Entrevista da Semana

Desconfiado de trambique contra os cofres do estado em sonegação fiscal parlamentar abre CPI para investigar esquema que envolve gente “graúda”

Segundo deputado Wilson Santos (PSDB), que vai presidir Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), o trambique teria desviado do tesouro do Estado, pelos menos R$ 2,5 bilhões de reais de uma vez só, o que trouxe prejuízos para os setores sociais do Estado, ou seja, se tirou dinheiro para melhorias na saúde, educação e segurança publica.

A CPI conta com nove assinaturas, e deve ser composta por deputados de oposição e de apoio ao Governo. Os setores Mineral, Boi, Soja, Algodão, milho e outros setores de econômicos, entram na mira de investigação dos deputados porque participaram do esquema, o que levou MT a essa situação.

E mais, quase todo o entorno dos setores econômicos de desenvolvimento tais como; servidores públicos, profissionais liberais, políticos, cooperativas, teriam participado do “esquema grosso e pesado”, o que até já teria feito vítimas fatais, como é caso do empresário Wagner Florêncio Pimentel, 47 anos, assassinado na noite do último sábado (9), no jardim das américas.

O empresário, ainda usava tornozeleira eletrônica, e se preparava fazer delação premiada a justiça, entregando quem era donos dos esquemas. O crime está sendo investigado pela Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP). Outra suspeita do gordo esquema de sonegação fiscal no Estado, pairou quando veio a tona os resultados de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), há quatro anos, e que tinha como finalidade levantar a mesma suspeita desse crime contra MT. A CPI era conduzida pelos deputados José Riva(sem partido), Alexandre Cezar (PT) e J.

Barreto (já falecido), e desde de então houve indicio do esquema feitos para sonegar alguns bilhões de reais, como a CPI já suspeitava. “Eles, o Eraí, formavam cooperativas de fachada, que na verdade eram empresas, para sonegar o fisco estadual e deixaram de pagar bilhões de reais”, disse o ex-deputado José Riva, hoje sem atividade política em Mato Grosso, e para quem é o esquema grande causador dos prejuízos para o estado, tanto para a educação , saúde , segurança pública, e não seria necessário retirar o incentivo fiscal dos setores.

“Quando observamos o buraco vimos que os prejuízos eram incomensurável para Mato Grosso, se estivessem pagando corretamente , não estaríamos passando por isso ”, também disse Riva apontando o empresário Eraí Maggi ,chamando de rei do algodão, como um dos chefes do esquema que lesou os cofres publicos. “Agora há cooperativas corretas que não sonegam e fazem o seu trabalho, há sim empresários corretos nisso aí”, ainda elencou Riva, cujo resultados da CPI, que está na Assembléia Legislativa, e deve ser usada como uma das linhas de investigação.

“Ele o Eraí, Na época dos depoimentos, proibiu os “cooperados” de darem depoimentos a CPI, sumiu com todos eles, dificultando o nosso trabalho”, ainda revelou Riva, que no momento responde a ações na justiça por improbidade administrativa. Disposto a continuar as investigações a termo de seu trabalho parlamentar, está o deputado Wilson Santos (PSDB), e foi com a expectativa de muito trabalho, que ele recebeu em seu gabinete a equipe do Jornal Centro Oeste Popular, onde detalhou o sistema de investigação, que deve reaproveitar os resultados de outras CPI´s, que terminaram sem nada resolver, mas que apontaram os culpados pela sonegação, os quais essa investigação promete revelar tudo.


COP - Por que o senhor quer a CPI da sonegação investigando?


WS: Na verdade eu defendo aqui que haja uma comissão permanente de investigação da sonegação em MT esse é um mal que nunca deixará de existir, infelizmente é a verdade, duas CPI´s foram feitas e não produziram os devidos resultados então enquanto a sonegação não acabar e reduzir a índices civilizados , nos continuaremos perseguindo esse tema.

Nos vamos começar essa CPI convidando os órgão de controle, como Ministério Publico Federal (MPF), Ministério Publico Estadual (MPE), a Policia Federal (PF), a Controladoria Geral do Estado (CGE) outros órgãos de controle, para que compareçam a CPI e preste informações do que fizeram com as duas CPI´s, de 2014 e 2016, que o parlamento estadual encaminhou a eles, por que há uma adagio popular que CPI termina me pizza, por que? E até culpa do parlamento que não sabe explicar isso, o papel do parlamento na CPI é investigar não cabe, a ela julgar , condenar, nem por ninguém na cadeia.

O papel nosso é limitado, é investigar colher depoimento, colher documentos , e fazer investigação e concluir através de um relatório, ele vai para os órgãos de controle, como os ministérios públicos com toda documentação pertinentes. O MP analisa isso e oferece ou não a denúncia , oferecendo a denuncia vai ao judiciário, e ele vai julgar, e se condenar prender, então não cabe ao parlamento o julgamento nem a condenação e muitos menos a prisão , aqui nos estamos investigando. Então queremos saber dos órgãos de controle que receberam a dois anos , há quatro anos, o resultados de duas CPI´s, sob o tema de sonegação, quais foram os encaminhamentos, os procedimentos tomados por esses órgão de controle.


COP: Quanto MT em dinheiro ao longo desses anos?


WS: Olha fontes fidedigna e confiáveis afirma que MT perdeu ao longo desses anos, perto de R$ 2 bilhões de sonegação por ano. Envolvendo setores frigoríficos, combustíveis, madeira , gado em pé, Agronegócio, ouro e diamantes.


COP: Como o pessoal dessa lavra conseguiu enganar tanto o fisco estadual ?


WS: “é por que é a corrupção ela é generalizada ela é endêmica no país. A SEFAZ não está atualizada modernizada, há informações do setor de controle de exportação é uma verdadeira avenida, passa tudo . nos vamos apurar tudo a SEFAZ vai ser chamada a CPI, nós queremos mergulhar conhecer a estrutura do setor de controle, há informações de que 6 7 postos fiscais foram fechados, nós queremos saber o por que de fechamento de postos fiscais, mais por parte dos sonegadores eles são protagonistas, há também corrupção passiva , ativa , e agente púbico e nós queremos tirar isso a limpo.
COP: O senhor deve ter novos documentos que comprovam essa sonegação, além do resultado do TCE já enviados?


WS: “ Sim nós temos documentos comprobatórios , a CPI presidida pelo nobre deputado José Carlos do Patio, hoje prefeito de Rondonópolis, ela chegou há quase dois bilhões de sonegação ano, nós já solicitamos ao Tribunal de Conta do Estado todos os documentos , em relação a essas investigações. Também vamos solicitar a Controladoria Geral do Estado, e vamos abrir um site , vamos abrir na rede social , para que tem tenha conhecimento de sonegação, possa encaminhar a Assembléia Legislativa.
COP: haverá uma área especifica de atuação?


WS: “Nós vamos avançar sobre diversas áreas, não só sobre empresas que gozam de incentivos fiscais, mas também o setor de mineração, a área de transporte, de combustíveis, do agro”.


COP: Muito se fala da mineração que está trabalhando a solta nesse Estado?


WS: Temos denúncias de que há evasão de ouro, mineração, madeira e cerca de R$ 100 milhões sonegados só de combustíveis, segundo uma fonte do próprio setor”.


COP: Que tipo de tratamento o senhor espera aqui na casa com os demais pares?


WS: Olha ela já recebeu a guarida necessária nos já temos 9 assinaturas, conseguimos instalar a CPI, e na próxima semana, o lideres de bocós são três né , o deputado Dilmar Dal Bosco líder do bloco governista, a deputada Janaina também é líder de um bloco, e o deputado doutor Eugenio de um terceiro bloco. Os lideres encaminharão os nomes de outros quatro titulares e os nomes de outros cinco suplentes, e ai nós estaremos instalando a CPI e começando oficialmente os trabalhos. Extra oficialmente já estamos trabalhando, teremos uma audiência com o secretario de segurança publica, doutor Alexandre Bustamante, sobre o assassinato de Wagner Florêncio Pimentel, de 47 anos que provavelmente foi queima de arquivo, por que ele era usado ele era laranja de um esquema que desviou R$ 140 milhões de reais do Estado, através da sonegação , esquema que esta sendo apurado pelo Ministério Publico Estadual, e que está sendo chamado de credito podre, essa operação.


COP: O senhor ficou contente pela recepção de criação da CPI pelos deputados?


WS: “Das nove assinaturas 09 seis são de deputados novatos, imagine a pressão que receberam para retirar suas assinaturas, isso é importante, por que eles começam com o pé direito, honrando a sua assinatura e palavra. Então é algo alvissareiro e importante para continuidade dos trabalhos.


COP: Quais o setores que mais sonegaram a priori, analisando a grosso modo? “Nos temos um dos primeiros depoimentos que será colhido, que só na área de combustíveis, há uma sonegação na ordem de 300 a 400 milhões ano, dados a precariedade do setor de exportação que é frouxo, uma verdadeira avenida, é uma festa é uma farra, eu não sou contra incentivos fiscais, desde que seja honesta e criteriosa. Eu digo só a zona de baixo meretrício desse estado não goza de incentivo fiscal .


COP: A esposa dele vai ser investigada, o senhor vai pedir proteção a ela e pedi acesso a todas as informações que a policia civil militar, tem sobre esse homicídio e sobre essa pessoa.


COP: Se dinheiro não fosse desviado, a saúde , educação , saúde estariam melhor com os investimentos?


WS: “Não há duvidas você com um dois bilhões de reais de dinheiro novo, dá para fazer um UP GRADE nas rodovias, melhorar a situação da saúde, avançar em politicas publicas de qualidade para a educação, investir em esporte, lazer , cultura em fim esse é o nosso papel , fiscalizar com olho em resultados no cidadão.


COP: Obrigado pela entrevista, e até a próxima? WS: “Obrigado vocês e bom trabalho e parabéns pelo trabalho”.


“Não iremos deixar de atender ninguém que bater nas portas de nossas unidades”

Olho 1- “Acho que é muito tentador você mexer com medicamentos caríssimos e o medicamento é adquirido não chega à ponta. Há problemas de logísticas, de desvios e de todas as naturezas, falta controle”.

Olho 2- “Tivemos um contato com a nova diretoria da Santa Casa junto com o Ministério da Saúde em Brasília na semana passada. Eles ouviram dos técnicos do Ministério da Saúde de que não existe emenda para a Santa Casa”

 

Olho 3- “Iremos colocar regras claras de como vamos aceitar os pacientes do interior aqui na Capital. Porque além da vinda dos pacientes do interior para Cuiabá, o financiamento desses pacientes do SUS fica para o município”.

 

Regina Botelho

Da Redação

 

Centro-Oeste Popular- O senhor assumiu recentemente a Secretaria Municipal da Saúde, gostaria primeiro de uma avaliação da situação encontrada. Quais serão seus principais desafios nessa gestão?

Luiz Antônio Possas de Carvalho- O maior desafio que encontrei logo que assumi , foi inaugurar o novo Hospital Municipal de Cuiabá. Estamos desenvolvendo um esforço para mostrar para o Judiciário a probabilidade do hospital que ele está pronto, precisa começar a funcionar, pois daqui a pouco demanda manutenção. Além disso, existe uma grande necessidade da população de Mato Grosso ser atendida com eficiência em um ambiente totalmente diferenciado do que já se conhece hoje de saúde pública em Mato Grosso. O prefeito Emanuel Pinheiro tem uma determinação clara de virar a página da saúde pública. Inaugurando esse hospital, iremos tratar de toda a alta complexidade, da secundária e terciária nesse local. O antigo pronto socorro será transformado em um hospital familiar, que irá atender o materno infantil e o pediátrico. E ainda se der uma pequena ala para atendimentos de pequenas suturas- que são pequenas cirurgias que não precisa do paciente ficar internado. Com a inauguração do novo pronto socorro, parte do antigo também será transformado em leitos de retaguarda, que são serviços que a gente contabiliza com as filantrópicas, diminuindo as contratações com as unidades beneficentes ficando diretamente com o município.

CO Popular- A gestão da saúde tem enfrentado um problema relacionado aos valores pagos pela tabela SUS. Isso afeta desde a contratação de profissionais até o credenciamento de unidades. O que o senhor acredita que a secretaria pode fazer para driblar essa questão?

Luiz Antônio Possas- Não temos dificuldades com essas contratações. A tabela do Sistema Único de Saúde é baixa, deveria ser reajustada há mais de quatro anos. Mas tem muitos profissionais trabalhando com a essa tabela, atuando com competência.

CO Popular- Desde que assumiu a pasta, o senhor tem procurado sanar problemas crônicos na área de Saúde. Quais as principais medidas adotadas?

Luiz Antônio Possas- Aplicamos gestão na saúde de Cuiabá. Entrei para valer com a auditoria do Centro de Distribuição de Medicamentos e Insumos de Cuiabá. Estou trazendo alguém da segurança pública para comandar o CDMIC. Acho que é muito tentador você mexer com medicamentos caríssimos e o medicamento é adquirido não chega à ponta. Há problemas de logísticas, de desvios e de todas as naturezas, falta controle. Estamos indo a fundo, buscando uma solução para o CDMIC. Tem um projeto que conheci em Santa Catarina e estarei apresentando ao prefeito Emanuel Pinheiro nos próximos dias. Acredito que pode ser uma solução pelo menos para a Atenção Básica do município com relação aos medicamentos. Outro problema básico é com a Central de Regulação. Estou trabalhando com o Ministério Público uma parceira para mexermos na fila da regulação. Essa fila é totalmente vergonhosa, não é verdadeira. Tem pessoas que estão esperando há mais de 180 dias por uma vaga na UTI. A vaga não está mais valendo, pois essa pessoa já morreu ou se encontra em casa. Para fazer mudanças no sistema da fila de regulação do SUS preciso da autorização do Poder Judiciário ou do Ministério Público. Estamos lidando com vidas humanas, por isso irei mexer na regulação.

CO Popular- Com relação à crise estadual na saúde, pacientes do interior superlotando a Capital, o que a saúde municipal está fazendo para amenizar essa situação?

Luiz Antônio Possas- Já tive uma agenda com o secretário de Estado de Saúde e foi muito boa. Percebi que temos vários pontos em comum que temos que trabalhar. E para fazer isso teremos uma conversa ampla ainda esse neste mês de fevereiro, com todos os municípios, secretários, prefeitos, o Conselho Municipal de Saúde juntamente com o Prefeito de Cuiabá. Iremos colocar regras claras de como vamos aceitar os pacientes do interior aqui na Capital. Porque além da vinda dos pacientes do interior para Cuiabá, o financiamento desses pacientes do SUS fica para o município. O Prefeito Emanuel Pinheiro acima de tudo é um ser humano, por isso que a gestão é humanizada e por isso não iremos deixar de atender ninguém que bater nas portas de nossas unidades. Temos o compromisso de salvar vidas e não deixar pessoas padecer nas portas. Vamos mexer na regulação, criando uma única mexendo nas duas esferas, porque teremos 50% da regulação do estado e 50% do Município, que atende ao Estado de Mato Grosso inteiro. Está na hora da gente recapitular todas essas questões.

 

CO Popular- As unidades de saúde do município estão passando por manutenção. Como está o cronograma dessas benfeitorias?

Luiz Antônio Possas- Irei entregar o cronograma das 87 obras das unidades que estão em reformas e ampliação para o prefeito de Cuiabá, em breve. A UPA do Verdão, por exemplo, temos o compromisso de entregar no dia 08 de abril.

CO Popular- Como está funcionando a entrega de medicamentos no município? Quais remédios são ofertados à população?

Luiz Antônio Possas- Falta uma logística mais apurada, um controle maior disso. Estou fazendo essa logística, esse controle, para que tenhamos certeza de que o medicamento chegue à ponta. Porque às vezes ele é entregue mas não chega. Para onde está sendo desviado, estou apurando. Vou criar um sistema de controle que seja mais eficiente, do que esse que está ai.  Cuiabá adquire uma faixa de R$ 52 milhões por ano em medicamentos. Com essas medidas que estou tomando iremos gastar uns R$ 32 milhões no máximo, e teremos redução de R$ 20 milhões aproximadamente.

CO Popular- E a questão polêmica da Santa Casa, com a alegação de Antonio Preza de que a prefeitura estaria devendo a unidade de saúde, envolvendo recursos de emendas?

Luiz Antônio Possas- Tivemos um contato com a nova diretoria da Santa Casa junto com o Ministério da Saúde em Brasília na semana passada. Eles ouviram dos técnicos do Ministério da Saúde de que não existe emenda para a Santa Casa. O dinheiro é do Município e essa situação da emenda está morta.   A unidade hospitalar nos deve R$ 21 milhões em serviços contratados e não realizados, porém que foram pagos.

CO Popular-Fiscalização realizada semana passada apontou diversos problemas nas unidades de saúde. A prefeitura reconhece essas pendências?

Luiz Antônio Possas- Sim. Reconhecemos que os serviços não são de qualidade, mas vamos transformá-los em atendimento de eficiência. Como houve um esforço para o aproveitamento do programa Chave de Ouro e inauguração do novo hospital de Cuiabá, uma parte ficou prejudicada. Todo mundo sabe que bancamos essa grande obra sozinhos. O Estado não pagou e só concluiu o repasse de R$ 4 milhões da obra no último dia 04 de dezembro de 2018, na véspera da inauguração, caso contrário o ex-governador Pedro Taques nem iria à inauguração.

CO Popular- Sobre a questão do HMC, há possibilidade de funcionamento antes do mês de abril?

Luiz Antônio Possas- Sim. Assim que a juíza liberar a parte ambulatorial começará o seu funcionamento em breve.


“Nossa palavra de ordem é trabalhar na construção da Várzea Grande que queremos”

Lucimar Sacre Campos é casada com o senador, ex-governador e ex-prefeito de Várzea Grande Jayme Campos. No ano de 2012, após se candidatar à Prefeitura do município, perdeu a eleição, porém, em 2015, ela assumiu o Paço Couto Magalhães após a chapa eleita (encabeçada por Walace Guimarães)  ter o mandato cassado pela Justiça Eleitoral.  Em 2016, Lucimar foi reeleita prefeita de Várzea Grande, quando recebeu 95.634 votos, 76,16% dos votos válidos. Em entrevista ao Jornal Centro-Oeste Popular, ela fala sobre seu trabalho à frente da prefeitura com relação à saúde, educação, segurança, infraestrutura, entre outros assuntos. Confira!

Olho 1- “- Nossa economia já está aquecida, seja por causa das obras publicas que aplicam cerca de R$ 300 milhões/ano, o pagamento dos salários dos servidores que já tem calendário definido para o ano inteiro de 2019”.

Olho 2- “Saúde, educação, segurança e obras recebem uma atenção mais destacada, por serem as primeiras prioridades da população, mas temos muitas ações sociais em diversos programas”.

Olho 3- “Se olharmos para 2015 quando efetivamente assumi a gestão municipal, veremos uma cidade em melhores condições e com algumas ações essenciais.”

Regina Botelho

Da Redação

Centro-Oeste Popular- Qual a área de nosso município que a senhora entende que precisa de mais atenção?

Lucimar Sacre Campos- Não existe uma prioridade apenas para Várzea Grande. Tudo aqui tem certa prioridade. Precisamos compreender que são vários problemas de uma população de 300 mil habitantes. É claro que sempre nortearemos nossa gestão pela saúde, educação, segurança, social e obras, mas não dá para definirmos apenas uma prioridade. Para alguns o problema é asfalto. Para outros água, esgoto e assim por diante. Procuramos atender a todas as demandas por igual. Falar que vamos resolver todos os problemas seria enganar a população e isto não faremos, mas podem anotar, não nos falta, determinação, empenho, criatividade e principalmente a convicção de que temos e estamos avançando e muito em vários os setores.

CO Popular-  As redes sociais estão cheias de mensagens, a maior parte delas perguntando mesmo sobre a Saúde, e eventuais melhorias no município. O que as pessoas podem esperar do seu governo a este respeito?

Lucimar Campos- Se olharmos para 2015 quando efetivamente assumi a gestão municipal, veremos uma cidade em melhores condições e com algumas ações essenciais. Por exemplo, temos o Hospital Pronto Socorro com mais de 90% de sua estrutura reformada, melhorada e ampliada. Temos naquela unidade exames de última geração, atendendo a população que precisa da saúde pública através do SUS. Além de ganhar mais 10 leitos de UTI, o Hospital Pronto Socorro tem o que existe de mais moderno em exames de ressonância magnética, ultrassonografia e Raio-x Digital. Temos o Centro de Especialidades em Saúde - CES que reúne condições de atendimento para toda população e avançou também em outras ações de saúde especializada. Mas não é apenas isto. A UPA IPASE que estava com suas obras paralisadas foi concluída, inaugurada e funciona com mais de 2 milhões de procedimentos médicos e odontológicos realizados em dois anos de efetivo funcionamento. O Centro Odontológico - CEO, funcionando desde abril de 2018 com mais de 47 mil procedimentos realizados, lembrando que o tratamento dentário exige uma média de até 10 consultas, portanto, o paciente vai passar por mais de 10 vezes com o odontólogo para realizar seus tratamentos e queremos até 2020 inaugurar mais duas ou três unidades iguais para atender a toda população. A UPA Grande Cristo Rei será inaugurada ainda em 2019 e reforçará o Sistema Único de Saúde - SUS como a terceira unidade pública a funcionar 24 horas todos os dias para serviços de urgência e emergência. Temos ainda a retomada de sete Unidades Básicas de Saúde - UBS que estavam paralisadas por irregularidades entre a execução física e financeira das obras e que após saneadas tiveram a realização de novas licitações para que as construções possam ser retomadas e as obras serem entregues entre 2019 e 2020. Agora é preciso compreensão das pessoas que essas obras demandam tempo, exigem outros investimentos como pessoal, mobiliário, equipamentos para que possam funcionar a contento e atender a demanda da população. Pequenas obras, reparos e reformas gerais estão sendo realizadas em todas as unidades de saúde de Várzea Grande para atender a população.

CO Popular- Mesmo com essa dificuldade na economia, o que já foi possível fazer?

Lucimar Campos- Acho que o mais importante foi a retomada da alta estima do cidadão. É claro que não temos ainda a cidade ideal, a Várzea Grande que queremos para todos, mas avançamos em todos os setores, melhoramos a qualidade de vida das pessoas, mas ainda falta avançar. Por exemplo, na pergunta anterior, esqueci de dizer que apesar de termos 300 mil habitantes, atendemos pelo menos mais 150 mil ou até mesmo mais pessoas que são de outras cidades de Mato Grosso, do Brasil e até mesmos de outros países vizinhos. Somos do SUS, portas abertas, não cobramos para atender a ninguém e não podemos deixar de atender a quem quer que seja, mesmo não sendo morador de Várzea Grande. Agora o comercio, a indústria, enfim todos os setores da economia têm visto os esforços empreendidos pela administração municipal no resgate da credibilidade de Várzea Grande e isto tem permitido melhorar o desempenho da gestão pública, mesmo estando ainda aquém do que consideramos como o ideal. A obra pública melhora a economia da cidade, aquece as vendas e permite que o empresariado possa planejar seus negócios.

CO Popular- O que tem sido possível fazer para aquecer a economia municipal?

Lucimar Campos- Nossa economia já está aquecida, seja por causa das obras publicas que aplicam cerca de R$ 300 milhões/ano, o pagamento dos salários dos servidores que já tem calendário definido para o ano inteiro de 2019, seja pela movimentação financeira da economia local que permitiu através de um trabalho efetivo de nossa equipe de secretários municipais, principal da Secretaria Municipal de Gestão Fazendária melhorarmos o Índice de Participação dos Municípios - IPM que é o percentual de partilha da arrecadação do ICMS, que é maior impostos do Estado e dos Municípios. Após uma década, Várzea Grande, voltou a crescer economicamente. Isto é muito bom e demonstra que os investidores voltaram a acreditar na gestão municipal. Agora, volto a dizer. Não é o ideal, não foi o crescimento que teríamos que atingir para fazer frente às necessidades, mas enfim, foi um crescimento e isto que se demonstra importante.

CO Popular-  Qual a área do município que está recebendo mais atenção no seu mandato?

Lucimar Campos- Todas as áreas recebem atenção do Poder Público Municipal. É claro, já disse isto anteriormente, que saúde, educação, segurança e obras recebem uma atenção mais destacada, por serem as primeiras prioridades da população, mas temos muitas ações sociais em diversos programas como o Amigas Empreendedoras, Laços Maternos, Caderno 2, Juventude Ativa, Pão e Leite é Vida entre outras medidas que efetivamente asseguram cidadania a todas as pessoas.

CO Popular- Quais são os projetos para 2019 e o que a população pode esperar do seu governo?

Lucimar  Campos- Podem aguardar, muita determinação, empenho e dedicação redobradas em busca das soluções. Temos muitos projetos lançados em 2015, 2016 e 2017 que podem virar realidade agora, como o pedido de empréstimos já aprovado pelo Ministério das Cidades, pela Caixa Econômica Federal - CEF e aguardando liberação no valor de R$ 80 milhões que permitirá mais de 150 km de novas ruas e avenidas, bem como a recuperação de outras. É o que sempre tenho colocado, nossa palavra de ordem é trabalhar, trabalhar e trabalhar na construção da Várzea Grande que queremos.

CO Popular- Existe alguma proposta para o transporte coletivo, rodoviária e os parques da cidade?

Lucimar Campos- Vamos por parte. O transporte coletivo respeita uma licitação que não foi realizada por nós. Na medida do possível temos cobrado da empresa responsável investimentos na melhoria com mais e novos veículos. Este ano estamos aguardando para o primeiro semestre a entrega novos veículos. A questão que é muito cobrada da construção de uma Estação Rodoviária. Estamos buscando parceiros para formalizarem uma PPP - Parceria Público Privada, já que são necessários recursos dos quais Várzea Grande não dispõe. Emissários nossos conheceram PPP como de Goiânia, Belo Horizonte, São Paulo, Rio de Janeiro entre outras cidades. Se tiver como encontrarmos interessados em executar e explorar as obras de um Terminal Rodoviário com certeza iremos tirar essa prioridade do papel. Com relação aos Parque das Cidade, temos o Tanque do Facho, o Jardim dos Ipês, mas estamos nos preparando através de ações conjuntas com o Governo do Estado e com a iniciativa privada para transformarmos o Parque Berneck e uma nova área no Grande Cristo Rei para atendermos a população não apenas com lazer, mas com espaços importantes para a convivência. Queremos e temos projeto em Brasília para urbanização da Alameda Júlio Muller que é a parte do Rio Cuiabá do lado de Várzea Grande que será urbanização criando também a orla do Porto.  Buscamos parceiros na construção de uma cidade melhor e com mais lazer.

CO Popular- Com relação à cassação do seu mandato, o que a senhora tem a dizer?

Lucimar Campos- Nada. Apenas a convicção pessoal de que não cometemos nenhum ilícito ou ilegalidade. As acusações imputadas a nós caíram, por não existirem. Foram todas apresentadas pelos nossos adversários políticos que não se contentaram em perder nas urnas e pela vontade legítima dos eleitores de nossa querida Várzea Grande. Se apegam em argumentos sem profundidade apenas para causarem instabilidade política. O triste é ver que Várzea Grande por causa de questões políticas ficou atrasada no tempo, porque alguns estavam mais preocupados consigo mesmo do que com a cidade. A Justiça até o momento foi sábia por entender que não cometemos nenhum crime, nenhum abuso e que apenas e tão somente trabalhamos na busca de uma cidade melhor para todos e não para poucos.

CO Popular- Água e esgoto são problemas históricos do município. Quais os avanços nesses setores no seu mandato?

Lucimar Campos- O programa de aceleração do crescimento - PAC está em andamento. Não na velocidade que consideramos como a ideal, mas está andando e ela vai transformar Várzea Grande até 2025 ou 2030 com obras de abastecimento de água e esgotamento sanitário que estão diretamente ligadas a saúde pública. Veja que são grandes obras que demandam tempo, anos de execução, mas que precisam ser feitas para transformar a cidade. Mais de 80% das doenças são adquiridas através da ingestão de água sem tratamento ou por falta de saneamento básico, ou seja, esgotamento sanitário. É muito bom ver localidades como obras de esgoto sanitário, drenagem de águas pluviais, pavimentação asfáltica e reforço no sistema de abastecimento de água. Já foram contemplados os bairros Alto do Boa Vista, Dom Diego, Jardim Ipanema, Jardim das Oliveiras, Parque São João e Loteamento Beira Rio na primeira etapa. Na segunda etapa foram contemplados os bairros Jardim Ikaray, Frutal de Minas, Nova Era e Jardim Paula II. Essas obras do PAC são fundamentais porque envolvem dinheiro a fundo perdido, ou seja, não precisam ser devolvidos para o Governo Federal em que pese exigirem contrapartida de até 40% para os cofres do Tesouro Municipal. Agora reputo como essencial a execução das mesmas, pois quanto mais obras forem executadas maiores são as chances de recebermos mais recursos federais e ampliarmos os valores aplicados em obras fundamentais.

CO Popular- Como está a relação com a Câmara Municipal? Os vereadores têm demonstrado descontentamento apontando falta de diálogo. Procede?

Lucimar Campos- Não existe falta de diálogo. O que muitas vezes acontece é que os vereadores também foram eleitos e são cobrados assim como nós pela população. As exigências são muitas em relação à Várzea Grande, pois desde 2005 os investimentos públicos foram reduzidos, represados drasticamente e a cidade e sua gente têm prioridades que precisam ser vencidas, mas a administração pública tem limitações. Cada nova unidade construída demanda mais servidores públicos, mais despesas e nem sempre a arrecadação de impostos faz frente a toda essa necessidade e como o vereador e até mesmo nós que estamos todos os dias cidade, somos cobrados e temos que atender. Os vereadores são parceiros da administração municipal e compreendem as dificuldades e ajudam na solução, pois o sentimento de todos vai ao mesmo sentido que o nome, a Várzea Grande que temos e a Várzea Grande que queremos.


“É preciso gestar a crise, para a máquina pública começar a andar e funcionar ”

 

João Edisom é analista político e professor universitário. Em meio à crise financeira de Mato Grosso, momentos quentes no início da gestão do governador Mauro Mendes, ameaças de greve, a reportagem do Jornal Centro-Oeste Popular falou com o cientista político sobre os momentos conturbados que o funcionalismo está enfrentando, principais reivindicações, entre outros assuntos. Confira!

Regina Botelho

Da Redação

 

Centro-Oeste Popular - Como o senhor analisa as medidas tomadas pelo governador Mauro Mendes?

Joao Edisom - A situação do Estado de Mato Grosso é muito complexa e não é de hoje. A situação se arrasta desde a gestão do Blairo Maggi e todo mundo foi empurrando com a barriga. Na realidade, a situação estourou há seis meses, na gestão do ex-governador Pedro Taques. No último semestre, vimos que foi se pedalando, pedalando e não chegou a lugar nenhum. Se tivesse chegado teria ao menos pago todo mundo até o final de dezembro de 2018. O governador Mauro Mendes passou pelo processo de transição e é muito difícil dizer que quem não passou pelo processo de transição se as medidas adotadas estão corretas. A única coisa que posso dizer é que medidas, essas ou outras seriam necessárias. Não dá para fazer daqui a seis meses. Tem que ser feito nesse primeiro semestre, no início de governo, não dá mais para empurrar mais para frente. Só que no meio desses caminhos existem muitos percursos, tempo de diálogo, conversar com as categorias, com os setores. Da forma que está sendo feito vai haver um debate? Existe tempo hábil para debate?

CO Popular - Quais serão possíveis desafios dos cem primeiros dias de governo?

João Edisom - O primeiro desafio é gestar a crise que se gerou interinamente, por conta dos funcionários públicos. É preciso gestar essa crise, para a máquina pública começar a andar e funcionar em Mato Grosso. Não adianta nada entrar dinheiro, mas ter pessoal para trabalhar. Parece que está faltando uma interlocução, um comitê de gestão de crise, uma equipe de negociação. Na base só do enfrentamento, não vai se chegar a lugar nenhum. Esse  parece ser o maior desafio, se precisa chegar a uma solução. O segundo passo, e o mais importante é que o governador tenha um planejamento que não possa ser só para os seis meses. Mais uma vez é a sociedade que tanto paga a conta, vai pagar de novo. Ninguém está culpando o governador, ele assumiu agora, mas ele sabe que vai tirar de alguém que já paga e existem umas distorções nesse sentido. Precisa ser feito um planejamento e explicar como será depois que essa questão foi resolvida. Vai ter um planejamento para não cairmos de novo nisso? Ou vai ter um fôlego para depois enfrentarmos uma nova crise e recorrer de novo? Até agora ele apontou as medidas para reequilibrar, mas não apresentou um planejamento posterior para pós-momento de crise. Onde vamos chegar a tudo isso? Quais os pontos fundamentais? Não adianta eu vender para a população só a tragédia, eu tenho que vender a esperança. Vejo que falta é um folego de esperança e quando passar tudo isso, onde iremos chegar?

CO Popular - Os servidores públicos estão revoltados, o senhor concorda?

João Edisom - Existem várias coisas nessa questão. Se colocarmos todo mundo no balaio fica difícil falar de uma decisão. A coisa é mais complexa, estamos falando de questão de garantias, o embate é democrático, e muitas vezes podemos questionar o formato. Temos hoje cerca de 106 mil funcionários públicos, multiplicando mais famílias, temos uma média de 400 mil pessoas que dependem do salário. Está se mexendo com a vida dessas 400 mil pessoas. Essa passagem, tem que ser feita com certo cuidado, tem que ter debate, discussão. Vai ter enfrentamento? Vai cortar uma verba aqui outra lá? Mas precisa ter um fórum permanente para acompanhar essas questões. Os servidores estão no local certo, na Assembleia Legislativa, lá é a casa do povo, local de debates. Agora precisamos saber como o governo vai responder em relação a esse convencimento passa por outra coisa chamada negociação, Mauro precisa ter esse tempo.

CO Popular - Na sua concepção, qual o papel da imprensa nesse momento?

João Edisom - A imprensa só tem compromisso com a notícia. A imprensa não pode dar uma de Jair Bolsonaro e dizer que tudo é culpa da mídia. Tudo tem dois lados, o grande papel da imprensa nesse momento é ouvir os dois lados e deixar ambos falarem. Talvez a imprensa deva ser menos expressiva e sim explicativa.

CO Popular - Existe algum caminho para resolver essa questão?

João Edisom - Diálogo. Se colocar as pessoas corretas para estabelecer o diálogo se resolve. Mais é preciso muito cuidado nessa escolha.

CO Popular - Acredita que a taxação do agro é medida irreversível?

João Edisom - Acredito que sim. O agro se desenvolveu em Mato Grosso em função dos incentivos e tudo isso é temporário. Chega a uma altura que é preciso mudanças que devem ser feitas passo a passo. Acho que a primeira discussão, ela começa ter uma maior contribuição e a tendência e chegar a um equilíbrio. Mas também precisa se discutir com outros segmentos como o comércio, com a indústria com a sociedade toda. O Estado não produz dinheiro e sim as pessoas que vivem em Mato Grosso. A contrapartida é uma questão séria e como o governo é de quatro anos nos viemos de um conjunto de governos que não tiveram a responsabilidade de se atentar as crises.   Não podemos chegar ao final do mandato de Mauro Mendes, como foi melancólico no governo de Silval Barbosa e Pedro Taques.

CO Popular - A questão dos incentivos não deveria ser revista?

João Edisom - Sim. Não dá para crescer sem incentivos, pois ele pode ser um canal também de riqueza. O objetivo do incentivo fiscal não pode ser concentração de riqueza, pelo contrário tem que ser um processo que colabore com o desenvolvimento, trazendo mais pessoas para Mato Grosso, mais empregos, fomentando a concorrência , gerando emprego e renda. O que vemos em Mato Grosso, apesar dos repasses e dos resultados a questão dos incentivos fiscais ficam mais concentrados e aumenta a concentração de riquezas. Ela precisa ter uma diversificação em relação a isso. Além disso, cobrar a contra partida.

CO Popular - Na saúde, há meios de resolver a crise em médio espaço de tempo?

João Edisom - Não. A crise é nacional. A questão da saúde só irá se resolver a longo prazo. Mais não pode ser entendida que a longo prazo, as mudanças têm que começar já. Tem gente morrendo e isso é uma questão séria. É preciso algum fator que colabore, um planejamento para termo uma noção. Não dá para esperar mais.

CO Popular - Como o senhor vê a relação de Mauro Mendes com a assembleia?

João Edisom - Mauro não vai ter uma relação tranquila, igual ao ex-governador Pedro Taques teve. O grupo que está ao seu lado é menor, não tem uma bancada que  possa dizer que está tranquilo com relação a sua gestão. Isso tem dois lados: socialmente isso é bom, para ter um embate, uma fiscalização maior. Por outro lado, no momento de crise o governo fica mais fragilizado. O governo tem que ser mais político, saber negociar. Ele já foi prefeito, enfrentou uma câmara de vereadores e não era tão fácil. Mauro tem conhecimento suficiente para esse enfrentamento.

CO Popular - Prevê pressão por parte dos municípios?

