo a corrupção.


“Precisamos acreditar que existe um líder maior que está conosco e não nos abandonará, Deus”.

Oscar Martins Bezerra nasceu Cuiabá e trilhou a carreira política no norte de Mato Grosso, quando foi eleito prefeito do município de Juara em 2004. Ex-prefeito e liderança regional do Vale do Arinos, Oscar se consolidou como uma das opções da safra de novos políticos que cresceram no cenário estadual. Atento ao desenvolvimento da região, Oscar Bezerra se destacou com relevantes trabalhos nas mais variadas áreas. Dessa forma, o trabalho à frente da Prefeitura de Juara credenciou Oscar a pleitear novos espaços na vida pública. Com isso, a mulher, Luciane Bezerra, exerceu o mandato de deputada estadual, 2010/2014, com trabalho de destaque em Mato Grosso, e agora, nas eleições de 2014, Oscar foi eleito deputado estadual com 20.390 votos. Os dois são filiados ao Partido Socialista Brasileiro (PSB). Em entrevista ao Joral Centro-Oeste Popular, o Bezerra fala sobre política, trabalhos da Assembleia entre outros assuntos. Confira.

Centro-Oeste Popular- Qual a sua análise sobre o caso dos grampos em MT?

A Oscar Martins Bezerra- A situação é bem complicada. Acredito que tenha que ser investigado e os culpados devidamente punidos.

CO Popular- Quais as perspectivas que o senhor faz para a Casa de Leis para o segundo semestre?

Oscar Bezerra- Muitos projetos estão vindos do Executivo para nossa análise. Espero que tudo seja discutido, analisado e que tenhamos uma conclusão que seja boa para o nosso futuro e consequentemente para a nossa sociedade.

CO Popular- Na sua concepção, quais os maiores gargalos de Mato Grosso?

Oscar Bezerra- Difícil falar sobre isso em um momento tão complicado como o que estamos vivendo. Eu acho que em toda sociedade, na nossa casa, na nossa família o que deixamos para os nossos filhos? Educação. Sem ela, não existe discernimento para pensarmos na saúde, infraestrutura e lazer. Acho que o nosso maior gargalo tem que ser a educação para que possamos conseguir outras conquistas.

CO Popular- Deputado qual a finalidade do projeto de lei que pune deputados faltosos em sessões na Assembleia Legislativa?

Oscar Bezerra- O projeto tem seu objetivo principal de acabar com as faltas dos parlamentares. Pois, ganhamos para isso e muitos deputados acabam deixando de lado a sua atuação parlamentar para outros afazeres em sua base. Que não deixa de ser um dos trabalhos de um deputado. Mais é preciso por ordem, compromisso de cada um com as sessões é sem dúvida o principal objetivo do projeto de resolução. A Assembleia Legislativa se prepara nas próximas semanas para enfrentar pautas bastante delicadas que serão enviadas pelo Governo. Qual é a expectativa para a tramitação desses projetos na Casa? Como já disse, espero que tudo seja analisado com cautela para tomarmos a melhor decisão para o nosso futuro.

CO Popular- Deputado cite os três projetos de sua autoria na Assembleia Legislativa

Oscar Bezerra- O projeto de resolução que pune os deputados faltosos acredito que esteja sendo bem discutido nos últimos dias na imprensa de Cuiabá. Apresentamos um substitutivo integral que fez algumas alterações no projeto. A mais significativa é que se aprovado as nossas sessões agora serão nas terças e quartas, excluindo a quinta-feira. O Projeto de Lei que prevê o “Programa Segurança nos Ônibus”. Onde a Lei propõe que as rodoviárias do Estado passem a verificar com aparelhos específicos a entrada de metais e armas em cada veículo. Assim, poderá garantir mais segurança aos passageiros. Um projeto muito interessante e que foi bem discutido em 2016 foi o que propõe que as escolas de ensino médio da rede privada e pública apliquem a aula de direito constitucional. Pensei na possibilidade de todos os jovens terem um conhecimento mínimo de como funciona as leis e nosso país. Se um jovem de 16 anos tem o direito de votar, ele também tem o direito de entender o grande poder que tem nas mãos. Muitos jovens não estão preparados e não sabem se quer o que um deputado faz. Com a inclusão da disciplina isso pode mudar alguns rumos da nossa sociedade.

CO Popular- O relatório da CPI das obras da Copa já está concluído? Quando será apresentado?

Oscar Bezerra- Sim, inclusive ele já foi votado por este parlamento e segue agora para análise do Ministério Público.

CO Popular- O senhor é a favor ou contra a retomada e conclusão das obras?

Oscar Bezerra- Jamais fui contra as obras. Acredito que a forma como as coisas foram decididas e “levadas” por um tempo foi de forma incorreta. Esta aí o resultado, várias obras inacabadas.

CO Popular- O Brasil passa por momentos conturbados na politica e na economia. Qual o seu posicionamento sobre essas questões?

Oscar Bezerra- Não está sendo fácil. Precisamos acreditar que existe um líder maior que está conosco e não nos abandonará, Deus. Vamos superar e dar a volta por cima.

CO Popular- Os deputados irão criar a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar um suposto rombo de R$ 500 milhões na Assembleia Legislativa (AL-MT) nos últimos 22 anos?

Oscar Bezerra- Acredito que esse assunto já tenha sido deixado de lado pelo parlamentar que tentou propor. Acho que CPI em alguns casos só vem para criar uma espécie de palco, palanque para o determinado deputado. Investigar algo que poderá só manchar a imagem da Assembleia, não acho justo. Se existir indícios suficientes tudo bem. Mais se deixar levar por “ego”, por estar apenas na mídia, não acho correto. Se o parlamentar estiver tão preocupado com a situação leve as provas e a denuncia ao Ministério Público. No caso, da CPI das Obras da Copa do Mundo o clamor foi feito pela população, as pessoas me pediam na rua para fazer algo. E como representante da população teve a honra de fazê-lo. Agora ficar levantando historias, em cima de qualquer conversa ou assunto, não acho correto com a população.


“Estamos destravando a cidade e iremos realizar um novo planejamento para Várzea Grande” Afirma Jaime Campos

O secretário de Assuntos Estratégicos de Várzea Grande, Jaime Campos (DEM), não

tem medidos esforços para melhorar a vida da população várzea-grandense. Prova

disso, são os recursos e obras que estão sendo realizadas por toda a cidade. Em

entrevista ao Jornal Centro-Oeste Popular Jaime Campos fala sobre os desafios da

atual gestão, das obras e das expectativas de melhorias para a segunda maior cidade

do Estado de Mato Grosso. Confira.

 

Regina Botelho

Da Redação

Centro-Oeste Popular- Secretário como estão os andamentos para construção da

rodoviária?

Jaime Campos- A prefeita Lucimar Campos (DEM) estuda a possibilidade de realizar

uma Parceria Público-Privada (PPP) para construção de uma nova rodoviária da cidade.

Estamos estudando a possibilidade de ver se encontramos uma PPP para fazer a

rodoviária. Vamos buscar se tem alguma empresa que se interessa em construir a

rodoviária, e administrar por 20, 30, 40 anos, e renovar por mais 30.

CO Popular- Na sua concepção, hoje qual o principal gargalo de Várzea Grande?

Jaime Campos- A saúde. O município não tinha nenhuma ambulância. Agora, temos 10

agora, mas ainda é pouco para atender a população de 300 mil habitantes. Precisamos

destravar as obras de 13 unidades de saúde, que estavam ‘bichadas. Aos poucos, iremos

sanando esses problemas. Depois que deixei a prefeitura há 15 anos, os antigos gestores

estupraram e transformaram o município em um grande bagaço.

CO Popular- Várzea Grande vai ganhar um novo Parque na região do Cristo Rei.

Quando as obras serão iniciadas?

Jaime Campos- As obras serão iniciadas no segundo semestre de 2017. O parque será

construído em uma área de oito hectares de propriedade da empresa Sadia Oeste nas

proximidades do bairro Alameda. Será um dos melhores parques do Estado. Será feito

uma coisa grandiosa, que o várzea-grandense sentirá orgulho. A prefeitura está em

conversação com a empresa, aguardando a resposta para iniciar as obras. 

CO Popular- Qual é a prioridade da atual gestão municipal?

Jaime Campos- Saúde, educação e infraestrutura. Iniciamos vários trabalhos na saúde

que estão sendo feitos de forma revolucionária. Reformamos e inauguramos quatro

policlínicas. O Pronto Socorro Municipal da cidade nos próximos 120 dias será a

melhor unidade de saúde do Brasil. A unidade foi toda reformada equipada e com irá

contar com os melhores equipamentos do Brasil, totalmente humanizado. Um trabalho

invejável.

CO Popular- A Prefeitura Municipal irá acionar judicialmente os gestores públicos e

empresas responsáveis pelo suposto desvio de recursos que foram destinados para

construção de 13 Unidades Básicas de Saúde (UBS) na cidade?

Jaime Campos- Sim. O município já realizou um levantamento e detectou que seriam

necessários R$ 4 milhões para concluir cinco UBS, já que sete delas não devem ser

concluídas. Teremos que concluí-las com recursos públicos próprios porque o governo

Federal não vai liberar nada. Sabe por quê? Porque o que tinha disponível eles limparam

o caixa. A Prefeitura irá acioná-los judicialmente para que eles devolvam o dinheiro aos

cofres públicos.

CO Popular  – Várzea Grande está crescendo, o senhor acredita que as duas UPA´s na cidade

conseguirão atender a demanda?

Jaime Campos- Com certeza. O Pronto Socorro está passando por uma reforma geral

desde sua parte física e compra para aquisição de novos equipamentos. Reformamos e

entregamos novas unidades de saúde para a população. A prefeita está tentando

acompanhar e resolver a demanda de problemas na saúde.

CO Popular- Várzea grande é a terceira economia do Estado. Quando o senhor assumiu

a secretaria, disse que buscaria fomentar para segunda economia. O que tem sido feito

para isso?

Jaime Campos- Estamos destravando a cidade. Uma equipe constituída de 18 técnicos

está fazendo o levantamento completo para realizarmos um novo planejamento da

cidade, com novas leis para permitir que a cidade destrave. Apesar da crise que assola o

Brasil , estamos gerando seis mil novos empregos com obras que estão sendo edificadas

por toda cidade.

CO Popular- O Congresso deve aprovar o texto da Reforma Política e isso pode mudar

toda a conjectura política dos partidos que vem pensando e trabalhando para o pleito

eleitoral do ano que vem. O que o senhor pensa sobre isso?

Jaime Campos- Aprovação de uma alguma coisa da Reforma Política já vai mudar tudo.

Então acredito que todos devem pensar política somente em 2018 porque de hoje até

meados de 2018 tudo pode mudar com esses escândalos que estão acontecendo no país,

e com essa Reforma Política que pode se aprovada.

CO Popular- A atual administração promete entregar a Upa do Cristo Rei em maio de

2018. O senhor afirma que essa obra já deveria estar pronta por quê?

Jaime Campos- Sim. Os recursos para construção da UPA estavam locados há mais de

quatro anos. Lamentavelmente, a última gestão não tomou as devidas providências. Na

apresentação inicial colocaram a UPA dentro de um buraco, num brejo e um local muito

mal localizado. Conseguimos uma nova área, aqui no Ferreirão. Conseguimos refazer

uma nova concorrência pública, porque a anterior estava bichada. Fizemos tudo fr novo.

Encaminhamos o projeto para o Ministério da Saúde, para abrir uma nova licitação

pública. Prazerosamente, demos a ordem para o serviço e no prazo de 360 dias as obras

serão concluídas. O dinheiro para isso, já está no caixa.

CO Popular- Várzea Grande completa 150 anos e muitos problemas ainda precisam ser

resolvidos. A cidade tem o que comemorar?

Jaime Campos- Sem sombra de dúvidas. Conseguimos equilibrar a receita e despesa e

para os próximos quatro anos. Temos a perspectiva de convênios com o governo federal

na ordem de R$ 1 bilhão para obras de infraestrutura, na saúde e educação. Com isso,

teremos para os próximos quatro anos temos a perspectiva de convênios com o Governo

Federal na ordem de R$ 1 bilhão para obras de infraestrutura, na saúde e educação. O

passivo de Várzea Grande era de R$ 140 milhões, mas com o renegociamento da dívida

será possível um financiamento na ordem de R$ 200 milhões. Vamos entregar os

projetos para asfaltamento de 150 quilômetros de ruas em bairros sem pavimentação.

CO Popular- A cidade se transformou em um grande canteiro de obras. O que a

população pode esperar para os próximos anos?

Jaime Campos- Muitas ações. Obras de qualidade. Existem 70 obras em andamento na

cidade e 30 em fase licitação. Esses investimentos, proporcionam a abertura de seis mil

postos de trabalho, com empregos diretos e indiretos.


“ O meu maior desafio é dar um rumo de humanização e da inclusão a saúde pública”

Regina Botelho

Da Redação

Centro- Oeste Popular - Qual é o balanço que o senhor faz dos 100 primeiros dias de sua gestão?

Emanuel Pinheiro - Positiva. Uma questão que está quebrando paradigmas, quebrando preconceitos e se aproximando cada vez mais da população. Uma gestão presente na vida das pessoas, da cidade tomando atitudes, não fugindo dos problemas e olhando olho no olho da sociedade cuiabana. Uma gestão que preocupa e está comprometida. Um exemplo, é que fomos à única cidade do Brasil que não tivemos reajuste na tarifa do transporte coletivo. Isso, não ocorreu porque queremos quebrar essa lógica e quebrar paradigmas, pois antes de aumentar a tarifa temos que falar em qualidade, investimentos na melhoria do sistema. E nesse sentido, estamos avançando em varias áreas, tomando decisões e humanizando a gestão pública. Desejo desenvolver economicamente a cidade, como também resgatar a autoestima e a valorização do cuiabano. Sou um político que gosta das pessoas, do povo e vamos juntos superar os problemas que a Cuiabá dos 300 anos nos impõe.

CO Popular-Quais os principais programas para os próximos meses?

Emanuel Pinheiro- O Programa Minha Rua Asfaltada que irá pavimentar 115 quilômetros em sua primeira etapa. A meta é asfaltar 600 quilômetros de asfalto em quatro anos, com pavimentos de qualidade, com drenagem com águas pluviais. Investir na saúde e cidadania da população. Isso será um marco. O projeto piloto da ‘Hora Estendida’ nas creches. Vamos entregar duas creches, vamos resgatar o PELC –

Programa de Esporte e Lazer da Cidade em parceria com o Ministério dos Esportes. Esse programa estava perdido por quatro anos na prefeitura, nós resgatamos no valor de R$ 4 milhões. O PELC não é feito no centro da cidade, mas nos bairros, dando inclusão a população, tirando as crianças e adolescentes do mundo das drogas e violências. Reintegrarão os idosos no mundo do esporte e lazer.

CO Popular- Quais as principais dificuldades principalmente na saúde?

Emanuel Pinheiro- A saúde é o grande gargalo. É um grande problema. O sistema está um caos é o serviço público que mais me aborrece. A saúde é um sistema altamente desestruturado, insensível, como uma gestão baixa e fraca. Temos servidores comprometidos, sérios, porém falta gestão. Vou colocar o dedo na ferida, estamos estudando medidas de impacto. Ao lado da minha equipe, dos servidores, vamos anunciar medidas de choque para humanizar a saúde pública na Capital. Vamos enfrentar os desafios necessários para avançar e humanizar a saúde pública, promovendo a inclusão, humanização e a excelência na prestação de serviços. Estou insatisfeito, com a baixa qualidade da saúde. A população está sofrendo há anos com essa situação. Irei apresentar em breve medidas que venham dar um choque na gestão de saúde pública, colocando o dedo na ferida, para mudar essa situação que perpetua há décadas em Cuiabá.

CO Popular- Prefeito existe estudos que irão indicar viabilidade de comercialização de imóveis pertencentes ao município?

Emanuel Pinheiro- Sim. O município possui cerca de mil propriedades que se transformaram em massa podre e trouxeram prejuízos para a prefeitura. Estamos buscando alternativas para amenizar esse problema orçamentário, sendo a primeira dela que já vem sendo executada, é a boa relação política nas esferas estadual e federal, com destaque com a bancada federal. Outra medida é buscar dinheiro novo, que seria junto à iniciativa privada, as PPPs (Parcerias Público Privadas) e os ativos do município. Esses imóveis poderiam ser vendidos, alugados, arrendados ou mesmo colocados em garantia para levantar recursos, servindo também para fortalecer a Previdência municipal. Essas alternativas vêm sendo estudadas, sob coordenadoria da Secretaria Municipal de Fazenda.

CO Popular- O que o senhor considera um grande desafio na administração da cidade e como está lidando?

Emanuel Pinheiro- O desafio é dar um rumo de humanização e da inclusão a saúde pública. Com isso, contabilizar todas as ações para transformar Cuiabá em uma cidade cada vez melhor para se viver. Temos tudo, um povo maravilhoso, uma cidade alegre, festiva, feliz, hospitaleira, devota e com identidade cultural fortíssima. Falta despertar esse gigante adormecido para nivelar Cuiabá, por cima. Por isso, temos que ter o melhor serviço público, de exigir a excelência na prestação de serviço público e ser comparado com os grandes centros do Brasil. Cuiabá não pode ser nivelada por baixo. Então, esse toque na alma do cidadão cuiabano que mora e vive em Cuiabá é o maior desafio. E se

Deus quiser, com o nosso exemplo, com a nossa atitude, nossa liderança iremos desabrochar esse gigante adormecido que existe dentro de nós e que está enterrado nessa terra querida e abençoada.

CO Popular- Como o senhor avalia a relação entre prefeitura e Câmara neste início de gestão?

Emanuel Pinheiro- Excelente. Comecei minha vida pública como vereador. Fui vereador por duas vezes em Cuiabá. Tenho uma amizade pessoal especial como os 25 vereadores. Eles estão dando toda a sustentação, estão com boa vontade em ajudar e somar, mesmo aqueles que foram eleitos na chapa adversária. Todos querem ajudar a somar e contribuir com a nossa gestão.

CO Popular- Como é ser prefeito de uma cidade com 300 anos?

Emanuel Pinheiro- Uma sensação indescritível, um sonho. Estou nas nuvens. Vivo em estado de graça, como uma empolgação e com uma alegria constante, de ser prefeito de uma cidade maravilhosa, simbólica e emblemática, como Cuiabá. Comandar um povo tão interessante. Um orgulho pode ser o prefeito da terra que nasci, nos seus 300 anos, uma data tão emblemática e simbólica. Tudo que eu falar, gritar, a minha paixão por Cuiabá é um 1% daquilo que estou sentindo de emoção, alegria e empolgação de ser o prefeito da cidade.

CO Popular- Com relação à CAB e ao transporte coletivo, o que o senhor tem a falar?

Emanuel Pinheiro- Assim que assumi, no primeiro dia de governo baixei um decreto determinando a conformidade de assessoria jurídica e administrativa da CAB que a ex-gestão do prefeito Mauro Mendes construí. Vamos aguardar o resultado, bem como a empresa que está respondendo pela CAB. Determinei a Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano que encomendasse um trabalho junto a Fundação Getúlio Vargas, para construir um novo plano de saneamento básico para Cuiabá. Em sete anos, pretendemos investir R$ 7 bilhões de reais em saneamento básico, sendo que os primeiros 240 bilhões serão desembolsados assim que se assine o contrato com a nova gestora do sistema. Se não confirmar essa realidade de injeção financeira de R$ 1 bilhão, e o parcelamento em 18 vezes de R$ 204 bilhões, não tenham dúvidas que irei decretar a anualidade do contrato e realizar uma nova licitação para o sistema. Uma licitação que atraia para Cuiabá, uma empresa comprometida, que tenha expertise e experiência na área do saneamento básico.

CO Popular- De que forma o senhor pretende ajudar na retomada do VLT de que forma?

Emanuel Pinheiro- Quando fui deputado estadual essa foi a minha consagração. Criei a frente parlamentar de defesa, retomada e conclusão das obras do VLT. Sempre vi no modal de transporte, não apenas a transformação e revolução do transporte coletivo, mas sim um modal de desenvolvimento humano. O VLT impacta no transporte coletivo, impacta na economia, no meio ambiente, na revitalização do centro histórico integrando a cidade. É um novo indutor do desenvolvimento humano. Sempre acreditei no VLT e para mim é uma grande transformação do desenvolvimento humano, de qualidade de vida da população, da Cuiabá dos 300 anos. Graças a Deus o Governo do Estado encontrou o caminho, bateu o martelo e está resolvendo as últimas questões burocráticas para retomar essa tão importante obra.


