Entrevista da Semana

“Não descarto a disputa da Mesa Diretora, mas isso tem que partir muito mais de um grupo do que de mim”

Janaina Riva foi reeleita deputada estadual por Mato Grosso. Jovem os 29 anos, representou o que as bandeiras do MDB Mulher defendem. É a única mulher na Assembleia Legislativa de Mato Grosso e entrou para a história ao ser reeleita como a parlamentar a receber o maior número de votos história do estado. Foram mais de 51 mil votos a favor do seu segundo mandato. Janaina, que é líder do bloco de oposição, nos últimos quatro anos, foi a única mulher no parlamento estadual, na 19ª Legislatura e permanecerá sendo a única voz feminina eleita na Assembleia Legislativa. A parlamentar ganhou grande destaque em seu primeiro mandato pelos embates que travou no parlamento em defesa dos municípios e das pessoas por garantias essenciais como Saúde, Educação e Infraestrutura.  Em entrevista ao Jornal Centro-Oeste Popular, ela fala sobre sua próxima atuação, projetos e desafios. Confira.

Olho 1- "Então eu sabia que ele seria o mais atacado, porque ele era vitrine, ele era vidraça, ele não era mais a pedra, e os outros dois candidatos concentraram suas críticas na gestão, o que na minha opinião fez com que ele chegasse em terceiro lugar".

Olho 2- "Através do envolvimento com a sociedade, através do respaldo e credibilidade que já construí com a sociedade organizada. Por exemplo, com os próprios servidores, a forma que tenho de ajudar é levar os servidores, através do diálogo".

Olho 3- "O eleitor está muito descontente, desacreditado. Infelizmente o eleitor também está muito desinformado, é difícil fazer com que as pessoas participem, se envolvam no processo. Mais de 50% da população não sabia em quem tinha votado nas últimas eleições"

Regina Botelho

Da Redação

Centro-Oeste Popular – Como será seu posicionamento frente ao governo?

Janaina Riva – Vai depender do próprio governador, o que ele pretende fazer pelo Estado de Mato Grosso, e é claro, ver se existe o desejo dele para que eu componha a base, mas a princípio um trabalho independente, mas com toda possibilidade de vir a ser uma deputada da base governista. É um governador eleito que eu acredito que vai fazer um mandato propositivo e positivo para o povo do Estado de Mato Grosso, então não vejo nenhuma dificuldade em caminhar junto com Mauro também.

CO Popular – Você acredita que foi uma boa escolha para Mato Grosso?

Janaina Riva – Eu acho que foi uma boa escolha, acho que o Estado tinha duas boas opções, uma delas era Wellington Fagundes e a outra era Mauro Mendes. Agora, é claro que o grupo do Mauro era um grupo mais consistente, e acho que isso tenha feito a diferença, principalmente no que tange as proporcionais. Deputados de vários mandatos, com referência política, com base muito espalhada, e acho que isso contribuiu muito para a vitória do Mauro.

CO Popular – Você esperava uma votação tão decepcionante de Taques, com ele amargando a terceira colocação?

Janaína Riva – Já esperava, disse isso no início das eleições, que a minha previsão era de que ele chegaria em terceiro lugar, até porque durante o período eleitoral é o momento em que os deputados, os candidatos estão na base e é o momento em que você vê a quantidade de problemas que a gestão de Pedro Taques deixou de herança para o Estado. Então eu sabia que ele seria o mais atacado, porque ele era vitrine, ele era vidraça, ele não era mais a pedra, e os outros dois candidatos concentraram suas críticas na gestão, o que na minha opinião fez com que ele chegasse em terceiro lugar. Publitizou , vamos dizer assim, a falta de gestão dele durante o período eleitoral. Foi a falta de diálogo, de relacionamento, de envolvimento, tudo isso.

CO Popular – Tendo a maior votação para o Parlamento estadual, pensa em disputar a presidência da Assembleia?

Janaina Riva – Eu não descarto a disputa da Mesa Diretora, agora, eu tenho falado com todos os meus colegas, que têm me procurado para falar sobre esse assunto, que isso tem que partir muito mais de um grupo do que de mim.  Não tem como ninguém ser candidato dele mesmo. Eu acho que tem que estar alinhado com um número de deputados, e como ainda não tive a oportunidade, não conversei nem com o meu partido ainda, com os deputados eleitos, são dois deputados novos, o Thiago e o doutor João, eu quero ver se isso parte do MDB e aí a gente passa a construir um  projeto. Mas que é um projeto de grupo, não pode ser só meu, nem isolado, porque aqui na Assembleia somo em 24 e também não estou disposta a tudo pela Mesa, acho que tudo tem um limite e quero trabalhar dentro daquilo que eu consiga fazer para não decepcionar as pessoas.

CO Popular – Você esperava uma votação tão expressiva?

Janaina Riva – Eu esperava uma votação expressiva, mas não esperava uma distância tão grande do segundo colocado. Uma distância que chegou a eleger outro deputado com uma votação inclusive menor do que essa diferença de votos. Acho que isso foi muito significativo, era uma coisa que eu realmente não imaginava. Eu senti que a votação caiu proporcionalmente para todos os candidatos, dentro do percentual que nós esperávamos, a votação foi compatível, mas eu esperava uma votação expressiva pelo trabalho na Assembleia, porque um governo com uma rejeição de 50%, isso sem dúvida nenhuma é um reconhecimento do trabalho da oposição também, é um indicativo de que nós estávamos no caminho certo, e isso facilitou, vamos dizer assim, a minha caminhada por todo Estado. Porque existe um reconhecimento da população, até quem não votava em mim, de que o trabalho tinha sido diferente na Assembleia. Você pode ver que tivemos eleitos três candidatos, se não me engano, que são servidores públicos. Então claro que dividiu um pouco dos votos, porque tinha muito mais disso que eram candidatos. Mais do que foram eleitos. Então acho que essa votação poderia ter sido ainda maior por causa do envolvimento da sociedade organizada, dos servidores, com relação ao trabalho que tinha feito aqui na Assembleia como líder da oposição.

CO Popular – Se resolver compor a base governista, não perderá a independência no Parlamento?

Janaina Riva – O próprio governador eleito, ele tem que ter esse entendimento de que eu teria valia para compor uma base governista se eu pudesse trabalhar com independência, eu acho que talvez esse seja o grande diferencial, porque aqui, inclusive com Pedro Taques, o problema é que ele pessoalizava as brigas, os debates e discussões. Um governador que fizer bom uso das nossas discussões, que ele usar isso como uma crítica, uma consulta gratuita, como se diz por aí, ele vai vir a obter êxito, e eu enquanto deputada dependente, vamos dizer assim, da base, uma deputada que independente da causa ficar do lado do governo, acho que não vou ter tanta valia como sendo uma deputada de posição independente. Isso não quer dizer que não posso compor a base, e eu sempre dizia isso aos colegas aqui na Assembleia, vocês podem fazer parte do governo, mas não deixem de ter a personalidade de vocês, colocar a opinião de vocês, não tem problema algum votar com o governo, mas posiciona contra e vota, mas deixando registrado que você não concorda com aquilo. Porque é claro que o governador ele é a pessoa eleita pelo povo para governar, e temos que respeitar isso, porque a opinião dele na maioria das situações ela deve prevalecer, mas o contraditório ele é uma peça muito positiva para quem quer fazer uma gestão compartilhada, uma gestão que a responsabilidade não fique só nos ombros dele, se não acontece o que aconteceu com Pedro.

CO Popular – Como a senhora pretende ajudar o futuro governador a resolver os problemas do Estado?

Janaina Riva – Através do envolvimento com a sociedade, através do respaldo e credibilidade que já construí com a sociedade organizada. Por exemplo, com os próprios servidores, a forma que tenho de ajudar é levar os servidores, através do diálogo, tentar compor com os servidores um melhor entendimento, da mesma forma em relação ao comércio, da mesma forma com relação ao agronegócio, os pecuaristas, acho que a forma de ajudar é ser um interlocutor, porque acho que esse é o papel fundamental da Assembleia, e somos barrados de sermos esses interlocutores no passado, e acho que temos a perspectiva de construir isso, um elo de ligação do governador com o povo.

CO Popular – Na opinião da senhora, a renovação na Assembleia representa o descontentamento dos eleitores com os políticos?

Janaina Riva – Com certeza. O eleitor está muito descontente, desacreditado. Infelizmente o eleitor também está muito desinformado, é difícil fazer com que as pessoas participem, se envolvam no processo. Mais de 50% da população não sabia em quem tinha votado nas últimas eleições, e isso mostra um desinteresse da sociedade com relação a política. A Assembleia também como um todo, então é um desafio fazer com que as pessoas voltem a se envolver. E isso tem que ser feito de uma maneira muito sutil, trazendo eles para o lado bom da política, que é o lado de interação, um lado em que a demanda dele é atendido quando reivindica, mostrando para ele que se ele não reivindicar, se não exigir, se não votar, não vai ter representatividade alguma.

CO Popular -  E quais são as principais propostas para o novo mandato?

Janaina Riva – Agora, no novo mandato o desafio é ser uma deputada que consiga manter a credibilidade e confiança das pessoas, através do trabalho que eu já fazia, mas dessa vez fazendo com que chegue à ponta, vamos dizer assim, esse meu trabalho. É o asfalto que vai chegar, é a reforma da escola, que é uma coisa que tive dificuldade com o Pedro Taques, pela perseguição, pela falta de recurso mesmo, investia mais em outros deputados que eram da base, e deixava de atender os deputados de oposição, o que fez com que os municípios sentissem muito eu ser deputada de oposição, como se isso fosse uma coisa ruim. A maioria não entendia que o fato de ser oposição não era motivo ou argumento suficiente para não pagar as emendas parlamentares. Agora, tenho a missão de poder retribuir esses votos que tive agora, mais de 51.446, através da ação direta com os municípios.

CO Popular – Qual avaliação que a senhora faz das eleições no Brasil?

Janaina Riva – Uma eleição de difícil leitura, surpresas que ninguém imaginava que poderiam acontecer, ainda não sei qual vai ser o resultado dessas eleições na prática, mas espero que seja positiva para o nosso Estado, para o nosso Brasil, mas é preocupante você ver que essa onda, vamos dizer assim, que tomou conta da internet, que tomou conta dos grupos de whatsapp,   os fake news, ainda influenciam muito, aliás, é o que mais influenciou nessas eleições, tirando o mérito do trabalho do serviço prestado, que fizemos aqui na Assembleia. Uma eleição atípica, e acho que talvez tenha sido uma onda que o Brasil após esses quatro anos a tendência é que a política volte a ser de mais proximidade com as pessoas, que é isso que eu mais senti falta. Tivemos eleições de pessoas que nem nós que somos políticos, que estamos na vida pública, nunca vimos em uma audiência pública, nunca vimos aqui na Assembleia,  nunca vimos de fato abraçando uma causa, então é uma eleição realmente difícil de se ler, mas acredito que a renovação vai contribuir bastante também. Ela contribui porque chegam pessoas com uma responsabilidade muito maior que aqueles que já estavam aqui na Assembleia, eles têm a obrigação de mostrar que são diferentes, e por serem diferentes estão aqui. Não vejo prejuízo para a população, acho que para a população foi uma eleição muito positiva, mas agora e a gente avaliar se isso mesmo vai ser devolvido em trabalho, que é a meta de todos que estão eleitos.

CO Popular – Na sua concepção, qual o principal desafio do futuro governador Mauro Mendes?

Janaina Riva – É conseguir fazer com que a riqueza, pois é um dos Estados mais ricos do país, chegue até os municípios e até aqueles que mais precisem no Estado. Esse é o maior desafio. Fazer com que a máquina seja eficiente, menos burocrática, porque a burocracia em Mato Grosso ela acarreta em mais sonegação, acarreta em renúncias involuntárias por parte do governo, porque o governo não consegue atender a demanda e acaba que aqueles não contribuem com impostos e as vezes não por não quererem, mas por não conseguirem cumprir com a burocracia do Estado. Acho que a maior tarefa do próximo governador vai ser fazer com que de fato sobre dinheiro para investimentos no nosso Estado, fazer uma correção daqueles que pagam pouco imposto, dos que pagam muito de forma indevida, equiparar isso, e a mesma coisa com relação aos servidores públicos, tem servidor que é de nível superior e que ganha o triplo de outro servidor de nível superior de outra secretaria diferente, então acho que o governador vai ter uma obrigação de organizar a casa, pois a casa está desarrumada, e a casa precisa ser arrumada.  Mais do que pensar em investir, a maior tarefa vai ser organizar o Governo do Estado e organizar o Estado como um todo, recuperar aquilo que estava perdido, temos um sucateamento de órgãos públicos, das escolas, dos hospitais, então acho que primeiro vai ser preciso fazer uma reabilitação do Estado para depois poder pensar em se investir em mais infraestrutura, mais logística, mais educação, mais segurança, que sabemos que o Estado precisa, mas precisa recuperar primeiro o que perdemos nesses quatro anos .


“Todo político de MT, deve ter olhos abertos em relação ao agronegócio”

Marcos Harter, 40 anos é morador de Sorriso, médico cirurgião plástico e candidato a deputado federal. Harter ficou famoso ao participar do "Big Brother Brasil" . A passagem dele no reality da Globo ficou marcada pelo envolvimento amoroso com Emilly Araújo, vencedora da edição. No mesmo ano, o ex-BBB entrou em "A Fazenda - Nova Chance", e ficou em segundo lugar ao ser derrotado por Flávia Viana. Em entrevista ao Jornal Centro Oeste Popular, Harter falou sobre a corrida eleitoral, suas propostas entre elas a viabilização de um hospital, especializado no atendimento ao câncer, em Sinop. Defende também o compromisso da bancada mato-grossense com a destinação dos recursos federais e a criação da Lei de Responsabilidade Educacional nos moldes da Fiscal, entre outros assuntos. Confira. 

Olho 1- “Mato Grosso vive um caos da má administração pública como na maioria dos estados brasileiros. Caos na saúde, segurança onde falta o básico”

Olho 2- “Acredito que um deputado federal eleito por um estado, tem obrigação de destinar a verba dele para o estado que o elegeu e não para outras cidades”.

Olho 3- “O ex- governador Silval Barbosa, já sabia que o VLT não seria viável para Cuiabá , que era um meio de transporte inferior, que a cidade realmente precisava”.

Regina Botelho

Da Redação

 

Centro Oeste Popular- Porque o senhor decidiu entrar na política?

Marcos Hater – Um conjunto de situações em que vive o Brasil O país vive um clima de renovação na política. Estou es­ta­be­le­cido na minha pro­fissão. Foi uma de­cisão pen­sada como ou­tras na minha vida. Acre­dito que se estou nesta em­prei­tada de­vido a minha vi­si­bi­li­dade. O ci­dadão está in­dig­nado com a si­tu­ação po­lí­tica do país e acre­dita que eu possa fazer al­guma.

 CO Popular- Quais são suas principais propostas campanha?

Marcos Hater - Uma das minhas principais propostas é fazer um projeto para o armazenamento e escoamento de grãos no estado. Criar a Lei de Responsabilidade Educacional, assim os governantes que não investirem na educação serão vetados de concorrer para as eleições pelo período de 12 anos. Construir em Sinop um Hospital filial do Hospital de Câncer de Barretos e disponibilizar equipes para fazer exames em todo o estado. Instituir projetos para viabilizar rotas alternativas de escoamento de safra, como hidrovias e ferrovias, além da duplicação das principais rodovias que cortam Mato Grosso. 

CO Popular- Como está sua representatividade nas ruas durante sua campanha?

Marcos Hater- Boa, principalmente após apresentações das minhas propostas, na plataforma do Facebook, na minha página oficial. Após a divulgação dos 16 vídeos, abordando minhas propostas, consegui manifestar as minhas ideias aos eleitores. Após o acidente que sofri quando voltava de Rondonópolis após campanha na cidade, a mídia falou sobre o fato. Com isso, a minha candidatura a deputado federal se expandiu. Subi nas pesquisas, somos 140 candidatos a deputado federal e estava em 20 º , subi para 12º.  Vou a ambientes públicos como supermercados, shopping`s e as pessoas pedem para tirar foto e não e por causa dos reality´s, mas por eu ter propostas.

CO Popular- Na sua concepção,  qual a principal mazela de Mato Grosso?

Marcos Hater- Mato Grosso vive um caos da má administração pública como na maioria dos estados brasileiros. Caos na saúde, segurança onde falta o básico. Como médico, percebo que a população precisa de atenção, do essencial na educação e saúde. Mato Grosso necessita de uma boa política, de uma boa gestão nas áreas básicas. Acredito que todo político de Mato Grosso, deve ter olhos bem abertos em relação ao agronegócio.  É uma área promissora para o Estado, um diferencial, porque não se vê isso em outros estados brasileiros. Quando essa área for fomentada vamos conseguir dar estabilidade econômica para Mato Grosso e a partir disso, muitas coisas e setores serão melhorados de forma conjunta.

CO Popular- Como o senhor avalia a gestão Pedro Taques?

Marcos Hater- Não posso falar de cadeira, pois a minha atuação até abril estava voltada para a medicina. O que ouço da população e percebo, uma grande insatisfação, que o governador Pedro Taques deixou muito a desejar.

CO Popular- Caso seja eleito, de que forma pretende ajudar o Estado?

Marcos Harter- Dando magnitude aos projetos sociais, como os quais já desenvolvi na cirurgia plástica, que é o nariz sem bullying e o projeto orelhinha. Em relação as proposta de leis, aplicação melhor da destinação de verbas. Acredito que um deputado federal eleito por um estado, tem obrigação de mandar a verba dele para o estado que o elegeu e não para outras cidades. Está na constituição, que pode mandar verba para outro estado, porém como eleitor ,  não concordo com essa questão. Como candidato, tenho interesse em criar uma lei que obrigue a destinação correta da verba para o estado em que qual o político foi eleito. Criar uma lei de viabilidade de obras, onde o gestor teria como obrigação prestar conta a população o porque quer fazer uma determinada obra e se realmente a cidade está precisando do serviço daquele porte e se vai suprir as necessidades da população. Uma prestação de contas, para que se não inicie obras que não tenham viabilidade, como aconteceu com o VLT. A Lei da responsabilidade educacional que funcionaria nos moldes da lei de responsabilidade fiscal. Restabelecer uma lei antiga da CLT que amparava as mulheres gestantes que trabalham em regiões insalubres.

CO Popular- Com relação ao VLT tem alguma proposta para destravar o modal?

Marcos Harter- Um símbolo de vergonha e corrupção em Mato Grosso. A resolução da obra é de competência do governador e o que pude analisar é que um deputado nada pode fazer, em termos diretos.  Fazendo uma análise, do que até agora se gastou no modal, vejo que o mais viável era o BRT. A ideia instituir um transporte rápido, resultou em uma vergonha após a deflagração da operação descarrilho da Polícia federal. O ex- governador Silval Barbosa, já sabia que o modal não seria viável para Cuiabá , que era um meio de transporte inferior, que a cidade realmente precisava. Já se gastou R$ 1 bilhão, apenas 30% das obras foram concluídas e a finalização está muito longe. O próximo governador vive uma situação complicada e há possibilidade que seja realizado um plebiscito para a população decidir o que vai ser feito em relação a isso. Por isso, analisei que posso criar uma lei, para que situações como essas não ocorram no resto do Brasil. Desde o começo, foi uma obra mal intencionada, mal planejada.    


“ Nosso maior desafio é recuperar as finanças, é fazer Mato Grosso crescer novamente”

Mauro Mendes é natural de Anápolis (GO), durante seis anos(2007-2012), foi presidente da Federação das Industrias do Estado de Mato Grosso (Fiemt). Em 2012, foi eleito prefeito de Cuiabá  (2013-2016) . Mendes é candidato ao Governo pelo DEM em 2018. Em entrevista ao Jornal Centro-Oeste Popular, falou sobre suas propostas para a população de Mato Grosso, seus desafios, trabalhos a serem realizados como prioridade, caso seja eleito no próximo dia 7 de outubro, entre outros assuntos polêmicos. Confira.

Olho 1- “Um das primeiras medidas que iremos tomar é para equilibrar o caixa do Estado de Mato Grosso, embora que o resultado disso não seja muito de imediato. Mas precisaremos tomar medidas para melhorar a receita”.

Olho 2- “Meu compromisso de lealdade eterna foi feito com minha esposa com quem estou casado há quase 24 anos. Com ele, fizemos um compromisso de quatro anos, quando votamos e quando o apoiamos”

Olho 3- “A saúde sem dúvida é um grande problema dessa administração. Mas um problema que nós acreditamos que com muito trabalho, com muita seriedade vai poder ser mudado essa realidade nos próximos quatro anos”.

Regina Botelho

Da Redação

CO Popular- O senhor vem liderando todas as pesquisas, mas acredita que o pleito possa ser definido em primeiro turno?

Mauro Mendes- Estar liderando as pesquisas é muito bom. Nos da forcas, nos da mais energia e mais vontade de trabalhar muito. Vencer em primeiro turno sempre é positivo. Um custo menor e mais tempo para começar a planejar para trabalhar no próximo ano. Entretanto, é muito cedo ainda para dizer se vamos vencer no primeiro turno. Apesar de muitas pesquisas já sinalizarem nessa direção.

CO Popular- Em caso de segundo turno, tem preferência por Wellington ou Taques?

Mauro Mendes- Se acaso ocorrer um segundo turno, não tenho nenhuma preferência por candidato. Meu debate sempre foi em cima dos problemas e soluções de Mato Grosso. E esse é o nosso foco, não os nossos adversários.

CO Popular- Cite as principais propostas de campanha?

Mauro Mendes- Nossa campanha tem propostas apresentadas para todas as áreas e elas estão elencadas no nosso programa de governo. Mas posso resumir que na saúde, queremos fazer a saúde funcionar. Pagar os municípios em dia, o repasse obrigatório, recuperar a capacidade de atendimento dos hospitais regionais. Aqui na Baixada Cuiabana, concluir o novo pronto socorro, retomar as obras do Hospital Júlio Muller e montar uma central conjunta para compra de medicamentos para os 141 munícipios. Comprar conjuntamente com quantidade, vai reduzir o preço e garantir o fornecimento a todos os municípios de Mato Grosso.

CO Popular- O senhor está sendo alvo de alguns ataques adversários e vem respondendo a altura. Porém, não acha que as propostas foram deixadas de lado?

Mauro Mendes- Lamentavelmente, os nossos adversários estão percebendo essa possibilidade da eleição terminar em primeiro turno com a nossa vitória, que estamos muito na frente, com relação ao segundo colocado e partiram para a baixaria. Em alguns casos, nos estamos respondendo. Mas o nosso foco sempre foi debater Mato Grosso, seus problemas e apresentar alternativas para o futuro de todos nós.

CO Popular- Que análise o senhor faz sobre o cenário político e econômico do Estado?

Mauro Mendes- O Estado de Mato Grosso está literalmente quebrado. Um Estado que não cumpre seu papel. Um Estado que atrasou os salários e que quase sempre por mais de duas décadas pagava no dia 30, passou a pagar no dia 10 e 11. Um Estado que não honra seus compromissos com seus fornecedores. Hoje, quase 100% dos fornecedores estão com seus pagamentos atrasados. Hospitais sem receber, Unidades de Tratamento Intensivo sendo fechadas por falta de pagamentos.

Os municípios não recebem o dinheiro obrigatório da saúde, do transporte escolar, de emendas parlamentares que não foram pagas. Os Poderes tiveram seus duodécimos atrasados. Tudo isso é retrato de um Estado inadimplente daquilo que arrecada, não suportar no mês a despesa corrente. Isso é uma dura realidade. Vejo que o Estado hoje precisa de uma mudança radical, de gestão, uma mudança muito forte na forma de arrecadar e gastar o dinheiro público.

CO Popular- Caso seja eleito, quais serão as primeiras medidas efetivas?

Mauro Mendes- Um das primeiras medidas que iremos tomar é para equilibrar o caixa do Estado, embora que o resultado disso não seja muito de imediato. Mas precisaremos tomar medidas para melhorar a receita, melhorar o ambiente econômico no Estado de Mato Grosso. Fazer com que haja uma melhoria da vontade de se investir no nosso estado.

Hoje muitos empresários que estão aqui, estão desanimando de Mato Grosso devido a alta burocracia, a péssima relação mantida com a Secretaria de Fazenda , a excessiva judicialização para ter a garantido os direitos básicos fundamentais dos contribuintes e dos empreendedores.

Portanto, vamos tomar muitas medidas para que o ambiente econômico, o ambiente de negócio possa melhorar e novamente ter a atividade de outras empresas, mas garantir também que as que estão em Mato Grosso não queriam desistir. Vamos tomar medidas na área da saúde. Vamos fazer um grande planejamento para tirar Mato Grosso dessa dura realidade.

CO Popular- Muitas pessoas sugerem certa traição da parte do senhor, já que o governador foi seu aliado quando o senhor era prefeito. O que dizer para essas pessoas?

Mauro Mendes- Na verdade, o governador e seu grupo tentou usar desse artifício, como se isso fosse capaz de fazer com eu e muitos outros pudessem manter ao seu lado. Ele não tem argumento para dizer que fez um bom mandato e não tem argumento para dizer que foi um bom governador. Por isso, criou-se essa história. Meu compromisso de lealdade eterna foi feito com minha esposa, com quem estou casado há quase 24 anos. Com ele, fizemos um compromisso de quatro anos, quando votamos e quando o apoiamos. Nunca dissemos a ele e a ninguém que um voto durante o processo eleitoral pudesse representar um voto para aquele mandato e para outros que essa pessoa quisesse disputar.

Ele teve oportunidade em quatro anos. Não mostrou trabalho, e por isso não merece nossa confiança e não está merecendo do eleitor. É por isso que grande parte da população rejeita seu mandato e reprova sua administração.

CO Popular- Na sua concepção, quais os maiores desafios do Estado?

Mauro Mendes- O nosso maior desafio é recuperar as finanças do estado. É fazer Mato Grosso crescer novamente, fazer com que aqui seja um território que atraia novos investimentos. Fazer o processo de industrialização, fazer nossa economia voltar a crescer fortemente até como fonte de elevar a arrecadação. Porque elevar a arrecadação, com aumento de impostos, isso é impensável.

Ninguém aguenta mais a elevação de carga tributária. Precisamos arrecadar mais e vamos arrecadar. Precisamos combater a sonegação, tornando o sistema fiscal do estado mais ágil, mais inteligente e aumentando a atividade econômica, como forma de crescer nossa economia e a própria arrecadação. 

CO Popular -Como está sendo a receptividade no interior do Estado, onde os adversários apontam que o senhor não é tão conhecido e teria dificuldades no pleito?

Mauro Mendes- No interior de Mato Grosso temos sido muito bem recebidos. Na grande maioria das cidades, estamos vencendo. Temos pesquisas internas que mostram que praticamente em 135 cidades de Mato Grosso, somos o primeiro colocado nas pesquisas. Nas demais, em apenas sete somos o segundo colocado. Estamos trabalhando muito, mostrando nosso trabalho, mostrando nossa história, nossa experiência prefeito de Cuiabá, tudo aquilo que tivemos oportunidade de fazer, mais acima de tudo aquilo que queremos fazer por Mato Grosso e para os mato-grossenses nos próximos quatro anos.