João Edisom - Sim. Por enquanto os municípios estão dando uma trégua, porque conseguiram pagar suas contas. Temos 141 municípios e 126 cidades são 100% dependentes dos repasses governamentais.


“ Vamos continuar trabalhando para deixar Cuiabá uma cidade mais bonita”

Trabalhar para transformar Cuiabá em uma cidade cada vez melhor para se viver. Essa é a missão do secretario de Serviços Urbanos José Roberto Stopa. Em entrevista aos Jornal Centro-Oeste Popular, Stopa fala sobre a prestação de serviços voltados à limpeza, manutenção de iluminação em espaços públicos, dentre outras séries de ações, a Secretaria tem buscado contribuir, não só para a zeladoria e embelezamento do município, mas também na preservação ambiental. Confira.

Olho 1- “ Nos próximos anos, iremos trabalhar com a revitalização de 108 praças. Em um ano e meio vamos entregar à população 110 novas ações dentre desses pacotes de revitalizações”.

 

Olho 2-“ Em dois anos à frente da Pasta atendemos cerca de 150 bairros. As ações de limpeza impactam na saúde da cidade, dos bairros e da população. Estamos implantando um novo modelo de coleta de lixo”

 

Olho 3- “Até o término do meio do ano, em agosto, a população cuiabana vai ser contemplada com o melhor aquário do Centro Oeste”.

 

Regina Botelho

Da Redação

 

Centro Oeste Popular - Quais serão as prioridades da Pasta em 2019?

José Roberto Stopa - Melhorar a limpeza urbana de forma significativa. Acabar com os bolsões de lixo, melhorando o nosso programa kata treco. Entregar aproximadamente 50 praças revitalizadas de Cuiabá. Entregar para a população o Parque da Família. Continuar trabalhando no quesito dos espaços urbanos da cidade, que são as jardinagens. Colocar cerca de 30 pontos de academia que serão destinados para as pessoas da terceira idade.

CO Popular - Como está a situação do esgoto do Parque das Águas?

José Stopa -   A situação do Parque das Águas vence em fevereiro e até agora nada foi feito. Vamos aguardar o término do contrato e iremos contactar o governador Mauro Mendes. Esperamos que resolva e que se encontre uma solução breve.

CO Popular - Pode ser concretado novamente?

José Stopa - Espero que não. Acredito no compromisso que o governo fala. Acredito que ele tenha um caminho para resolver toda essa questão.

CO Popular-  O projeto de limpeza dos bairros será incrementado?

José Stopa - Sim. Uma parceria que fizemos com o Tribunal de Justiça, estamos reutilizando os primeiros reenducandos do regime fechado e estamos trabalhando com aproximadamente 50, e nossa meta é ampliar para pelo menos 200 e a partir  daí teremos uma melhoria considerável. Esse aumento esperamos que já seja no mês de fevereiro.

CO Popular - Nesse primeiro mês de 2019, quais os bairros que estão sendo contemplados com as obras da Secretaria?

José Stopa -  São várias ações em várias localidades. Estamos trabalhando em várias frentes de trabalho como eu disse anteriormente. Na Morada do Ouro o parque do bairro, reformando uma praça no Alvorada, no Jardim das Américas, Jardim Cuiabá, são várias atividades em andamento.

CO Popular -  Com relação ao Aquário da Orla do Porto, há previsão da retomada das obras?

José Stopa - As obras já foram retomadas. Falta apenas licitar as obras dos vidros para não sermos levianos e corrermos os riscos de comprar vidro não especificado, que não  que atendia o espaço e que corria riscos de acidentes. Já resolvemos essa questão e até o término do meio do ano, em agosto, a população cuiabana vai ser contemplada com o melhor aquário do Centro Oeste.

CO Popular - Quais são os parque que estão na lista para serem revitalizados?

José Stopa - Nos próximos dois anos, iremos trabalhar com a revitalização de 108 praças. No mês de fevereiro iremos começar as ações no Morro do Seminário. Estamos atuando na Praça Ipiranga e vamos pular para o Seminário, onde o local vai se tornar um cartão postal da cidade. Além disso, Praça Ipiranga, Maria Taquara e Morro do Seminário. Em um ano e meio vamos entregar à população 110 novas ações dentre desses pacotes de revitalizações. 

CO Popular -  Quais as principais ações da Secretaria de Serviços Urbanos nestes dois anos de gestão?

José  Stopa –  Várias ações. Entre elas o programa Cata-treco. Ampliamos o número de caminhões disponibilizados e, atualmente, estamos oferecendo à população um canal de agendamento da retirada dos materiais a serem descartados. Mais de 50 espaços reformados, com uma série de incrementos que melhoram a qualidade de vida do cidadão. Temos o projeto Cidade Viva, que conta com a parceria de artistas plásticos cuiabanos no trabalho de pintura dos viadutos e embelezamento de Cuiabá.

CO Popular - Vários bairros semanalmente recebem o mutirão de limpeza. Fale um pouco sobre o mutirão.

José Stopa – Em dois anos à frente da Pasta atendemos cerca de 150 bairros. As ações de limpeza impactam na saúde da cidade, dos bairros e da população. Estamos implantando um novo modelo de coleta de lixo, no qual o custo será mensurado pela quantidade de resíduos recolhidos, tornando mais justo o pagamento pela atividade e ampliando a execução do serviço.


“Legislativo e Executivo devem andar de mãos dadas em prol da sociedade cuiabana”

Misael Oliveira Galvão é natural de Dom Aquino, Mato Grosso. Sua boa atuação como líder comunitário o credenciou a buscar e conquistar uma vaga na Câmara de Vereadores de Cuiabá. Em 2004, conquistou 1.675 e ficou como segundo suplente pelo PV. Em 2008, obteve 3.069 e ficou como primeiro suplente pelo PR. Em 2010 foi candidato a deputado estadual pelo PR e obteve 4.551 votos. Em 2012, 2.526 votos e novamente primeiro suplente pelo PR, e em 2016 foi eleito vereador com 5.095 votos pelo PSB, o segundo mais votado. Foi um dos líderes dos camelôs de Cuiabá, legalizou a atividade e construiu o Shopping Popular. Em 2017 foi apontado como o vereador mais atuante de Cuiabá  no 120º Seminário Brasileiro de Prefeitos, Vereadores, Procuradores Jurídicos, Controladores Internos, Secretários e Assessores Municipais, promovido pelo Instituto Tiradentes, nos dias 09 e 10 de novembro, em Goiânia. Desde o início do ano assumiu a presidência da Casa de Leis para o biênio 2019/2020, após concorrer em chapa única e ser eleito com 23 votos. Em entrevista ao Jornal Centro-Oeste Popular ele fala das prioridades como presidente da Casa, desafios e metas para o mandato entre outros assuntos. Confira. 

Olho 1-“Iremos fazer um trabalho para levar a Câmara de Cuiabá para dentro dos bairros da cidade. Com isso poderemos realizar audiências públicas e sessões itinerantes”

Olho 2- “Preciso contar com o apoio de todos os integrantes da Mesa e demais colegas de Parlamento. Sozinho, ninguém consegue fazer nada”

 

Olho 3- “Nossa meta é defender as pessoas mais simples, mais humildes que precisam dos resultados dos vereadores e do Poder Público de forma geral”

 

Regina Botelho

Da Redação

 

Centro-Oeste Popular - O senhor assumiu a Câmara envolta em polêmicas e escândalos. O que fazer para retomar a credibilidade da Casa?

Misael Oliveira Galvão - Primeiro agradeço a Deus pela oportunidade. Creio que para Deus nada é impossível, sei que será difícil, mas venceremos os desafios. A Câmara de Cuiabá tem muito trabalho prestado à sociedade e centenas de coisas boas para serem mostradas. No primeiro momento, vamos melhorar a comunicação da Casa de Leis com a sociedade. A Câmara de Vereadores é a casa do povo, ela tem que comunicar com a população. Por isso, realizamos uma reestruturação básica junto às Secretarias, fizemos uma nova lei que diz respeito aos cargos comissionados, para que possa dar uma dinâmica melhor na casa para garantir revitalização /á sociedade.

CO Popular - De que forma o senhor pretende fazer o cidadão se aproximar dos trabalhos legislativos?

Misael Galvão - Primeiramente iremos fazer um trabalho para levar a Câmara de Cuiabá para dentro dos bairros da cidade. Com isso poderemos realizar audiências públicas e sessões itinerantes. A Câmara é a legítima representante do povo e nisso que estamos trabalhando.

CO Popular - O senhor pretende incrementar as sessões itinerantes, levando a Câmara aos bairros?

Misael Galvão - Sim. Essa é a ideia, uma característica nossa. Eu venho de um movimento comunitário, moro no Dr. Fábio, participei do movimento organizado dos camelôs.

CO Popular - Como será a relação com o Executivo municipal?

Misael Galvão - Boa. Iremos trabalhar para dar independência. O Executivo é um poder municipal e a Câmara outro poder. Mas ambos têm que andar de mãos dadas para ter domínio e atender a população mais carente, a mais pobre. Para isso, precisamos contar com apoio e atenção do Poder Público.

CO Popular - A Câmara ganhou nova estrutura com o senhor na Presidência. Quais foram as mudanças e quais objetivos a serem conquistados?

Misael Galvão - Fizemos uma restruturação básica, nas Secretarias de Comunicação e demais repartições e nos segmentos organizados. Fortalecendo as políticas públicas de atenção aos idosos, as mulheres e as crianças. Vamos trazer dentro dessa nossa roupagem o movimento comunitário para que possamos realizar uma dinâmica mais eficiente e rápida para a sociedade.

CO Popular - Quais serão suas prioridades na dentro do parlamento municipal?

Misael Galvão - Meu compromisso é trabalhar de forma ainda mais determinada para a fiscalização, cobranças e consequente redução de demandas sociais e estruturais que acarretam transtornos aos habitantes de Cuiabá. Preciso contar com o apoio de todos os integrantes da Mesa e demais colegas de Parlamento. Sozinho, ninguém consegue fazer nada. União é fundamental para alicerçarmos qualquer base sólida.

CO Popular - O senhor vê como satisfatório o trabalho do prefeito Emanuel Pinheiro nos bairros periféricos?

Misael Galvão - Sim. Conheço de perto a realidade das comunidades mais simples e vejo de perto os investimentos que a prefeitura está realizando na questão da infraestrutura dos bairros mais carentes, com a implantação de asfalto, reformas dos PSF´s, reformas das praças. Muita coisa boa está sendo desempenhado pelo prefeito Emanuel Pinheiro nos bairros da nossa cidade.

CO Popular - Na sua concepção, qual o principal problema de Cuiabá?

Misael Galvão - Saúde. Apesar dos avanços no setor muito ainda se tem a fazer para garantir melhor qualidade dos serviços à sociedade cuiabana.

CO Popular - Quais os desafios que o senhor deve encontrar em 2019 e os projetos em tramitação na Câmara?

Misael Galvão - Sempre trabalhar para a sociedade. Nossa meta é defender as pessoas mais simples, mais humildes, que precisam dos resultados dos vereadores e do Poder Público de forma geral.  Quando se fala do Legislativo, vamos buscar  fortalecer o portal da transparência para que o cidadão lá do bairro possa acessar o site e acompanhar todo o processo da Câmara faz podendo dar sugestões. Cada vereador da Casa de Leis representa uma pessoa, um eleitor de Cuiabá e trabalha para isso. Por isso, precisamos fazer jus à confiança que os eleitores nos deram e para que ele que devemos prestar conta dos nossos trabalhos.

CO Popular -  Como é sua relação com o prefeito Emanuel Pinheiro e quais as prioridades do Executivo para seu mandato?

Misael Galvão -  Excelente. Desde criança, meus pais ensinaram a respeitar a todos. Eu tenho grande respeito pelo prefeito Emanuel Pinheiro. Ele irá encontrar no Legislativo uma gestão preocupada com nossa cidade, atentada em ajudar a resolver os problemas. O Executivo pode ter certeza que todas as matérias que chegarem na Câmara de Vereadores iremos colocar em pauta e abriremos o debate de forma geral.


“Estou indo para a Assembleia para fazer política pública, e não para fazer negócio”

João Batista é servidor público do sistema penitenciário do Estado. Nascido em Belém de São Francisco (PE) tem 44 anos de idade. Ele foi eleito deputado estadual com 11.374 votos. O resultado positivo nas urnas foi garantido após forte movimento dos servidores públicos em prol da RGA, em 2016, com um movimento grevista que durou mais de um mês, e no qual Jão Batista ganhou destaque como uma das lideranças do Forum Sindical que articularam o movimento. Em entrevista ao Jornal Centro-Oeste Popular ele fala sobre seus projetos e propostas assim que assumir o cargo de parlamentar na Assembleia Legislativa. Confira.

 

Regina Botelho

Da Redação

 

Olho 1- “O deputado, geralmente na época de campanha defende um segmento, uma região, porém, ele ao ser eleito é um representante da população de Mato Grosso, dos mais de 3,5 milhões de habitantes”.

 

Olho 2- “O Parlamento vai ser crucial em todas essas discussões. As alternativas que o governador vai ter que encontrar para sanar as finanças do Estado vai depender também de como o Parlamento se porta”.

 

Olho 3- “Acreditamos e vamos trabalhar para que o Estado saia dessas pendências financeiras, para que busquemos também a valorização financeira dos nossos profissionais”

 

 

Centro-Oeste Popular – Quais as perspectivas para o início dos trabalhos na Assembleia Legislativa?

João Batista – Vai ser um início de ano de muito trabalho, porque o Estado está passando por um momento conturbado financeiramente e politicamente, e todas essas discussões vão impactar nessa Legislatura. O Parlamento vai ser crucial em todas essas discussões. As alternativas que o governador vai ter que encontrar para sanar as finanças do Estado vai depender também de como o Parlamento se porta, mas eu particularmente quero trabalhar no sentido de fazer o que for melhor para o Estado de Mato Grosso, salvo aquelas ações oriundas do Executivo que vierem em prejuízo dos trabalhadores do serviço público. Nesse caso aí com certeza serei oposição sistemática a qualquer projeto que venha do governador.

CO Popular – Como se deu o seu engajamento na política, e por que escolheu o Pros?

João Batista – Na verdade nesses de 10 anos de luta sindical, sempre tivemos um contato muito estreito com a política, porque tudo que o servidor público negocia com o governo ele acaba desaguando na Assembleia para virar lei. Nós sempre precisamos muito da classe política para nos auxiliar na negociação com o governo, nós já conhecíamos bem esse mundo aí. E nós vimos que no Estado de Mato Grosso, a política aqui acabou sendo totalmente desvirtuada. A política na verdade é feita para auxiliar a organização da sociedade, e aqui no Estado parece que a regra virou que a política é utilizada para se fazer negócio, para enriquecimento ilícito. A população cobrou um modelo de política novo, e nós recebemos o convite, fomos cobrados muitas vezes por pessoas de nossa própria categoria, amigos que encontrávamos nas ruas, e falavam, lembrando minha história de luta sindical, e achavam que eu tinha que lançar o meu nome. Recebi o convite de 13 partidos políticos, fui analisando as propostas de cada partido e a sua história, e acabei fechando com o Pros e lançamos nossa candidatura pelo Pros.

CO Popular – Quais as principais bandeiras que o senhor pretende defender ao longo do mandato?

João Batista – O deputado, geralmente na época de campanha defende um segmento, uma região, porém, ele ao ser eleito é um representante da população de Mato Grosso, dos mais de 3,5 milhões de habitantes. Mas não há como atuar para todos ao mesmo tempo. Então você tem a sua base. Eu sou  oriundo do sistema penitenciário, da área da segurança pública, minha principal bandeira foi a defesa dos trabalhadores do serviço público, e é isso que eu quero defender, os trabalhadores do serviço público, defender que haja serviços públicos de qualidade para a sociedade.

CO Popular – O senhor vindo do setor da segurança pública, vai priorizar o setor na Assembleia Legislativa?

João Batista – Sim, principalmente com relação ao sistema penitenciário, a valorização dos profissionais do sistema penitenciário e fazermos com que os criminosos possam trabalhar para diminuir os gastos que a sociedade tem com a prisão deles.

CO Popular – O senhor é um dos fundadores do Sindicato dos Servidores Penitenciários do Estado de Mato Grosso (Sindspen-MT), e já avisou que vai defender a categoria. Quais as principais propostas para beneficiar a classe?

João Batista – A nossa categoria hoje tem o menor salário da área da segurança pública. Não sabemos do que fala o governador sobre a questão financeira, mas acreditamos e vamos trabalhar para que o Estado saia dessas pendências financeiras, para que busquemos também a valorização financeira dos nossos profissionais, mas principalmente que hoje temos um problema muito grande que é a insuficiência do quadro funcional, são muitos presos para poucos servidores, e precisamos ampliar a quantidade de vagas e trabalhar a questão da saúde e qualidade de vida dos nossos profissionais.

CO Popular – Na sua concepção, quais são as principais carências de Mato Grosso?

João Batista – Eu acho que nos últimos 20 anos a classe política não trabalhou focando o bem-estar social. Ela trabalhou focando em fortalecer segmentos econômicos. Eu acho que agora é a hora de inverter essa pirâmide. Nós temos setores como serviços, indústria e comércio, que geram mais empregos, mas que não foram incentivados.

Entendo que o agronegócio é um setor que produz bastante, mas acho que está na hora de rever esta forma de fazer gestão nessas áreas. Precisamos fortalecer mais principalmente a industrialização dos produtos que temos aqui no Estado.

CO Popular – O senhor é favorável à taxação do agronegócio?

João Batista – Sim, sou favorável à cobrança dos impostos do agronegócio. Já que temos os pequenos produtores que pagam, os pequenos empresários pagam, os pequenos comerciantes pagam, então não podemos deixar que os grandes sejam mais incentivados do que aqueles pequenos que geram mais empregos e tem menos oportunidade.

CO Popular – Com relação ao VLT, o senhor tem alguma proposta visando destravar a obra?

João Batista – Eu escutei o deputado Carlos Bezerra dizer que com R$ 400 milhões operacionaliza o VLT. Sinceramente talvez seja o caso de se fazer um novo estudo acerca da viabilidade, entrar na Justiça para fazer com que as empresas que foram promíscuas junto aos políticos que ganharam muito dinheiro acionem essas empresas para que restituam o Estado aquilo que foi gasto, e se for viável conclui essas obras e põe em operação, se não, já arrebenta logo tudo, passa concreto por cima, abre mais duas vias, porque só estamos vendo gente morrendo porque não terminaram as obras.

CO Popular – Como o senhor avalia que será os primeiros meses do novo governo e do novo parlamento estadual?

João Batista – O governador tem algumas leis que servirão como obras estruturantes, mas acho que o principal problema que ele vai enfrentar é exatamente equacionar esse déficit financeiro que o Estado tem.

Acredito que prevalecendo o direito dos fornecedores de receberem aquilo que venderam, prevalecendo o direito dos servidores públicos de receberem o seu salário, já que é alimentício, esses servidores sustentam suas famílias com esses salários, prevalecendo principalmente esses dois pontos, essa questão de negociar junto aos Poderes aquilo que tem de dívida ainda para pagar aos Poderes, é auxiliar o governador nessa questão.

A Assembleia tem como abrir mão de uma parte para ajudar a fornecer serviço público para uma parte da sociedade, o Judiciário tem como, eu vejo que o Ministério Público e o Tribunal de Contas têm como contribuir, principalmente nesse caso. Analisar quais são as obras estruturantes que ele vai mandar  para a Casa de Leis e aí o que vermos que não há prejuízo para os trabalhadores, vamos fazer gestão junto aos demais colegas para que seja aprovado.

CO Popular – E qual será sua prioridade número um na Assembleia?

João Batista – Será sentar com o governador e achar uma alternativa para colocar em dia os salários e os direitos dos trabalhadores do serviço público, porque são 100 mil famílias que dependem dos salários, são pessoas que trabalharam para receber, que tem compromissos, muitas vezes têm filhos pequenos em casa, e as suas contas e os seus empréstimos quando entram nos salários acabam acarretando juros, o que acaba desestruturando financeiramente essas famílias por causa de uma falta de planejamento e equilíbrio daqueles que governam o Estado. Então eu quero principalmente sentar com o governador e fazer com que ele mantenha os direitos dos trabalhadores que já contribuem com o Estado.

CO Popular – Como o senhor analisa a renovação na Assembleia Legislativa?

João Batista – A sociedade finalmente acordou e deu uma lição para a classe política no Estado de Mato Grosso e no Brasil. As nossas ações, principalmente dos novatos, têm que ser com um foco totalmente diferente daquele dos antigos. Eu sempre utilizo essa frase: estou indo para a Assembleia para fazer política pública, e não para fazer negócio. A sociedade colocou isso como ideia para que cada um dos que foram eleitos novatos, possam carregar isso aí.

CO Popular – Como o senhor viu as primeiras medidas adotadas pelo governador Mauro Mendes?

João Batista – Eu ainda não tive ciência dos projetos que ele enviará para a Assembleia Legislativa. Mesmo antes de tomar posse, através dos outros deputados, quero ter acesso porque quem vai estar vivendo essas mudanças são os deputados que tomarão posse a partir do dia 1º de fevereiro.  Então independente de que ele quer aprovar ainda em janeiro, eu quero fazer gestão aos atuais deputados, para que eles tenham ciência para que aquilo que seja feito não venha de repente atender a vontade do governador e prejudicar determinados segmentos.

CO Popular – Quais são as futuras perspectivas, pois o senhor já visitou alguns locais, recebendo algumas reivindicações. Como foi esses primeiros dias de 2019?

João Batista – Eu como servidor público e tem formação em gestão e segurança pública, já conheço de gestão pública, e estou visitando alguns órgãos, conhecendo o funcionamento, as suas atribuições, prerrogativas, exatamente para quando sentar na cadeira, possamos ter um panorama daquilo que vamos estar trabalhando e planejando para devolver para a sociedade um serviço público de melhor qualidade. Estou muito confiante, estou otimista, empolgado para começar a trabalhar. Vejo que tivemos mudanças em nível nacional e com certeza virão medidas duras de lá para cá, mas acredito que em um curto espaço de tempo a tendência é que possamos ter novos ares, ter melhor qualidade de vida e no Estado de Mato Grosso acredito, sei que o governador disse que pegou o Estado em uma situação calamitosa, mas acredito que se ele tiver habilidade para dialogar com a classe política, dialogar com a sociedade, com os colaboradores que são os servidores públicos, se ele tiver essa habilidade, e for transparente nas suas ações, tenho certeza que todos unidos conseguiremos tirar Mato Grosso desse buraco que se encontra e a tendência é que possamos preparar um Estado ainda melhor para nossos filhos e netos.

CO Popular – Com relação ao Governo Jair Bolsonaro, quais são as suas expectativas?

João Batista – Como sindicalista tenho algumas ressalvas, como a questão dos direitos trabalhistas, mas a eleição já acabou. Bolsonaro foi eleito presidente, e moralmente não temos o direito de torcer contra. Então tenho as melhores expectativas possíveis, se ele por ventura qualquer alternativa que estiver retirando o direito, vamos nos mobilizar também até como classe política  mesmo, vamos confrontar para que o cidadão não perca seus direitos como Estado, mas vamos incentivar e apoiar em tudo o que for preciso para trazer mais segurança para a sociedade, para que a saúde pública possa atender verdadeiramente, principalmente aqueles que mais precisam, para que a Educação seja de qualidade, para que a Agricultura Familiar possa chegar até as comunidades mais afastadas, para que aqueles que se encontram na zona rural tenham incentivo para não terem que migrar para os grandes centros. Acredito e estou muito confiante de que tudo aquilo que ele propor para o bem do Brasil em que eu puder ajudar em alguma coisa vou estar apoiando. Eu acho que não só em nível nacional, mas no Estado de Mato Grosso, acho que o grande problema é a questão da segurança pública, e ela não se faz se não inserir as políticas voltadas para o sistema penitenciário.  Agora temos um agente penitenciário dentro da Assembleia Legislativa, gostei muito da fala do ministro da Justiça Sérgio Moro, as deferências que fez ao sistema penitenciário brasileiro, precisamos construir uma penitenciária de segurança máxima em Mato Grosso para isolar líderes de facção criminosa e paralelo a isso trabalhar os presídios construtivos, para que aquela mão de obra ociosa que fica lá na penitenciária, comece a produzir algo de útil e diminuir o gasto que a sociedade tem com o cumprimento de pena.


“É preciso se pensar mais no coletivo e não tão somente no individual”

Silvio Antonio Favero é casado, advogado, natural de Umuarama-PR. Vice-prefeito de Lucas do Rio Verde ( 330 km de Cuiabá), obteve 12.059 votos totalizados (0,80% dos votos válidos) e foi eleito deputado estadual no Mato Grosso. Em entrevista ao Jornal Centro-Oeste Popular, ele fala das metas de trabalho para 2019 na Assembleia, principais desafios, saúde, educação, entre outros assuntos. Confira.

Olho 1-“Sabemos que os primeiros meses não irão ser fáceis. Acredito que Mauro Mendes irá analisar a situação e deva fazer uma reforma administrativa para começar bem o ano”.

Olho 2- “Mato Grosso é um estado rico. O que nosso estado está passando dificuldades no momento, e isso ocorre devido a má administração. Temos muitas riquezas. Agora se não tem um bom gestor, a coisa não adianta”.

Olho 3- “Precisa ser revista a questão dos incentivos fiscais, precisa de mais critério e principalmente uma melhor aplicação com mais eficiência nos recursos arrecadados, porque dinheiro tem e nossa arrecadação está aumentando”

Regina Botelho

Da Redação

 

CO Popular- O senhor tem alguma área especifica que pretende atuar na Assembleia Legislativa?

Sílvio Favero- Sim. Na área social. Temos vários projetos. Quero me dedicar na questão da setor habitacional. Penso em unir o Fethab1 e o Fethab 2 para destinar a questão das moradias em Mato Grosso. Fazer casas populares. Desenvolver projetos de escolas integrais e creches para que as mães possam deixar seus filhos nas unidades e irem trabalhar com segurança para aumentar sua fonte de renda juntamente com seu esposo. Lucas do Rio Verde é modelo na Educação, tanto nas escolas integrais quanto ao ensino para as crianças. A questão da moradia é o grande gargalo de muitas famílias. Quando uma pessoa tem uma é outra boa situação. Elaborar um projeto para que as pessoas possam ter condições de pagar. Você pode ter saúde, um carro bom, mas se não tiver moradia as coisas ficam complicadas.

CO Popular- A questão de uma possível greve em 2019, não está descartada. De que forma o senhor pretende ajudar o Estado a resolver essa questão?

Sílvio Favero - Sabemos que os primeiros meses não irão ser fáceis. Acredito que Mauro Mendes irá analisar a situação e deva fazer uma reforma administrativa para começar bem o ano. Se ele trabalhar junto com os deputados estaduais na Assembleia, as coisa irão caminhar de forma tranquila e com muito diálogo.

CO Popular- Quais são as suas perspectivas para os trabalhos na Assembleia?

Sílvio Favero- Estou conhecendo a estrutura, a máquina, o que precisa, o que dá para cortar gastos para que no momento que iniciar os trabalhos em fevereiro tecer algum tipo de opinião. Mas acredito que a Mesa Diretora da Casa precisa ser mexida e mudada.

CO Popular- Na sua concepção, quais são os principais desafios de Mato Grosso?

Sílvio Favero- Mato Grosso é um estado rico. O que nosso estado está passando no momento, ocorre devido a má administração. Temos muitas riquezas. Agora se não tem um bom gestor, a coisa não anda. De nada ainda termos uma excelente arrecadação e não saber distribuir. A função do deputado é fiscalizar o Executivo, ajudar o Governo do Estado a melhorar a sua arrecadação.

CO Popular- Qual o setor no Estado mais carente e que precisa de mais atenção?

Sílvio Favero- Saúde. Temos vários hospitais regionais que estão abandonados, sucateados. É preciso dar um choque no setor e melhor o atendimento a tão sofrida população mato-grossense.  É preciso se pensar mais no coletivo e não tão somente no individual.  Compraram-se muitas ambulâncias, porém várias estão encostadas. Falta gestão para melhorar a saúde em Mato Grosso.

CO Popular- Qual avaliação que o senhor faz do governador Pedro Taques e do prefeito Emanuel Pinheiro?

Sílvio Favero- Com relação ao governador Pedro Taques, o resultado foi visto nas urnas. Emanuel Pinheiro está trabalhando pesado pela população cuiabana. Está sendo um bom prefeito e tomara que no término do seu mandato termine sua gestão como um grande prefeito de Cuiabá.

CO Popular- O senhor tem alguma proposta para ajudar a destravar o VLT?

Sílvio Favero- Não tenho muito conhecimento de como os tramites do modal estão sendo conduzidos. Tem que resolver logo essa questão, mas em minha opinião foi uma obra fracassada, totalmente inviável.

CO Popular- Uma das bandeiras que o senhor defende é o reconhecimento da força e a igualdade profissional onde as mulheres tem desenvolvido o mesmo papel que os homens e vem sofrendo com a não equiparação da remuneração. Por quê?

Sílvio Favero- Sim. As mulheres conquistaram seu espaço na sociedade. Elas ocupam cada vez mais cargos de extrema importância no mercado, a mulher consegue administrar de forma sensata e prudente. No entanto, ainda é preciso continuar lutando, pois a mulher mesmo ocupando cargos superiores não recebe como deveria. As mulheres recebem bem menos do que os homens na sua mesmo categoria, ou seja, ocupam os mesmos cargos que os homens, mas recebem menos do que eles fazendo as mesmas coisas.

CO Popular- A taxação do agronegócio foi muito debatida por empresários, políticos do Estado, o senhor é contra ou a favor?

Sílvio Favero- Sou contra. Precisamos é combater de forma forte é a questão da sonegação, precisa ser revista a questão dos incentivos fiscais, precisa de mais critério e principalmente uma melhor aplicação com mais eficiência nos recursos arrecadados, por que dinheiro tem e nossa arrecadação esta aumentando.

CO Popular- Deputado, por que o senhor é a favor do desarmamento?

Silvio Fávero- O desarmamento é uma maneira de controle social absurdamente defasada. Eu sou a favor de que as pessoas tenham direito de ter uma arma, principalmente para defender as famílias, sua propriedade. Se alguém quiser fazer o mal, vai fazer de todo jeito. Eu não acho que a arma deve ser vendida de qualquer forma, para qualquer um. É preciso ter critérios para não vender para quem tem antecedente criminal ou algum distúrbio psicológico.


De vereador e administrador de empresa Gilberto Figueiredo será o homem forte do governo Mauro a partir de janeiro

A partir de janeiro quando toma posse o novo staff do governo Mauro Mendes, o chefe do executivo  vai contar com um peso pesado e de extrema confiança em sua administração, e na competência de gerir uma das pastas mais complexas de sua gestão publica; a cometida e conturbada  área de saúde do Estado de Mato Groso, termômetro  inclusive da campanha eleitoral e onde os embates foram decisivos, aos resultados da eleições 2018 ao governo do estado.
 
Para a pasta, ele escalou nada menos que, o vereador Gilberto Figueiredo  (PSB), que não é medico , nem enfermeiro , mas um exímio administrador publico privado, e que na área de gestão publica, incluindo a saúde tem pelo menos duas pós graduação de formação. Quando Mauro Mendes (DEM), era prefeito da capital, com sua experiência , Figueiredo dirigiu a penosa Secretaria de Educação de Cuiabá, dando novo rumo a pasta em termos administrativo, conversou com os sindicatos e servidores, fazendo uma gestão competente, inclusive em níveis pedagógico, área aliás sem inovação nas ultimas gestões.
 
Como vereador deixa de lado carreira de dar inveja a qualquer parlamentar da casa de leis, só nesse ano apresentou 4 mil indicações, quando ainda  foi o vereador com o maior numero de audiência publica  realizadas. Gilberto Figueiredo ainda ajudava a coordenar a bancada de oposição na câmara da capital. Na comissão de transição de governo , coordena todo o trabalho de formação de relatório das 50 áreas , em que o governo do estado atua, e nessa segunda-feira entrega cada um desses relatórios ao governador eleito Mauro Mendes, por isso se tornou o homem forte do governo. 
 
Agora o desafio é fazer o mesmo com a área de saúde, onde a pasta tem problemas , como  dividas com os municípios na ordem de  R$ 160 milhões de reais, dividas com hospitais e fornecedores, além de um quadro de pessoal que não responde a necessidade da pasta, e um orçamento que beira a ordem de mais de  R$ 1 bilhão de reais,  para serem gastos em 2019. Foi com esse espelho e foco na futura gestão, que o novo Secretário de Saúde do Estado recebeu a equipe do Jornal Centro Oeste Popular, para um bate pato a cerca de seu novo desafio  
 
JCOP – como o senhor espera encontrar a pasta da saúde estadual?
 
Gilberto Figueiredo: Infelizmente vou encontra uma pasta que está com inúmeras dificuldades de gestão , dividas enorme com fornecedores prestadores de com serviço, operando há vários meses através de contratos precários emergenciais, sem fazer processo seletivo para contratação de pessoas, nos estamos  falando , de que tem em sua tutela 11 hospitais estaduais , é bastante complexo , surpreendente e preocupante que nos estamos levantando nesse período  de transição , mas vamos colocar em relatório de transição, e já estamos estudando várias medidas necessárias de serem implementadas logo no inicio de gestão do governo Mauro Mendes.
 
Qual é o prazo que o senhor estima para arrumar tudo? São decisões complexas nos teremos que nos reunir com o Ministério Publico , Tribunal de Contas, por que não solução imediata nos primeiros dias, próximo governo vai precisar de trabalhando com decisões emergenciais , e vai precisar uma articulação com organismo de controle se não pára a saúde.
 
Nos  temos aí praticamente litígios com Organização Social ,as OS´s, que está hoje gerenciando o hospital de Rondonópolis , nos temos chamamento sendo realizado para contratação de novas OS´s , nesse momento nós estamos estudando, se vai haver continuidade de áreas de serviços prestados  pelas OS´s, nos vamos ainda gestão próprias, estamos buscando uma articulação junto com os consórcios de saúde para buscar soluções, em fim são decisões complexas que nesse momento, até por falta de informações  mais precisas, o que vamos ter com mais acesso quando assumirmos o cargo.
 
Mais é preocupante por que são  dividas robusta com municípios, fornecedores da área da saúde, imagina-se que o Estado não tenha condição de quitar isso a custo prazo.
 
JCOP – Esse Fundo Emergencial da Saúde  ajuda?
 
Gilberto Figueiredo: Sem duvida todo recursos para a saúde ajuda, ele já está ajudando , inclusive transferência  robusta para os hospitais filantrópicos  que parte dos recursos do fundo são destinados aos hospitais  filantrópicos   , parte obrigatoriamente aplicado na atenção básica e existe uma parte de recursos que tem liberalidade, de investir na área da saúde , então esses recursos estão ajudando sim , mas não são suficientes por que estamos estimando na área de saúde fechar o ano passivo próximo a R$ 500 milhões de reais.
 
JCOP: Sobre valore que o senhor pretende gerenciar para o ano que vem, essa falta ou pouco dinheiro para a área de saúde como será?
 
Gilberto Figueiredo: Esse é uma reengenharia que o próprio  governador  vai ter que fazer, ele recebe o estado e estima-se vai ter de restos a pagar de 4 a 5 bilhões de reais. Ele já apresenta uma LOA negativa , em que a previsão de despesa é maior que a receita o furo na ordem de 1 bilhão e meio.
 
E não há soluça de curto prazo, que possa fazer frente as necessidades, a secretaria de saúde tem um orçamento na ordem de 1 bilhão e 800 mil reais, mais já começa com divida substancial com os municípios, vem desde de 2010 vem acumulando isso, hoje em primeiro levantamento só dividas com os municípios já temos aí são 160 milhões ,e principalmente com os fornecedores que são fornecedores  ativos da rede hospitalar do estado e vários deles estão sem receber.
 
O governo do estado  vai ter que chamar os fornecedores para renegociar, e ao mesmo tempo vai contar com atenção deles para continuar fornecendo ao governo do estado, não é uma missão mais nos estamos debruçados sobre esses desdobramentos, nesse momento para ver quais as decisões que vamos tomar em 30 dias , 60 dias , 90 dias e reestruturando nessa área, para que a gente tenha condições de fazer os investimentos necessários especialmente na rede hospitalar , e buscar uma pactuação mais inteligentes  com os municípios , de forma desafogar esse numero de pessoas que vem para Cuiabá, vamos  trabalhar muito mais com a regionalização com interiorização  das ações da saúde 
 
JCOP: O senhor acha que foi um erro das administração passadas  permitindo esse numero de pacientes virem para Cuiabá sobre carregando o sistema? 
 
Gilberto Figueiredo: É uma análise bem complexa, você tem inúmeras as condicionantes que concorrem com isso, falta da estruturação da condição de atendimento no interior do estado concorrem para isso, falta de empenho de gestores municipais de também  fazer aquilo que é a sua obrigação, concorre com isso, mas quando você tem no estado um estado que não cumpre os compromissos assumidos , que não consegue fazer as transferências que assume, que não honra os compromisso com fornecedores, aí você tem o estrangulamento  total , aí o resultado que se tem é isso que estamos experimentando agora.
 