“Programa busca assegurar integralmente o direito social das famílias em Mato Grosso”

Max Joel Russi é graduado em Administração de Empresas. Empresário e foi eleito o

vereador mais votado do município de Jaciara em 2000. Foi eleito e reeleito prefeito de

Jaciara nos anos de 2004 e 2008, priorizou as áreas de educação, meio ambiente, saúde

e infraestrutura. Foi o presidente do Consórcio Regional de Saúde da região Sul. Eleito

deputado estadual em 2014 com 20.690 votos pelo PSB. Atualmente Max Russi está

licenciado do cargo eletivo para assumir a gestão da Secretaria de Estado de Trabalho e

Assistência Social. Em entrevista, o secretário fala sobre oa Programas “Pró-Família” e

“Criança Feliz” lançados pelo governador do Estado de Mato Grosso, Pedro Taques e o

ministro do Desenvolvimento Social e Agrário, Osmar Terra.

Olho 1-“Estamos trabalhando juntos com todas as secretarias para que as políticas

públicas beneficiem essas famílias e consigam melhorar sua situação de

vulnerabilidade”.

Olho 2-“Definimos o percentual para ter de forma igualitária em todos os municípios do

estado, priorizando os 30 piores IDH de MT”.

 

Olho 3- “Queremos que os municípios dentro da sua área de atuação dependam daquilo

que realmente a gente dê condições de qualificar e colocar com mais chances no

mercado de trabalho”.

 

Regina Botelho

Da Redação

 

Centro-Oeste Popular- Qual a importância do programa Pró-família para MT?

Max Russi- Promover a inclusão social de famílias pobres, extremamente pobres, em

risco ou em situação de vulnerabilidade social, por meio de transferência de renda. O

Programa prevê a entrega de um cartão para as famílias, com o qual elas poderão

adquirir alimentos, no valor de R$ 100,00.

 

CO Popular- Qual o público alvo do programa?

Max Russi- O público-alvo são 35 mil famílias com renda familiar per capita inferior a

um terço do salário-mínimo vigente, que deverão receber um auxílio mensal para ser

investido, principalmente, em alimentação. No entanto, terão que atender a uma série de

condicionalidades, como, por exemplo, manter a frequência escolar dos filhos.

 

CO Popular- Qual o custo do Pró-Família e seu objetivo?

Max Russi- O Pró-Família terá um custo global de R$ 60 milhões para atender 35 mil

famílias nos 141 municípios do Estado. O objetivo é promover a inclusão social de

famílias pobres, extremamente pobres, em risco ou em situação de vulnerabilidade

social, por meio de transferência de renda.

CO Popular – Secretário, como funciona o Programa Criança Feliz?

Max Russi- O Governo Federal destinou o valor global de R$ 666 mil para Mato

Grosso. No Estado, 37 municípios aderiram ao programa e 5.950 crianças serão

atendidas. O Programa é instituído no âmbito das políticas públicas protetivas à

primeira infância, e busca assegurar integralmente o direito social pela proteção integral

das pessoas em situação de vulnerabilidade social, desde a gestação até os seis anos de

idade. O Criança Feliz prevê, entre outras ações, visitas domiciliares semanais de

acompanhamento dos filhos dos beneficiários do Bolsa Família. O Governo Federal

pretende atender mais de quatro milhões de crianças em todo o país até 2018.

CO Popular- O programa é de transferência de renda, mas que também tem o objetivo

de qualificar e dar caminhos novos para essas famílias?

Max Russi- Sim. Esse é o diferencial maior do programa e isso será o ponto de sucesso

do programa: o número de famílias retiradas da vulnerabilidade.  Estamos trabalhando

juntos com todas as secretarias para que as políticas públicas beneficiem essas famílias

e consigam melhorar sua situação de vulnerabilidade.

CO Popular - Qual o valor que vai ser passado para cada família?  Quantas famílias

estão cadastradas?

Max Russi – Serão R$ 100 em alimentação, que não poderão  ser usados para comprar

bebida e cigarro. Essas famílias deverão estar no cadastro único da Assistência Social,

um requisito fundamental que não abrimos mão. O cadastramento ainda vai ser feito.

CO Popular- Essas 35 mil famílias novas vão ser identificadas nesse programa ou são

famílias que recebem o Bolsa Família?

Max Russi- Novas, mas que podem coincidir de estar no programa Bolsa Família. A

ideia é o agente de saúde identificar na sua área de atuação aquelas famílias prioritárias.

São mães solteiras com vários filhos, deficientes, famílias com idosos acalmados,

famílias que estão todos desempregados, enfim famílias que estão morando em áreas de

risco.

CO Popular-O programa vai atingir os 141 municípios de Mato Grosso?

Sim- Sim.  Foi feito um critério de divisão através do Bolsa Família, através do cadastro

único da assistência social. Definimos o percentual para ter de forma igualitária em

todos os municípios do estado,  priorizando os 30 piores IDH de MT. Foi uma

determinação do governador.

CO Popular- Quando se fala em qualificação quem está envolvido e que tipo de

qualificação será dada?

Max Russi- Temos vários parceiros, entre eles a Fecomercio, Ministério Público do

Trabalho, Tribunal de Justiça, OAB, Lions, Maçonaria, Rotary. Enfim, procuramos

todos os agentes possíveis e demandaremos as ações em conjunto com secretaria de

assistência social. Queremos que os municípios dentro da sua área de atuação dependam

daquilo que realmente a gente dê condições de qualificar e colocar com mais chances no

mercado de trabalho.

CO Popular- Será feito alguma pesquisa com essas 35 mil famílias?

Max Russi- Sim. Iremos fazer um grande RX- da situação dessas famílias. Dessa forma,

pretendemos fazer um grande monitoramento desse cadastro.

CO Popular-O senhor deixa claro que a Setas vai depender bastante da eficiência da

área da assistência social dos municípios. Como está esse entendimento?

Max Russi- Fundamental.  Sem os municípios, os prefeitos e as assistentes sociais não

conseguiremos avançar no programa. Os municípios irão ganhar muito com isso. A

obrigação que todos os prefeitos almejam é melhorar a fonte de renda da sua população.

Então eles vão ter que traçar estratégias. Estamos procurando várias fórmulas para

estimular as prefeituras. Mas só vai ter sucesso quem tiver interesse maior.

CO Popular- Como funciona o Programa Criança Feliz?

Max Russi- É um programa em parceria com o Governo Federal e o Governo do

Estado. Na minha concepção é um belo programa. Um exemplo, é que apenas no

começo apenas 37 municípios aderiram. Essas cidades vão ganhar o aporte, recurso, o

Ministério vai mandar o dinheiro por criança assistida, desde a gestação até os seis anos

de idade. Aquela família que tem uma criança que está no Bolsa Família, que é

vulnerável, o município irá pagar por visita um agente social para poder fazer o

acompanhamento lá. O ministério quer que se faça uma política muito forte em cima

dessa criança.

CO Popular- Mato Grosso já tem um número especifico sobre quantas pessoas serão

atendidas?

Max Russi- Todos os municípios que aderiram ao Criança Feliz. Todas as crianças terão

acompanhamento , das famílias que estão no Cadúnico e que estão recebendo o Bolsa Família 


“ Tenho estimulado o livre mercado, a expansão de fronteiras comerciais no setor produtivo de Mato Grosso”

Nascido em Torres (RS), Blairo Maggi é engenheiro agrônomo, empresário, político brasileiro e atualmente está Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Brasil. Foi o 53º governador do estado de Mato Grosso de 2003 a 2010 e senador da República pelo mesmo Estado de 2011 até maio de 2016. Em maio de 2016, filiou-se ao Partido Progressista (PP), a fim de representar o partido no governo Michel Temer, assumindo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Em entrevista, Maggi fala sobre eleições 2018, agronegócio, BR-163, prejuízos dos produtores rurais de Mato Grosso, entre outros assuntos. Confira.

Olho 1- “Aceitei a posição de ministro para trabalhar e corrigir coisas que eu, como agricultor e empresário, sentia que poderiam ser diferentes na condução do ministério”.

Olho2- “A citação na delação premiada de criminosos é apenas um passo do processo. Daqui para frente, é preciso ver o que efetivamente vai acontecer.”

Olho 3- A única alternativa é a conclusão do asfaltamento da BR-163 em 100%. O governo se comprometeu em fazer 60 quilometro. Temos orçamento, recursos e dinheiro.”

 

Olho 4- “ A agricultura é uma coisa ágil, mas muito perigosa, pois se você não atuar no problema do dia seguinte, com certeza o produtor irá perder sua safra”.

 

Regina Botelho

Da Redação

 

CO Popular-  O senhor é cotado pela cúpula nacional do Partido Progressista (PP) para ser candidato à presidência da República nas eleições de 2018.Procede?

Blairo Maggi- Sim. Existe essa possibilidade de ser uma opção ao Palácio do Planalto. Tenho recebido o entusiasmo de muitos correligionários. Mas não é um projeto de uma pessoa. É um processo muito difícil de construir, que envolve discussões com diversos segmentos. Todos sabem da baixa densidade eleitoral em âmbito nacional o que demandaria ainda mais esforço.

CO Popular- Ministro, o senhor aceitara concorrer ao Palácio do Planalto se a conjuntura política lhe pesar a favo?

Blairo Maggi- Aceitaria sem dificuldades. As pessoas me perguntam, se o cavalo passar encilhado na minha frente você sentaria? Sim, eu obviamente vou aproveitar a oportunidade. Mas, numa linguagem bem chula, eu não vou ficar correndo atrás do cavalo no pasto. Não dá para fazer um projeto por ai.

CO Popular- Qual a prioridade para 2018?

Blairo Maggi- Ser novamente candidato ao Senado nas eleições de 2018. O meu projeto é colocar meu nome novamente a disposição dos mato-grossenses para concorrer ao Senado. Se assim for a vontade do povo, estou apto a continuar na política. Do contrário, retorno para casa.

CO Popular- O que senhor tem a falar sobre a possível dobradinha ao Senado com o ex-prefeito de Cuiabá MM e apoio à reeleição do governador Pedro Taques?

Blairo Maggi- O debate para a formação das chapas na eleição de 2018 ocorrerá só em 2018. É uma antecipação desnecessária. Muito diálogo ainda será feito até a data das convenções partidárias.

CO Popular- Como o senhor analisa as operações e investigações sobre a época em que foi governador de Mato Grosso, de 2003 a 2010?

Blairo Maggi - Passei oito anos no governo de Mato Grosso e reconhecidamente alguns problemas aconteceram nesse período. Não diretamente no governo, mas em paralelo ao governo, na área política. Há varias operações policiais e investigações no Estado sobre o período que fui governador e sobre o período seguinte. Estou acompanhando com tranquilidade esse processo.

CO Popular- Existe constrangimento em dividir o ministério com tantos investigados na operação Lava-Jato?

Blairo Maggi - Não é questão de constrangimento. Tenho acompanhado as notícias da operação, mas não converso sobre isso com os colegas. A citação na delação premiada de criminosos é apenas um passo do processo. Daqui para frente, é preciso ver o que efetivamente vai acontecer. Cada um vai ter que responder pelos seus atos.

CO Popular- O senhor é considerado um dos homens mais ricos do país e integra a lista da Forbes. Porque aceitou ser ministro?

Blairo Maggi- Aceitei a posição de ministro para trabalhar e corrigir coisas que eu, como agricultor e empresário, sentia que poderiam ser diferentes na condução do ministério. Desde que virei ministro, tenho estimulado o livre mercado, a expansão de fronteiras comerciais, a redução da presença do Estado no setor produtivo. Posso ter o título de bilionário, mas meus proventos são limitados. Não é um negócio de que posso dispor para comprar um iate, fazer tudo que eu quero.

CO Popular- Quais as medidas que estão sendo tomadas para sanar os problemas do escoamento da produção de grãos da região norte para sudoeste que acabaram  encarecendo o valor , por causa da condição da estrada?

Blairo Maggi- A única alternativa é a conclusão do asfaltamento da BR-163 em 100%.  Lembro-me que no início do Governo Lula, começamos a trabalhar esse assunto. Aliás, em 1999/2000, fiz um caminhonaço com o pessoal de Sorriso e Sinop, onde levamos 78 cargas até o Porto de Esperidião. Na época, não tínhamos sequer um quilometro de asfalto. Passados todos esses anos, esperávamos que a estrada ficasse pronta em 2013. Faltam 90 quilômetros e este ano, o governo se comprometeu em fazer 60 quilômetros. Temos orçamento, recursos, dinheiro e empresas que lá estão colocadas, inclusive uma é de Mato Grosso. 

CO Popular- Quando que o agronegócio realmente vai se responsável pela bonança no país?

Blairo Maggi- É um assunto que vem sendo discutido há muito tempo no Brasil. A agricultura não é diferente, pois o setor não é feito com subsídios. A questão da agricultura empresarial no Brasil é diferente do que se faz na Europa. Como todos brasileiros pagamos impostos para segmento. Não temos na cadeia de impostos exportação, ICMS para mandar para fora, como ocorrem com outros produtos. O agronegócio não tem a carga tributária. O agronegócio exporta imposto, faz parte da regra mundial. Como não temos subsídios, temos que ser produtivos, caso contrário iremos quebrar. Temos uma atividade importante a céu aberto no País. A agricultura de mecanização gera oportunidades para as pessoas, basta olhar para o município de Lucas do Rio Verde, Sorriso, Sapezal, Rondonópolis. Das 141 cidades de Mato Grosso, 100 nasceram depois que a agricultura chegou no Estado. Todas os municípios que estão relacionadas com a agricultura são locais bons, viáveis. Nas cidades que são mensuradas somente na pecuária, temos grandes dificuldades, pois são cidades com menor poder aquisitivo, porque existe uma diferença entre o produtor rural de grãos ou de fibras porque o produtor tem que morar na cidade. A agricultura é uma coisa ágil, mas muito perigosa, pois se você não atuar no problema do dia seguinte, com certeza o produtor irá perder sua safra.

CO Popular- Mato Grosso é o maior produtor de soja e milho. Como o senhor analisa esse cenário?

Blairo Maggi- Somos um grande produtor de grãos. Temos grande capacidade para esmagamento de grãos. A produção de milho cada vez mais se consolida com atividade da suinocultura e piscicultura. Não tenho dúvidas que Mato Grosso será produtor de proteína animal no Brasil. Na transformação do milho em etanol, tivemos um grande avanço no setor com a grande indústria que está sendo construída em Lucas do Rio Verde de uma empresa americana junto com o empresário e ex-prefeito Marino Fran. Para mim, um belo exemplo que os americanos fizeram com o milho em etanol, aproveitando o bagaço, as fibras que sobram do milho para alimentação de suínos, bovinos, aves. Uma industrialização que está chegando. A maioria das indústrias de cana-de-açúcar em Mato Grosso já está transformando milho em etanol, porque contam com uma estrutura montada. É nessa direção que temos que trabalhar. Mas o mercado, sempre é soberano. Não posso vender , alguma coisa que alguém não possa comprar.

CO Popular- Com relação, aos prejuízos, principalmente com a péssima trafegabilidade das estradas, o governo ajuda os produtores?

Blairo Maggi- O governo precisa não ajudar apenas os produtores, mas sim a infraestrutura. Se tivermos infraestrutura o resto vai tudo bem. Soja, milho e outros grãos precisam ter boa logística. Passar a mercadoria de um lado para outro é fácil, o difícil é como se faz tudo isso.  

CO Popular- O senhor ficou oito no governo, como o senhor se sente ao ver esse atoleiro na região de MT com Pará? O senhor não se sente envergonhado por não ter feito nada em relação a isso?

Blairo Maggi- Não. Q uando chegamos ao governo, tínhamos poucas estradas asfaltadas. Quando terminei o governo deixei além 1.940 quilômetros de rodovias pavimentadas, deixei mais de cinco mil quilômetros de novas estradas asfaltadas. Um período muito bom e interessante sempre com ajuda dos produtores, consórcios rodoviários que fizemos na época. As estradas que estão aí hoje estão me ajudando muito. Mas ainda muito se tem a fazer. Na questão da BR-163, não me sinto envergonhado pessoalmente, mas me sinto envergonhado pelo Brasil ainda enfrentar uma situação como essa. São estradas que foram desenhadas pelos militares. Percebi em 1990/2009 durante expedição que fiz junto com produtores, que milhares de pessoas que estavam vivendo nessas regiões foram para lá porque o governo as conduziu.  Antes de ser govenador do Estado trabalhei muito para que a estrada fosse concluída, ou pelos menos iniciadas. As obras, foram iniciadas quando Luiz Pagot foi para o DNIT. Houveram muitos problemas. A obra deveria ficar pronta em 2013, mas não aconteceu porque os preços da licitação dessas obras foram muitos baixos, realizar os serviços na Amazônia nesse período não é fácil, e as empresas que foram para lá não tiveram a capacidade de concluir essa obra e muitas acabaram desistindo. Todos sabem da morosidade que é fazer uma obra. Espero que o que está programado agora, seja concluída em 2017/2018.

 

CO Popular- Como o senhor vê a saída do Ministério de Relações Exteriores, José Serra?

Blairo Maggi- Serra vinha fazendo um grande trabalho muito sintonizado com setor primário, industrial. Trouxe para o ministério do comércio exterior, o embaixador que estava na china. Todos nós estamos trabalhando alinhados, a ponto que quando fizemos a liberação da carne para os Estados Unidos tivemos um probleminha de última hora e consegui resolver por telefone com Serra, Temer e a embaixadora no pais. Percebo que quando a gente consegue resolver as coisas por telefone, mostra que as pessoas estão envolvidas e sabem o que estão acontecendo. Minha relação com Serra sempre foi boa, nunca tive problemas com ele desde o Senado. Ele é um senador muito operoso , costumo dizer que ele é cobra o escanteio e ainda quer defender, cuida das coisas com muito cuidado.


“O governo tem que enxugar dos lugares onde sobram gorduras”, declara Janaína Riva

Regina Botelho

Da Redação

 

 

Única mulher eleita para a 18º legislatura, Janaina Riva (PMDB),foi também a segunda parlamentar mais votada com 48.171 votos, além de a mais jovem eleita neste pleito. Os primeiros anos de mandato da parlamentar foram marcados principalmente pela defesa dos servidores públicos estaduais com relação ao direito à Reposição Geral Anual, pelos embates contra a terceirização dos serviços de vistoria do Detran e pela contratação dos concursados do órgão, pela luta junto aos empresários para derrubada do Decreto 380  do Governo do Estado que quebraria boa parte dos comércios de Mato Grosso por conta do aumento na carga tributária, pela defesa do direitos dos animais, pela luta com relação à saúde e pelos Hospitais Regionais que praticamente tiveram que fechar as portas por conta dos cinco meses de atrasos nos repasses do governo. Em entrevista ao Jornal Centro-Oeste Popular ela fala sobre sua atuação na Casa de Leis, dos trabalhos, do Governo do Estado, entre outros assuntos. Confira.

 

Jornal Centro-Oeste Popular- Como é ser a única deputada mulher dentro da Assembleia?

Janaina Riva- Ser a única mulher na Assembleia Legislativa é ter uma responsabilidade muito grande, em representar todas as minorias do Estado de Mato Groso.

CO Popular- A senhora é considerada uma pessoa bastante critica. Como analisa essa situação?

Janaina Riva- Acredito que vem de nós mulheres sermos mais criteriosas, mais cuidadosas, mais zelosas. Talvez eu seja mais crítica do que os demais colegas. Temos uma preocupação, receio com o futuro. Até acho isso importante para todas as mães, mulheres. Por isso, acredito que vem da nossa essência.

CO Popular- Na Assembleia, quais são as bandeiras que a senhora defende ?

Janaina Riva- Tenho várias preocupações com o Estado. Uma delas, é a falta de planejamento para o futuro de Mato Grosso. Isso é o que mais me preocupa.

CO Popular- Qual a avaliação que a senhora faz desse primeiro ano de mandato?

Janaina Riva- Quando assumi na Assembleia Legislativa, era inexperiente. Adquiri muito conhecimento no decorrer do meu mandato e continuo nesse patamar. Tenho convicção, que consegui consolidar meu trabalho como parlamentar. Aprendi a fiscalizar e aplicar as leis de formas corretas. Tenho obtido bons frutos. Acredito que esteja no caminho certo.

CO Popular- A senhora considera uma deputada municipalista? Como tem sido sua atuação junto aos municípios?

Janaina Riva- Com certeza. Até porque a minha defesa aqui no parlamento é que os municípios tenham suas independências e sejam independentes. Todos os projetos encaminhados a Casa de Leis, zelo pelos municípios do estado de Mato Grosso.  Uma demonstração disso, foi o Fundo Estadual de Transporte e Habitação (FETHAB), onde o governador Pedro Taques tinha vontade de retirar o fundo. Mais juntos com os colegas de parlamento conseguimos manter os repasses aos municípios. Continuo lutado para que esses repasses de recursos da saúde e educação sejam destinados para que os municípios caminhem com suas próprias pernas.