CO Popular- A saúde se tornou o problema crônico da administração Taques. O que fazer para resolver o problema do setor?

Mauro Mendes- A saúde sem duvida alguma é um grande problema dessa administração. Mas um problema que nós acreditamos que com muito trabalho, com muita seriedade vai poder ser mudado essa realidade nos próximos quatro anos. Vamos investir muito nos hospitais regionais, melhorando as suas infraestruturas. Vamos concluir a obra do Hospital Júlio Muller que tem hoje R$ 90 milhões depositados em conta aguardando essa obra ser retomada há quatro anos e nada foi feito nesse período. Isso é um descanso, um desrespeito com a população e com a saúde dos mato-grossenses. Esse hospital tem 295 leitos e se tivesse funcionando, além de ajudar em muito a saúde iria aliviar o caixa do próprio estado, porque ele vai ser custeado, bancado do seu custeio que um valor muito elevado, com recursos do MEC do governo federal. Ali no novo Hospital Júlio Muller vai funcionar  toda estrutura do curso de Medicina da Universidade Federal de Mato Grosso.

CO Popular- Com relação ao VLT, tem algum projeto para concluir as obras do modal?

Mauro Mendes- O VLT é um grande problema, mas um grande legado difícil deixado pela Copa do Mundo, por irresponsabilidade daqueles que tomaram essa decisão. Entretanto, é um problema que está colocado e que nos últimos anos, na atual administração não foi capaz de encontrar e implementar uma solução adequada. Anunciou várias vezes a retomada da obra. Anunciou várias vezes algum tipo de solução, mas isso era blefe, tudo isso era mentira, nada aconteceu.

Nós estamos pedindo um prazo de até um ano para que possamos estudar todas as soluções que foram desenhadas, criar novas soluções. Fazer uma análise com profundidade de todas elas, debatendo prós e contras. Abrir esse debate com o Ministério Público, com Assembleia, com todos os níveis e todos que possam interessar e ai tomar uma decisão escolhendo qual a melhor alternativa para Mato Grosso, para a Baixada Cuiabana e para todos nós.

CO Popular- E quanto às outras obras da Copa que não foram terminadas, como o senhor pretende proceder?

Mauro Mendes- Hoje em Mato Grosso tem mais de 420 obras paralisadas. Todas elas são importantes. A obra do VLT é importante, obras da Copa paradas em Cuiabá, como a Arquimedes Pereira Lima, os Centros Oficiais de Treinamento (COT) , Córrego 8 de Abril, todas elas são importantes. As escolas que eu vi em Mato Grosso, por exemplo, a 31 de Março no município de Canarana e em tantas outras cidades temos escolas técnicas, EPE de Cáceres, rodovias. Vamos fazer um grande esforço para que no menor espaço de tempo possível, conseguimos retomar todas essas obras e levá-las a sua conclusão.


Nilson Leitão toma vaga de procurador já é o segundo colocado e tem planos para MT assim que chegar ao Senado 

Nilson Leitão toma vaga de procurador já é o segundo colocado e tem planos para MT assim que chegar ao Senado 
Em segundo lugar na pesquisa eleitoral divulgada essa semana, ao cargo de Senador da República no pleito desse ano, em que aparece com 21%,  e conquistando votos inclusive de adversários, como o do ex-governador e atual candidato também ao Senado da Republica Jaime Campos (DEM), o ex-vereador, ex-deputado Estadual, e atual deputado federal pelo PSDB, Nilson Leitão parte para sua missão mais significativa de sua carreira política; a de se chegar ao cargo de senador da república para bem representar Mato Grosso. Experiente no trato político em Brasília, Nilson Leitão ainda é o vice líder da bancada do PSDB no Congresso Nacional, e um dos mais influentes deputados federais, quando o assunto é de interesse nacional. Recentemente por ocasião do impechmat da presidente Dilma, os lideres consultaram o deputado Nilson Leitão sobre a viabilidade ou não quais os impactos para o partido em nível de congresso, o mesmo ocorreu no pedido de impedimento do presidente Michel Temer (PMFB), lá estava Nilson Leitão sendo ouvido e consultado sobre os possíveis desdobramentos para a agremiação partidária. Desde de a era do deputado federal Dante de Oliveira (MDB), (autor de emenda das diretas já, e falecido) e do deputado federal Julio Campos (DEM), que chegou a 1ª secretaria do Senado, ambos na época dos anos 80, Mato Grosso, não tinha tamanha representatividade no cenário nacional como agora. Em nossa redação ele foi entrevistado pela nossa equipe, onde falou de suas propostas, projetos, perspectivas da disputa e ainda qual o seu plano, caso seja eleito senador por Mato Grosso.
COP: Com toda essa bagagem política, experiência, transitou pelas esferas do executivo e legislativo e ainda pela bancada federal em Brasília, por que o senhor quer ser senador? Nilson Leitão : “
Eu vou me basear no serviço prestado na minha historia e no que eu pretendo fazer para o meu estado, então eu não sou um candidato de  um setor só, eu fui vereador , deputado estadual, ajudei a aprovar as leis de incentivos na época de Dante de Oliveira , fui prefeito por oito anos , e como  federal assumi todos os cargos de que um deputado poderia assumir dentro da área parlamentar, fui líder da oposição, da frente parlamentar da agropecuária, sou líder do PSDB na bancada federal fui o deputado que mais apresentou projetos, e nesse mandato único o único de transformou projeto em lei. Coloquei recursos públicos nos 141 municípios de MT. Então eu me sinto pronto e preparado para ser útil  ao meu estado, eu não vou para ser um experimento, ou fazer laboratório, vou lá para produzir e e conseguir fazer um bom mandato para fazer os enfrentamentos que meu estado precisa. Temos muitas questões fundiária  ambientais , temos problemas estruturantes de logística,  que é importantíssima. Eu quero saber por que a UFMT não pode expandir curso fora da sede, como aconteceu no passado. Por que não curso de enfermagem para Alta  Floresta , outra para Confresa, para Juina , Juara, utilizando a estrutura que já tem , por que tem que se esperar tanto anos para ter um prédio para  isso.  Então são debates que eu quero fazer , por que já fiz como prefeito, então eu tenho conhecimento, então a minha pretensão de ser candidato a senador, é justamente por que acredito que eu vou ser, eu não posso negar isso ao meu estado , o que o estado me deu a oportunidade de ser passado por todos esses cargos, eu nao posso agora querer apenas um cargo de deputado federal, com 60 mil votos  seria eleito, eu fiz 127 mil votos , se eu quisesse conforto era candidato a deputado federal, mas não, eu acho que tenho mais  a oferecer como senador serei mais útil ao meu estado”.
COP: O senhor é um homem que conhece MT? Nilson Leitão: “Conheço vem MT, eu debati todos os temas do estado, ninguém enfrentou o temas com eu, temas polêmicos, questão indígena, o primeiro   deputado não foi de MT Fo do Brasil, a instalar um comissão para discutir a demarcação de área de área. Enfrentei questões do licenciamento ambiental , enfrentei questões que muitos não quiseram enfrentar , Ong´s  Ministério Publico Federal , denuncie 14 procuradores da republica , que incitavam  invasão de terra no Brasil e em MT, então eu fui um deputado, então eu fui um deputado que não sendo  que não sendo proprietário rural eu defendi o setor como poucos”. 
COP: “É por que existe uma preocupação da baixada em razão do senhor ser eleito vai trabalhar pelo norte, e esquecer a baixada cuiabana? Nilson Leitão: “Trato com tranquilidade por que eu defendi meu estado , a partir do momento que eu resolvo problema de logística, a ferrovia vai chegar primeiro a VG e em Cuiabá, então em quanto se discuti a ferrogrão que eu também quero eu sai de Sinop até Miritituba, tá discutindo a FICO  que vai sair de Água Boa até Goiás, eu também quero discutir a ALL até Cuiabá e descendo a BR 163 até Sinop  a encontrar a Ferrogrão, para levar os insumos e trazer nossa produção, então são temas que eu tenho conhecimento, eu sei que precisa expandir as  nossas universidades, eu sei também e trabalhei para isso para acontecer a concessão do aeroporto aqui em VG, que vai transformar num grande negocio de geração de empregos, e vai concessionar  mais  quatro aeroportos no estado, então qualquer tema eu preparado para discutir e levantar bandeira , me preparei para isso e tenho conhecimento do meu estado como um todo. Eu sei a necessidade do Araguaia, dos Sul do Estado, da região Noroeste, eu sei a necessidade da região Norte”.
COP: Que propostas o senhor tem para desenvolver o Araguaia que é o vale dos esquecidos, e aqui na baixada problema da industrialização da geração de emprego? Nilson Leitão; “A industria é sempre bem vinda e muito importante, mas eu acho por exemplo que a baixada eu tenho discutido isso, a baixada cuiabana inteira  ela tem mão de obra, tem clima , água em abundância por ter o rio Cuiabá, mas praticamente tudo que se consome no prato de comida na baixada , vem de outros estados, então nos temos que investir no pequeno produtor fazer com que o hortifrutigranjeiros que produz, o pimentão , o alface a banana, a nos precisamos fazer com que esse fomento aconteça aqui, e com isso maior vai enriquecer todo esse cinturão que existe em volta da baixada, do estorno e vai trazer dinheiro para a cidade, ali vai girar o comercio, a ferrovia chegando até aqui vai chegar os insumos mais baratos temos algodão, couro tanta coisa para desenvolver. Agora precisa de programa de incentivo esse projeto eu tenho na câmara federal, para incentivar o pequeno que é o “Agente Comunitário da Terra”, é um programa tá pronto para ir ao plenário, é uma PEC, onde você constrói aí um ambiente de extensão rural, você sai desse modelo um pouco arcaico e traz para a modernização para capacitar e incentivar e comercializar o produto, que tinha ser produzido aqui, esse é um ponto. No Araguaia, os temas estruturantes que eu já debato já está ajudando, na hora que se tiver segurança jurídica, e o direito de propriedade assegurado  ao pequeno ao médio e ao grande, ao índio , ao branco ao negro sem precisar fazer distinção no limite de cada, automaticamente você vai um estado se desenvolver. O Estado tem problemas por que discute conflitos. O Estado tem que parar de discutir conflitos, e discutir desenvolvimento e empregos”. COP: O senhor sabe que o grande sonho da baixada é a ferrovia que está em parada em Rondonópolis, qual é a articulação? Nilson Leitão; “A articulação está feita. O que se tem fazer é aumentar a concessão da malha paulista que a ferrovia ela sai de São Paulo, quando ela chega a Rondonópolis para ter esse investimento até Cuiabá, precisa de dinheiro, quem vai ter esse dinheiro? O dono da ferrovia, que vence a concessão dela em 2027, ele precisa ampliar para 2057, para que ela possa ter 30 anos de prazo para  recuperar o dinheiro que ele quer investir, aqui em MT, isso já está na Agencia Nacional de Transporte, pronto para ser autorizado, autorizado começa as obras  de  Rondonópolis para cá”.
COP: O senhor tem alguma coisa contra os movimentos sociais, sindicato dos trabalhadores, Ong´s quilombola indígena   ? Nilson leitão; “Eu tenho contra Ong picareta, alias denunciei todas elas não tem nada contra  alias eu tenho declaração de votos. Quem não quer deixar as minorias chegar a classe política são as organizações não governamentais, que utilizam o índio  as minorias para buscar dinheiro internacionais para viver bem, nas viver bem para ele não para índio. Eles não ajudaram ninguém aumentaram as mortes no Brasil mas de 170% , e de cada 100 índios mortos  40 são crianças de 1 a 5 anos de idade. As organizações não cuidaram do índio, usaram a fotografia dele, o quadro bonito do índio para buscar dinheiro para eles, mas não chegou para educação e saúde indígena”.
COP: Alias  nessa semana o senhor recebeu apoio de uma liderança indigena?  Nilson Leitão; “De várias mais de 30 lideranças do Xingú, da região Norte, da região do Kaiabi,  vários declaram apoio por que sabem de minha luta, eu quero que elas produzam, que tenham direito a dignidade. Esse é o meu enfretamento com as Ong´s, que quer deixar o índio tutelado, no canto dele dependendo da caça e da pesca e bolsa família. Eu quero que o índio , explore o minério , possa plantar e colher, explorar o agronegócio , o turismo ecológico”.
COP: Como conciliar com o agronegócio? Nilson Leitão; “Não tem nem um problema, uma coisa não atrapalha não tem nem um boletim de ocorrência no pais que algum produtor rural invadiu área indígena, não existe isso.
COP: Mas e em Campo Novo dos Pareci existe, entraram na área deles? Nilson Leitão; Não entraram, os índios Parceis já fazem parcerias com a produção há muito tempo , com em Primavera do Leste. Eles querem parcerias só que a FUNAI, não quer autorizar por que é a lei que nos queremos  fazer é isso. Produzir em parcerias, eles que ganhar dinheiro é um ser humano como qualquer outro, por que eles tem que viver dependente dos outros. Pode ter a vida própria como aconteceu nos Estados Unidos, no Canadá , Australia no mundo inteiro quando se deu a liberdade para poder produzir, todos os cassinos de Vegas são terras indígenas que hoje eles ganham dinheiro com a arredamentos. Por que índio pode manter a sua cultura, paralelo a isso eu propus a criação da primeira universidade indígena em MT, para que possa manter a  sua cultura. Quem tem que decidir  o que o índio quer, é o próprio índio”.
COP: Como o senhor está avaliando as ultimas pesquisas? Nilson Leião; “Pesquisa agora é movimentação do eleitor, começou os programas eleitorais, todos começam a assistir, a estruturação de campanha de cada um, mas vai passar a valer a partir dessa semana. É que vai ficar clareado de fato, por enquanto é um baralho na cabeça de todo mundo. É  aquela história vá mostra o trabalho de cada um , o eleitor vai começar a se concentrar nessa eleição, até lá uma guerra de rede social e de informação e desinformação”.
COP: O senhor teve um desconforto com a ex-juíza Selma o que ficou de farpas? Nilson leitão; “Nem a convidei para entrar e nem a convidei para sair, ela decidiu criar situação por que ela quer ser a anti política, não dá para ser anti política fazendo política,  você tem que escolher, ela segue o caminho dela eu sigo o meu não a conhecia,  a conheci agora no período eleitoral, então  eu decidi ser candidato pela minha historia e pela minha intenção, e não dependendo de outro candidato, eu estou muito tranquilo com isso, é pagina virada”.
COP – Como o senhor trabalha a sua campanha com essa rejeição em cima do candidato Pedro Taques? Nilson Leitão;
Se você tem um candidato a governador liderando as pesquisas, é mais fácil trabalhar e mais tranquilo, mas eu não sou companheiro só para a hora da festa, sou companheiro para a hora da briga, faço parte do partido durante toda minha vida nunca mudei de partido, to no mesmo partido há 26 anos, eu já tive alegria  com Dante as tristezas depois as tristezas do meu partido que foi abandonado por mais de 80 prefeitos, reconstruí o partido nos temos mais de 40 prefeito,  mais de 20 vice prefeito , mais de 200 vereadores,  que isso nunca atrapalhou a minha ascensão que esta acontecendo diante disso tudo, e agora nessa campanha está desgastado aqui ou qualquer lugar do Brasil , não é só em MT. E o governador Pedro Taques está npo poder , e vai ter que explicar aquilo que fez e aquilo que não fez. Eu não tenho nem uma dificuldade de enfrentar e eu acho que isso faz parte, eu não posso olhar só a parte cheia do copo, eu tenho que olhar a parte vazia e caminhar  para o futuro”.
COP – O que se observa nessa disputa, é que a oposição pegou  os vários blocos de problemas, achando que ele iria resolver tudo em 4 anos, acha que essa foram de fazer campanha está ultrapassada ou é o momento que o Brasil vive? Nilson Leitão; “Se a comunicação do governo conseguir explicar que essa carga pesada, não foi criada  por ele, ele está amais para mecânico que piloto para dirigir a maquina, então ele é um mecânico tá todo dia consertando, que foi destruída. Se ele conseguir fazer essa comunicação ele vai sim chegar no ouvido do eleitor, ele é muito inteligente, ele consegue observar essa leitura, ele está intolerante, quer novidade, inovação, até o final da campanha dá tempo para fazer isso. A mensagem ela é bem feita quando ela é bem objetiva curta e objetiva, as pessoas entendem, o importante não é o que você fala, o importante é o que as pessoas vão entender,  e tem que falar tem que se comunicar bem para isso.
COP – E  esse azedo ocorrido com a Assembléia Legislativa, que ficou  com boa parte dos deputados, eram aliados de primeira hora, e viraram o jogo depois? Nilson Leitão; “O governador Pedro Taques ele não entrou no governo, e todo mundo que elegeu ele, pensando que seria um político para agradar os políticos. Ele entrou para consertar o eleitor votou nele mais como justiceiro que como governador. Então ele está cumprindo o papel, quem não compreendeu não vai  ficar satisfeito, mas é uma transição que o Brasil e MT passa, com certeza a gente só vai saber de fato quem tá certo e está errado nesse episodio  depois que passar. As vezes o certo perde as vezes o errado ganham e vice versa”.
COP – O grupo prefere segundo turno com quem? Nilson Leitão; “Nos não podemos escolher adversários, o eleitor é quem vai escolher é o que for escolhido para o segundo turno, a gente vai disputar”.
COP – E essa proposta sua para mudar a composição do congresso? Nilson Leitão; “ E importante falar de uma proposta da redução da máquina publica, é importante para esse momento, é o grande momento que o Brasil precisa viver de reduzir essa maquina. Como se reduz, começa pela nossa casa que trabalho, reduzimos de 81 senadores para 54, de 503 deputados para 395, e de 1059 deputados estaduais, para 804. São 400 cadeiras a menos e que vai impactar em 5 bilhões na economia em 4 anos, a PEC já está rondando  já tem mais de 200 assinaturas de deputados e deputadas, com 308 votos aprova-se a PEC. Eu espero como senador continuar trabalhando nisso, por que eu quero avançar nesses tempos, eu quero cortar mesmo, inclusive proibindo o uso de dinheiro publico para lançamento de obras no Brasil, prefeituras estados e união, lançam mais sem usar dinheiro publico.
COP – Corajosa essa proposta sua? Nilson Leitão; “ Todas elas são para cortar na carne de fato, tanto no judiciário executivo e legislativo. Unificar alguns órgãos que fazem o mesmo trabalho similar por que o Ibama tem quer um grande  prédio , Sema outro, Secretaria Municipal do Meio Ambiente outro, por que não unifica o trabalho dos órgãos ambientais, num lugar só  e podem fazer realmente um trabalho  que seja mais propositivo e eficiente para cada setor, então são varias coisas que se pode fazer para reduzir o tamanho da maquina”.
COP- Centro Oeste Popular agradece pela entrevista? Nilson Leitão; “Obrigado a todos da equipe e  parabéns pelo trabalho”.

Animado com a disputa eleitoral Taques se prepara para a fase final de campanha e aguarda o segundo turno eleitoral 

 
 
Em segundo lugar na pesquisa eleitoral de vários institutos, em até dez por cento da  consulta eleitoral, e na disputa e buscando a  reeleição pelo governo nesse ano, está o atual Governador do Estado Pedro Taques (PSDB), ele ainda enfrenta alta rejeição do eleitorado, entre 40% e 45%, sobre tudo entre o funcionalismo publico estadual, mas afirma que faz parte da disputa. Esses os principais sintomas negativos que pesam contra seu projeto de reeleição, sem falar nas pesadas criticas que vem recebendo de todos os lados dos adversários, sindicalistas, lideranças políticas que já foram aliadas, e até do Ministério Publico, que o acusam de ter sido ineficiente quanto a gestão da máquina publica estadual, além é claro de “fogo pesado”, que vem recebendo dos Deputados na Assembléia  Legislativa. O fogo dos ex-aliados é tanto, que recentemente Deputados tentaram abrir uma Comissão Parlamentar de Inquérito, para investigar o Governador no episódio “Granpolândia Pantaneira”, não deu certo,  e acabaram tropeçando na própria esteira que conduz o legislativo estadual. E a CPI acabou indo para o ralo. Mas  recentemente outro episódio, quanto as cirurgias das cataratas , no qual o Ministério Publico, acusa o governo de pagar por cirurgias, e não realiza-las. Tudo Isso, em pleno período eleitoral.   A oposição esbravejou, criticou , protestou, mas não deu em nada, o café foi pequeno para bancar, frente a tantas e muitas  realizações do atual governo. Para ele seu principal adversário o ex-prefeito de Cuiabá Mauro Mendes tem que falar a verdade a população, e não esconder que foi sócio de Silval Barbosa, não resolveu o problema da saúde na capital, e explicar aos documentos fraudados com Silval, junto a Justiça do Trabalho, e ainda por que faliu a sua empresa deixando mais 800 pais de famílias passando fome. Apostando em novo cenário a partir do horário eleitoral, Pedro Taques está otimista com a disputa, e diz que o eleitor está começando a observar, que com o seu governo é mais segurança, que se aventurar com um grupo se entitula “novo”. Foi com essa observação, cenário  e  pespectiva positiva, que ele recebeu a equipe de reportagem do Centro Oeste Popular para uma entrevista, em seu quartel general de campanha no bairro Goiabeiras.
COP – Quais são as propostas de campanha? Pedro Taques- “Agora eu e o Estado de MT, estamos com a casa arrumada nos precisamos seguir em frente nos criamos um ambiente negocial no Estado a receber mais investimentos, MT  é um dos cinco estado brasileiros que mais receberam investimentos, e qual a importância disso, dessa ambiência negocial. Nós melhoramos a SEMA, a SEMA que demorava 600 dias para expedir uma licença ambiental, hoje 90 e 97 dias de média é um dos melhores prazos do Brasil inteiro. A secretaria está descentralizadas, eram 20 município hoje são 60 , com a capacidade de fazer licença ambientais, isso cria essa ambiência propicia a atrair investimentos, veja que a Secretaria de Desenvolvimento Econômico da mesma forma, nos temos uma nova lei do PRODEIC, essa nova lei vai propiciar que o Estado atraia esses investimentos sem extorquir o empresário, como era feita na administração do PMDB, que quer voltar a governar MT , vendendo incentivos fiscais, cobrando propina para manter incentivos fiscais, tudo isso afastou muitos investimentos de MT  a própria Secretaria de Fazenda  ela já tem sistema  independente de aumentar impostos, e nos não aumentamos impostos a Secretaria de Fazenda esta arrecadando mais , por que nos aumentamos a base de arrecadação. Isto tudo cria essa possibilidade de recebimento de mais incentivos fiscais. Esse é um ponto”. 
COP: É na educação?Pedro Taques: “Na educação nos queremos continuar com as escolas em tempo integral, MT não tinha nem ma escola integral, hoje nos temos 40 escolas, 40 unidades em tempo integral. A qual a sua importância? Ela melhora a pro eficiência em português, matemática , ela diminui a evasão escolar e também ao redor dela. A minha deia é chegar a mais 100 escolas em tempo integral. Hoje Os profissionais da educação de MT, os 40 mil profissionais de educação, ele recebem o 3º melhor salário do Brasil. Isso para mim é motivo de orgulho, eu não estou pensando nas próximas eleições e sim nas  futuras gerações, que serão melhor preparados par o futuro que se avizinha. Esse é um ponto importante que eu queria ressaltar”.
COP: Algumas pessoas condenaram a sua política de educação? Pedro Taques: “ Algumas pessoas dizem  que eu teria errado, por exemplo o candidato Mauro Mendes (DEM) diz que eu teria errado ao garantir o aumento salarial para os professores. Eu quero dizer que vou a manter os ganhos salariais da lei 510, da administração passada, por que foi um acordo com o SINTEP, além desses 40% de aumento,  nos melhoramos todos os   indicadores graças as ações que foram tomadas e a esses 40 mil profissionais da educação. Aumentar o número escolas em tempo integral, aumentar o numero escolas militares, MT tinha apenas uma escola militar, MT tem hoje 8 escolas militares, terminaremos o ano com 12 escolas militares, eu quero a 40 escolas militares na próxima gestão, por tanto se você melhorar a escola em tempo integral, já são quase 10 alunos nas escolas integral, 2.500 nas escolas militares, aumentamos o médiotec de 7500 mil para 15.000 mil alunos. Isto prepara o cidadão para um outro momento da nossa historia, nos alfabetizamos quase 20 mil pessoas nesse programa de alfabetização chamado Muxirum da Educação, eu quero continuar alfabetizar aqueles acima de 15 anos, para que tenhamos um estado livre do analfabetismo. Por tanto avançamos muito na educação, e precisamos num segundo mandato precisamos reformar mais escolas, MT tem 765 escolas entregamos 39 escolas, reformamos  150 e faltam reformar mais 400 escolas. É lógico que não deu para fazer tudo, em razão da crise econômica pela qual passamos”.
COP: O que o senhor pontua que não deu tempo de fazer? Pedro Taques: “Não deu tempo por que não teve dinheiro pra fazer, na educação precisamos reformar maias escolas, e não teve dinheiro para que isso ocorresse”.
COP: Como o senhor avalia as últimas pesquisas? Pedro Taques- “Pesquisa eu recebo com humildade é um retrato desse momento, mas agora que o cidadão tomando conhecimento  do que estamos fazendo, nós temos a certeza que ganharemos a eleição, por que o cidadão começa agora imaginar o que foi feito, fazer a reflexão e começa a decidir. Eu tenho um amigo  que diz o seguinte que o cidadão começa a decidir depois da parada, da parada de sete de setembro. E essa eleição vai ser diferente é uma eleição diferente, ela é muito curta, o cidadão vai deixar para decidir nos últimos dias, e nós temos a certeza que o cidadão vaio fazer uma reflexão , e vai caminhar conosco para MT seguir em frente.
COP: Gostaria de enfrentar quem o Mauro o próprio Welington, que está atrás na pesquisa? Pedro Taques: “Quem desejar ser governador de MT não escolhe adversários, quero continuar administra MT e isso nós continuaremos. Uma coisa é certa, do lado de lá estão todos os políticos, por exemplo Julio Campos , Bezerra, Silval Barbosa estão para o lado de lá, todos eles estão com Mauro Mendes, e o cidadão vai ter que analisar e decidir, se quer seguir em frente ou voltar ao passados. Por que esses políticos estão todos pro lado de lá? Eu não faço acordo escusos com esses políticos, eu não faço maracutaia daí esses políticos não estão comigo. Isso significa que eu tirei leitinho dos que mamavam as custas do Estado”.
COP; E agora tentam voltar e não vão voltar ? “Tentam voltar se não tenho certeza que não voltarão por que ganharemos a eleição”.
E a novela do VLT por que não andou no seu governo? Pedro Taques: “Não conclui por que Silval Barbosa recebeu dinheiro do consórcio, a empresa que está construindo o VLT, aliás o VLT é um dos erros históricos de MT, isso é importante , alias a copa do mundo foi um dos erros históricos de MT, eu não escolhi a copa do mundo em Cuiabá, eu não escolhi o VLT. Nos só não concluímos  o projeto VLT, por que em março de 2017 , houve a “operação descarrilho”, e se demonstrou  que Silval Barbosa recebeu dinheiro do consorcio, aí nós tivemos que romper com o consorcio e agora temos um processo de chamamento de novas empresas, agora nos teremos dificuldades, falar que vai terminar a obra em um ano, é mentir para o cidadão. Estou falando a verdade. Agora imagine quem era prefeito de Cuiabá, no início das obras do VLT? Mauro Mendes, que foi omisso nas obras do VLT, por que? Emanuel Pinheiro quando assumiu a prefeitura baixou um decreto, dizendo o seguinte; todas as obras do governo no município precisa ter concordância da prefeitura. O Mauro não fez isso, ele ficou omisso, busca na internet alguma manifestação em contrária
 do VLT , ou alguma fiscalização do Mauro Mendes, isso mostra que ele foi omisso em relação ao VLT.
COP: como o senhor analisa o início da campanha? Pedro Taques: “é uma campanha diferenciada, a maior demonstração que eu não fiz caixa 2 de campanha, que eu não roubei na administração,  é a nossa campanha é a maias simples de todas. Imagine um governador que vai a reeleição, algumas pessoas perguntam mais voçe não fez caixa de campanha? Não fiz não cobrei empresário , não estorquí empresário, eu quero fazer uma campanha falando diretamente para o cidadão. É a demonstração da lisura da honestidade de nosso governo.
COP: Um ponto difícil na sua gestão foi justamente a saúde, teve mais erros que acertos na sua opinião? Pedro Taques: “ A saúde ainda não está bem, mas ela nunca esteve tão bem como agora, por que nós tivemos avanços na saúde. Agora nos estamos sofrendo do as consequências do descaso do passado, há 30 anos não se constrói um hospital público no estado, e nossa administração um compromisso de campanha, no primeiro ano , lançamos as obras do Hospital e Pronto Socorro de Cuiabá, junto com o município, que atenderá 45% de  pacientes do interior. Nós já desembolsamos 50 milhões de reais para a construção e 82 milhões para equipar o hospital. A saúde será resolvida com esse hospital não? Mas nós vamos ter avanços. Há 30 anos não constrói  um hospital público, nós temos um hospital central parado, desde de o governo Júlio Campos , nem um governador teve a coragem de dar início ás obras do hospital central, nele foi construído  o CRIDAC – Centro de Reabilitação Integrado Dom Aquino Correia, nesse novo prédio vai atender 4 mil pessoas ao mês, os equipamentos já estão sendo montados, dinheiro que nós recuperamos da corrupção 12 milhões recuperados. Ainda na saúde, a UPA DO Pascoal Ramos na região Sul ela só funciona por que o governo do Estado desembolsa 350 mil por mês para funcionamento daquela Unidade de Pronto Atendimento. O São Benedito em Cuiabá, ele começou a funcionar em agosto de 2015, no primeiro ano de nossa administração. Nós  salvamos a administração do prefeito Mauro Mendes em relação a saúde , por que? em 2013 2014 vivia um caos com a greve dos médicos com 53 dias de greve, e o Mauro Mendes não deu jeito de resolver a saúde, ele começa a melhorar a saúde em Cuiabá, quando nós juntos com a união federal, começamos a investir no hospital São Benedito, em 2015 em Cuiabá  só  a união federal e o Estado de MT investiram no Hospital São Benedito, não na reforma mas no custeio. 2016 inteiro só a união e o Estado investiram , e o ex-prefeito de Cuiabá ficou com a vantagem de teria investido no S. Benedito, o estado e união é que fizemos o São Benedito funcionar, aí começa a melhorar a saúde Cuiabá.
COP: o Estado ajuda VG na saúde? Pedro Taques: “ houve ajuda e ainda há   
Varzea Grande, o Pronto Socorro só funciona, por que o Estado está junto com o município. Inicialmente eram 168 mil reais ao mês de repasse, depois passamos para 650 mil depois para 1.350 milhão  por mês. Vou repetir; o pronto socorro de VG só funciona, atendendo 40 45% do interior, por que na nossa administração nós e que fizemos os investimentos necessários para o custeio do Pronto Socorro de VG. A UPA de VG ela só foi aberta por que durante 6 meses o governo do Estado desembolsou 650 mil de reais para que a UPA funcionasse, o município só entrou com o pessoal mas o custeio foi o Pedro Taques e agora 350 mil reais ao mês para manutenção da UPA do IPASE em VG, lá ainda estamos com o Hospital Metropolitano de 20 a 230   cirurgia bariátrica ao mês, portanto tivemos avanço. Há 15 anos MT não fazia transplante renal, estamos trabalhando há muito tempo para isso, e agora recebemos autorização da união para  o transplante  renal, e recebemos autorização da união , e vai fazer cirurgia de transplante renal no Hospital Santa Rosa. Alem disso aumentamos o numero de UTIs em MT, temos 529 UTIs, dessas 204 o Estado que banca, que investiu nessas 204 UTIs a mais. Em Rondonópolis eram 31 hoje são 71 , no estado todo 204 novas TUIs”.
COP: O senhor também tem recebido criticas de seus adversários, afirmando que o senhor não soube gerir o Estado, como o senhor responde a isso? Pedro Taques: “Criticas faz parte da democracia, 
quem não quiser criticas não entra na  política vai ser fotografo jornalista, agora esses meus adversários não tem moral para me criticar, veja o candidato Mauro Mendes, ele deixou de contribuir com  estado, pagar  impostos com incentivos fiscais no valor total de 90 milhões  de reais, daria para construir um hospital regional, eu defendo o incentivo fiscal, sou favorável , mas não incentivo fiscal  para amiguinhos do rei, como é o caso de Mauro Mendes. 90 milhões de reais ele deixou de contribuir, além disso, ele quebrou uma empresa com incentivos fiscais. A empresa dele está quebrada, ele tem centena de credores no Estado e fora do Estado, mais de 900 trabalhadores que ele não paga,deixa passando fome, por tanto ele não tem moral para falar da minha administração. Além disso, ele é quebrado na pessoa jurídica e milhonário na pessoa física. Como isso é possível ser milhonário na pessoa física e quebrado na pessoa  jurídica, por que não vende um pouco de patrimônio dele para pagar os trabalhadores que estão passando fome e os credores dele”.
COP: Mas ele anunciou ontem que pagou metade da divida, para rescindir a falência? Pedro Taques: “Nós temos que ver a decisão do poder judiciário, agora na véspera da campanha me parece algo estranho”.
COP: Ele , Mauro Mendes, é esmo sócio do Silval Barbosa? “Ele mesmo reconheceu que é sócio do Silval Barbosa, ele mesmo  reconheceu em um programa foi sócio por um determinando momento, ou do Silval ou do irmão do Silval, que era laranja do Silval. Como MT vai ter um candidato ao governo, sócio do governador que roubava por prazer. O Irmão do Silval não passa de um laranja dele, o Silval”.
COP: O senhor acredita que tenha um grupo político, ou alguns políticos , tentando prejudicar a sua imagem nesse episodio da grampolândia? Pedro Taques; “Não podem me acusar de ser ladrão ou corrupto, eu não sou ladrão  nem corrupto. E ai tentam inventar coisas em relação a minha pessoa, eu não mandei fazer nada ilegal, não fiz, inclusive eu pedi que fosse investigado pelo  Superior  Tribunal de Justiça (STJ)”.
 