JCOP: Fica colaborando com isso?
 
Gilberto Figueiredo: Tudo concorre pra isso, hoje você não pode exigir de um fornecedor esteja fazendo fornecimento ad eterno sem receber, acaba quebrando por que não tem no governo do estado um bom cliente que compra e paga e não paga. Os municípios por conseguinte,  fazem despesa apostando que os compromissos com o governo do estado serão cumpridos, não cumpre geram os feitos colaterais , em fim são inúmeras as condicionantes, que não passam necessariamente por responsabilidade do gestor, mais tem haver com a atual situação do estado que gasta mais que gasta mais que recebe.
 
JCOP: Como será o relacionamento com os servidores da saúde?
 
Gilberto Figueiredo: Toda as estruturas do estado foram analisadas pela equipe de transição, eu to falando em 50 órgão do governo hoje a demanda do governador Mauro Mendes, foi para enxugar, então praticamente todos os organogramas receberam alteração , no sentido de reduzir o numero de DGA´S , com a dispensa de servidores .
 
Agora na Secretaria de Saúde não será diferente estou falando de um complexo que tem, em hospital que tem 700 servidores como é o caso do hospital de Rondonópolis, é um dos hospitais mais caros do Brasil. Nos vamos atacar em todos os aspectos, para promover economia e otimizar melhorar os recursos existentes, que são vem sendo insuficiente  para aquilo, o  que precisa ser feito, o que me parece, e que nos últimos anos de governo o governo do estado endividou ao ponto de comprometer os próximos quatro anos dessa gestão, aí nos vamos ter que fazer uma ginástica  muito grande vamos ser bastante competente no sentido de fazer esse saneamento .
 
Quando ao relacionamento com o servidor, será o melhor possível , talvez  seja o maior patrimônio intelectuais  existente do governo do estado, um grande numero de mestres , doutores e especialistas nos vamos lançar mão dessa competência para uma gestão bastante responsável, eu espero contar a dedicação e o apoio deles , não vai faltar motivação de nossa parte e nem instrumentos, que  possam  promover a motivação do servidor.
 
JCOP: O senhor não é medico nunca foi administrador  hospitalar mais é um administrador nato. Quais as primeiras providencias  no setor  da saúde?
 
Gilberto Figueiredo: A primeira de ser obvio tem que ser para os hospitais, existe uma turbulência nesse momento, no hospital de Rondonópolis  especialmente já está sob intervenção de decisão judicial, uma OSS prestando serviço  e nos vamos  no primeiro dia de governo, recepcionar esse  problema grande, então nesse momento e dar  estabilidade  ao funcionamento ao hospital, para não criar caos na saúde e aí vamos estabelecer um plano estratégico de curto médio e longo prazo, implementar um planejamento que seja possível atender aos problemas que existe hoje.
 
JCOP: O acordo com o Governo é que o senhor fique lá na saúde os quatro anos, ou o senhor vem para educação, como fez no município?
 
 Gilberto Figueiredo: Não não eu atendi um apelo do governador Mauro Mendes, para ajudar na estruturação da saúde, por tanto não se trata de um mandato tampão, a minha dedicação é deixar a secretaria bem melhor do que estou recebendo.
 
Quanto eu ter experiência ou não  nessa área, e importante frisar que sou administrador por formação, eu tenho pós graduação em administração de serviço de saúde, em gestão de estratégica avançada, de administração em entendo um pouco , eu não vou operar  as pessoas , eu não sou medico, mas tenho condições de fazer melhor para quem trabalha e aqueles que opera.
 
JCOP: Se o ex-secretario de saúde de Cuiabá , Ary Junior ( morto em Fevereiro desse ano), tivesse vivo faria parte de sua equipe?
 
Gilberto Figueiredo:  Sem duvidas, o saudoso o Ary deu a sua contribuição ao município de Cuiabá , o reconhecimento que tem na pessoa do Ary  é de quase todos os secretários  de saúde desse estado, em que pese fosse um secretario municipal , mas ajudava muito , os outros secretários  e foi uma perda  muito grande para nos  com experiência que adquiriu e pela dedicação que ele teve. E se tivesse vivo estaria nos auxiliando nessa tarefa.
 
JCOP:  O senhor deixa o parlamento aqui e enfraquece a bancada que sempre trabalhou pela saúde e outros trabalhos , o senhor passou algum tipo de orientação aos pares que vão ficar aqui na casa?
 
Gilberto Figueiredo: Nem tanto não sou professor de Deus, todos são adultos e sabem da responsabilidade que tem. Durante esse período  que passei aqui nesses anos tentei fazer um esforços para melhorar a imagem que a casa tem perante a população. Eu dei a minha contribuição, sempre coerente com as minhas decisões exerci uma situação de oposição ao governo naquilo que eu achava que o município  não estava fazendo correto, mais eu fui bastante responsável  em votar naquilo que era correto.
 
Dois anos consecutivos eu sou o vereadores com o maior numero de indicações  nessa casa, no ano passado foram 1700  indicações ,esse ano já ultrapassamos as 4 mil indicações , é mais do que o dobro do segundo colocado na camara , eu o vereador com o maior numero de audiências  publicas realizadas, eu fiz a minha parte eu vim trabalhar todos os dias, e faltei duas sessões um semana passada, por conta do trabalho na equipe de transição, e outra por conta de uma cirurgia. Trabalhava o dia todo não era turista. 
 
Eu  saio de cabeça erguida licenciado do mandato eu não estou renunciando, eu saio para atender uma convocação que muito importante, por que ao longo da minha vida trabalhei muito para possibilitar que as crianças pudesse estudar e ter uma vida de sucesso melhor principalmente  no campo profissional , mais agora eu também busco uma área importante para de impacto para cuidar da saúde das pessoas
 
JCOP: Que desenrolar o senhor espera , em termos de providencias do Ministério Publico, naquilo que aconteceu na maquina publica da saúde?
 
Gilberto Figueiredo: È o que sempre achei, eu acho que os organismos de controle precisam agir naquilo que não é considerado não tão republicano , como é o caso dessa operação recentemente, mas acho que tem que dar o direito da defesa do contraditório das pessoas envolvidas , e a função do MP é assegurar que cada centavo que sai dos impostos da população , ele chegue em serviço a população . Eu  acho que isso que eles estão fazendo e nos temos que aplaudir essas atitudes tomadas pelos organismos de controle.
 
JCOP: O senhor vai manter os técnicos de ponta na gestão da saúde ou não ?
 
Como eu disse o PIB intelectual da saúde é muito grande, ninguém pode abrir mão , eu sempre fui um gestor que construí um resultado em trabalho de equipe, ninguém faz nada sozinho , eu pretendo aproveitar o que tem de melhor na secretaria logicamente devemos convidar algumas pessoas que são da nossa confiança para compor o nosso time, mas a maioria do próprio  time sai da própria  secretaria.
 
Nem um gestor tem 280 cargos para levar de fora numa complexidade que é a saúde no Estado  de MT, então com certeza nos vamos figurar com uma equipe vai contar com os talentos internos e a minoria será convidada a ingressar nessa nova força tarefa.
JCOP: Obrigado pela entrevista e boa sorte nessa nova empreitada? 
 
Gilberto Figueiredo:  Eu e quem agradeço a oportunidade da entrevista e muito obrigado.

“A primeira proposta que vou apresentar na Assembleia é uma PEC para revogar a Emenda do Teto de Gastos”

 Ludio Cabral (PT) foi o mais votado em Cuiabá para deputado estadual. O ex-vereador obteve 22.701 votos. Em entrevista ao Jornal Centro-Oeste Popular, ele fala  sobre o trabalho que pretende desempenhar na Assembleia Legislativa, que fará oposição ao futuro governador Mauro Mendes (DEM), das áreas mais carentes de Mato Grosso entre outros assuntos. Confira. Defende ainda que o Estado faça uma Reforma Tributária e que seu primeiro projeto a ser apresentado será um Projeto de Emenda Constitucional para revogar a Emenda Constitucional do Teto dos Gastos.

 

OLHO 1- “Farei oposição sistemática e propositiva. Porque mais que apontar problemas, precisamos apresentar propostas para solução desses problemas.”

OLHO 2- “Se ele realmente reduzir o número de cargos comissionados, na escala em que foi apresentada, considero ela positiva. Mas ela precisa ser detalhada, precisa ser apresentada”.

OlHO 3- Temos um projeto que é antagônico ao projeto que Bolsonaro representa, e vamos cumprir o nosso dever de fazer oposição no plano nacional.

 

Regina Botelho

Da Redação

 

Centro-Oeste Popular - Quais serão suas bandeiras na Assembleia?

Lúdio Cabral - São muitas. Em primeiro lugar fazer um mandato participativo de valorização da população. Que tenha como foco principal defender a população trabalhadora que precisa de serviços públicos de qualidade que são de responsabilidade do Estado. Essa é a linha central.

CO Popular – Qual sua opinião sobre a taxação do agronegócio?

Lúdio Cabral – Na verdade o foco não é o agronegócio, o foco é o orçamento do Estado, que passa por dificuldades financeiras e na minha leitura precisa ampliar receita, e há três caminhos para isso. Primeiro reduzir renúncias fiscais, em segundo combater a sonegação de impostos, e terceiro tributar a grande produção agrícola, visando ampliar a receita.

CO Popular – Como o senhor analisa a renovação na Assembleia Legislativa?

Lúdio Cabral – Bastante positiva, porque iremos ter uma Assembleia plural, com vários partidos representados, sem que haja hegemonia absoluta de um partido, com deputados de várias origens, de várias formações, de várias identidades, então vai ser uma Assembleia em que haverá uma parte muito produtiva, na minha leitura, dentre os 24 deputados, que foram reeleitos e aqueles que foram eleitos para o primeiro mandato.

CO Popular – O senhor tem alguma prioridade para o primeiro semestre legislativo?

Lúdio Cabral – A primeira proposta que vou apresentar na Assembleia é um Projeto de Emenda Constitucional para revogar o Teto de Gastos, por uma razão muito simples, ela congela investimentos na saúde, na educação e na segurança, que são áreas que precisam de mais recursos. E hoje essa emenda do Teto de Gastos engessa o orçamento.

CO Popular – Qual vai ser a sua posição frente ao Governo Mauro Mendes?

Lúdio Cabral – Farei oposição sistemática e propositiva. Porque mais que apontar problemas, precisamos apresentar propostas para solução desses problemas.

CO Popular – E como o senhor avalia a reforma administrativa anunciada pelo futuro governador, Mauro Mendes?

Lúdio Cabral – Se ele realmente reduzir o número de cargos comissionados, na escala em que foi apresentada, considero ela positiva. Mas ela precisa ser detalhada, precisa ser apresentada, porque foi só apresentada por número, mas ela precisa ser detalhada e apresentada de forma objetiva. Mas em princípio acho positiva.

CO Popular – Com relação a eleição da Mesa Diretora, o senhor já tem algum posicionamento?

Lúdio Cabral – Não tenho posição ainda, está muito cedo para tomar uma posição, e a posição que eu tomar irei tomar em diálogo com o meu colega de bancada.

CO Popular - O senhor vê retrocesso com a eleição de Jair Bolsonaro?

Lúdio Cabral – Assim, a população fez uma escolha e precisamos aceitar. Temos um projeto que é antagônico ao projeto que Bolsonaro representa, e vamos cumprir o nosso dever de fazer oposição no plano nacional. Temos que respeitar a decisão que a população tomou, mas manter a defesa das nossas propostas, e dar a nossa contribuição para o país.

CO Popular -  O PT saiu fortalecido do pleito, isso o credencia para buscar a majoritária em 2022?

Lúdio Cabral – Tivemos um resultado positivo aqui no Estado, fizemos um federal e dois estaduais, e apesar de todas as dificuldades e mesmo com a derrota na eleição presidencial, foi um resultado eleitoral positivo no plano nacional, mas 2022 está longe, e agora é tomar posse e honrar os votos que tivemos.

CO Popular – Na sua opinião, qual a principal carência de Mato Grosso?

Lúdio Cabral – O maior problema que o nosso Estado tem hoje é na saúde. Porque a população hoje tem muita dificuldade de acesso a serviços de qualidade na saúde, é onde as pessoas mais sentem, na hora que precisam do atendimento não encontram atenção adequada.Os Hospitais Regionais estão sucateados, muita dificuldade de acesso a exames, a consultas e procedimentos, e essas questões precisam ser enfrentadas prioritariamente.

CO Popular – Com relação as obras do VLT, de que forma o senhor pretende auxiliar a acabar com esse verdadeiro escândalo nacional?

Lúdio Cabral – Precisamos saber qual a posição que o próximo governador terá em relação ao VLT. Há um processo de transição acontecendo hoje e as informações detalhadas do destino do VLT estão junto ao governo e ao próximo, então precisamos aguardar para ver o que o próximo governo vai decidir.

CO Popular – O senhor, como médico, como o senhor analisa a gestão do prefeito Emanuel Pinheiro na área da saúde?

Lúdio Cabral – Acho que ele está chegando à metade do mandato, tem ações positivas, há algumas carências que são estruturais, que precisam de enfrentamento prioritário, por exemplo, aguardamos com expectativa a inauguração do novo pronto socorro, há várias obras na atenção básica da saúde que estão em ritmo bastante lento, e precisam ser aceleradas, mas a minha avaliação ao município de Cuiabá é que eu vivo e trabalho em Cuiabá fui o deputado estadual mais votado em Cuiabá, e quero colocar o mandato, vou exercer em função de toda população e do município para ajudar a enfrentar esse problema.

CO Popular – Como o senhor avalia os quatro anos da Gestão Pedro Taques?

Lúdio Cabral – Eu fui adversário dele em 2014, ele teve quatro anos para poder trabalhar, e a população avaliou o trabalho dele depois desses quatro anos na disputa eleitoral. Então não cabe a mim na condição de adversário em 2014 fazer uma avaliação hoje, porque a própria população já fez essa avaliação.


“MT é um estado quebrado. Somos um dos poucos que conseguiram superar a crise econômica”

Regina Botelho

Da Redação

Blairo Borges Maggi  é um engenheiro agrônomo, empresário e político brasileiro. É o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Foi o 53 governador do Estado de Mato Grosso de 2003 a 2010 e senador da República de 2003 a 2010 e senador pelo Estado de 2011 até 2016. Em entrevista ao Jornal Centro-Oeste Popular ele fala sobre desafios de Mato Grosso, perspectivas para 2019, política entre outros assuntos. Confira.

Olho 1- “É lógico que ter alguém do nosso estado, no cenário nacional, abre portas para que as articulações aconteçam e possamos estar lá, defendendo nosso estado”

 

Olho2- “Descobrimos pontos sensíveis, do sistema interno, que cedo ou tarde ia acabar estourando. Assim, conseguimos ajustar muitas coisas e recuperar grande parte do mercado externo.”

 

Olho 3- “Quero aproveitar que não estarei ocupando nenhum cargo, para continuar trabalhando, cuidando dos meus negócios e fazendo o que sempre gostei de fazer: andar por Mato Grosso.”

 

CO Popular- Como o senhor analisa a indicação da nova ministra da Agricultura?

Blairo Maggi- Como uma excelente escolha. A deputada tem gabarito, é do ramo e não tenho dúvida que fara uma ótima gestão. O agro se sente representado por ela. Foi uma decisão acertada do presidente eleito.

 

CO Popular- Essa indicação passou realmente por sua articulação?

Blairo Maggi: Não. Eu nem estava aqui, estava em missão internacional pelo Mapa, e fiquei sabendo da indicação entre uma escala e outra, pela imprensa.

 

CO Popular- O senhor vê perdas para MT com o senhor fora do Ministério?

Blairo Maggi: Depende do ponto de vista. É lógico que ter alguém do nosso estado, no cenário nacional, abre portas para que as articulações aconteçam e possamos estar lá, defendendo nosso estado. Exemplo disso foi a destinação de R$ 100 milhões reais para concluir e equipar o Pronto Socorro de Cuiabá, ação que só foi possível porque participamos da reunião de ministros, com o presidente Temer, e pude, na ocasião, fazer esse apelo.

 

CO Popular-  Quais principais avanços enquanto esteve à frente da Pasta?

Blairo Maggi-  Quando aceitei o desafio, lá em maio de 2016, tinha como objetivo maior aumentar a participação do Brasil no mercado internacional de 7% para 10%. Trabalhamos muito para isso, até que, veio a Operação Carne Fraca e retomamos a missão praticamente do zero. Hoje analiso que, afora o modo como aconteceu a operação, o saldo foi até positivo. Aprendemos muito. Descobrimos pontos sensíveis, do sistema interno, que cedo ou tarde ia acabar estourando. Assim, conseguimos ajustar muitas coisas e recuperar grande parte do mercado externo. Há mais de 2 anos à frente do Ministério da Agricultura, a nossa gestão terá uma grande marca registrada: a melhoria do sistema interno. Estávamos trabalhando com ferramentas que eram usadas há 50 anos, isso vai à contramão de todo avanço tecnológico que tivemos nesse mesmo período. Implantamos o Plano Agro + e o Programa Compliance, que modernizaram o Mapa e deixaram o sistema de Governo mais eficaz e transparente. Desde que foi implantado, o Plano Agro + já conseguiu resolver mais de 1,1 mil processos de desburocratização que atrapalhavam o setor. Essa medida devolveu R$ 2,5 bilhões ao ano para os cofres públicos. Já com o Programa Compliance, implantamos análise de risco, estudo de vulnerabilidade e alcançamos desde questões gerenciais até as atividades finalísticas. Ações que na prática, deixaram o Mapa mais ágil e eficiente. Além do foco na desburocratização, a busca pela ampliação da participação do Brasil no mercado internacional nos levou 23 vezes para o exterior em missão oficial, sendo 6 viagens somente para a China. Passaram pelo meu gabinete mais de 4,3 mil pessoas em 1.116 mil audiências que realizamos. Tenho certeza do dever cumprido e da contribuição que eu e minha equipe pudemos dar para o País.

 

CO Popular- Se fosse convidado pelo futuro governador Mauro Mendes para assumir uma secretaria, o senhor aceitaria?

Blairo Maggi-  Mas se eu já optei por não participar das eleições para ficar de fora, retomar minha atividade e dar atenção para as minhas coisas.

 

CO Popular- Quais as perspectivas quanto ao futuro governo de Mato Grosso?

Blairo Maggi -  Boas. Já defendi em outras oportunidades que Mauro era a pessoa mais capacitada para assumir o Governo. E a população de Mato Grosso também entendeu assim. A tarefa dele não será nada fácil, ele sabe ‘do tamanho do pepino’, mas, uma coisa não se pode alegar: que Mato Grosso é um estado quebrado. Somos um dos poucos que conseguiram superar a crise econômica que assolou o país e sustentar a balança comercial brasileira pela força do agro, o carro chefe da nossa economia. Então, não é uma questão de caixa, e sim, de gestão.

 

CO Popular - O senhor abandonou definitivamente a política, ou pode vir a disputar algum cargo em futuro próximo?

 

Blairo Maggi - Minha decisão foi não participar dessas eleições. Tive meus motivos e fiz uma grande coletiva para que todos tomassem conhecimento. Quero aproveitar que não estarei ocupando nenhum cargo, para continuar trabalhando, cuidando dos meus negócios e fazendo o que sempre gostei de fazer: andar por Mato Grosso. A agenda continuará intensa, mas, sem obrigações, horários e protocolos, será por prazer.

CO Popular- Vê com bons olhos o Governo Bolsonaro para o agronegócio?

Blairo Maggi- Sim. Já tivemos oportunidade de ouvi-lo, em várias ocasiões, e acredito que, se cercando de uma boa equipe, de técnicos, terá condições de desempenhar bem o seu papel.

CO Popular- Cite suas principais ações para Mato Grosso

Blairo Maggi-  Bom, a frente do Ministério, nesses 2 anos e 7 meses, conseguimos contemplar 100% dos municípios mato-grossenses, ou seja, nas 141 cidades têm alguma ação nossa de fomento ao setor agropecuário. Podemos destacar aí, a aquisição de máquinas e equipamentos agrícolas, recuperação de estradas vicinais, construção de pontes, reforma de feiras, kits de irrigação, entre outras. Somente para Cuiabá foram R$ 18 milhões para reestruturação do Parque de Exposições, R$ 4 milhões para a modernização da Feira do Porto, R$ 1,5 milhão para construção do Pavilhão do Produtor no Centro Atacadista (Ceasa), e mais de R$ 1 milhão para o programa de melhoramento genético da bacia leiteira. Além disso, viabilizamos o Programa Pro-Café para dezenas de municípios da região Noroeste do estado; trabalhamos a questão da garantia do preço mínimo; a descentralização do crédito rural, e a destinação de recursos para resolver o problema do déficit de armazenagem. Enfim, fizemos aquilo que foi possível e temos certeza que entregamos um setor mais forte para Mato Grosso.


“ Taques não teve competência sequer para resolver uma questão que é muito simples no Parque das Águas”

José Roberto Stopa é graduado em Engenharia Ambiental, funcionário público municipal e estadual, possuindo um amplo conhecimento em administração pública. Em seu currículo, o secretário acumula experiências como vereador, diretor de Meio Ambiente, secretário-adjunto de Meio Ambiente, secretário de Meio Ambiente, superintendente do Arquivo Público de Mato Grosso, e também secretário-adjunto de Educação. Em entrevista à Rádio Capital, o Jornal Centro Oeste Popular reproduziu uma parte da entrevista. Ele fala sobre os trabalhos realizados pela pasta em Cuiabá, situação do esgoto do Parque das Águas, investimentos da rede de esgoto entre outros assuntos. Confira.

Regina Botelho

Da Redação

 

Centro-Oeste Popular - Como está a situação do esgoto do Parque das Águas, há possibilidade de haver nova concretagem?

José Roberto Stopa – Essa é uma novela que começou na época em que o Mauro Mendes era prefeito de Cuiabá. Espero que agora Mauro governador resolva, porque infelizmente o atual governador não teve competência sequer para resolver uma questão que é muito simples. Nós tampamos sim, existia um Termo de Ajustamento de Conduta que ficou parado por dois anos no Ministério Público, e só foi assinado quando nós tampamos. Ai a Águas Cuiabá provisoriamente ligou na Estação, só que tem um problema, a Estação tem um limite e por ocasião das chuvas, ela não comporta mais. Então na verdade no mês de novembro com essas chuvas volta-se o esgoto para o Parque das Águas. Vale ressaltar que pelo Termo de Ajustamento de Conduta o governo teria até agora dezembro para fazer as obras necessárias para fazer as obras de ligação, mas não vai fazer obviamente, não há interesse, pois se quisesse faria.

CO Popular – O custo dessa obra é muito alto?

José Roberto Stopa – Não, vamos traduzir, e nós já notificamos a todos. Não é um custo alto, o problema é que lá são mais de 22 órgãos que jogam, é uma vergonha, os órgãos do governo do Estado, como as Secretarias de Educação, Administração, jogando esgoto na galeria de água pluvial. Notificamos a todos que eles teriam que cumprir até o dia 31, mas o governo pelo que pudemos sentir não movimentou qualquer situação nesse sentido, e espero que o novo governador com um ou dois meses de atraso consiga cumprir. Porque se não cumprir vai ser executado o TAC se o Ministério Público assim definir e se não definir vamos fechar o Parque definitivamente. Nós só abrimos no momento em que se assinou o TAC dando prazos, que eram claros que venceria dia 31 de dezembro, e falando de valor, todos esses 22 órgãos não ficam em R$ 800 mil, estão falando dos 22 órgãos, isso dá uma média de R$ 40 mil por Secretaria, ou seja, a Secretaria que não tiver R$ 40 mil para investir nisso, que me desculpe, mas tem que fechar as portas.

CO Popular – Mas isso não seria uma obrigação da Águas Cuiabá fazer essa obra?

José Roberto Stopa – Não. A Águas Cuiabá é obrigada a disponibilizar o tratamento, a rede coletora, e isso está disponibilizado. Vamos ser honestos, existe uma rede que passa no entorno do Parque.

CO Popular – Então é a mesma coisa de todo cidadão, que tem obrigação de ligar da casa à rede coletora?

José Roberto Stopa – Exatamente, é a mesma coisa. Você pega lá no bairro Dom Aquino, que em vários pontos existem as redes de tratamento. Se o cidadão constrói a casa dele, ele tem a opção de jogar na galeria de água pluvial ou jogar na de esgoto, ele vai e joga na galeria de água pluvial, a responsabilidade é do cidadão, ou seja, está errado. Agora, quando falamos de um cidadão comum, a gente entende, é mais difícil, é uma questão financeira, mas com o Governo do Estado dizer que não tem R$ 40 mil por Secretaria para resolver uma coisa tão séria quanto esta, tenho que dizer que é simplesmente vergonhoso e volto a dizer, espero e acho que Mauro tem essa consciência e não tenho dúvida que vai resolver essa questão.

CO Popular – Não houve a promessa por parte do governo de resolver esse problema?

José Roberto Stopa – O Wilson Santos enquanto secretário de Estado de Cidades mentiu por várias vezes que ia resolver, estive em uma reunião, eu, o prefeito Emanuel Pinheiro e Wilson Santos, e falei que ele ficava responsável por isso, e ele nunca mais tocou no assunto, nunca mais respondeu e nunca mais fez uma ação concreta para que isso pudesse ser resolvido.  É simplesmente vergonhoso, é o único nome que se pode dar para esse tipo de comportamento. Porque é mais ou menos assim, era preferível então que o governo dissesse que não iria resolver e pronto, pelo menos assume, porque mesmo no mundo da política as pessoas têm que ter um padrão de comportamento, ou dá ou não dá. Se dá, tem que cumprir, e se não dá, diga que não dá, porque aí pelo menos você sabe o que tem que ser feito.

CO Popular – Quem é que paga pelos danos ambientais que já foram causados no Parque das Águas?

José Roberto Stopa – Na verdade, o Ministério Público tem a função e pode cobrar, mas ele só pode cobrar ao término do vencimento do TAC, e como eu disse vence agora no final de dezembro. Mas relembrando a história do Parque das Águas, nós evoluímos muito. Quando o então prefeito Mauro Mendes, o então secretário Marcelo Padeiro fomos olhar aquele lago na primeira vez, retiramos de dentro até carros.  O Detran inclusive soterrou várias nascentes do Parque das Águas. E isso quem está falando não sou eu, se checar existe um processo administrativo no Ministério Público. O problema é que no Brasil infelizmente as coisas são lentas. Mas aquilo recebia esgoto de tudo que é lado, era uma captação de esgoto, inclusive em um desses embates sobre o esgoto alguém me disse que lá existia para receber esgoto. Mas como um lago tão bonito alguém pode me dizer que existia para receber esgoto? Hoje se tirou ali 80% do esgoto, e os 20% por incrível que pareça são de órgãos do poder público e tem um órgão federal também, que é o Incra, e parece que uma entidade de classe, mas são todos órgãos públicos, ou estadual, ou federal, que depositam lá, o resto foi resolvido. Agora, os órgãos públicos que tem que dar o exemplo, se você tem um governo e quer ter credibilidade nesse governo, tem que dar o mínimo de exemplo. Se você é gestor de uma Pasta, seja ela da Educação, por exemplo, que é um dos órgãos que jogam lá, e você quer falar em uma escola de sustentabilidade, você tem que dar o exemplo. E o exemplo é cuidar da sua casa, e a Secretaria de Educação, até que provem o contrário, é a casa do professor, é onde o exemplo tem que começar, e infelizmente não vem.

CO Popular – E o Projeto Cidade Viva, que vem dando uma “nova cara” para a Capital?

José Roberto Stopa – Na verdade, é um projeto de quatro anos que ao término da Gestão Emanuel Pinheiro pretendemos dar uma nova cara, melhorando uma série de fatores de Cuiabá. No caso específico da Mato Grosso, o grande xis da questão é que tiramos todo concreto e ao mesmo tempo tem o verde que é a grama e os Ipês, plantamos 80 pés de Ipês Amarelos, mas o charme dali são as 148 novas vagas de estacionamento. Quer dizer, era uma Avenida que estava morrendo porque não havia estacionamento particular, e fizemos 148 novas vagas, e deu uma aparência de avenida no estilo de Curitiba, você passa à noite lá e você vê uma Avenida diferenciada, bem iluminada, com grama, e no ano que vem grande parte desses Ipês começarão a florir.

CO Popular – E com relação ao anúncio da Prefeitura do investimento na rede de esgoto para dentro de um ano Cuiabá ter 60% do esgotamento sanitário tratado?

José Roberto Stopa – Quem tem a função de fiscalizar é a Arsec, que tem a função de estabelecer as regras disso daí, e valendo ressaltar que o grande problema disso são os cortes e a forma mal feita que a Águas Cuiabá está fazendo do recapeamento onde ela corta.  Não se está, na minha visão, não se está recapeando de forma correta. O prefeito Emanuel Pinheiro, inclusive, está conversando com a direção da Águas Cuiabá, já existe um procedimento no Ministério Público com relação a isso, porque esses cortes que estão fazendo não está se dando a devida atenção na hora do recapeamento, está havendo falhas.

CO Popular – Falta planejamento nesses serviços, pois estão praticamente fechando os bairros, fazendo obras em cinco ruas ao mesmo tempo.

José Roberto Stopa – É isso que estou dizendo, quer dizer, o resultado final é maravilhoso. Vamos ter daqui há seis anos 100% do esgoto tratado, vamos entrar para o primeiro mundo, a nível de cuidado com a natureza, porque isso é fundamental para o rio Cuiabá, só espero que os outros municípios da Baixada também um dia cheguem lá. Só que as conseqüências disso está sendo danosa, e ouso dizer, acaba sobrando sim para a Prefeitura e consequentemente para o prefeito Emanuel Pinheiro, que é o gestor. Tenho conversado com o  prefeito, que tem demonstrado muita preocupação com relação a isso e acredito que nos próximos dias algumas ações via Arsec serão feitas pelo menos para amenizar esta situação que considero grave.

CO Popular – E o trabalho de revitalização das praças, ele continua?

José Roberto Stopa – Eu acho que esse trabalho está ficando muito interessante. Já existe uma lei encaminhada já na Gestão Emanuel que complemente uma lei do então vereador Faissal Calil, que Adote Uma Praça. Que autoriza a pessoa interessada a comercializar dentro de critérios, com objetivo, nós entregamos a praça e daí por diante ela é obrigada a cuidar 100%.  Para o aniversário de Cuiabá temos nos fundos do Shopping Pantanal o Parque da Família, que vamos entregar no mês de abril, onde serão homenageadas as famílias cuiabanas. O Bosque da Vida é outro projeto que deve acontecer no Jardim Universitário, estamos viabilizando a área. Agora, no Parque da Família iremos plantar 10 mil novas árvores, o que é mais interessante, todo aquele esgoto que passa pelo parque Massairo Okamura, todo aquele esgoto a Águas Cuiabá já está retirando e levando para tratamento.  Ou seja, estamos despoluindo o córrego, plantando 10 mil novas árvores, e ainda vai ter lá parque para cachorro, academia ao ar livre, pista de caminhada, brinquedos para crianças, campo de futebol, ou seja, terá um conjunto de atividades.


“ Vejo a educação como porta principal para que as conquistas pessoais aconteçam”

Rosa Neide Sandes (PT) foi eleita pela primeira vez para o ocupar a cadeira de deputada federal com 51.015 em Mato Grosso. Ela é ex-secretária estadual de Educação e participou de várias ações sociais encampadas pelo Partido dos Trabalhadores. Em entrevista ao Jornal Centro- Oeste Popular ela fala sobre eleições 2018, bandeiras de atuação, prioridades entre outros assuntos. Confira.

Olho 1-“ Com toda humildade, reconhecendo que ao estar no poder faltou mais diálogo com a população. Avalio que dos partidos tradicionais da política brasileira foi o que mais consolidou a representação popular”.

 

Olho 2- “O governo que ora conclui o mandato foi eleito por verdades que criticou fortemente a prestação de serviços da saúde e da educação, o resultado, após quatro  anos de gestão dispensa comentários”.

 

Olho 3- “- Os meus eleitores e eleitoras, assim como toda a população, terão uma deputada com um mandato participativo e popular”

 

Regina Botelho

Da Redação

Jornal Centro-Oeste Popular-  A senhora foi eleita no pleito, que se caracterizou por ‘caras novas’,  no cenário político. Porque acredita que houve essa renovação?

Rosa Neide Sanches – O Brasil passa por um momento histórico em que a política e os políticos estão em cheque. Sem uma reforma política profunda a sociedade brasileira vem pleito a pleito desacreditando de seus representantes, o que é muito ruim para a nossa juventude especialmente, perde as referências. Há interesses perversos para que essa lógica se propague, é como se todos e todas eleitos/as, não são idôneos/as para representar a vontade popular.

CO Popular- Acredita que o eleitor está mais seletivo? O paradigma que as pessoas não sabem votar está sendo quebrada?

Rosa Neide- A sociedade no seu coletivo é sábia, as respostas são as verdades do tempo histórico que vivemos, na sequência o coletivo pode avaliar que houve equívocos; Entretanto, no momento das escolhas há uma seletividade por motivações diversas. Quanto a quebra de paradigmas em relação às escolhas creio que estamos ainda muito longe, o que houve foi um impulsionamento de verdades momentâneas orientadas pelos novos modelos de comunicação.

CO Popular- A senhora mostrou insatfisfeita em relação ao péssimo serviço de saúde, educação e segurança oferecidos em Mato Grosso. Como pretende contribuir para mudar essa situação?

Rosa Neide - O governo que ora conclui o mandato foi eleito por verdades que criticou fortemente a prestação de serviços da saúde e da educação, o resultado, após quatro  anos de gestão dispensa comentários. Estou a disposição do Estado para discutir novos encaminhamentos, que precisa de coragem e sensibilidade do Executivo e do Legislativo, especialmente na medida que precisam ouvir os usuários dos sistemas públicos e adequarem os recursos a política coletivamente estabelecida.

 

CO Popular- O que seus eleitores podem esperar do seu mandato?

Rosa Neide- Os meus eleitores e eleitoras, assim como toda a população, terão uma deputada com um mandato participativo e popular. Com canais de comunicação prestando contas de todo o meu trabalho. Um deputada que estará com a população o tempo todo.

CO Popular- Qual o balanço é possível fazer das eleições de 2018 para o partido?

Rosa Neide- Com toda humildade, reconhecendo que ao estar no poder faltou mais diálogo com a população. Avalio que dos partidos tradicionais da política brasileira foi o que mais consolidou a representação popular. Elegeu a maior bancada de deputados federais e a segunda maior de estaduais. Chegou ao segundo turno, mesmo com o modelo perverso de manipulação de informações, conquistando mais de 47 milhões de eleitores. Em Mato Grosso, manteve a cadeira federal e aumentou uma vaga na  Assembleia Legislativa, cumpriu a meta do seu planejamento enquanto partido.

CO Popular- Qual será sua pauta prioritária para Mato Grosso?

Rosa Neide- Fui eleita com slogam “ educação e justiça social – vejo a educação como porta principal para que as conquistas pessoais aconteçam, não necessariamente as econômicas, mas, a qualificação da participação e da vida em sociedade. Assim, será o meu trabalho, legislando em prol da melhoria da qualidade de vida , via educação e justiça social.

CO Popular- O que a senhora espera do presidente Jair Bolsonaro?

Rosa Neide – Que seja cumprida a constituição de nossa republica, garantindo os direitos tão duramente conquistados pelos trabalhadores e trabalhadoras.

 

CO Popular- O VLT é um escândalo nacional, tem alguma alternativa para resolver essa questão?

Rosa Neide- Uma obra que ficou parada , sem discutir a decisão de construir um VLT  em Cuiabá, cortou na carne de nossa população. Sou a favor de ações responsáveis nesse momento, evitando maiores perdas.

CO Popular- Na sua concepção qual a prioridade que Mato Grosso mais precisa?

Rosa Neide- Temos uma população pequena e uma extensa e produtiva área. Creio que é chegada a hora de convidar a população, a partir de suas representações , para rapidamente determinar prioridades e melhorar os investimentos na área social.

CO Popular- Cite quais serão as suas principais bandeiras de atuação no Congresso.

Rosa Neide- Educação, empoderamento das mulheres e da juventude e agricultura familiar.

CO Popular- As escolas do país precisam tomar parte dos problemas sociais?

Rosa Neide- Escola sem partido é um termo utilizado para ganhar a sociedade, para influenciar de uma forma negativamente em relação a educação. Eu como professora digo que a escola deve ter partido sim, e que não é político. A escola deve sim tomar parte dos problemas sociais.


“Temos que acabar com essa mania dos políticos trabalharem e agirem pensando em eleições”

Olho 1- “Se eu for fazer o que meu coração quer, gostaria de ser secretário e ajudar Mato Grosso no governo”.

Olho 2- “Sou considerado pelo Congresso em Foco o melhor deputado federal de Mato Grosso e entre os 50 melhores do Brasil. Defendi a redução do preço da energia e do combustível”.