CO Popular- Qual a avaliação que a senhora faz desses dois anos do governo do Estado?

Janaina Riva- Os dois anos serviram não só de experiência, mas também uma visão do que Pedro Taques irá fazer por Mato Grosso. Um governo que não tem planejamento, que começou extremamente perdido, com uma equipe técnica incapaz de dialogar. Já enfrentamos graves. Na minha concepção, não foram dois anos de governo bom. Espero que melhore, mas não acredito nessa melhora.

CO Popular- Na concepção, quais os desafios da gestão pública?

Janaina Riva- O desafio do gestor público é o dialogo da sociedade. Tanto da iniciativa privada, quanto da iniciativa pública para que se chegue a um entendimento e sobrem recursos para atividades fim.  Acho que essa deveria ser a principal meta do gestor. Economizar na máquina para investir nas atividades fins, mas sem deixar de cumprir com suas atividades constitucionais. Entre elas, cito a questão do funcionalismo público, do reajuste inflacionário. Tudo isso, tem que ser obrigatório. Assim como uma dona de casa tem suas despesas que ela não pode abrir mão de mão, o Governo do Estado também tem. O governo tem que enxugar dos lugares onde sobram gorduras, como o duodécimo dos poderes e investir em atividades fins, com professores em sala de aula, policiais nas ruas e médicos para atender a população.

CO Popular- - Seu foco enquanto deputada continua sendo a região Norte do Estado, ou Juara, que é a base eleitoral do seu pai?

Janaína Riva- Meu foco sempre foi à região norte porque nasci lá. Mas ao mesmo tempo abracei Cuiabá, e trato a cidade como se fosse mãe, pois é onde vivo, onde meus filhos estudam, onde trabalho.

CO Popular- Acredita que o governador Pedro Taques conseguirá retornas as obras da Copa do Mundo, e colocar o VLT em funcionamento?

Janaina Riva- Não acredito que o governador não ira conseguir colocar o VLT em funcionamento e também irá finalizar todas as obras da copa. Acho que não temos tempo hábil para isso. Vejo que isso deveria ter sido iniciado lá atrás, logo que o governo assumiu a gestão. Deveria ter feito um planejamento durante a transição para poder fazer com que essas obras fossem entregues.

CO Popular- O que a senhora espera do prefeito Emanuel Pinheiro?

Janaina Riva- Espero que cumpra tudo que prometeu. Que seja responsáveis com os servidores públicos, como fez sua defesa na Assembleia Legislativa. E que acima de tudo,  entregue uma Cuiabá melhor do que ele pegou.  Cuiabá ainda carece de muitos investimentos, de uma infraestrutura melhor, de mais empregos, de novas empresas. Emanuel tem uma missão de fazer Cuiabá melhor que Mauro Mendes fez.

CO Popular- Cite três projetos relevantes

Janaina Riva- Passe livre intermunicipal. Passe gratuito aos portadores de necessidades especiais. A PEC do Tribunal de contas. A PEC da saúde.

CO Popular- Como a senhora analisa o atual cenário da política brasileira?

Janaína Riva- A situação do Brasil é preocupante. Por isso, defendo RGA dos servidores públicos. Porque não sabemos o que virá por aí. Temos a questão da previdência que está bastante emblemática. Eu defendo que trabalhemos com um país mais enxuto. Que começamos a economizar. Que Assembleia que tem sobra de recurso devolva esses recursos para saúde. Seguindo esse exemplo, que outros poderes contribuam e consigam fazer um bom trabalho.

CO Popular- Jaime Campos caminhando, o Partido terá candidatura própria em 2018?

Janaína Riva- Nosso objetivo é que o PMDB tenha candidatura própria. O partido está trabalhando para isso.

CO Popular- A senhora irá para reeleição ou alcançará novos voos políticos, como saiu na mídia, que a disputaria o governo do estado?

Janaína Riva- Não tem idade para uma disputa ao Senado e ao Governo. Meu objetivo é a reeleição. Acredito que estou consolidando o meu trabalho como deputada estadual e devo continuar na Assembleia Legislativa, mantendo meus posicionamentos. Espero que mato grosso viva dias melhores, a partir de 2018.


Não vamos cometer o erro de gestões passadas, afirma Justino Malheiros

Stephanie Romero

 

Justino Malheiros, presidente da Câmara Municipal de Cuiabá para o biênio 2017/2018, foi eleito por unanimidade entre os parlamentares da Casa de Leis.

É uma estreia em dose dupla, por que Justino assume pela primeira vez como vereador da capital e também à frente do Parlamento.

Filho do ex-deputado estadual, João Malheiros, Justino herdou do pai a habilidade política e conseguiu unificar o seu nome dentro do PV, maior bancada na Casa.

No pleito eleitoral em outubro do ano passado, ele ficou em 20º lugar dos 25 vereadores eleitos e só conseguiu entrar por causa do coeficiente eleitoral.

O parlamentar obteve 2.917 votos, ficando em terceiro lugar dentro do PV, atrás de Mário Nadaf, com 3.117 votos, Felipe Wellaton, com 3.054, e na frente do delegado Marcos Veloso, que teve 2.746 votos.

Em uma entrevista exclusiva para o Jornal Centro-Oeste Popular, Justino revela seus planos para à capital.

CENTRO-OESTE POPULAR - Qual o posicionamento da Câmara em relação à regularização do UBER?

Temos audiências públicas já requeridas pelos vereadores para debater a regulamentação do transporte via aplicativo UBER em Cuiabá. Vamos discutir sobre o assunto junto com a sociedade e o resultado vai sair do entendimento dos 25 vereadores. Mas friso, a regulamentação só será aplicada ou não, após ampla discussão com a população cuiabana. Tem bastante coisa que precisa ser discutida, pontos polêmicos e conflitantes para que a gente não venha fazer as coisas em toque de caixa que possa prejudicar um segmento. Acho que todos merecem a oportunidade de emprego, não podemos virar às costas a tecnologia não há só o UBER tem outras ferramentas de transporte via aplicativos existentes.

 

CENTRO-OESTE POPULAR - A rescisão dos servidores sempre é uma polêmica. Muitos trabalharam por anos no parlamento e nunca receberam o valor total, apenas parcialmente. O que é feito com esse dinheiro, já que é descontado dos salários?  Vai ter alguma CPI sobre esse caso?

Estamos fazendo um estudo na Casa sobre esse assunto. Mas posso garantir que nessa atual gestão se tiver servidores demitidos, eles irão receber os seus direitos como manda a Constituição Federal.

 

CENTRO-OESTE POPULAR - O parlamento municipal também tem o costume de demitir os servidores justificando a Lei de Responsabilidade Fiscal, mas depois contrata o mesmo número de funcionários que foi demitido. Como o senhor explica isso?

Estamos trabalhando para que não ultrapasse o teto de até 70% da Lei de Responsabilidade Fiscal para que não ocorram demissões e depois recontratações. Essa atual Mesa Diretora não agirá dessa forma.

 

CENTRO-OESTE POPULAR - A CAB também é uma outra novela judicial. O senhor como presidente da Casa, é a favor que ela volte a ser comandada pela Prefeitura ou por uma outra concessionária?

E uma questão que também precisa ser estuda e debatida com os vereadores. O que não podemos deixar e que a população cuiabana sofra com serviços de má qualidade.

 

CENTRO-OESTE POPULAR - O parlamento segue a decisão do prefeito Emanuel Pinheiro em não aumentar o valor da passagem de ônibus em Cuiabá?

É um dos assuntos que também deve ser discutido amplamente, mas antes de se falar em aumento da tarifa precisamos concentrar nas melhorias dos serviços prestados pelas empresas detentoras dos contratos. Enquanto não houver melhoria do sistema falar em aumento seria antagônico.

 

CENTRO-OESTE POPULAR - Por falar em Emanuel, como está o relacionamento oposição e situação dentro da Câmara em relação ao Executivo?

Harmônica. A oposição entende que todo começo de gestão tem que ter uma paciência e eles estão dando um voto de confiança ao prefeito. Ele tem menos de dois meses de gestão e não dá para avaliar uma administração em pouco tempo. Mas no Legislativo a relação entre situação e oposição está tranquila, sem conflito e divergências entre os vereadores. O Executivo tem sido solicito a Câmara, por exemplo, em pouco tempo de gestão recebemos a secretaria municipal de educação, Mabel Strobel, para falar sobre o sistema de distribuição de vagas nas creches e CMEIs [Centro Municipal de Educação Infantil] o comportamento dos vereadores foram mais de colaboração do que cobrança. Gostaria de parabenizar a administração do prefeito Emanuel Pinheiro e pela condução dos seus líderes Lilo Pinheiro [líder do governo] e Marcos Veloso [vice-líder].

 

CENTRO-OESTE POPULAR - Já tem algumas CPIs programadas para serem realizadas este ano?

Não tem.

 

CENTRO-OESTE POPULAR - Os recursos financeiros da Câmara são ideais para as despesas deste ano?  Como pretendem aplicar os valores e deixar isso de forma transparente?

Os recursos são poucos, mas estamos tocando a Câmara de forma mais modesta sem deixar alguma coisa a desejar. Mas vamos junto com o prefeito e tentar ver se tem como melhorar o duodécimo para que a gente possa ter uma melhor condição de trabalho para as comissões e as secretarias da Casa. 

 

CENTRO-OESTE POPULAR - Neste seu primeiro mandato como vereador e presidente do Parlamento Municipal, quais são as medidas que pretende realizar para marcar sua gestão?

Transparência na administração pública que nada mais é que a obrigação do gestor e aproximação do Legislativo com a sociedade cuiabana através de audiências públicas, sessões itinerantes e fazendo o que já começamos a fazer, convidar a sociedade civil e organizada para que venham prestigiar e cobrar dos parlamentares a atuação ao qual nós vamos eleito.

 

CENTRO-OESTE POPULAR - Recentemente houve um caso de nepotismo envolvendo a secretária de educação do município. Como o senhor avalia esses atos que inclusive já aconteceram na Casa de Leis que o senhor preside?

O que posso falar que atualmente não há casos de nepotismo na Câmara. Garanto que nessa gestão esses casos não ocorreram. Prefiro não comentar o que ocorreu no passado. Essa atual legislatura está trabalhando para mudar a imagem da Casa perante a sociedade cuiabana.


“Estou trabalhando incansavelmente para ajudar a resolver os principais problemas do Estado”

Da Redação

Fabio Garcia é casado e pai de duas filhas, deputado federal pelo PSB, eleito com 104.976 votos. Formado em engenharia com pós-graduação em administração de empresas. Profissional qualificado, aos 30 anos de idade já respondia pela presidência de uma multinacional do setor de energia. Fabio Garcia ingressou na vida pública em 2013 como secretário de Governo de Cuiabá e foi responsável pelo desenvolvimento de projetos importantes para a cidade, como o Porto Cuiabá e o Parque das Águas. Também coordenou ações estratégicas que resultaram na aprovação de convênios e financiamentos que, juntos, somam mais de R$ 220 milhões para serem investidos em áreas prioritárias, como saúde, educação, infraestrutura, turismo e cultura. Em entrevista ao Jornal Centro-Oeste Popular ele fala sobre politica, reeleição, eleições 2018, projetos na bancada federal entre outros assuntos. Confira.

Centro-Oeste Popular- O senhor é a favor ou contra a obrigatoriedade do voto?*

Fábio Garcia - Eu sou contra a obrigatoriedade do voto por entender que em um regime democrático obrigar as pessoas a votarem é inaceitável. Precisamos reconhecer que as pessoas estão desestimuladas com a política em função da falta de credibilidade da classe política. Precisamos mudar essa realidade com uma política séria e comprometida com os interesses da maioria da população. Isso só muda se tiver a participação efetiva da sociedade, mas de forma democrática e voluntária.

CO Popular- Deputado sobre o fim da reeleição, é a favor ou contra?*

Fábio Garcia - Eu sou a favor do fim da reeleição para os cargos majoritários. Isso porque ela se mostrou um instrumento que desequilibra o pleito. Nós precisamos garantir a maior isonomia possível, dando a oportunidade para todos aqueles que queiram participar das eleições.

 CO Popular- O senhor tem um projeto que trata da possibilidade de negociar a portabilidade da energia elétrica. Como funciona?

Fábio Garcia - O projeto essencialmente visa à abertura do mercado brasileiro de energia. Estamos discutindo o projeto na Frente Parlamentar Mista em Defesa das Energias Renováveis, Eficiência Energética e Portabilidade da Conta de Luz, com o Comitê de Gestão Socioambiental da Câmara dos Deputados (EcoCâmara)) e com a Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel). Se a proposta for aprovada o consumidor vai poder escolher o fornecedor de quem compra a energia. Hoje ele é obrigado a comprar da distribuidora de seu estado, ele não tem a opção de comprar de qualquer outro comercializador de energia elétrica no Brasil. O projeto busca abrir esse mercado, possibilitar, como ocorre na telefonia, que o consumidor possa escolher, no setor elétrico, entre os distintos operadores. Porém, é necessário um tempo de transição para abrir 100% do mercado. Em um primeiro momento, o projeto reduz as exigências para que os grandes consumidores, em geral indústrias, comprem energia livremente. Mas o objetivo da proposta é abrir gradualmente esse mercado para que, a partir de 2022, também o consumidor comum possa escolher de quem comprar, em um sistema de abertura total.

“A Bancada de Mato Grosso vem trabalhando incansavelmente para ajudar o governador Pedro Taques a resolver os principais problemas do Estado.”

CO Popular - Existe a possibilidade que as indenizações pagas às transmissoras de energia este ano acarrete em um aumento de 10% na conta de luz?

“Este é meu primeiro mandato parlamentar e já conseguimos importantes vitórias para os mato-grossenses”.

Fábio Garcia – Sim! Por uma solicitação nossa, a Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados realizou, no final do ano passado, um debate sobre as indenizações que deverão ser pagas a partir deste ano para as transmissoras de energia que anteciparam a renovação de suas concessões dentro do plano lançado pelo governo Dilma Rousseff. O custo que deverá ser repassado aos consumidores é de R$ 55 bilhões, o que poderá acarretar em um aumento de mais de 10% na conta de luz. Do total de R$ 55 bilhões que deverão ser pagos, R$ 20 bilhões se referem aos valores dos ativos a serem indenizados para as transmissoras e os outros R$ 35 bilhões são o custo financeiro a ser pago sob argumento de reajuste do valor a ser indenizado. É um erro reajustar uma indenização pelo custo de capital de uma empresa, somente o reajuste do valor a ser indenizado representa 30 bilhões é um absurdo. Nós não temos obrigação nenhuma de fazer este pagamento em oito anos. A própria Lei 12.783 afirma que essa indenização será paga em até 30 anos. Então por que a redução do prazo? Ela concentra este pagamento num momento de crise em um período que o Brasil e os brasileiros não conseguem assimilar um impacto deste tamanho. No final da audiência, eu propus ao governo que revogue a portaria 120 e que faça as correções necessárias na mesma. 

CO Popular - A indenização foi criada quando?

Fábio Garcia - Essa indenização bilionária foi criada pelo governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) na publicação da Medida Provisória 579 de setembro de 2012 que baixou artificialmente a conta de energia no Brasil. A Medida Provisória, que depois foi convertida em um projeto de lei que não beneficiou ninguém, nem o setor elétrico, nem os brasileiros. Esta medida só atendeu a um interesse político eleitoral do governo anterior para ganhar a eleição mentindo para as pessoas que abaixaria o preço da energia elétrica. Hoje a gente tem pago uma conta de energia elevadíssima por causa desta medida tão irresponsável com o Brasil e com o setor elétrico brasileiro.

CO Popular- Como líder da bancada de Mato Grosso no Congresso Nacional quais as ações em benefício a Mato Grosso podem ser destacadas?

Fábio Garcia- A Bancada de Mato Grosso vem trabalhando incansavelmente para ajudar o governador Pedro Taques a resolver os principais problemas do Estado. No final do ano passado os parlamentares destinaram R$ 156 milhões em emendas que serão liberadas este ano. Deste total, R4 80 milhões serão destinados para equipar o novo hospital e Pronto-Socorro de Cuiabá que atenderá toda a demanda do Estado. Sem dúvida será o maior investimento realizado de uma só vez por meio de emendas para a saúde. Foi um acordo entre todos os deputados e senadores para que o novo Pronto-Socorro tenha os melhores equipamentos hospitalares e a população tenha um atendimento de qualidade. Participei de perto da elaboração do projeto do novo Pronto-Socorro de Cuiabá no período em que fui secretário da gestão do prefeito Mauro Mendes (PSB). Sem dúvida é a mais importante obra de infraestrutura de saúde pública de Mato Grosso dos últimos anos. Serão mais de 300 leitos que serão disponibilizados para a população dos 141 municípios. Além da saúde, também serão investidos recursos de emendas na regularização fundiária. Outra ação importante da bancada é a liberação de milhões de reais da repatriação e o projeto que torna a liberação do FEX automática.  

CO Popular- O senhor deixa a liderança da bancada federal em fevereiro. Quem assume?

Fábio Garcia – Quem tem maioria dos votos da bancada é o deputado federal VictórioGalli. 

CO Popular- O senhor se comprometeu a destinar uma emenda no valor de R$ 1 milhão para o governo estadual tentar zerar a fila de espera por uma cadeira de rodas. Como está essa situação?

“Dentro do nosso grupo político o governador tem prioridade para ser candidato novamente ao governo do Estado, em 2018.”

Fábio Garcia – Fizemos um compromisso com o governador Pedro Taques e com o secretário de Estado de Promoção Social, deputado Max Russi, em destinar R$ 1 milhão para a compra de mil cadeiras de rodas. Atualmente existem cerca de 2 mil pessoas aguardando uma cadeira de rodas em Mato Grosso. Além da minha emenda, o governo estadual vai entrar com mais R$ 1 milhão. Assim zeramos a fila e damos mais dignidade e automina para as pessoas com deficiência que precisam da cadeira.

CO Popular- Deputado o senhor foi considerado o melhor deputado de Mato Grosso pelo site “políticos.org”. É o reconhecimento do trabalho?

Fábio Garcia – Sem dúvida! Fico muito feliz com este reconhecimento, que mostra que estamos seguindo pelo caminho certo. Este é meu primeiro mandato parlamentar e já conseguimos importantes vitórias para os mato-grossenses. Eu disse que não aceiraria que os pobres mato-grossenses pagassem a conta de energia dos ricos do Norte e Nordeste do país e nós conseguimos acabar com esta injustiça.

CO Popular- O senhor preside o PSB em Mato Grosso. Como presidente conseguiu ampliar o espaço do partido na gestão Pedro Taques. Com se deu isso?

Fábio Garcia – De forma natural. Nós estamos apoiando o governador Pedro Taques desde que ele foi eleito senador da República em 2010. Nada mais natural do que ajudar a administrar o Estado, mas é bom ressaltar que cargos nunca foi condição para apoiar o governador Pedro Taques. O PSB sempre esteve à disposição para ajudar o governador, independente de espaço. E sempre ajudamos e vamos ajudar sem olhar cargos. Alguns ex-secretários da gestão Mauro Mendes que foram para o Estado não foi indicação do PSB e sim escolha pessoal do governador. 

 CO Popular- Uma maior participação no governo estadual reforça o possível apoio do PSB à reeleição de Pedro Taques com uma dobradinha com Mauro Mendes?

Fábio Garcia - Dentro do nosso grupo político o governador tem prioridade para ser candidato novamente ao governo do Estado, em 2018. A possibilidade de uma dobradinha entre Taques e o ex-prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes, não está descartada. O prefeito Mauro Mendes é um grande quadro da política mato-grossense. O prefeito que talvez tenha feito uma das melhores administrações da cidade. Saiu da Prefeitura de Cuiabá com uma aprovação de 80%” e está apto a ser candidato ao Senado Federal. No entanto, acho prematuro antecipar a discussão sobre o pleito de 2018, pois acabamos de sair de uma eleição. Precisamos é nos unir para superar a crise que Mato Grosso e país atravessam. A eleição de 2018 deve ser discutida em 2018.

CO Popular- O senhor é considerado o deputado federal de Cuiabá. Como será a sua relação com o prefeito Emanuel Pinheiro (PMDB), uma vez que seu partido não apoiou a sua candidatura?

Fábio Garcia – A minha relação com o prefeito Emanuel Pinheiro é a melhor possível. Somos amigos de longa data e já me comprometi com ele em ajudar a sua gestão. Independentemente da questão partidária, meu compromisso é com o povo cuiabano e vou continuar trabalhando para melhorar a vida de cada cidadão que vive em nossa cidade. 