COP: É verdade que Mauro Mendes até afastou juízes? Pedro Taques: “A coisa mais difícil que existe no Brasil é afastar juízes, o Mauro Mendes já afastou dois juízes da Justiça do Trabalho. Um por que ele tentou fraudar uma  execução na compra de um apartamento, a juíza que esposa do Pascoal, o principal assessor dele, foi afastada aposentada em razão da fraude que Mauro Mendes fez na execução. E ele coseguiu afastar outro juiz por fraude, por que ele tentou junto com Silval Barbosa comprar um garimpo e falsificar documentos na execução da Justiça  Trabalho. Um cidadão que é sócio do Silval, cidadão que tenta fraudar a justiça e em razão dessa fraude dois juízes foram aposentados, já está quase merecendo musica no fantástico”.
COP: Governador qual a sua postura em relação a PEC do teto dos gastos era necessária? Eu quem apresentei a PEC do teto, por tanto sou favorável, é necessária, a emenda foi aprovada no ano passado, a emenda limita gastos aos poderes, por tanto  sou totalmente favorável”.
COP: O deputado Botelho disse que a AL deve derrubar o parcelamento de dividas  do Estado, via decreto do Legislativo? Pedro Taques: “Ontem ou hoje,  o Tribunal de Cotas do Estado, através do conselheiro Izaías, reconheceu que o decerto é legal. O acórdão já foi publicado de que o decreto é legal, aí Assembléia tem independência, mas o Tribunal de Contas reconheceu a legalidade do decreto”.
 COP: Essa  gestão vai encerrar o ano devendo os poderes? Pedro Taques: “Veja MT tinha duodécimo com os poderes que foram resolvidos na emenda constitucional do teto. Essa estabelece  que a partir de 2018, o excesso de arrecadação do Estado vai ser para pagar os poderes, isso foi pactuado com os poderes, isso esta acordado, o que devíamos aos poderes já foi acertado na emenda constitucional”.
COP: O que houve no pagamento no mês em que 3% dos servidores ficaram sem receber? Pedro Taques: “ Em razão do processamento do pagamento, eu reconheço isso 3% ou 4% dos servidores, por que o numero de servidores nos que inicialmente o pagamento ontem e terminou hoje as 14 horas, 3% ou 4%”.
COP: O senhor termina a gestão com os salários em dia, pagamento no mês?Pedro Taques: “MT a constituição estadual estabelece até o dia 10 a possibilidade de pagamento, nos passamos para até o dia 10 em razão da necessidade de fluxo de caixa, por que são nos dias 8 e 9 que o estão arrecada mais, por isso no dia 9 e dia 10. Isso é importante que seja dito os servidores estão recebendo a cada 30 dias , o meu desejo é recuar para dentro do mês  trabalhado, agora falar que vai fazer isso no mês de janeiro não é verdade”.
COP: Caravana da Transformação, como o senhor viu a movimento do GAECO na secretaria de saúde recolhendo documentos ouvindo secretários? Pedro Taques: “A caravana da transformação começou em junho de 2016, nos percorremos 141 municípios  em 14 edições da caravana, a cada edição protocolávamos um oficio no Ministério  Publico pedindo fiscalização. Acabava a edição cada uma delas, nos dávamos o retorno do que tinha feito, pago , quantas cirurgias, fizemos em todas as edições da caravana. 350 mil pessoas passaram pela caravana, 10% da população de MT, quase 70 mil cirurgia oftamológica foram realizadas. Agora há 30 dias  da eleição, o Ministério Publico recebeu denuncia que nove pessoas, elas teriam dito em depoimento essas nove, uma delas não teria feito os dois olhos, outra não fez a cirurgia, e o Estado , o MP desconfia      que o Estado teria pago o que não foi feito. Nos demonstramos que os nove pacientes, o Estado pagou um dos olhos ou só pagou a consulta e o exames. O Estado demonstrou a lisura da caravana, demonstrou a licitude , algumas pessoas não querem a caravana, por que ela chega no cidadão mais humilde e simples. Enquanto eu for governador de MT não acaba a caravana da transformação”.
COP: Então o senhor achou um exagero essa observação implacável em cima da caravana? Pedro Taques: “Não quero julgar que é um exagero ou não , o que estou dizendo que o fato não é verdadeiro”.
COP:Em caso de novo mandato , o senhor pretende mudar o estilo de governo, ouvindo os aliados,  fazer uma gestão mais política que técnica: Pedro Taques: “Eu não vou ouvir determinadas pessoas , o cidadão pode ficar tranquilos os políticos que fizeram com que MT chegasse na crise que os nos encontramos o Estado, esses eu continuar sem ouvir, vou ouvir o cidadão no dialogo como faço. Político antigo Julio Campos, Silval Barbosa, Chico Daltro que está para o lado de lá , não quero ouvir nem pelo rádio”.
COP: Como analisa os últimos episodio com a juíza Selma, o senhor até tentou  apaziguar a situação mas parece que se tornou uma briga pessoal entre o dois. Pedro Taques: “Eu tentei conciliar os dois em razão do tempo, não teve condições e ela buscou a justiça, eu desejo a ela que tenha sorte na sua caminhada, não me cabe desejar mal a quem quer que seja.
COP: Pedro Taques se o senhor não for eleito o que pretende fazer profissionalmente? Pedro Taques: “Eu não trabalho com possibilidades nos ganharemos essas eleições, a certeza é o que vemos na rua, agora que ele começa a fazer  a reflexão. O quadro a minha rejeição está caindo, é uma rejeição administração de pessoas que não sabem o que fiz, e agora o programa eleitoral está dando conta disso”.
COP: Obrigado pela entrevista Governador? Obrigado eu e parabéns pelo trabalho da equipe”

Animado com a disputa eleitoral Taques se prepara para a fase final de campanha e aguarda o segundo turno eleitoral 

 
 
Em segundo lugar na pesquisa eleitoral de vários institutos, em até dez por cento da  consulta eleitoral, e na disputa e buscando a  reeleição pelo governo nesse ano, está o atual Governador do Estado Pedro Taques (PSDB), ele ainda enfrenta alta rejeição do eleitorado, entre 40% e 45%, sobre tudo entre o funcionalismo publico estadual, mas afirma que faz parte da disputa. Esses os principais sintomas negativos que pesam contra seu projeto de reeleição, sem falar nas pesadas criticas que vem recebendo de todos os lados dos adversários, sindicalistas, lideranças políticas que já foram aliadas, e até do Ministério Publico, que o acusam de ter sido ineficiente quanto a gestão da máquina publica estadual, além é claro de “fogo pesado”, que vem recebendo dos Deputados na Assembléia  Legislativa. O fogo dos ex-aliados é tanto, que recentemente Deputados tentaram abrir uma Comissão Parlamentar de Inquérito, para investigar o Governador no episódio “Granpolândia Pantaneira”, não deu certo,  e acabaram tropeçando na própria esteira que conduz o legislativo estadual. E a CPI acabou indo para o ralo. Mas  recentemente outro episódio, quanto as cirurgias das cataratas , no qual o Ministério Publico, acusa o governo de pagar por cirurgias, e não realiza-las. Tudo Isso, em pleno período eleitoral.   A oposição esbravejou, criticou , protestou, mas não deu em nada, o café foi pequeno para bancar, frente a tantas e muitas  realizações do atual governo. Para ele seu principal adversário o ex-prefeito de Cuiabá Mauro Mendes tem que falar a verdade a população, e não esconder que foi sócio de Silval Barbosa, não resolveu o problema da saúde na capital, e explicar aos documentos fraudados com Silval, junto a Justiça do Trabalho, e ainda por que faliu a sua empresa deixando mais 800 pais de famílias passando fome. Apostando em novo cenário a partir do horário eleitoral, Pedro Taques está otimista com a disputa, e diz que o eleitor está começando a observar, que com o seu governo é mais segurança, que se aventurar com um grupo se entitula “novo”. Foi com essa observação, cenário  e  pespectiva positiva, que ele recebeu a equipe de reportagem do Centro Oeste Popular para uma entrevista, em seu quartel general de campanha no bairro Goiabeiras.
COP – Quais são as propostas de campanha? Pedro Taques- “Agora eu e o Estado de MT, estamos com a casa arrumada nos precisamos seguir em frente nos criamos um ambiente negocial no Estado a receber mais investimentos, MT  é um dos cinco estado brasileiros que mais receberam investimentos, e qual a importância disso, dessa ambiência negocial. Nós melhoramos a SEMA, a SEMA que demorava 600 dias para expedir uma licença ambiental, hoje 90 e 97 dias de média é um dos melhores prazos do Brasil inteiro. A secretaria está descentralizadas, eram 20 município hoje são 60 , com a capacidade de fazer licença ambientais, isso cria essa ambiência propicia a atrair investimentos, veja que a Secretaria de Desenvolvimento Econômico da mesma forma, nos temos uma nova lei do PRODEIC, essa nova lei vai propiciar que o Estado atraia esses investimentos sem extorquir o empresário, como era feita na administração do PMDB, que quer voltar a governar MT , vendendo incentivos fiscais, cobrando propina para manter incentivos fiscais, tudo isso afastou muitos investimentos de MT  a própria Secretaria de Fazenda  ela já tem sistema  independente de aumentar impostos, e nos não aumentamos impostos a Secretaria de Fazenda esta arrecadando mais , por que nos aumentamos a base de arrecadação. Isto tudo cria essa possibilidade de recebimento de mais incentivos fiscais. Esse é um ponto”. 
COP: É na educação?Pedro Taques: “Na educação nos queremos continuar com as escolas em tempo integral, MT não tinha nem ma escola integral, hoje nos temos 40 escolas, 40 unidades em tempo integral. A qual a sua importância? Ela melhora a pro eficiência em português, matemática , ela diminui a evasão escolar e também ao redor dela. A minha deia é chegar a mais 100 escolas em tempo integral. Hoje Os profissionais da educação de MT, os 40 mil profissionais de educação, ele recebem o 3º melhor salário do Brasil. Isso para mim é motivo de orgulho, eu não estou pensando nas próximas eleições e sim nas  futuras gerações, que serão melhor preparados par o futuro que se avizinha. Esse é um ponto importante que eu queria ressaltar”.
COP: Algumas pessoas condenaram a sua política de educação? Pedro Taques: “ Algumas pessoas dizem  que eu teria errado, por exemplo o candidato Mauro Mendes (DEM) diz que eu teria errado ao garantir o aumento salarial para os professores. Eu quero dizer que vou a manter os ganhos salariais da lei 510, da administração passada, por que foi um acordo com o SINTEP, além desses 40% de aumento,  nos melhoramos todos os   indicadores graças as ações que foram tomadas e a esses 40 mil profissionais da educação. Aumentar o número escolas em tempo integral, aumentar o numero escolas militares, MT tinha apenas uma escola militar, MT tem hoje 8 escolas militares, terminaremos o ano com 12 escolas militares, eu quero a 40 escolas militares na próxima gestão, por tanto se você melhorar a escola em tempo integral, já são quase 10 alunos nas escolas integral, 2.500 nas escolas militares, aumentamos o médiotec de 7500 mil para 15.000 mil alunos. Isto prepara o cidadão para um outro momento da nossa historia, nos alfabetizamos quase 20 mil pessoas nesse programa de alfabetização chamado Muxirum da Educação, eu quero continuar alfabetizar aqueles acima de 15 anos, para que tenhamos um estado livre do analfabetismo. Por tanto avançamos muito na educação, e precisamos num segundo mandato precisamos reformar mais escolas, MT tem 765 escolas entregamos 39 escolas, reformamos  150 e faltam reformar mais 400 escolas. É lógico que não deu para fazer tudo, em razão da crise econômica pela qual passamos”.
COP: O que o senhor pontua que não deu tempo de fazer? Pedro Taques: “Não deu tempo por que não teve dinheiro pra fazer, na educação precisamos reformar maias escolas, e não teve dinheiro para que isso ocorresse”.
COP: Como o senhor avalia as últimas pesquisas? Pedro Taques- “Pesquisa eu recebo com humildade é um retrato desse momento, mas agora que o cidadão tomando conhecimento  do que estamos fazendo, nós temos a certeza que ganharemos a eleição, por que o cidadão começa agora imaginar o que foi feito, fazer a reflexão e começa a decidir. Eu tenho um amigo  que diz o seguinte que o cidadão começa a decidir depois da parada, da parada de sete de setembro. E essa eleição vai ser diferente é uma eleição diferente, ela é muito curta, o cidadão vai deixar para decidir nos últimos dias, e nós temos a certeza que o cidadão vaio fazer uma reflexão , e vai caminhar conosco para MT seguir em frente.
COP: Gostaria de enfrentar quem o Mauro o próprio Welington, que está atrás na pesquisa? Pedro Taques: “Quem desejar ser governador de MT não escolhe adversários, quero continuar administra MT e isso nós continuaremos. Uma coisa é certa, do lado de lá estão todos os políticos, por exemplo Julio Campos , Bezerra, Silval Barbosa estão para o lado de lá, todos eles estão com Mauro Mendes, e o cidadão vai ter que analisar e decidir, se quer seguir em frente ou voltar ao passados. Por que esses políticos estão todos pro lado de lá? Eu não faço acordo escusos com esses políticos, eu não faço maracutaia daí esses políticos não estão comigo. Isso significa que eu tirei leitinho dos que mamavam as custas do Estado”.
COP; E agora tentam voltar e não vão voltar ? “Tentam voltar se não tenho certeza que não voltarão por que ganharemos a eleição”.
E a novela do VLT por que não andou no seu governo? Pedro Taques: “Não conclui por que Silval Barbosa recebeu dinheiro do consórcio, a empresa que está construindo o VLT, aliás o VLT é um dos erros históricos de MT, isso é importante , alias a copa do mundo foi um dos erros históricos de MT, eu não escolhi a copa do mundo em Cuiabá, eu não escolhi o VLT. Nos só não concluímos  o projeto VLT, por que em março de 2017 , houve a “operação descarrilho”, e se demonstrou  que Silval Barbosa recebeu dinheiro do consorcio, aí nós tivemos que romper com o consorcio e agora temos um processo de chamamento de novas empresas, agora nos teremos dificuldades, falar que vai terminar a obra em um ano, é mentir para o cidadão. Estou falando a verdade. Agora imagine quem era prefeito de Cuiabá, no início das obras do VLT? Mauro Mendes, que foi omisso nas obras do VLT, por que? Emanuel Pinheiro quando assumiu a prefeitura baixou um decreto, dizendo o seguinte; todas as obras do governo no município precisa ter concordância da prefeitura. O Mauro não fez isso, ele ficou omisso, busca na internet alguma manifestação em contrária
 do VLT , ou alguma fiscalização do Mauro Mendes, isso mostra que ele foi omisso em relação ao VLT.
COP: como o senhor analisa o início da campanha? Pedro Taques: “é uma campanha diferenciada, a maior demonstração que eu não fiz caixa 2 de campanha, que eu não roubei na administração,  é a nossa campanha é a maias simples de todas. Imagine um governador que vai a reeleição, algumas pessoas perguntam mais voçe não fez caixa de campanha? Não fiz não cobrei empresário , não estorquí empresário, eu quero fazer uma campanha falando diretamente para o cidadão. É a demonstração da lisura da honestidade de nosso governo.
COP: Um ponto difícil na sua gestão foi justamente a saúde, teve mais erros que acertos na sua opinião? Pedro Taques: “ A saúde ainda não está bem, mas ela nunca esteve tão bem como agora, por que nós tivemos avanços na saúde. Agora nos estamos sofrendo do as consequências do descaso do passado, há 30 anos não se constrói um hospital público no estado, e nossa administração um compromisso de campanha, no primeiro ano , lançamos as obras do Hospital e Pronto Socorro de Cuiabá, junto com o município, que atenderá 45% de  pacientes do interior. Nós já desembolsamos 50 milhões de reais para a construção e 82 milhões para equipar o hospital. A saúde será resolvida com esse hospital não? Mas nós vamos ter avanços. Há 30 anos não constrói  um hospital público, nós temos um hospital central parado, desde de o governo Júlio Campos , nem um governador teve a coragem de dar início ás obras do hospital central, nele foi construído  o CRIDAC – Centro de Reabilitação Integrado Dom Aquino Correia, nesse novo prédio vai atender 4 mil pessoas ao mês, os equipamentos já estão sendo montados, dinheiro que nós recuperamos da corrupção 12 milhões recuperados. Ainda na saúde, a UPA DO Pascoal Ramos na região Sul ela só funciona por que o governo do Estado desembolsa 350 mil por mês para funcionamento daquela Unidade de Pronto Atendimento. O São Benedito em Cuiabá, ele começou a funcionar em agosto de 2015, no primeiro ano de nossa administração. Nós  salvamos a administração do prefeito Mauro Mendes em relação a saúde , por que? em 2013 2014 vivia um caos com a greve dos médicos com 53 dias de greve, e o Mauro Mendes não deu jeito de resolver a saúde, ele começa a melhorar a saúde em Cuiabá, quando nós juntos com a união federal, começamos a investir no hospital São Benedito, em 2015 em Cuiabá  só  a união federal e o Estado de MT investiram no Hospital São Benedito, não na reforma mas no custeio. 2016 inteiro só a união e o Estado investiram , e o ex-prefeito de Cuiabá ficou com a vantagem de teria investido no S. Benedito, o estado e união é que fizemos o São Benedito funcionar, aí começa a melhorar a saúde Cuiabá.
COP: o Estado ajuda VG na saúde? Pedro Taques: “ houve ajuda e ainda há   
Varzea Grande, o Pronto Socorro só funciona, por que o Estado está junto com o município. Inicialmente eram 168 mil reais ao mês de repasse, depois passamos para 650 mil depois para 1.350 milhão  por mês. Vou repetir; o pronto socorro de VG só funciona, atendendo 40 45% do interior, por que na nossa administração nós e que fizemos os investimentos necessários para o custeio do Pronto Socorro de VG. A UPA de VG ela só foi aberta por que durante 6 meses o governo do Estado desembolsou 650 mil de reais para que a UPA funcionasse, o município só entrou com o pessoal mas o custeio foi o Pedro Taques e agora 350 mil reais ao mês para manutenção da UPA do IPASE em VG, lá ainda estamos com o Hospital Metropolitano de 20 a 230   cirurgia bariátrica ao mês, portanto tivemos avanço. Há 15 anos MT não fazia transplante renal, estamos trabalhando há muito tempo para isso, e agora recebemos autorização da união para  o transplante  renal, e recebemos autorização da união , e vai fazer cirurgia de transplante renal no Hospital Santa Rosa. Alem disso aumentamos o numero de UTIs em MT, temos 529 UTIs, dessas 204 o Estado que banca, que investiu nessas 204 UTIs a mais. Em Rondonópolis eram 31 hoje são 71 , no estado todo 204 novas TUIs”.
COP: O senhor também tem recebido criticas de seus adversários, afirmando que o senhor não soube gerir o Estado, como o senhor responde a isso? Pedro Taques: “Criticas faz parte da democracia, 
quem não quiser criticas não entra na  política vai ser fotografo jornalista, agora esses meus adversários não tem moral para me criticar, veja o candidato Mauro Mendes, ele deixou de contribuir com  estado, pagar  impostos com incentivos fiscais no valor total de 90 milhões  de reais, daria para construir um hospital regional, eu defendo o incentivo fiscal, sou favorável , mas não incentivo fiscal  para amiguinhos do rei, como é o caso de Mauro Mendes. 90 milhões de reais ele deixou de contribuir, além disso, ele quebrou uma empresa com incentivos fiscais. A empresa dele está quebrada, ele tem centena de credores no Estado e fora do Estado, mais de 900 trabalhadores que ele não paga,deixa passando fome, por tanto ele não tem moral para falar da minha administração. Além disso, ele é quebrado na pessoa jurídica e milhonário na pessoa física. Como isso é possível ser milhonário na pessoa física e quebrado na pessoa  jurídica, por que não vende um pouco de patrimônio dele para pagar os trabalhadores que estão passando fome e os credores dele”.
COP: Mas ele anunciou ontem que pagou metade da divida, para rescindir a falência? Pedro Taques: “Nós temos que ver a decisão do poder judiciário, agora na véspera da campanha me parece algo estranho”.
COP: Ele , Mauro Mendes, é esmo sócio do Silval Barbosa? “Ele mesmo reconheceu que é sócio do Silval Barbosa, ele mesmo  reconheceu em um programa foi sócio por um determinando momento, ou do Silval ou do irmão do Silval, que era laranja do Silval. Como MT vai ter um candidato ao governo, sócio do governador que roubava por prazer. O Irmão do Silval não passa de um laranja dele, o Silval”.
COP: O senhor acredita que tenha um grupo político, ou alguns políticos , tentando prejudicar a sua imagem nesse episodio da grampolândia? Pedro Taques; “Não podem me acusar de ser ladrão ou corrupto, eu não sou ladrão  nem corrupto. E ai tentam inventar coisas em relação a minha pessoa, eu não mandei fazer nada ilegal, não fiz, inclusive eu pedi que fosse investigado pelo  Superior  Tribunal de Justiça (STJ)”.
 