Olho 3- “Já ganhamos a eleição no estado. Agora tenho a missão de reoxigenar o DEM no estado todo. Tenho o pedido e o respaldo do Rodrigo Maia, do ACM neto e do governador Mauro Mendes para completar essa missão”

Fabio Garcia (DEM) é um dos homens de confiança de Mauro Mendes, de quem já foi secretário de Governo por mais de um ano na Prefeitura de Cuiabá.
Eleito deputado federal como o terceiro mais votado em 2014, com mais de 100 mil votos, o parlamentar desistiu da reeleição DE 2018 e se dedicou a campanha de Mauro Mendes, ficando como 1° suplente do senador Jayme Campos.  Em entrevista ao Jornal Centro-Oeste Popular Garcia faz uma avaliação do desempenho da sigla no pleito eleitoral deste ano, eleições, balanço dos trabalhos na Câmara Federal entre outros assuntos, confira!

Regina Botelho

Da Redação

Centro Oeste Popular- Qual o balanço que o senhor faz do DEM na eleição deste ano?

Fabio Garcia: Balanço extremamente positivo. Quando chegamos ao DEM, o DEM tinha um deputado estadual, o deputado Dilmar Dal Bosco. Assumimos o partido em fevereiro deste ano e iniciamos um processo de reoxigenação e fortalecimento do partido. Trouxemos o Mauro Mendes, os deputados Eduardo Botelho Adriano Silva e alguns prefeitos que nos acompanharam e começamos a preparar o partido para ser protagonista da eleição 2018. Construímos a candidatura de Mauro a governo e Jayme Campos ao Senado. Elegemos o governador do Estado, um senador e dois deputados estaduais. Feito nunca antes conquistados pelo DEM em Mato Grosso. Esta conquista foi resultado da união de dois grupos muito fortes, o grupo que já estava no Democratas e nós que chegamos para construir este novo projeto.

CO Popular- O senhor pretende assumir algum cargo no Governo Mendes?

Fabio Garcia: Estou discutindo isso com minha família, minha esposa e minhas filhas. Estes últimos 4 anos foram anos difíceis para elas. Como deputado federal e presidente estadual do PSB e depois do DEM, viajei muito, me dediquei muito ao meu mandato e ao partido. Visitei quase todos os municípios do estado. Tudo isso gerou muito resultado, mas sacrificou o convívio familiar. Tenho uma filha de 10 anos e outra de 5 anos, com quem pude compartilhar pouco tempo de convivência. Se eu for fazer o que meu coração quer, gostaria de ser secretário e ajudar Mato Grosso no governo. Poucas pessoas trabalharam, se dedicaram tanto por um projeto como eu fiz para que o Mauro pudesse chegar ao governo do estado. Acompanhei o Mauro desde 2008 em todas as Já ganhamos a eleição no estado. Agora tenho a missão de reoxigenar o DEM no estado todo. Tenho o pedido e o respaldo do Rodrigo Maia, do ACM neto e do governador Mauro Mendes para completar essa missãoeleições. Ajudei na prefeitura e me mantive leal a ele e ao projeto durante todo o tempo. Enfrentei ameaças, dificuldades, rasteiras, mas mantive a minha característica de lealdade e trabalho sério. E o resultado chegou, elegemos o governador. Portanto meu coração quer que eu participe deste momento. Mas isso vou discutir com a família.

CO Popular- O ex-deputado Júlio Campos manifestou o interesse em assumir à presidência do DEM em Mato Grosso. O senhor pretende permanecer no comando do partido?

Fabio Garcia: Sim irei permanecer! Fui convidado para vir para o DEM pelo presidente nacional do partido ACM Neto e Rodrigo Maia (presidente da Câmara Federal) em um movimento nacional de renovação e fortalecimento do DEM.. E irei concluir a mesma junto de todos os companheiros do partido. Não gosto de fazer as coisas pela metade. Júlio é um excelente nome e certamente nos ajudará muito nessa missão.

CO Popular-O seu nome sempre é cotado para disputar a Prefeitura de Cuiabá. O senhor ou seu partido têm interesse em disputar a Prefeitura nas próximas eleições?

Fabio Garcia: Nunca escondi que tenho o sonho de ser prefeito da minha cidade. Tenho uma experiência exitosa na vida privada. Comecei minha carreira como estagiário e com menos de 30 anos, cheguei a presidente de um grupo de empresas multinacionais cujo orçamento é muito maior do que o da cidade de Cuiabá. Toquei grandes projetos em diversos países do mundo. Na política, ajudei muito o Mauro na administração de Cuiabá. Ajudei a criar e implantar obras como o Porto Cuiabá, Parque das Águas, Hospital São Benedito, novo pronto-socorro e o maior programa de asfalto da história desta cidade. E fui o deputado federal eleito mais votado de Cuiabá com mais de 45 mil votos. Mas eleição somente em 2020. Temos que acabar com essa mania dos políticos trabalharem e agirem pensando em eleições. Entre uma eleição e outra há muito trabalho a ser feito. E eu só acredito no trabalho sério, na fé em Deus e na dedicação para alcançar os objetivos.

CO Popular- Qual o balanço que o senhor faz do seu mandato na Câmara Federal?

Fabio Garcia: Positivo! Sou considerado pelo Congresso em Foco o melhor deputado federal de Mato Grosso e entre os 50 melhores do Brasil. Defendi a redução do preço da energia e do combustível. Fui considerado o deputado mais influente no setor de energia em todo Brasil pela Associação Brasileira dos Consumidores de Energia. Aprovamos projetos importantes para abaixar a conta de energia e defender o consumidor que quer uma energia e um combustível mais barato. Priorizei a saúde com conquistas importantes. Consegui o dinheiro para colocar para funcionar o Hospital São Benedito de Cuiabá, mais de 36 milhões de reais por ano. Fui coordenador da bancada e como coordenador viabilizamos a maior emenda da saúde da história e destinados 80 milhões desta emenda para equipar o novo Pronto-Socorro de Cuiabá. Fui o deputado que mais apoiou a agricultura familiar em nosso estado. Viabilizei a retomada do Luz para Todos para Mato Grosso, com mais de 270 milhões em investimentos novos atendendo a quase 100 mil pessoas que não tem acesso à energia elétrica em suas casas. Minhas emendas chegaram a mais de 100 municípios do estado. Saio com a cabeça erguida e com sensação de dever cumprido.


“Tenho convicção de que vamos avançar economicamente e socialmente”

O senador José Medeiros (Podemos) deixou sua marca na história política do Mato Grosso. Enfrentando a falta de estrutura na campanha e um processo de cassação do mandato de senador, em meio ao pleito eleitoral, o policial rodoviário federal cravou 82.528 votos. E garantiu vaga de deputado federal. Desacreditado por muitos no meio político devido a situações adversas, Medeiros abandonou a pré-candidatura ao Senado e iniciou a batalha na campanha proporcional. O primeiro desafio foi contornar a situação adversa do processo de cassação, algo que não foi muito longe, mas gerou um bom fuxico. Ali começava o trabalho de marketing da campanha. O caminho a percorrer era convencer o eleitor que todo o processo se tratava de uma perseguição política para tirar Medeiros do jogo. O discurso foi bem aceito pelo eleitor e o imbróglio não causou muitos danos à campanha, proporcionando até de bandeja alguns holofotes para Medeiros. Em entrevista ao Jornal Centro- Oeste Popular, ele fala sobre a vitória do presidente Jair Bolsonaro, atuação junto ao governo entre outros assuntos. Confira !

Regina Botelho

Da Redação

Olho 1- “Nossa expectativa é melhor possível. Antes mesmo de vencer a eleição, o presidente Bolsonaro já demonstrou comprometimento em ajudar Mato Grosso e o Centro-Oeste como um todo”.

Olho 2- “O meu alinhamento com as propostas do presidente Boslsonaro contribuíram para minha eleição. Além disso, a minha atuação no Senado e o meu comprometimento em ajudar os estado foram essenciais para minha eleição à Câmara Federal”.

Olho 3- “Como coordenador da bancada federal de Mato Grosso no Congresso Nacional estou trabalhando já estou atuando, juntamente com os demais parlamentares, para assegurar recursos para o estado no próximo ano”

 

Jornal Centro-Oeste Popular- O senhor foi um dos principais apoiadores do presidente eleito Jair Bolsonaro em Mato Grosso e participou da coordenação nacional da campanha. Como será a sua atuação na transição do governo?

José Medeiros- Vou participar da transição, mas não diretamente. Minha intenção é indicar nomes para trabalhar, pois as atividades parlamentares me impedem de ficar a disposição 24 horas participando dos grupos temáticos. Estarei na transição de uma forma macro, conversando diretamente com o presidente os assuntos de interesse de Mato Grosso e do país. Já conversei com o presidente eleito sobre a  Ferrogrão (ferrovia Sinop-Miritituba) e o Corredor Bioceânico, ligando o Brasil ao Chile por via ferroviária. Além de outros assuntos como saúde, segurança e políticas públicas para a primeira infância.

CO Popular- O que a população pode esperar do governo do presidente Bolsonaro?

José Medeiros- Pode esperar um governo e um presidente comprometido com os verdadeiros interesses da população brasileira. Um governo que será incansável no combate a corrupção, que foi a marcada registrada dos governos petistas. Além disso, tenho convicção de que vamos avançar economicamente e socialmente. A eleição do presidente Bolsonaro foi um basta na forma petista de governar. É o sentimento de esperança de que podemos reconstruir o país com políticos sérios e com a concreta participação popular.

CO Popular-  E Mato Grosso, o que esperar do novo dirigente do país?

José Medeiros- Nossa expectativa é melhor possível. Antes mesmo de vencer a eleição, o presidente Bolsonaro já demonstrou comprometimento em ajudar Mato Grosso e o Centro-Oeste como um todo. Além de ouvir a classe política e empresarial do estado, o Capitão tem consciência da importância de Mato Grosso para a economia nacional. Já disse ao presidente que nosso estado contribui muito com o país e que passou da hora do governo Federal retribuir.

 

 CO Popular- O senhor esperava uma votação tão expressiva de Bolsonaro em MT?

José Medeiros- Sim! Durante o meu mandato no Senado eu visitei praticamente todos os municípios de Mato Grosso e pude constatar o descontentamento das pessoas com o atual quadro político. O sentimento de mudança era muito visível e foi confirmado com o resultado das eleições para todos os cargos. A renovação foi expressiva para o legislativo estadual, municipal e também para o Executivo.

 

 CO Popular- O senhor foi o segundo deputado federal mais votado de Mato Grosso nestas eleições com mais de 82 mil votos. O senhor atribui essa votação expressiva ao fenômeno Bolsonaro?

José Medeiros- Primeiramente eu gostaria de agradecer a população mato-grossense pela confiança. Comprometo-me a continuar a fazer um mandato que defenda os interesses do estado e da nossa gente. O meu alinhamento com as propostas do presidente Boslsonaro contribuíram para minha eleição. Além disso, a minha atuação no Senado e o meu comprometimento em ajudar os estado foram essenciais para minha eleição à Câmara Federal. Nas ruas e nas redes sociais as pessoas declaravam apoio em função da minha conduta política como senador. É muito gratificante o reconhecimento do trabalho. Minha responsabilidade aumentou ainda mais e não vou decepcionar o meu estado.

CO Popular- O senhor foi candidato a deputado federal na coligação encabeçada pelo senador Wellington Fagundes (PR). Diante disso, como será a sua relação com o governador eleito Mauro Mendes (DEM)?

Jose Medeiros- A melhor possível! Já me reuniu algumas vezes com o governador Mauro Mendes após sua eleição e me comprometi a ajudar a sua administração. Como coordenador da bancada federal de Mato Grosso no Congresso Nacional estou trabalhando já estou atuando, juntamente com os demais parlamentares, para assegurar recursos para o estado no próximo ano. Nesta semana, a bancada se reuniu com o governador eleito e assegurou a destinação de R$ 169 milhões em emendas impositivas para aplicação no custeio da saúde estadual no próximo ano. Isso demonstra a união entre o governo Mauro Mendes e a bancada federal no sentindo de melhorar a qualidade dos serviços públicos prestados ao cidadão.

CO Popular- Os comentários dando conta de que o senhor pode assumir um Ministério têm fundamento?

José Medeiros- Não existe nenhuma conversa sobre fazer parte da composição do ministério do presidente Jair Bolsonaro. Meu objetivo é contribuir com o governo na Câmara Federal.


“Nossa ideia para MT é fomentar a economia, reduzindo tributos e reduzindo as burocratizações”

Ulysses Moraes, 28 anos foi eleito deputado estadual com 18.721 votos em Mato Grosso. É advogado pós-graduado em Direito Empresarial, Negocial, Registral, Notarial e do Consumidor. Faz parte de uma obra jurídica juntamente com Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal. Natural de Cuiabá, desde cedo dedicou seu trabalho em prol da sociedade, se tornou um dos coordenadores do Movimento Brasil Livre no estado. Em entrevista ao Jornal Centro-Oeste Popular, ele fala quais serão seus projetos e propostas assim que assumir o cargo de parlamentar na Assembleia Legislativa. Confira!

Olho 1- “A ideia é fazer uma chapa cem por cento nova, com as pessoas que foram eleitas agora, que não ocuparam cargos de deputado antes. Essa é a ideia de construir, ouvir a população e dar essa resposta para a população”.

Olho 2- “Acredito que devemos saber onde foi gasto, com o que foi gasto, de que maneira foi gasto, pra quem foi pago, acho isso muito importante. Auditar as contas não significa caça às bruxas, como muitas pessoas falam”.

 

Olho 3- “Bom, não estaremos ali, em tese, para fazer amizade, e sim para representar o povo, e essa é uma política de redução de gastos, a sociedade atravessa um momento de crise, tivemos aí anos de recessão na economia”

 

Regina Botelho

Da Redação

 

Centro-Oeste Popular  -  Por que pretende entrar na disputa da Mesa Diretora da Al?

Ulysses Moraes- A Assembleia Legislativa teve uma grande renovação, e acredito que a população deixou muito claro que ela cansou dos mesmos, que ela cansou daqueles políticos carreiristas, daqueles que já estavam lá, e acredito que os novos têm hoje uma responsabilidade por terem sido eleitos com os votos dessas pessoas que estavam insatisfeitas  com aquela política tradicional. Portanto, coloquei meu nome à disposição acreditando que é o que a sociedade que hoje. Ela quer uma Assembleia nova, e acredito que uma Assembleia nova pode ser gerida por uma Mesa Diretora totalmente nova também.

CO Popular - Quais são suas propostas paras MT?

Ulysses Moraes- Nós defendemos o modelo de economia liberal, que é menos Estado e mais liberdade. Isso é uma bandeira que venho defendendo já há muitos anos, que faz parte do Movimento Brasil Livre ao qual eu pertenço, que é  então nossa ideia para Mato Grosso é fomentar a economia, reduzindo tributos e reduzindo as burocratizações. A ideia é desburocratizar o Estado e facilitar a vida daqueles que querem empreender. A gente vê a dificuldade enorme de montar um carrinho de cachorro quente e você não consegue, tem que tirar 15 milhões de alvarás, tem que buscar aquilo, pagar taxa daquilo, então acaba que às vezes o governo, o município, acaba inviabilizando o negócio. O empreendedor desiste antes de começar só de saber a trabalheira que vai ter para começar a ter o seu negócio.  A ideia é aplicar esse modelo de economia liberal no Estado de Mato Grosso.

CO Popular - Quando assumir qual será a sua prioridade na Casa de Leis?

Ulysses Moraes- O nosso mandato vai ter como principal proposta a austeridade, a redução dos gastos públicos e prestação de contas eficiente. Acredito que a população precisa saber de tudo que acontece ali dentro, pra onde vai o dinheiro pra isso, pra onde vai o dinheiro praquilo, então tentar dar mais transparência, tentar transformar aquela Casa efetivamente em Casa do povo.  Hoje a gente olha isso ali com certa distância, isso ali é intocável, então vamos escancarar as portas da Assembleia Legislativa e mostrar toda informação que o povo deve saber, porque é o povo que sustenta aquela Casa.

CO Popular - O senhor disse que defende auditoria na Casa de Leis, por que?

Ulysses Moraes- É o que a gente pretende, o cidadão precisa saber pra onde vai o dinheiro, onde vai o orçamento da Assembleia, o que está sendo gasto efetivamente, está gastando mais com o que? O que dá pra cortar, o que dá pra reduzir? Há possibilidade de fazer uma economia de gastos? Isso que a população tem que saber. Ela tem que participar, tem que trazer a população para dentro da Assembleia para ter mais voz, para participar também desse orçamento é fruto de tributos e quem paga os tributos são os contribuintes, e os contribuintes são o povo.

CO Popular – O senhor pretende fazer uma chapa 100% renovada, sem a presença dos deputados que se reelegeram? Qual a finalidade?

Ulysses Moraes- A ideia é fazer uma chapa cem por cento nova, com as pessoas que foram eleitas agora, que não ocuparam cargos de deputado antes. Essa é a ideia de construir, ouvir a população e dar essa resposta para a população. Estamos aqui, formamos uma chapa nova, e estamos à disposição.

CO Popular – O senhor já conversou com algum colega visando a formação da chapa para disputar a Mesa Diretora?

Ulysses Moraes- Tenho conversado com alguns colegas já. A princípio estamos todos conversando, essa decisão provavelmente vai ser tomada até fevereiro, quando acontece a votação, então a decisão deve ser tomada mais pra frente.

CO Popular -  Qual análise o senhor faz sobre a renovação na AL?

Ulysses Moraes- A sociedade demonstrou que cansou da velha política. Nós temos aí vários modelos, várias pessoas que foram eleitas com discurso de austeridade, com o discurso do novo. A população colocou e deu o recado. Tivemos aí deputados que estavam eleitos e na reeleição tiveram votação pífia. Então avalio de maneira extremamente positiva, acredito que a sociedade está mudando, e a Assembleia Legislativa nada mais é que a representação da sociedade, ela é reflexo daquilo que o povo é. Acredito que a população está amadurecendo muito, e passou a se inteirar mais da política, não se via essa discussão, essa discussão em bares, essa discussão na igreja, dentro da nossa família, e hoje o assunto é basicamente só política, algumas pessoas estão até perdendo amizade, com brigas por conta de política.  Eu fico feliz com isso, porque a política, querendo ou não, é tudo na nossa vida, o ar condicionado que está ligado envolve energia que é política pública, tudo que está ao nosso redor envolve política pública. Então é uma coisa que efetivamente a gente tem que se inteirar mesmo e fico feliz que a população está se inteirando cada vez mais.

CO Popular -  Se for eleito para presidente da AL, por que pretende “mapear”, os gastos do Legislativo nos últimos anos?

Ulysses Moraes- Acredito que devemos saber onde foi gasto, com o que foi gasto, de que maneira foi gasto, pra quem foi pago, acho isso muito importante. Auditar as contas não significa caça às bruxas, como muitas pessoas falam, é simplesmente mostrar no passado foi gasto tanto, no passado foi gasto tanto com isso, esse ano vamos cortar esse tipo de gasto, até pra fazer um balanço, um controle, e ver onde estamos gastando mais, se tem dinheiro que está sendo desperdiçado, e essa é a ideia de auditar as contas.

CO Popular – O senhor acredita que houve desvios na Assembleia nos últimos anos?

Ulysses Moraes- Se houve já estão sendo apurados pelo Ministério Público, outros pelo Tribunal de Contas, vemos aí nos jornais várias denúncias, acredito que se ingressarmos na Mesa Diretora, e fazermos essa auditoria, podemos até colaborar com estes órgãos de controle, com o Judiciário, com o Ministério Público, e estar ajudando nessas investigações.

CO Popular -  Recentemente o senhor anunciou que vai propor a redução da verba indenizatória (VI) dos deputados assim que assumir o cargo na próxima legislatura.  Não teme confronto com os demais colegas de parlamento?

Ulysses Moraes- Bom, não estaremos ali, em tese, para fazer amizade, e sim para representar o povo, e essa é uma política de redução de gastos, a sociedade atravessa um momento de crise, tivemos aí anos de recessão na economia, com a economia fragilizada, e acho que precisamos cortar gordura, mostra r para a sociedade que dá para cortar, de que maneira pode cortar, e acredito sim que há possibilidade de fazer essa redução da verba indenizatória sem prejudicar o mandato.  É uma coisa importante, não podemos dizer que não precisa, porque precisa, temos custo durante o mandato, mas acredito sim que é possível uma redução. Até fiz recentemente um cálculo, e se cada um tivesse comprometido reduzir em torno de R$ 30 mil dentro dessa verba indenizatória, e não estou dizendo que essa vai ser minha redução, mas economizaríamos aí em quatro anos metade de um hospital. Geraríamos uma economia de aproximadamente R$ 40 milhões aos cofres públicos.

CO Popular – O senhor O senhor vê possibilidade da redução do duodécimo, como pede o governador eleito Mauro Mendes?

Ulysses Moraes- Eu ainda tenho que analisar a proposta, tenho que olhar a proposta do governador, como eu disse sou favorável a política de redução de gastos, mas sem prejudicar o funcionamento dos Poderes. Temos que analisar com muita calma, e o Executivo pode começar dando exemplo na própria casa.

CO Popular - Como será sua postura na AL frente ao governador eleito?

Ulysses Moraes- Base e oposição tinha que ser criminalizado. Constitucionalmente o Parlamento tinha que ser independente. Eu como parlamentar fui eleito pelo povo, não pelo governador. Estou lá para representar o interesse do povo. Então o parlamentar deve ser base nos projetos que seriam de benefício para o povo e deve ser oposição nos projetos que forem prejudiciais. Essa é a concepção do Parlamento. O Parlamento não deve e não pode, em hipótese alguma, coisinha amestrada do governador. Ele tem que ouvir sempre, essas propostas são boas para a população, aí o governador tem o meu apoio. Olha, essas propostas aqui são péssimas, aí o governador não vai ter o meu apoio. Então, todos os parlamentares, sem exceção, devem ser independentes, é uma coisa que vou lugar muito lá dentro pra mostrar para a sociedade. Não se deve ser base por ser base, e não pode ser oposição por ser oposição. Já imaginou uma oposição irresponsável? Às vezes vai ter um projeto lá que o cara vai apresentar, que é muito bom para a população, e como ele não gosta do governador não vai aprovar. Isso é errado, é uma oposição irresponsável. O parlamentar deve ser independente.

CO Popular – Com relação ao VLT, qual seu posicionamento quanto ao modal de transporte?

Ulysses Moraes- Acredito que já devem ter vários estudos de viabilidade do VLT, assim que ingressar vou buscar todos esses estudos para ver efetivamente o que se pode ser feito. Provavelmente acho que deve vender, pois nas informações que já obtive o modal teria passagens caras, ou seja, não seria acessível para a população que mais necessita, e ele teria então subsídio do governo, ou seja, ele daria prejuízo, o governo teria que subsidiar todo ano o investimento ainda no modal, algo em torno de R$ 10 milhões. Então, é um grande prejuízo. Vale a pena? Até onde vale a pena? É aquela história do cara que compra um carro, não aguenta pagar o financiamento, mas ele quer desfilar, só por desfilar. Isso vale a pena? Isso que acho que temos que pensar e tomar uma providência o quanto antes. O governador tem que tomar uma providência nesse início de mandato a respeito disso, e dar um fim nisso que envergonha, é uma cicatriz na  nossa cidade.

CO Popular – Com relação a Várzea Grande, que ficou sem representante no Parlamento estadual, de que forma o senhor pretende ajudar o município?

Ulysses Moraes- Como deputado não tenho uma base, minha base é o Estado de Mato Grosso. Estou ali para representar todas as cidades do Estado. Tive votos em 132 municípios, quase no Estado inteiro, e visitei apenas seis cidades. Minha plataforma de campanha foi basicamente virtual, gastei 5% do que os outros gastaram.  Fiz pouquíssimas visitas físicas. Temos que pensar a economia como o macro. Nós temos que incentivar os municípios. Quando falamos em economia liberal e econômica, vamos incentivar os municípios. De que maneira? Reduzindo tributos, reduzindo burocratizações. Outra pauta que defendemos, por exemplo, e até descobri que parece que tem uma comissão da qual tenho vontade de participar, se for possível, na Assembleia Legislativa, é a Revisão do Pacto Federativo, onde os municípios vão ter mais dinheiro, e podemos trabalhar isso a nível estadual discutindo e como o nosso movimento é federal, teremos também representantes a nível federal para estar discutindo essa reforma no Pacto Federativo e trazendo mais dinheiro para os municípios.  E a questão da desburocratização, se desburocratizar provavelmente teríamos aí um setor industrial em Várzea Grande. Precisamos incentivar que empresas venham para todos os municípios, de acordo com sua viabilidade, de acordo com  a sua necessidade, pois todos os municípios têm as suas necessidades e facilidades. Temos que mapear isso e fazer uma construção de cidade por cidade, e Várzea Grande com certeza terá uma atenção especial.

CO Popular – Em sua opinião, de que Mato Grosso mais carece hoje?

Ulysses Moraes- É o básico, e quando falamos em economia liberal e econômica, o foco deve ser o essencial: saúde, segurança e educação. Esses três pontos em Mato Grosso estão um caos. Essa questão dos repasses para os hospitais filantrópicos, vimos a loucura que foi isso, hospitais que prestam um serviço essencial para a população parando suas atividades, então acredito que esse tipo de coisa não pode acontecer, não devemos deixar isso acontecer de maneira alguma. Mas pra isso temos que focar no essencial.


“O agronegócio cresce sozinho, não divide suas riquezas com o restante de MT”.

Emanuel Pinheiro da Silva Primo, conhecido popularmente como Emanuelzinho (PTB), 23 anos foi eleito, o mais jovem deputado federal na história de Mato Grosso. Em sua primeira disputa eleitoral, obteve 76.771 de 140, dos 141 municípios do Estado.  Cursando a faculdade de direito, além de gestão pública e ciências políticas, ‘Emanuelzinho’, nome escolhido para ir à urna, segue os passos do pai, o prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro (MDB) e seu avô, deputado federal de quem herdou o nome.
Em entrevista ao Jornal Centro- Oeste Popular ele falou sobre propostas, renovação no Congresso entre outros assuntos. Confira.

Olho 1- “Geração de emprego, programa de incentivo fiscal direcionados  principalmente para a Baixada Cuiabana, pois além de ser minha região, precisa crescer melhorar o seu desenvolvimento social e econômico.”

 

Olho 2- “Não podemos desmerecer, dizer que os políticos antigos não fizeram nada de bom. Pelo contrário, cada um tem sua história e sua cota de contribuição para o país. Acontece que as pessoas queriam oxigênio novo”.

 

Olho 3- “Hoje percebemos a falta de representatividade dos próprios partidos. A classe politica, na atualidade está carimbada de aparecer só quando precisa do voto e as pessoas sentem falta dessa proximidade.”

 

Regina Botelho

Da Redação

 

Centro-Oeste Popular- Por que o senhor decidiu entrar para a política?

Emanuel Pinheiro Primo-  Eu sempre quis fazer algo melhor e diferente na vida das pessoas. No ensino médio, estava fazendo seminário, pois queria ser padre. Na faculdade tive oportunidade de me filiar no MDB Da juventude e fazendo esse trabalho, como presidente da juventude fui a campo, para ajudar as pessoas que precisam mesmo. Nesse período,  formei e qualifiquei 1200 pessoas. E foi com essa vontade de ajudar, ouvi muitas pessoas fui analisando os fatos, conversei com a família e me filiei ao PTB, montei os projetos e lancei meu nome na disputa.

CO Popular- Quais serão suas bandeiras na Câmara Federal?

Emanuel Pinheiro Primo- Vencer as dificuldades do Estado. Melhora a questão da saúde pública, pois temos centenas de pessoas aguardando por uma consulta no Sistema Único de Saúde. Se avaliarmos 60% dos leitos do pronto socorro de Cuiabá, são ocupados por pessoas que não são da capital e sim de outros Estados e até de outros países com a Bolívia e até da Venezuela. Pretendo construir um hospital federal e terminar as obras do novo Hospital Júlio Müller. Na área educação, quero acrescentar na grade curricular do ensino médio, aulas de noções de direto constitucional e de noções básicas de microeconomia. Por que hoje temos uma economia popularizada, muita informação divulgada onde muitas pessoas não têm tempo para procurar. É importante para essas pessoas tenha conhecimento dos seus direitos e deveres, saibam quais são as funções dos governadores, deputados federais. Somente com a consciência do cidadão ele irá ajudar na fiscalização e será preparado para a vida. Com relação as noções básicas de economia, percebe-se que o mercado é muito dinâmico, existem muitas informações, porém o emprego some. Um jovem, que quer empreender crescer na vida, precisa ter essas noções tanto na vida doméstica, tanto nas ligações de mercado e como elas funcionam. Geração de emprego, programa de incentivo fiscal direcionados  principalmente para a Baixada Cuiabana, pois além de ser minha região, precisa crescer melhorar o seu desenvolvimento social e econômico. Sei que a luta vai ser grande e qualquer político do âmbito legislativo ele tem dificuldades, pois não tem o poder da caneta. Vou tentar fazer que todos os meus sonhos, projetos cheguem até aqui.

CO Popular- Como foi sua caminhada durante a campanha? O que ouviu da população mato-grossense?

Emanuel Pinheiro Primo- Positiva. Percorri  quarenta e cinco municípios de Mato Grosso. O que percebi   que a população querem estar próximas de seus representantes políticos. Hoje percebemos a falta de representatividade dos próprios partidos. A classe politica, na atualidade está carimbada de aparecer só quando precisa do voto e as pessoas sentem falta dessa proximidade.

CO Popular- Dos oito deputados federais da atual legislatura, somente Carlos Bezerra (MDB) se reelegeu. Como você vê esta renovação?

Emanuel Pinheiro Primo -  Recado da população, não somente da população de Mato Grosso, mas como do Brasil todo. Não podemos desmerecer, dizer que os políticos antigos não fizeram nada de bom. Pelo contrário, cada um tem sua história e sua cota de contribuição para o país. Acontece que as pessoas queriam oxigênio novo, queriam respirar um ar diferente, queriam ideias novas e buscaram isso. Você vê que muita gente conseguiu votos através das redes sociais, que são novos meios de se apresentar propostas. Tenho certeza que isso tem os seus fatores positivos, são ideias novas, sem vícios, com a vontade de fazer a diferença e fazer bonito na representação do Brasil.

C0 Popular-    Que análise o senhor faz sobre o cenário político e econômico do Estado?

Emanuel Pinheiro Primo- Delicada. Hoje temos um R$ 4 bilhões de déficit fiscal, apesar disso,  Mato Grosso é um dos estados que segurou o Brasil durante o período de crise. O Estado obteve 11% de crescimento no produto interno bruno, graças ao agronegócio. Porém muitas vezes, as pessoas reclamam que o agronegócio cresce sozinho, não divide suas riquezas com o restante do estado. Vai ser um desafio muito grande, que acho que passa também pela capacidade de sustentação, pelas mudanças no pacto federativo, pela maneira que se dividem os impostos para fortalecer os municípios do Estado, reindustrializando o Brasil.

CO Popular- O senhor é a favor da redução maioridade penal? Por quê?

Emanuel Pinheiro Primo- O país não tem espaço nos presídios. A questão da maior idade penal, sou a favor, pois tem muito jovem e adolescente cometendo crime, muitas pessoas nem debatem, mas o buraco é mais profundo. Vamos redesenhar a política carcerária do país, temos que resolver este problema para ver o que podemos fazer.

CO Popular- Com relação ao VLT, tem algum projeto para concluir as obras do modal?

Emanuel Pinheiro Primo – Essa questão é do governo estadual. Mauro Mendes vai ter que mostrar o panorama que ele pretende fazer, se irá reeditar, fazer uma nova licitação. Hoje sabemos que mais de R$ 1 bilhão são gastos por mês para manter toda a estrutura intacta. Dependo do que Mauro Mendes precisar de emendas, de aditivos e que estiver a disposição de mim e toda bancada federal de Mato Grosso, queremos ajudar para finalizar essa questão o quanto antes, porque a obra é uma questão de escândalo nacional.

CO-     E quanto às reformas trabalhistas e previdenciárias, qual a sua opinião do senhor?

Emanuel Pinheiro Primo- Complexa. A questão foi muito mal explicada pelo presidente Michel Temer. Acredito que ele teve boa intensão, mais ficou caracterizado, que a reforma da presidência não é uma necessidade e sim algo que o governo tentou impor para prejudicar o povo trabalhador. Por essa questão ficou carimbado a falta de diálogo do presidente. A reforma da presidência é necessária, mas de modo que seja proporcional a contribuição e ao trabalho de cada de um, não comparando todo mundo ao mesmo nível é preciso saber dosar. Tem que se repensar com atenção a nova previdência.


“Não descarto a disputa da Mesa Diretora, mas isso tem que partir muito mais de um grupo do que de mim”

Janaina Riva foi reeleita deputada estadual por Mato Grosso. Jovem os 29 anos, representou o que as bandeiras do MDB Mulher defendem. É a única mulher na Assembleia Legislativa de Mato Grosso e entrou para a história ao ser reeleita como a parlamentar a receber o maior número de votos história do estado. Foram mais de 51 mil votos a favor do seu segundo mandato. Janaina, que é líder do bloco de oposição, nos últimos quatro anos, foi a única mulher no parlamento estadual, na 19ª Legislatura e permanecerá sendo a única voz feminina eleita na Assembleia Legislativa. A parlamentar ganhou grande destaque em seu primeiro mandato pelos embates que travou no parlamento em defesa dos municípios e das pessoas por garantias essenciais como Saúde, Educação e Infraestrutura.  Em entrevista ao Jornal Centro-Oeste Popular, ela fala sobre sua próxima atuação, projetos e desafios. Confira.

Olho 1- "Então eu sabia que ele seria o mais atacado, porque ele era vitrine, ele era vidraça, ele não era mais a pedra, e os outros dois candidatos concentraram suas críticas na gestão, o que na minha opinião fez com que ele chegasse em terceiro lugar".

Olho 2- "Através do envolvimento com a sociedade, através do respaldo e credibilidade que já construí com a sociedade organizada. Por exemplo, com os próprios servidores, a forma que tenho de ajudar é levar os servidores, através do diálogo".

Olho 3- "O eleitor está muito descontente, desacreditado. Infelizmente o eleitor também está muito desinformado, é difícil fazer com que as pessoas participem, se envolvam no processo. Mais de 50% da população não sabia em quem tinha votado nas últimas eleições"

Regina Botelho

Da Redação

Centro-Oeste Popular – Como será seu posicionamento frente ao governo?

Janaina Riva – Vai depender do próprio governador, o que ele pretende fazer pelo Estado de Mato Grosso, e é claro, ver se existe o desejo dele para que eu componha a base, mas a princípio um trabalho independente, mas com toda possibilidade de vir a ser uma deputada da base governista. É um governador eleito que eu acredito que vai fazer um mandato propositivo e positivo para o povo do Estado de Mato Grosso, então não vejo nenhuma dificuldade em caminhar junto com Mauro também.

CO Popular – Você acredita que foi uma boa escolha para Mato Grosso?

Janaina Riva – Eu acho que foi uma boa escolha, acho que o Estado tinha duas boas opções, uma delas era Wellington Fagundes e a outra era Mauro Mendes. Agora, é claro que o grupo do Mauro era um grupo mais consistente, e acho que isso tenha feito a diferença, principalmente no que tange as proporcionais. Deputados de vários mandatos, com referência política, com base muito espalhada, e acho que isso contribuiu muito para a vitória do Mauro.

CO Popular – Você esperava uma votação tão decepcionante de Taques, com ele amargando a terceira colocação?

Janaína Riva – Já esperava, disse isso no início das eleições, que a minha previsão era de que ele chegaria em terceiro lugar, até porque durante o período eleitoral é o momento em que os deputados, os candidatos estão na base e é o momento em que você vê a quantidade de problemas que a gestão de Pedro Taques deixou de herança para o Estado. Então eu sabia que ele seria o mais atacado, porque ele era vitrine, ele era vidraça, ele não era mais a pedra, e os outros dois candidatos concentraram suas críticas na gestão, o que na minha opinião fez com que ele chegasse em terceiro lugar. Publitizou , vamos dizer assim, a falta de gestão dele durante o período eleitoral. Foi a falta de diálogo, de relacionamento, de envolvimento, tudo isso.

CO Popular – Tendo a maior votação para o Parlamento estadual, pensa em disputar a presidência da Assembleia?

Janaina Riva – Eu não descarto a disputa da Mesa Diretora, agora, eu tenho falado com todos os meus colegas, que têm me procurado para falar sobre esse assunto, que isso tem que partir muito mais de um grupo do que de mim.  Não tem como ninguém ser candidato dele mesmo. Eu acho que tem que estar alinhado com um número de deputados, e como ainda não tive a oportunidade, não conversei nem com o meu partido ainda, com os deputados eleitos, são dois deputados novos, o Thiago e o doutor João, eu quero ver se isso parte do MDB e aí a gente passa a construir um  projeto. Mas que é um projeto de grupo, não pode ser só meu, nem isolado, porque aqui na Assembleia somo em 24 e também não estou disposta a tudo pela Mesa, acho que tudo tem um limite e quero trabalhar dentro daquilo que eu consiga fazer para não decepcionar as pessoas.