“Tenho pautado minha atuação na viabilização de recursos para MT”

Médico veterinário por formação, Wellington Fagundes (PR) entrou na política em 1990, aos 33 anos, como deputado federal. Desde então, foi reeleito cinco vezes. Ingressou na política como empresário no setor de agropecuária e presidente da Associação Comercial e Industrial de Rondonópolis, cidade do Mato Grosso onde nasceu. Depois de atuar como secretário de Planejamento em Rondonópolis, foi eleito em 1990 para o cargo de deputado federal pelo PL. Fagundes foi eleito cinco vezes ao cargo, primeiro pelo PL (1994, 1998, 2002 e 2006) e depois pelo PR (2010), partido formado em 2006 pela união de PL e Prona. Ele também foi filiado por três anos ao PSDB, entre 1999 e 2001. Em entrevista, o senador fala dos projetos para Mato Grosso, logística, eleições 2018, saúde, educação entre outros assuntos. Confira.

Regina Botelho

Da Redação

Centro-Oeste Popular- O senhor será candidato em 2018? Existe esta possibilidade? O senhor tem interesse?

Wellington Fagundes – O futuro a Deus pertence. Então, não posso antecipar o futuro e dizer se serei, ou não, candidato em 2018. A possibilidade sempre existe. Afinal, sou filiado a um partido político que pode definir, entre os seus projetos, o de lançar candidato a governador nas próximas eleições. Mas temos vários nomes. No meu caso, posso dizer que toda pessoa gostaria de ser – um dia – governador do seu Estado. Então, não descarto a possibilidade, mas não posso confirmar nada. Neste momento, estou dedicado ao meu mandato de senador.

CO Popular - Quais são os seus projetos, metas para a questão da logística em Mato Grosso?

Wellington Fagundes– Mato Grosso é um estado em construção e a questão da logística é fundamental para que possamos garantir, não só a competitividade dos nossos produtos no mercado internacional, mas a segurança de todos os usuários das nossas rodovias e aeroportos. Por isso, entre as prioridades, coloco a conclusão da duplicação da BR-163/364 entre Rondonópolis até o Posto Gil e novos investimentos em aeroportos de Mato Grosso para que possamos incrementar, também, o turismo na região.Hoje, várias obras estão em execução, como as do Aeroporto Marechal Rondon e, nesta semana ainda, o ministro dos Transportes garantiu a liberação de recursos para a ampliação do aeroporto de Sinop. Mas é preciso investir em vários outros. Tenho recebido pedidos para melhorias nos aeroportos de Cáceres e Barra do Garças, por exemplo. Temos obras na BR-158 (que liga Barra do Garças a Vila Rica), na BR-242 (a chamada Leste-Oeste). E precisamos retomar as obras do rodoanel de Cuiabá e concluir o anel viário de Barra do Garças.

“MT é um estado em construção e a questão da logística é fundamental para que possamos garantir, não só a competitividade dos nossos produtos no mercado internacional, mas a segurança de todos os usuários das nossas rodovias e aeroportos”

CO Popular- No Senado, quais as frentes prioritárias que o senhor tem atuado?

“Toda a minha atuação parlamentar (seis de deputado federal e, agora, como senador) tem sido pautada pelo municipalismo. É no município que os problemas aparecem e é lá que as soluções devem estar”

Wellington Fagundes– Toda a minha atuação parlamentar (seis de deputado federal e, agora, como senador) tem sido pautada pelo municipalismo. É no município que os problemas aparecem e é lá que as soluções devem estar. Cada pessoa, cada família, constrói a sua vida na cidade onde mora. Então, temos que priorizar os recursos para melhorar a vida dessas pessoas. E todos sabem que os municípios passam por dificuldades. As crises política e econômica do país atingiram a todos. Então, tenho pautado minha atuação na viabilização de recursos, como aconteceu no caso do FEX (Fundo de Exportações). Em dois anos, o governo federal repassou R$ 1,185 bilhão para o governo do Estado e municípios. Tivemos que fazer um esforço grande, junto com toda a bancada, para liberar esse dinheiro e colocar em dia (Esse dinheiro estava parado). O governo pagava quando queria. E como relator da Lei de Diretrizes Orçamentárias, já garanti o pagamento de outros R$ 395 milhões este ano.

CO Popular - Como o senhor está vendo o cenário político em MT? Qual a expectativa para 2018?

Wellington Fagundes– Toda eleição, é uma avaliação que o eleitor faz de seus representantes. E a de 2018 não vai ser diferente. E a principal avaliação será a do atual governo, que criou muitas expectativas na população. E hoje o que se percebe é exatamente uma população desassistida na saúde, desprotegida na segurança porque há sérios problemas de gestão, como se pode observar diariamente. Por outro lado, sempre defendi que os partidos apresentem seus candidatos. Quanto maior o número de candidatos, mais opções o eleitor tem.

“E hoje o que se percebe é exatamente uma população desassistida na saúde, desprotegida na segurança porque há sérios problemas de gestão, como se pode observar diariamente”.

CO Popular - O PR trabalha uma aliança partidária para 2018?

Wellington Fagundes – Temos conversado com vários partidos, principalmente os que estiveram coligados nas eleições de 2014. A política se faz com diálogo, centrado nas idéias que ajudarão a construção de projetos e propostas para melhorar a vida das pessoas. Não da forma como é hoje o Governo, que se mostra maniqueísta e sectário, afastando todos que tentam ajudar.  Mas não há nada definido ainda. Existem várias possibilidades para 2018. Ainda é cedo para falar.

“A política se faz com diálogo, centrado nas idéias que ajudarão a construção de projetos e propostas para melhorar a vida das pessoas.”

CO Popular - O que o senhor tem feito para ajudar o estado a solucionar os problemas relacionados à Saúde, Educação, Segurança e Infraestrutura?

Wellington Fagundes – Como disse anteriormente, tenho atuado para conseguir liberar recursos para todos os setores – via emenda parlamentar ou acessando os recursos disponíveis nos ministérios. Tenho estado em audiência com vários ministros e órgãos do Governo Federal mostrando as necessidades de Mato Grosso. E os resultados são muito positivos. Temos conseguido colocar mais dinheiro no Estado.


“Conseguimos, com muito trabalho, eficiência da nossa equipe trabalhar com responsabilidade”

Regina Botelho

Da Redação

Carlos Henrique Fávaro, 45, natural Bela Vista do Paraíso (PR), é casado com Claudinéia Vendramini e pai de Rafaela e Beatriz. Fávaro chegou a Mato Grosso em 1986 em Lucas do Rio Verde, onde começou a plantar arroz, milho, sorgo, soja e constituiu sua família. Atualmente é vice-governador de Mato Grosso e titular da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema). Em entrevista, Fávaro fala sobre os avanços da secretaria, política, desmatamento entre outros assuntos confira. 

Centro-Oeste Popular – O senhor não era político, mas vem se revelando um grande articulador, pegou um partido combalido e hoje é uma das maiores legendas no Estado. Como o senhor avalia essa primeira experiência na vida pública?

Carlos Fávaro–Primeiramente as coisas tem que correr de forma natural, inclui credibilidade, inclui compromisso, para você alinhar com as pessoas tem que honrar, falar sim quando puder falar sim, e falar não quando tem que ser dito não, com respeito, com sinceridade, com humildade, com diálogo.O PSD digo que ele não precisa nesse momento de cacique, de dono, de manda chuva. Ele não precisa disso. Precisa de diálogo, precisa de pessoas que façam políticas sérias, políticas de resultado para o cidadão. É essa inovação que a política quer no Brasil.Estamos colocando dessa forma para conseguirmos trazer grandes líderes. Por exemplo, nos últimos dias tivemos uma reunião com algumas insatisfações dentro da base aliada, que tem algumas coisas que vão gerando um certo conflito, e fizemos uma reunião de cinco horas, ouvindo toda executiva, todos os parlamentares, e é assim que a gente constrói um partido, ponderando, mostrando outro lado, as dificuldades, ouvindo também e é assim que o partido está se tornando forte, mas mais importante que isso, é fortalecer a base aliada do nosso governo, a base aliada do governador Pedro Taques.

CO Popular –O Governo do Estado vem tentando uma aproximação com o PP, que tem como principal liderança o ministro Blairo Maggi, inclusive sendo oferecida a Secretaria de Agricultura ao partido. Como o senhor vem acompanhando essas conversações?

Carlos Fávaro–É importante para a base aliada, o PP está firme na base aliada do governador Pedro Taques, tem uma grande oportunidade do sincronismo com o Ministério da Agricultura sendo tocado por um mato-grossense, não só pelo importante ministro Blairo Maggi, mas temos lá secretário executivo o EumarNovacki, o Neri Geller que é secretário de políticas agrícolas, conhece a Pasta. Chegou a ministro e vive a política agrícola com intensidade, certamente esse sincronismo entre Ministério da Agricultura e Secretaria de Agricultura é importante e vai trazer ganho aos mato-grossenses. Ficarei feliz se o governador Pedro Taques conseguir fazer essa negociação e se concretizar.


“O governo tem entregado muita coisa.Foram mais de 1.400 quilômetros de rodovias construídas e recuperadas no Estado, mas precisa a classe política estar envolvida”

CO Popular-E quanto ao perfil mais político do secretariado?

Carlos Fávaro – Essa composição da base aliada e a politização das secretarias vai fazer bem ao governo, vai fazer vem às políticas públicas que estamos implementando e entregando aos mato-grossenses. O governo tem entregado muita coisa.Foram mais de 1.400 quilômetros de rodovias construídas e recuperadas no Estado, mas precisa a classe política estar envolvida, estar levando essas informações que muitas vezes não chega ao cidadão. É um sincronismo que vai fazer bem ao governo, que vai fazer bem ao cidadão.

CO Popular – Quando do anúncio do nome do senhor para a Sema, muitos diziam que era a raposa tomando conta do galinheiro, devido ao senhor ser representante do agronegócio. Mas como é essa relação hoje com os ambientalistas?

Carlos Fávaro–Conseguimos, com muito trabalho, eficiência da nossa equipe, com a confiança do governador, que não ouviu esse tipo de conversa e me disse para trabalhar com responsabilidade e fazer as transformações que a Secretaria de Meio Ambiente necessitava. Conseguimos provar nesse período de oito meses à frente da Secretaria, ser possível casar produção e sustentabilidade.A prova disso é que nós nesses oito meses, mas fazendo um comparativo do ano de 2015 com 2016, conseguimos abrir as portas da legalidade, junto com uma consultoria, especialistas, diminuímos em 40% o tempo médio de licenciamento no Estado. O tempo médio era de 272 dias para emitir uma licença e em 2016 fechamos com 163 dias.Estamos felizes com isso? Não. É possível melhorar e tenho certeza que vamos melhorar o tempo médio para entrega do licenciamento. Conseguimos também aumentar o número de licenças emitidas em 36% em 2016. Abrindo a porta da legalidade ao cidadão, mas também combatendo os crimes ambientais. Nos últimos anos o crescimento do desmatamento ilegal era uma constante, e esse ciclo foi quebrado exatamente em 2016, quando vem um ruralista, alguém do setor do agronegócio trabalhar na Secretaria de Meio Ambiente, reforçar a equipe, combater o desmatamento ilegal, e diminuímos em 19% o desmatamento ilegal no Estado.Mas também não é um número para ficarmos contentes. O governador Pedro Taques fez um compromisso ousado com o mundo na COP 21 de zerar o desmatamento ilegal até 2020, em 2016 reduzimos em 19%, e temos uma meta ousada em reduzir 30% em 2017, e zerar esse número lá em 2020.

“Hoje os parques são mais que um espaço de lazer, é a possibilidade da população urbana conviver com o meio ambiente, contemplar a natureza, de forma sustentável, equilibrada”

CO Popular- Mas como zerar o desmatamento ilegal?

Carlos Fávaro- O desmatamento mudou o perfil. Não existe mais no Estado de Mato Grosso grandes desmatamentos. Há uma consciência do produtor que o mundo quer produtos sustentáveis, e ninguém mais ousa fazer, até porque sabe das penalidades, que são muito rigorosas, os embargos às propriedades e as multas aplicadas são tão rigorosas que amedrontam quem faz esse tipo de coisa.Então o perfil mudou. Hoje 50% do desmatamento é em áreas de até 50 hectares, são pequenos polígonos que são desmatados. Mas muitos polígonos mas de pequenas quantidades, e isso precisa de muito rigor muita operação. Para melhorar essa eficiência, em 2017 vamos fazer um comitê, uma base operacional volante, integrada com todas as forças policiais, estaduais e nacional, na região de Colniza, que representa mais de 60% do desmatamento ilegal hoje em Mato Grosso. Repressão ainda a quem insiste no crime de desmatamento ilegal.


“O desmatamento mudou o perfil. Não existe mais no Estado de Mato Grosso grandes desmatamentos. Há uma consciência do produtor que o mundo quer produtos sustentáveis, e ninguém mais ousa fazer, até porque sabe das penalidades”

CO Popular – Os parques da cidade são de responsabilidade da Sema. A Secretaria tem algum programa visando a revitalização desses locais?

Carlos Fávao – Tem sim. Hoje os parques são mais que um espaço de lazer, é a possibilidade da população urbana conviver com o meio ambiente, contemplar a natureza, de forma sustentável, equilibrada, e a prova é o sucesso dos parques aqui em Cuiabá.É uma determinação do governador Pedro Taques a ampliação e a melhoria desses parques, estamos fazendo um programa constante de melhoria, veja o Parque Mãe Bonifácia de 2015 pra cá, as melhorias em parceria com as Secretarias da Cidades, de Infraestrutura, as melhorias das pavimentações, sinalização, a melhoria com relação à segurança, com a Secretaria de Segurança Pública dando segurança ao cidadão que vai lá ao Parque Mãe Bonifácia, então é uma constante.Investimos anualmente mais de R$ 1,2 milhão nessa melhoria, e para 2017 vamos investir de novo R$ 1,2 milhão na melhoria do Parque MassairoOkamura, no Zé Bolo Flor, e também de novo no MãeBonifácia. A Praça do Cerrado será revitalizada. Também é uma determinação do governador a criação de parques em outros municípios, no interior, levar esse benefício dos parques urbanos para municípios importantes para o meio ambiente no interior do Estado, e faremos isso com recursos das compensações ambientais. A iniciativa privada pode construir, revitalizar esses parques e quando ele apresenta o projeto, mostra a totalidade, ele faz e o Estado dá a quitação do déficit ambiental dessa compensação.

CO Popular – O deputado Alan Kardec voltou a cobrar a taxação do agronegócio. Qual o posicionamento do senhor?

Carlos Fávaro – É importante dizer que quando se fala em taxação do agronegócio, parece que o agronegócio não paga imposto. 53% do ICMS recolhido em Mato Grosso tem origem no agronegócio. Se alguém compra um bife de um animal abatido em Mato Grosso, compra lá em São Paulo, ele pagou ICMS para o Estado de Mato Grosso. Se alguém compra uma roupa produzida lá no Nordeste com algodão mato-grossense, pagou ICMS. Se alguém comprar suínos, frangos, ovos, em Santa Catarina, com milho, farelo e soja produzido aqui no Estado, ele pagou ICMS, sem contar que todos os insumos da agricultura, ou seja, peças, fertilizantes, defensivos, quando entram no Estado também pagam ICMS.Então, direta e indiretamente são 53% do total do ICMS produzido no Estado de Mato Grosso. A confusão é exatamente essa. Agora, existe a Lei Kandir que desonera a exportação, não só para os produtores, mas para todos os brasileiros que investem para exportação.Não é cabível, não é contra-senso  à política do próprio governo do Estado que foi visitar naquela rota da integração à Bolívia, Peru, ao Chile, nas zonas de processamento de exportação voltada a ganhar os mercados. Taxar a exportação é exportar empregos também para a política pública de outros países. Não faz sentido taxar a exportação. É perder emprego, e é perder competitividade.O que acontece é que uma política federal, que é a Lei Kandir, deixa de compensar o Estado que gera essa riqueza para o país. O superávit da balança comercial brasileira é notória com o agronegócio, com a exportação, mas ele não é compensado na mesma proporção e o Estado de Mato Grosso, os municípios mato-grossenses perdem muito. Por isso sou a favor de uma revisão na legislação do FEX, para que haja a compensação para os Estados produtores.


“Estamos confiantes no aumento de lançamentos de imóveis”

Da Redação

Julio Flávio Campos de Miranda é presidente do Sindicato das Indústrias da Construção do Estado de Mato Grosso (Sinduscon-MT). Ele é diretor das empresas Concrenorte Concreto e Engenharia Ltda e Concremax Concreto, Engenharia e Saneamento Ltda e vem de uma família com histórico de serviços prestados na construção civil. Ele é engenheiro civil, pós-graduado em Gestão Empresarial e MBA em PPA, tem 37 anos, é casado e tem um filho. Em entrevista ao Jornal Centro-Oeste Popular ele fala sobre as dificuldades do setor em Mato Grosso, expectativas para 2017 e o cenário no Estado. Confira.

Centro-Oeste Popular   - Qual a real situação do segmento da construção civil em Mato Grosso?

Julio Flávio Campos de Miranda- A indústria da construção em Mato Grosso foi afetada pela situação socioeconômica que atinge o país e Estado. Essa situação ser verifica tanto na Capital como no interior. O cenário político e econômico freou o consumo por parte de pessoas interessadas em adquirir ou trocar imóvel, via financiamento bancário. Diante de uma conjuntura de instabilidade, as pessoas preferem a cautela na hora da compra de imóvel e, por isso, postergam qualquer decisão sobre endividamento de médio e longo prazo. As empresas já reduziram seus estoques e hoje tempos um número menor de imóveis prontos para morar. Para quem tem recursos, esta é uma boa oportunidade para comprar imóveis e de poder fazer bons negócios, negociando descontos e preços. Muitas empresas organizaram ou organizam promoções e até feirões. Tivemos poucos lançamentos imobiliários em 2016, mas estamos confiantes que o mercado terá sua retomada em 2017.

CO Popular - Como senhor analisa o mercado da construção este ano?

Julio Flávio Campos de Miranda- A indústria da construção é dividida em duas áreas muito específicas: obras públicas (infraestrutura) e habitação. Esses dois segmentos ainda sofrem com os efeitos do modus operandi dos governos federal e estadual.  Por mais que o governo federal, neste fim de 2016, tenha retomado o fomento ao crédito para quem quer construir e para quem quer comprar imóvel, via Caixa Econômica Federal, isso não foi suficiente para tirar o setor de uma  condição desfavorável ao longo do ano. Lembrando que a Caixa responde por 78% do crédito imobiliário no país. Em nível local, a construtora que trabalha exclusivamente com obra pública em Mato Grosso tem encontrado dificuldades para receber suas medições, embora a obra esteja em execução. Temos casos de empresas que estão com dificuldades financeiras e não conseguem honrar seus compromissos com fornecedores e empregados porque o Estado, por sua vez, não tem feito os pagamentos por obras realizadas. Sabemos que a situação afeta os poderes, a dificuldade de pagar é grande, mas é preciso ter um olhar mais cuidadoso com o setor produtivo.

 CO Popular- As construtoras no momento estão mais entregando do que lançando. O senhor acredita que aqui em Cuiabá ainda é um mercado bom de investir em comparação ao restante do País?

Julio Flávio Campos de Miranda- Cuiabá é um dos mercados promissores da indústria da construção no país. Quem possui condições financeiras este é o momento para investir porque as empresas estão aceitando fazer negócios para entregar imóveis. Houve uma retração no número de lançamentos em 2016, mas 2017 deve ser o ano da retomada em Cuiabá e Várzea Grande. Já pudemos perceber uma mudança significativa nas vendas neste fim de ano.

 CO Popular- Em vários setores no Estado a falta de mão de obra qualificada tem sido um dos principais gargalos enfrentados na atualidade. No setor de atuação essa problemática ainda é forte?

Julio Flávio Campos de Miranda- Mão de obra qualificada é uma necessidade permanente na indústria da construção, que tem um mercado muito rotativo. Para algumas funções você encontra mão de obra abundante, mas em outras falta gente com habilidades. Os cursos de formação profissional que existem em nível local não entregam o profissional pronto para o mercado, muito embora eles sejam um ponto de partida para mudar essa realidade. É a empresa que capacita o profissional, investindo no seu aperfeiçoamento. A gente pode resumir o momento dando um alerta aos profissionais da construção civil: continuem se aperfeiçoando, pois as oportunidades são maiores para quem acompanha o desenvolvimento do mercado.

 CO Popular- Como o senhor vê a importância dada pelo Governo ao setor da construção civil? E o que precisa melhorar?

Julio Flávio Campos de Miranda- É preciso se registrar que poder público, independente da esfera e do poder, é um dos fomentadores da indústria da construção, quando uma obra gera emprego e renda. Na relação com o governo de Mato Grosso, precisamos solucionar definitivamente o problema dos atrasos nos pagamento das medições, situação que vem prejudicando a sobrevivência de construtoras e arranhando a imagem de ambos. Se a obra foi feita, ela precisa ser paga, proporcionalmente ao que foi executado. Nem mais, nem menos. É preciso que cada um faça o seu papel, respeitando os direitos, deveres e obrigações. Penso que antes demais nada é preciso envidar esforços para uma solução administrativa.