COP: É verdade que Mauro Mendes até afastou juízes? Pedro Taques: “A coisa mais difícil que existe no Brasil é afastar juízes, o Mauro Mendes já afastou dois juízes da Justiça do Trabalho. Um por que ele tentou fraudar uma  execução na compra de um apartamento, a juíza que esposa do Pascoal, o principal assessor dele, foi afastada aposentada em razão da fraude que Mauro Mendes fez na execução. E ele coseguiu afastar outro juiz por fraude, por que ele tentou junto com Silval Barbosa comprar um garimpo e falsificar documentos na execução da Justiça  Trabalho. Um cidadão que é sócio do Silval, cidadão que tenta fraudar a justiça e em razão dessa fraude dois juízes foram aposentados, já está quase merecendo musica no fantástico”.
COP: Governador qual a sua postura em relação a PEC do teto dos gastos era necessária? Eu quem apresentei a PEC do teto, por tanto sou favorável, é necessária, a emenda foi aprovada no ano passado, a emenda limita gastos aos poderes, por tanto  sou totalmente favorável”.
COP: O deputado Botelho disse que a AL deve derrubar o parcelamento de dividas  do Estado, via decreto do Legislativo? Pedro Taques: “Ontem ou hoje,  o Tribunal de Cotas do Estado, através do conselheiro Izaías, reconheceu que o decerto é legal. O acórdão já foi publicado de que o decreto é legal, aí Assembléia tem independência, mas o Tribunal de Contas reconheceu a legalidade do decreto”.
 COP: Essa  gestão vai encerrar o ano devendo os poderes? Pedro Taques: “Veja MT tinha duodécimo com os poderes que foram resolvidos na emenda constitucional do teto. Essa estabelece  que a partir de 2018, o excesso de arrecadação do Estado vai ser para pagar os poderes, isso foi pactuado com os poderes, isso esta acordado, o que devíamos aos poderes já foi acertado na emenda constitucional”.
COP: O que houve no pagamento no mês em que 3% dos servidores ficaram sem receber? Pedro Taques: “ Em razão do processamento do pagamento, eu reconheço isso 3% ou 4% dos servidores, por que o numero de servidores nos que inicialmente o pagamento ontem e terminou hoje as 14 horas, 3% ou 4%”.
COP: O senhor termina a gestão com os salários em dia, pagamento no mês?Pedro Taques: “MT a constituição estadual estabelece até o dia 10 a possibilidade de pagamento, nos passamos para até o dia 10 em razão da necessidade de fluxo de caixa, por que são nos dias 8 e 9 que o estão arrecada mais, por isso no dia 9 e dia 10. Isso é importante que seja dito os servidores estão recebendo a cada 30 dias , o meu desejo é recuar para dentro do mês  trabalhado, agora falar que vai fazer isso no mês de janeiro não é verdade”.
COP: Caravana da Transformação, como o senhor viu a movimento do GAECO na secretaria de saúde recolhendo documentos ouvindo secretários? Pedro Taques: “A caravana da transformação começou em junho de 2016, nos percorremos 141 municípios  em 14 edições da caravana, a cada edição protocolávamos um oficio no Ministério  Publico pedindo fiscalização. Acabava a edição cada uma delas, nos dávamos o retorno do que tinha feito, pago , quantas cirurgias, fizemos em todas as edições da caravana. 350 mil pessoas passaram pela caravana, 10% da população de MT, quase 70 mil cirurgia oftamológica foram realizadas. Agora há 30 dias  da eleição, o Ministério Publico recebeu denuncia que nove pessoas, elas teriam dito em depoimento essas nove, uma delas não teria feito os dois olhos, outra não fez a cirurgia, e o Estado , o MP desconfia      que o Estado teria pago o que não foi feito. Nos demonstramos que os nove pacientes, o Estado pagou um dos olhos ou só pagou a consulta e o exames. O Estado demonstrou a lisura da caravana, demonstrou a licitude , algumas pessoas não querem a caravana, por que ela chega no cidadão mais humilde e simples. Enquanto eu for governador de MT não acaba a caravana da transformação”.
COP: Então o senhor achou um exagero essa observação implacável em cima da caravana? Pedro Taques: “Não quero julgar que é um exagero ou não , o que estou dizendo que o fato não é verdadeiro”.
COP:Em caso de novo mandato , o senhor pretende mudar o estilo de governo, ouvindo os aliados,  fazer uma gestão mais política que técnica: Pedro Taques: “Eu não vou ouvir determinadas pessoas , o cidadão pode ficar tranquilos os políticos que fizeram com que MT chegasse na crise que os nos encontramos o Estado, esses eu continuar sem ouvir, vou ouvir o cidadão no dialogo como faço. Político antigo Julio Campos, Silval Barbosa, Chico Daltro que está para o lado de lá , não quero ouvir nem pelo rádio”.
COP: Como analisa os últimos episodio com a juíza Selma, o senhor até tentou  apaziguar a situação mas parece que se tornou uma briga pessoal entre o dois. Pedro Taques: “Eu tentei conciliar os dois em razão do tempo, não teve condições e ela buscou a justiça, eu desejo a ela que tenha sorte na sua caminhada, não me cabe desejar mal a quem quer que seja.
COP: Pedro Taques se o senhor não for eleito o que pretende fazer profissionalmente? Pedro Taques: “Eu não trabalho com possibilidades nos ganharemos essas eleições, a certeza é o que vemos na rua, agora que ele começa a fazer  a reflexão. O quadro a minha rejeição está caindo, é uma rejeição administração de pessoas que não sabem o que fiz, e agora o programa eleitoral está dando conta disso”.
COP: Obrigado pela entrevista Governador? Obrigado eu e parabéns pelo trabalho da equipe”.

“Farei uma gestão voltada para resultados, diminuindo o tempo de resposta ao cidadão”

Arthur Nogueira, pela primeira vez disputa uma eleição. Foi superintendente da PRF de Mato Grosso no período de 2013 a 2017 e, no período que esteve no cargo lidou com a gestão de inúmeros conflitos, como greve de caminhoneiros e bloqueios de rodovias por indígenas e movimentos sem terra. Candidato pela coligação Redefinindo Mato Grosso (Rede e PPL). Em entrevista, ao Jornal Centro-Oeste Popular ele destaca os motivos que levaram a entrar na política, fala sobre assuntos como saúde, educação, segurança, VLT entre outros. Confira.

 

Olho 1- “O VLT não era a opção, tinha que ser o BRT. Agora é preciso verificar o processo que o Executivo irá fazer, para posteriormente realizar o processo de decisão”.

 

Olho 2- “O processo de escuta tem que ser usado para antecipar o crime e dar a sensação de segurança para a população, não para finalidade políticas particulares, como foi o caso”

 

Olho 3- “É hora do Estado exigir a contrapartida para que os municípios possam construir as unidades de saúde da família e fazer esse atendimento e trabalhar até a média complexidade”

 

Regina Botelho

Da Redação

 

Jornal Centro-Oeste Popular- De onde surgiu a vontade de entrar na política? Por quê?

Arthur Nogueira- Pela vivencia dos anos na administração pública, percebi que o Estado é ausente nas mais diversas áreas públicas. Como atuei em uma área que todos os reflexos recaem na segurança pública, isso me aproximou um pouco mais da população, durante o período que fui superintende da Polícia Rodoviária Federal. Convivi de perto com os movimentos sociais, com os do sem-terra, caminhoneiros, índios entre outros movimentos que se instauram nas rodovias para ouvir e saber o que eles estão querendo. Todos eles reclamam da falta de atendimento dos governantes que nem se quer os escutam. Logo, se você não escuta, como vai resolver? Diante de tanto cenário de tanta corrupção, entendi que poderia contribuir como servidor público.

CO Popular - Além da carreira no serviço público e da formação acadêmica, o senhor tem experiência que o credencie a ser um bom administrador para o estado?

Arthur Nogueira- Sim. Sou da primeira turma de gestão de política estratégica para o setor público da Universidade Federal de Mato Grosso, a UFMT. Desde de lá, pratico e vivencio a gestão pública. A Polícia Rodoviária Federal é uma polícia que completa e engloba tudo que acontece em diversas áreas que estão inseridas. Essa vivencia com os prefeitos, vereadores, secretários tive durante toda minha carreira.

CO Popular- O caso dos grampos ilegais, operado pela Polícia Militar do Estado e que veio a tona no ano passado, é uma prova de que a segurança em Mato Grosso foi usada para práticas “escutas e ilegais”?

Arthur Nogueira- Lamentável, um gestor público utilizar da estrutura para fins inclusos. A lei de escuta é muito rígida. Houve uma indução do Judiciário para que pudesse autorizar essas escutas. A estrutura da segurança pública tem que ser usada para antecipar o crime e da à sensação de segurança para a população, não para finalidade políticas, particulares como foi o caso. É deplorável você invadir a privacidade do cidadão que está pagando por isso. Com o fato se perdeu profissionais, manchou a classe de delegados e a culpa da segurança pública, envolvendo tanto a Casa Militar, Casa Civil, a Secretaria de Segurança Pública e todo esquema.

CO Popular- Com relação às obras do VLT e da COPA, o que o senhor pretende fazer, caso seja eleito?

Arthur Nogueira- O processo se encontra em andamento. É preciso em um primeiro momento, verificar o quanto já se gastou e quanto vai se gastar. O VLT não era a opção, tinha que ser o BRT.  Agora é preciso verificar o processo que o Executivo poderá fazer, para poder fazer a tomada de decisão. Precisamos lembrar que a obra envolve dois municípios vizinhos. Cuiabá já maquiou a cicatriz colocando as gramas, plantando palmeiras e se gastou mais dezenas de milhões para se fazer isso. Várzea Grande está com aquela cicatriz exposta, na principal porta de entrada do município. Não são os empresários que ali estão há anos estão sendo prejudicados, mas toda a população se sente envergonhada.  É um sistema que se não resolver, as pessoas não têm que sair dos bairros, enfrentar as mesmas dificuldades dos ônibus para chegar ao terminal do VLT, andar em linha reta e depois pegar o outro ônibus. O Estado precisa dar uma resposta a sociedade de Várzea Grande. O que vai ser feito com os 40 vagões? O que permite o processo? Como está à investigação do Ministério Público Federal e com a Justiça Federal, é preciso respeitar as decisões. Agora saiu da ossada do Executivo e envolveu outros poderes. Quem são os culpados? Será que foram identificados, punidos?

CO Popular- Na sua concepção, qual o principal gargalho de Mato Grosso?

Arthur Nogueira- Saúde. A grande parte dos municípios não se preparou  para fazer a parte básica da saúde preventiva de atendimento aos seus cidadão. Tudo começa nos municípios. Cada gestão precisa fazer seu dever de casa. Os municípios têm usado os recursos disponíveis com transporte de pacientes para as cidades onde há estruturas, isso acaba congestionamento o sistema. O sistema através da central de regulação ou da chegada de pessoas em ambulâncias e até em veículos de passeios. Será que não era hora do Estado exigir essa contrapartida para que os municípios possam construir as unidades de saúde da família para fazer esse atendimento e trabalhar até a média complexidade? Deixando para esses polos somente os casos de alta complexidade? Esse é um grande gargalho que precisa ser enfrentado e resolvido. Não se pode aceitar essas transferências, como se as pessoas fossem simples objetos de mudança.

CO Popular- Qual a sua opinião, sobre o desarmamento, aborto e casamento homossexual?

Arthur Nogueira- São discussões que devem ser tratadas com seriedade no âmbito do Congresso Nacional, foge da competência do Executivo.  A questão do aborto, ninguém tem o direito de tirar a vida de ninguém. Muito embora cientificamente, tem a questão dos fetos cefálicos, a questão das mulheres que sofrem violência, até isso precisa ser discutido e legalizado O que não podemos mais deixar acontecer é essa hipocrisia, não vamos enfrentar o problema porque é impopular, mais vire e mexe casas e clínicas clandestinas estão provendo abortos e ai até quando? É preciso se reunir com a comunidade cientifica, o respeito a religião e trabalhar sem paixão, se possível até um plebiscito para resolver essa questão. Mais eu sou contrário a retirada da vida de qualquer pessoa, independe do caso. A lei do desarmamento na época teve bastante polêmica. Precisamos de uma liberação do estado federal e municipal, a fiscalização do registro de armas. Pensar que a liberação da arma vai resolver o problema da violência, não vai. Mesmo policiais que detém o porte de arma e na maioria andam praticamente o dia todo não se veem seguros e em situação constrangedora em momentos de assalto, porque ele tem que ter uma reação. Arma não é nenhum brinquedo, é uma coisa muita séria. Precisamos fortalecer a fiscalização e para fazer o enfrentamento. O policial precisa ser empoderado. Com relação ao casamento homossexual, sou muito sereno, em relação a isso. É uma escolha de cada um, é o livre árbitro de cada pessoa. Se ele escolheu a pessoa do mesmo sexo ou não, é uma escolha dele. A vida é dele e a base da família é amor.

CO Popular- A população esta desacreditada de política, de que forma o senhor pretende atrair esses eleitores?

Arthur Nogueira- Mostrando para eles que não faço parte dos velhos grupos que fazem a política no Estado de Mato Grosso. Tenho história na administração pública, de instituição que hoje é modelo no país, com relação à tecnologia, relação aos processos todos eletrônicos, identidade visual. Uma gestão voltada para resultados, melhorando o processo e diminuindo o tempo de resposta ao cidadão que paga caro para ser atendido pela máquina pública. Convidando aqueles que não voltaram nas ultimas eleições, que anularam seu voto e mostrando que hoje existe uma opção. Acabando com o jogo entre prefeitos, secretariado e governo. Essa situação das emendas parlamentares, por exemplo, o prefeito não for da base aliada, o governador puxa saco do deputado e não fazer o toma lá, toma cá isso tem que acabar. Não concordo com essas interferências.

CO Popular- Quais são as suas bandeiras de campanha?

Arthur Nogueira- Segurança, saúde é educação. São questões que incomodam bastante a sociedade. Dentre esses três, existem diferenças. No caso da saúde, afeta uma parte da sociedade, que é a maioria que depende do Sistema Único de Saúde. A outra parcela tenta fugir desse problema pagando plano de saúde, ou particular. A educação é a mesma saúde é a mesma situação. O governador precisa trabalhar pela maioria. A segurança é diferente, pois atinge a todos.  Você não resolve o problema da segurança pública, contratando a segurança privada. É algo mais sensível que atinge a todos sem exceção. Há um investimento maciço a ser feito na educação, para de achar que só construindo novas unidades escolares irá resolver o problema. É precisa reformar as atuais já construídas, é preciso capacitar os professores de forma para melhorar o seu autoestima e trazer a tecnologia, treinando esses educadores para a escola ficar mais atrativa e diminuir a evasão escolar.

 

CO Popular- Caso eleito, quais serão as primeiras medidas efetivas da sua gestão?

Arthur Nogueira- A nomeação do secretariado. É algo seríssimo. É preciso valorizar as carreiras, identificar os profissionais que realmente têm suas técnicas e queiram participar do processo de gestão para que eles possam forma a equipe e se dar a autonomia. É a autonomia para que cada um faça seu trabalho e dai cobrarei os resultados da gestão. Apresentando planos. Sem sofrer retaliações. Arrumar a casa de dentro para fora. O governador precisa se aproximar da população, precisa ouvir é a casa da democracia.


“MT precisa de um governador que olhe para sua gente, que tenha um olhar humanizado”

 

Wellington Antônio Fagundes, 61 anos, nasceu em Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá. É médico veterinário e tem pós-graduação em ciência política. Ele foi eleito a um cargo público pela primeira vez em 1990, assumindo cadeira na Câmara dos Deputados. Foi reeleito cinco vezes para a vaga, em 1994, 1998, 2002, 2006, 2010 e, em 2014, se elegeu senador pelo estado.  Candidato ao Governo do Estado neste ano. Em entrevista ao Jornal Centro-Oeste Popular, Fagundes fala sobre eleições, possível segundo turno, metas de campanha entre outros assuntos. Confira!

 

Regina Botelho

Da Redação

 

 

CO Popular- O senhor acredita que neste pleito vai ocorrer uma relação de disputa, mas sem ataques e sem rusgas em questões pessoais?

 

Wellington Antônio Fagundes- Falo por mim. Da minha parte, a campanha será propositiva, construtiva, espelhando de fato minha conduta política, que sempre foi de trabalhar e ouvir mais do que falar. Gostaria muito que a partir de agora, com início de debates, todos os candidatos tenham um comportamento aberto às discussões para o desenvolvimento e a melhoria da qualidade de vida do mato-grossense. O tal ‘bate-boca’ vai na contramão das necessidades do eleitor. O eleitor está mais exigente e só vai levar seu voto quem tiver propostas que possam de fato ser concretizadas.

 

CO Popular- Acredita em uma eleição de dois turnos, com o senhor na disputa?

 

Wellington Fagundes- Estamos em campanha para levar essa disputa em primeiro turno, afinal, ninguém trabalha para perder. Vai depender da maioria dos eleitores, eles que decidirão o futuro do Estado. Se houver um segundo turno, teremos mais tempo de mostrar nosso trabalho e a população de modo geral, mais tempo para avaliar propostas e a vida pública de cada candidato. Tenho certeza de que com fé em Deus e com reconhecimento do meu trabalho, poderemos fazer um Mato Grosso melhor para todos.

 

CO Popular- Por ser um parlamentar municipalista, o senhor sempre esteve presente nos municípios. O que mais a população reclama?

 

Wellington Fagundes- As demandas de infraestrutura, como estradas, unidades de saúde, escolas, creches e saneamento básico são sempre necessidades que me chegam, pois eu estou sempre dentro das comunidades, conheço a realidade de cada canto do Estado e faço a ponte para obtenção de recursos em Brasília e assim, ir melhorando o dia a dia das pessoas. Mas nos últimos tempos, a maior reclamação é a de abandono, as pessoas se sentem abandonadas pelo atual governo do Estado. E essa sensação de abandono se dá pela falta de diálogo, de parcerias e de trabalho para transformar expectativas em realidade. Como sempre tenho dito, governar é chegar antes, estar perto das pessoas, cuidado com todos.

 

CO Popular- Candidato, cite as suas bandeiras de campanha

Wellington Fagundes- Antes de decidir sair candidato, tínhamos de ter um planejamento prévio de como melhorar Mato Grosso. Eu que ando por todos os cantos dessa terra, pude elaborar uma agenda positiva ao Estado, partindo do princípio ‘para onde vamos’. Diante desse argumento estabelecemos como prioridades dentro do nosso alinhamento estratégico, quatro objetivos macros: potencializar o desenvolvimento econômico e aumentar inserção do Estado na economia global; governo com maior agilidade e capacidade de resposta para atender necessidades da população; cultura como elemento integrador da sociedade plural que somos e o crescimento sustentável com progresso econômico e humano para todos. Tudo isso dentro da ótica do cuidado com as pessoas. Quero ser um governador que cuida das pessoas.

 

CO Popular- Neste pleito o senhor se coloca como a única oposição ao governo, por quê?

 

Wellington Fagundes- Nesses mais de 20 anos de vida pública, sempre me pautei na perseverança e no trabalho e nunca quis saber a cor partidária das pessoas que vinham buscar parcerias. Fui eleito senador em uma chapa que fazia oposição ao governador Pedro Taques. Aliás, a primeira que elege um senador contrário à chapa do governador.

Depois disso, ocorreu um fato muito interessante e que os eleitores precisam saber: na nossa diplomação, disse em meu discurso que era importante, passadas as eleições, que nos uníssemos em busca de melhorar a vida da população. Estava pronto para ajudá-lo (o atual governador) em Brasília. No entanto, em resposta, em seu pronunciamento, ele disse que não precisava de mim – bem como da classe política - para conseguir algo em Brasília. Entendi aquilo como uma recusa e fui fazer o meu trabalho, ajudando o Estado, as prefeituras, os municípios, aproveitando a minha experiência como parlamentar.

Acabei ajudando o próprio Governo, como nessa questão da liberação dos recursos do FEX, e que serviu para o Governo quitar os salários dos servidores. Não fosse isso, o atraso de pagamento que hoje já ocorre, estaria ainda pior. Naquele momento da diplomação percebi que o Governo de Pedro Taques estava fadado a dar errado, como se vê hoje porque ele se isolou, enclausurou-se dentro do Palácio, não dialogou com ninguém, enfim.  Sempre fiz uma oposição crítica a esse comportamento do governador e, acima de tudo, deixando a população a mercê da própria sorte, abandonada. Por isso sou oposição. Não sou dissidente de fim de mandato. Sempre marquei minha postura crítica, mas nunca deixei de trabalhar pelo nosso Estado.

 

CO Popular- Acredita que houve mais erros do que acertos?

 

Wellington Fagundes- Na atual gestão do Estado? Não vou mensurar as coisas dessa maneira, como disse acima, estamos diante de um governo sem diálogo e esse, pra mim, foi o maior erro, o erro de se enclausurar, não buscar apoio, parcerias, nem dentro e nem fora do Estado. Minha experiência de vida pública e pessoal mostra dia a dia que ninguém faz nada sozinho. Poderíamos ter um Estado vigoroso, apesar da atual situação econômica do país, se nosso governador estive disposto a somar forças em prol dos mato-grossenses.

 

CO Popular- Qual a avaliação que o senhor faz desses quatros de administração do governo?

 

Wellington Fagundes- Acredito que a população possa responder a isso e vai responder nas urnas.

 

CO Popular- Em sua opinião, o que Mato Grosso precisa de mais urgente?

 

Wellington Fagundes- Precisa de um governador que olhe para sua gente, que tenha um olhar humanizado, que saiba ouvir, que busque parcerias. Mato Grosso compartilha com a nação brasileira um momento de sérios desafios e, ao mesmo tempo, de inéditas oportunidades para realizar profundas mudanças em direção a um desenvolvimento para o progresso de todos. Mato Grosso precisa de um governador que olhe para a frente, focado no desenvolvimento e próximo do cidadão. A administração tem que ser feita com planejamento, responsabilidade e seu resultado tem que trazer mudança positiva e efetiva à população. Para mim, mais do que grandes obras, um governo tem que atender às pessoas, sendo resolutivo.

 

CO Popular- Qual a análise o senhor faz deste momento da corrida eleitoral ao Governo? Como enxerga o quadro atual?

 

Wellington Fagundes- Para muitos a campanha só começa de fato com a propaganda política eleitoral, os programas de TV e rádio. Justamente por isso, as pesquisas publicadas até agora mostram parte do cenário, até porque a maior parte ouve eleitores na Grande Cuiabá.  De todo modo, os resultados mostram nosso crescimento, ou seja, as pessoas reconhecendo meu trabalho e validando minhas propostas. Espero que a partir de agora os eleitores busquem informações, investiguem a vida dos candidatos e façam a melhor escolha para Mato Grosso. Quanto aos candidatos, que os espaços utilizados sejam para lançar ideia e propostas e que a reta final de campanha não vire um grande palco de acusações, troca de ofensas e apontamentos. Tenho certeza que o eleitor vai saber escolher. Inclusive convido o eleitor a fiscalizar as eleições deste ano. O Brasil quer mudar, a legislação já teve alterações com financiamento público de campanha e limite de gastos, então, as práticas devem mudar. Político que não mudar corre o risco de ganhar a eleição e não levar. Por isso, peço ao cidadão para fiscalizar, através do celular, gravar se alguém estiver com conduta desonesta.

 

CO Popular- Com relação ao VLT, tem algum projeto para concluir as obras do modal?

 

Wellington Fagundes- O maior erro na escolha pelo VLT foi o de não terem ouvido as prefeituras, os municípios, os vereadores, que nunca foram convidados. E daí começam a surgir coisas ‘monstrengas’. E não me refiro apenas ao VLT, pois há outras inúmeras obras inacabadas da Copa, por exemplo, que estão paralisadas exatamente pela condução isolada de tomada de decisões. Sempre me posicionei favorável ao modal BRT, tanto pelo custo de operação e construção menores, como, pela rapidez na sua conclusão. Mas na época a decisão de governo foi pelo modal VLT, decisão essa, como repito, de centralizar sem ouvir as prefeituras de Cuiabá e de Várzea Grande, bem como os legisladores. Foi um erro histórico, afinal, dentro do município as prerrogativas constitucionais são do prefeito, não são do presidente da República e nem do governador. De todo esse processo de escolhas e decisões unilateral veio o resultado. Obras como a do VLT ou qualquer outra de impacto regional têm que ter as prefeituras como aliadas, eles têm que ser ouvidas. Entendam minha crítica como uma avaliação do que ocorreu, não estamos julgando aqui a eficiência do VLT. O que estou dizendo é que o VLT em todas suas fases mostrou de forma clara sua ausência de planejamento prévio, compraram máquinas sem ter trilhos, um erro sucedendo ao outro.  Tomar importantes decisões sem consulta ampla e debate com os segmentos políticos, econômicos e sociais é uma forma de administrar que resulta em um acúmulo de obras inacabadas, como o VLT e outras que eram para Copa de 2014.

 

CO Popular- E quanto às outras obras da Copa que não foram terminadas, como o senhor pretende proceder?

 

Wellington Fagundes- Meu compromisso é o de concluir todas as obras que estiverem inacabadas e não começar nenhuma outra obra, da mesma natureza, antes de concluir o que já está em andamento. E isso vale não somente para as obras da Copa, mas para as demais obras nos municípios. É triste ver os recursos vindos e as obras paralisadas e muitas delas, nem começadas, por isso quero ser governador, para ser um parceiro dos municípios, auxiliando na busca de recursos, na elaboração de bons projetos, como sempre fiz. Tenho como proposta transformar a AMM – Associação Mato-grossense dos Municípios – numa fábrica de projetos, unindo recursos provenientes do Estado, do Governo Federal e os aportados pelos municípios. Esse esforço tem como objetivo retomar projetos inacabados e paralisados e fazer com que o recurso público seja revertido em ações e obras de qualidade para a população.


Candidato a Estadual pelo PSOL, aponta o que vai priorizar no mandato

Jornal Centro Oeste Popular – O senhor é administrador de empresas e Auditor do Estado. De que forma o senhor pretende usar essas experiências como deputado?