CO Popular – Você esperava uma votação tão expressiva?

Janaina Riva – Eu esperava uma votação expressiva, mas não esperava uma distância tão grande do segundo colocado. Uma distância que chegou a eleger outro deputado com uma votação inclusive menor do que essa diferença de votos. Acho que isso foi muito significativo, era uma coisa que eu realmente não imaginava. Eu senti que a votação caiu proporcionalmente para todos os candidatos, dentro do percentual que nós esperávamos, a votação foi compatível, mas eu esperava uma votação expressiva pelo trabalho na Assembleia, porque um governo com uma rejeição de 50%, isso sem dúvida nenhuma é um reconhecimento do trabalho da oposição também, é um indicativo de que nós estávamos no caminho certo, e isso facilitou, vamos dizer assim, a minha caminhada por todo Estado. Porque existe um reconhecimento da população, até quem não votava em mim, de que o trabalho tinha sido diferente na Assembleia. Você pode ver que tivemos eleitos três candidatos, se não me engano, que são servidores públicos. Então claro que dividiu um pouco dos votos, porque tinha muito mais disso que eram candidatos. Mais do que foram eleitos. Então acho que essa votação poderia ter sido ainda maior por causa do envolvimento da sociedade organizada, dos servidores, com relação ao trabalho que tinha feito aqui na Assembleia como líder da oposição.

CO Popular – Se resolver compor a base governista, não perderá a independência no Parlamento?

Janaina Riva – O próprio governador eleito, ele tem que ter esse entendimento de que eu teria valia para compor uma base governista se eu pudesse trabalhar com independência, eu acho que talvez esse seja o grande diferencial, porque aqui, inclusive com Pedro Taques, o problema é que ele pessoalizava as brigas, os debates e discussões. Um governador que fizer bom uso das nossas discussões, que ele usar isso como uma crítica, uma consulta gratuita, como se diz por aí, ele vai vir a obter êxito, e eu enquanto deputada dependente, vamos dizer assim, da base, uma deputada que independente da causa ficar do lado do governo, acho que não vou ter tanta valia como sendo uma deputada de posição independente. Isso não quer dizer que não posso compor a base, e eu sempre dizia isso aos colegas aqui na Assembleia, vocês podem fazer parte do governo, mas não deixem de ter a personalidade de vocês, colocar a opinião de vocês, não tem problema algum votar com o governo, mas posiciona contra e vota, mas deixando registrado que você não concorda com aquilo. Porque é claro que o governador ele é a pessoa eleita pelo povo para governar, e temos que respeitar isso, porque a opinião dele na maioria das situações ela deve prevalecer, mas o contraditório ele é uma peça muito positiva para quem quer fazer uma gestão compartilhada, uma gestão que a responsabilidade não fique só nos ombros dele, se não acontece o que aconteceu com Pedro.

CO Popular – Como a senhora pretende ajudar o futuro governador a resolver os problemas do Estado?

Janaina Riva – Através do envolvimento com a sociedade, através do respaldo e credibilidade que já construí com a sociedade organizada. Por exemplo, com os próprios servidores, a forma que tenho de ajudar é levar os servidores, através do diálogo, tentar compor com os servidores um melhor entendimento, da mesma forma em relação ao comércio, da mesma forma com relação ao agronegócio, os pecuaristas, acho que a forma de ajudar é ser um interlocutor, porque acho que esse é o papel fundamental da Assembleia, e somos barrados de sermos esses interlocutores no passado, e acho que temos a perspectiva de construir isso, um elo de ligação do governador com o povo.

CO Popular – Na opinião da senhora, a renovação na Assembleia representa o descontentamento dos eleitores com os políticos?

Janaina Riva – Com certeza. O eleitor está muito descontente, desacreditado. Infelizmente o eleitor também está muito desinformado, é difícil fazer com que as pessoas participem, se envolvam no processo. Mais de 50% da população não sabia em quem tinha votado nas últimas eleições, e isso mostra um desinteresse da sociedade com relação a política. A Assembleia também como um todo, então é um desafio fazer com que as pessoas voltem a se envolver. E isso tem que ser feito de uma maneira muito sutil, trazendo eles para o lado bom da política, que é o lado de interação, um lado em que a demanda dele é atendido quando reivindica, mostrando para ele que se ele não reivindicar, se não exigir, se não votar, não vai ter representatividade alguma.

CO Popular -  E quais são as principais propostas para o novo mandato?

Janaina Riva – Agora, no novo mandato o desafio é ser uma deputada que consiga manter a credibilidade e confiança das pessoas, através do trabalho que eu já fazia, mas dessa vez fazendo com que chegue à ponta, vamos dizer assim, esse meu trabalho. É o asfalto que vai chegar, é a reforma da escola, que é uma coisa que tive dificuldade com o Pedro Taques, pela perseguição, pela falta de recurso mesmo, investia mais em outros deputados que eram da base, e deixava de atender os deputados de oposição, o que fez com que os municípios sentissem muito eu ser deputada de oposição, como se isso fosse uma coisa ruim. A maioria não entendia que o fato de ser oposição não era motivo ou argumento suficiente para não pagar as emendas parlamentares. Agora, tenho a missão de poder retribuir esses votos que tive agora, mais de 51.446, através da ação direta com os municípios.

CO Popular – Qual avaliação que a senhora faz das eleições no Brasil?

Janaina Riva – Uma eleição de difícil leitura, surpresas que ninguém imaginava que poderiam acontecer, ainda não sei qual vai ser o resultado dessas eleições na prática, mas espero que seja positiva para o nosso Estado, para o nosso Brasil, mas é preocupante você ver que essa onda, vamos dizer assim, que tomou conta da internet, que tomou conta dos grupos de whatsapp,   os fake news, ainda influenciam muito, aliás, é o que mais influenciou nessas eleições, tirando o mérito do trabalho do serviço prestado, que fizemos aqui na Assembleia. Uma eleição atípica, e acho que talvez tenha sido uma onda que o Brasil após esses quatro anos a tendência é que a política volte a ser de mais proximidade com as pessoas, que é isso que eu mais senti falta. Tivemos eleições de pessoas que nem nós que somos políticos, que estamos na vida pública, nunca vimos em uma audiência pública, nunca vimos aqui na Assembleia,  nunca vimos de fato abraçando uma causa, então é uma eleição realmente difícil de se ler, mas acredito que a renovação vai contribuir bastante também. Ela contribui porque chegam pessoas com uma responsabilidade muito maior que aqueles que já estavam aqui na Assembleia, eles têm a obrigação de mostrar que são diferentes, e por serem diferentes estão aqui. Não vejo prejuízo para a população, acho que para a população foi uma eleição muito positiva, mas agora e a gente avaliar se isso mesmo vai ser devolvido em trabalho, que é a meta de todos que estão eleitos.

CO Popular – Na sua concepção, qual o principal desafio do futuro governador Mauro Mendes?

Janaina Riva – É conseguir fazer com que a riqueza, pois é um dos Estados mais ricos do país, chegue até os municípios e até aqueles que mais precisem no Estado. Esse é o maior desafio. Fazer com que a máquina seja eficiente, menos burocrática, porque a burocracia em Mato Grosso ela acarreta em mais sonegação, acarreta em renúncias involuntárias por parte do governo, porque o governo não consegue atender a demanda e acaba que aqueles não contribuem com impostos e as vezes não por não quererem, mas por não conseguirem cumprir com a burocracia do Estado. Acho que a maior tarefa do próximo governador vai ser fazer com que de fato sobre dinheiro para investimentos no nosso Estado, fazer uma correção daqueles que pagam pouco imposto, dos que pagam muito de forma indevida, equiparar isso, e a mesma coisa com relação aos servidores públicos, tem servidor que é de nível superior e que ganha o triplo de outro servidor de nível superior de outra secretaria diferente, então acho que o governador vai ter uma obrigação de organizar a casa, pois a casa está desarrumada, e a casa precisa ser arrumada.  Mais do que pensar em investir, a maior tarefa vai ser organizar o Governo do Estado e organizar o Estado como um todo, recuperar aquilo que estava perdido, temos um sucateamento de órgãos públicos, das escolas, dos hospitais, então acho que primeiro vai ser preciso fazer uma reabilitação do Estado para depois poder pensar em se investir em mais infraestrutura, mais logística, mais educação, mais segurança, que sabemos que o Estado precisa, mas precisa recuperar primeiro o que perdemos nesses quatro anos .


“Todo político de MT, deve ter olhos abertos em relação ao agronegócio”

Marcos Harter, 40 anos é morador de Sorriso, médico cirurgião plástico e candidato a deputado federal. Harter ficou famoso ao participar do "Big Brother Brasil" . A passagem dele no reality da Globo ficou marcada pelo envolvimento amoroso com Emilly Araújo, vencedora da edição. No mesmo ano, o ex-BBB entrou em "A Fazenda - Nova Chance", e ficou em segundo lugar ao ser derrotado por Flávia Viana. Em entrevista ao Jornal Centro Oeste Popular, Harter falou sobre a corrida eleitoral, suas propostas entre elas a viabilização de um hospital, especializado no atendimento ao câncer, em Sinop. Defende também o compromisso da bancada mato-grossense com a destinação dos recursos federais e a criação da Lei de Responsabilidade Educacional nos moldes da Fiscal, entre outros assuntos. Confira. 

Olho 1- “Mato Grosso vive um caos da má administração pública como na maioria dos estados brasileiros. Caos na saúde, segurança onde falta o básico”

Olho 2- “Acredito que um deputado federal eleito por um estado, tem obrigação de destinar a verba dele para o estado que o elegeu e não para outras cidades”.

Olho 3- “O ex- governador Silval Barbosa, já sabia que o VLT não seria viável para Cuiabá , que era um meio de transporte inferior, que a cidade realmente precisava”.

Regina Botelho

Da Redação

 

Centro Oeste Popular- Porque o senhor decidiu entrar na política?

Marcos Hater – Um conjunto de situações em que vive o Brasil O país vive um clima de renovação na política. Estou es­ta­be­le­cido na minha pro­fissão. Foi uma de­cisão pen­sada como ou­tras na minha vida. Acre­dito que se estou nesta em­prei­tada de­vido a minha vi­si­bi­li­dade. O ci­dadão está in­dig­nado com a si­tu­ação po­lí­tica do país e acre­dita que eu possa fazer al­guma.

 CO Popular- Quais são suas principais propostas campanha?

Marcos Hater - Uma das minhas principais propostas é fazer um projeto para o armazenamento e escoamento de grãos no estado. Criar a Lei de Responsabilidade Educacional, assim os governantes que não investirem na educação serão vetados de concorrer para as eleições pelo período de 12 anos. Construir em Sinop um Hospital filial do Hospital de Câncer de Barretos e disponibilizar equipes para fazer exames em todo o estado. Instituir projetos para viabilizar rotas alternativas de escoamento de safra, como hidrovias e ferrovias, além da duplicação das principais rodovias que cortam Mato Grosso. 

CO Popular- Como está sua representatividade nas ruas durante sua campanha?

Marcos Hater- Boa, principalmente após apresentações das minhas propostas, na plataforma do Facebook, na minha página oficial. Após a divulgação dos 16 vídeos, abordando minhas propostas, consegui manifestar as minhas ideias aos eleitores. Após o acidente que sofri quando voltava de Rondonópolis após campanha na cidade, a mídia falou sobre o fato. Com isso, a minha candidatura a deputado federal se expandiu. Subi nas pesquisas, somos 140 candidatos a deputado federal e estava em 20 º , subi para 12º.  Vou a ambientes públicos como supermercados, shopping`s e as pessoas pedem para tirar foto e não e por causa dos reality´s, mas por eu ter propostas.

CO Popular- Na sua concepção,  qual a principal mazela de Mato Grosso?

Marcos Hater- Mato Grosso vive um caos da má administração pública como na maioria dos estados brasileiros. Caos na saúde, segurança onde falta o básico. Como médico, percebo que a população precisa de atenção, do essencial na educação e saúde. Mato Grosso necessita de uma boa política, de uma boa gestão nas áreas básicas. Acredito que todo político de Mato Grosso, deve ter olhos bem abertos em relação ao agronegócio.  É uma área promissora para o Estado, um diferencial, porque não se vê isso em outros estados brasileiros. Quando essa área for fomentada vamos conseguir dar estabilidade econômica para Mato Grosso e a partir disso, muitas coisas e setores serão melhorados de forma conjunta.

CO Popular- Como o senhor avalia a gestão Pedro Taques?

Marcos Hater- Não posso falar de cadeira, pois a minha atuação até abril estava voltada para a medicina. O que ouço da população e percebo, uma grande insatisfação, que o governador Pedro Taques deixou muito a desejar.

CO Popular- Caso seja eleito, de que forma pretende ajudar o Estado?

Marcos Harter- Dando magnitude aos projetos sociais, como os quais já desenvolvi na cirurgia plástica, que é o nariz sem bullying e o projeto orelhinha. Em relação as proposta de leis, aplicação melhor da destinação de verbas. Acredito que um deputado federal eleito por um estado, tem obrigação de mandar a verba dele para o estado que o elegeu e não para outras cidades. Está na constituição, que pode mandar verba para outro estado, porém como eleitor ,  não concordo com essa questão. Como candidato, tenho interesse em criar uma lei que obrigue a destinação correta da verba para o estado em que qual o político foi eleito. Criar uma lei de viabilidade de obras, onde o gestor teria como obrigação prestar conta a população o porque quer fazer uma determinada obra e se realmente a cidade está precisando do serviço daquele porte e se vai suprir as necessidades da população. Uma prestação de contas, para que se não inicie obras que não tenham viabilidade, como aconteceu com o VLT. A Lei da responsabilidade educacional que funcionaria nos moldes da lei de responsabilidade fiscal. Restabelecer uma lei antiga da CLT que amparava as mulheres gestantes que trabalham em regiões insalubres.

CO Popular- Com relação ao VLT tem alguma proposta para destravar o modal?

Marcos Harter- Um símbolo de vergonha e corrupção em Mato Grosso. A resolução da obra é de competência do governador e o que pude analisar é que um deputado nada pode fazer, em termos diretos.  Fazendo uma análise, do que até agora se gastou no modal, vejo que o mais viável era o BRT. A ideia instituir um transporte rápido, resultou em uma vergonha após a deflagração da operação descarrilho da Polícia federal. O ex- governador Silval Barbosa, já sabia que o modal não seria viável para Cuiabá , que era um meio de transporte inferior, que a cidade realmente precisava. Já se gastou R$ 1 bilhão, apenas 30% das obras foram concluídas e a finalização está muito longe. O próximo governador vive uma situação complicada e há possibilidade que seja realizado um plebiscito para a população decidir o que vai ser feito em relação a isso. Por isso, analisei que posso criar uma lei, para que situações como essas não ocorram no resto do Brasil. Desde o começo, foi uma obra mal intencionada, mal planejada.    


“ Nosso maior desafio é recuperar as finanças, é fazer Mato Grosso crescer novamente”

Mauro Mendes é natural de Anápolis (GO), durante seis anos(2007-2012), foi presidente da Federação das Industrias do Estado de Mato Grosso (Fiemt). Em 2012, foi eleito prefeito de Cuiabá  (2013-2016) . Mendes é candidato ao Governo pelo DEM em 2018. Em entrevista ao Jornal Centro-Oeste Popular, falou sobre suas propostas para a população de Mato Grosso, seus desafios, trabalhos a serem realizados como prioridade, caso seja eleito no próximo dia 7 de outubro, entre outros assuntos polêmicos. Confira.

Olho 1- “Um das primeiras medidas que iremos tomar é para equilibrar o caixa do Estado de Mato Grosso, embora que o resultado disso não seja muito de imediato. Mas precisaremos tomar medidas para melhorar a receita”.

Olho 2- “Meu compromisso de lealdade eterna foi feito com minha esposa com quem estou casado há quase 24 anos. Com ele, fizemos um compromisso de quatro anos, quando votamos e quando o apoiamos”

Olho 3- “A saúde sem dúvida é um grande problema dessa administração. Mas um problema que nós acreditamos que com muito trabalho, com muita seriedade vai poder ser mudado essa realidade nos próximos quatro anos”.

Regina Botelho

Da Redação

CO Popular- O senhor vem liderando todas as pesquisas, mas acredita que o pleito possa ser definido em primeiro turno?

Mauro Mendes- Estar liderando as pesquisas é muito bom. Nos da forcas, nos da mais energia e mais vontade de trabalhar muito. Vencer em primeiro turno sempre é positivo. Um custo menor e mais tempo para começar a planejar para trabalhar no próximo ano. Entretanto, é muito cedo ainda para dizer se vamos vencer no primeiro turno. Apesar de muitas pesquisas já sinalizarem nessa direção.

CO Popular- Em caso de segundo turno, tem preferência por Wellington ou Taques?

Mauro Mendes- Se acaso ocorrer um segundo turno, não tenho nenhuma preferência por candidato. Meu debate sempre foi em cima dos problemas e soluções de Mato Grosso. E esse é o nosso foco, não os nossos adversários.

CO Popular- Cite as principais propostas de campanha?

Mauro Mendes- Nossa campanha tem propostas apresentadas para todas as áreas e elas estão elencadas no nosso programa de governo. Mas posso resumir que na saúde, queremos fazer a saúde funcionar. Pagar os municípios em dia, o repasse obrigatório, recuperar a capacidade de atendimento dos hospitais regionais. Aqui na Baixada Cuiabana, concluir o novo pronto socorro, retomar as obras do Hospital Júlio Muller e montar uma central conjunta para compra de medicamentos para os 141 munícipios. Comprar conjuntamente com quantidade, vai reduzir o preço e garantir o fornecimento a todos os municípios de Mato Grosso.

CO Popular- O senhor está sendo alvo de alguns ataques adversários e vem respondendo a altura. Porém, não acha que as propostas foram deixadas de lado?

Mauro Mendes- Lamentavelmente, os nossos adversários estão percebendo essa possibilidade da eleição terminar em primeiro turno com a nossa vitória, que estamos muito na frente, com relação ao segundo colocado e partiram para a baixaria. Em alguns casos, nos estamos respondendo. Mas o nosso foco sempre foi debater Mato Grosso, seus problemas e apresentar alternativas para o futuro de todos nós.

CO Popular- Que análise o senhor faz sobre o cenário político e econômico do Estado?

Mauro Mendes- O Estado de Mato Grosso está literalmente quebrado. Um Estado que não cumpre seu papel. Um Estado que atrasou os salários e que quase sempre por mais de duas décadas pagava no dia 30, passou a pagar no dia 10 e 11. Um Estado que não honra seus compromissos com seus fornecedores. Hoje, quase 100% dos fornecedores estão com seus pagamentos atrasados. Hospitais sem receber, Unidades de Tratamento Intensivo sendo fechadas por falta de pagamentos.

Os municípios não recebem o dinheiro obrigatório da saúde, do transporte escolar, de emendas parlamentares que não foram pagas. Os Poderes tiveram seus duodécimos atrasados. Tudo isso é retrato de um Estado inadimplente daquilo que arrecada, não suportar no mês a despesa corrente. Isso é uma dura realidade. Vejo que o Estado hoje precisa de uma mudança radical, de gestão, uma mudança muito forte na forma de arrecadar e gastar o dinheiro público.

CO Popular- Caso seja eleito, quais serão as primeiras medidas efetivas?

Mauro Mendes- Um das primeiras medidas que iremos tomar é para equilibrar o caixa do Estado, embora que o resultado disso não seja muito de imediato. Mas precisaremos tomar medidas para melhorar a receita, melhorar o ambiente econômico no Estado de Mato Grosso. Fazer com que haja uma melhoria da vontade de se investir no nosso estado.

Hoje muitos empresários que estão aqui, estão desanimando de Mato Grosso devido a alta burocracia, a péssima relação mantida com a Secretaria de Fazenda , a excessiva judicialização para ter a garantido os direitos básicos fundamentais dos contribuintes e dos empreendedores.

Portanto, vamos tomar muitas medidas para que o ambiente econômico, o ambiente de negócio possa melhorar e novamente ter a atividade de outras empresas, mas garantir também que as que estão em Mato Grosso não queriam desistir. Vamos tomar medidas na área da saúde. Vamos fazer um grande planejamento para tirar Mato Grosso dessa dura realidade.

CO Popular- Muitas pessoas sugerem certa traição da parte do senhor, já que o governador foi seu aliado quando o senhor era prefeito. O que dizer para essas pessoas?

Mauro Mendes- Na verdade, o governador e seu grupo tentou usar desse artifício, como se isso fosse capaz de fazer com eu e muitos outros pudessem manter ao seu lado. Ele não tem argumento para dizer que fez um bom mandato e não tem argumento para dizer que foi um bom governador. Por isso, criou-se essa história. Meu compromisso de lealdade eterna foi feito com minha esposa, com quem estou casado há quase 24 anos. Com ele, fizemos um compromisso de quatro anos, quando votamos e quando o apoiamos. Nunca dissemos a ele e a ninguém que um voto durante o processo eleitoral pudesse representar um voto para aquele mandato e para outros que essa pessoa quisesse disputar.

Ele teve oportunidade em quatro anos. Não mostrou trabalho, e por isso não merece nossa confiança e não está merecendo do eleitor. É por isso que grande parte da população rejeita seu mandato e reprova sua administração.

CO Popular- Na sua concepção, quais os maiores desafios do Estado?

Mauro Mendes- O nosso maior desafio é recuperar as finanças do estado. É fazer Mato Grosso crescer novamente, fazer com que aqui seja um território que atraia novos investimentos. Fazer o processo de industrialização, fazer nossa economia voltar a crescer fortemente até como fonte de elevar a arrecadação. Porque elevar a arrecadação, com aumento de impostos, isso é impensável.

Ninguém aguenta mais a elevação de carga tributária. Precisamos arrecadar mais e vamos arrecadar. Precisamos combater a sonegação, tornando o sistema fiscal do estado mais ágil, mais inteligente e aumentando a atividade econômica, como forma de crescer nossa economia e a própria arrecadação. 

CO Popular -Como está sendo a receptividade no interior do Estado, onde os adversários apontam que o senhor não é tão conhecido e teria dificuldades no pleito?

Mauro Mendes- No interior de Mato Grosso temos sido muito bem recebidos. Na grande maioria das cidades, estamos vencendo. Temos pesquisas internas que mostram que praticamente em 135 cidades de Mato Grosso, somos o primeiro colocado nas pesquisas. Nas demais, em apenas sete somos o segundo colocado. Estamos trabalhando muito, mostrando nosso trabalho, mostrando nossa história, nossa experiência prefeito de Cuiabá, tudo aquilo que tivemos oportunidade de fazer, mais acima de tudo aquilo que queremos fazer por Mato Grosso e para os mato-grossenses nos próximos quatro anos.

CO Popular- A saúde se tornou o problema crônico da administração Taques. O que fazer para resolver o problema do setor?

Mauro Mendes- A saúde sem duvida alguma é um grande problema dessa administração. Mas um problema que nós acreditamos que com muito trabalho, com muita seriedade vai poder ser mudado essa realidade nos próximos quatro anos. Vamos investir muito nos hospitais regionais, melhorando as suas infraestruturas. Vamos concluir a obra do Hospital Júlio Muller que tem hoje R$ 90 milhões depositados em conta aguardando essa obra ser retomada há quatro anos e nada foi feito nesse período. Isso é um descanso, um desrespeito com a população e com a saúde dos mato-grossenses. Esse hospital tem 295 leitos e se tivesse funcionando, além de ajudar em muito a saúde iria aliviar o caixa do próprio estado, porque ele vai ser custeado, bancado do seu custeio que um valor muito elevado, com recursos do MEC do governo federal. Ali no novo Hospital Júlio Muller vai funcionar  toda estrutura do curso de Medicina da Universidade Federal de Mato Grosso.

CO Popular- Com relação ao VLT, tem algum projeto para concluir as obras do modal?

Mauro Mendes- O VLT é um grande problema, mas um grande legado difícil deixado pela Copa do Mundo, por irresponsabilidade daqueles que tomaram essa decisão. Entretanto, é um problema que está colocado e que nos últimos anos, na atual administração não foi capaz de encontrar e implementar uma solução adequada. Anunciou várias vezes a retomada da obra. Anunciou várias vezes algum tipo de solução, mas isso era blefe, tudo isso era mentira, nada aconteceu.

Nós estamos pedindo um prazo de até um ano para que possamos estudar todas as soluções que foram desenhadas, criar novas soluções. Fazer uma análise com profundidade de todas elas, debatendo prós e contras. Abrir esse debate com o Ministério Público, com Assembleia, com todos os níveis e todos que possam interessar e ai tomar uma decisão escolhendo qual a melhor alternativa para Mato Grosso, para a Baixada Cuiabana e para todos nós.

CO Popular- E quanto às outras obras da Copa que não foram terminadas, como o senhor pretende proceder?

Mauro Mendes- Hoje em Mato Grosso tem mais de 420 obras paralisadas. Todas elas são importantes. A obra do VLT é importante, obras da Copa paradas em Cuiabá, como a Arquimedes Pereira Lima, os Centros Oficiais de Treinamento (COT) , Córrego 8 de Abril, todas elas são importantes. As escolas que eu vi em Mato Grosso, por exemplo, a 31 de Março no município de Canarana e em tantas outras cidades temos escolas técnicas, EPE de Cáceres, rodovias. Vamos fazer um grande esforço para que no menor espaço de tempo possível, conseguimos retomar todas essas obras e levá-las a sua conclusão.


Nilson Leitão toma vaga de procurador já é o segundo colocado e tem planos para MT assim que chegar ao Senado 

Nilson Leitão toma vaga de procurador já é o segundo colocado e tem planos para MT assim que chegar ao Senado 
Em segundo lugar na pesquisa eleitoral divulgada essa semana, ao cargo de Senador da República no pleito desse ano, em que aparece com 21%,  e conquistando votos inclusive de adversários, como o do ex-governador e atual candidato também ao Senado da Republica Jaime Campos (DEM), o ex-vereador, ex-deputado Estadual, e atual deputado federal pelo PSDB, Nilson Leitão parte para sua missão mais significativa de sua carreira política; a de se chegar ao cargo de senador da república para bem representar Mato Grosso. Experiente no trato político em Brasília, Nilson Leitão ainda é o vice líder da bancada do PSDB no Congresso Nacional, e um dos mais influentes deputados federais, quando o assunto é de interesse nacional. Recentemente por ocasião do impechmat da presidente Dilma, os lideres consultaram o deputado Nilson Leitão sobre a viabilidade ou não quais os impactos para o partido em nível de congresso, o mesmo ocorreu no pedido de impedimento do presidente Michel Temer (PMFB), lá estava Nilson Leitão sendo ouvido e consultado sobre os possíveis desdobramentos para a agremiação partidária. Desde de a era do deputado federal Dante de Oliveira (MDB), (autor de emenda das diretas já, e falecido) e do deputado federal Julio Campos (DEM), que chegou a 1ª secretaria do Senado, ambos na época dos anos 80, Mato Grosso, não tinha tamanha representatividade no cenário nacional como agora. Em nossa redação ele foi entrevistado pela nossa equipe, onde falou de suas propostas, projetos, perspectivas da disputa e ainda qual o seu plano, caso seja eleito senador por Mato Grosso.
COP: Com toda essa bagagem política, experiência, transitou pelas esferas do executivo e legislativo e ainda pela bancada federal em Brasília, por que o senhor quer ser senador? Nilson Leitão : “
Eu vou me basear no serviço prestado na minha historia e no que eu pretendo fazer para o meu estado, então eu não sou um candidato de  um setor só, eu fui vereador , deputado estadual, ajudei a aprovar as leis de incentivos na época de Dante de Oliveira , fui prefeito por oito anos , e como  federal assumi todos os cargos de que um deputado poderia assumir dentro da área parlamentar, fui líder da oposição, da frente parlamentar da agropecuária, sou líder do PSDB na bancada federal fui o deputado que mais apresentou projetos, e nesse mandato único o único de transformou projeto em lei. Coloquei recursos públicos nos 141 municípios de MT. Então eu me sinto pronto e preparado para ser útil  ao meu estado, eu não vou para ser um experimento, ou fazer laboratório, vou lá para produzir e e conseguir fazer um bom mandato para fazer os enfrentamentos que meu estado precisa. Temos muitas questões fundiária  ambientais , temos problemas estruturantes de logística,  que é importantíssima. Eu quero saber por que a UFMT não pode expandir curso fora da sede, como aconteceu no passado. Por que não curso de enfermagem para Alta  Floresta , outra para Confresa, para Juina , Juara, utilizando a estrutura que já tem , por que tem que se esperar tanto anos para ter um prédio para  isso.  Então são debates que eu quero fazer , por que já fiz como prefeito, então eu tenho conhecimento, então a minha pretensão de ser candidato a senador, é justamente por que acredito que eu vou ser, eu não posso negar isso ao meu estado , o que o estado me deu a oportunidade de ser passado por todos esses cargos, eu nao posso agora querer apenas um cargo de deputado federal, com 60 mil votos  seria eleito, eu fiz 127 mil votos , se eu quisesse conforto era candidato a deputado federal, mas não, eu acho que tenho mais  a oferecer como senador serei mais útil ao meu estado”.
COP: O senhor é um homem que conhece MT? Nilson Leitão: “Conheço vem MT, eu debati todos os temas do estado, ninguém enfrentou o temas com eu, temas polêmicos, questão indígena, o primeiro   deputado não foi de MT Fo do Brasil, a instalar um comissão para discutir a demarcação de área de área. Enfrentei questões do licenciamento ambiental , enfrentei questões que muitos não quiseram enfrentar , Ong´s  Ministério Publico Federal , denuncie 14 procuradores da republica , que incitavam  invasão de terra no Brasil e em MT, então eu fui um deputado, então eu fui um deputado que não sendo  que não sendo proprietário rural eu defendi o setor como poucos”. 
COP: “É por que existe uma preocupação da baixada em razão do senhor ser eleito vai trabalhar pelo norte, e esquecer a baixada cuiabana? Nilson Leitão: “Trato com tranquilidade por que eu defendi meu estado , a partir do momento que eu resolvo problema de logística, a ferrovia vai chegar primeiro a VG e em Cuiabá, então em quanto se discuti a ferrogrão que eu também quero eu sai de Sinop até Miritituba, tá discutindo a FICO  que vai sair de Água Boa até Goiás, eu também quero discutir a ALL até Cuiabá e descendo a BR 163 até Sinop  a encontrar a Ferrogrão, para levar os insumos e trazer nossa produção, então são temas que eu tenho conhecimento, eu sei que precisa expandir as  nossas universidades, eu sei também e trabalhei para isso para acontecer a concessão do aeroporto aqui em VG, que vai transformar num grande negocio de geração de empregos, e vai concessionar  mais  quatro aeroportos no estado, então qualquer tema eu preparado para discutir e levantar bandeira , me preparei para isso e tenho conhecimento do meu estado como um todo. Eu sei a necessidade do Araguaia, dos Sul do Estado, da região Noroeste, eu sei a necessidade da região Norte”.
COP: Que propostas o senhor tem para desenvolver o Araguaia que é o vale dos esquecidos, e aqui na baixada problema da industrialização da geração de emprego? Nilson Leitão; “A industria é sempre bem vinda e muito importante, mas eu acho por exemplo que a baixada eu tenho discutido isso, a baixada cuiabana inteira  ela tem mão de obra, tem clima , água em abundância por ter o rio Cuiabá, mas praticamente tudo que se consome no prato de comida na baixada , vem de outros estados, então nos temos que investir no pequeno produtor fazer com que o hortifrutigranjeiros que produz, o pimentão , o alface a banana, a nos precisamos fazer com que esse fomento aconteça aqui, e com isso maior vai enriquecer todo esse cinturão que existe em volta da baixada, do estorno e vai trazer dinheiro para a cidade, ali vai girar o comercio, a ferrovia chegando até aqui vai chegar os insumos mais baratos temos algodão, couro tanta coisa para desenvolver. Agora precisa de programa de incentivo esse projeto eu tenho na câmara federal, para incentivar o pequeno que é o “Agente Comunitário da Terra”, é um programa tá pronto para ir ao plenário, é uma PEC, onde você constrói aí um ambiente de extensão rural, você sai desse modelo um pouco arcaico e traz para a modernização para capacitar e incentivar e comercializar o produto, que tinha ser produzido aqui, esse é um ponto. No Araguaia, os temas estruturantes que eu já debato já está ajudando, na hora que se tiver segurança jurídica, e o direito de propriedade assegurado  ao pequeno ao médio e ao grande, ao índio , ao branco ao negro sem precisar fazer distinção no limite de cada, automaticamente você vai um estado se desenvolver. O Estado tem problemas por que discute conflitos. O Estado tem que parar de discutir conflitos, e discutir desenvolvimento e empregos”. COP: O senhor sabe que o grande sonho da baixada é a ferrovia que está em parada em Rondonópolis, qual é a articulação? Nilson Leitão; “A articulação está feita. O que se tem fazer é aumentar a concessão da malha paulista que a ferrovia ela sai de São Paulo, quando ela chega a Rondonópolis para ter esse investimento até Cuiabá, precisa de dinheiro, quem vai ter esse dinheiro? O dono da ferrovia, que vence a concessão dela em 2027, ele precisa ampliar para 2057, para que ela possa ter 30 anos de prazo para  recuperar o dinheiro que ele quer investir, aqui em MT, isso já está na Agencia Nacional de Transporte, pronto para ser autorizado, autorizado começa as obras  de  Rondonópolis para cá”.
COP: O senhor tem alguma coisa contra os movimentos sociais, sindicato dos trabalhadores, Ong´s quilombola indígena   ? Nilson leitão; “Eu tenho contra Ong picareta, alias denunciei todas elas não tem nada contra  alias eu tenho declaração de votos. Quem não quer deixar as minorias chegar a classe política são as organizações não governamentais, que utilizam o índio  as minorias para buscar dinheiro internacionais para viver bem, nas viver bem para ele não para índio. Eles não ajudaram ninguém aumentaram as mortes no Brasil mas de 170% , e de cada 100 índios mortos  40 são crianças de 1 a 5 anos de idade. As organizações não cuidaram do índio, usaram a fotografia dele, o quadro bonito do índio para buscar dinheiro para eles, mas não chegou para educação e saúde indígena”.
COP: Alias  nessa semana o senhor recebeu apoio de uma liderança indigena?  Nilson Leitão; “De várias mais de 30 lideranças do Xingú, da região Norte, da região do Kaiabi,  vários declaram apoio por que sabem de minha luta, eu quero que elas produzam, que tenham direito a dignidade. Esse é o meu enfretamento com as Ong´s, que quer deixar o índio tutelado, no canto dele dependendo da caça e da pesca e bolsa família. Eu quero que o índio , explore o minério , possa plantar e colher, explorar o agronegócio , o turismo ecológico”.
COP: Como conciliar com o agronegócio? Nilson Leitão; “Não tem nem um problema, uma coisa não atrapalha não tem nem um boletim de ocorrência no pais que algum produtor rural invadiu área indígena, não existe isso.
COP: Mas e em Campo Novo dos Pareci existe, entraram na área deles? Nilson Leitão; Não entraram, os índios Parceis já fazem parcerias com a produção há muito tempo , com em Primavera do Leste. Eles querem parcerias só que a FUNAI, não quer autorizar por que é a lei que nos queremos  fazer é isso. Produzir em parcerias, eles que ganhar dinheiro é um ser humano como qualquer outro, por que eles tem que viver dependente dos outros. Pode ter a vida própria como aconteceu nos Estados Unidos, no Canadá , Australia no mundo inteiro quando se deu a liberdade para poder produzir, todos os cassinos de Vegas são terras indígenas que hoje eles ganham dinheiro com a arredamentos. Por que índio pode manter a sua cultura, paralelo a isso eu propus a criação da primeira universidade indígena em MT, para que possa manter a  sua cultura. Quem tem que decidir  o que o índio quer, é o próprio índio”.
COP: Como o senhor está avaliando as ultimas pesquisas? Nilson Leião; “Pesquisa agora é movimentação do eleitor, começou os programas eleitorais, todos começam a assistir, a estruturação de campanha de cada um, mas vai passar a valer a partir dessa semana. É que vai ficar clareado de fato, por enquanto é um baralho na cabeça de todo mundo. É  aquela história vá mostra o trabalho de cada um , o eleitor vai começar a se concentrar nessa eleição, até lá uma guerra de rede social e de informação e desinformação”.
COP: O senhor teve um desconforto com a ex-juíza Selma o que ficou de farpas? Nilson leitão; “Nem a convidei para entrar e nem a convidei para sair, ela decidiu criar situação por que ela quer ser a anti política, não dá para ser anti política fazendo política,  você tem que escolher, ela segue o caminho dela eu sigo o meu não a conhecia,  a conheci agora no período eleitoral, então  eu decidi ser candidato pela minha historia e pela minha intenção, e não dependendo de outro candidato, eu estou muito tranquilo com isso, é pagina virada”.
COP – Como o senhor trabalha a sua campanha com essa rejeição em cima do candidato Pedro Taques? Nilson Leitão;
Se você tem um candidato a governador liderando as pesquisas, é mais fácil trabalhar e mais tranquilo, mas eu não sou companheiro só para a hora da festa, sou companheiro para a hora da briga, faço parte do partido durante toda minha vida nunca mudei de partido, to no mesmo partido há 26 anos, eu já tive alegria  com Dante as tristezas depois as tristezas do meu partido que foi abandonado por mais de 80 prefeitos, reconstruí o partido nos temos mais de 40 prefeito,  mais de 20 vice prefeito , mais de 200 vereadores,  que isso nunca atrapalhou a minha ascensão que esta acontecendo diante disso tudo, e agora nessa campanha está desgastado aqui ou qualquer lugar do Brasil , não é só em MT. E o governador Pedro Taques está npo poder , e vai ter que explicar aquilo que fez e aquilo que não fez. Eu não tenho nem uma dificuldade de enfrentar e eu acho que isso faz parte, eu não posso olhar só a parte cheia do copo, eu tenho que olhar a parte vazia e caminhar  para o futuro”.
COP – O que se observa nessa disputa, é que a oposição pegou  os vários blocos de problemas, achando que ele iria resolver tudo em 4 anos, acha que essa foram de fazer campanha está ultrapassada ou é o momento que o Brasil vive? Nilson Leitão; “Se a comunicação do governo conseguir explicar que essa carga pesada, não foi criada  por ele, ele está amais para mecânico que piloto para dirigir a maquina, então ele é um mecânico tá todo dia consertando, que foi destruída. Se ele conseguir fazer essa comunicação ele vai sim chegar no ouvido do eleitor, ele é muito inteligente, ele consegue observar essa leitura, ele está intolerante, quer novidade, inovação, até o final da campanha dá tempo para fazer isso. A mensagem ela é bem feita quando ela é bem objetiva curta e objetiva, as pessoas entendem, o importante não é o que você fala, o importante é o que as pessoas vão entender,  e tem que falar tem que se comunicar bem para isso.
COP – E  esse azedo ocorrido com a Assembléia Legislativa, que ficou  com boa parte dos deputados, eram aliados de primeira hora, e viraram o jogo depois? Nilson Leitão; “O governador Pedro Taques ele não entrou no governo, e todo mundo que elegeu ele, pensando que seria um político para agradar os políticos. Ele entrou para consertar o eleitor votou nele mais como justiceiro que como governador. Então ele está cumprindo o papel, quem não compreendeu não vai  ficar satisfeito, mas é uma transição que o Brasil e MT passa, com certeza a gente só vai saber de fato quem tá certo e está errado nesse episodio  depois que passar. As vezes o certo perde as vezes o errado ganham e vice versa”.
COP – O grupo prefere segundo turno com quem? Nilson Leitão; “Nos não podemos escolher adversários, o eleitor é quem vai escolher é o que for escolhido para o segundo turno, a gente vai disputar”.
COP – E essa proposta sua para mudar a composição do congresso? Nilson Leitão; “ E importante falar de uma proposta da redução da máquina publica, é importante para esse momento, é o grande momento que o Brasil precisa viver de reduzir essa maquina. Como se reduz, começa pela nossa casa que trabalho, reduzimos de 81 senadores para 54, de 503 deputados para 395, e de 1059 deputados estaduais, para 804. São 400 cadeiras a menos e que vai impactar em 5 bilhões na economia em 4 anos, a PEC já está rondando  já tem mais de 200 assinaturas de deputados e deputadas, com 308 votos aprova-se a PEC. Eu espero como senador continuar trabalhando nisso, por que eu quero avançar nesses tempos, eu quero cortar mesmo, inclusive proibindo o uso de dinheiro publico para lançamento de obras no Brasil, prefeituras estados e união, lançam mais sem usar dinheiro publico.
COP – Corajosa essa proposta sua? Nilson Leitão; “ Todas elas são para cortar na carne de fato, tanto no judiciário executivo e legislativo. Unificar alguns órgãos que fazem o mesmo trabalho similar por que o Ibama tem quer um grande  prédio , Sema outro, Secretaria Municipal do Meio Ambiente outro, por que não unifica o trabalho dos órgãos ambientais, num lugar só  e podem fazer realmente um trabalho  que seja mais propositivo e eficiente para cada setor, então são varias coisas que se pode fazer para reduzir o tamanho da maquina”.
COP- Centro Oeste Popular agradece pela entrevista? Nilson Leitão; “Obrigado a todos da equipe e  parabéns pelo trabalho”.