 CO Popular- Como está o diálogo com o governador? Vocês levaram alguma pauta de reivindicação a ele?

Julio Flávio Campos de Miranda- No dia 22 de janeiro de 2016, a Diretoria Executiva do Sinduscon-MT foi até o governador expor suas preocupações em relação a uma série de questões que afetam o setor, ocasião que levamos sugestões para fomentar o setor. O Sinduscon-MT apresentou uma pauta que trata de questões tributárias/fiscais, contribuição sindical, aprovação de projetos do Corpo de Bombeiros, programa habitacional estadual e obras públicas. Pedimos entre outras coisas planilhas de preços mais justas, correta aplicação da lei licitatória e recebimentos de medições em dia. Até hoje não tivemos nossa pauta atendida. O sindicato é signatário do programa de integridade do governo estadual, sendo favorável a ações e medidas de combate à corrupção no Poder Executivo. A maioria das empresas trabalha de forma correta. Embora a prática da corrupção não se justifique, é preciso, contudo, que o governo também faça a sua parte como forma de evitar que esse tipo de situação ocorra.

 CO Popular- Diante da crise financeira, quais os números da construção o Estado?

Julio Flávio Campos de Miranda- Não temos indicadores que possam aferir a situação da indústria da construção em Mato Grosso. Entretanto podemos dizer que, com base nos relatos das nossas empresas associadas, a nossa percepção é de que os investimentos em moradia ficaram tímidos. Agora no fim do ano apresentou uma pequena melhora nas negociações. De todo modo, a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) está promovendo junto com o Sinduscon/MT um censo imobiliário em Cuiabá e Várzea Grande. A fase de coleta de dados na Grande Cuiabá e já foi concluída. O levantamento mapeará a oferta de demanda de imóveis nas duas cidades. Isso acontecendo nas principais cidades brasileiras. No fim, quando o censo estiver pronto, será uma ferramenta estratégica das empresas para investimentos futuros.

 CO Popular- Que balanço o senhor faz do desempenho da Caixa em 2016?

Julio Flávio Campos de Miranda- A Caixa Econômica Federal voltou a oferecer linhas de crédito para o setor de incorporação, com o Plano Empresário. Também tem outras linhas de financiamento via SBPE (poupança) e Pró-Cotista (FGTS). No Minha Casa Minha Vida, a faixa 1,5 está começando e a faixa 1 está parada. Aqui em Mato Grosso, em relação ao Brasil, está bem, mas poderia estar melhor.  No tocante ao setor de engenharia, temos dificuldades para análise e entrega de empreendimentos. Apesar de possuir as linhas de financiamento, estamos com uma nota de corte elevada para o cliente que deseja adquirir imóvel. Além da alta das taxas de juros nos últimos 18 meses, apesar de que nos últimos apresentou tendência de queda, muitos clientes, dependendo da renda para o financiamento, as exigências ficaram maiores o que tem impedido o fechamento de contratos. Ao mesmo tempo em que se precisa reduzir a inadimplência, temos que tornar o sonho da casa própria acessível a todos, indistintamente.

 CO Popular- Qual foi o montante de financiamento de habitação da Caixa do PCMV?

 Julio Flávio Campos de Miranda-Desde sua implantação, o Programa Minha Casa Minha Vida (PMSMV) em Mato Grosso, via Caixa, já permitiu investimentos na ordem de R$ 5,8 bilhões, representado 5.108 empreendimentos, por  67.870 unidades comercializadas e 65.523 unidades entregues. Os dados são até novembro de 2016 e foram fornecidos pela Superintendência Regional da Caixa em Mato Grosso

 CO Popular- Quais as expectativas para 2017, será um ano aquecido para financiamentos?

 Julio Flávio Campos de Miranda- A gente está otimista para 2017. Todos estamos confiantes no aumento de lançamentos de imóveis. Agora, no fim de 2016, houve uma melhora importante ao ponto de a gente acreditar que é possível faltar imóvel novo no mercado no próximo ano, dependendo da região e dependendo da faixa de preço. Com as linhas de financiamento que voltaram e com os estoques baixos, acredito que tenhamos novos empreendimentos em 2017. Mas a velocidade da retomada, depende muito da retomada do crescimento do país com sua estabilidade política e econômica para o setor crescer e se recuperar.

 CO Popular- As altas dos preços dos imóveis persistirão ou pode-se esperar umaestagnação?

Julio Flávio Campos de Miranda- Aqui não teve alta dos preços, o preço do metro quadrado está bem inferior ao índice inflacionário. Por conta da situação socioeconômica do país, as empresas não conseguiram sequer aplicar a elevação dos custos de produção.

 CO Popular -  Quais os problemas mais preocupantes ou que merecem uma ação mais imediata do Sinduscon/MT?

Julio Flávio Campos de Miranda- Temos um baixo índice de associativismo. De um rol de 3 mil empresas no Estado com o CNAE (construção civil) temos um índice muito pequeno de associados. Um sindicato forte só se faz com a união de todos. Penso também que a construção civil no país precisa resgatar sua credibilidade. Há empresas sérias em Mato Grosso que não comungam de ações ilícitas que venham macular sua imagem ou lesar o erário. Então é preciso separar o joio do trigo. Isso é uma situação que se verifica e qualquer setor ou qualquer categoria profissional, mas que ganhou dimensão com a operação Lava Jato. A construção civil é um dos setores que mais emprega.

 CO Popular- Como o setor de construção tem avaliado e absorvido os efeitos da crise econômica?

Julio Flávio Campos de Miranda- A única certeza que temos é que não é a primeira vez que o país e o Estado sentem os efeitos de um momento como esse. Será mais uma daquelas situações já enfrentadas. Contingenciar ou investir vai depender do fôlego e da disposição do empresário. A geração de emprego é um indicador de como anda a construção. Os índices do CAGED mostram que a situação confortável dos últimos tempos não existe mais. Estamos com mais demissões do que contratações nos canteiros de obra no Estado. Até o mês de outubro de 2016, o saldo mostrava 1.040 trabalhadores demitidos no ano, e 7.900 trabalhadores desligados em 12 meses. A situação da mão de obra com mais demissões do que contratações no país afeta 90% dos estados brasileiros.


“A maior dificuldade é com relação aos impostos de MT que são mais altos que em outros estados”

Nelson Soares Junior faz a gestão executiva do Sindipetróleo-MT, é responsável pela administração e gestão integral do Sindicato. É conhecido pelo perfil atuante no movimento lojista. Foi recém-eleito presidente da CDL Cuiabá. Em entrevista ao Jornal Centro-Oeste Popular ele fala sobre aumento do preços dos combustíveis, diferenças de preços, arrecadação em Mato Grosso, entre outros assuntos. Confira.

 

Regina Botelho

Da Redação

Centro-Oeste Popular- O aumento do ICMS faz preço de combustíveis subir em Mato Grosso? Porque?

 Nelson Soares Júnior- Mato Grosso tem uma das mais altas alíquotas. E o governo arrecada sobre o preço de pauta. Quando a pauta sobe, isso reflete no preço final dos combustíveis.

CO Popular- A Petrobras reajustou o preço da gasolina em suas refinarias.  Como está essa situação em MT?

Nelson Soares Júnior- Depois de a Petrobras anunciar nova política de preços, ocorreram dois cortes nos preços nas refinarias. Um promovido em 14 de outubro e outro em 8 de novembro. Contudo, essas baixas não foram repassadas pelas distribuidoras aos postos ou não foram repassadas conforme a expectativa da estatal. Notas fiscais e o próprio levantamento de preços da ANP mostram isso. Os postos que já trabalham com uma margem apertada não tem como repassar uma baixa que não chegou até eles.  

CO Popular - Qual foi o percentual de aumento? O novo reajuste pode gerar um aumento de aproximadamente de R$ por litro no bolso do consumidor?


“Postos que já trabalham com uma margem apertada não tem como repassar uma baixa que não chegou até eles” 

Nelson Soares Júnior- Quanto ao terceiro anúncio da estatal Petrobras, a expectativa é de aumento de preços, mas ainda não sabemos ao certo como isso influenciará no mercado em geral. Na próxima semana teremos uma melhor ideia. 

CO Popular- Os custos das distribuidoras impedem que preço da gasolina caia?

Nelson Soares Júnior- Não sabemos como as distribuidoras formulam seus preços. Mas logicamente elas têm custos que precisam cobrir. Os postos não têm qualquer interferência sobre os preços das distribuidoras, até porque o mercado é livre para definir seus preços. Os postos compram os combustíveis das distribuidoras e decidem se repassam ou não os valores para a bomba. A decisão é comercial.

CO Popular- Porque existem diferenças de preços no postos de combustíveis?

Nelson Soares Júnior- O mercado é livre e cada um tem sua negociação com sua distribuidora e custos para contabilizar decidindo se vão repassar ou não reajustes.

CO Popular- Cuiabá e Várzea Grande conta com quantos postos?

Nelson Soares Júnior- Cuiabá com 131 e Várzea Grande com 68 postos.

CO Popular- Como andam os preços nas capitais vizinhas?


“Os postos não têm qualquer interferência sobre os preços das distribuidoras, até porque o mercado é livre para definir seus preços”

Nelson Soares Júnior- Campo Grande: Diesel R$ 3,18; Etanol: R$ 2,9; Gasolina R$ 3,37, Goiânia: Diesel R$ 3,0; Etanol: R$ 2,84; R$ 3,82
Vale lembrar que em Mato Grosso do Sul e Goiânia, os impostos são menores.

CO Popular- Abastecer o carro com etanol continua sendo vantajoso para o consumidor mato-grossense?

Nelson Soares Júnior- Sim Levando em consideração os preços médios divulgados pela ANP, em Cuiabá no período acima, a gasolina é o combustível mais vantajoso. Contudo, devido ao anúncio da Petrobras, o mercado pode estar mudando, por isso é importante que o consumidor pesquise e faça um cálculo. Para o etanol ser mais vantajoso do que a gasolina, o preço do litro tem de custar até 70% do litro da gasolina. A conta é simples: basta dividir o valor do litro do etanol pelo da gasolina. Se o resultado for menor que 0,7, abasteça com etanol. Se maior, escolha a gasolina.

CO Popular- O mercado mato-grossense comercializa quantos bilhões de litros de combustíveis? Deste qual o volume do diesel, álcool e etanol?

Nelson Soares Júnior- A previsão é que em 2016 sejam comercializados pouco mais de 4 bilhões de litros. De janeiro a outubro (ainda não temos os dados de novembro e dezembro) foram comercializados 3,47 milhões de litros, sendo 497,2 milhões de etanol, 505 milhões de litros de gasolina e 2,24 bilhões de litros de diesel. 

CO Popular- O setor é expressivo dentro de Mato Grosso, qual o valor da arrecadação de ICMS?


“A previsão é que em 2016 sejam comercializados pouco mais de 4 bilhões de litros”.

Nelson Soares Júnior- O setor de combustíveis é responsável por aproximadamente 25% da arrecadação de ICMS em Mato Grosso. 

CO Popular- Quais as dificuldades e demandas do setor no Estado?

Nelson Soares Júnior- A maior dificuldade é com relação aos impostos que são mais altos que em outros estados. Com a reforma tributária, é um pedido do setor que haja equilíbrio entre as alíquotas.

CO Popular- A nova política de reajuste de combustíveis da Petrobras deverá ser posta à prova nos próximos dias? Porque?

Nelson Soares Júnior- Depois de deduções, foi anunciado o aumento. Um reajuste a maior no preço da gasolina pode implicar em pressão sobre a inflação. Os economistas calculam que para 1 ponto porcentual de aumento na gasolina (na bomba), se tem 0,04 ponto porcentual de impacto sobre o IPCA. Qualquer movimento de preço que tenha na gasolina tende a ter uma interferência no índice. E o diesel também, porque aí está mexendo com o frete que, por sua vez, também pressiona nos preços dos alimentos e outros produtos. Por muito tempo, o governo interferiu nos preços dos combustíveis para evitar maior pressão na inflação. Com a nova política, isso não pode ocorrer.


“Vamos trabalhar com intensidade para ajudar o estado de Mato Grosso”

Ezequiel Ângelo Fonseca (PP) é natural de Santa Albertina (SP), casado e pai de quatro filhos. Formado em Matemática, Fonseca iniciou sua carreira de professor em 1985, no município de Reserva do Cabaçal/MT, onde se elegeu vereador e prefeito por duas vezes. Com 25 anos de vida pública o parlamentar também se destacou à frente da presidência da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) e foi Secretário Adjunto de Estado de Educação. Em 2010 disputou uma cadeira no parlamento estadual e se elegeu pelo Partido Progressista com 26.443 votos. Na eleição de 2014, é eleito deputado federal também pelo PP, para a 55ª 2015/2019. Em entrevista ao Jornal Centro-Oeste Popular, ele fala sobre as eleições 2018, desempenho das eleições municipais deste pleito, prioridades para o próximo ano entre outros. Confira.

Regina Botelho

Da Redação

Centro-Oeste Popular- Nas conversas dos bastidores, o nome de Welington Fagundes aparece nas eleições de 2018 contra Taques? Procede?

Ezequiel Fonseca- Sim. Além de Wellington Fagundes, temos outros nomes. Mas este é o nome de destaque que poderá ser sim um candidato a governador que venha na contra mão de Pedro Taques.

CO Popular- O Partido Progressista articula candidatura própria para Mato Grosso em 2018?


Ezequiel Fonseca- O PP vai se preparar para uma eleição majoritária em Mato Grosso. Tenho conversado com muitas pessoas, entre elas possíveis candidatos, deputados e outras pessoas interessadas. Estamos preparando o partido para que ele possa ter no Estado candidaturas majoritárias em 2018 tanto para o Senado quanto para o Governo, sacramentando assim o rompimento com o governo do Estado.

CO Popular- Como o senhor avalia o desempenho das eleições municipais?

Ezequiel Fonseca- Positivo. Nos últimos tempos, o Partido Progressista foi atacado, perdeu alguns quadros, mas conseguimos recuperar. O PP conseguiu eleger 95 vereadores e fez cinco prefeitos das cidades de Salto do Céu, Rondolândia, São José do Rio Claro, Torixoréo e Campos de Júlio. Em Cuiabá, o PP apoiou a candidatura vitoriosa do peemedebista Emanuel Pinheiro e reelegeu o vereador Paulo Araújo, que é presidente municipal da sigla na capital mato-grossense.

CO Popular- Por que o senhor é a favor da anistia ao caixa 2?


Ezequiel Fonseca- O que está em curso é a aprovação de um projeto que criminaliza o caixa 2. Assim como eu, muitos parlamentares compactuam desta ideia. Como a lei penal não retroage para prejudicar, a prática do passado não poderá ser criminalizada. Isto é o que está sendo discutido


“A chegada do Uber acredito que vai melhorar muito o transporte urbano em Cuiabá, ajudar as pessoas”.

CO Popular- Como o senhor analisa a chegada do Uber em Cuiabá?

Ezequiel Fonseca- Com bons olhos. Acredito que vai melhorar muito o transporte urbano em Cuiabá, ajudar as pessoas. Tenho presenciado o crescimento e aumento da procura pela plataforma tecnológica, devido à agilidade, baixo custo e oportunidade econômica tanto para os condutores quanto aos passageiros. Em Cuiabá vemos que o número de taxis é insuficiente para atender a demanda. 

CO Popular- Quais orientações o senhor daria ao futuro prefeito de Cuiabá?


Ezequiel Fonseca- Ter um cuidado especial com a saúde dos cuiabanos. Que ele possa ter a oportunidade junto com grandes parcerias buscar melhorar a segurança. Olhar para educação, sem esquecer o entorno de Cuiabá. Precisamos fortalecer muito o cinturão verde, pois vejo que agricultura familiar sendo de grande importância essa política de atender os pequenos.

CO Popular- De que forma a bancada Federal tem ajudado MT a destravar as obras?


Ezequiel Fonseca- Todas as vezes que fomos solicitados pela secretaria de infraestrutura temos reunido à bancada. Temos feito audiências com os ministros das pastas afins e sempre tem dado andamentos. É dessa forma que a bancada tem ajudado o governador Pedro Taques

CO Popular- Como o senhor analisa as mudanças no staff do Governo Pedro Taques?


“Estamos preparando o partido para que ele possa ter no Estado candidaturas majoritárias em 2018 tanto para o Senado quanto para o Governo”

Ezequiel Fonseca- Com bons olhos. Acho que o governador percebeu que apenas um governo técnico não avançou. O governo ainda está travado. E quando você pode mesclar técnico e politico, acreditamos que as coisas possam andar melhor.

CO Popular- Deputado, o que o senhor tem feito para ajudar as famílias rurais de MT?

Ezequiel Fonseca- Priorizado em Mato Grosso a agricultura familiar e regularização fundiária. Além da área da saúde, onde nossas emendas parlamentares têm sido direcionadas. Atendemos vários municípios, com patrulhas agrícolas, onde as cidades recebem o trator com todos os equipamentos. Atendemos vários municípios, ampliando a secretaria de agricultura de cada cidade, encaminhando carros, motos, equipamentos. Também temos trabalhado na questão da regularização fundiária, inclusive a bancada federal de Mato Grosso  consegui R$ 68 milhões, destinada ao INCRA, a fim de garantir condições e êxito nas ações e entrega definitiva das escrituras.

CO Popular- Qual a sua avaliação sobre o governado de Michel Temer?

Ezequiel Fonseca- Uma grande diferença. Temer ao menos tem diálogo e tem se preocupado com a questão do déficit publico. Está tomando todas as providências para que a máquina publica seja mais leve.


“Acho que o governador percebeu que apenas um governo técnico não avançou. O governo ainda está travado”.

CO Popular- Deputado quais são as perspectivas para 2016?

Ezequiel Fonseca- Positiva. Em 2017, vamos trabalhar com mais intensidade na agricultura familiar, fazendo com que aqueles recursos que colocamos nos  anos anteriores deem mais respostas e fiscalizar também. Os R$ 68 milhões para regularização fundiária serão bem aproveitados. Acredito que teremos muitos serviços através do Incra. Estaremos colocando como prioridade para 2017, a entrega dos documentos aos pequenos produtores. Mato Grosso tem mais de 700 assentamentos, onde a grande maioria, 80% não tem sua escritura.


“Os prefeitos, não podem ser penalizados por conta dos desacertos da política econômica”

O presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Neurilan Fraga (PSD) em entrevista ao Jornal Centro-Oeste Popular falou sobre as bandeiras municipalistas e principalmente sobre a situação vivenciada pelos prefeitos, que devem fechar o ano com dificuldades nos município devido a crise econômica. Confira.

Regina Botelho

Da Redação

Centro-Oeste Popular- O descumprimento de dispositivo constitucional é algo gravíssimo, com sérios prejuízos às administrações municipais?

Neurilan Fraga- A mudança para todos os municípios será possível com a reforma do Pacto Federativo, por este motivo, os prefeitos devem continuar cobrando do Congresso Nacional essa mudança, atuar mais junto à bancada federal. Estamos discutimos o Pacto há muito tempo, por isso participamos ativamente das mobilizações em Brasília com a Confederação Nacional dos Municípios. Historicamente o município é o ente federado que fica com a menor parte do bolo tributário nacional. Isso significa menos dinheiro em caixa para investimento nas necessidades da população. Uma das principais bandeiras da AMM é lutar pela autonomia financeira dos municípios.  Na arrecadação,  a União concentra 60% do bolo tributário, os estados ficam com cerca de 25% dos recursos do bolo tributário e os municípios recebem apenas 15% para atender inúmeras demandas que recaem sobre as prefeituras.  A gestão dos programas federais é outra atribuição que afeta os cofres municipais. As prefeituras recebem recursos insuficientes para cobrir gastos com a Educação e Saúde. A queda de receita é um problema que os municípios enfrentam todos os anos. Por isso honrar os compromissos é um grande desafio para os gestores.


A gestão dos programas federais é outra atribuição que afeta os cofres municipais. As prefeituras recebem recursos insuficientes para cobrir gastos com a Educação e Saúde”.

CO Popular- O Pagamento do Auxílio Financeiro para Fomento às Exportações (FEX), relativo a 2015, deu novo fôlego às finanças municipais?