Candidato Claudemir Advíncula São Miguel – Tenho bons conhecimentos nas áreas de contabilidade pública, direito administrativo e constitucional e também, sobre auditoria, que são técnicas de fiscalização e serão de suma importância em nossa atuação como deputado estadual, que é um dos papéis do poder legislativo.

JCOPopula – O país vem passando por grandes dificuldades, principalmente, no tocante a seriedade na gestão pública, porque nunca em nossa história recente, se roubou tanto nesse país. Qual sua visão sobre esse assunto?

Candidato Claudemir – Vemos isso como algo que vem desde o descobrimento do Brasil. Algo que já faz parte da cultura do brasileiro, sempre em querer levar vantagem em tudo. Precisamos trabalhar para que a sociedade mude essa cultura. Os mecanismos legais disponíveis não tem sido suficientes. Precisamos trabalhar a conscientização dos cidadãos, a agir de formas diferentes, porque não adianta elaborar tantas leis que temos no país e estas não terem aplicabilidade. Percebemos que no Brasil, existem normas para tudo, mas, só que elas não são cumpridas, isso faz parte de nossa bagagem cultural e a base pra começarmos a reverter esta realidade, é a educação. A partir desse nível de consciência, teremos cidadãos conscientes das diferenças entre o público e privado.

JCOPopular – O Brasil tem uma série de problemas no tocante a qualidade dos serviços públicos oferecidos a sua população, como segurança, saúde, educação, dentre outras situações. Quais desses setores, caso eleito, o senhor vai pautar a sua gestão?

Candidato Claudemir – Se observarmos o conjunto dos serviços públicos, todos possuem uma certa deficiência. Evoluímos em algumas áreas, mas, falta muito ainda para alcançarmos certa excelência. Uma área que que tem nos preocupado, é a tributação, nem é a questão do tributo em si, mas, a questão é a simplificação e a condição para o cidadão poder trabalhar com isso de forma mais simples, porque o modelo atual é muito complexo, burocrático, perde-se muito o tempo das pessoas. Temos de ter uma atenção especial à saúde pública, que hoje em Mato Grosso, está um caos.

JCOPopular – Cresce aquela corrente, de que as pessoas moram nos municípios, e não nos Estados e, principalmente, no Governo Federal, que pega a maior parte dos impostos. Eles querem que haja uma inversão na distribuição do bolo, pela ordem: Municípios, Estados e União. Qual sua opinião sobre essa posição?

Candidato Claudemir – Concordo que realmente, quem está na ponta é quem conhece a realidade, que tem que ter a maior parte dos recursos necessários e o modelo atual, não prioriza essa questão. Eu acredito, sim, que a maioria dos impostos federais, estaduais e municipais, tem de ficar mesmo com os municípios, onde as pessoas moram.

JCOPopular – Mato Grosso possui enorme potencial no agronegócio, sendo destaque nacional e internacional em produtividade de grãos, criação de gado e outros índices animadores neste segmento. Qual sua opinião, para tornar o Estado competitivo na industrialização de seus produtos, que são exportados in-natura?

Candidato Claudemir – Mato Grosso e um celeiro, o mundo precisa de nosso Estado. Nós exportamos matéria-prima, produtos in-natura, que agrega baixíssimos valores em sua escala produtiva. Temos também, um outro problema que influencia nessa questão, que é a malha viária do Estado, muito deficiente. Reverter essa situação é um processo natural, para que possamos começar a ter competitividade no mercado nacional e internacional.

JCOPopular – O ecoturismo em Mato Grosso é destaque no país e exterior, devido a sua riquíssima flora e fauna, que possui diversidade única no mundo, sendo a única região do mudo que possui três biomas: Pantanal, Cerrado e Amazônia. Quais suas propostas para incrementar esse setor?

Candidato Claudemir – Temos informações de que o turismo em algumas regiões e até em alguns países, é a principal fonte de renda para essa região e países, é o que tem maior influência na composição do PIB. Mato Grosso não pode desperdiçar esse potencial da indústria nacional e internacional. Passamos um tempo absurdo com o Terminal Turístico da Salgadeira interditado para reforma, isso foi um imenso prejuízo para todos (União, Mato Grosso e Cuiabá). Precisamos urgentemente de políticas públicas que incrementem, de forma dinâmica na estrutura do potencial turístico de Mato Grosso.

JCOPopular – A Operação Lava Jato, em andamento, vem influenciando decisivamente na criticidade do brasileiro, independente de qual classe social este se insira. Hoje, o brasileiro enxerga os políticos de outra forma. Especialistas dizem, que em decorrência desse momento, poderá haver uma significativa renovação, com o aumento de novos políticos nas próximas eleições. Qual sua opinião?

Candidato Claudemir – É inegável que a Operação Lava Jato tem sido um divisor de águas no Brasil (sendo o antes e depois dessa gigantesca investigação). Pessoas que jamais se imaginava estar envolvida com essa corrupção, estão presas e outras sabem, que brevemente, também estarão presas. É uma situação caótica, vergonhosa para um país como o Brasil, que detém a 8ª economia do mundo, atualmente. Observando os quatro cantos do país, o sentimento é o mesmo: o povo quer Renovação e Mudanças. Agora, precisamos observar essa situação com muita cautela, porque tivemos exemplos recentes em 2010 e 2015, quando a população foi às ruas, protestarem contra os preços abusivos nos transportes e noutras áreas, mas, na hora de votar, a renovação foi mínima, não foi o que se esperava, sendo reeleitos a maioria dos políticos que estavam no comando.

JCOPopular – E quanto ao ficha limpa, o senhor acredita que alguns candidatos serão barrados pela Justiça Eleitoral? O senhor é um ficha limpa?

Candidato Claudemir – Graças a Deus, a gente tem uma vida transparente, aberta, e nunca fomos candidato antes, será minha primeira disputa eleitoral. Tenho mais de 12 anos no serviço público, fui classificado e aprovado em concursos que exigem um histórico de vida pregressa, através de uma investigação minuciosa. Fui aprovado em todos esses concursos, inclusive para a Receita Federal. Posso provar que tenho uma conduta ilibada. Sobre a ficha limpa, é algo novo no país, e veio na hora certa, para que a justiça faça a extirpação desses maus políticos. Creio sim, de que algumas candidaturas serão impugnadas.

Educação

JCOPopular – Estudiosos dizem que a extinção das disciplinas de Organização Social e Política Brasileira (OSPB), Ensino Religioso e Educação Moral e Cívica, aliada a essa cultura recente de proibição da reprovação de aluno, contribuíram decisivamente para o esfacelamento da educação no país. Qual sua opinião sobre essa questão?

Candidato Claudemir – Sou da época que existiam essas disciplinas e, inclusive, cantávamos os hinos nacional, do Estado e do município, antes de entrarmos nas salas de aulas e tudo isso acabou. O reflexo desse absurdo de se proibir a reprovação de alunos, para satisfazer a ONU, está surgindo agora, com as quedas dos índices do Brasil, em avaliações internacionais, de nossos jovens. O Estado precisa dar uma qualidade não só estrutural, com escolas novas e tal, mas, principalmente, buscar a capacitação contínua e, principalmente, valorização salarial dos professores. E os alunos precisam também de uma alimentação adequada e, logicamente, um incentivo dos familiares, para que eles se dediquem aos estudos.


Deputado fala sobre sua reeleição e propostas para novo mandato de deputado

Jornal Centro Oeste Popular – Faça uma breve explanação de sua atuação no parlamento mato-grossense nessa legislatura.

Deputado Estadual Wílson Santos – Concentrei bastante minhas atividades na área de educação. Conseguimos uma emenda à Constituição estadual, que aumenta recursos financeiros para a área de educação, em que todo ano o governo é obrigado a aumentar 0,5% de seu orçamento para a educação. Isso representa um incremento de 60 milhões para a educação. Atuei como líder do governo Pedro Taques na Assembleia, por 1,5 ano. Experiência nova, foi um grande aprendizado para mim e tenho atuado nas mais diversas comissões, como Constituição e Justiça, de Fiscalização. Presidi a Comissão de Educação, faço parte da Comissão de Segurança Pública e, principalmente, sobre os interesses da Baixada Cuiabana e do médio norte.

JCOPopular – Nesta legislatura, a assembleia teve alguns deputados envolvidos nos mais variados tipos de escândalos, alguns tão complicados que atualmente tem deputado preso no Centro de Custódia da Capital. Isso, logicamente, gera muitos desgastes. Qual sua opinião sobre essas situações desfavoráveis, em pleno ano de eleições?

Deputado Wílson Santos – Olha, cada um colhe o que planta e cada um é responsável por suas atitudes. É claro que agora, o poder judiciário e o Ministério Público estão muito melhor capacitados, com ferramentas, com pessoal cada vez mais capacitados. Estão com resultados de inquéritos, cada vez mais contundentes. Agora, quanto ao parlamento, seria uma hipocrisia eu dizer que não muda nada, porque muda sim. É muito ruim para o parlamento, esse desgaste que atinge não só, aqueles investigados, mas, também, todos os demais colegas, que acabam sendo julgados de uma forma retilínea, jogados na mesma vala comum.

JCOPopular – O senhor é candidato à reeleição como deputado estadual. Faça uma apresentação de suas propostas para o eleitorado mato-grossense.

Deputado Wilson Santos – Minha principal proposta é investir cada vez mais em educação. O que transforma o ser humano é Deus e Educação. Nós só estamos aqui porque tivemos oportunidade de estudarmos, então, eu sou um apaixonado e fã de se investir cada vez mais em educação. Vou lutar para que a gente tenha a retenção para aqueles alunos que não obtenham a aprendizagem. Nós não temos de ficar mascarando, promovendo essa promoção automática dos alunos, sem levar em consideração um item seríssimo, que é a aprendizagem. Isso tem que acabar. A retenção é necessária nas escolas, só passa quem aprendeu. Quem não aprendeu, a escola vai dar uma nova oportunidade pra que aprenda. Também vou concentrar cada vez mais esforços na indústria, porque Mato Grosso não pode ser um eterno produtor de produtos primários (matérias primas). Nós temos condições de industrializarmos todos essas matérias primas aqui em Mato Grosso, agregando valor a nossa produção. Aumentando a produção interna bruta do Estado. Então, Educação, Industrialização e, também, Saúde e Segurança Pública, serão as minhas prioridades para o próximo mandato.

JCOPopular –Recentemente, na questão da CPI dos Grampos, a deputada Janaína Riva acusou o senhor de malandragem na autoria dessa CPI. Ou seria devido a sua experiência? E tal manobra teria embolando o início dessa comissão. O que houve exatamente?

Deputado Wílson Santos – Na verdade a deputada Janaína foi infeliz, fazendo uma agressão desse nível a um colega, mas, eu também já xinguei muita gente, já baixei o nível.Com o tempo, pois ela tá chegando aos 30/35 anos, a maturidade vai chegando e ela vai perceber que não vale a pena usar desse expediente de baixar o nível. Eu não vou responder no mesmo tom. Só tenho a dizer que eu não usei desse artifício, eu usei do conhecimento, por conhecimento do regimento interno da casa e a Constituição do Estado. Mas, eu a perdoo e bola pra frente.

JCOPopular – Caso confirme sua reeleição para deputado, isso o torna o próximo presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso?

Deputado Wilson Santos – Não tenho interesse na presidência da mesa diretora. Nunca disputei uma eleição e nem quero disputar. É um colegiado que governa a casa, é complicado, você tem ceder as vezes à maioria, coisas que você não aceita e não concorda. Tenho princípios em minha vida que não mudo por nada. Quero voltar à assembleia para ser um deputado comum.

JCOPopular – Analistas afirmam que as prisões que ocorreram no governo Pedro Taques, deverão prejudicar, sensivelmente, o projeto de sua reeleição. Qual sua opinião sobre essa posição?

Deputado Wílson Santos – Sou contrário. Cada um tem seu CPF, seu RG, e o Pedro não é responsável por aquilo que sua esposa faz, sua filha e sua mãe fazem. Ele responde pelos atos dele, ele tem seus próprios CPF e RG. E se alguém está sendo punido, é porque deve estar merecendo. Pedro Taques não pode ser culpado por coisas que outros fizeram.

JCOP – O governo Pedro Taques, tem passado por situações complicadas no relacionamento institucional perante o funcionalismo públicos, principalmente, quanto aos professores e o senhor é da base desse governo. Como vem sendo sua atuação parlamentar nesse sentido?

Deputado Wilson Santos – O governo Pedro Taques está sendo dos melhores para a educação na história de Mato Grosso. Elevou o salário do professor ao maior valor nacional. Mato Grosso é o Estado que melhor paga o profissional da educação. Construiu 46 escolas, uma nova escola a cada 27 dias. Elevou de 8 para 17 escolas técnicas estaduais. Aumentou de uma para nove escolas militares (Tiradentes). É o governo que melhorou o desempenho dos alunos na prova Brasil do INDEB.

JCOP – As próximas eleições nas majoritárias prometem muito. Candidatos que recentemente foram aliados e, agora, encabeçam chapas adversárias, caso de Pedro Taques e Mauro Mendes. Nessa conjuntura toda, ainda temos o senador Welington Fagundes, que pleiteia também, ser o próximo governador de Mato Grosso. Qual sua avaliação perante este quadro?

Deputado Wlson Santos – Minha avaliação é que vai dar Pedro Taques, pela experiência, pelo pulso firme que tem, conduzindo Mato Grosso no momento de crise gravíssima que passou, pela postura honesta, límpida, que o povo reconhece nele. É alguém que está arrumando a casa, então vai entregar pra outro e ter de começar tudo da estaca zero. Então, vamos com esse que já está do meio pra frente. Assim como a população deu ao Dante de Oliveira, ao Blairo Maggi, uma segunda oportunidade, eu espero que o povo mato-grossense, dê a Pedro Taques, uma segunda oportunidade para que ele possa concluir aquilo que ele fez para Mato Grosso.

JCOPopular – O candidato Wellington Fagundes vem se dizendo abertamente o novo nestas eleições, afirmando que Pedro e Mauro são farinhas do mesmo saco, que são aliados e que ele será o vencedor nestas eleições. Wellington diz representar a nova conjuntura na política de Mato Grosso. Qual sua avaliação sobre isso?

Deputado Wílson Santos – Olha, quando você pergunta as pessoas se elas querem o novo, elas dizem que sim. Quando você aprofunda essa pergunta e indaga qual a principal característica do novo, eles dizem honestidade. Então, dos três, Pedro Taques é disparado o mais honesto, então, Pedro Taques é mais um vez, o novo.


Ex-superintendente da PRF é candidato ao governo pelo partido Rede Sustentabilidade

COP – Por que o senhor quer Governador do estado de Mato Grosso
Arthur Nogueira: “Por que entendo que há espaço para as pessoas que estão preparadas para o serviço publico
então há uma diferença entre legislativo e  executivo e os dois diferentes. Mas  a administração publica me permitiu sendo coroado com a gestão da PRF com mandato de 4 anos, num momento maior do Brasil de enfrentamento de grandes eventos desde da Copa do mundo, Olimpíadas , as grandes manifestação populares onde a PRF foi protagonista e estive a frente trabalhando com movimentos sociais, negociando de um forma muito tranqüila sem utilização da força, diga-se de passagem. O que falta na gestão publica é exatamente isso;  como tratar o serviço publico, como enxergar a máquina publica , para que ela serve e como enxergar a sociedade. Qual  o papel do Estado, o estado existe por que? Por  que a  sociedade existe. O servidor público exististe  para que? Para servir a sociedade”.
 
JCOP – Então o senhor está preparado para ser governador está pronto para o debate? 
“Estou muito com muita tranqüilidade, tudo aquilo que está posto na administração publica, mão só em MT, outros estados em nível Brasil, agente não pode diferenciar, todos os estados enfrentam grandes problemas, um como Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, muito pior que MT, agora agentes não podem ficar a sombra de um fantasma de que a crise assola  todo Brasil e não dá pra fazer. Agente precisa adequar a realidade atual dos pais, então não cabe algumas questões. Por exemplo a malversação do dinheiro publico tem um efeito muito maior que a corrupção, isso é apontado nos relatórios da AGU E TCU, e essa malversação é justamente pela falta de preparo dos gestores públicos que criou uma cultura no Brasil de serem indicação política, desconsiderando a questão técnica. Hoje nos temos vereadores deputados  são quase todos  semi analfabeto, ai chega a alguns prefeitos no Brasil, então o que essas pessoas vão oferecer a sociedade, se elas não tem conteúdo. Com  toda a bagagem que construí na minha vida acadêmica, e na vivência do serviço publico, é por isso que me sinto muito  tranqüilo e preparado.
 
COP – MT é um estado campeão em algodão , boi, algodão , soja e muitas outras riquezas, o que está faltando para que estado deslanche economicamente.
Arthur Nogueira – “falta credibilidade em relação a união, se o estado representa cerca de 32% do PIB do Brasil, o que retorna para MT, por que quando o bolo é divido é verificado a população, aí MT trabalha para os demais estados, por que não há uma força política no sentido de credibilidade para que o retorno seja exigido. A nossa bancada tem que ficar com pires na mão implorando para vir retorno, o FEX foi uma gota dágua  na chapa, veio para salvar o pagamento da folha de pagamento, parcela de duodécimo daqueles que tinham direito e está atrasado.
 
COP- Não basta só o setor primário na produção então?
Arthur Nogueira – “É preciso trabalhar para fomentar a economia através  de pesquisa, utilizando  a UNEMAT que está ai ao disposição do cidadão, que foi deixada de lado há mais de uma década, utilizando-se das riquezas naturais dos biomas do estado, numa política de compensação. Nem  um empresário vai investir em locais que não tem segurança infraestrutura, saúde, por que  tudo isso vai encarecer o seu produto , aí ele não concorre no mercado, então ele vai procurar estados que estão mais próximos dos grandes centros, quer uma saída melhorar para seu produto. Por que grandes lojas de departamentos e lanchonetes demoraram chegar aqui. Não há  uma atratividade no estado   para se investir aqui. A carga tributária, a infraestrutura, a questão da energia elétrica a insegurança pública que é constante, então todos esses fatores pecam” 
 
COP -  a crise política que se abalou no país  em MT atrapalham esses serviço e investimentos?
Arthur Nogueira – “Se você  voltar o reflexo da corrupção das operações que ocorreram de combate a corrupção no Brasil, atrasou o Brasil todo, por que ? por que os políticos passaram a gastar o tempo e o dinheiro público, para se defender das acusações dos processos , e isso parou de gerar novas políticas publicas para o Brasil e para MT. Então nos vivemos num pais de alguns anos  no mínimo  seis anos , onde os políticos deixaram de discutir políticas publicas. Basta ir a na Assembléia Legislativa que a mídia mostra constantemente o plenário vazio, não se discute políticas publicas, nossos parlamentares passaram a ser mero despachantes, e buscar emendas parlamentares sem fundação técnica, sem priorização de áreas e trazendo para os municípios , sem ter a continuidade da fiscalização da boa aplicação do recurso publico. Isso faz com que não só os aplicadores nacionais, como os investidores internacionais não invista no Brasil e não invista no estado de MT, por que qual a credibilidade que ele tem de trazer o seu investimento, onde a corrupção esta enraizada em especial na alta cúpula do executivo e legislativo. Quais as garantias que ele tem? Nem uma. Essa crise política ela é muito pior, por gera crise econômica automaticamente, isso influencia na bolsa de valores, no PIB do pais e em muitas pessoas”.
 
COP – diante do quadro que senhor me descreveu, acha que MT está desarrumado, o que falta concertar? 
Arthur Nogueira – “Não estamos no caos assim, mas o governo se perdeu, diante de graves problemas que houve junto ao seu secretariado, e isso tomou muito tempo olhando o retrovisor e olhando para o futuro, como se defender , recuperar a credibilidade a imagens do gestor, isso aí travou o bom andamento do serviço publico , as  poucas secretaria que caminharam , caminharam por que tinham equipes dispostas a fazer isso e não foram atingidas pelas operações que ocorreram”.
 
COP – O que falta para desenvolver a baixada cuiabana, melhorar o nosso IDH – Índice de Desenvolvimento Humano – e para as pessoas ?
Arthur Nogueira – “Olha infelizmente Cuiabá sofreu muitos com escolhas não muitos acertadas. A escolha da realização da copa do mundo que foi todo aquele oba oba, o reflexo primeiro quem sofre é a capital, e as cidades ao seu redor. O dinheiro que se tentou investir em obras como o VLT em algumas obras, não digo em algumas obras  de mobilidade, que Cuiabá precisava, obras como arena pantanal , VLT, e outras despesas que tiveram em  relação a esse grande evento, tiraram alguns investimentos prioritários. Como você investe alguns bilhões, se você precisa entregar um Pronto Socorro de Cuiabá, precisa de transporte publico de qualidade, escolas de qualidade, segurança, precisa trabalhar a questão da iluminação publica, os conselhos de segurança. Os investimentos que vieram não foram aplicados de forma correta, como Cuiabá merecia, basta comparar Cuiabá com Campo Grande, basta irmos lá, a nossa cidade melhorou? Não temos saneamento básico, nosso rio Cuiabá está morrendo, as obras são feitas por critérios políticos, não são critérios técnicos para saber se realmente determinados investimentos vão atingira a maioria da população. Então fico triste quando vejo uma Arena Pantanal por exemplo; que cidadãos da baixada cuiabana não tenha acesso. Foi sacrificado o cidadão da baixada e também das cidades do interior, por que os recursos aplicados aqui, prejudicaram os repasses aos municípios do interior”.
 
COP – Como reverter isso, esses investimentos errados? 
Arthur Nogueira: “É necessário identificar por meio de um levantamento através de um órgão de controle do Estado, o que realmente esta arrecadando  e como está gastando . por que isso não é levado a sociedade , toda vez que se toca nesse assunto , a exemplo da RGA, que o governo  sofreu uma pressão enorme do fórum sindical, quando chegava  nesse assunto, não se trazia a tona para sociedade quanto realmente se arrecada e quanto se gasta, o que se falava e que não tinha dinheiro para o RGA. É preciso trazer a luz da sociedade o estado arrecada isso, tem os repasses da saúde, educação, segurança, os duodécimos, RGA, para que sobre recursos investimentos, além e pagamento da divida publica”.
 
COP – Como governador de que forma vai aplicar as políticas publicas, como saúde , educação, e segurança?
Arthur Nogueira: “O servidor publico é extremamente importante nesse processo, ele entende qual é o seu papel. Então área de saúde, são servidores da saúde e não da educação. Então você precisa colocar profissionais e equipe, de secretários, que entendam da matéria que sabem realmente do problema e vão saber utilizar da legislação do SUS, o que cada um faz e precisa fazer, e de forma coordenada para que funcione, por que para o cidadão não interessa, se união , estado ou município, mas ele precisa ser atendido. A identificação desse problema, parte desse grande processo, de inserção do servidor publico de cada área, na realização e implementação das políticas publica para aquilo , ai começa a funcionar. Por que? Não são decisões políticas e sim técnicas, o professor não vai saber lidar com a segurança, assim como a segurança não lidera com a saúde. Cada um sabe da sua área, e foi contratado para sua função, mas precisam ser harmônicos , são imdepemdentes mas harmônicos”.
 
COP – Tem um exército e contingente de desempregado em Mato Grosso, como se resolver esse problema? 
Arthur Nogueira: “Primeiro ponto por que essas pessoas estão desempregadas. Existe um levantamentos do governo para que isso seja identificado? Eu não vi em lugar nem um  levantamento como esse . Uma vez tendo posse desse  levantamento, a gente tem um raio x para saber como tratar essa doença. Agora falta o que a oportunidade, e ela precisa ser  identificada, cadê o papel do SINE. Você pode ter vagas que vai ficar um ano, que ninguém vai aparecer  com requisito para essa vaga. O que o estado tem que fazer? Ele tem que prover, através da secretaria competente com seus cursos técnicos e de qualificação e profissionalizante, para que ele possa ter condições de concorrer aquela vaga de trabalho. 
Vagas simples como cuidador de idosos e até babás tem no mercado, mas elas não tem qualificação e nem preparação dessas pessoas”. 
 
COP – Há uma ligeira desconfiança da classe política de que esse ano a eleição será difícil, com muita abstenção, voto em branco de protesto, o que o senhor pensa disso 
Arthur Nogueira: “Foi um dos motivos que me trouxeram ao processo a me colocar a disposição. Nas  ultimas duas eleições me senti desconfortável ,  e sem nem uma motivação para ir votar, fui votar por que sou servidor publico, por que o processo político caiu em descrédito , então agente precisa levar ao cidadão de que há uma oportunidade de nos revertermos esse quadro, é por isso que eu me coloco a disposição, até em outras siglas, que são bem intencionados, mas que foram forçados a se ingressarem em outras siglas, por que infelizmente no Brasil não há candidatura imdempemdente ainda, precisa avançar, mas para que eles possam se preservar. Nós temos candidatos que está no 8º mandato  e será candidato a governador, ele não foi aprovado nem para executivo do município dele  , ele  já tentou salvo engano, duas vezes e vai insistir mais uma vez. outros que já foram tão retornando, por que não querem lagar o osso”.
 
COP – Por que o senhor é candidato pela Rede Sustentabilidade:
Arthur Nogueira: “Por que foi o único partido que me deu  condição de levar essa nova visão de nova política, tentar levar o cidadão que está desmotivado,  que ele precisa ir as urnas para exercer o papel de cidadão e dar a resposta. O sistema judiciário ele demora para julgar os políticos, quando você eleitor tem a chance de fazer o julgamento mais rápido, ele vai lá e vota, inicio da noite já ta o resultado e o cara já sabe se ele ta eleito ou não , e ele começa a cumprir a sentença, o de ter sido rejeitado pela urna”.
 
COP – Qual o reconhecimento que o senhor espera da sociedade do eleitor nessas eleições?
Arthur Nogueira: “Que ele tenha consciência, na analise dos candidatos que estão postos, que visualizem que a minha candidatura que tanto se anseiam, demonstradas nas manifestações pais a fora, em que a população foi as ruas quanto aos desmandos. Não podemos mais admitir isso, enxergando, e a forma é mudando o quadro político. Os últimos quatro anos da minha historia demonstram isso, é a forma que eu conduzo a coisas. É o inicio de uma mudança, apesar de muito otimista eu não creio que vá ocorrer aquela mudança, mas iniciar a  nessa eleição”.

“ Existe um projeto importante sendo construído, de mudança para Mato Grosso”

CO Popular- O DEM ainda vive o dilema de poder perde aliados, como o PDT que se mostra insatisfeito. O senhor aposta no diálogo entre os principais interessados para contornar a situação?

Fábio Garcia- Sim. Existe um projeto importante sendo construído, um projeto de mudança para Mato Grosso, que está sendo liderado pelo ex-prefeito Mauro Mendes e todos participarão da construção desse projeto. Tenho absoluta convicção de que no decorrer da caminhada, com muito diálogo, chegaremos a uma definição.

CO Popular- Deputado, como está  a questão das chapas proporcionais?

Fábio Garcia-  A questão da proporcional é secundaria da questão majoritária. Precisamos fechar todos os partidos que estarão conosco apoiando o projeto liderado pelo Mauro. Quando fecharmos, saberemos todos os candidatos a proporcional que cada partido poderá oferecer e aí neste momento teremos uma visão melhor de como será construída a chapa a deputado federal.