Animado com a disputa eleitoral Taques se prepara para a fase final de campanha e aguarda o segundo turno eleitoral 

 
 
Em segundo lugar na pesquisa eleitoral de vários institutos, em até dez por cento da  consulta eleitoral, e na disputa e buscando a  reeleição pelo governo nesse ano, está o atual Governador do Estado Pedro Taques (PSDB), ele ainda enfrenta alta rejeição do eleitorado, entre 40% e 45%, sobre tudo entre o funcionalismo publico estadual, mas afirma que faz parte da disputa. Esses os principais sintomas negativos que pesam contra seu projeto de reeleição, sem falar nas pesadas criticas que vem recebendo de todos os lados dos adversários, sindicalistas, lideranças políticas que já foram aliadas, e até do Ministério Publico, que o acusam de ter sido ineficiente quanto a gestão da máquina publica estadual, além é claro de “fogo pesado”, que vem recebendo dos Deputados na Assembléia  Legislativa. O fogo dos ex-aliados é tanto, que recentemente Deputados tentaram abrir uma Comissão Parlamentar de Inquérito, para investigar o Governador no episódio “Granpolândia Pantaneira”, não deu certo,  e acabaram tropeçando na própria esteira que conduz o legislativo estadual. E a CPI acabou indo para o ralo. Mas  recentemente outro episódio, quanto as cirurgias das cataratas , no qual o Ministério Publico, acusa o governo de pagar por cirurgias, e não realiza-las. Tudo Isso, em pleno período eleitoral.   A oposição esbravejou, criticou , protestou, mas não deu em nada, o café foi pequeno para bancar, frente a tantas e muitas  realizações do atual governo. Para ele seu principal adversário o ex-prefeito de Cuiabá Mauro Mendes tem que falar a verdade a população, e não esconder que foi sócio de Silval Barbosa, não resolveu o problema da saúde na capital, e explicar aos documentos fraudados com Silval, junto a Justiça do Trabalho, e ainda por que faliu a sua empresa deixando mais 800 pais de famílias passando fome. Apostando em novo cenário a partir do horário eleitoral, Pedro Taques está otimista com a disputa, e diz que o eleitor está começando a observar, que com o seu governo é mais segurança, que se aventurar com um grupo se entitula “novo”. Foi com essa observação, cenário  e  pespectiva positiva, que ele recebeu a equipe de reportagem do Centro Oeste Popular para uma entrevista, em seu quartel general de campanha no bairro Goiabeiras.
COP – Quais são as propostas de campanha? Pedro Taques- “Agora eu e o Estado de MT, estamos com a casa arrumada nos precisamos seguir em frente nos criamos um ambiente negocial no Estado a receber mais investimentos, MT  é um dos cinco estado brasileiros que mais receberam investimentos, e qual a importância disso, dessa ambiência negocial. Nós melhoramos a SEMA, a SEMA que demorava 600 dias para expedir uma licença ambiental, hoje 90 e 97 dias de média é um dos melhores prazos do Brasil inteiro. A secretaria está descentralizadas, eram 20 município hoje são 60 , com a capacidade de fazer licença ambientais, isso cria essa ambiência propicia a atrair investimentos, veja que a Secretaria de Desenvolvimento Econômico da mesma forma, nos temos uma nova lei do PRODEIC, essa nova lei vai propiciar que o Estado atraia esses investimentos sem extorquir o empresário, como era feita na administração do PMDB, que quer voltar a governar MT , vendendo incentivos fiscais, cobrando propina para manter incentivos fiscais, tudo isso afastou muitos investimentos de MT  a própria Secretaria de Fazenda  ela já tem sistema  independente de aumentar impostos, e nos não aumentamos impostos a Secretaria de Fazenda esta arrecadando mais , por que nos aumentamos a base de arrecadação. Isto tudo cria essa possibilidade de recebimento de mais incentivos fiscais. Esse é um ponto”. 
COP: É na educação?Pedro Taques: “Na educação nos queremos continuar com as escolas em tempo integral, MT não tinha nem ma escola integral, hoje nos temos 40 escolas, 40 unidades em tempo integral. A qual a sua importância? Ela melhora a pro eficiência em português, matemática , ela diminui a evasão escolar e também ao redor dela. A minha deia é chegar a mais 100 escolas em tempo integral. Hoje Os profissionais da educação de MT, os 40 mil profissionais de educação, ele recebem o 3º melhor salário do Brasil. Isso para mim é motivo de orgulho, eu não estou pensando nas próximas eleições e sim nas  futuras gerações, que serão melhor preparados par o futuro que se avizinha. Esse é um ponto importante que eu queria ressaltar”.
COP: Algumas pessoas condenaram a sua política de educação? Pedro Taques: “ Algumas pessoas dizem  que eu teria errado, por exemplo o candidato Mauro Mendes (DEM) diz que eu teria errado ao garantir o aumento salarial para os professores. Eu quero dizer que vou a manter os ganhos salariais da lei 510, da administração passada, por que foi um acordo com o SINTEP, além desses 40% de aumento,  nos melhoramos todos os   indicadores graças as ações que foram tomadas e a esses 40 mil profissionais da educação. Aumentar o número escolas em tempo integral, aumentar o numero escolas militares, MT tinha apenas uma escola militar, MT tem hoje 8 escolas militares, terminaremos o ano com 12 escolas militares, eu quero a 40 escolas militares na próxima gestão, por tanto se você melhorar a escola em tempo integral, já são quase 10 alunos nas escolas integral, 2.500 nas escolas militares, aumentamos o médiotec de 7500 mil para 15.000 mil alunos. Isto prepara o cidadão para um outro momento da nossa historia, nos alfabetizamos quase 20 mil pessoas nesse programa de alfabetização chamado Muxirum da Educação, eu quero continuar alfabetizar aqueles acima de 15 anos, para que tenhamos um estado livre do analfabetismo. Por tanto avançamos muito na educação, e precisamos num segundo mandato precisamos reformar mais escolas, MT tem 765 escolas entregamos 39 escolas, reformamos  150 e faltam reformar mais 400 escolas. É lógico que não deu para fazer tudo, em razão da crise econômica pela qual passamos”.
COP: O que o senhor pontua que não deu tempo de fazer? Pedro Taques: “Não deu tempo por que não teve dinheiro pra fazer, na educação precisamos reformar maias escolas, e não teve dinheiro para que isso ocorresse”.
COP: Como o senhor avalia as últimas pesquisas? Pedro Taques- “Pesquisa eu recebo com humildade é um retrato desse momento, mas agora que o cidadão tomando conhecimento  do que estamos fazendo, nós temos a certeza que ganharemos a eleição, por que o cidadão começa agora imaginar o que foi feito, fazer a reflexão e começa a decidir. Eu tenho um amigo  que diz o seguinte que o cidadão começa a decidir depois da parada, da parada de sete de setembro. E essa eleição vai ser diferente é uma eleição diferente, ela é muito curta, o cidadão vai deixar para decidir nos últimos dias, e nós temos a certeza que o cidadão vaio fazer uma reflexão , e vai caminhar conosco para MT seguir em frente.
COP: Gostaria de enfrentar quem o Mauro o próprio Welington, que está atrás na pesquisa? Pedro Taques: “Quem desejar ser governador de MT não escolhe adversários, quero continuar administra MT e isso nós continuaremos. Uma coisa é certa, do lado de lá estão todos os políticos, por exemplo Julio Campos , Bezerra, Silval Barbosa estão para o lado de lá, todos eles estão com Mauro Mendes, e o cidadão vai ter que analisar e decidir, se quer seguir em frente ou voltar ao passados. Por que esses políticos estão todos pro lado de lá? Eu não faço acordo escusos com esses políticos, eu não faço maracutaia daí esses políticos não estão comigo. Isso significa que eu tirei leitinho dos que mamavam as custas do Estado”.
COP; E agora tentam voltar e não vão voltar ? “Tentam voltar se não tenho certeza que não voltarão por que ganharemos a eleição”.
E a novela do VLT por que não andou no seu governo? Pedro Taques: “Não conclui por que Silval Barbosa recebeu dinheiro do consórcio, a empresa que está construindo o VLT, aliás o VLT é um dos erros históricos de MT, isso é importante , alias a copa do mundo foi um dos erros históricos de MT, eu não escolhi a copa do mundo em Cuiabá, eu não escolhi o VLT. Nos só não concluímos  o projeto VLT, por que em março de 2017 , houve a “operação descarrilho”, e se demonstrou  que Silval Barbosa recebeu dinheiro do consorcio, aí nós tivemos que romper com o consorcio e agora temos um processo de chamamento de novas empresas, agora nos teremos dificuldades, falar que vai terminar a obra em um ano, é mentir para o cidadão. Estou falando a verdade. Agora imagine quem era prefeito de Cuiabá, no início das obras do VLT? Mauro Mendes, que foi omisso nas obras do VLT, por que? Emanuel Pinheiro quando assumiu a prefeitura baixou um decreto, dizendo o seguinte; todas as obras do governo no município precisa ter concordância da prefeitura. O Mauro não fez isso, ele ficou omisso, busca na internet alguma manifestação em contrária
 do VLT , ou alguma fiscalização do Mauro Mendes, isso mostra que ele foi omisso em relação ao VLT.
COP: como o senhor analisa o início da campanha? Pedro Taques: “é uma campanha diferenciada, a maior demonstração que eu não fiz caixa 2 de campanha, que eu não roubei na administração,  é a nossa campanha é a maias simples de todas. Imagine um governador que vai a reeleição, algumas pessoas perguntam mais voçe não fez caixa de campanha? Não fiz não cobrei empresário , não estorquí empresário, eu quero fazer uma campanha falando diretamente para o cidadão. É a demonstração da lisura da honestidade de nosso governo.
COP: Um ponto difícil na sua gestão foi justamente a saúde, teve mais erros que acertos na sua opinião? Pedro Taques: “ A saúde ainda não está bem, mas ela nunca esteve tão bem como agora, por que nós tivemos avanços na saúde. Agora nos estamos sofrendo do as consequências do descaso do passado, há 30 anos não se constrói um hospital público no estado, e nossa administração um compromisso de campanha, no primeiro ano , lançamos as obras do Hospital e Pronto Socorro de Cuiabá, junto com o município, que atenderá 45% de  pacientes do interior. Nós já desembolsamos 50 milhões de reais para a construção e 82 milhões para equipar o hospital. A saúde será resolvida com esse hospital não? Mas nós vamos ter avanços. Há 30 anos não constrói  um hospital público, nós temos um hospital central parado, desde de o governo Júlio Campos , nem um governador teve a coragem de dar início ás obras do hospital central, nele foi construído  o CRIDAC – Centro de Reabilitação Integrado Dom Aquino Correia, nesse novo prédio vai atender 4 mil pessoas ao mês, os equipamentos já estão sendo montados, dinheiro que nós recuperamos da corrupção 12 milhões recuperados. Ainda na saúde, a UPA DO Pascoal Ramos na região Sul ela só funciona por que o governo do Estado desembolsa 350 mil por mês para funcionamento daquela Unidade de Pronto Atendimento. O São Benedito em Cuiabá, ele começou a funcionar em agosto de 2015, no primeiro ano de nossa administração. Nós  salvamos a administração do prefeito Mauro Mendes em relação a saúde , por que? em 2013 2014 vivia um caos com a greve dos médicos com 53 dias de greve, e o Mauro Mendes não deu jeito de resolver a saúde, ele começa a melhorar a saúde em Cuiabá, quando nós juntos com a união federal, começamos a investir no hospital São Benedito, em 2015 em Cuiabá  só  a união federal e o Estado de MT investiram no Hospital São Benedito, não na reforma mas no custeio. 2016 inteiro só a união e o Estado investiram , e o ex-prefeito de Cuiabá ficou com a vantagem de teria investido no S. Benedito, o estado e união é que fizemos o São Benedito funcionar, aí começa a melhorar a saúde Cuiabá.
COP: o Estado ajuda VG na saúde? Pedro Taques: “ houve ajuda e ainda há   
Varzea Grande, o Pronto Socorro só funciona, por que o Estado está junto com o município. Inicialmente eram 168 mil reais ao mês de repasse, depois passamos para 650 mil depois para 1.350 milhão  por mês. Vou repetir; o pronto socorro de VG só funciona, atendendo 40 45% do interior, por que na nossa administração nós e que fizemos os investimentos necessários para o custeio do Pronto Socorro de VG. A UPA de VG ela só foi aberta por que durante 6 meses o governo do Estado desembolsou 650 mil de reais para que a UPA funcionasse, o município só entrou com o pessoal mas o custeio foi o Pedro Taques e agora 350 mil reais ao mês para manutenção da UPA do IPASE em VG, lá ainda estamos com o Hospital Metropolitano de 20 a 230   cirurgia bariátrica ao mês, portanto tivemos avanço. Há 15 anos MT não fazia transplante renal, estamos trabalhando há muito tempo para isso, e agora recebemos autorização da união para  o transplante  renal, e recebemos autorização da união , e vai fazer cirurgia de transplante renal no Hospital Santa Rosa. Alem disso aumentamos o numero de UTIs em MT, temos 529 UTIs, dessas 204 o Estado que banca, que investiu nessas 204 UTIs a mais. Em Rondonópolis eram 31 hoje são 71 , no estado todo 204 novas TUIs”.
COP: O senhor também tem recebido criticas de seus adversários, afirmando que o senhor não soube gerir o Estado, como o senhor responde a isso? Pedro Taques: “Criticas faz parte da democracia, 
quem não quiser criticas não entra na  política vai ser fotografo jornalista, agora esses meus adversários não tem moral para me criticar, veja o candidato Mauro Mendes, ele deixou de contribuir com  estado, pagar  impostos com incentivos fiscais no valor total de 90 milhões  de reais, daria para construir um hospital regional, eu defendo o incentivo fiscal, sou favorável , mas não incentivo fiscal  para amiguinhos do rei, como é o caso de Mauro Mendes. 90 milhões de reais ele deixou de contribuir, além disso, ele quebrou uma empresa com incentivos fiscais. A empresa dele está quebrada, ele tem centena de credores no Estado e fora do Estado, mais de 900 trabalhadores que ele não paga,deixa passando fome, por tanto ele não tem moral para falar da minha administração. Além disso, ele é quebrado na pessoa jurídica e milhonário na pessoa física. Como isso é possível ser milhonário na pessoa física e quebrado na pessoa  jurídica, por que não vende um pouco de patrimônio dele para pagar os trabalhadores que estão passando fome e os credores dele”.
COP: Mas ele anunciou ontem que pagou metade da divida, para rescindir a falência? Pedro Taques: “Nós temos que ver a decisão do poder judiciário, agora na véspera da campanha me parece algo estranho”.
COP: Ele , Mauro Mendes, é esmo sócio do Silval Barbosa? “Ele mesmo reconheceu que é sócio do Silval Barbosa, ele mesmo  reconheceu em um programa foi sócio por um determinando momento, ou do Silval ou do irmão do Silval, que era laranja do Silval. Como MT vai ter um candidato ao governo, sócio do governador que roubava por prazer. O Irmão do Silval não passa de um laranja dele, o Silval”.
COP: O senhor acredita que tenha um grupo político, ou alguns políticos , tentando prejudicar a sua imagem nesse episodio da grampolândia? Pedro Taques; “Não podem me acusar de ser ladrão ou corrupto, eu não sou ladrão  nem corrupto. E ai tentam inventar coisas em relação a minha pessoa, eu não mandei fazer nada ilegal, não fiz, inclusive eu pedi que fosse investigado pelo  Superior  Tribunal de Justiça (STJ)”.
 
COP: É verdade que Mauro Mendes até afastou juízes? Pedro Taques: “A coisa mais difícil que existe no Brasil é afastar juízes, o Mauro Mendes já afastou dois juízes da Justiça do Trabalho. Um por que ele tentou fraudar uma  execução na compra de um apartamento, a juíza que esposa do Pascoal, o principal assessor dele, foi afastada aposentada em razão da fraude que Mauro Mendes fez na execução. E ele coseguiu afastar outro juiz por fraude, por que ele tentou junto com Silval Barbosa comprar um garimpo e falsificar documentos na execução da Justiça  Trabalho. Um cidadão que é sócio do Silval, cidadão que tenta fraudar a justiça e em razão dessa fraude dois juízes foram aposentados, já está quase merecendo musica no fantástico”.
COP: Governador qual a sua postura em relação a PEC do teto dos gastos era necessária? Eu quem apresentei a PEC do teto, por tanto sou favorável, é necessária, a emenda foi aprovada no ano passado, a emenda limita gastos aos poderes, por tanto  sou totalmente favorável”.
COP: O deputado Botelho disse que a AL deve derrubar o parcelamento de dividas  do Estado, via decreto do Legislativo? Pedro Taques: “Ontem ou hoje,  o Tribunal de Cotas do Estado, através do conselheiro Izaías, reconheceu que o decerto é legal. O acórdão já foi publicado de que o decreto é legal, aí Assembléia tem independência, mas o Tribunal de Contas reconheceu a legalidade do decreto”.
 COP: Essa  gestão vai encerrar o ano devendo os poderes? Pedro Taques: “Veja MT tinha duodécimo com os poderes que foram resolvidos na emenda constitucional do teto. Essa estabelece  que a partir de 2018, o excesso de arrecadação do Estado vai ser para pagar os poderes, isso foi pactuado com os poderes, isso esta acordado, o que devíamos aos poderes já foi acertado na emenda constitucional”.
COP: O que houve no pagamento no mês em que 3% dos servidores ficaram sem receber? Pedro Taques: “ Em razão do processamento do pagamento, eu reconheço isso 3% ou 4% dos servidores, por que o numero de servidores nos que inicialmente o pagamento ontem e terminou hoje as 14 horas, 3% ou 4%”.
COP: O senhor termina a gestão com os salários em dia, pagamento no mês?Pedro Taques: “MT a constituição estadual estabelece até o dia 10 a possibilidade de pagamento, nos passamos para até o dia 10 em razão da necessidade de fluxo de caixa, por que são nos dias 8 e 9 que o estão arrecada mais, por isso no dia 9 e dia 10. Isso é importante que seja dito os servidores estão recebendo a cada 30 dias , o meu desejo é recuar para dentro do mês  trabalhado, agora falar que vai fazer isso no mês de janeiro não é verdade”.
COP: Caravana da Transformação, como o senhor viu a movimento do GAECO na secretaria de saúde recolhendo documentos ouvindo secretários? Pedro Taques: “A caravana da transformação começou em junho de 2016, nos percorremos 141 municípios  em 14 edições da caravana, a cada edição protocolávamos um oficio no Ministério  Publico pedindo fiscalização. Acabava a edição cada uma delas, nos dávamos o retorno do que tinha feito, pago , quantas cirurgias, fizemos em todas as edições da caravana. 350 mil pessoas passaram pela caravana, 10% da população de MT, quase 70 mil cirurgia oftamológica foram realizadas. Agora há 30 dias  da eleição, o Ministério Publico recebeu denuncia que nove pessoas, elas teriam dito em depoimento essas nove, uma delas não teria feito os dois olhos, outra não fez a cirurgia, e o Estado , o MP desconfia      que o Estado teria pago o que não foi feito. Nos demonstramos que os nove pacientes, o Estado pagou um dos olhos ou só pagou a consulta e o exames. O Estado demonstrou a lisura da caravana, demonstrou a licitude , algumas pessoas não querem a caravana, por que ela chega no cidadão mais humilde e simples. Enquanto eu for governador de MT não acaba a caravana da transformação”.
COP: Então o senhor achou um exagero essa observação implacável em cima da caravana? Pedro Taques: “Não quero julgar que é um exagero ou não , o que estou dizendo que o fato não é verdadeiro”.
COP:Em caso de novo mandato , o senhor pretende mudar o estilo de governo, ouvindo os aliados,  fazer uma gestão mais política que técnica: Pedro Taques: “Eu não vou ouvir determinadas pessoas , o cidadão pode ficar tranquilos os políticos que fizeram com que MT chegasse na crise que os nos encontramos o Estado, esses eu continuar sem ouvir, vou ouvir o cidadão no dialogo como faço. Político antigo Julio Campos, Silval Barbosa, Chico Daltro que está para o lado de lá , não quero ouvir nem pelo rádio”.
COP: Como analisa os últimos episodio com a juíza Selma, o senhor até tentou  apaziguar a situação mas parece que se tornou uma briga pessoal entre o dois. Pedro Taques: “Eu tentei conciliar os dois em razão do tempo, não teve condições e ela buscou a justiça, eu desejo a ela que tenha sorte na sua caminhada, não me cabe desejar mal a quem quer que seja.
COP: Pedro Taques se o senhor não for eleito o que pretende fazer profissionalmente? Pedro Taques: “Eu não trabalho com possibilidades nos ganharemos essas eleições, a certeza é o que vemos na rua, agora que ele começa a fazer  a reflexão. O quadro a minha rejeição está caindo, é uma rejeição administração de pessoas que não sabem o que fiz, e agora o programa eleitoral está dando conta disso”.
COP: Obrigado pela entrevista Governador? Obrigado eu e parabéns pelo trabalho da equipe”

Animado com a disputa eleitoral Taques se prepara para a fase final de campanha e aguarda o segundo turno eleitoral 

 
 
Em segundo lugar na pesquisa eleitoral de vários institutos, em até dez por cento da  consulta eleitoral, e na disputa e buscando a  reeleição pelo governo nesse ano, está o atual Governador do Estado Pedro Taques (PSDB), ele ainda enfrenta alta rejeição do eleitorado, entre 40% e 45%, sobre tudo entre o funcionalismo publico estadual, mas afirma que faz parte da disputa. Esses os principais sintomas negativos que pesam contra seu projeto de reeleição, sem falar nas pesadas criticas que vem recebendo de todos os lados dos adversários, sindicalistas, lideranças políticas que já foram aliadas, e até do Ministério Publico, que o acusam de ter sido ineficiente quanto a gestão da máquina publica estadual, além é claro de “fogo pesado”, que vem recebendo dos Deputados na Assembléia  Legislativa. O fogo dos ex-aliados é tanto, que recentemente Deputados tentaram abrir uma Comissão Parlamentar de Inquérito, para investigar o Governador no episódio “Granpolândia Pantaneira”, não deu certo,  e acabaram tropeçando na própria esteira que conduz o legislativo estadual. E a CPI acabou indo para o ralo. Mas  recentemente outro episódio, quanto as cirurgias das cataratas , no qual o Ministério Publico, acusa o governo de pagar por cirurgias, e não realiza-las. Tudo Isso, em pleno período eleitoral.   A oposição esbravejou, criticou , protestou, mas não deu em nada, o café foi pequeno para bancar, frente a tantas e muitas  realizações do atual governo. Para ele seu principal adversário o ex-prefeito de Cuiabá Mauro Mendes tem que falar a verdade a população, e não esconder que foi sócio de Silval Barbosa, não resolveu o problema da saúde na capital, e explicar aos documentos fraudados com Silval, junto a Justiça do Trabalho, e ainda por que faliu a sua empresa deixando mais 800 pais de famílias passando fome. Apostando em novo cenário a partir do horário eleitoral, Pedro Taques está otimista com a disputa, e diz que o eleitor está começando a observar, que com o seu governo é mais segurança, que se aventurar com um grupo se entitula “novo”. Foi com essa observação, cenário  e  pespectiva positiva, que ele recebeu a equipe de reportagem do Centro Oeste Popular para uma entrevista, em seu quartel general de campanha no bairro Goiabeiras.
COP – Quais são as propostas de campanha? Pedro Taques- “Agora eu e o Estado de MT, estamos com a casa arrumada nos precisamos seguir em frente nos criamos um ambiente negocial no Estado a receber mais investimentos, MT  é um dos cinco estado brasileiros que mais receberam investimentos, e qual a importância disso, dessa ambiência negocial. Nós melhoramos a SEMA, a SEMA que demorava 600 dias para expedir uma licença ambiental, hoje 90 e 97 dias de média é um dos melhores prazos do Brasil inteiro. A secretaria está descentralizadas, eram 20 município hoje são 60 , com a capacidade de fazer licença ambientais, isso cria essa ambiência propicia a atrair investimentos, veja que a Secretaria de Desenvolvimento Econômico da mesma forma, nos temos uma nova lei do PRODEIC, essa nova lei vai propiciar que o Estado atraia esses investimentos sem extorquir o empresário, como era feita na administração do PMDB, que quer voltar a governar MT , vendendo incentivos fiscais, cobrando propina para manter incentivos fiscais, tudo isso afastou muitos investimentos de MT  a própria Secretaria de Fazenda  ela já tem sistema  independente de aumentar impostos, e nos não aumentamos impostos a Secretaria de Fazenda esta arrecadando mais , por que nos aumentamos a base de arrecadação. Isto tudo cria essa possibilidade de recebimento de mais incentivos fiscais. Esse é um ponto”. 
COP: É na educação?Pedro Taques: “Na educação nos queremos continuar com as escolas em tempo integral, MT não tinha nem ma escola integral, hoje nos temos 40 escolas, 40 unidades em tempo integral. A qual a sua importância? Ela melhora a pro eficiência em português, matemática , ela diminui a evasão escolar e também ao redor dela. A minha deia é chegar a mais 100 escolas em tempo integral. Hoje Os profissionais da educação de MT, os 40 mil profissionais de educação, ele recebem o 3º melhor salário do Brasil. Isso para mim é motivo de orgulho, eu não estou pensando nas próximas eleições e sim nas  futuras gerações, que serão melhor preparados par o futuro que se avizinha. Esse é um ponto importante que eu queria ressaltar”.
COP: Algumas pessoas condenaram a sua política de educação? Pedro Taques: “ Algumas pessoas dizem  que eu teria errado, por exemplo o candidato Mauro Mendes (DEM) diz que eu teria errado ao garantir o aumento salarial para os professores. Eu quero dizer que vou a manter os ganhos salariais da lei 510, da administração passada, por que foi um acordo com o SINTEP, além desses 40% de aumento,  nos melhoramos todos os   indicadores graças as ações que foram tomadas e a esses 40 mil profissionais da educação. Aumentar o número escolas em tempo integral, aumentar o numero escolas militares, MT tinha apenas uma escola militar, MT tem hoje 8 escolas militares, terminaremos o ano com 12 escolas militares, eu quero a 40 escolas militares na próxima gestão, por tanto se você melhorar a escola em tempo integral, já são quase 10 alunos nas escolas integral, 2.500 nas escolas militares, aumentamos o médiotec de 7500 mil para 15.000 mil alunos. Isto prepara o cidadão para um outro momento da nossa historia, nos alfabetizamos quase 20 mil pessoas nesse programa de alfabetização chamado Muxirum da Educação, eu quero continuar alfabetizar aqueles acima de 15 anos, para que tenhamos um estado livre do analfabetismo. Por tanto avançamos muito na educação, e precisamos num segundo mandato precisamos reformar mais escolas, MT tem 765 escolas entregamos 39 escolas, reformamos  150 e faltam reformar mais 400 escolas. É lógico que não deu para fazer tudo, em razão da crise econômica pela qual passamos”.
COP: O que o senhor pontua que não deu tempo de fazer? Pedro Taques: “Não deu tempo por que não teve dinheiro pra fazer, na educação precisamos reformar maias escolas, e não teve dinheiro para que isso ocorresse”.
COP: Como o senhor avalia as últimas pesquisas? Pedro Taques- “Pesquisa eu recebo com humildade é um retrato desse momento, mas agora que o cidadão tomando conhecimento  do que estamos fazendo, nós temos a certeza que ganharemos a eleição, por que o cidadão começa agora imaginar o que foi feito, fazer a reflexão e começa a decidir. Eu tenho um amigo  que diz o seguinte que o cidadão começa a decidir depois da parada, da parada de sete de setembro. E essa eleição vai ser diferente é uma eleição diferente, ela é muito curta, o cidadão vai deixar para decidir nos últimos dias, e nós temos a certeza que o cidadão vaio fazer uma reflexão , e vai caminhar conosco para MT seguir em frente.
COP: Gostaria de enfrentar quem o Mauro o próprio Welington, que está atrás na pesquisa? Pedro Taques: “Quem desejar ser governador de MT não escolhe adversários, quero continuar administra MT e isso nós continuaremos. Uma coisa é certa, do lado de lá estão todos os políticos, por exemplo Julio Campos , Bezerra, Silval Barbosa estão para o lado de lá, todos eles estão com Mauro Mendes, e o cidadão vai ter que analisar e decidir, se quer seguir em frente ou voltar ao passados. Por que esses políticos estão todos pro lado de lá? Eu não faço acordo escusos com esses políticos, eu não faço maracutaia daí esses políticos não estão comigo. Isso significa que eu tirei leitinho dos que mamavam as custas do Estado”.
COP; E agora tentam voltar e não vão voltar ? “Tentam voltar se não tenho certeza que não voltarão por que ganharemos a eleição”.
E a novela do VLT por que não andou no seu governo? Pedro Taques: “Não conclui por que Silval Barbosa recebeu dinheiro do consórcio, a empresa que está construindo o VLT, aliás o VLT é um dos erros históricos de MT, isso é importante , alias a copa do mundo foi um dos erros históricos de MT, eu não escolhi a copa do mundo em Cuiabá, eu não escolhi o VLT. Nos só não concluímos  o projeto VLT, por que em março de 2017 , houve a “operação descarrilho”, e se demonstrou  que Silval Barbosa recebeu dinheiro do consorcio, aí nós tivemos que romper com o consorcio e agora temos um processo de chamamento de novas empresas, agora nos teremos dificuldades, falar que vai terminar a obra em um ano, é mentir para o cidadão. Estou falando a verdade. Agora imagine quem era prefeito de Cuiabá, no início das obras do VLT? Mauro Mendes, que foi omisso nas obras do VLT, por que? Emanuel Pinheiro quando assumiu a prefeitura baixou um decreto, dizendo o seguinte; todas as obras do governo no município precisa ter concordância da prefeitura. O Mauro não fez isso, ele ficou omisso, busca na internet alguma manifestação em contrária
 do VLT , ou alguma fiscalização do Mauro Mendes, isso mostra que ele foi omisso em relação ao VLT.
COP: como o senhor analisa o início da campanha? Pedro Taques: “é uma campanha diferenciada, a maior demonstração que eu não fiz caixa 2 de campanha, que eu não roubei na administração,  é a nossa campanha é a maias simples de todas. Imagine um governador que vai a reeleição, algumas pessoas perguntam mais voçe não fez caixa de campanha? Não fiz não cobrei empresário , não estorquí empresário, eu quero fazer uma campanha falando diretamente para o cidadão. É a demonstração da lisura da honestidade de nosso governo.
COP: Um ponto difícil na sua gestão foi justamente a saúde, teve mais erros que acertos na sua opinião? Pedro Taques: “ A saúde ainda não está bem, mas ela nunca esteve tão bem como agora, por que nós tivemos avanços na saúde. Agora nos estamos sofrendo do as consequências do descaso do passado, há 30 anos não se constrói um hospital público no estado, e nossa administração um compromisso de campanha, no primeiro ano , lançamos as obras do Hospital e Pronto Socorro de Cuiabá, junto com o município, que atenderá 45% de  pacientes do interior. Nós já desembolsamos 50 milhões de reais para a construção e 82 milhões para equipar o hospital. A saúde será resolvida com esse hospital não? Mas nós vamos ter avanços. Há 30 anos não constrói  um hospital público, nós temos um hospital central parado, desde de o governo Júlio Campos , nem um governador teve a coragem de dar início ás obras do hospital central, nele foi construído  o CRIDAC – Centro de Reabilitação Integrado Dom Aquino Correia, nesse novo prédio vai atender 4 mil pessoas ao mês, os equipamentos já estão sendo montados, dinheiro que nós recuperamos da corrupção 12 milhões recuperados. Ainda na saúde, a UPA DO Pascoal Ramos na região Sul ela só funciona por que o governo do Estado desembolsa 350 mil por mês para funcionamento daquela Unidade de Pronto Atendimento. O São Benedito em Cuiabá, ele começou a funcionar em agosto de 2015, no primeiro ano de nossa administração. Nós  salvamos a administração do prefeito Mauro Mendes em relação a saúde , por que? em 2013 2014 vivia um caos com a greve dos médicos com 53 dias de greve, e o Mauro Mendes não deu jeito de resolver a saúde, ele começa a melhorar a saúde em Cuiabá, quando nós juntos com a união federal, começamos a investir no hospital São Benedito, em 2015 em Cuiabá  só  a união federal e o Estado de MT investiram no Hospital São Benedito, não na reforma mas no custeio. 2016 inteiro só a união e o Estado investiram , e o ex-prefeito de Cuiabá ficou com a vantagem de teria investido no S. Benedito, o estado e união é que fizemos o São Benedito funcionar, aí começa a melhorar a saúde Cuiabá.
COP: o Estado ajuda VG na saúde? Pedro Taques: “ houve ajuda e ainda há   
Varzea Grande, o Pronto Socorro só funciona, por que o Estado está junto com o município. Inicialmente eram 168 mil reais ao mês de repasse, depois passamos para 650 mil depois para 1.350 milhão  por mês. Vou repetir; o pronto socorro de VG só funciona, atendendo 40 45% do interior, por que na nossa administração nós e que fizemos os investimentos necessários para o custeio do Pronto Socorro de VG. A UPA de VG ela só foi aberta por que durante 6 meses o governo do Estado desembolsou 650 mil de reais para que a UPA funcionasse, o município só entrou com o pessoal mas o custeio foi o Pedro Taques e agora 350 mil reais ao mês para manutenção da UPA do IPASE em VG, lá ainda estamos com o Hospital Metropolitano de 20 a 230   cirurgia bariátrica ao mês, portanto tivemos avanço. Há 15 anos MT não fazia transplante renal, estamos trabalhando há muito tempo para isso, e agora recebemos autorização da união para  o transplante  renal, e recebemos autorização da união , e vai fazer cirurgia de transplante renal no Hospital Santa Rosa. Alem disso aumentamos o numero de UTIs em MT, temos 529 UTIs, dessas 204 o Estado que banca, que investiu nessas 204 UTIs a mais. Em Rondonópolis eram 31 hoje são 71 , no estado todo 204 novas TUIs”.
COP: O senhor também tem recebido criticas de seus adversários, afirmando que o senhor não soube gerir o Estado, como o senhor responde a isso? Pedro Taques: “Criticas faz parte da democracia, 
quem não quiser criticas não entra na  política vai ser fotografo jornalista, agora esses meus adversários não tem moral para me criticar, veja o candidato Mauro Mendes, ele deixou de contribuir com  estado, pagar  impostos com incentivos fiscais no valor total de 90 milhões  de reais, daria para construir um hospital regional, eu defendo o incentivo fiscal, sou favorável , mas não incentivo fiscal  para amiguinhos do rei, como é o caso de Mauro Mendes. 90 milhões de reais ele deixou de contribuir, além disso, ele quebrou uma empresa com incentivos fiscais. A empresa dele está quebrada, ele tem centena de credores no Estado e fora do Estado, mais de 900 trabalhadores que ele não paga,deixa passando fome, por tanto ele não tem moral para falar da minha administração. Além disso, ele é quebrado na pessoa jurídica e milhonário na pessoa física. Como isso é possível ser milhonário na pessoa física e quebrado na pessoa  jurídica, por que não vende um pouco de patrimônio dele para pagar os trabalhadores que estão passando fome e os credores dele”.
COP: Mas ele anunciou ontem que pagou metade da divida, para rescindir a falência? Pedro Taques: “Nós temos que ver a decisão do poder judiciário, agora na véspera da campanha me parece algo estranho”.
COP: Ele , Mauro Mendes, é esmo sócio do Silval Barbosa? “Ele mesmo reconheceu que é sócio do Silval Barbosa, ele mesmo  reconheceu em um programa foi sócio por um determinando momento, ou do Silval ou do irmão do Silval, que era laranja do Silval. Como MT vai ter um candidato ao governo, sócio do governador que roubava por prazer. O Irmão do Silval não passa de um laranja dele, o Silval”.
COP: O senhor acredita que tenha um grupo político, ou alguns políticos , tentando prejudicar a sua imagem nesse episodio da grampolândia? Pedro Taques; “Não podem me acusar de ser ladrão ou corrupto, eu não sou ladrão  nem corrupto. E ai tentam inventar coisas em relação a minha pessoa, eu não mandei fazer nada ilegal, não fiz, inclusive eu pedi que fosse investigado pelo  Superior  Tribunal de Justiça (STJ)”.
 