Neurilan Fraga- Foram várias reuniões em Brasília para tratar do FEX. Nos reunimos com a então presidente Dilma  e com o presidente Michel Temer, além de ministros. Conquistamos a garantia de pagamento anual do FEX, corrigido pela inflação a partir de 2017 e tivemos a garantia do governo federal do pagamento 2016 em três parcelas, até dezembro.              A definição do FEX consta no Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias para o próximo ano. Esta é uma das reivindicações da Associação Mato-grossense dos Municípios, através do senador Wellington Fagundes, que é o relator da LDO 2017. Estima-se que a medida eleve o repasse do FEX de Mato Grosso para quase R$ 480 milhões no próximo ano. O projeto de Lei 288 prevê o pagamento obrigatório do FEX todos os anos, além da compensação integral a estados e municípios das perdas, por conta da desoneração do ICMS na exportação de produtos primários, estabelecido pela Lei Kandir. 

CO Popular- Os recursos do FEX serão destinados para o custeio de obras de quais obras?

Neurilan Fraga- Em relação às obras, o governo federal ainda tem restos a pagar de emenda parlamentares para os municípios. Muitos prefeitos iniciaram as obras, mas não conseguiram concluir devido à falta de repasses da União. Os recursos do FEX serão imprescindíveis para o fechamento das contas nesse último ano de mandato para os prefeitos. O pedido da Confederação Nacional de Municípios (CNM) é para que os valores sejam creditados junto com o Fundo de participação os Municípios-FPM. Quanto ao FEX, somente em 2015, Mato Grosso  deixou de receber em torno de R$ 5 bilhões.  O projeto visa alterar a lei Kandir e corrigir as distorções no repasse dos valores. Os recursos vão ajudar muito as prefeituras a quitar as dívidas e o pagamento da folha salarial. 


A definição do FEX consta no Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias para o próximo ano. Esta é uma das reivindicações da Associação Mato-grossense dos Municípios”.

CO Popular- Os municípios estão enfrentando dificuldade em receber recursos do estado para atender setores essenciais?

Neurilan Fraga- O setor de saúde enfrenta problemas com os atrasos nos repasses do governo para os municípios. Os atrasos chegam há quatro meses, o que comprometem o atendimento prestado a população. Com isso, os municípios têm sofrido para atendimento nesta área. s liminares que as prefeituras recebem para atendimentos acabam comprometendo grande parte dos orçamentos municipais e afetam a prestação de serviços na atenção básica e outras áreas, que são de competência dos municípios. Os prefeitos questionam também atrasos ocorridos no repasse do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços-ICMS, que é uma das principais fontes de recursos para os municípios. Os gestores realizam o planejamento financeiro em cima do recurso do imposto e contam com os valores creditados em dia para pagar as despesas. O governo esta em débito com R$ 23 milhões para os municípios. O atraso e a diminuição no repasse de recursos afetam as finanças municipais, comprometendo o planejamento das prefeituras. 

CO Popular- O que a AMM tem feito para ajudar os prefeitos de MT?

Neurilan Fraga- Estamos fazendo um trabalho para evitar ações judiciais, buscando o diálogo e o entendimento com o governo estadual. Os prefeitos que estão terminando o mandato não devem deixar restos a pagar para o próximo gestor, sob o risco de serem penalizados.  Estivemos em Brasília para pedir apoio a bancada federal para que o Congresso aprove o Projeto de Lei que flexibiliza a Lei de Responsabilidade Fiscal– LRF para que a legislação não puna os gestores que, por ventura, deixarem restos a pagar, provenientes da crise econômica, que está prejudicando a arrecadação das receitas municipais. Entendemos que os prefeitos, não podem ser penalizados por conta dos desacertos da política econômica do governo federal e muito menos pela institucionalização da  corrupção, que inviabilizaram o estado e os municípios mato-grossenses.

CO Popular- No encerramento do mandato dos prefeitos, como está a situação dos municípios?


Os prefeitos questionam também atrasos ocorridos no repasse do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços-ICMS, que é uma das principais fontes de recursos para os municípios.”

Neurilan Fraga- Os municípios mato-grossenses e o governo do estado vão receber recursos de repatriação por meio do programa de regularização de ativos no exterior. O governo federal anunciou que foram declarados R$ 169 bilhões, sendo R$ 50,9 bilhões com a arrecadação de imposto de renda e multas. Deste montante, os municípios brasileiros têm direito a 22.5%, equivalente a R$ 5,7 bilhões para serem distribuídos em todo o país. Os municípios de Mato Grosso vão receber R$ 113 milhões e o governo estadual R$ 108 milhões. Os recursos serão repassados junto com as parcelas do Fundo de Participação dos Municípios -FPM e do Fundo de Participação dos Estados-FPE, que deverão ser pagas até o dia 20 de novembro. Esta é uma conquista do movimento municipalista brasileiro sob a coordenação da Confederação Nacional dos Municípios-CNM, com o apoio das entidades estaduais. A AMM teve um papel fundamental na aprovação do projeto através de articulações junto à bancada federal, como ocorreu em outros estados. Cada entidade municipalista trabalhou junto à bancada federal para que os recursos fossem aprovados. Sem sombra de dúvida os valores da repatriação, somando os recursos do FEX, o reforço de 1% do FPM e mais a atualização dos repasses dos governos federal e estadual possibilitarão que a maioria dos gestores possam fechar suas contas, não deixando restos a pagar  para os futuros gestores. Esperamos que tudo isso ocorra de fato até o final de dezembro.

CO Popular- Como estão as obras de reforma da Associação Mato-grossense dos Municípios?

Neurilan Fraga- A reforma é primordial, considerando a necessidade de ampliar a estrutura e reparar falhas que já estavam comprometendo o prédio, como infiltração, vazamentos e inadequações físicas. Estabelecemos a reforma do prédio como uma das prioridades da nossa gestão, considerando a importância da revitalização para uma prestação de serviço mais eficiente.

CO Popular- O sufoco atravessado pelas prefeituras face à escassez de recursos, pode ser atenuado ainda com o esperado repasse de 1% do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) previsto para dezembro?

Neurilan Fraga – Sim. Estamos um pouco mais otimistas porque tivemos essa confirmação do governo de que os repasses do ICMS já estão sendo providenciados, e os municípios terão essa verba esperada do FEX e da repatriação, além do 1% do FPM. Sendo concretizado isso, praticamente 100% das prefeituras deverão fechar as contas. O Executivo estadual deverá utilizar os recursos aguardados da União para sanar pendências na saúde.  


“Mato Grosso é um estado novo e que precisa ser ajudado”.

Jose Medeiros é natural de Potiguar do sertão do Rio Grande do Norte. A família migrou para o Mato Grosso fugindo da seca no estado, o senador José Medeiros (PPS – MT) substituiu o ex-senador Pedro Taques, eleito governador do Mato Grosso nas últimas eleições. Em entrevista ao Jornal Centro-Oeste Popular, o senador falou sobre PEC 214, sobre seu trabalho no senado, desafios e metas para 2017. Confira.

Regina Botelho

Da Redação

Centro-Oeste Popular- Como está o andamento da PEC 241 no Senado? O senhor acredita que a proposta terá dificuldade de ser voltada?

José Antônio Medeiros- O relatório já foi lido na Comissão de Justiça. Agora e seguir o rito. Acredito que até o final de novembro estará sendo votada no plenário. Acho que não. O governo precisa ganhar no voto, mas também nas ruas. O governo não fez nenhum diagnóstico ao assumir a gestão e não está sabendo se comunicar com a PEC.

CO Popular- Na sua concepção, quais os pontos mais difíceis que o governo está enfrentando?


“Os partidos que são oposição à administração têm dito que o governo irá tirar dinheiro da saúde e educação, que é uma mentira deslavada”.

José Medeiros- Na verdade não existe nenhum ponto difícil. A PEC se limita no gasto do governo. Que ele não pode gastar mais do que arrecada, caso contrário no ano seguinte simplesmente, terá o acrescimento da inflação do ano anterior. Os partidos que são oposição à administração têm dito que o governo irá tirar dinheiro da saúde e educação, que é uma mentira deslavada. A PEC diz que a saúde e educação estão fora. A PEC tem piso de gastos, mas não tem um teto.

CO Popular- Com relação ao ensino médio, como estão as discussões?

José Medeiros- A reforma do ensino médio é uma questão antiga que já vem sendo discutida. Essa reforma é uma plataforma de campanha da ex-presidente Dilma Rousseff . Ela própria já falava sobre essas polêmicas. Só que agora como o Partido dos Trabalhadores está fora do poder está aliciando alunos dizendo que a mudança vai preconizar o ensino

CO Popular- O senhor acredita que as mudanças terão dificuldades de serem aprovadas?

José Medeiros- Não. Ela está sendo discutida na Comissão. A tendência é que em breve iremos entregar também essa reforma. Porém acredito que até o final do ano não será concluída, mas tudo caminha em passos largos.

CO Popular- Quais as medidas que o Governo Temer está tomando para diminuir as crises principalmente para os estados que estão sofrendo?


“Um governo que pegou uma gestão estraçalhada, mas teve uma grande habilidade política. Consegui reunir uma base forte”.

José Medeiros- Houve um refresco agora com a repartição. Alguns estados receberão o dinheiro do FEX. Mato Grosso vai receber em torno de R$ 100 milhões, mas R$ 400 milhões do FEX.

CO Popular- Existe alguma previsão de pagamento do FEX para Mato Grosso?

José Medeiros- Sim. Estamos contando que até o final conseguimos receber todo o pagamento do FEX.

CO Popular- Qual avaliação que o senhor faz os primeiros meses do Governo Temer?

José Medeiros- Um governo que pegou uma gestão estraçalhada, mas teve uma grande habilidade política. Consegui reunir uma base forte. Na Câmara de Deputados mostra que é um governo que conversa, tem dialogo e está muito preparado. Vejo que começar a sinalizar um rumo de segurança para que os investidores possam investir no país. Temos notícias de entrada de dólares no Brasil. Isso é fruto de confiança no país que está começando a germinar.

CO Popular- De que forma o senhor esta ajudando o governador Pedro taques a superar a crise em Mato Grosso?

José Medeiros- O governador Pedro Taques recebeu o Estado de Mato Grosso arrebentado, com muitas obras a céu aberto. Um estado que não foi escolhido prioridades, onde pessoas fizeram uma verdadeira malvadeza com Mato Grosso. Ele está pegando todos esses desgastes e tem arcado com esses ônus. Vejo que Pedro Taques tem dificuldades menores que outros estados brasileiros, pois foi feito um ajuste muito forte no governo. Como vice-líder do Governo Temer tenho me empenhado em prol do Estado de Mato Grosso conversando com os ministros e mostrando a necessidade que o estado tem, e não tem estrutura para suportar como outros estados estão tendo. Mato Grosso é um estado novo e que precisa ser ajudado.

CO Popular- O senhor é conhecido como principal cobrado do FEX?


“Mas a eleição é assim, uns ganham outros perdem. Com o passar do pleito eleitoral é hora de todos correrem para ajudar os municípios”.

José Medeiros- Sim. Já fui chamado de senador FEX. Mas todos nos temos essa obrigação.

CO Popular- Com relação às eleições deste ano, qual avaliação que o senhor faz do seu partido e também da base aliada do governo?

José Medeiros-Positiva. Tanto de Cuiabá quanto nos municípios. Foi Uma triste que nosso candidato o prefeito Mauro Mendes desistiu na última hora. Em Rondonópolis foi eleito Zé do Pátio do partido que também está na base e já nos colocamos a disposição dele. Mas a eleição é assim, uns ganham outros perdem. Com o passar do pleito eleitoral é hora de todos correrem para ajudar os municípios.

CO Popular- O senhor vendo sendo cotado para assumir a presidência do Senado, como está essa articulação?

José Medeiros- Existe essa incumbência. Estamos tratando esse assunto. Lógico que não sou candidato de mim mesmo, mas estou trabalhando para ser essa opção lá no Senado Federal.

CO Popular- É um momento diferente em função dessa decisão do STF com relações as restrições de alguns políticos serem membros?

José Medeiros- Não. Dentro de 81 sempre tem candidatos. Eu independente das dificuldades de outros candidatos estou construído para ser uma viabilidade.

CO Popular- Como estão as conversas para 2018?

José Medeiros- Venho para reeleição vou trabalhar o meu nome para o senado. Estou fazendo um trabalho relevante para construir esse projeto.

CO Popular- Qual o balanço que o senhor faz desses dois anos no senado federal?

José Medeiros- Estou muito contente. Era um desafio muito grande, substituir Pedro Taques. Mas tenho tentado e esforçado para que o estado fosse bem representado e graças a Deus estou conseguindo. Fique entre os dez parlamentares no primeiro ano. Em 2016, ganhei o prêmio de destaque em Nova York. Fiquei entre os dez parlamentares mais influentes novamente pela Revista Interessante. Em 2015, recebi a medalha do Brasil em Foco, sou o terceiro mais influente no Facebook. Tudo isso, é reconhecimento do esforço que temos feito. Lógico que isso é obrigação, mas fico contente com o trabalho.

CO Popular- Senador o senhor tem vários projeto, cite um que o senhor gostaria de destacar.

José Medeiros- Regularização fundiária. Tenho alguns projetos, como a proibição de interrupção de serviços públicos, no caso de juízes que interrompem whatsApp .Existe um projeto muito forte para regularizar as terras que estão precisando de títulos no nosso estado. Outro projeto para desonerar a indústria na compra de maquinários que possam gerar empregos. Na questão da infraestrutura estamos lutando pela BR-080, BR-242, duplicação da BR-163.

CO Popular- Para 2017, quais são os seus projetos?

José Medeiros- Buscar recursos para o Estado de Mato Grosso saía desse buraco econômico que se encontra. A meta é dotar o governo e estados de recursos para superar a crise.


“O governo tem feito várias ações para sanar os problemas do sistema penitenciário”

Márcio Frederico de Oliveira Dorilêo é graduado em Direito pela Universidade de Cuiabá e em Letras pela Universidade Federal de Mato Grosso, especialista em Direito Penal, Direito Processual Penal e Direito Agroambiental. Cuiabano, é defensor público do Estado de Mato Grosso, desde 1999. Membro eleito do Conselho Superior da Defensoria Pública/MT, do Comitê Multiinstitucional do Sistema de Justiça/MT e membro Suplente do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana. Trabalhou como corregedor-geral da Defensoria Pública e subdefensor público-geral do Estado de Mato Grosso. Dorilêo é secretário de Estado de Justiça e Direitos Humanos de Mato Grosso. Em entrevista ele sobre os desafios da pastas, ações de combate a violência contra mulheres entre outros assuntos. Confira. 

Regina Botelho

Da Redação

Centro-Oeste Popular- Quais os desafios à frente da secretaria?


Márcio Frederico de Oliveira Dorilêo- As principais prioridades da pasta estão a gestão da política estadual de preservação da justiça, garantia, proteção e promoção dos direitos e liberdades do cidadão, dos direitos políticos e das garantias constitucionais. Zelar pelo livre exercício dos poderes constituídos; supervisionar, coordenar e controlar o sistema penitenciário e o sistema socioeducativo, além de gerir as políticas de defesa do consumidor e de defesa dos direitos individuais e coletivos também são desafios que enfrentamos diariamente".

CO Popular-  O sistema penitenciário de Mato Grosso é um colapso?

Márcio Frederico de Oliveira Dorilêo- Não. Apesar de enfrentarmos o problema da superpopulação (são 6.413 para 11 mil recuperandos) o sistema não entrou em colapso. O estado tem conseguido manter a ordem e a segurança dentro das 54 unidades em funcionamento.

CO Popular- Qual o orçamento da secretaria de Estado de Justiça e Direitos para o programa de controle da violência?


“O sistema não entrou em colapso. O estado tem conseguido manter a ordem e a segurança dentro das 54 unidades em funcionamento”.

Márcio Frederico de Oliveira Dorilêo- O orçamento total da Sejduh-MT é de 400 milhões, contudo reitero a informação de que a Sejudh não é responsável por combater a violência. Como o próprio nome sugere, somos responsáveis pelas ações na área da Justiça e Direitos Humanos do estado, além de gerir o sistema penitenciário. Não existe na pasta nenhum programa de controle da violência.

CO Popular- O sistema penitenciário de Mato Grosso corre o risco de voltar aos tempos de antes com constantes rebeliões e motins, tempos em que servidores eram agredidos e presos executados de forma cruel?

Márcio Frederico de Oliveira Dorilêo - Não, o estado não corre este perigo. E para evitar isso, este governo tem feito várias ações para sanar os problemas do sistema penitenciário.

CO Popular- Falando em número até o momento quantas pessoas perderam suas vidas, por causa da violência?

Márcio Frederico de Oliveira Dorilêo- A Sejudh não disponibiliza dados sobre violência, pois não é responsável pelo combate a violência. Dentro do sistema o número de mortes este ano foi de 07 recuperandos mortos.

CO Popular- O Estado de Mato Grosso hoje possui quantos  jovens internados em 06 Centros Sócio Educativos?

Márcio Frederico de Oliveira Dorilêo - São sete centros de atendimento socioeducativo. A população é de 120 para 147 vagas.

CO Popular- O uso das tornozeleiras eletrônicas tem sido a principal alternativa para a reinserção dos detentos à sociedade?  Mato Grosso conta hoje com quantos mil cidadãos que utilizam o aparelho?

Márcio Frederico de Oliveira Dorilêo- Sim. O uso de tornozeleira e as audiências de custódia, ambos produtos do Poder Judiciário implementados com este objetivo: de racionalizar a entrada de cidadãos no sistema. Mato Grosso conta com 2,4 mil pessoas que utilizam o equipamento.

 
CO Popular- Um recuperando dentro da cadeia custa quanto por mês ao Estado?

Márcio Frederico de Oliveira Dorilêo- Em uma unidade de pequeno porte (cadeia) de 2 a 4 mil; em unidades de grande porte (penitenciárias)  o custo é de 2 mil, segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Departamento Penitenciário nacional (Depen).


“O uso das tornozeleiras eletrônicas tem sido a principal alternativa para a reinserção dos detentos à sociedade”

CO Popular- A violência contra a mulher é um resultado cultural das relações desiguais e assimétricas da sociedade. Concorda?

Márcio Frederico de Oliveira Dorilêo- A Sejudh, por meio da Superintendência Estadual de Políticas para as Mulheres (SEPM) cria, promove, coordena e acompanha ações públicas visando o cumprimento de convênios, parcerias e convenções atinentes à qualidade de vida da mulher mato-grossense. Nossa missão é formular, executar, monitorar, avaliar e articular políticas públicas que visem à promoção, proteção e defesa dos direitos das mulheres sob a perspectiva de gênero, classe, raça e etnia, promovendo sua transversalidade nos órgãos públicos estaduais e a participação da sociedade civil organizada.

CO Popular- Mato Grosso ocupa o nono lugar no ranking nacional de casos de violência contra a mulher. O que está sendo feito para diminuir essa realidade?

Márcio Frederico de Oliveira Dorilêo- A Sejudh, por meio da SEPM, promove debates, organizando fóruns, seminários e congressos, cujo tema seja em prol da defesa das mulheres; divulga as resoluções, documentos, tratados e convenções internacionais referentes às mulheres, firmados pelo Governo brasileiro: estabelecendo estratégias para a sua efetividade; realiza


“As principais prioridades da pasta estão a gestão da política estadual de preservação da justiça, garantia, proteção e promoção dos direitos e liberdades do cidadão, dos direitos políticos e das garantias constitucionais”

intercâmbio e firmar parcerias com organismos públicos, governamentais, ONG’s, OSCIPs e/ou privados, nacionais ou internacionais; busca conhecer a realidade e levantar dados em todo o Estado para a implantação e implementação de políticas públicas; propõe através de projetos, viabilização de recursos para reestruturação e construção de Delegacias Especializadas, Casas de Abrigo para Mulheres e Centros de Referência para Mulheres Vítimas de Violência Doméstica e Familiar e coordena e monitora as ações desenvolvidas pela Câmara Técnica Estadual do Pacto pelo Enfrentamento a Violência contra a Mulher em Mato Grosso. Já através do Conselho Estadual de Direitos da Mulher – CEDM/MT, auxilia o Poder Público de Mato Grosso a desenvolver suas atividades dentro do respeito aos direitos da mulher; estimula e promove a realização de estudos, pesquisas e eventos que incentivem o debate sobre os direitos da mulher; a realização de estudos, pesquisas e eventos que incentivem o debate sobre os direitos da mulher; programas educativos e atividades de interesse da mulher, para a conscientização dos seus direitos e denuncia e investiga violações dos direitos da mulher ocorridas no estado de Mato Grosso. Também solicita diligências que reputar necessárias para a apuração dos fatos considerados lesivos aos direitos da mulher.


“Prioridade do Detran é dar um atendimento de qualidade ao cidadão”

 Arnon Osny Mendes Lucas é delegado da Polícia Judiciária Civil, foi Diretor de Administração Sistêmica da autarquia desde o início da atual administração, em 2015, e hoje é presidente do Departamento Estadual de Trânsito (Detran/MT). Em entrevista ao Jornal Centro-Oeste Popular ele fala do atendimento da autarquia, projetos, inovações, pátio do órgão em Cuiabá, multas entre outros assuntos. Confira.   