CO Popular – Como estão as conversações para acomodação de Fávaro E Sachetti no DEM?

Fábio Garcia- A definição ficou em torno do nome do Carlos Fávaro, pela capilaridade do partido e tempo de televisão, decidido isso por toda executiva Democratas.

CO Popular-  Qual o objetivo do DEM para Mato Grosso?

Fábio Garcia- O propósito que a gente tem pra Mato Grosso é fazer Mato Grosso um estado eficiente, empreendedor, desburocratizar o Estado e melhorar a vida das pessoas, e nós vamos escolher a pessoa que possa melhor representar esse projeto pra junto também, não só do Democratas, mas com todo o grupo político nosso, os partidos aliados, aqueles que entendem que a gente pode construir um projeto novo pro estado de Mato Grosso.

CO Popular- Quantos partidos, na opinião do senhor, comporão a aliança em torno de Mendes?

Fábio Garcia- Aproximadamente cinco partidos, mas esse número pode mudar até a convenção.

CO Popular-  O senhor acredita que Sachetti pode recuar da senatoria e aceitar ser vice, e o Pivetta nesse caso, como ficaria?
Fábio Garcia- Pivetta escolhido como vice, pois já tinha uma forte identificação com Mauro.

CO Popular- Como o senhor analisa os últimos comentário do governador Pedro Taques, inclusive colocando apelido no senhor dizendo que antigos gestores, entre eles seu avô Garcia Neto , representaram a velha política e não deixaram ‘herança’ para Mato Grosso?

Fábio Garcia- Não quero polemizar este assunto, mas deve-se respeitar o legado dos ex-governadores e prefiro não acreditar que o governador de Mato Grosso tem tempo para ficar criando apelidos.

CO Popular- A aliança com o MDB vem sendo bastante polêmica. Ela na opinião do senhor, foi benéfica para o pré-candidato Mauro Mendes?

Fábio Garcia- O MDB possui importantes prefeituras como Barra, Cuiabá, Alta Floresta, Tangará e Primavera além do tempo de TV e já ajudou Mauro a administrar.

CO Popular- Ela não vai apresentar mais desgaste que ganhos eleitorais?

Fábio Garcia- Não acredito, pois apoiaram o Mauro na administração de Cuiabá em 2013 com aprovação acima dos 70%.

CO Popular- Deputado, como está  a questão das chapas proporcionais?

 Fábio Garcia-  A questão da proporcional é secundaria da questão majoritária. Precisamos fechar todos os partidos que estarão conosco apoiando o projeto liderado pelo Mauro. Quando fecharmos, saberemos todos os candidatos a proporcional que cada partido poderá oferecer e aí neste momento teremos uma visão melhor de como será construída a chapa a deputado federal.


“Vivemos a total inversão de valores nesse país, defendo os valores da família para revertermos essa situação”

Jornal Centro Oeste Popular – O que levou o senhor a se pré-candidatar a deputado federal nas próximas eleições?

Rafael Beal Ranalli – Foi pela vontade de participar, colocando nosso nome a disposição, acho que compactuo da ideia da maioria da população hoje, que é o nojo que o povo brasileiro sente pelo atual sistema político nacional. Você não vê uma renovação, você não vê pessoas de fora da política querendo participar. Costumo dizer que sou policial, estou político e não vou deixar de ser. A população tomou esse nojo pela política, justamente por isso, a partir do momento em que percebeu que o meio gira estritamente em interesses pessoais, a política virou uma carreira profissional, se o político largar o osso, ele morre de fome. E na minha profissão, eu também, criei certa revolta, porque já participei de prisão de mandatários, de participantes da assembleia e no outro dia, a assembleia se reuniu e mandou soltar o cara. A polícia prende com base em provas, com bases legais e noutro dia o cara já está solto. Isso nos dá uma revolta, uma sensação de impotência, de injustiça, que nos deixa enojado. Hoje no Brasil, existe esse sentimento de enojamento geral contra o que ocorre na postura dos integrantes da política nacional, há raras exceções, claro. A gente está com esse perfil novo, de fora, estritamente querendo ajudar, ficar a disposição. Não é uma obsessão minha em querer ganhar, isso é consequência. A gente só quer ficar a disposição e dizer ao cidadão de bem, tem um cara aqui viu, de fora da política que vai ajudar na medida do possível. E o outro aspecto que costumo colocar pra esse pessoal, é o projeto da Federação Nacional dos Policiais Federais, que é a Frente Nacional dos Policiais Federais (Frente Lava Jato), que tem representantes em todos os Estados do país. Sou um dos escolhidos, pra representar a população mato-grossense, até mesmo pelo meu histórico aqui, tenho 12 anos de Polícia Federal, sempre em Cuiabá.   

JCOP – Qual será sua principal bandeira de trabalho, aos apresentar suas propostas aos eleitores?     

Rafael Ranalli – Comungo os ideais da direita conservadora, que ganhou muitos adeptos nos últimos anos, até porque a gente viu o buraco em que o comuno/socialismo, como costumo dizer, colocou esse país. A gente está vivendo  uma monstruosa inversão de valores, a gente vê uma relativização de tudo, querem dizer que Pedofilia não é crime, estão tentando classificar como doença. Pôxa, um pedófilo só merece uma coisa, uma bala na testa, por mexer com criança. Tivemos no penúltimo final de semana em Cuiabá, um cidadão que estuprava a filha de 6 anos, filmava e ainda colocou a culpa na criança. A gente está vivendo, atualmente, uma inversão total de valores, em todos os segmentos.  Perdeu-se a noção total de limites, o que vale hoje é a busca total do prazer, não se importa com os limites. Essa agenda globalista, que é faça o que te faz feliz, não se importe com mais nada é uma realidade, está ai pra todos verem. Temos sim, que nos preocuparmos com o próximo. O cidadão de bem, hoje, está acuado, bandido tem direitos, cidadão de bem que trabalha não tem direitos. Nossa principal linha é esta: defesa dos cidadãos de bem, combatendo a legalização das drogas, que é uma agenda globalista, combater a descriminalização do aborto. Estão ensinando o absurdo à população, de que seus atos não tem consequências. Sou um cidadão de direita, a favor do armamento. Estamos morrendo, são 60 mil assassinatos por ano. Nos EUA que tem uma média de 400 milhões de armas, com média aproximada de 1,2 armas por habitante. E o Brasil, o país do politicamente correto, tem esses assassinatos, essa violência toda. Você sai na rua, o bandido te rouba o celular, te dá um tiro na cabeça e você não tem o direito de se defender? Nossa linha ideológica de direito é essa, defender as pautas de direita e liberal, também, diminuição do Estado. A gente vê a máquina pública inchada, muito cargos comissionados. A burocracia impera nesse país, a pessoa para abrir uma empresa leva meses. Tem países em que em meia hora, a pessoa abre uma empresa e o governo se torna sócio majoritário, porque a carga tributária é tão grande que o governo só vem e pega a sua parte no lucro. Tem empresa em que a tributação chega ao absurdo de 70% do lucro. Temos que rever essa questão tributária das empresas. Quanto a reforma política, se fala tanto em renovação. As pesquisas atuais indicam de que 80% dos eleitores querem uma grande renovação, mas, o sistema político que ai está, foi feito para que não se renove praticamente nada. Existe um Mega Fundo Partidário que sustenta o sistema político, que está em mãos dos mega partidos, com bancadas cheias de currais eleitorais.

“A gente está vivendo, atualmente, uma inversão total de valores, em todos os segmentos”  

JCOP – O senhor é Policial federal de carreira, portanto, lida com todo tipo de experiência em diversas situações, inclusive de violência. Qual será seu perfil político em Brasília?

Rafael Ranalli – Por ser de direita, tenho um perfil mais agressivo. Por ser policial, acredito, que, hoje, a criminalidade no país é fruto de nossa impunidade, como legislador, pretendemos trabalhar o foco do enrijecimento penal. O cidadão tem de saber de o que ele faz vai ter uma punição. Temos de parar com essa balela de audiência de custódia, de ouvir preso, porque ele já é um marginal, tá fora da sociedade. Ele quebrou o pacto com a sociedade, a partir do momento em que ele cometeu um crime. E na audiência de custódia ainda vem a pergunta de que ele foi bem tratado? Se a polícia prendeu ele a contento? Pelo amor de Deus, audiência de custódia não tem cabimento. Tornozeleira Eletrônica: quantas vezes já vimos em audiências que o bandido foi preso pela sétima vez? Isso já está provado de que não funciona. Antigamente se dizia que só pobre ia preso, hoje, ninguém mais vai preso neste país, porque a polícia prende e em seguida, já está liberado. Temos progressão de pena, saidinha de natal, saidinha de ano novo, saidinha de dia das mães...                 

JCOP – A nação brasileira passa por um conturbado momento sócio/econômico, com uma verdadeira detioração moral nunca vista antes, principalmente em sua elite política. O povo brasileiro tá cansado de tantos escândalos, falcatruas e desvios de dinheiro público, que explodem a cada momento. Em sua avaliação qual seria a solução?

Rafael Ranalli – Por ano desvia-se no Brasil cerca de 200 bilhões de reais, pelo ralo da corrupção. Quando falamos em criminalidade, não se tratava apenas de crimes de rua, a principal falcatrua que encabeça tudo em nosso país, é a corrupção. Essa roubalheira toda está diretamente ligada ao sistema político. O próprio político é o pivô, o ator principal que move as peças dessa corrupção e nisso se inclui os crimes de colarinho branco. Esse sistema favorece que o político que rouba, quando preso, fica pouco tempo, mas, já passou os milhões em nome de parentes, laranja, e devolve uma pequeníssima parte, que não corresponde a nem 2% do que roubou. O sistema político atual está doente, precisa ser modificado, e tal condição, passa, basicamente, por uma renovação ampla, geral e irrestrita.     

JCOP – O senhor pertence ao mesmo grupo político, de sustentação a candidatura do deputado federal Jair Bolsonaro à Presidência da República. Na sua avaliação, o que esse candidato tem de mais forte pra se corresponder aos anseios do povo brasileiro?

Rafael Ranalli – O Bolsonaro representa, hoje, o povo brasileiro, esse povo sofrido, esse povo que está cansado, que está enojado, que, assim como eu, não aguenta mais essa inversão de valores. Todas as pesquisas apontam, atualmente, que 80/90% da população brasileira é conservadora, ou seja, as pautas do Bolsonaro são as pautas dos cidadãos de bem, do pai de família, da dona de casa. Cerca de 90% da população, hoje, é contra a legalização do aborto, é contra a legalização das drogas, é a favor da redução da maioridade penal. A maioria da população aprova a militarização das escolas, pra termos a participação da polícia, do exército, auxiliando na administração das escolas, pra criarmos pessoas e cidadãos com caráter. Então, as bandeiras defendidas pelo Bolsonaro é nada mais do que um grito dessa sociedade enojada, formada por pessoas de bem.               

JCOP – Muito se fala que o Brasil não possui algo concreto em segurança pública, a chamada política de Estado e, sim, apenas política de governo, que como sabemos, cada presidente que passa por Brasília tem a sua própria política para este segmento. Qual seria a solução para essa questão?

“Antigamente se dizia que só pobre ia preso, hoje, ninguém mais vai preso neste país, porque a polícia prende e em seguida, já está liberado”

Rafael Ranalli – Quando a Federação dos Policiais Federais se coloca a disposição, a ideia é bem essa, de se fazer um projeto a longo prazo para o Brasil, quanto a segurança pública, e passa até mesmo pela revisão do processo penal. Nós temos um instituto que se chama inquérito policial, que é um inquérito que é feito quando você leva qualquer procedimento à polícia, aquilo vira papel, é moroso, depois vira processo judicial. Nós temos no Brasil, cerca de 95% dos crimes não são solucionados, sendo que apenas de 3 a 5% são solucionados. Então, a chance de 10 pessoas cometerem crimes e apenas uma delas ser presa, é o que mais acontece. O sistema é moroso, as polícias não recebem investimentos, é tudo dividido, temos a policial militar para fiscalizar e a civil para investigar. Temos de rever essa questão do ciclo completo da polícia, a que polícia que prende, já investigar e já chegar a conclusão, não ficar nessa de levar pra outra. Existem vários fatores que precisamos trazer para a sociedade. O próprio armamento que a gente defende, contribui para a segurança pública, porque os bairros mais abastados serão os primeiros a ter armas, porque arma custa dinheiro. Indiretamente, o próprio armamento é um investimento em segurança pública. A gente vai conseguir costurar algumas medidas no quesito de segurança pública, a  longo prazo para o Brasil.   

JCOP – Cresce a expectativa de se criar uma PEC em Brasília, no sentido de criminalizar todo desvio de dinheiro público no Brasil, sejam Municipal, Estadual e Federal, transformando-o em crime hediondo, portanto, inafiançável. O senhor concorda com essa ideia?

Rafael Ranalli – Concordo plenamente. A corrupção mata lá na ponta. Essa parece até ser uma discussão populista, que se vê em grupo de facebook e whatsApp. A caneta não mão de um corrupto mata mais do que na mão de um bandido, de um assassino. O desvio de dinheiro da merenda escolar lá do interior,  representa a morte de várias crianças, pela falta do alimento, do leite, gerando desnutrição . Enfim, a corrupção mata e se ela mata, tem de ser enquadrada como tal, o crime hediondo seria uma forma de se combater essa ladroagem, não tem fiança, não tem conversa.

JCOP – Sendo eleito deputado federal, o senhor terá um enorme leque de opções de deficiências estruturais no país, para se dedicar em sua atuação, como saúde, educação, transporte e, principalmente, segurança, área que o senhor possui grande identificação, até pelo seu trabalho no dia a dia. Qual será sua prioridade?

Rafael Ranalli – É inegável que a principal bandeira de um Policial Federal, hoje, no Brasil, é a segurança pública e, por coincidência, por pesquisa, dá-se conta que a principal preocupação do povo brasileiro, pela ordem é: corrupção, segurança pública e depois vem a saúde, a educação, ou seja, estamos morrendo nas ruas. A sociedade está em hemorragia, é preciso se estacar essa sangria e pra se estancar, precisamos de medidas enérgicas. Por isso precisamos urgentemente, também, da reforma política, porque a corrupção passa pelo sistema político/partidário. Temos de ter essa adequação, porque do jeito que está, não está funcionando e, em seguida, a reforma tributária. Não é justo o cidadão brasileiro trabalhar de 4 a 6 meses num ano, para pagar impostos. Isso é desumano.      

JCOP – Mato Grosso nunca esteve com uma representatividade no Congresso Nacional, tão em baixa, como as últimas legislaturas. Os que representam o Estado, atualmente, não se destacam, sendo que em sua maioria, só fazem o arroz com feijão, atuações inócuas. Caso eleito, o senhor acredita que será o diferencial nessas mesmices que ocorrem em Brasília?

Rafael Ranalli – Temos de ver o sistema político, porque o cargo de deputado federal é o que mais tem abstenções. A tendência do voto para deputado federal é de ser aquele voto de desleixo, pega o santinho de qualquer candidato a federal ai na rua. O eleitor não conhece nem o perfil do candidato que ele escolheu. Por isso precisamos dessa renovação, verdadeira oxigenação. A ideia é de termos um representante que realmente orgulhe os mato-grossenses, lá na Câmara Federal, um político que tenha cara, que tenha voz, e que dê principalmente, orgulho ao Estado de Mato Grosso.  Para que o eleitor possa bater no peito e dizer, o deputado que me representa em Brasília é um homem de caráter.           

JCOP – A candidatura de Jair Bolsonaro para presidente está em crescimento acelerado e isso já está incomodando muitas pessoas. Já surgem alguns comentários que seria outro Collor, caso venha a ser vencedor. Qual sua opinião?

Rafael Ranalli – Acho que isso é até uma bandeira da esquerda, que é de se fazer comparativos. As bandeiras do Bolsonaro se identificam com as minhas bandeiras, são idênticas, porque essa é a sensação de cansaço da população. O povo está cansado do político de santinho, aquele que sorri, que o eleitor olhava e dizia, olha que bonitinho, isso ficou no passado, olha onde a gente chegou. A gente quer um representante que fale a verdade, olha gente, está uma bagunça, vai doer, a gente vai ter de arroxar e o bicho vai pegar, porque não tem mais condições. E o Bolsonaro se encaixou nisso. O outro lado vai se unir em até 10 candidaturas, para combater ele (Bolsonaro), primeiramente porque ele não tem dinheiro, é um patinho feio, ele não é um politicamente correto, que vai sair lambendo todo mundo, ele já falou “comigo não vai ter toma lá, dá cá”, ele vai diminuir ministérios, vai diminuir cargos comissionados, então, os adversários estão assustados. O centrão e a esquerda, podem ter certeza, vão direcionar os tiros nele. Costuma-se muito dizer que o povo brasileiro não precisa de herói, não precisa de uma pessoa assim. Penso que é justamente o contrário, precisamos sim, a gente precisa se identificar com alguém, para que esta pessoa nos represente. Por isso que chegamos nessa situação, devido ao vamos ver, veremos como que fica, o partido vai dar um jeito e tal. Não é assim, não. E o Bolsonaro, assim, nos representa.


“Mato Grosso precisa de mudanças para alavancar o seu desenvolvimento”

CO Popular- Como o senhor avalia os 3,5 anos em que esteve a frente da Secretaria de Estado de Turismo, o setor avançou?

Luiz Carlos Nigro- Positivo. Foi a maior experiência da minha vida. Intenso, porque coloquei em prática tudo que aprendi na área empresarial do turismo a serviço do Governo do Estado e a serviços da população de Mato Grosso. O turismo encanta as pessoas, traz riqueza, gera emprego e renda nos pontos mais distantes do Estado. Esse trabalho que foi realizado a frente da secretaria foi muito importante, pois conseguimos destravar muitas coisas, muitas obras que para estar prontas na Copa do Mundo em 2014 e conseguimos finalizar. Foi marcante e avançamos muito. Dados do Ministério do Turismo e do Ministério do Trabalho revelaram que em 2014 e 2017, tivemos o melhor ano do turismo. Em todos os indicadores analisados, Mato Grosso cresceu no número de carteira assinada, impostos e vários outros setores. As cidades turísticas foram cadastradas no Ministério do Turismo, o setor cresceu no ranking do setor nacional. O governador Pedro Taques também ajudou muito com obras estruturantes e importantes, fundamentais.

CO Popular- Cite foram os principais avanços na área do turismo no Estado?

Luiz Nigro- A Criação do Conselho Estadual do Turismo. Obras físicas, entre elas a duplicação da rodovia Cuiabá/ Chapada dos Guimarães, Trincheira do Atacadão, melhoramento da pavimentação asfáltica da capital até a cidade de Rosário Oeste passando pelo Distrito da Guia. A restauração da via até Chapada está sendo feito e da cidade até Água Fria. Na região, temos a maior produção no setor da piscicultura. Investimentos que não só irão contemplar o turismo, mais darão retorno para diversas famílias também na agricultura familiar. Reforma no Centro de Eventos, reforma no aeroporto e no Balneário de águas quentes no município de Barra do Garças. O Voe MT, que atende quase 15 municípios.

CO Popular- Quais os trabalhos feitos que não deram tempo de fazer?

Luiz Nigro- Muita coisa. O principal foi em Chapada dos Guimarães. O Mirante, Portão do Inferno avançaram muito, mais demorou muito, pois não existiam estudos, projetos. Tivemos que começamos do zero. Levamos um topógrafo para fazer o plano aritmético, medir a área. A equipe de geólogos fizeram o mapeamento geológico e estudo do subsolo. Fizeram o plano de manejo do portão do inferno, da área. Com base, em tudo isso fizemos um anteprojeto que foi aprovado pelo ICMBio, IBAMA, Sema e Trade Turístico. A partir disso, elaboramos o projeto executivo que se encontra no Ibama para dar entrada na liberação das licenças ambientais para posteriormente licitar o projeto. No Mirante, as obras não avançaram pela mesma questão, não existiam estudos e projetos. Devido a burocracia nos tramites, os trabalhos foram dificultosos e prejudicaram a direção dos trabalhos. Agora precisamos de uma audiência publica com o Ministério Público Estadual e de Chapada para discutir o que pode ser feito no Portão do Inferno. Em muitas regiões turísticas não avançamos por falta de projetos. O turismo foi uma das prioridades do governador, mas não foi dos deputados federais, pois não tivemos acesso em Brasília para o setor hoteleiro.

CO Popular- A reabertura da Salgadeira é um marco da Gestão?

Luiz Nigro- Sim. A reabertura do Complexo da Salgadeira foi importantíssima. Deu muito trabalho, foi desgastante, enfrentamos muitos e imagináveis problemas. Todos ajudaram até mesmo a construtora da obra, a Farol foi uma grande parceira. Uma emoção grande, não só para mim, mais para toda cuiabaninha. Era uma questão que estava engasgada e foi uma das maiores conquistas. Quando assumimos o local, não o banho não estava liberado, era apenas a contemplação. Conseguimos junto ao Ministério Público, a liberação da entrada para apenas 45 pessoas. Na segunda etapa, será liberada a entrada para 65 pessoas. A concessão foi uma coisa importante, não vamos ganhar nenhum real.

CO Popular- Por que o senhor quer decidiu entrar na política?

Luiz Nigro- O que me levou a ser candidato só agora foi o momento de renovação que o país vive. O brasileiro está acordando para a política. Não adianta só ficar reclamando, deitado no sofá assistindo televisão, reclamando em rodinhas de amigos. Tem que participar mais. As pessoas de bem precisam ocupar esses espaços na política. Todos querem mudanças, mais precisamos evoluir e exigir mais.

CO Popular- Como o PSDB vem trabalhando a composição da chapa proporcional?

Luiz Nigro- O governador está trabalhando junto ao nosso senador Nilson Leitão, Wilson Santos ,deputado Max Russi e com Domingos Sávio, visando a aproximação com outros partidos, para trazer outras legendas para perto do PSDB. Já temos os partidos PSDB, PSB, PPS, PRTB, SD interligados, .

CO Popular- Por que o senhor quer disputar uma vaga na Câmara Federal?

Luiz Nigro- Como disse anteriormente, devido à falta de representatividade na área do turismo, pelo momento político do país, pela mudança. Temos que ocupar na política, para que não fique um vazio. É preciso os bons e novos políticos entrarem.

CO Popular- Qual a bandeira que o senhor pretende levantar durante sua pré-candidatura a deputado federal?

Luiz Nigro- A principal bandeira é o turismo, emprego e renda, através da verticalização através do Estado. A expansão da ferrovia até Cuiabá. Acredito que o transporte ferroviário, impulsione o turismo e a indústria em toda a região. Atualmente, existem três terminais ferroviários no sul do Estado, em Alto Araguaia, Itiquira e Rondonópolis. Para a região Norte, existem projetos de ferrovias, mas para a capital não há sequer previsão. Precisamos da ferrovia em Cuiabá. A indústria precisa de transporte e transporte barato é ferrovia. Estamos num mercado globalizado. Uma indústria que precisa escoar seus produtos, muitas vezes prefere se instalar onde tem terminal ferroviário e não vem para Cuiabá.

CO Popular- Qual o balanço do Governo Pedro Taques?

Luiz Nigro- Positivo. Teve acertos e erros. Acredito que houve muito mais acertos do que erros. Pedro conseguiu enxugar a máquina e esta conseguindo manter os compromissos financeiros do Estado. Teve que parar várias obras, devido à crise brasileira, Herdou uma herança maldita, mais está conseguindo manter a situação sobre controle.

CO Popular- Como o senhor a avaliação do cenário politico em Mato Grosso?

Luiz Nigro- Temos três fortes candidatos ao governo, Pedro Taques, Wellington Fagundes e Mauro Mendes. A briga vai ser forte, será uma disputa de gigantes.

CO Popular- O clima eleitoral começa a esquentar, com relação a essa questão como o senhor analisa as ultimas pesquisas?

Luiz Nigro- Embolado. Todos estão empatados. Acho que o cenário será discutido mais próximo das eleições. A minha grande surpresa e até me surpreendeu foi o aparecimento do meu nome nas pesquisas, onde apareço entre os 19 nomes mais lembrados.


Márcia Pinheiro se destaca em ações sociais junto às pessoas em vulnerabilidade social

Márcia Pinheiro se destaca em ações sociais junto às pessoas em vulnerabilidade social

Primeira Dama vem conseguindo desempenhar ações sociais mesmo sem função administrativa na capital mato-grossense                                       

Benedito Albuquerque

Da Reportagem

 

Márcia Aparecida Kuhn Pinheiro é casada com o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, mãe de Emanuel Pinheiro da Silva Primo e Elvis Kuhn Pinheiro. Nascida no dia 9 de junho de 1968, em Santa Izabel D’Oeste (PR).

Administradora de empresas e pós-graduada em Gestão Pública, Márcia dirigiu as empresas da família até 1995. Bem dinâmica, Márcia sempre esteve ao lado de Emanuel em todas as eleições disputadas por ele. 

Jornal Centro Oeste Popular – Qual a avaliação de seu desafio no comando de ações sociais em mais de ano de trabalho em Cuiabá?

Dama Márcia Pinheiro – Nosso desafio é de ajudar cada vez mais as pessoas, criamos várias campanhas direcionadas às pessoas em vulnerabilidade social na cidade. Como Primeira Dama, sinto-me na obrigação de ajudar as pessoas. Já realizamos várias campanhas, temos essa do cobertor, projeto siminina, que estamos atuando fortemente, ao longo desse um ano e meio de trabalho.  

JCOPOpular – O seu trabalho vem contemplando o Projeto Siminina?

1ª Dama Márcia – Este projeto foi criado por Roberto e Iraci França. Trata-se de um grande projeto e estamos dando continuidade a esse trabalho, já estamos com 1050 meninas em várias regiões da capital e cada vez mais as fortalecendo, para que tenham um futuro diferente. Para incrementar este benefício, criamos várias ações neste projeto, no sentido de sentido de buscarmos o seu fortalecimento. No início de nosso trabalho, fizemos os uniformes para todas as meninas. Implantamos vários cursos de aperfeiçoamento, temos teatro, balé, reforço escolar. Fizemos uma grande evento no dia das crianças no ano passado, a primeira vez na história, no Bufett Leila Maluf, em que as meninas receberam mil barbies de presente. Na páscoa, tivemos várias ações no siminina. Já estamos com a 16ª unidade que funciona no Sucuri, já na gestão de Emanuel Pinheiro. Vamos inaugurar nos próximos dias, o projeto Siminina Digital, em que elas terão aulas de informática. Este projeto é composto de 16 equipamentos doados através de amigos e parceiros do Projeto Siminina.     

JCOPopular – O Projeto Siminina contempla meninas e meninos dos 6 aos 15 anos. Quando as crianças atinge a idade máxima, esse projeto faz um acompanhamento dessas crianças?

1ª Dama Márcia – Quando eles atingem os 15 anos, estamos possibilitando para que eles tenham acesso a cursos profissionalizantes, buscando capacitá-los para entrar no mercado de trabalho e esse projeto digital já é um auxílio para que elas possam iniciar-se no mercado de trabalho.