COP: É verdade que Mauro Mendes até afastou juízes? Pedro Taques: “A coisa mais difícil que existe no Brasil é afastar juízes, o Mauro Mendes já afastou dois juízes da Justiça do Trabalho. Um por que ele tentou fraudar uma  execução na compra de um apartamento, a juíza que esposa do Pascoal, o principal assessor dele, foi afastada aposentada em razão da fraude que Mauro Mendes fez na execução. E ele coseguiu afastar outro juiz por fraude, por que ele tentou junto com Silval Barbosa comprar um garimpo e falsificar documentos na execução da Justiça  Trabalho. Um cidadão que é sócio do Silval, cidadão que tenta fraudar a justiça e em razão dessa fraude dois juízes foram aposentados, já está quase merecendo musica no fantástico”.
COP: Governador qual a sua postura em relação a PEC do teto dos gastos era necessária? Eu quem apresentei a PEC do teto, por tanto sou favorável, é necessária, a emenda foi aprovada no ano passado, a emenda limita gastos aos poderes, por tanto  sou totalmente favorável”.
COP: O deputado Botelho disse que a AL deve derrubar o parcelamento de dividas  do Estado, via decreto do Legislativo? Pedro Taques: “Ontem ou hoje,  o Tribunal de Cotas do Estado, através do conselheiro Izaías, reconheceu que o decerto é legal. O acórdão já foi publicado de que o decreto é legal, aí Assembléia tem independência, mas o Tribunal de Contas reconheceu a legalidade do decreto”.
 COP: Essa  gestão vai encerrar o ano devendo os poderes? Pedro Taques: “Veja MT tinha duodécimo com os poderes que foram resolvidos na emenda constitucional do teto. Essa estabelece  que a partir de 2018, o excesso de arrecadação do Estado vai ser para pagar os poderes, isso foi pactuado com os poderes, isso esta acordado, o que devíamos aos poderes já foi acertado na emenda constitucional”.
COP: O que houve no pagamento no mês em que 3% dos servidores ficaram sem receber? Pedro Taques: “ Em razão do processamento do pagamento, eu reconheço isso 3% ou 4% dos servidores, por que o numero de servidores nos que inicialmente o pagamento ontem e terminou hoje as 14 horas, 3% ou 4%”.
COP: O senhor termina a gestão com os salários em dia, pagamento no mês?Pedro Taques: “MT a constituição estadual estabelece até o dia 10 a possibilidade de pagamento, nos passamos para até o dia 10 em razão da necessidade de fluxo de caixa, por que são nos dias 8 e 9 que o estão arrecada mais, por isso no dia 9 e dia 10. Isso é importante que seja dito os servidores estão recebendo a cada 30 dias , o meu desejo é recuar para dentro do mês  trabalhado, agora falar que vai fazer isso no mês de janeiro não é verdade”.
COP: Caravana da Transformação, como o senhor viu a movimento do GAECO na secretaria de saúde recolhendo documentos ouvindo secretários? Pedro Taques: “A caravana da transformação começou em junho de 2016, nos percorremos 141 municípios  em 14 edições da caravana, a cada edição protocolávamos um oficio no Ministério  Publico pedindo fiscalização. Acabava a edição cada uma delas, nos dávamos o retorno do que tinha feito, pago , quantas cirurgias, fizemos em todas as edições da caravana. 350 mil pessoas passaram pela caravana, 10% da população de MT, quase 70 mil cirurgia oftamológica foram realizadas. Agora há 30 dias  da eleição, o Ministério Publico recebeu denuncia que nove pessoas, elas teriam dito em depoimento essas nove, uma delas não teria feito os dois olhos, outra não fez a cirurgia, e o Estado , o MP desconfia      que o Estado teria pago o que não foi feito. Nos demonstramos que os nove pacientes, o Estado pagou um dos olhos ou só pagou a consulta e o exames. O Estado demonstrou a lisura da caravana, demonstrou a licitude , algumas pessoas não querem a caravana, por que ela chega no cidadão mais humilde e simples. Enquanto eu for governador de MT não acaba a caravana da transformação”.
COP: Então o senhor achou um exagero essa observação implacável em cima da caravana? Pedro Taques: “Não quero julgar que é um exagero ou não , o que estou dizendo que o fato não é verdadeiro”.
COP:Em caso de novo mandato , o senhor pretende mudar o estilo de governo, ouvindo os aliados,  fazer uma gestão mais política que técnica: Pedro Taques: “Eu não vou ouvir determinadas pessoas , o cidadão pode ficar tranquilos os políticos que fizeram com que MT chegasse na crise que os nos encontramos o Estado, esses eu continuar sem ouvir, vou ouvir o cidadão no dialogo como faço. Político antigo Julio Campos, Silval Barbosa, Chico Daltro que está para o lado de lá , não quero ouvir nem pelo rádio”.
COP: Como analisa os últimos episodio com a juíza Selma, o senhor até tentou  apaziguar a situação mas parece que se tornou uma briga pessoal entre o dois. Pedro Taques: “Eu tentei conciliar os dois em razão do tempo, não teve condições e ela buscou a justiça, eu desejo a ela que tenha sorte na sua caminhada, não me cabe desejar mal a quem quer que seja.
COP: Pedro Taques se o senhor não for eleito o que pretende fazer profissionalmente? Pedro Taques: “Eu não trabalho com possibilidades nos ganharemos essas eleições, a certeza é o que vemos na rua, agora que ele começa a fazer  a reflexão. O quadro a minha rejeição está caindo, é uma rejeição administração de pessoas que não sabem o que fiz, e agora o programa eleitoral está dando conta disso”.
COP: Obrigado pela entrevista Governador? Obrigado eu e parabéns pelo trabalho da equipe”.

“Farei uma gestão voltada para resultados, diminuindo o tempo de resposta ao cidadão”

Arthur Nogueira, pela primeira vez disputa uma eleição. Foi superintendente da PRF de Mato Grosso no período de 2013 a 2017 e, no período que esteve no cargo lidou com a gestão de inúmeros conflitos, como greve de caminhoneiros e bloqueios de rodovias por indígenas e movimentos sem terra. Candidato pela coligação Redefinindo Mato Grosso (Rede e PPL). Em entrevista, ao Jornal Centro-Oeste Popular ele destaca os motivos que levaram a entrar na política, fala sobre assuntos como saúde, educação, segurança, VLT entre outros. Confira.

 

Olho 1- “O VLT não era a opção, tinha que ser o BRT. Agora é preciso verificar o processo que o Executivo irá fazer, para posteriormente realizar o processo de decisão”.

 

Olho 2- “O processo de escuta tem que ser usado para antecipar o crime e dar a sensação de segurança para a população, não para finalidade políticas particulares, como foi o caso”

 

Olho 3- “É hora do Estado exigir a contrapartida para que os municípios possam construir as unidades de saúde da família e fazer esse atendimento e trabalhar até a média complexidade”

 

Regina Botelho

Da Redação

 

Jornal Centro-Oeste Popular- De onde surgiu a vontade de entrar na política? Por quê?

Arthur Nogueira- Pela vivencia dos anos na administração pública, percebi que o Estado é ausente nas mais diversas áreas públicas. Como atuei em uma área que todos os reflexos recaem na segurança pública, isso me aproximou um pouco mais da população, durante o período que fui superintende da Polícia Rodoviária Federal. Convivi de perto com os movimentos sociais, com os do sem-terra, caminhoneiros, índios entre outros movimentos que se instauram nas rodovias para ouvir e saber o que eles estão querendo. Todos eles reclamam da falta de atendimento dos governantes que nem se quer os escutam. Logo, se você não escuta, como vai resolver? Diante de tanto cenário de tanta corrupção, entendi que poderia contribuir como servidor público.

CO Popular - Além da carreira no serviço público e da formação acadêmica, o senhor tem experiência que o credencie a ser um bom administrador para o estado?

Arthur Nogueira- Sim. Sou da primeira turma de gestão de política estratégica para o setor público da Universidade Federal de Mato Grosso, a UFMT. Desde de lá, pratico e vivencio a gestão pública. A Polícia Rodoviária Federal é uma polícia que completa e engloba tudo que acontece em diversas áreas que estão inseridas. Essa vivencia com os prefeitos, vereadores, secretários tive durante toda minha carreira.

CO Popular- O caso dos grampos ilegais, operado pela Polícia Militar do Estado e que veio a tona no ano passado, é uma prova de que a segurança em Mato Grosso foi usada para práticas “escutas e ilegais”?

Arthur Nogueira- Lamentável, um gestor público utilizar da estrutura para fins inclusos. A lei de escuta é muito rígida. Houve uma indução do Judiciário para que pudesse autorizar essas escutas. A estrutura da segurança pública tem que ser usada para antecipar o crime e da à sensação de segurança para a população, não para finalidade políticas, particulares como foi o caso. É deplorável você invadir a privacidade do cidadão que está pagando por isso. Com o fato se perdeu profissionais, manchou a classe de delegados e a culpa da segurança pública, envolvendo tanto a Casa Militar, Casa Civil, a Secretaria de Segurança Pública e todo esquema.

CO Popular- Com relação às obras do VLT e da COPA, o que o senhor pretende fazer, caso seja eleito?

Arthur Nogueira- O processo se encontra em andamento. É preciso em um primeiro momento, verificar o quanto já se gastou e quanto vai se gastar. O VLT não era a opção, tinha que ser o BRT.  Agora é preciso verificar o processo que o Executivo poderá fazer, para poder fazer a tomada de decisão. Precisamos lembrar que a obra envolve dois municípios vizinhos. Cuiabá já maquiou a cicatriz colocando as gramas, plantando palmeiras e se gastou mais dezenas de milhões para se fazer isso. Várzea Grande está com aquela cicatriz exposta, na principal porta de entrada do município. Não são os empresários que ali estão há anos estão sendo prejudicados, mas toda a população se sente envergonhada.  É um sistema que se não resolver, as pessoas não têm que sair dos bairros, enfrentar as mesmas dificuldades dos ônibus para chegar ao terminal do VLT, andar em linha reta e depois pegar o outro ônibus. O Estado precisa dar uma resposta a sociedade de Várzea Grande. O que vai ser feito com os 40 vagões? O que permite o processo? Como está à investigação do Ministério Público Federal e com a Justiça Federal, é preciso respeitar as decisões. Agora saiu da ossada do Executivo e envolveu outros poderes. Quem são os culpados? Será que foram identificados, punidos?

CO Popular- Na sua concepção, qual o principal gargalho de Mato Grosso?

Arthur Nogueira- Saúde. A grande parte dos municípios não se preparou  para fazer a parte básica da saúde preventiva de atendimento aos seus cidadão. Tudo começa nos municípios. Cada gestão precisa fazer seu dever de casa. Os municípios têm usado os recursos disponíveis com transporte de pacientes para as cidades onde há estruturas, isso acaba congestionamento o sistema. O sistema através da central de regulação ou da chegada de pessoas em ambulâncias e até em veículos de passeios. Será que não era hora do Estado exigir essa contrapartida para que os municípios possam construir as unidades de saúde da família para fazer esse atendimento e trabalhar até a média complexidade? Deixando para esses polos somente os casos de alta complexidade? Esse é um grande gargalho que precisa ser enfrentado e resolvido. Não se pode aceitar essas transferências, como se as pessoas fossem simples objetos de mudança.

CO Popular- Qual a sua opinião, sobre o desarmamento, aborto e casamento homossexual?

Arthur Nogueira- São discussões que devem ser tratadas com seriedade no âmbito do Congresso Nacional, foge da competência do Executivo.  A questão do aborto, ninguém tem o direito de tirar a vida de ninguém. Muito embora cientificamente, tem a questão dos fetos cefálicos, a questão das mulheres que sofrem violência, até isso precisa ser discutido e legalizado O que não podemos mais deixar acontecer é essa hipocrisia, não vamos enfrentar o problema porque é impopular, mais vire e mexe casas e clínicas clandestinas estão provendo abortos e ai até quando? É preciso se reunir com a comunidade cientifica, o respeito a religião e trabalhar sem paixão, se possível até um plebiscito para resolver essa questão. Mais eu sou contrário a retirada da vida de qualquer pessoa, independe do caso. A lei do desarmamento na época teve bastante polêmica. Precisamos de uma liberação do estado federal e municipal, a fiscalização do registro de armas. Pensar que a liberação da arma vai resolver o problema da violência, não vai. Mesmo policiais que detém o porte de arma e na maioria andam praticamente o dia todo não se veem seguros e em situação constrangedora em momentos de assalto, porque ele tem que ter uma reação. Arma não é nenhum brinquedo, é uma coisa muita séria. Precisamos fortalecer a fiscalização e para fazer o enfrentamento. O policial precisa ser empoderado. Com relação ao casamento homossexual, sou muito sereno, em relação a isso. É uma escolha de cada um, é o livre árbitro de cada pessoa. Se ele escolheu a pessoa do mesmo sexo ou não, é uma escolha dele. A vida é dele e a base da família é amor.

CO Popular- A população esta desacreditada de política, de que forma o senhor pretende atrair esses eleitores?

Arthur Nogueira- Mostrando para eles que não faço parte dos velhos grupos que fazem a política no Estado de Mato Grosso. Tenho história na administração pública, de instituição que hoje é modelo no país, com relação à tecnologia, relação aos processos todos eletrônicos, identidade visual. Uma gestão voltada para resultados, melhorando o processo e diminuindo o tempo de resposta ao cidadão que paga caro para ser atendido pela máquina pública. Convidando aqueles que não voltaram nas ultimas eleições, que anularam seu voto e mostrando que hoje existe uma opção. Acabando com o jogo entre prefeitos, secretariado e governo. Essa situação das emendas parlamentares, por exemplo, o prefeito não for da base aliada, o governador puxa saco do deputado e não fazer o toma lá, toma cá isso tem que acabar. Não concordo com essas interferências.

CO Popular- Quais são as suas bandeiras de campanha?

Arthur Nogueira- Segurança, saúde é educação. São questões que incomodam bastante a sociedade. Dentre esses três, existem diferenças. No caso da saúde, afeta uma parte da sociedade, que é a maioria que depende do Sistema Único de Saúde. A outra parcela tenta fugir desse problema pagando plano de saúde, ou particular. A educação é a mesma saúde é a mesma situação. O governador precisa trabalhar pela maioria. A segurança é diferente, pois atinge a todos.  Você não resolve o problema da segurança pública, contratando a segurança privada. É algo mais sensível que atinge a todos sem exceção. Há um investimento maciço a ser feito na educação, para de achar que só construindo novas unidades escolares irá resolver o problema. É precisa reformar as atuais já construídas, é preciso capacitar os professores de forma para melhorar o seu autoestima e trazer a tecnologia, treinando esses educadores para a escola ficar mais atrativa e diminuir a evasão escolar.

 

CO Popular- Caso eleito, quais serão as primeiras medidas efetivas da sua gestão?

Arthur Nogueira- A nomeação do secretariado. É algo seríssimo. É preciso valorizar as carreiras, identificar os profissionais que realmente têm suas técnicas e queiram participar do processo de gestão para que eles possam forma a equipe e se dar a autonomia. É a autonomia para que cada um faça seu trabalho e dai cobrarei os resultados da gestão. Apresentando planos. Sem sofrer retaliações. Arrumar a casa de dentro para fora. O governador precisa se aproximar da população, precisa ouvir é a casa da democracia.


“MT precisa de um governador que olhe para sua gente, que tenha um olhar humanizado”

 

Wellington Antônio Fagundes, 61 anos, nasceu em Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá. É médico veterinário e tem pós-graduação em ciência política. Ele foi eleito a um cargo público pela primeira vez em 1990, assumindo cadeira na Câmara dos Deputados. Foi reeleito cinco vezes para a vaga, em 1994, 1998, 2002, 2006, 2010 e, em 2014, se elegeu senador pelo estado.  Candidato ao Governo do Estado neste ano. Em entrevista ao Jornal Centro-Oeste Popular, Fagundes fala sobre eleições, possível segundo turno, metas de campanha entre outros assuntos. Confira!

 

Regina Botelho

Da Redação

 

 

CO Popular- O senhor acredita que neste pleito vai ocorrer uma relação de disputa, mas sem ataques e sem rusgas em questões pessoais?

 

Wellington Antônio Fagundes- Falo por mim. Da minha parte, a campanha será propositiva, construtiva, espelhando de fato minha conduta política, que sempre foi de trabalhar e ouvir mais do que falar. Gostaria muito que a partir de agora, com início de debates, todos os candidatos tenham um comportamento aberto às discussões para o desenvolvimento e a melhoria da qualidade de vida do mato-grossense. O tal ‘bate-boca’ vai na contramão das necessidades do eleitor. O eleitor está mais exigente e só vai levar seu voto quem tiver propostas que possam de fato ser concretizadas.

 

CO Popular- Acredita em uma eleição de dois turnos, com o senhor na disputa?

 

Wellington Fagundes- Estamos em campanha para levar essa disputa em primeiro turno, afinal, ninguém trabalha para perder. Vai depender da maioria dos eleitores, eles que decidirão o futuro do Estado. Se houver um segundo turno, teremos mais tempo de mostrar nosso trabalho e a população de modo geral, mais tempo para avaliar propostas e a vida pública de cada candidato. Tenho certeza de que com fé em Deus e com reconhecimento do meu trabalho, poderemos fazer um Mato Grosso melhor para todos.

 

CO Popular- Por ser um parlamentar municipalista, o senhor sempre esteve presente nos municípios. O que mais a população reclama?

 

Wellington Fagundes- As demandas de infraestrutura, como estradas, unidades de saúde, escolas, creches e saneamento básico são sempre necessidades que me chegam, pois eu estou sempre dentro das comunidades, conheço a realidade de cada canto do Estado e faço a ponte para obtenção de recursos em Brasília e assim, ir melhorando o dia a dia das pessoas. Mas nos últimos tempos, a maior reclamação é a de abandono, as pessoas se sentem abandonadas pelo atual governo do Estado. E essa sensação de abandono se dá pela falta de diálogo, de parcerias e de trabalho para transformar expectativas em realidade. Como sempre tenho dito, governar é chegar antes, estar perto das pessoas, cuidado com todos.

 

CO Popular- Candidato, cite as suas bandeiras de campanha

Wellington Fagundes- Antes de decidir sair candidato, tínhamos de ter um planejamento prévio de como melhorar Mato Grosso. Eu que ando por todos os cantos dessa terra, pude elaborar uma agenda positiva ao Estado, partindo do princípio ‘para onde vamos’. Diante desse argumento estabelecemos como prioridades dentro do nosso alinhamento estratégico, quatro objetivos macros: potencializar o desenvolvimento econômico e aumentar inserção do Estado na economia global; governo com maior agilidade e capacidade de resposta para atender necessidades da população; cultura como elemento integrador da sociedade plural que somos e o crescimento sustentável com progresso econômico e humano para todos. Tudo isso dentro da ótica do cuidado com as pessoas. Quero ser um governador que cuida das pessoas.

 

CO Popular- Neste pleito o senhor se coloca como a única oposição ao governo, por quê?

 

Wellington Fagundes- Nesses mais de 20 anos de vida pública, sempre me pautei na perseverança e no trabalho e nunca quis saber a cor partidária das pessoas que vinham buscar parcerias. Fui eleito senador em uma chapa que fazia oposição ao governador Pedro Taques. Aliás, a primeira que elege um senador contrário à chapa do governador.

Depois disso, ocorreu um fato muito interessante e que os eleitores precisam saber: na nossa diplomação, disse em meu discurso que era importante, passadas as eleições, que nos uníssemos em busca de melhorar a vida da população. Estava pronto para ajudá-lo (o atual governador) em Brasília. No entanto, em resposta, em seu pronunciamento, ele disse que não precisava de mim – bem como da classe política - para conseguir algo em Brasília. Entendi aquilo como uma recusa e fui fazer o meu trabalho, ajudando o Estado, as prefeituras, os municípios, aproveitando a minha experiência como parlamentar.

Acabei ajudando o próprio Governo, como nessa questão da liberação dos recursos do FEX, e que serviu para o Governo quitar os salários dos servidores. Não fosse isso, o atraso de pagamento que hoje já ocorre, estaria ainda pior. Naquele momento da diplomação percebi que o Governo de Pedro Taques estava fadado a dar errado, como se vê hoje porque ele se isolou, enclausurou-se dentro do Palácio, não dialogou com ninguém, enfim.  Sempre fiz uma oposição crítica a esse comportamento do governador e, acima de tudo, deixando a população a mercê da própria sorte, abandonada. Por isso sou oposição. Não sou dissidente de fim de mandato. Sempre marquei minha postura crítica, mas nunca deixei de trabalhar pelo nosso Estado.

 

CO Popular- Acredita que houve mais erros do que acertos?

 

Wellington Fagundes- Na atual gestão do Estado? Não vou mensurar as coisas dessa maneira, como disse acima, estamos diante de um governo sem diálogo e esse, pra mim, foi o maior erro, o erro de se enclausurar, não buscar apoio, parcerias, nem dentro e nem fora do Estado. Minha experiência de vida pública e pessoal mostra dia a dia que ninguém faz nada sozinho. Poderíamos ter um Estado vigoroso, apesar da atual situação econômica do país, se nosso governador estive disposto a somar forças em prol dos mato-grossenses.

 

CO Popular- Qual a avaliação que o senhor faz desses quatros de administração do governo?

 

Wellington Fagundes- Acredito que a população possa responder a isso e vai responder nas urnas.

 

CO Popular- Em sua opinião, o que Mato Grosso precisa de mais urgente?

 

Wellington Fagundes- Precisa de um governador que olhe para sua gente, que tenha um olhar humanizado, que saiba ouvir, que busque parcerias. Mato Grosso compartilha com a nação brasileira um momento de sérios desafios e, ao mesmo tempo, de inéditas oportunidades para realizar profundas mudanças em direção a um desenvolvimento para o progresso de todos. Mato Grosso precisa de um governador que olhe para a frente, focado no desenvolvimento e próximo do cidadão. A administração tem que ser feita com planejamento, responsabilidade e seu resultado tem que trazer mudança positiva e efetiva à população. Para mim, mais do que grandes obras, um governo tem que atender às pessoas, sendo resolutivo.

 

CO Popular- Qual a análise o senhor faz deste momento da corrida eleitoral ao Governo? Como enxerga o quadro atual?

 

Wellington Fagundes- Para muitos a campanha só começa de fato com a propaganda política eleitoral, os programas de TV e rádio. Justamente por isso, as pesquisas publicadas até agora mostram parte do cenário, até porque a maior parte ouve eleitores na Grande Cuiabá.  De todo modo, os resultados mostram nosso crescimento, ou seja, as pessoas reconhecendo meu trabalho e validando minhas propostas. Espero que a partir de agora os eleitores busquem informações, investiguem a vida dos candidatos e façam a melhor escolha para Mato Grosso. Quanto aos candidatos, que os espaços utilizados sejam para lançar ideia e propostas e que a reta final de campanha não vire um grande palco de acusações, troca de ofensas e apontamentos. Tenho certeza que o eleitor vai saber escolher. Inclusive convido o eleitor a fiscalizar as eleições deste ano. O Brasil quer mudar, a legislação já teve alterações com financiamento público de campanha e limite de gastos, então, as práticas devem mudar. Político que não mudar corre o risco de ganhar a eleição e não levar. Por isso, peço ao cidadão para fiscalizar, através do celular, gravar se alguém estiver com conduta desonesta.

 

CO Popular- Com relação ao VLT, tem algum projeto para concluir as obras do modal?

 

Wellington Fagundes- O maior erro na escolha pelo VLT foi o de não terem ouvido as prefeituras, os municípios, os vereadores, que nunca foram convidados. E daí começam a surgir coisas ‘monstrengas’. E não me refiro apenas ao VLT, pois há outras inúmeras obras inacabadas da Copa, por exemplo, que estão paralisadas exatamente pela condução isolada de tomada de decisões. Sempre me posicionei favorável ao modal BRT, tanto pelo custo de operação e construção menores, como, pela rapidez na sua conclusão. Mas na época a decisão de governo foi pelo modal VLT, decisão essa, como repito, de centralizar sem ouvir as prefeituras de Cuiabá e de Várzea Grande, bem como os legisladores. Foi um erro histórico, afinal, dentro do município as prerrogativas constitucionais são do prefeito, não são do presidente da República e nem do governador. De todo esse processo de escolhas e decisões unilateral veio o resultado. Obras como a do VLT ou qualquer outra de impacto regional têm que ter as prefeituras como aliadas, eles têm que ser ouvidas. Entendam minha crítica como uma avaliação do que ocorreu, não estamos julgando aqui a eficiência do VLT. O que estou dizendo é que o VLT em todas suas fases mostrou de forma clara sua ausência de planejamento prévio, compraram máquinas sem ter trilhos, um erro sucedendo ao outro.  Tomar importantes decisões sem consulta ampla e debate com os segmentos políticos, econômicos e sociais é uma forma de administrar que resulta em um acúmulo de obras inacabadas, como o VLT e outras que eram para Copa de 2014.

 

CO Popular- E quanto às outras obras da Copa que não foram terminadas, como o senhor pretende proceder?

 

Wellington Fagundes- Meu compromisso é o de concluir todas as obras que estiverem inacabadas e não começar nenhuma outra obra, da mesma natureza, antes de concluir o que já está em andamento. E isso vale não somente para as obras da Copa, mas para as demais obras nos municípios. É triste ver os recursos vindos e as obras paralisadas e muitas delas, nem começadas, por isso quero ser governador, para ser um parceiro dos municípios, auxiliando na busca de recursos, na elaboração de bons projetos, como sempre fiz. Tenho como proposta transformar a AMM – Associação Mato-grossense dos Municípios – numa fábrica de projetos, unindo recursos provenientes do Estado, do Governo Federal e os aportados pelos municípios. Esse esforço tem como objetivo retomar projetos inacabados e paralisados e fazer com que o recurso público seja revertido em ações e obras de qualidade para a população.


Candidato a Estadual pelo PSOL, aponta o que vai priorizar no mandato

Jornal Centro Oeste Popular – O senhor é administrador de empresas e Auditor do Estado. De que forma o senhor pretende usar essas experiências como deputado?

Candidato Claudemir Advíncula São Miguel – Tenho bons conhecimentos nas áreas de contabilidade pública, direito administrativo e constitucional e também, sobre auditoria, que são técnicas de fiscalização e serão de suma importância em nossa atuação como deputado estadual, que é um dos papéis do poder legislativo.

JCOPopula – O país vem passando por grandes dificuldades, principalmente, no tocante a seriedade na gestão pública, porque nunca em nossa história recente, se roubou tanto nesse país. Qual sua visão sobre esse assunto?

Candidato Claudemir – Vemos isso como algo que vem desde o descobrimento do Brasil. Algo que já faz parte da cultura do brasileiro, sempre em querer levar vantagem em tudo. Precisamos trabalhar para que a sociedade mude essa cultura. Os mecanismos legais disponíveis não tem sido suficientes. Precisamos trabalhar a conscientização dos cidadãos, a agir de formas diferentes, porque não adianta elaborar tantas leis que temos no país e estas não terem aplicabilidade. Percebemos que no Brasil, existem normas para tudo, mas, só que elas não são cumpridas, isso faz parte de nossa bagagem cultural e a base pra começarmos a reverter esta realidade, é a educação. A partir desse nível de consciência, teremos cidadãos conscientes das diferenças entre o público e privado.

JCOPopular – O Brasil tem uma série de problemas no tocante a qualidade dos serviços públicos oferecidos a sua população, como segurança, saúde, educação, dentre outras situações. Quais desses setores, caso eleito, o senhor vai pautar a sua gestão?

Candidato Claudemir – Se observarmos o conjunto dos serviços públicos, todos possuem uma certa deficiência. Evoluímos em algumas áreas, mas, falta muito ainda para alcançarmos certa excelência. Uma área que que tem nos preocupado, é a tributação, nem é a questão do tributo em si, mas, a questão é a simplificação e a condição para o cidadão poder trabalhar com isso de forma mais simples, porque o modelo atual é muito complexo, burocrático, perde-se muito o tempo das pessoas. Temos de ter uma atenção especial à saúde pública, que hoje em Mato Grosso, está um caos.

JCOPopular – Cresce aquela corrente, de que as pessoas moram nos municípios, e não nos Estados e, principalmente, no Governo Federal, que pega a maior parte dos impostos. Eles querem que haja uma inversão na distribuição do bolo, pela ordem: Municípios, Estados e União. Qual sua opinião sobre essa posição?

Candidato Claudemir – Concordo que realmente, quem está na ponta é quem conhece a realidade, que tem que ter a maior parte dos recursos necessários e o modelo atual, não prioriza essa questão. Eu acredito, sim, que a maioria dos impostos federais, estaduais e municipais, tem de ficar mesmo com os municípios, onde as pessoas moram.

JCOPopular – Mato Grosso possui enorme potencial no agronegócio, sendo destaque nacional e internacional em produtividade de grãos, criação de gado e outros índices animadores neste segmento. Qual sua opinião, para tornar o Estado competitivo na industrialização de seus produtos, que são exportados in-natura?

Candidato Claudemir – Mato Grosso e um celeiro, o mundo precisa de nosso Estado. Nós exportamos matéria-prima, produtos in-natura, que agrega baixíssimos valores em sua escala produtiva. Temos também, um outro problema que influencia nessa questão, que é a malha viária do Estado, muito deficiente. Reverter essa situação é um processo natural, para que possamos começar a ter competitividade no mercado nacional e internacional.

JCOPopular – O ecoturismo em Mato Grosso é destaque no país e exterior, devido a sua riquíssima flora e fauna, que possui diversidade única no mundo, sendo a única região do mudo que possui três biomas: Pantanal, Cerrado e Amazônia. Quais suas propostas para incrementar esse setor?

Candidato Claudemir – Temos informações de que o turismo em algumas regiões e até em alguns países, é a principal fonte de renda para essa região e países, é o que tem maior influência na composição do PIB. Mato Grosso não pode desperdiçar esse potencial da indústria nacional e internacional. Passamos um tempo absurdo com o Terminal Turístico da Salgadeira interditado para reforma, isso foi um imenso prejuízo para todos (União, Mato Grosso e Cuiabá). Precisamos urgentemente de políticas públicas que incrementem, de forma dinâmica na estrutura do potencial turístico de Mato Grosso.

JCOPopular – A Operação Lava Jato, em andamento, vem influenciando decisivamente na criticidade do brasileiro, independente de qual classe social este se insira. Hoje, o brasileiro enxerga os políticos de outra forma. Especialistas dizem, que em decorrência desse momento, poderá haver uma significativa renovação, com o aumento de novos políticos nas próximas eleições. Qual sua opinião?

Candidato Claudemir – É inegável que a Operação Lava Jato tem sido um divisor de águas no Brasil (sendo o antes e depois dessa gigantesca investigação). Pessoas que jamais se imaginava estar envolvida com essa corrupção, estão presas e outras sabem, que brevemente, também estarão presas. É uma situação caótica, vergonhosa para um país como o Brasil, que detém a 8ª economia do mundo, atualmente. Observando os quatro cantos do país, o sentimento é o mesmo: o povo quer Renovação e Mudanças. Agora, precisamos observar essa situação com muita cautela, porque tivemos exemplos recentes em 2010 e 2015, quando a população foi às ruas, protestarem contra os preços abusivos nos transportes e noutras áreas, mas, na hora de votar, a renovação foi mínima, não foi o que se esperava, sendo reeleitos a maioria dos políticos que estavam no comando.

JCOPopular – E quanto ao ficha limpa, o senhor acredita que alguns candidatos serão barrados pela Justiça Eleitoral? O senhor é um ficha limpa?

Candidato Claudemir – Graças a Deus, a gente tem uma vida transparente, aberta, e nunca fomos candidato antes, será minha primeira disputa eleitoral. Tenho mais de 12 anos no serviço público, fui classificado e aprovado em concursos que exigem um histórico de vida pregressa, através de uma investigação minuciosa. Fui aprovado em todos esses concursos, inclusive para a Receita Federal. Posso provar que tenho uma conduta ilibada. Sobre a ficha limpa, é algo novo no país, e veio na hora certa, para que a justiça faça a extirpação desses maus políticos. Creio sim, de que algumas candidaturas serão impugnadas.

Educação

JCOPopular – Estudiosos dizem que a extinção das disciplinas de Organização Social e Política Brasileira (OSPB), Ensino Religioso e Educação Moral e Cívica, aliada a essa cultura recente de proibição da reprovação de aluno, contribuíram decisivamente para o esfacelamento da educação no país. Qual sua opinião sobre essa questão?

Candidato Claudemir – Sou da época que existiam essas disciplinas e, inclusive, cantávamos os hinos nacional, do Estado e do município, antes de entrarmos nas salas de aulas e tudo isso acabou. O reflexo desse absurdo de se proibir a reprovação de alunos, para satisfazer a ONU, está surgindo agora, com as quedas dos índices do Brasil, em avaliações internacionais, de nossos jovens. O Estado precisa dar uma qualidade não só estrutural, com escolas novas e tal, mas, principalmente, buscar a capacitação contínua e, principalmente, valorização salarial dos professores. E os alunos precisam também de uma alimentação adequada e, logicamente, um incentivo dos familiares, para que eles se dediquem aos estudos.