 

Regina Botelho

Da Redação

Centro-Oeste Popular- O problema da autarquia não se resume às filas, mas também carece de celeridade e qualidade no atendimento ao público. Concorda?

Arnon Osny Mendes Lucas- Não há problemas de filas nos atendimentos da autarquia. O Detran/MT possui o Sistema de Gerenciamento de Atendimento (SGA) desenvolvido pela equipe da Coordenadoria de TI do Detran que permite acompanhar desde a abertura até a finalização de processos, taxas, vistoria, dentre outros serviços oferecidos pelas diretorias de veículos e de habilitação. É possível obter um relatório com descrições do tempo gasto e da quantidade de atendimentos realizados. De acordo com o sistema implantado, em unidades na capital e interior, a média de tempo de um processo é de, no máximo, 20 minutos. A Diretoria de Veículos implantou no setor de vistoria veicular o sistema de atendimento por agendamento inicialmente nos municípios de Cuiabá, Várzea Grande, Tangará da Serra e se estenderá, em breve, será implantado gradativamente em todos os municípios. O atendimento é realizado na hora agendada.

CO Popular- Quais os projetos prioritários da autarquia?

Arnon Osny Mendes- A prioridade do Detran é dar um atendimento de qualidade ao cidadão e para isso já foi implantado os serviços de entrega do licenciamento anual em casa e também a entrega da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).  O licenciamento pode ser solicitado via aplicativo ‘MT Cidadão’ ou pelo site do governo (www.mt.gov.br) no link de ‘SERVIÇOS’ no ícone do ‘DETRAN’ na aba ‘VEÍCULOS’. Na abertura do processo para e renovação da CNH, que deve ser feito presencialmente em uma unidade da autarquia, o usuário pode solicitar também a entrega do documento em sua residência.  Será implantada a vistoria digitalizada e disponibilizado mais de 26 serviços em totens distribuídos em pontos de grande circulação de pessoas na região metropolitana. Estas medidas devem reduzir em 30% o número de usuários nos balcões do Detran.


Uma média de 30 mil veículos nos pátios de todo o estado e serão prensados e enviados para reciclagem (siderúrgica) 25 mil veículos até junho de 2017”.

CO Popular- O Detran já foi um órgão muito problemático, mas que agora se moderniza. Quais inovações aconteceram na sua gestão? 

Arnon Osny Mendes - O sistema DETRANNET foi melhorado com o apoio tecnológico da MTI (Empresa Mato-Grossense de Tecnologia e Informação), o suporte técnico permitiu melhor comunicação com todos os sistemas integrados. Foram disponibilizados serviços online, via aplicativo MT Cidadão ou no site (www.mt.gov.br) no link de ‘SERVIÇOS’ no ícone do ‘DETRAN’, são 15 serviços de Veículos e sete serviços de Habilitação, bem como informações de alguns procedimentos. Será implantada a vistoria digitalizada e disponibilizado mais de 26 serviços em totens distribuídos em pontos de grande circulação de pessoas na região metropolitana. Estas medidas devem reduzir em 30% o número de usuários nos balcões do Detran.

CO Popular-  O depósito de carros e motos apreendidos no pátio continua sendo um grande problema por falta de espaço e – atualmente – como criadouro do mosquito da dengue? 

Arnon Osny Mendes- Hoje no Detran são realizados os leilões de material inservível e de veículos aptos a circular. Com o leilão de material inservível em 2015 foram prensados e encaminhados para reciclagem (siderúrgica) 6.500 veículos, entre motos e carros, que estavam nos pátios do estado. Até junho de 2017 serão prensados 25 mil veículos em todo o estado. Este ano já foram prensados os veículos que estão há mais de dois anos nos pátios do Detran em Cuiabá, no polo de Sinop e no polo de Barra do Garças. Quinzenalmente, com o apoio dos agentes de saúde dos municípios onde há uma unidade da autarquia, é feito o monitoramento. Além disso, a Diretoria de Veículos, a Coordenadoria do pátio de apreensões e os chefes das Ciretrans promovem manutenção contínua para combater criadouros do mosquito.


Diretoria de Veículos implantou no setor de vistoria veicular o sistema de atendimento por agendamento inicialmente nos municípios de Cuiabá, VG e Tangará da Serra”

CO Popular - Quantos veículos há hoje no pátio do Detran MT?

Arnon Osny Mendes- Uma média de 30 mil veículos nos pátios de todo o estado e serão prensados e enviados para reciclagem (siderúrgica) 25 mil veículos até junho de 2017.

CO Popular- No que se refere ao vetor da dengue, como é feito o controle neste volume todo de carros parados?

Arnon Osny Mendes - Quinzenalmente é feito o controle e monitoramento com verificação de larvas e pulverização de veneno nos veículos apreendidos. O controle é feito pelos agentes de saúde das prefeituras municipais onde há pátios de apreensão de veículos da autarquia.

CO Popular- Como é feita a distribuição dos valores das multas?

Arnon Osny Mendes- Os recursos provenientes da arrecadação são destinados ao órgão que tem a competência sob a infração, pode ser município, estado ou união. Conforme estabelecida pela Resolução do Denatran Nº 66, de 23 de setembro de 1998 que institui a tabela de distribuição de competência dos órgãos executivos de trânsito referentes a infrações cometidas em áreas urbanas, ou seja, dentro do estado há vários autuadores tais como Detran, PRF, DNIT, SINFRA e algumas prefeituras, porém, o estado através do Detran se responsabiliza apenas pelas multas de sua competência, que ele mesmo autuar através do Batalhão de Trânsito, as informações referente às multas de competência de outros autuadores é de responsabilidade própria. Compete a cada órgão fazer o controle da arrecadação e aplicação do recurso, no caso do DETRAN/MT, os órgãos de controle externo do Estado fazem o acompanhamento. A distribuição dos valores provenientes da arrecadação das multas de competência do Estado da seguinte forma: 5% do valor arrecadado com multas de competência do Estado deve ser repassado ao FUNSET, depois de deduzido o valor do FUNSET 60% deve ser repassado ao FESP e 40% ao DETRAN.

CO Popular- A estrutura física dos postos é precária. Existe alguma previsão para melhorar essa situação?

Arnon Osny Mendes- Quando a atual gestão assumiu o Departamento Estadual de Trânsito (Detran/MT) visitou algumas Ciretrans que não tinham mais condições de manter a unidade no local devido a deterioração e as más condições das instalações, todas estavam em prédios locados. Como a licitação para a construção de um imóvel próprio demandaria tempo e recursos não disponíveis no período, os chefes receberam a orientação de procurar um novo espaço para alugar e solicitar uma visita técnica da equipe de engenharia para avaliar o imóvel para a contratação. Na maioria das unidades o proprietário fez melhorias cumprindo as exigências da autarquia.  Até a presente data foram reestruturadas as unidades de São José do Rio Claro, Santo Antônio do Leveger, Colniza, Sorriso, Nobres, Vistoria Pesada e posto de atendimento de Rondonópolis, setor de protocolo da Sede da autarquia, pátio de Arenápolis. Estão em andamento a reforma da Ciretran de Barra do Garças, a mudança das instalações das Ciretrans de Rondonópolis e Tangará da Serra e, em fase de contratação,  a Vistoria Pesada de Sinop. Em 2015, foi realizado um mapeamento de todas as unidades da autarquia. Todas as mudanças foram baseadas no mapeamento realizado por 14 servidores de carreira da autarquia, nas 62 Ciretrans, que ranquearam as unidades que tem maior urgência de melhorias.  O mapeamento identificou a atual situação estrutural do Detran para que possam ser estabelecidos critérios e definidas prioridades. A equipe técnica avaliou as instalações prediais, a infraestrutura de tecnologia da informação, a estrutura da comunicação de dados do sistema entre a sede e as Ciretrans, a infraestutura das redes elétricas e lógicas, e o perfil do hardwere utilizado nas unidades. O relatório do mapeamento das unidades desconcentradas irá subsidiar as decisões dos gestores no cumprimento do acordo de resultados firmado com o governo do estado, além de servir como instrumento orientador para o cumprimento das ações delineadas no PPA 2016-2019.Além disso, foram comprados e estão em fase de finalização de distribuição para todas as Ciretrans e sede o investimento de mais de R$ 5 milhões em móveis e equipamentos.

CO Popular- Hoje qual a principal deficiência do órgão?


“Recursos provenientes da arrecadação são destinados ao órgão que tem a competência sob a infração, pode ser município, estado ou união”

Arnon Osny Mendes- O Detran ficou sem investimento em todas as áreas por mais de 10 anos. A partir da atual gestão o Detran está sendo revitalizado em todas as suas áreas de atuação  com tecnologia, melhorias nos prédios das unidades e troca de mobiliários e equipamentos, além do investimento na capacitação dos servidores.

CO Popular- De que forma a autarquia está combatendo à corrupção no órgão?

Arnon Osny Mendes- A Coordenadoria de Fiscalização de Credenciados juntamente com Unidade de Correição Setorial, a Comissão de Processo Administrativo Disciplinar (PAD) e a Comissão de Ética trabalham integradas. Como resultado deste trabalho conjunto, foram cassados e suspensos 51 credenciados e estão em tramitação 17 processos. Também foram presas e conduzidas 96 pessoas entre 2015 e 2016. Em relação a 2014, o número de fiscalizações cresceu 400%.

 


“Temos uma gigantesca atração turística em MT. Falta divulgar”

Regina Botelho

Da Redação

 Luiz Carlos Nigro é secretário adjunto de Turismo do Estado.  Nigro também é empresário e faz parte da direção do Grupo de Hotéis Mato Grosso (HOMAT), de onde se licenciou para assumir o cargo público. Em entrevista ao Jornal Centro-Oeste Popular ele fala sobre projetos, metas, desafios do setor de turismo no estado de Mato Grosso.

Centro-Oeste Popular- Quando a população e os turistas poderão voltar a usufruir de todas as belezas do Parque Nacional de Chapada dos Guimarães?

Luiz Carlos Nigro- Os atrativos que hoje estão fechados no Parque são apenas a Salgadeira, o Portão do Inferno e Mirante. Os demais atrativos se encontram abertos. Quando falo os demais atrativos, falo dos diversos atrativos, como balneários, restaurantes que são todos liberados para banho, contam com serviço de almoço de lanche, fornecimento de bebida, limpeza. Ainda temos acesso às belezas dos rios naturais de Chapada dos Guimarães. No Parque Nacional de Chapada ele está aberto, através do Véu de Noiva, onde pode-seentrar fazer as trilhas no parque, com acesso a sete cachoeiras. Os turistas, têm ainda acesso a Cidade de Pedra, Caverna da Martinha, todosencantos abertos a população. Com relação aos atrativos turísticos fechados, o contrato com a empresa foi rescindido devido ao abandono da obra, pela construtora que não apresentou a documentação necessária para a renovação do contrato. Estamos fazendo uma mediçãorescisória da obra. Iremos fazer um ajuste de preços e uma licitação ainda este ano. Mas não temos prazo ainda. 

CO Popular- O turismo rural também é um grande negócio? Por quê?

Luiz Carlos Nigro- E importante porque promove o desenvolvimento rural de forma sustentável. As atividades turísticas são implantadas e desenvolvidas pelos agricultores, inserindo - os no negócio turístico.Integra outros arranjos produtivos locais.Agrega renda e gera postos de trabalho no meio rural, melhorando as condições de vida dos envolvidos.Do lado da demanda, os turistas tem uma oferta de produtos e atividades que os remetem a ruralidade.Vivencia. Gastronomia. Manifestações culturais. Agroindústria. Artesanato. Enfim o turismo se apropria dos saberes e fazeres do meio rural e os transforma em produtos.Portanto o Turismo Rural para quem oferece é um grande negócio. E para quem usa é gratificante. 

CO Popular- Quais são os programas do Governo do Estado lançados neste ano, em prol do desenvolvimento do turismo?

Luíz Carlos Nigro-Vários programas. O principal foi Voe MT, que é um programa criando com o objetivo de fomentar a aviação regional em Mato Grosso. Com isso, conseguimos uma ampliação da malha área da companhia Azul que começou a voar para Sorriso. No próximo, dia 07 fará o voo para Barra do Garça.  É um avanço gigantesco para o Estado de Mato Grosso, com dimensões continentais conseguiremos fazer a aproximação dessas cidades através das linhas áreas. A Azul tem interesse de voar para Santa Cruz de La Sierra. Outra companhia, que tem interesse em ampliar suas operações aéreas no Estado , é a Asta. A companhia já opera em nove estados e irá ampliar ainda mais sua operação em Mato Grosso. A FIT realizada em abril conseguimos trazer vários países para participar e conhecer nossas belezas culturais e nossas potencialidades turísticas. A criação do Conselho de Turismo, que não existia. Obras que o Governo esta realizando. O MT Fomento exclusivo para compra de equipamentos, investimentos, obras para o setor.

CO Popular-Qual o principal entrave do turismo no estado?

Luiz – São vários. Um dos principais, é a baixa capacidade de investimentos dos empresários, pois nem tudo é o governo que tem que fazer. Muitas vezes os empresários têm dificuldades de acessar as linhas de créditos para fazer investimentos na sua pousada, no seu atrativo. Precisamos capacitar os empresários, o colaborador para gerir melhor o seu negócio. Ensinar com o empresário a trabalhar com a internet para divulgar o seu turismo. A falta de continuidade dos trabalhos de turismos nos municípios e projetos.

CO Popular- O senhor já foi um crítico contumaz em relação à falta de investimentos do Governo do Estado no setor de turismo. O senhor acha que houve avanços no setor? Quais?

Luiz Carlos Nigro- Sim. Tivemos muitos avanços no turismo, principalmente nos projetos, e nos investimentos. Destravamento de várias obras, com exceção da Salgadeira. Conseguimos lançar novas obras dentro do programa Prodestor. Um exemplo, é MT-020 que liga Chapada dos Guimarães ao distrito de Água Fria. Memorial Rondon, MT 241 que liga Nobres a Bom Jardim que está toda pavimentada. Fizemos os voos regionais. Estamos fazendo o projeto do Portão do Inferno e do Mirante que até hoje não existia. Executamos o projeto de Cavalhada em Poconé. Em Vila Bela da SantíssimaTrindade .Estamos construindo o centro de convenções em Barra do Graças e Tangará da Serra. Construção de pontes nos estados. Houve avanço priorização e investimentos. Tudo isso, graças ao governador Pedro Taques, que entendeu que o turismo pode ser um dos grandes pilares econômicos de MT e que pode transformar e desenvolver uma região.

CO Popular- Secretário faltamatrativos turísticos em Mato Grosso?

Luiz Carlos Nigro- Não. Temos uma gigantesca atração turística no Estado. O que é falta é divulgação. Um exemplo, ocorre em Cáceres. Um município que se ‘vendeu’ por muitos anos, como cidade de pesca. Quando se fala Cáceres só se lembra do Festival Internacional de Pesca. Só que a Cáceres é muito mais que isso. A lagoa Dolina Milagrosa, de águas cristalinasque fica localizada dentro de uma montanha, onde as pessoas podem fazer mergulhos é desconhecida por 90% da população local. Cáceres é o começo do Pantanal. Mato Grosso possuem muito atrativos adormecidos e mal divulgados.

CO Popular- O turismo é prioridade do Governo Pedro Taques?

Luiz Carlos Nigro- Sim. Promoção, divulgação, investimento e infraestrutura. Capacitação empresarial.

CO Popular- É muito difícil implementar uma política de turismo no Estado?

Luiz Carlos Nigro- Com certeza. É preciso uma mudança de cultura. O turismo é uma mudança de cultura, porque para uma cidade se tornar turística é preciso torná-la boa para a população. O turista gosta de uma cidade limpa, que tenha meio-fio, praças boas, saúde, segurança. Ninguém gosta de ir para uma cidade feia. Outra coisa é conscientização. Quando se vai implantar uma política precisa de conscientização do trade turístico, que você precisa atender bem, ter boas ideias.

CO Popular- Qual o desafio da secretaria?

Luiz Carlos Nigro- O maior desafio é transformar o turismo de Mato Grosso em um dos maiores pilares do desenvolvimento econômico gerando emprego e distribuindo renda.

 

 

 


“Minha propriedade é aproximar a população da Assembleia Legislativa”

José Eduardo Botelho é casado, pai de 4 filhos.  Foi eleito deputado estadual, pela primeira vez, pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB) com 40.517 votos. Sendo o segundo mais votado em Cuiabá e o primeiro mais votado em Várzea Grande. Botelho é natural de Nossa Senhora do Livramento (MT) e reside em Cuiabá. Formado em Engenharia Elétrica e em Matemática pela UFMT. Já atuou como professor das disciplinas de Matemática e Física na antiga Escola Técnica Federal (ETF) de Mato Grosso, atualmente Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso (IFMT) e, em diversas escolas nas cidades de Diamantino, Cuiabá e Arenápolis. Foi chefe do antigo escritório regional das Centrais Elétricas Mato-grossenses (Cemat) na década de 90. Botelho foi eleito presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (AL-MT) em setembro, com 21 votos. Ele comandará o 2º biênio da 18ª legislatura. Em entrevista o parlamentar fala sobre os trabalhos da Assembleia, das metas para 2017 entre outros assuntos.

Regina Botelho

Da Redação

Centro-Oeste Popular- Deputado hoje em sua opinião, qual o principal desafio dos gestores públicos? 

José Eduardo Botelho- Primeiro manter a honestidade. Segundo sair da crise. Estamos vivendo com uma crise que está se acirrando cada dia mais em Mato Grosso. Por isso, os gestores públicos precisam encontrar ideias sem prejudicar o trabalho que é oferecido à população mato-grossense.

CO Popular- Quais são as perspectivas do senhor para 2017?


“A saúde é o maior gargalo do Estado. O setor deve ter atenção especial de todos os gestores públicos de Mato Grosso”.

Eduardo Botelho – As perspectivas são muito positivas. Iremos buscar alternativa para retirar Mato Grosso dessa crise, com obras para a saúde, segurança pública e infraestrutura. Precisamos encontrar uma saída, tendo em vista que a arrecadação do Estado está cada dia menor. Não estamos crescendo como esperávamos. Estamos passamos por reformas administrativas que irão gerar melhorias para 2017. Esperamos chegar até 2017 com uma situação melhor para a saúde pública, segurança e infraestrutura.

CO Popular-  O que o senhor acha que precisa melhorar na Assembleia Legislativa?

Eduardo Botelho- A aproximação com a população mato-grossense. Tivemos grandes avanços. Melhorou as estruturas das Comissões Permanentes, deu condições para os deputados trabalhar livremente. Deu estrutura para receber visitantes e melhorou e muito. Hoje não tem a mais dependência do presidente da Casa, do primeiro-secretário.  Tem estrutura independente. Não precisa ficar pedindo favores. Tudo isso, favoreceu muito o exercício livre do deputado. Então, nesses aspectos houve grandes avanços.  

CO Popular- O que senhor espera do VLT?

Eduardo Botelho- O Veículo Leve sobre Trilhos é algo que não pode voltar para trás. Já se gastou mais de R$ 1 bilhão no modal. É preciso encontrar uma alternativa e terminar o VLT. Espero que o governador dê prosseguimento nessa obra. Esse é um imbróglio que o governo passado deixou na mão do governador Pedro Taques. Mas acredito que em 2017 iremos encontrar um caminho e vamos colocar o VLT nos trilhos.

CO Popular- De que forma o senhor pretende ‘limpar’ a imagem da Assembleia perante a sociedade?

Eduardo Botelho- A imagem da Assembleia Legislativa já está sendo limpa. Na medida em que entramos na AL, os deputados devolveram dinheiro, recursos para o Governo do Estado, destinamos dinheiro para a compra de ambulâncias. Acabou os escândalos na Asssembleia. A Casa de Leis está produzindo muito. Todos os projetos que são apresentados estão sendo discutidos. A Assembleia se tornou palco das discussões do Estado.

CO Popular- Recentemente, o senhor disse que o prefeito Mauro Mendes causou muitos transtornos para o PSB. Por quê?


“O Veículo Leve sobre Trilhos é algo que não pode voltar para trás. Já se gastou mais de R$ 1 bilhão com o modal. É preciso encontrar uma alternativa e terminar o VLT”.

Eduardo Botelho- Porque com Mauro Mendes na disputa pela prefeitura de Cuiabá, iria influenciar a conquistarmos novas prefeituras no Estado de Mato Grosso. Perdermos de conquistar um maior número de prefeitos pelo partido e também aqui em Cuiabá.

CO Popular- Como o senhor analisa os escândalos envolvendo os políticos de Mato Grosso?