A Campanha Aquece Cuiabá é a maior do Centro Oeste do Brasil, considerada inédita 

 

JCOPopular – Mesmo sem função institucional na prefeitura da capital, a senhora vem desenvolvendo um exemplar trabalho de amparo às pessoas menos favorecidas. Como começou isso?

1ª Dama Márcia – Começou pela necessidade das pessoas. Nosso primeiro grande projeto começou pelo “Aquece Cuiabá, Doe Amor Doe Cobertor”, em que na 1ª Edição, conseguimos arrecadar e distribuir mais de 20 mil cobertores a mais de 110 entidades filantrópicas, através da Casa de Conselhos. Nesse ano encerramos a 2ª Etapa do Aquece Cuiabá, em que arrecadamos 25 mil cobertores, também já doados para essas entidades. A fome e o frio são problemas globais, não são exclusivos de nossa cidade, e precisamos fazer a nossa parte, até porque o slogan de Emanuel Pinheiro é ser uma gestão humanizada. Como Primeira Dama, essa é a nossa parte quanto às pessoas em vulnerabilidade social. Temos também, uma grande campanha de alimentos, em que distribuímos 15 mil cestas no natal passado e nesse ano, teremos novamente.             

JCOPOpular – O seu trabalho é de muita proximidade as pessoas carentes nas comunidades da capital. Essas ações tem a participação direta dos líderes comunitários?

1ª Dama Márcia – Temos um trabalho em conjunto, sim e, temos também, as demandas da própria secretaria de Assistência Social, em que eles mapeiam todas essas maiores demandas na capital e a gente buscar efetivar essas parcerias para fazermos essa campanhas. Essas campanhas não são exclusivas de Márcia Pinheiro, como Primeira Dama e nem do prefeito Emanuel Pinheiro, mas, de todas as pessoas que, de alguma forma são solidárias e querem ajudar e muitas vezes não sabem como ajudar, né. Ficamos muito felizes com essa campanha que acabamos de encerrar, do Aquece Cuiabá. Ficamos contentes, porque aumenta cada vez mais o número de pessoas que estão doando. Não é só na quantidade de cobertores que a pessoa compra e doa, que seja um, que seja dez, é na forma em poder ajudar, ser solidário, e o cuiabano é solidário, ele acredita em ajudar as pessoas que realmente estão precisando.           

JCOPopular – Como são feitas essas ações nos bairros? Existe toda uma programação de cronograma de trabalho, ou atende solicitações emergenciais dos presidentes dos bairros?

1ª Dama Márcia – Não atende exclusivamente solicitações de presidente de bairros, por exemplo o frio, é uma demanda da capital em que temos mapeados pela própria secretaria de Assistência Social, vários bairros. Nós temos também, através dos próprios CRAs, que é onde são doados, que são pessoas que estão cadastradas nos programas sociais, e através desses programas, essas doações são direcionadas pra quem realmente necessita. Como também na Casa de Conselhos que são outras entidades filantrópicas e que são parceiras do município. Todos sabem que essas entidades ajudam bastante no município, fazendo a parte delas e tendo a prefeitura como parceira.

Nosso projetos só alcançam o sucesso que tem, graças às parcerias e aos grandes amigos que sempre nos ajudam

  

JCOPopular – Ações desenvolvidas pela sua equipe são importantes, sendo que colaborar também para o sucesso de ações de outras instituições, são fundamentais. Isso faz parte de seus projetos?  

1ª Dama, Márcia – Sim. Todas as parcerias em que somos convocados a participar, procuramos ajudar de alguma forma, porque tudo que visa a atender e ajudar as pessoas, eu acho que temos que estar juntos. Existem muitas instituições que sempre estamos ajudando, com várias parcerias e agora, nós temos o grande lançamento que foi o grande projeto no CCI (Centro de Convivência dos Idosos), em que reunimos diversas secretarias (Saúde, Cultura, Esporte e Lazer, Agricultura, Trabalho, Assistência Social), levando vários projetos e ações diretamente dentro dos CCIs, afinal, temos também de cuidarmos de nossos idosos. Uma grande preocupação do prefeito Emanuel Pinheiro, é em cuidarmos de nossos idosos. Então, fizemos essa grande ação dentro dos CCIs, em que lançamos o Projeto “Viva a Vida na Melhor Idade”, em que como já citei, essas secretarias estão inseridas, em que cada uma leva a sua parte. Por exemplo, pela secretaria de Saúde, vai ter um Geriatra, que vai estar consultando nossos idosos, pra que eles tenham uma saúde melhor ainda. Temos a secretaria de Emprego e Trabalho, que vai fazer as hortas, para que os idosos cultivem suas própria hortaliças. Terá o City Tour, para que os idosos conheçam os pontos turísticos da capital. Temos os bailes, que eles curtem muito.         

JCOPopular – De que forma começou a Campanha “Aquece Cuiabá”? Essas ações para se arrecadar agasalhos para as pessoas mais carentes, são feitas ao longo do ano, ou somente em épocas de frio?

1ª Dama Márcia – Trata-se de uma campanha que é realizada apenas em épocas de frio. Cuiabá, mesmo sendo muito quente, possui épocas de frio e que neste ano foram muito intensas. E as pessoas não se preparam e, também, a grande maioria não tem condições de comprar o cobertor. Então, pensando nessas pessoas, nós começamos a campanha no ano passado, com esse intuito, de podermos estar ajudando essas pessoas que não conseguem comprar os cobertores.     

JCOPopular – O que se conseguiu de cobertores nessa primeira etapa?

1ª Dama Márcia – Nesses 2,5 meses de campanha, conseguimos 25 mil cobertores, então, como já estamos chegando a metade de julho, se esta frente fria não foi a última, deveremos ter apenas mais uma ou duas frentes frias, então, o resto do ano volta o calor de sempre. E teremos outras ações, como agora em agosto, o Projeto Bom de Bola, Bom de Escola. Teremos ainda em agosto, no Dia dos Pais, um grande evento com os pais dos garotos do Bom de Escola. Haverá o Bazar da 1ª Dama, e o grande projeto do Natal Sem Fome, para se arrecadar alimentos para as pessoas em vulnerabilidade social.      

Para fazermos o bem, necessitamos de parcerias, porque não fazemos nada sozinhos.  

 

JCOPopular – Como é a distribuição dos doadores dessa campanha?

1ª Dama Márcia – São bem variadas, temos pessoas físicas, mas a grande maioria são pessoas jurídicas (empresas).  

JCOPopular – Qual outra campanha será lançada nos próximos dias?

1ª Dama Márcia – Teremos agora em agosto, o Projeto Bom de Bola, Bom de Escola, em comemoração ao Dia dos Pais. Temos também um grande Projeto, que é o Setembro Dourado, em que vários municípios estarão aqui na capital, como uma forma de integrar, que é um projeto de Vôley, no Ginásio Dom Aquino. Haverá também o Bazar da 1ª Dama, em novembro, em que arrecadaremos roupas pra vender, pra levantarmos fundos, que serão direcionados, provavelmente para o Projeto Siminina. Teremos ainda o Natal Sem Fome, uma grande campanha, em que pretendemos arrecadarmos pelo menos, 15 mil cestas.     

JCOPopular – A senhora usa o recurso de parcerias para viabilizar seus projetos de Ações Sociais?

1ª Dama Márcia – Sim. Primeiramente, a Primeira Dama é um instrumento entre o Poder Público e a Iniciativa Privada, para poder estar levando esses projetos. Todos esses projetos, que nós temos obtido sucesso, foi graças à parceria com a iniciativa privada e de grandes amigos, que são pessoas que querem colaborar, fazer o bem, porque não fazemos nada sozinhos.  

JCOPopular – Em suas ações, desde os primeiros meses de trabalho, percebe-se nitidamente a preocupação de se integrar e valorizar as pessoas. Qual a explicação para esse procedimento? 

A campanha do Aquece Cuiabá está servindo de inspiração para outros municípios, que já estão em plena ação

 

1ª Dama Márcia – Acho que é devido ao meu perfil, por ser mãe, ter filhos e ter essa sensibilidade em favor do próximo, ter um companheiro bastante preocupado com as pessoas, através de sua gestão humanizada que ele tanto sonhou e está colocando em prática. Tudo isso vem de encontro com a vontade de estarmos ajudando as pessoas. A gente sabe que a fome, o frio, são problemas globais, não exclusivos de Cuiabá. Por isso, como mãe, esposa, temos de ter a sensibilidade de estarmos ajudando o próximo.        

JCOPopular – Qual sua projeção para o restante de 2018?

1ª Dama Márcia – Temos os Projetos Bom de Bola, Bom de Escola, em comemoração ao Dia dos Pais, e queremos fazer um grande evento, no mês de agosto, no Ginásio Dom Aquino. Queremos integrar todos os pais, porque sabemos da importância desse projeto na vida das pessoas e já temos até alguns craques no projeto. Será uma grande festa entre os meninos, os professores, os pais. Teremos ainda o Projeto Setembro Dourado, evento esportivo de Vôley, que vai integrar os municípios do interior, aqui na capital, precisamente no Ginásio Dom Aqui. Vamos realizar outra Ação, que é o Natal Sem Fome, pra arrecadarmos Cestas de Natal para pessoas carentes. Ainda vai ter o Bazar da Primeira Dama, visando arrecadar fundos pra viabilizar os outros projetos, como Siminina e outros.      

JCOPopular - Seu primogênito, Emanuel Pinheiro Filho, já se encontra em plena pré-campanha à deputado federal nas próximas eleições. Na sua avaliação, o que credencia o jovem a postular esse cargo? 

1ª Dama Márcia – Acho que a vontade dele, não somente em ser deputado federal, mas, também, de estar ajudando as pessoas, foi que o influenciou. Ele como o seu pai tem a política no sangue, é uma decisão dele e eu como mãe, tenho a necessidade de apoiá-lo, seja no que for. Quando ele veio conversar comigo sobre a sua candidatura, eu falei que ele poderia fazer o que quisesse em sua vida, desde que o fizesse feliz, não somente nesta área, mas, em qualquer outra área da vida dele. Eu como mãe, e o Emanuel como pai, só temos que apoiá-lo, até porque o Emanuel quando foi candidato, e quis ser político, porque o pai dele já tinha sido. Então, ele convivendo desde criança, com a parte política, fez com que ele, desde a última eleição, aflorasse nele, esse gosto pela política, ele já tem isso no sangue. Pra mim, essa última campanha do Emanuel foi decisiva, despertando nele essa vontade em ser político. Acho que no fundo, já tinha isso nele. Acho que ele está preparado. Essa decisão foi totalmente e exclusiva da vontade dele.                    

 

 

 


Presidente Sindicato dos Profissionais de Enfermagem de Mato Grosso - Sinpen

JCOPopular – Qual é a principal atribuição do Sindicato dos Profissionais da Enfermagem de Mao Grosso?

Presidente do Sinpen, Dejamir – Por ser um sindicato de base estadual, ele defende por sua carta sindical, os enfermeiros, auxiliares de enfermagem, os técnicos de enfermagem que atuam, tantos nos hospitais particulares, os celetistas e, também, como nas OS, OSCIPs e ONGs, nas secretarias municipais e estadual de saúde e também, servidores púbicos federais da enfermagem.

JCOPopular – No que consiste exatamente a função de um Profissional de Enfermagem?

Presidente Dejamir – O profissional de enfermagem é popularmente conhecido como o anjo branco, porque é um profissional que está lado a lado dos pacientes nas 24 horas. Ele não é apenas um profissional, ele é um amigo, é um psicólogo, o médico, o fisioterapeuta, o cuidador. Então, o profissional de enfermagem, antes de mais nada, é um profissional que tem um carinho e amor muito grande pela vida do próximo. Porque é uma profissão que não é fácil de ser realizada, só trabalha que tem vocação, dinheiro a gente não ganha. Possui uma carga horária que ainda é desumana, tanto é que ainda lutamos por dois PLs em Brasília, sendo um que trata da jornada de trabalhos de 30 horas, por uma jornada mais humanizada para o profissional de enfermagem e um piso salarial nacional, voltado para auxiliares técnicos e enfermeiros.

JCOPopular – A questão da saúde pública envolve os três entres federativos (União, Estados e Municípios), na questão de atribuições e, mesmo, distribuição de verbas. Na sua avaliação, qual seria a forma ideal, por exemplo, da distribuição de verbas?

Presidente Dejamir – O governo federal fica coma a maior parte dos impostos arrecadados, com aquela PEC que diminui o teto dos gastos da saúde e educação, estrangulou ainda mais os municípios. O Estado por sua vez faz os seus repasses, paulatinamente, não cumprindo sempre o teto. A saúde e educação pública nesse país, deveria seguir uma pirâmide invertida, a maior parte do bolo das arrecadações, deveria ficar com os municípios, Estados e depois a União. Não adianta se investir em estrutura, como criação de hospitais, ambulâncias, porque isso não resolve o problema, porque não investimos na prevenção. Mas, precisamos criar regras claras, porque não adianta liberar dinheiro para os municípios e termos secretário dessa pasta, que é um borracheiro e mesmo peão de fazenda do prefeito. Precisamos que o secretário de saúde seja, no mínimo, profissional de saúde, com nível superior.     

JCOPopular – O que o presidente quis dizer exatamente que o governo federal estrangula os municípios?

Presidente Dejamir – O cidadão quando adoece, ele adoece nos municípios e não no Governo Federal, então, se o cara adoece em Rosário Oeste, o Temer não sabe que este cidadão está doente. Então, a distribuição dos impostos para os municípios tem de ser a curto prazo. 

JCOPopular – Sobre a distribuição de verbas, existe PEC em Brasília, que pretende passar as verbas direto para os municípios, deixando a União de fora, para que estes apliquem as verbas de forma direta, mais rápido. O senhor concorda com isso?

Presidente Dejamir – Sim. Na verdade, quem tem que gerir os recursos da saúde, são os próprios municípios, porque o sistema atual é muito burocrático, porque essas verbas até parecem algodão doce, vai circulando, começa a bater  vento e só vai diminuindo.  

JCOPopular – Na avaliação de especialistas, tal PEC já nasceu, praticamente morta, porque a União não vai querer perder parte de sua arrecadação.  Qual sua avaliação?

Presidente Dejamir – Ele estão certos, porque a União, os deputados, os senadores não vão querer perder essa romaria que os prefeitos e vereadores fazem o ano todo, cada um com pires nas mão, pedindo liberação de emendas para seus municípios.  É tudo que esses políticos gostam e não vão querer perder essa mamata. Eles não vão querer alterar o atual modelo político.     

JCOPopular – A queda da contribuição confederativa no STF abalou, decisivamente, as finanças dos sindicatos. Qual sua opinião sobre esse polêmico tema?

Presidente Dejamir – Existiam muitos sindicatos que viviam de contribuição sindical, isso é fato. Essa situação não abalou o nosso sindicato porque, hoje, temos mais de seis mil filiados nas bases, nas estruturas. Atualmente, o Sinpen só recebe apenas de quem é filiado de fato. O Sinpen só acata decisão de filiados.     

JCOPopular – Essa decisão do STF praticamente encerra um modelo de sindicalismo e, isso, de certa forma, obriga a atual estrutura sindical a buscar outras formas de se atrair novas arrecadações. Isso seria uma solução?

Presidente Dejamir – Sim. O sindicato que é atuante, em permanente contato com a base, que não foge do trabalho, está sendo uma boa. Tivemos até um aumento de 30% em nossa arrecadação, porque os próprios trabalhadores estão entendendo que o sindicato é um instrumento de luta. Seja quem estiver no cargo de presidente, todos sabem que ele é temporal, tem um prazo, enquanto o sindicato é eterno, é uma estrutura destinada ao bem estar de nossos associados.

JCOPOpular – O caos se instalou na Saúde Pública de Cuiabá, por isso foi criada recentemente uma CPI na Câmara de Vereadores. Qual sua opinião sobre essa situação?

Presidente Dejamir – A gente sabe que Cuiabá não vai resolver o problema de saúde pública. Pra se resolver o problema da saúde pública do Estado, o governador não precisa construir hospitais, ele precisa fazer os repasses em dia e cobrar que os municípios cumpram seus objetivos.  A secretária de saúde de Cuiabá, Elizete, fez de forma correta, recentemente, se demitindo, porque não conseguiu formar a sua equipe técnica. Essa CPI tem que ser técnica e não política e que ofereça elementos processuais, para que o Ministério Público Municipal e Estadual, altuem e processem, via Tribunal de Justiça.          

JCOPopular – Uma das motivações dessa CPI é a falta de medicamentos básicos na maioria dos Postos de Saúde e Policlínicas de Cuiabá e, mesmo, no Pronto Socorro. O senhor concorda com esse enfoque, ou acredita que existam situações mais urgentes em Cuiabá, ao se falar em saúde pública?

Presidente Dejamir – Só conseguimos fazer saúde pública quando trabalhamos nos bairros, na saúde preventiva e não curativa, com a consulta médica, consulta de enfermagem, a visita do agente comunitário de saúde. Quando não temos ofertas de medicamentos básicos, como dipirona, remédio de pressão, remédio para gestantes, remédios de diabetes, é sinal de que algo não vai bem e essa situação vai arrebentar no Pronto Socorro. Esse caos chegou a situação tão catastrófica, que nós fomos à Câmara Municipal, denunciar esta trágica situação.     

JCOPopular – Já começou a efervescência da campanha política, com o ápice da reta final das eleições de outubro próximo, se aproximando. Acredita-se que esta seja a motivação principal da criação dessa CPI. Qual sua opinião?

Presidente Dejamir – Conforme notícias da Câmara Municipal, o regimento da Câmara municipal não permite os trabalhos de cinco CPIs, de forma simultânea, e ao se criar essa CPI da Saúde, de imediato, a base aliada do prefeito criou mais duas CPIs, totalizando as cinco CPIs, portanto, está tudo parado quanto a essas CPIs.

JCOPOpular - Os problemas estruturais da saúde pública em Cuiabá, não são diferentes da maioria de outras cidades de mesmo porte no país. Deficiências de todos os tipos em seu dia-a-dia, como falta de medicamentos, lotação nos hospitais públicos, policlínicas e, no próprio Pronto Socorro. Neste último, há muito tempo que se vê o caos em seu atendimento. É comum se faltar leitos, UTIs e muitas vezes, pacientes são atendidos em cadeiras nos corredores. Qual sua opinião?

Presidente Dejamir – A superlotação do Pronto Socorro de Cuiabá, volto a dizer, é devido ao desmando que acontece na saúde pública do Estado. O secretário de saúde do Estado tem que ter caneta, liberdade financeira, não dá para se trabalhar nessa área, dependendo de liberação da Sefaz. O Secretário de Saúde do Estado tem de ter autonomia financeira para executar as ações da saúde, senão, só teremos secretário fantoche, como já vimos um monte passando por ai e, a maioria, despreparada para ser secretário. Pronto Socorro é uma verdadeira carnificina. Continuamos reanimando pacientes no chão, por falta de leitos? Sim. Paciente morrem deitados nos corredores? Sim. Salvamos vidas de pacientes, atendendo de joelhos? Sim. Essa carnificina continua? Sim. Vereadores, Deputados, Ministério Público, tem conhecimento dessa realidade? Sim. Ações são tomadas? Não. Porque?            

JCOPopular – O sistema Único de Saúde – SUS, é considerado um das mais perfeitas estrutura de saúde pública do mundo, inclusive, muito copiado por outros países. Porém, a realidade em nosso país é totalmente diferente. Excesso de burocracia, corrupção e outras negatividades atrapalham seu pleno desenvolvimento. O senhor como liderança em seu segmento, possui longa experiência em saber dessas questões. Qual sua opinião, como profissional de saúde e, claro, como presidente do sindicato dos Enfermeiros? 

Presidente Dejamir – O SUS é a bandeira de todos os sindicatos da saúde, hoje. Somos um país que possui mais de 15 milhões de desempregados, atualmente, desses, muitos não tem o que comer, se tá faltando o que comer, imagina condições pra se pagar uma consulta médica. O SUS funciona? Funciona. O SUS salva vidas? Salva. Só que o lado negativo do SUS, é por ele ser muito evidenciado. Só que a aplicabilidade técnica dele é fantástica. Só que o governo federal, ao cortar as verbas ferais lá em cima, ele diminui os repasses nas bases e ele quer mostrar que o SUS não funciona, que o SUS é inoperante, que só tem malandro trabalhando, que só tem corrupto, e o que funciona mesmo, são os hospitais particulares. A união faz um direcionamento mal intencionado, para que a população comece a tirar os olhos para o SUS e opte pelos hospitais privados, tal qual nossa educação.

JCOPopular – Tramita uma PEC em Brasília, no sentido de se limitar cada vez  mais o instrumento legal das greves no país, em todas as categorias profissionais. Sua opinião sobre isso.           

Presidente Dejamir – Quando o STF cortou o imposto sindical, se cortou o combustível dos sindicatos se locomoverem. Então, como os sindicatos vão para o enfrentamento de uma greve, se não tem gasolina para os veículos? Como se vai fazer as grandes marchas em Brasília, em prol do trabalhador, se não tem combustível? São situações que nos deixam tristes. Muitos sindicatos pelegos foram para o pau, graças a Deus. As centrais sindicais estão mortas. Os últimos remanescentes de toda a estrutura sindical do país, são os sindicatos de novo, que precisam da conscientização política do trabalhador e que se filiem.          


Secretário de Turismo aborda sua gestão à frente dessa importante pasta do Governo de Mato Grosso

Jornal Centro Oeste Popular – O que levou o senhor a aceitar o desafio em assumir a secretaria de Turismo do Estado de Mato Grosso, em época tão tumultuada de gestão pública de Mato Grosso?

Secretário Jaime Okmaura – Sempre atuei na área do turismo. Estava exercendo os cargos de diretor financeiro do sindicato das empresas de turismo do Estado de Mato Grosso, presidente do Conselho das Entidades de Turismo de Mato Grosso. Com a saída de Luiz Carlos Nigro, para a disputa de deputado federal, fui, praticamente, intimado pelo setor a assumir a pasta, convite este, ratificado pelo nosso governador Pedro Taques. Pra mim está sendo um grande desafio e não poderia me furtar de estar participando desse grande trabalho e que a gente tem a esperança, em ser um dos setores mais importante para o desenvolvimento do Estado de Mato Grosso.

JCOPopular – O senhor, reconhecidamente, é uma exponencial figura com ampla circulação no Trade Turístico, não só em Mato Mao Grosso, como também, em outras regiões do pais, o que o torna um especialista neste segmento. O senhor está lançando mão dessa experiência em suas primeiras ações a frente da secretaria?

Secretário Okamura – Ao assumir a secretaria nesses dois primeiros meses, muitos assuntos da parte interna da secretaria eu ainda não tinha um conhecimento profundo da situação. Esses dois primeiros meses, incialmente, foram para tomar conhecimento das ações, dos programas, dos projetos, que vem sendo desenvolvidos já há quase três anos, como o Prodstur, que é a infraestrutura do turismo dentro do Estado, o recurso de R$250 milhões que veio através do BNDS. Hoje, temos em torno de 40 projetos em andamento na secretaria, como a Salgadeira, do Centro de Convenções de Barra do Garças, do Centro de Convenções de Tangará da Serra, inclusive, o próprio Memorial Rondon. As demais obras foram executadas pelas secretarias de Infraestrutura e de Cidades, cabendo, então a nossa secretaria, a parte financeira, o órgão financiador, via convênios BNDS. Nos próximos dias, estaremos entregando o Complexo Turístico da Salgadeira e, em setembro, já deveremos ter entregues os dois centros de convenções. Nossa segunda meta é a qualificação (capacitação) do setor, através do programa QUALITUR, dentro da secretaria, via parcerias com o Sebrae, Senac, dentre outros.

Jornal Centro Oeste Popular – O senhor possui expressiva experiência em eventos culturais, esportivos, dentre outros, portanto, tem um perfil que o qualifica em assumir esse cargo. De que forma o senhor utilizará esses conhecimentos em prol do Turismo de Mato Grosso?

Secretário Okamura – É o que estamos tentando fazer, principalmente, as parcerias, por exemplo, eu fui um dos idealizadores da Festa Internacional do Pantanal. A gente vem desde a festa, transformamos em Fit Pantanal, logo veio a Feira Internacional do Turismo do Pantanal. Já fizemos dois eventos, em 2016 e 2017 e agora, em 2018, estamos fazendo uma grande parceria. Não haverá a parte da feira, porque será um Fórum Internacional do Turismo do Pantanal e estamos indo para São Paulo, durante a Abavi, no período de 26 a 28 setembro, que é o maior evento do turismo das Américas, com 20 mil operadores. Já estamos acertando com o pessoal da Embratur, a nossa participação. Nessa festa teremos um espaço com 100 mts², que está sendo chamado de Arena Fit, onde nós teremos uma rodada de negócios internacionais, uma rodada de negócios nacionais, com apoio da Embratur, com operadores internacionais da Grã-Bretanha, da Alemanha e outros. Teremos nesse evento, a participação de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Distrito Federal, em que deveremos reunir em torno de 40 operadores do Brasil pra apresentar o mercado, fora disso, realizaremos um seminário sobre o turismo, que acontecerá no período de 8 a 9 de agosto. Temos ainda, já a partir de 13 de setembro, a inauguração do voo internacional entre Cuiabá e Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia. De lá poderemos ir para os EUA, Europa, sem precisar fazermos conexões nos grandes centros. Sendo que as passagens já começarão a ser vendidas a partir do dia 13 de julho, aqui em Cuiabá. Na Abavi, será assinado um Termo de Cooperação Técnica entre Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Bolívia e Paraguai, juntamente com o Ministério do Turismo e Embratur, para promoção, divulgação, estudos e pesquisas do Pantanal.

JCOPopular – Os recursos naturais da biodiversidade de Mato Grosso são imensos, como o Pantanal, Chapada dos Guimarães e, agora, recentemente, a rede hoteleira do Lago de Manso, dentre outras opções para o turismo. O que falta para o segmento avançar? O incremento de políticas públicas por parte do Governo Estadual, com maiores investimentos? Maiores investimentos da iniciativa privada? Qual sua avaliação?

Secretário Okamura – Nosso grande desafio é a parte da gestão. Cada dia nos preocupamos mais com relação a isso, porque o turismo, basicamente, é baseado num tripé, que é o poder público, a iniciativa privada e a sociedade. Sem uma efetiva participação desses três, a gente não consegue fazer um turismo com bases sólidas. A cultura de alguns de nossos empresários ainda está naquela, cujo foco é apenas o lucro e muitas vezes o turismo não é bem isso. O turismo é uma questão de você entender, gostar, saber fazer, porque a gente sempre tem conversado muito, que o turismo é um dos poucos setores que você mexe com gente. O povo brasileiro é muito alegre, isso foi comprovado perante aos agentes e isso não é tudo, tem que se manter essa alegria toda, mas, temos que ser profissionais, para sabermos como receber, como tratar as pessoas, isso não é intimidade, batermos nas costas das pessoas. Alegria é uma coisa, respeito é algo totalmente diferente.

JCOPopular – Porque o ecoturismo está dando certo em Bonito – MS?