Deputado fala sobre sua reeleição e propostas para novo mandato de deputado

Jornal Centro Oeste Popular – Faça uma breve explanação de sua atuação no parlamento mato-grossense nessa legislatura.

Deputado Estadual Wílson Santos – Concentrei bastante minhas atividades na área de educação. Conseguimos uma emenda à Constituição estadual, que aumenta recursos financeiros para a área de educação, em que todo ano o governo é obrigado a aumentar 0,5% de seu orçamento para a educação. Isso representa um incremento de 60 milhões para a educação. Atuei como líder do governo Pedro Taques na Assembleia, por 1,5 ano. Experiência nova, foi um grande aprendizado para mim e tenho atuado nas mais diversas comissões, como Constituição e Justiça, de Fiscalização. Presidi a Comissão de Educação, faço parte da Comissão de Segurança Pública e, principalmente, sobre os interesses da Baixada Cuiabana e do médio norte.

JCOPopular – Nesta legislatura, a assembleia teve alguns deputados envolvidos nos mais variados tipos de escândalos, alguns tão complicados que atualmente tem deputado preso no Centro de Custódia da Capital. Isso, logicamente, gera muitos desgastes. Qual sua opinião sobre essas situações desfavoráveis, em pleno ano de eleições?

Deputado Wílson Santos – Olha, cada um colhe o que planta e cada um é responsável por suas atitudes. É claro que agora, o poder judiciário e o Ministério Público estão muito melhor capacitados, com ferramentas, com pessoal cada vez mais capacitados. Estão com resultados de inquéritos, cada vez mais contundentes. Agora, quanto ao parlamento, seria uma hipocrisia eu dizer que não muda nada, porque muda sim. É muito ruim para o parlamento, esse desgaste que atinge não só, aqueles investigados, mas, também, todos os demais colegas, que acabam sendo julgados de uma forma retilínea, jogados na mesma vala comum.

JCOPopular – O senhor é candidato à reeleição como deputado estadual. Faça uma apresentação de suas propostas para o eleitorado mato-grossense.

Deputado Wilson Santos – Minha principal proposta é investir cada vez mais em educação. O que transforma o ser humano é Deus e Educação. Nós só estamos aqui porque tivemos oportunidade de estudarmos, então, eu sou um apaixonado e fã de se investir cada vez mais em educação. Vou lutar para que a gente tenha a retenção para aqueles alunos que não obtenham a aprendizagem. Nós não temos de ficar mascarando, promovendo essa promoção automática dos alunos, sem levar em consideração um item seríssimo, que é a aprendizagem. Isso tem que acabar. A retenção é necessária nas escolas, só passa quem aprendeu. Quem não aprendeu, a escola vai dar uma nova oportunidade pra que aprenda. Também vou concentrar cada vez mais esforços na indústria, porque Mato Grosso não pode ser um eterno produtor de produtos primários (matérias primas). Nós temos condições de industrializarmos todos essas matérias primas aqui em Mato Grosso, agregando valor a nossa produção. Aumentando a produção interna bruta do Estado. Então, Educação, Industrialização e, também, Saúde e Segurança Pública, serão as minhas prioridades para o próximo mandato.

JCOPopular –Recentemente, na questão da CPI dos Grampos, a deputada Janaína Riva acusou o senhor de malandragem na autoria dessa CPI. Ou seria devido a sua experiência? E tal manobra teria embolando o início dessa comissão. O que houve exatamente?

Deputado Wílson Santos – Na verdade a deputada Janaína foi infeliz, fazendo uma agressão desse nível a um colega, mas, eu também já xinguei muita gente, já baixei o nível.Com o tempo, pois ela tá chegando aos 30/35 anos, a maturidade vai chegando e ela vai perceber que não vale a pena usar desse expediente de baixar o nível. Eu não vou responder no mesmo tom. Só tenho a dizer que eu não usei desse artifício, eu usei do conhecimento, por conhecimento do regimento interno da casa e a Constituição do Estado. Mas, eu a perdoo e bola pra frente.

JCOPopular – Caso confirme sua reeleição para deputado, isso o torna o próximo presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso?

Deputado Wilson Santos – Não tenho interesse na presidência da mesa diretora. Nunca disputei uma eleição e nem quero disputar. É um colegiado que governa a casa, é complicado, você tem ceder as vezes à maioria, coisas que você não aceita e não concorda. Tenho princípios em minha vida que não mudo por nada. Quero voltar à assembleia para ser um deputado comum.

JCOPopular – Analistas afirmam que as prisões que ocorreram no governo Pedro Taques, deverão prejudicar, sensivelmente, o projeto de sua reeleição. Qual sua opinião sobre essa posição?

Deputado Wílson Santos – Sou contrário. Cada um tem seu CPF, seu RG, e o Pedro não é responsável por aquilo que sua esposa faz, sua filha e sua mãe fazem. Ele responde pelos atos dele, ele tem seus próprios CPF e RG. E se alguém está sendo punido, é porque deve estar merecendo. Pedro Taques não pode ser culpado por coisas que outros fizeram.

JCOP – O governo Pedro Taques, tem passado por situações complicadas no relacionamento institucional perante o funcionalismo públicos, principalmente, quanto aos professores e o senhor é da base desse governo. Como vem sendo sua atuação parlamentar nesse sentido?

Deputado Wilson Santos – O governo Pedro Taques está sendo dos melhores para a educação na história de Mato Grosso. Elevou o salário do professor ao maior valor nacional. Mato Grosso é o Estado que melhor paga o profissional da educação. Construiu 46 escolas, uma nova escola a cada 27 dias. Elevou de 8 para 17 escolas técnicas estaduais. Aumentou de uma para nove escolas militares (Tiradentes). É o governo que melhorou o desempenho dos alunos na prova Brasil do INDEB.

JCOP – As próximas eleições nas majoritárias prometem muito. Candidatos que recentemente foram aliados e, agora, encabeçam chapas adversárias, caso de Pedro Taques e Mauro Mendes. Nessa conjuntura toda, ainda temos o senador Welington Fagundes, que pleiteia também, ser o próximo governador de Mato Grosso. Qual sua avaliação perante este quadro?

Deputado Wlson Santos – Minha avaliação é que vai dar Pedro Taques, pela experiência, pelo pulso firme que tem, conduzindo Mato Grosso no momento de crise gravíssima que passou, pela postura honesta, límpida, que o povo reconhece nele. É alguém que está arrumando a casa, então vai entregar pra outro e ter de começar tudo da estaca zero. Então, vamos com esse que já está do meio pra frente. Assim como a população deu ao Dante de Oliveira, ao Blairo Maggi, uma segunda oportunidade, eu espero que o povo mato-grossense, dê a Pedro Taques, uma segunda oportunidade para que ele possa concluir aquilo que ele fez para Mato Grosso.

JCOPopular – O candidato Wellington Fagundes vem se dizendo abertamente o novo nestas eleições, afirmando que Pedro e Mauro são farinhas do mesmo saco, que são aliados e que ele será o vencedor nestas eleições. Wellington diz representar a nova conjuntura na política de Mato Grosso. Qual sua avaliação sobre isso?

Deputado Wílson Santos – Olha, quando você pergunta as pessoas se elas querem o novo, elas dizem que sim. Quando você aprofunda essa pergunta e indaga qual a principal característica do novo, eles dizem honestidade. Então, dos três, Pedro Taques é disparado o mais honesto, então, Pedro Taques é mais um vez, o novo.


Ex-superintendente da PRF é candidato ao governo pelo partido Rede Sustentabilidade

COP – Por que o senhor quer Governador do estado de Mato Grosso
Arthur Nogueira: “Por que entendo que há espaço para as pessoas que estão preparadas para o serviço publico
então há uma diferença entre legislativo e  executivo e os dois diferentes. Mas  a administração publica me permitiu sendo coroado com a gestão da PRF com mandato de 4 anos, num momento maior do Brasil de enfrentamento de grandes eventos desde da Copa do mundo, Olimpíadas , as grandes manifestação populares onde a PRF foi protagonista e estive a frente trabalhando com movimentos sociais, negociando de um forma muito tranqüila sem utilização da força, diga-se de passagem. O que falta na gestão publica é exatamente isso;  como tratar o serviço publico, como enxergar a máquina publica , para que ela serve e como enxergar a sociedade. Qual  o papel do Estado, o estado existe por que? Por  que a  sociedade existe. O servidor público exististe  para que? Para servir a sociedade”.
 
JCOP – Então o senhor está preparado para ser governador está pronto para o debate? 
“Estou muito com muita tranqüilidade, tudo aquilo que está posto na administração publica, mão só em MT, outros estados em nível Brasil, agente não pode diferenciar, todos os estados enfrentam grandes problemas, um como Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, muito pior que MT, agora agentes não podem ficar a sombra de um fantasma de que a crise assola  todo Brasil e não dá pra fazer. Agente precisa adequar a realidade atual dos pais, então não cabe algumas questões. Por exemplo a malversação do dinheiro publico tem um efeito muito maior que a corrupção, isso é apontado nos relatórios da AGU E TCU, e essa malversação é justamente pela falta de preparo dos gestores públicos que criou uma cultura no Brasil de serem indicação política, desconsiderando a questão técnica. Hoje nos temos vereadores deputados  são quase todos  semi analfabeto, ai chega a alguns prefeitos no Brasil, então o que essas pessoas vão oferecer a sociedade, se elas não tem conteúdo. Com  toda a bagagem que construí na minha vida acadêmica, e na vivência do serviço publico, é por isso que me sinto muito  tranqüilo e preparado.
 
COP – MT é um estado campeão em algodão , boi, algodão , soja e muitas outras riquezas, o que está faltando para que estado deslanche economicamente.
Arthur Nogueira – “falta credibilidade em relação a união, se o estado representa cerca de 32% do PIB do Brasil, o que retorna para MT, por que quando o bolo é divido é verificado a população, aí MT trabalha para os demais estados, por que não há uma força política no sentido de credibilidade para que o retorno seja exigido. A nossa bancada tem que ficar com pires na mão implorando para vir retorno, o FEX foi uma gota dágua  na chapa, veio para salvar o pagamento da folha de pagamento, parcela de duodécimo daqueles que tinham direito e está atrasado.
 
COP- Não basta só o setor primário na produção então?
Arthur Nogueira – “É preciso trabalhar para fomentar a economia através  de pesquisa, utilizando  a UNEMAT que está ai ao disposição do cidadão, que foi deixada de lado há mais de uma década, utilizando-se das riquezas naturais dos biomas do estado, numa política de compensação. Nem  um empresário vai investir em locais que não tem segurança infraestrutura, saúde, por que  tudo isso vai encarecer o seu produto , aí ele não concorre no mercado, então ele vai procurar estados que estão mais próximos dos grandes centros, quer uma saída melhorar para seu produto. Por que grandes lojas de departamentos e lanchonetes demoraram chegar aqui. Não há  uma atratividade no estado   para se investir aqui. A carga tributária, a infraestrutura, a questão da energia elétrica a insegurança pública que é constante, então todos esses fatores pecam” 
 
COP -  a crise política que se abalou no país  em MT atrapalham esses serviço e investimentos?
Arthur Nogueira – “Se você  voltar o reflexo da corrupção das operações que ocorreram de combate a corrupção no Brasil, atrasou o Brasil todo, por que ? por que os políticos passaram a gastar o tempo e o dinheiro público, para se defender das acusações dos processos , e isso parou de gerar novas políticas publicas para o Brasil e para MT. Então nos vivemos num pais de alguns anos  no mínimo  seis anos , onde os políticos deixaram de discutir políticas publicas. Basta ir a na Assembléia Legislativa que a mídia mostra constantemente o plenário vazio, não se discute políticas publicas, nossos parlamentares passaram a ser mero despachantes, e buscar emendas parlamentares sem fundação técnica, sem priorização de áreas e trazendo para os municípios , sem ter a continuidade da fiscalização da boa aplicação do recurso publico. Isso faz com que não só os aplicadores nacionais, como os investidores internacionais não invista no Brasil e não invista no estado de MT, por que qual a credibilidade que ele tem de trazer o seu investimento, onde a corrupção esta enraizada em especial na alta cúpula do executivo e legislativo. Quais as garantias que ele tem? Nem uma. Essa crise política ela é muito pior, por gera crise econômica automaticamente, isso influencia na bolsa de valores, no PIB do pais e em muitas pessoas”.
 
COP – diante do quadro que senhor me descreveu, acha que MT está desarrumado, o que falta concertar? 
Arthur Nogueira – “Não estamos no caos assim, mas o governo se perdeu, diante de graves problemas que houve junto ao seu secretariado, e isso tomou muito tempo olhando o retrovisor e olhando para o futuro, como se defender , recuperar a credibilidade a imagens do gestor, isso aí travou o bom andamento do serviço publico , as  poucas secretaria que caminharam , caminharam por que tinham equipes dispostas a fazer isso e não foram atingidas pelas operações que ocorreram”.
 
COP – O que falta para desenvolver a baixada cuiabana, melhorar o nosso IDH – Índice de Desenvolvimento Humano – e para as pessoas ?
Arthur Nogueira – “Olha infelizmente Cuiabá sofreu muitos com escolhas não muitos acertadas. A escolha da realização da copa do mundo que foi todo aquele oba oba, o reflexo primeiro quem sofre é a capital, e as cidades ao seu redor. O dinheiro que se tentou investir em obras como o VLT em algumas obras, não digo em algumas obras  de mobilidade, que Cuiabá precisava, obras como arena pantanal , VLT, e outras despesas que tiveram em  relação a esse grande evento, tiraram alguns investimentos prioritários. Como você investe alguns bilhões, se você precisa entregar um Pronto Socorro de Cuiabá, precisa de transporte publico de qualidade, escolas de qualidade, segurança, precisa trabalhar a questão da iluminação publica, os conselhos de segurança. Os investimentos que vieram não foram aplicados de forma correta, como Cuiabá merecia, basta comparar Cuiabá com Campo Grande, basta irmos lá, a nossa cidade melhorou? Não temos saneamento básico, nosso rio Cuiabá está morrendo, as obras são feitas por critérios políticos, não são critérios técnicos para saber se realmente determinados investimentos vão atingira a maioria da população. Então fico triste quando vejo uma Arena Pantanal por exemplo; que cidadãos da baixada cuiabana não tenha acesso. Foi sacrificado o cidadão da baixada e também das cidades do interior, por que os recursos aplicados aqui, prejudicaram os repasses aos municípios do interior”.
 
COP – Como reverter isso, esses investimentos errados? 
Arthur Nogueira: “É necessário identificar por meio de um levantamento através de um órgão de controle do Estado, o que realmente esta arrecadando  e como está gastando . por que isso não é levado a sociedade , toda vez que se toca nesse assunto , a exemplo da RGA, que o governo  sofreu uma pressão enorme do fórum sindical, quando chegava  nesse assunto, não se trazia a tona para sociedade quanto realmente se arrecada e quanto se gasta, o que se falava e que não tinha dinheiro para o RGA. É preciso trazer a luz da sociedade o estado arrecada isso, tem os repasses da saúde, educação, segurança, os duodécimos, RGA, para que sobre recursos investimentos, além e pagamento da divida publica”.
 
COP – Como governador de que forma vai aplicar as políticas publicas, como saúde , educação, e segurança?
Arthur Nogueira: “O servidor publico é extremamente importante nesse processo, ele entende qual é o seu papel. Então área de saúde, são servidores da saúde e não da educação. Então você precisa colocar profissionais e equipe, de secretários, que entendam da matéria que sabem realmente do problema e vão saber utilizar da legislação do SUS, o que cada um faz e precisa fazer, e de forma coordenada para que funcione, por que para o cidadão não interessa, se união , estado ou município, mas ele precisa ser atendido. A identificação desse problema, parte desse grande processo, de inserção do servidor publico de cada área, na realização e implementação das políticas publica para aquilo , ai começa a funcionar. Por que? Não são decisões políticas e sim técnicas, o professor não vai saber lidar com a segurança, assim como a segurança não lidera com a saúde. Cada um sabe da sua área, e foi contratado para sua função, mas precisam ser harmônicos , são imdepemdentes mas harmônicos”.
 
COP – Tem um exército e contingente de desempregado em Mato Grosso, como se resolver esse problema? 
Arthur Nogueira: “Primeiro ponto por que essas pessoas estão desempregadas. Existe um levantamentos do governo para que isso seja identificado? Eu não vi em lugar nem um  levantamento como esse . Uma vez tendo posse desse  levantamento, a gente tem um raio x para saber como tratar essa doença. Agora falta o que a oportunidade, e ela precisa ser  identificada, cadê o papel do SINE. Você pode ter vagas que vai ficar um ano, que ninguém vai aparecer  com requisito para essa vaga. O que o estado tem que fazer? Ele tem que prover, através da secretaria competente com seus cursos técnicos e de qualificação e profissionalizante, para que ele possa ter condições de concorrer aquela vaga de trabalho. 
Vagas simples como cuidador de idosos e até babás tem no mercado, mas elas não tem qualificação e nem preparação dessas pessoas”. 
 
COP – Há uma ligeira desconfiança da classe política de que esse ano a eleição será difícil, com muita abstenção, voto em branco de protesto, o que o senhor pensa disso 
Arthur Nogueira: “Foi um dos motivos que me trouxeram ao processo a me colocar a disposição. Nas  ultimas duas eleições me senti desconfortável ,  e sem nem uma motivação para ir votar, fui votar por que sou servidor publico, por que o processo político caiu em descrédito , então agente precisa levar ao cidadão de que há uma oportunidade de nos revertermos esse quadro, é por isso que eu me coloco a disposição, até em outras siglas, que são bem intencionados, mas que foram forçados a se ingressarem em outras siglas, por que infelizmente no Brasil não há candidatura imdempemdente ainda, precisa avançar, mas para que eles possam se preservar. Nós temos candidatos que está no 8º mandato  e será candidato a governador, ele não foi aprovado nem para executivo do município dele  , ele  já tentou salvo engano, duas vezes e vai insistir mais uma vez. outros que já foram tão retornando, por que não querem lagar o osso”.
 
COP – Por que o senhor é candidato pela Rede Sustentabilidade:
Arthur Nogueira: “Por que foi o único partido que me deu  condição de levar essa nova visão de nova política, tentar levar o cidadão que está desmotivado,  que ele precisa ir as urnas para exercer o papel de cidadão e dar a resposta. O sistema judiciário ele demora para julgar os políticos, quando você eleitor tem a chance de fazer o julgamento mais rápido, ele vai lá e vota, inicio da noite já ta o resultado e o cara já sabe se ele ta eleito ou não , e ele começa a cumprir a sentença, o de ter sido rejeitado pela urna”.
 
COP – Qual o reconhecimento que o senhor espera da sociedade do eleitor nessas eleições?
Arthur Nogueira: “Que ele tenha consciência, na analise dos candidatos que estão postos, que visualizem que a minha candidatura que tanto se anseiam, demonstradas nas manifestações pais a fora, em que a população foi as ruas quanto aos desmandos. Não podemos mais admitir isso, enxergando, e a forma é mudando o quadro político. Os últimos quatro anos da minha historia demonstram isso, é a forma que eu conduzo a coisas. É o inicio de uma mudança, apesar de muito otimista eu não creio que vá ocorrer aquela mudança, mas iniciar a  nessa eleição”.

“ Existe um projeto importante sendo construído, de mudança para Mato Grosso”

CO Popular- O DEM ainda vive o dilema de poder perde aliados, como o PDT que se mostra insatisfeito. O senhor aposta no diálogo entre os principais interessados para contornar a situação?

Fábio Garcia- Sim. Existe um projeto importante sendo construído, um projeto de mudança para Mato Grosso, que está sendo liderado pelo ex-prefeito Mauro Mendes e todos participarão da construção desse projeto. Tenho absoluta convicção de que no decorrer da caminhada, com muito diálogo, chegaremos a uma definição.

CO Popular- Deputado, como está  a questão das chapas proporcionais?

Fábio Garcia-  A questão da proporcional é secundaria da questão majoritária. Precisamos fechar todos os partidos que estarão conosco apoiando o projeto liderado pelo Mauro. Quando fecharmos, saberemos todos os candidatos a proporcional que cada partido poderá oferecer e aí neste momento teremos uma visão melhor de como será construída a chapa a deputado federal.

CO Popular – Como estão as conversações para acomodação de Fávaro E Sachetti no DEM?

Fábio Garcia- A definição ficou em torno do nome do Carlos Fávaro, pela capilaridade do partido e tempo de televisão, decidido isso por toda executiva Democratas.

CO Popular-  Qual o objetivo do DEM para Mato Grosso?

Fábio Garcia- O propósito que a gente tem pra Mato Grosso é fazer Mato Grosso um estado eficiente, empreendedor, desburocratizar o Estado e melhorar a vida das pessoas, e nós vamos escolher a pessoa que possa melhor representar esse projeto pra junto também, não só do Democratas, mas com todo o grupo político nosso, os partidos aliados, aqueles que entendem que a gente pode construir um projeto novo pro estado de Mato Grosso.

CO Popular- Quantos partidos, na opinião do senhor, comporão a aliança em torno de Mendes?

Fábio Garcia- Aproximadamente cinco partidos, mas esse número pode mudar até a convenção.

CO Popular-  O senhor acredita que Sachetti pode recuar da senatoria e aceitar ser vice, e o Pivetta nesse caso, como ficaria?
Fábio Garcia- Pivetta escolhido como vice, pois já tinha uma forte identificação com Mauro.

CO Popular- Como o senhor analisa os últimos comentário do governador Pedro Taques, inclusive colocando apelido no senhor dizendo que antigos gestores, entre eles seu avô Garcia Neto , representaram a velha política e não deixaram ‘herança’ para Mato Grosso?

Fábio Garcia- Não quero polemizar este assunto, mas deve-se respeitar o legado dos ex-governadores e prefiro não acreditar que o governador de Mato Grosso tem tempo para ficar criando apelidos.

CO Popular- A aliança com o MDB vem sendo bastante polêmica. Ela na opinião do senhor, foi benéfica para o pré-candidato Mauro Mendes?

Fábio Garcia- O MDB possui importantes prefeituras como Barra, Cuiabá, Alta Floresta, Tangará e Primavera além do tempo de TV e já ajudou Mauro a administrar.

CO Popular- Ela não vai apresentar mais desgaste que ganhos eleitorais?

Fábio Garcia- Não acredito, pois apoiaram o Mauro na administração de Cuiabá em 2013 com aprovação acima dos 70%.

CO Popular- Deputado, como está  a questão das chapas proporcionais?

 Fábio Garcia-  A questão da proporcional é secundaria da questão majoritária. Precisamos fechar todos os partidos que estarão conosco apoiando o projeto liderado pelo Mauro. Quando fecharmos, saberemos todos os candidatos a proporcional que cada partido poderá oferecer e aí neste momento teremos uma visão melhor de como será construída a chapa a deputado federal.


“Vivemos a total inversão de valores nesse país, defendo os valores da família para revertermos essa situação”

Jornal Centro Oeste Popular – O que levou o senhor a se pré-candidatar a deputado federal nas próximas eleições?

Rafael Beal Ranalli – Foi pela vontade de participar, colocando nosso nome a disposição, acho que compactuo da ideia da maioria da população hoje, que é o nojo que o povo brasileiro sente pelo atual sistema político nacional. Você não vê uma renovação, você não vê pessoas de fora da política querendo participar. Costumo dizer que sou policial, estou político e não vou deixar de ser. A população tomou esse nojo pela política, justamente por isso, a partir do momento em que percebeu que o meio gira estritamente em interesses pessoais, a política virou uma carreira profissional, se o político largar o osso, ele morre de fome. E na minha profissão, eu também, criei certa revolta, porque já participei de prisão de mandatários, de participantes da assembleia e no outro dia, a assembleia se reuniu e mandou soltar o cara. A polícia prende com base em provas, com bases legais e noutro dia o cara já está solto. Isso nos dá uma revolta, uma sensação de impotência, de injustiça, que nos deixa enojado. Hoje no Brasil, existe esse sentimento de enojamento geral contra o que ocorre na postura dos integrantes da política nacional, há raras exceções, claro. A gente está com esse perfil novo, de fora, estritamente querendo ajudar, ficar a disposição. Não é uma obsessão minha em querer ganhar, isso é consequência. A gente só quer ficar a disposição e dizer ao cidadão de bem, tem um cara aqui viu, de fora da política que vai ajudar na medida do possível. E o outro aspecto que costumo colocar pra esse pessoal, é o projeto da Federação Nacional dos Policiais Federais, que é a Frente Nacional dos Policiais Federais (Frente Lava Jato), que tem representantes em todos os Estados do país. Sou um dos escolhidos, pra representar a população mato-grossense, até mesmo pelo meu histórico aqui, tenho 12 anos de Polícia Federal, sempre em Cuiabá.   

JCOP – Qual será sua principal bandeira de trabalho, aos apresentar suas propostas aos eleitores?     

Rafael Ranalli – Comungo os ideais da direita conservadora, que ganhou muitos adeptos nos últimos anos, até porque a gente viu o buraco em que o comuno/socialismo, como costumo dizer, colocou esse país. A gente está vivendo  uma monstruosa inversão de valores, a gente vê uma relativização de tudo, querem dizer que Pedofilia não é crime, estão tentando classificar como doença. Pôxa, um pedófilo só merece uma coisa, uma bala na testa, por mexer com criança. Tivemos no penúltimo final de semana em Cuiabá, um cidadão que estuprava a filha de 6 anos, filmava e ainda colocou a culpa na criança. A gente está vivendo, atualmente, uma inversão total de valores, em todos os segmentos.  Perdeu-se a noção total de limites, o que vale hoje é a busca total do prazer, não se importa com os limites. Essa agenda globalista, que é faça o que te faz feliz, não se importe com mais nada é uma realidade, está ai pra todos verem. Temos sim, que nos preocuparmos com o próximo. O cidadão de bem, hoje, está acuado, bandido tem direitos, cidadão de bem que trabalha não tem direitos. Nossa principal linha é esta: defesa dos cidadãos de bem, combatendo a legalização das drogas, que é uma agenda globalista, combater a descriminalização do aborto. Estão ensinando o absurdo à população, de que seus atos não tem consequências. Sou um cidadão de direita, a favor do armamento. Estamos morrendo, são 60 mil assassinatos por ano. Nos EUA que tem uma média de 400 milhões de armas, com média aproximada de 1,2 armas por habitante. E o Brasil, o país do politicamente correto, tem esses assassinatos, essa violência toda. Você sai na rua, o bandido te rouba o celular, te dá um tiro na cabeça e você não tem o direito de se defender? Nossa linha ideológica de direito é essa, defender as pautas de direita e liberal, também, diminuição do Estado. A gente vê a máquina pública inchada, muito cargos comissionados. A burocracia impera nesse país, a pessoa para abrir uma empresa leva meses. Tem países em que em meia hora, a pessoa abre uma empresa e o governo se torna sócio majoritário, porque a carga tributária é tão grande que o governo só vem e pega a sua parte no lucro. Tem empresa em que a tributação chega ao absurdo de 70% do lucro. Temos que rever essa questão tributária das empresas. Quanto a reforma política, se fala tanto em renovação. As pesquisas atuais indicam de que 80% dos eleitores querem uma grande renovação, mas, o sistema político que ai está, foi feito para que não se renove praticamente nada. Existe um Mega Fundo Partidário que sustenta o sistema político, que está em mãos dos mega partidos, com bancadas cheias de currais eleitorais.

“A gente está vivendo, atualmente, uma inversão total de valores, em todos os segmentos”  

JCOP – O senhor é Policial federal de carreira, portanto, lida com todo tipo de experiência em diversas situações, inclusive de violência. Qual será seu perfil político em Brasília?

Rafael Ranalli – Por ser de direita, tenho um perfil mais agressivo. Por ser policial, acredito, que, hoje, a criminalidade no país é fruto de nossa impunidade, como legislador, pretendemos trabalhar o foco do enrijecimento penal. O cidadão tem de saber de o que ele faz vai ter uma punição. Temos de parar com essa balela de audiência de custódia, de ouvir preso, porque ele já é um marginal, tá fora da sociedade. Ele quebrou o pacto com a sociedade, a partir do momento em que ele cometeu um crime. E na audiência de custódia ainda vem a pergunta de que ele foi bem tratado? Se a polícia prendeu ele a contento? Pelo amor de Deus, audiência de custódia não tem cabimento. Tornozeleira Eletrônica: quantas vezes já vimos em audiências que o bandido foi preso pela sétima vez? Isso já está provado de que não funciona. Antigamente se dizia que só pobre ia preso, hoje, ninguém mais vai preso neste país, porque a polícia prende e em seguida, já está liberado. Temos progressão de pena, saidinha de natal, saidinha de ano novo, saidinha de dia das mães...                 

JCOP – A nação brasileira passa por um conturbado momento sócio/econômico, com uma verdadeira detioração moral nunca vista antes, principalmente em sua elite política. O povo brasileiro tá cansado de tantos escândalos, falcatruas e desvios de dinheiro público, que explodem a cada momento. Em sua avaliação qual seria a solução?

Rafael Ranalli – Por ano desvia-se no Brasil cerca de 200 bilhões de reais, pelo ralo da corrupção. Quando falamos em criminalidade, não se tratava apenas de crimes de rua, a principal falcatrua que encabeça tudo em nosso país, é a corrupção. Essa roubalheira toda está diretamente ligada ao sistema político. O próprio político é o pivô, o ator principal que move as peças dessa corrupção e nisso se inclui os crimes de colarinho branco. Esse sistema favorece que o político que rouba, quando preso, fica pouco tempo, mas, já passou os milhões em nome de parentes, laranja, e devolve uma pequeníssima parte, que não corresponde a nem 2% do que roubou. O sistema político atual está doente, precisa ser modificado, e tal condição, passa, basicamente, por uma renovação ampla, geral e irrestrita.     

JCOP – O senhor pertence ao mesmo grupo político, de sustentação a candidatura do deputado federal Jair Bolsonaro à Presidência da República. Na sua avaliação, o que esse candidato tem de mais forte pra se corresponder aos anseios do povo brasileiro?

Rafael Ranalli – O Bolsonaro representa, hoje, o povo brasileiro, esse povo sofrido, esse povo que está cansado, que está enojado, que, assim como eu, não aguenta mais essa inversão de valores. Todas as pesquisas apontam, atualmente, que 80/90% da população brasileira é conservadora, ou seja, as pautas do Bolsonaro são as pautas dos cidadãos de bem, do pai de família, da dona de casa. Cerca de 90% da população, hoje, é contra a legalização do aborto, é contra a legalização das drogas, é a favor da redução da maioridade penal. A maioria da população aprova a militarização das escolas, pra termos a participação da polícia, do exército, auxiliando na administração das escolas, pra criarmos pessoas e cidadãos com caráter. Então, as bandeiras defendidas pelo Bolsonaro é nada mais do que um grito dessa sociedade enojada, formada por pessoas de bem.               

JCOP – Muito se fala que o Brasil não possui algo concreto em segurança pública, a chamada política de Estado e, sim, apenas política de governo, que como sabemos, cada presidente que passa por Brasília tem a sua própria política para este segmento. Qual seria a solução para essa questão?

“Antigamente se dizia que só pobre ia preso, hoje, ninguém mais vai preso neste país, porque a polícia prende e em seguida, já está liberado”

Rafael Ranalli – Quando a Federação dos Policiais Federais se coloca a disposição, a ideia é bem essa, de se fazer um projeto a longo prazo para o Brasil, quanto a segurança pública, e passa até mesmo pela revisão do processo penal. Nós temos um instituto que se chama inquérito policial, que é um inquérito que é feito quando você leva qualquer procedimento à polícia, aquilo vira papel, é moroso, depois vira processo judicial. Nós temos no Brasil, cerca de 95% dos crimes não são solucionados, sendo que apenas de 3 a 5% são solucionados. Então, a chance de 10 pessoas cometerem crimes e apenas uma delas ser presa, é o que mais acontece. O sistema é moroso, as polícias não recebem investimentos, é tudo dividido, temos a policial militar para fiscalizar e a civil para investigar. Temos de rever essa questão do ciclo completo da polícia, a que polícia que prende, já investigar e já chegar a conclusão, não ficar nessa de levar pra outra. Existem vários fatores que precisamos trazer para a sociedade. O próprio armamento que a gente defende, contribui para a segurança pública, porque os bairros mais abastados serão os primeiros a ter armas, porque arma custa dinheiro. Indiretamente, o próprio armamento é um investimento em segurança pública. A gente vai conseguir costurar algumas medidas no quesito de segurança pública, a  longo prazo para o Brasil.   

JCOP – Cresce a expectativa de se criar uma PEC em Brasília, no sentido de criminalizar todo desvio de dinheiro público no Brasil, sejam Municipal, Estadual e Federal, transformando-o em crime hediondo, portanto, inafiançável. O senhor concorda com essa ideia?

Rafael Ranalli – Concordo plenamente. A corrupção mata lá na ponta. Essa parece até ser uma discussão populista, que se vê em grupo de facebook e whatsApp. A caneta não mão de um corrupto mata mais do que na mão de um bandido, de um assassino. O desvio de dinheiro da merenda escolar lá do interior,  representa a morte de várias crianças, pela falta do alimento, do leite, gerando desnutrição . Enfim, a corrupção mata e se ela mata, tem de ser enquadrada como tal, o crime hediondo seria uma forma de se combater essa ladroagem, não tem fiança, não tem conversa.

JCOP – Sendo eleito deputado federal, o senhor terá um enorme leque de opções de deficiências estruturais no país, para se dedicar em sua atuação, como saúde, educação, transporte e, principalmente, segurança, área que o senhor possui grande identificação, até pelo seu trabalho no dia a dia. Qual será sua prioridade?

Rafael Ranalli – É inegável que a principal bandeira de um Policial Federal, hoje, no Brasil, é a segurança pública e, por coincidência, por pesquisa, dá-se conta que a principal preocupação do povo brasileiro, pela ordem é: corrupção, segurança pública e depois vem a saúde, a educação, ou seja, estamos morrendo nas ruas. A sociedade está em hemorragia, é preciso se estacar essa sangria e pra se estancar, precisamos de medidas enérgicas. Por isso precisamos urgentemente, também, da reforma política, porque a corrupção passa pelo sistema político/partidário. Temos de ter essa adequação, porque do jeito que está, não está funcionando e, em seguida, a reforma tributária. Não é justo o cidadão brasileiro trabalhar de 4 a 6 meses num ano, para pagar impostos. Isso é desumano.      

JCOP – Mato Grosso nunca esteve com uma representatividade no Congresso Nacional, tão em baixa, como as últimas legislaturas. Os que representam o Estado, atualmente, não se destacam, sendo que em sua maioria, só fazem o arroz com feijão, atuações inócuas. Caso eleito, o senhor acredita que será o diferencial nessas mesmices que ocorrem em Brasília?

Rafael Ranalli – Temos de ver o sistema político, porque o cargo de deputado federal é o que mais tem abstenções. A tendência do voto para deputado federal é de ser aquele voto de desleixo, pega o santinho de qualquer candidato a federal ai na rua. O eleitor não conhece nem o perfil do candidato que ele escolheu. Por isso precisamos dessa renovação, verdadeira oxigenação. A ideia é de termos um representante que realmente orgulhe os mato-grossenses, lá na Câmara Federal, um político que tenha cara, que tenha voz, e que dê principalmente, orgulho ao Estado de Mato Grosso.  Para que o eleitor possa bater no peito e dizer, o deputado que me representa em Brasília é um homem de caráter.           

JCOP – A candidatura de Jair Bolsonaro para presidente está em crescimento acelerado e isso já está incomodando muitas pessoas. Já surgem alguns comentários que seria outro Collor, caso venha a ser vencedor. Qual sua opinião?

Rafael Ranalli – Acho que isso é até uma bandeira da esquerda, que é de se fazer comparativos. As bandeiras do Bolsonaro se identificam com as minhas bandeiras, são idênticas, porque essa é a sensação de cansaço da população. O povo está cansado do político de santinho, aquele que sorri, que o eleitor olhava e dizia, olha que bonitinho, isso ficou no passado, olha onde a gente chegou. A gente quer um representante que fale a verdade, olha gente, está uma bagunça, vai doer, a gente vai ter de arroxar e o bicho vai pegar, porque não tem mais condições. E o Bolsonaro se encaixou nisso. O outro lado vai se unir em até 10 candidaturas, para combater ele (Bolsonaro), primeiramente porque ele não tem dinheiro, é um patinho feio, ele não é um politicamente correto, que vai sair lambendo todo mundo, ele já falou “comigo não vai ter toma lá, dá cá”, ele vai diminuir ministérios, vai diminuir cargos comissionados, então, os adversários estão assustados. O centrão e a esquerda, podem ter certeza, vão direcionar os tiros nele. Costuma-se muito dizer que o povo brasileiro não precisa de herói, não precisa de uma pessoa assim. Penso que é justamente o contrário, precisamos sim, a gente precisa se identificar com alguém, para que esta pessoa nos represente. Por isso que chegamos nessa situação, devido ao vamos ver, veremos como que fica, o partido vai dar um jeito e tal. Não é assim, não. E o Bolsonaro, assim, nos representa.


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