Eduardo Botelho- Muitos em minha opinião são exageros. Acho que muitas acusações são infundadas, um exemplo foi o que fizeram com o deputado Dilmar Dal Bosco. 

CO Popular- Deputado, assim que assumir a presidência da Casa de Leis, qual será sua prioridade?
Eduardo Botelho- A minha propriedade será de levar a Assembleia mais próxima da população através de sessões itinerantes nos bairros. Fazer uma assembleia mais participativa.

CO Popular- O que o senhor espera do próximo prefeito de Cuiabá?

Eduardo Botelho- Espero que continue no rumo certo. Que dê continuidade as obras e trabalhos que o prefeito Mauro Mendes irá deixar. Que continue fazendo uma administração séria, comprometida, com mãos de ferros controlando os custos da prefeitura. E que seja um gestor que realmente irá melhorar a vida da sociedade cuiabana, com saúde, obras de infraestrutura. Ainda temos muitos bairros que precisam de pavimentação asfáltica. Foi feito muito na atual gestão, mais é preciso fazer mais.

CO Popular- Na sua concepção, a Assembleia teve culpa sobre as denúncias de corrupção envolvendo o ex-governador de Mato Grosso?


“A Casa de Leis está produzindo muito. Todos os projetos que são apresentados estão sendo discutidos”.

Eduardo Botelho- Não. Acho que faltou mais atuação, deveria ter fiscalizado e exigido mais. Não sei se houve participação da Assembleia ou não. Acredito que deveria ter sido mais dura com a gestão passada.

CO Popular- De que forma pretende unir os poderes de Mato Grosso?

Eduardo Botelho- Uma gestão com dialogo e união com todos os segmentos. Mato Grosso precisa dessa união.

CO Popular- Qual setor de Mato Grosso que mais precisa de atenção?

Eduardo Botelho- A saúde pública. Ela é o maior gargalo do estado. O setor deve ter atenção especial de todos os gestores públicos de Mato Grosso. Não pode continuar da forma que está. Precisamos melhorar a saúde, o atendimento especialmente no interior para não recarregar Cuiabá e Várzea Grande.  

CO Popular- Qual será o seu compromisso do presidente da Assembleia nos próximos anos com a sociedade de Mato Grosso?

Eduardo Botelho- Trabalhar para que todos os poderes atuem de forma eficiente.


“Vou dar prioridade naquilo que deu certo permanecendo mais próximo da população”

Antônio Ferreira de Souza, o Toninho de Souza, iniciou sua carreira na comunicação como repórter esportivo de rádio aos 16 anos. Dinâmico em busca de galgar vôos mais altos na imprensa da capital de Mato Grosso, o jovem Toninho, natural de Planalto da Serra (MT), trabalhou em várias delas como a extinta Voz D'Oeste e Cultura (uma das poucas sobreviventes), não demorou muito para ocupar seu espaço na mídia televisiva. Além disso, o jornalista, antes de ser eleito vereador por Cuiabá nas eleições de 2008, teve a sua primeira experiência em cargo público ao ocupar o cargo de Secretário de Comunicação da prefeitura de Várzea Grande no mandato do ex-prefeito Nereu Botelho na metade da década de 90. Anos depois, Souza passou a conviver na Câmara Municipal de Cuiabá comandando setor que domina muito bem até hoje: a comunicação a convite do até então presidente da Casa, o ex-vereador Luiz Marinho. Há mais de 15 anos, hoje o vereador por Cuiabá pelo PDT trabalha no maior grupo de comunicação do Estado: A Gazeta. É o principal âncora da emissora nos programas com maiores índices de audiência registrados na televisão mato-grossense: O Cadeias Neles. Desde janeiro de 2009, Toninho de Souza é um dos parlamentares da Câmara Municipal. É intransigente na defesa pela transparência na administração pública. Toninho de Souza é líder do PDT no Legislativo Cuiabano e é membro titular da Comissão de Saúde na Câmara. Em entrevista ele fala dos trabalhos na Câmara e das metas para o mandato.

Regina Botelho

Da Redação

Centro-Oeste Popular- Qual foi sua reação quando se encerrou a apuração dos votos e constatou-se que você havia conquistado o primeiro lugar? 

Toninho de Souza- Felicidade. Pela primeira vez em conquistar uma votação tão expressiva.  Alegre por ter sido o mais votado em Cuiabá e na sequencia do Estado de Mato Grosso.  Em segundo lugar, a satisfação de ter um trabalho reconhecido pela população. Em 2008, fui o penúltimo colocado naquela eleição, onde tive 3.093 votos. Já em 2012, com mais uma oportunidade dada pela população, fui o sexto vereador mais votado com 3.838 votos. Agora no segundo mandato e mais experientes com resultados de trabalhos realizados em beneficio dos cuiabanos alcançaram 5.620 votos. 

CO Popular- Qual foi o seu diferencial durante a campanha?


“Encontrar o eleitor cumprimentar, apetar a mão, dialogar com eleitor e pedir o voto, esse foi o diferencial da eleição”.

Toninho de Souza A característica desta eleição. A população analisou quem tem serviços prestados. O diferencial foi uma campanha corpo-a-corpo, de sair às ruas, de reunir com a população e mostrar aquilo que você realizou pela cidade. Principalmente o corpo-a-corpo. Nós realizamos mais de 400 visitas a população. Visitamos mais de 200 residências e realizamos mais de 200 reuniões. Estivemos nos semáforos cumprimentando os motoristas, fizemos arrastões. Trabalhamos, encontramos com os eleitores e pedimos votos e dizemos o que você fez. Mas encontrar o eleitor cumprimentar, apetar a mão, dialogar com eleitor e pedir o voto, esse foi o diferencial da eleição. Uma campanha com pouco recurso, mais  baseada no corpo-a-corpo com eleitor.

CO Popular- O senhor fez alguma promessa na campanha? Pretende cumpri-lá?

Toninho de Souza- Não. Nós temos uma característica que é o compromisso com a população e compromisso com o trabalho. Acho que essa história de promessa política está ultrapassada, pois quem promete não consegue cumprir. Temos o compromisso de estar à disposição da população e de como a sociedade vai utilizar esse trabalho, é ela quem diz. O importante é ela ter um político acessível, disposto a trabalhar por ela.

CO Popular - Na sua concepção, qual o maior problema de Cuiabá?

Toninho de Souza- A saúde. Temos a perspectiva de melhorar , com a construção do novo pronto socorro municipal de Cuiabá. Mas ainda temos essa deficiência, porque o Estado não consegue atender a demanda dos municípios do interior. Agora nós temos greve nos hospitais regionais. O governo não está conseguindo passar os recursos para os municípios, que não conseguem pagar os salários dos médicos que atendem essas unidades no interior. A consequência, disso é corredores do pronto socorro superlotados. Casos de urgência e emergência não sendo atendidos nos hospitais regionais. Contamos com as Unidades de Pronto Atendimentos, as UPA’ s e pronto socorro superlotados. As consequências são sentidas aqui em Cuiabá. Tudo isso, sobra para nossa Capital, sobrecarregando nossa cidade, tornando o problema de saúde grave.

CO Popular- Na sua opinião, quais os setores que mais avançaram na atual gestão?


“Câmara está mais aberta e o mandato mais dividido com o povo, não somente no período de eleição, mas com a sociedade participando do seu mandato”

Toninho de Souza- Infraestrutura. Conseguimos melhorar serviços essenciais na atual gestão e a Câmara Municipal participou aprovando a liberação de recursos para construção de pavimentação asfáltica em grandes bairros da nossa cidade. A limpeza urbana também avançou. O embelezamento da cidade com a construção do Parque Tia Nair. A reurbanização da região do Porto. Estamos avançando com a construção do Parque das Águas. Temos uma cidade mais bonita e com mais infraestrutura.

CO Popular- O que o senhor pretende fazer de diferente neste mandato?

Toninho de Souza- Continuar trabalhando naquilo que deu certo. Dar continuidade com a fiscalização e blitz na saúde e bons projetos na câmara municipal. Permanecer com um mandato mais próximo da população, com aberto à população e abertos a sugestões. Um mandato compartilhado com a nossa sociedade. Este é o segredo do sucesso. Não achar que sou o dono do mandato, pelo contrário, nosso mandato foi conquistado com ajuda da população. Então ela participa do meu mandato.

CO Popular- De que forma pretende aproximar a população da Câmara Municipal?

Toninho de Souza- Não somente eu, mas outros vereadores, a mesa diretoria deveriam fazer isso. A Câmara está mais aberta e o mandato mais dividido com o povo, não somente no período de eleição, mas com a sociedade participando do seu mandato. Se a Câmara fizer isso teremos um parlamento mais popular, uma câmara mais próxima da população.

CO Popular- Como será seu relacionamento com o Poder Executivo?

Toninho de Souza- Um relacionamento respeitoso, de interesse popular e na linha coletiva. Nunca tratei assuntos de interesses individuais, mas sim de interesses coletivos. Aquilo que é bom para a cidade tem o apoio do vereador Toninho. Aquilo que é bom para minha comunidade terá meu apoio. Estou sempre na prefeitura defendendo aquilo que interesse da nossa comunidade. Sempre estarei na prefeitura defendendo as coisas que almejam a sociedade. Esse sempre foi o perfil do vereador Toninho de Souza.

CO Popular - A Câmara Municipal precisa se impor mais e demonstrar independência ante os demais Poderes e Instituições? Por quê?

Toninho de Souza- Os poderes são independentes. A prefeitura precisa trabalhar, precisa do apoio da Câmara Municipal. A Casa de Leis também necessita do apoio  prefeitura. Mas a Câmara precisa ter sua independência, precisa ser respeitada. Ela não sofrer interferências da prefeitura, do Tribunal de Contas e do Ministério Público. Mas infelizmente, a câmara tem sofrido com essas interferências principalmente do MP e do Tribunal de Contas.  E em algumas situações a câmara tem se curvado a isso. Se existe algo de errado ou que se considere errado, se tratando, por exemplo, do Ministério Público, que proponha contra a Câmara, pois temos mecanismos para defender. A Câmara tem advogados, procuradoria para defendê-la.  A Câmara não pode se curvar diante de algumas instituições. Temos que ter uma Câmara forte independente. Nesse sentido, sem ser subserviente a prefeitura e principalmente ao MP. Fazendo aquilo que realmente e certo, não cometendo irregularidades, prestando um bom serviço à população, fazendo aquilo que é correto.

CO Popular- Os desgastes dos últimos quatro anos, que mantiveram o apelido de “Casa dos Horrores” no Legislativo Municipal. Qual a sua avaliação sobre essa situação?


“Estamos fazendo o que é correto, trabalhando em prol da população e não fazendo mais aquilo que aconteceu no passado”

Toninho de Souza- Mudamos essa imagem, com trabalho. Estamos fazendo o que é correto, trabalhando em prol da população e não fazendo mais aquilo que aconteceu no passado, deixando de lado escândalos e produzindo resultados para nossa população. Mas isso depende do empenho individual de cada vereador. Espero que cada parlamentar se empenhe naquilo que ele se comprometeu e prometeu ao longo da eleição para sua comunidade. Que o vereador deixe de lado questões de interesses pessoais e de escândalos. Produzir aquilo que a sociedade espera.

CO Popular- O que senhor espera desse segundo turno?

Toninho de Souza- Uma campanha sem baixaria. Uma campanha propositiva para que Cuiabá continue no trilho do desenvolvimento e que continue avançando para chegar aos 300 anos muito melhor preparada para os cidadãos.

CO Popular- De agora para frente qual o seu futuro político dentro do Partido Social Democrata (PSD)?

Toninho de Souza- Continuar trabalhando para o fortalecimento do partido. Fui o vereador mais votado. Irei trabalhar não somente como parlamentar na Câmara, mas vou fazer minha parte no fortalecimento do partido. Pretendo a partir de janeiro fazer novas coligações partidárias na capital. Trazer novas lideranças para partido.  Contribuir para o crescimento do PSD no Estado de Mato Grosso.  

CO Popular- Você é cotado pelos bastidores para ser o novo presidente da Mesa Diretora, após a posse em 1º de fevereiro. Confirma?

ENTENDO uqw a mesa diretora da câmara tem sair do grupo dos 14 que foram eleitos ao lado de Wilson santos. Somos 25 vereadores na câmara. Defendo primeiro a união desse grupo dos 14. Mantido essa união, melhorar a imagem da câmara municipal, de se fazer essa juncao e um proposito para a mesa diretora. Por último tirar desse grupo, os nomes para mesa, mantendo isso não tenho duvida que saíra o nome


“Nossa meta é estabelecer uma rede de proteção quebre o ciclo de pobreza e promova a cidadania”

Valdiney Antônio de Arruda

Valdiney Antônio de Arruda é graduado em administração e especialista em Políticas Públicas e Meio Ambiente pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), especialista em Política Internacional e Mercosul pela Universidade Federal Rio Grande do Sul e Direito do Trabalho pela Universidade de Brasília UnB – DF. É servidor Público Federal, no cargo de auditor fiscal do trabalho no Ministério do Trabalho e Emprego com atuação da DRT/MT e atuou como superintendente na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego – SRTE.  Foi coordenador do Grupo Móvel de fiscalização rural e de combate ao trabalho escravo, atuando como membro em 2003 e 2004 e coordenou a criação do Fórum Estadual pela Erradicação ao Trabalho Escravo, hoje chamado de Fórum de Direitos Humanos e da Terra.  Em entrevista ele fala das metas da secretaria, dos projetos, do Programa Emprega Rede entre outros assuntos. Confira.

Regina Botelho

Da Redação

Centro-Oeste Popular- Qual a função da Secretaria de Estado de Trabalho e Assistência Social (Setas-MT)?

Valdiney Antônio de Arruda-  À Secretaria de Estado de Trabalho e Assistência Social (Setas-MT) compete planejar, desenvolver, implantar e coordenar projetos, programas e ações de prevenção do uso de substâncias e produtos psicoativos. Formular, implementar e avaliar diretrizes e políticas que garantam os princípios fundamentais básicos da cidadania, da dignidade da pessoa humana e os valores sociais do trabalho e assistência social, visando à melhoria da qualidade de vida e da vulnerabilidade social. Também é responsável por supervisionar, coordenar e promover políticas de emprego e mão de obra. Também promovemos a integração entre os órgãos e parceiros com instituições públicas, privadas, governamentais e não governamentais, a fim de alcançar resultado de interesse público voltado para as ações da Secretaria.


“Desenvolvemos ações voltadas à inserção na vida econômica e social das pessoas portadoras de quaisquer deficiências, visando ao desenvolvimento de suas potencialidades”

CO Popular- A Setas realiza estudos e executa projetos específicos?

Valdiney Arruda- Sim. Um dos focos dessa gestão é promover a inclusão social, a assistência integral e as ações voltadas às famílias que vivem em situação de pobreza, além de proporcionar cidadania e inclusão social aos beneficiários dos programas sociais. Realizamos ações estruturantes, emergenciais e sustentáveis de combate à fome, consolidamos o direito à assistência social em todo o território mato-grossense.

CO Popular- Qual o foco da secretaria?

Valdiney Arruda- Um dos focos é estabelecer uma sólida rede de proteção e promoção social que quebre o ciclo de pobreza e promova a conquista da cidadania nas comunidades mato-grossenses. Para isso, desenvolvemos ações voltadas à inserção na vida econômica e social das pessoas portadoras de quaisquer deficiências, visando ao desenvolvimento de suas potencialidades.

CO Popular- Com relação ao SINE o que tem sido feito para ajudar os trabalhadores? Quais os projetos?

Valdiney Arruda- Para o efetivo atendimento a população, a Sestas através dos postos do SINE, tem implementado ações como, habilitação ao seguro desemprego, intermediação de mão de obra, expedição da Carteira de Trabalho e Previdência Social, atendimento de intermediação de mão de obra em unidade móvel, bem como pelo monitoramento e capacitação das demais unidades do Estado. Nessa nova gestão foi lançado o programa Emprega Rede.

 “Programa Emprega Rede é uma ação pioneira do Governo do Estado de Mato Grosso, que tem como foco a inclusão produtiva de pessoas em situação de vulnerabilidade e o atendimento psicossocial”

CO Popular- Secretário me um pouco sobre o Programa Emprega Rede

Valdiney Arruda- O Programa “Emprega Rede” é uma ação pioneira do Governo do Estado de Mato Grosso, coordenado pela Setas, que tem como foco a inclusão produtiva de pessoas em situação de vulnerabilidade e o atendimento psicossocial. O objetivo do programa é potencializar o trabalho em rede para que a demanda identificada seja encaminhada ao programa e inserida nos cursos de qualificação profissional, para realizar a inclusão produtiva, promovendo assim, a formação profissional de forma a verificar o empoderamento do trabalhador.

CO Popular- Qual o público alvo do programa?

Valdiney Arruda- O programa foi criado para chegar às pessoas que possuem maior dificuldade em acessar as oportunidades de trabalho e qualificação. São pessoas com deficiência; egressos do trabalho escravo; família com crianças em situação de acolhimento; egressos do trabalho infantil e suas famílias; egressos de medidas socioeducativas; mulheres vítimas de violência.

CO Popular- Qual a principal porta de entrada das pessoas assistidas pelo programa?

Valdiney Arruda- As principais portas de entrada do programa são os Centros de Referência de Assistência Social (Cras) e os Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas), que encaminham o cidadão a uma unidade do Sine, para atendimento de uma equipe especializada (psicólogo e assistente social).

O trabalhador também pode ser encaminhado ao Sine por meio de Delegacias de Polícia e do Programa Ação Integrada (PAI) e, assim, ter acesso a cursos de qualificação, oportunidades no mercado de trabalho e também ao programa de microcrédito.

CO Popular- O programa tem atingido muitas pessoas? Quais os números de atendimentos?

Valdiney Arruda- Em 2015 ofertamos 14 mil cursos de qualificação para o público vulnerável, através de uma parceria firmada com o Sistema S. Em 2016, já foram de 5 mil oportunidades abertas para essas pessoas. Em setembro deste ano,  realizamos dois eventos com vagas exclusivas para esse público. Mais de três mil pessoas foram atendidas pelo 2º Feirão do Emprega Rede. Foram 470 oportunidades de trabalho disponibilizadas para os cidadãos e 300 vagas para cursos de qualificação, além dos serviços de cidadania. Já o Dia D da Pessoa com Deficiência foram atendidas mais 1.300 pessoas. O público participou ainda de processo seletivo para vagas de trabalho, além de se inscrever para cursos de qualificação, ofertados em parceria com o Senai e Senac.

CO Popular- Sabemos das dificuldades das pessoas que moram no interior a ater acesso às oportunidades de qualificação. O Emprega Rede também chega em outras cidades, além da região metropolitana?

“Em 2015 ofertamos 14 mil cursos de qualificação para o público vulnerável, através de uma parceria firmada com o Sistema S. Em 2016, já foram de 5 mil oportunidades abertas para essas pessoas”

Valdiney Arruda- Sim. Estamos fazendo com parcerias com municípios. Um bom exemplo é a situação Alto Paraguai (cerca de 200 km de Cuiabá), onde mais de 300 moradores do município de receberão qualificação profissional gratuitamente, por meio do programa. Foram abertas 12 modalidades de capacitação para cursos como aplicador de revestimento cerâmico, auxiliar administrativo e de contabilidade, agente de inspeção de qualidade, costureiro, inglês, salgadeiro, eletricista de instalação predial, costureiro, confeccionador de bolsas em tecido, montador e reparador de microcomputadores, pintor de obras e pedreiro. As oportunidades foram garantidas aos munícipes graças à parceria firmada entre o Governo do Estado, por meio da Secretaria Adjunta de Trabalho e Emprego (SAT), com a Prefeitura Municipal e Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). É preciso garantir que a população, além de ter as oportunidades de emprego, esteja apta e devidamente capacitada para exercer as oportunidades que surgem.

CO Popular- O senhor falou no início da entrevista sobre o atendimento psicossocial, como é feito? A Setas tem um balanço de atendimento?

Valdiney Arruda- O programa Emprega Rede realizou mais de mil atendimentos psicossociais às Pessoas Com Deficiência (PCDs) de janeiro a agosto de 2016, foram 1011 casos atendidos até o mês de agosto, A equipe é formada por psicólogos e assistentes sociais, trabalha para garantir a inclusão do público por meio do acesso às vagas de trabalho. Os casos atendidos pelas equipes, instaladas no Serviço Nacional de Emprego (Sine), chegam ao setor através de contato direto de PCDs ou seus familiares, instituições, escolas especializadas, órgãos públicos municipais e estaduais, além dos centros de referência Especializado de Assistência Social (Creas) e de Assistência Social (Cras). Algumas dificuldades encontradas para acesso a uma vaga podem ser solucionadas por meio do atendimento psicossocial. Podem ser pessoas com baixa autoestima, com dependência ou traumatizadas pela violação dos direitos.


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