Secretário Okamura – Porque deu certo a união do poder público, iniciativa privada e a sociedade. Então, lá muda governo e a estrutura do turismo continua. Esse é o grande segredo, está entendendo? Cuiabá e a única capital brasileira, que, a menos de 100 km, você tem as belezas do Pantanal, tem a Chapada dos Guimarães, tem o cerrado e mais um pouco para o norte, temos a Amazônia. Enfim, estamos super privilegiados, então, eu conclamo a todos os empresários do setor do turismo a fazermos um grande movimento, um grande trabalho. É uma missão que eu vou ter, até o final de nossa gestão, é fazermos que as pessoas entendam que a gente trabalha de mãos dadas e o resultado vai vir, com certeza.

JCOPopular – Recentemente, a mídia nacional noticiou algo impressionante, o Brasil, mesmo com muito mais opções de belezas naturais, está em 40º lugar no Ranking 2016, dos países mais visitados no mundo, ficando atrás até do México, que possui apenas 1.964.380 km² de área geográfica e com menos recursos naturais para visitações. Qual sua opinião sobre essa realidade?

Secretário Okamura – Primeiramente, temos a questão do mercado, precisamos saber onde está o turismo que essas pessoas apreciam, a questão do ecossistema. Isso é o que está sendo feito agora pela Embratur e Ministério do Turismo. Precisamos identificar quem é que gosta desse tipo de produto, essa é a primeira questão, por exemplo, o Brasil, por muito tempo, vendeu um pouco mal o nosso turismo (praia, mulher, carnaval, futebol), e os estrangeiros achavam que nosso país era somente isso. Atualmente, a mentalidade do turismo tem mudado, voltando mais pra questão do ecoturismo. Temos que trabalharmos bastante, muito mesmo, porque, primeiramente, o turista internacional, tem pouco tempo e quando viaja, e como uma viagem nossa é muito longa, o primeiro problema é o acesso. Muitas vezes, o cara chega ao Rio de Janeiro, pra vir `a Cuiabá, tem que se esperar até seis horas para um voo para o Pantanal.

JCOPopular – O Festival de Inverno de Chapada dos Guimarães já teve maior visibilidade turística, em nível regional e internacional. O que houve para ficar nessa situação, em sua avaliação?

Secretário Okamura – Participei da criação do Festival de Chapada dos Guimarães, na época em que fui diretor de marketing da empresa mato-grossense de turismo na década de 80, no governo Júlio Campos, que trouxe um folder, um folheto muito bonito do Festival de Inverno de Campos de Jordão. Ele me chamou, juntamente com o presidente da Turimat, Francisco Lacerda e o profº Benedito Figueiredo, da secretaria de Educação e Cultura, na época. Júlio Campos nos disse, “olha, quero que vocês façam um evento desse, igualzinho na Chapada dos Guimarães”.

JCOPopular – O Terminal Turístico da Ponte de Ferro ficou pronto na gestão do prefeito Wílson Santos, há mais de dez anos atrás. Passou a gestão de Mauro Mendes e também não foi inaugurado. Já estamos na gestão de Emanuel Pinheiro e o que se vê, hoje, é uma estrutura milionária totalmente depredada, prejuízo para o povo cuiabano. Qual sua opinião sobre esse assunto?

Secretário Okamura – Digo sempre que é mais fácil se conseguir recursos públicos, como emendas parlamentares, principalmente da União, para obras. Então, o grande desafio é fazer uma obra e não ter como você, fazer a gestão, pagar funcionários, manter a estrutura. Temos o exemplo da salgadeira, pra se conseguir uma empresa, pra participar da licitação, dentro das obrigações, pra fazer a gestão da salgadeira, foi muito complicado, muito dolorido, muito difícil.

JCOPopular – Pode se dizer que, atualmente, em Mato Grosso se pratica o turismo sustentável?

Secretário Okamura – Já temos grandes exemplos que sim. Tem muita gente que ainda não pratica, porque as responsabilidades não são apenas do Governo Estadual e Municipal, a conscientização tem que ser geral, tem que ser do proprietário, ele saber por exemplo, que uma pousada, faz parte de um bem comum, de todos.


Ledevino fala de Gestão, do Transporte de Passageiros e de sua possível candidatura a Deputado Federal 

Ledevino fala de Gestão, do Transporte de Passageiros e de sua possível candidatura a Deputado Federal 

Dirigente sindical já está há quase trinta anos, defendendo os interesses das categorias do Sindicato dos Trabalhadores da Baixada Cuiabana - SINTROBAC

Ledevino da Conceição, 51 anos, natural de Chapada dos Guimarães – MT, casado, pai de um filho. Veio para Cuiabá aos 17 anos para estudar e trabalhar. Formado em Educação Física (Unic). Trabalhou muitos anos em empresas do transporte urbano de passageiros da capital, onde desempenhou várias funções. Começou suas atividades no segmento sindical há mais de duas décadas, em que desempenhou vários cargos na instituição. Esta é a segunda vez que exerce a função de presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários da Baixada Cuiabana – Sintrobac, antigo Sindicato dos Motoristas (Stettcr).

Jornal Centro Oeste Popular – A questão da queda da contribuição confederativa foi um golpe mortal nas finanças da expressiva maioria das instituições desse segmento por todo o Brasil. Como o Sintrobac vem se portando perante essa situação?

Presidente do Sintrobac, Ledevino – Essa questão já vinha sendo questionada há muitos anos, pois existem entendimentos diversos quanto a essa contribuição. Uns interpretam a lei de uma forma e outros, de outro jeito. Isso foi parar no STF e lá, foi julgado que quem não é contribuinte, não tem o dever de contribuir, para isso ele tem de ser sócio, tem de contribuir de livre e espontânea vontade. Então, não foi uma questão empresarial, foi nossa Corte Suprema quem decidiu isso. Creio que foi um conjunto de empresários, com participação dos próprios trabalhadores, porque existiam muitos trabalhadores que questionavam a devolução desse desconto.

JCOPopular – Foi noticiado recentemente de que o presidente Temer reuniu, lideranças empresariais e também, com os próprios sindicalistas, pra se achar uma solução, na tentativa de voltar a ter essas contribuições. O que tem de realidade nisso tudo?

Presidente Ledevino – Existiram boatos de todos os tipos. Não sei se realmente aconteceu essa reunião, hoje com essas Fake News, não se sabe se é verdade ou não. Sabe-se que tem, sim, uma articulação da cúpula do sindicalismo, tentando buscar a sobrevivência dos sindicatos, lógico que isso há, e o presidente Temer não pode negar de que deu um tiro no pé com o fim dessas contribuições, porque um sindicato, querendo ou não, é uma empresa, também, que emprega, que consome, que gera renda, então, com o fim dos sindicatos, aumentou o número de desempregados, aumentou a falta de fiscalização, que de certa forma era dinheiro no caixa do governo. Só que quando o governo federal percebeu essa realidade, já era tarde demais, porque existe uma decisão do supremo de que não pode mais ser descontada mais a confederativa e, nem mais, o imposto sindical. Então, apenas uma nova lei poderá autorizar novamente essas contribuições.          

JCOPopular – Como se encontra a questão do Dissídio Coletivo de sua categoria? Já se entrou em consenso, ou se encontra ainda em plenas negociações junto aos empresários?

Presidente Ledevino – Nós temos muitas convenções e muitos acordos. As principais convenções já estão fechadas, que é o caso do transporte de cargas e o transporte coletivo de passageiros e o fretamento também já foi fechado. Temos ainda o caso do setromat, que representa os rodoviários de passageiro, que será no mês de julho e ainda o pessoal da construção civil, sobre os motoristas, que ainda estamos trabalhando e já se encontra atrasada, mas tudo será resolvido a contento. Já fechamos todas as outras, inclusive o setor de terceirizados, e graças a Deus, neste momento de crise, não tivemos dificuldades de fecharmos nossos acordos e convenções.         

JCOPopular – A queda da confederativa foi decisão do STF. Quem ou instituição, entrou com esse pedido?

Presidente Ledevino – Diria que foi um conjunto de patrões e dos próprios trabalhadores, porque existem muitos trabalhadores que questionavam a devolução desses descontos, inclusive os advogados, também, que pegavam e orientavam esses trabalhadores de que eles não são obrigados a contribuírem, resultando uma grande demanda na justiça e isso acabou chegando ao STF, que decidiu pela desobrigação dessa contribuição. 

JCOPopular – Com a falta da confederativa, golpe mortal nas finanças dos sindicatos, como o Sintrobac vem conduzindo suas finanças?

Presidente Ledevino – Logicamente, quando a gente perde receitas, temos, obrigatoriamente, de reduzirmos custos e diminuirmos o tamanho da máquina que, forçosamente, tem de ficar menor. Só que essa confederativa já vinha sendo questionada há muitos anos, inclusive, a gente tinha TAC como Ministério Público do Trabalho, colocando regras nessas questões de descontos e já até, devolvendo esses para aqueles trabalhadores que pleiteassem, a gente tinha de fazer a devolução. Outra acordo foi que não poderíamos fazer mais esses descontos, para aqueles que tinham feito tal pedido. Então, ao longo do tempo, fomos nos adequando à essa nova realidade, porque sabíamos que dificilmente seria favorável a sentença do STF aos sindicatos e nós já estávamos preparados para isso.     

JCOPopular – A Licitação do Transporte Urbano de Cuiabá deverá ser efetivada ainda nesse ano, conforme promessas do prefeito Emanuel Pinheiro, que diz que a papelada se encontra na reta final de conclusão. Qual a avaliação do presidente do Sintrobac, quanta a essa delicada questão?

Presidente Leevino – A questão da licitação do transporte urbano é uma coisa que não nos deixa amedrontados, até porque esse assunto não é de nossa alçada e dependendo da empresa que estiver operando, ela tem de cumprir nossas convenções. O que nos deixa em Estado de Alerta é a questão de direitos trabalhistas, porque quando uma empresa que está em operação e vier a perder sua concessão, a gente tem de garantir os direitos trabalhistas dos nossos trabalhadores. Temos a questão dos encargos a serem recolhidos, direitos a serem pagos, então a gente está tomando essas providências e, inclusive, já entramos com algumas ações pra assegurarmos os direitos desses trabalhadores. Essa é a parte que compete ao sindicato, é isso que estamos fazendo.              

JCOPopular – Conforme notícias veiculadas na mídia regional, empresas de outras regiões do país estariam interessadas em participar da licitação. Qual sua opinião sobre essa possibilidade?

Presidente Ledevino – É o tipo de assunto que só acredito, vendo. Vimos no governo Silval Barbosa, que tentou licitar o transporte intermunicipal rodoviário e não veio ninguém de fora. Não houve nada de novidades, algumas empresas do interior do Estado que demonstraram interesse, que tentaram participar da licitação, eram muito fragilizadas, mais fracas do que as que já estavam operando o sistema. Então, o transporte coletivo, ao contrário do que muita gente pensa, não é um negócio tão rentável assim, como aparenta ser. Então, as empresas estão sediadas em suas cidades e cada uma tentando sobreviver. Uma empresa que está, por exemplo, sediada em São Paulo, Rio de janeiro ou mesmo Porto Alegre, ela jamais vai vir para o interior do país, aventurar numa cidade como Cuiabá, que não chega nem a 300 mil passageiros/dia. Sendo que onde eles estão, o IPK (o índice por passageiro rodado é muito melhor do que aqui), a situação é mais tranquila, as prefeituras subsidiam. Sendo que aqui é o contrário, as empresas sugam o transportador, a concessionária tem que pagar para trabalhar, sendo que em São Paulo, por exemplo, existem subsídio e muitos subsídios, para baratear a passagem. Essas empresas não vem aqui, de jeito nenhum e, se virem, é só pra especular.      

Precisamos de renovação na política, porque se ficar nesse cenário atual, serão mais quatro anos de chibata no lombo dos trabalhadores mato-grossenses.    

        

JCOPopular – Entra ano e sai ano e os problemas no sistema do transporte urbano da Grande Cuiabá, permanecem os mesmos (ônibus velhos, ônibus que não cumprem os horários, ônibus sujos, ônibus lotados, a maioria dos ônibus sem ar condicionado), e a tarifa é uma das mais cara do país, dentre outras situações. Qual é a avaliação do presidente do Sintrobac sobre esses assuntos?   

Presidente Ledevino – Na realidade, nem sempre o que se fala condiz com a realidade. A frota dos ônibus urbanos da capital, não é tão ruim pra quem viaja pelo Brasil e outras cidades. A tarifa de Cuiabá não é, também, a mais elevada, levando-se em consideração que em outras cidades existem subsídios, enquanto que aqui em Cuiabá existem encarecimentos, porque aqui o público pagante paga o estudante, paga o idoso, paga todas as espécies de gratuidades e as taxas de outorga que é cobrada, ISS e outros encargos impostos às empresas, e isso reflete no  custo final da tarifa. Em outras cidades, como já disse antes, as prefeituras injetam dinheiro (subsídios). Então, a tarifa daqui, levando-se em consideração todos esses fatores, não é tão cara. Agora, sobre o sucateamento da frota, também, não acredito que seja uma realidade, tanto é que a idade média da frota de Cuiabá é muito boa em relação às outras cidades. Tivemos o caso de Brasília, em que tinha um ônibus com 20 anos rodando, na época do Wagner Canhedo, do grupo Vasp. Ali sim foi uma época crítica, em que o transporte urbano era sucateado, mas, aqui não.          

Eleições 2018

JCOPopular – O senhor já foi candidato a vereador, em 2016, conseguindo quase dois mil votos. O senhor será candidato a deputado?

Presidente Ledevino – Pra deputado estadual está descartado, não tenho nenhuma vontade de participar, já tenho meus candidatos. O que pode acontecer é de nós entrarmos na disputa a deputado federal, porque a gente percebe uma lacuna muito grande nesse setor. Mato Grosso possui, atualmente, oito deputados federais e temos sete que votam com o governo e apenas um, que é o Ságuas, que vota com a população. Então, existe uma lacuna muito expressiva, é preciso que a população mato-grossense se levantar, encarar de frente, é preciso ir de igual pra igual com eles, porque senão vai continuar dessa forma, porque se ficar nesse cenário atual, serão mais quatro anos de chibata no lombo dos trabalhadores mato-grossenses.     

JCOPopular – Caso o senhor resolva mesmo enfrentar a disputa para deputado, logicamente, que é outra situação de campanha. Questões como estrutura, pessoal, marketing, logística e outras situações de cunho organizacional. O senhor está preparado para essa nova campanha?   

Presidente Ledevino – Sinto-me preparadíssimo, a gente tem que ser como um exército, mesmo que a gente não vá para uma disputa, e a gente for convocado, tem que estar pronto e eu estou pronto, tenho meu pessoal, tenho toda uma estrutura que requer uma campanha. Se precisar disputar uma campanha, estou preparadíssimo.       

JCOPopular – Quais serão suas bandeiras nessa campanha a deputado estadual?

Presidente Ledevino – Minha bandeira não difere muito com a questão municipal, defendo muito o setor produtivo que gera emprego, então, é uma campanha que conta muito com o apoio da classe empresarial e do trabalhador, porque o trabalhador e o empresário, que também é um trabalhador, é quem faz a roda girar. Político não produz nada, o que manda, que faz a coisa acontecer, é o empresário e o trabalhador. Na atual conjuntura, as pessoas só buscam direitos e mais direitos e, quem não tem direitos, são os trabalhadores e os empresários, você ouve os comentários, de que os empresários são isso e aquilo, que ganham muito, não faz nada, que roubam, que exploram. Essa não é a realidade, empresário também é um trabalhador que investe, que gera emprego, que gera renda, que tem suas responsabilidades sociais, juntamente aos trabalhadores. Então, precisamos ver as coisas por esse ângulo, que ai, as coisas vão acontecer, porque enquanto ficarmos com essa demagogia em apoiarmos grupos isolados, as coisas não vão acontecer, claro, que tem os representantes que fazem jus, uns representam os idosos, outros os deficientes físicos, outros as comunidades religiosas e tal, isso é válido. Mas, é de fundamental importância em olharmos para quem produz.                         

JCOPopular – Devido a nossa carga tributária ser a maior do mundo, os caminhoneiros, em protesto, conseguiram parar o país por mais de 8 dias, recentemente, qual sua opinião, como futuro legislador do Estado de Mato Grosso?

Presidente Ledevino – O recado foi dado. Na verdade não foi uma greve apenas dos caminhoneiros, hoje nós temos uma país que se pode mensurar pelo antes e depois da greve dos caminhoneiros, porque além deles estarem parados, mais de 90% do povo brasileiro apoiou a greve. Parte desse pessoal, uns 30% apoiou o movimento de frente, levando alimentos, indo pessoalmente nos bloqueios, pra levar sua palavra de apoio, boicotando as coisas do governo. Então, o governo não tem pra onde fugir, o povo tá descontente e, com certeza, outras categorias estarão vindo para paralisações, para protestos, para enfrentamentos. Todos nós sabemos que o povo só vai pra luta, quando está sentindo na pele o amargor da situação, a que ponto chegamos, porque ninguém aguenta mais, você pagar, atualmente, quase cinco reais o litro da gasolina. Veja o meu caso, que pago quase R$15 de gasolina, só pra vir trabalhar, totalizando aproximadamente R$30 pra ir e vir e, isso, porque moro perto do centro da cidade. Onde e quando isso tudo vai nos levar? Quem depende de automóvel para trabalhar, como vai conseguir sobreviver com essa situação? O governo federal só enricando, enricando os acionistas da Petrobrás e nós, a população, sofrendo aqui embaixo, isso não existe, então, temos de irmos para o enfrentamento, sim.               

JCOPopular – O Brasil não pode ficar refém de um único modal, nesse caso, as rodovias, como principal meio de transporte do país. Veja o caso dos caminhoneiros, pra se ter uma ideia do problema. Na sua avaliação, qual seria a solução mais prática? 

Presidente Ledevino – Não é porque os caminhoneiro, são hoje a maioria, que eles estão com toda a força, porque a força está em mãos do setor produtivo, do trabalhador e do empregador. Por exemplo, se temos 10 modais e esses dez modais entrarem em greve, o que vai acontecer? Vai parar tudo do mesmo jeito, não é porque os aeroviários não podem parar, o pessoal do transporte aquático não pode parar, ferroviário não pode parar. Não existe essa questão, pelo fato de os rodoviários serem a grande maioria, que tem a força, porque tudo pode parar, inclusive, se tiver outros modais.        

JCOPopular – Pra ser dirigente de uma entidade representativa como o Sintrobac, é porque o senhor tem qualificações que o cargo exige. E o senhor já está há muitos anos no cargo de dirigente sindical, nas mais variadas funções e, isso, logicamente, é um marco em seu trabalho de liderança do segmento. Isso é uma conquista de seu grupo político nesse disputadíssimo meio?   

Presidente Ledevino – O que se faz, a gente nunca faz sozinho, se faz em grupo. Então, nós temos um grupo seleto, de dirigentes sindicais, de nossa diretoria, de nossos apoiadores, que faz com que as coisas cheguem nesse patamar, de confiança, de conquistas, de céu de brigadeiro no sindicato. Mas, quando nós assumimos há quinze anos atrás, a situação era muito diferente do momento atual, tínhamos descrédito, de falta de confiança no sindicalismo, principalmente no rodoviário, hoje, nós conseguimos mudar esse conceito, através de muito trabalho, de renúncia, com dedicação, com muita transparência e atacando pontos estratégicos no setor para poder satisfazer a classe trabalhadora e, também, não infringir as leis, não penalizar o usuário, não penalizar o setor produtivo, porque tem que ter o jogo de cintura muito grande, é uma quebra-cabeça, você não pode matar o carneiro e nem pode deixar a onça morrer de fome, como diz o ditado.       

 

    

     


PRESIDENTE DO SINDSPEN: O GOVERNO PEDRO TAQUES É SÓ PROPAGANDA NO TOCANTE A SEGURANÇA PÚBLICA EM MATO GROSSO. SÓ OUVIMOS FALÁCIAS

Entrevista Especial

 

Presidente do Sindicato dos Servidores Penitenciários do Estado de Mato Grosso – SINDSPEN

Sindspen foi fundado 09/04/2010. Estes trabalhadores do sistema penitenciário de Mato Grosso, componente estratégico do aparelho de Segurança Pública do Estado, inicialmente, estavam vinculados ao SIAGESPOC – Sindicato dos Investigadores da Polícia Civil do Estado de Mato Grosso, de onde se desligaram em 2010, pra fundar seu próprio sindicato.    

Perfil do Presidente

Presidente João Batista Pereira de Souza, 43 anos, presidente por 3 mandatos consecutivos, (desde 2010). João Batista é funcionário concursado do Governo de Mato Grosso, iniciando-se na função de Agente Penitenciário desde 2004 e, atualmente, se encontra licenciado dessa função para exercer a liderança desse segmento profissional. João Batista é membro fundador do SINDSPEN, sendo seu 1º presidente. É natural  de Belém de São Francisco, município do agreste do Estado de Pernambuco, chegando em Mato Grosso em 29/03/1997. Casado, pai de 3 filhos e tem 3 netos. 

O aparelho de segurança pública brasileiro está falido. Essa constatação não se se limita apenas a um ou outro Estado, mas, sim, a todos os entes federativos do Estado Brasileiro. Especialistas em segurança pública dizem que o caos a que essa situação chegou, não é algo de momento, recente, que chegou de surpresa e se instalou. Isso é consequência de décadas e décadas de deszelo, despreparo e má gestão de nossos governantes anteriores, principalmente, por parte do governo federal. E tudo passa, basicamente, pela falta de Políticas Públicas para a Segurança Pública, de Estado mesmo e, não o que se vê por ai.

Se nossas ruas e outros logradouros públicos estão cada mais violentos, esta realidade não é diferente nas penitenciárias, que estão cada vez mais superlotadas e com outra agravante, que é a questão das facções criminosas, que ocupam cada vez mais o papel do Estado Brasileiro.   

“Hoje, o Estado Brasileiro transfere para a sociedade, através daquela desculpinha esfarrapada de que a segurança é obrigação de todos, a fiscalização dos criminosos. Todo mundo se omite e deixa que a sociedade se vire. Para os governos não é interessante que se consiga erradicar a criminalidade”, denunciou João Batista.     

O presidente do SINDSPEN, João Batista Pereira de Souza, se prontificou a conceder uma Entrevista Especial, em que aborda variadas questões sobre o seu segmento, o Sistema Penitenciário do Estado de Mato Grosso.

JCOPopular -  O Governo Estadual peca ao não ter políticas públicas como prioridade para a segurança como um todo e isso, influencia, decisivamente, no próprio Sistema Penitenciário. O segmento se encontra sucateado, falta de investimentos e outras deficiências. Como o SINDSPEN vem se conduzindo perante essa dura realidade? 

Presidente Sindspen – Esses 3 anos do Governo Pedro Taques, por exemplo, eu conheço todas as políticas criadas por ele para a Segurança Pública e foram políticas midiáticas. Não são políticas realmente com o interesse de apresentação de resultados para a sociedade. Nessa semana mesmo, se mostrou que diversas operações foram realizadas, com a prisão de mais de 100 pessoas. Só que essas pessoas em curto espaço de tempo já estão de volta às ruas, porque ele não complementou sua política, estruturando o sistema penitenciário para receber esse pessoal e a justiça se vê obrigada a voltar com toda essa gente às ruas.         

JCOPopular - A superlotação carcerária é uma dos problemas mais sérios e visíveis no sistema penitenciário. Qual a posição do SINDSPEN, perante essa delicada situação?

Presidente Sindspen  – Na realidade, todos os governos num todo, não só o atual, mas, também, os anteriores, nunca tiveram o sistema penitenciário como prioridade, se esquecem de compreender que não basta só mandar o indivíduo para a cadeia. A finalidade da pena vai muito além, de simplesmente, retirar o indivíduo do convívio social. Ele vai também, ali, ter a devida preparação para o retorno do cidadão à sociedade, a chamada ressocialização, que de fato, só existe no papel. Quando se pega um jovem que comete um assalto e coloca-se junto com presos perigosos, contumazes, de facções criminosas, ele simplesmente está formando mais soldados dentro do sistema penitenciário para estas facções criminosas. Dificultando a recuperação daqueles que tenha alguma chance de serem recuperados.        

JCOPopular - Qual é a população carcerária, atualmente, em Mato Grosso? Qual é o déficit?

Presidente Sindspen – Temos hoje, aproximadamente, 11 mil e 500 presos no regime fechado e, em torno 4.000 presos, usando tornozeleira eletrônica. Temos hoje, espaço para 6 mil e 400 vagas disponíveis, portanto, atualmente, estamos com quase 100% além de sua capacidade máxima. E esse déficit só não é maior, porque o Estado está utilizando as tornozeleiras eletrônicas como se fossem vagas de presídios. Colocam a tornozeleira no criminoso que muitas vezes não tem condições e soltam na sociedade e a sociedade, se quiser, que faça a custódia desse criminoso.  

JCOPopular - E quanto a capacitação dos servidores do sistema prisional, o Governo Estadual vem investindo na capacitação desses servidores?

Presidente Sindspen – As capacitações no sistema penitenciário são muito raras. Muito bem realizadas quanto a capacidade técnica de nossos instrutores, são profissionais muito bem capacitados, no entanto, não tem estrutura de trabalho. A escola penitenciária, por exemplo, foi uma negociação realizada entre o sindicato e o secretário de segurança da época, Dr. Luiz Antônio Pôssas de Carvalho. Pegamos aquele espaço da Casa do Albergado, mas, infelizmente, nesses últimos três anos anos, não houve nenhuma melhoria nessa estrutura. Recentemente, tivemos um curso excelente, o da Escolta Armada e, infelizmente, foi necessário que o próprio sindicato custeasse parte desse curso, se quisermos que nosso pessoal seja capacitado. É um descaso muito grande do Estado com nossos servidores.  

     Obs.:  Fazer  um olho com as informações abaixo

Informações Técnicas  

SINDSPEN - Sindicato dos Servidores do Sistema Penitenciário do Estado de Mato Grosso

8 anos de fundação

Presidente Fundador: João Batista Pereira de Souza  

Total de Servidores em Mato Grosso:  2.960 funcionários

Total de Servidores Associados em Mato Grosso: 2.000 sindicalizados

Possui sede própria – Tem 8 sub-sedes em Mato Grosso  -  1 chácara no Coxipó do Ouro

 

JCOPopular - A faixa salarial inicial do servidor do sistema prisional, hoje, é satisfatória?

Presidente Sindspen – O salário inicial, atualmente, do servidor penitenciário de Mato Grosso é o menor da área de segurança pública no Estado e, também, um dos menores do país. Levando-se em conta a complexidade de nossa profissão, o risco que tivemos agora recentemente, de diversos ataques de facções criminosas, lidamos diariamente com todo tipo de criminosos, que possuem estrutura muito mais organizadas do que o próprio Estado. Por isso consideramos um salário totalmente inadequado para os riscos e para as peculiaridades que tem a nossa profissão.      

JCOPopular - Como se encontra a realidade dos agentes prisionais, atualmente, na região de fronteira com a Bolívia, que, reconhecidamente, vive em permanente tensão, devido aos variados atos ilícitos praticados naquela região?

Presidente João -  A situação de nosso pessoal que trabalha em região de fronteira é igual  ao de outras regiões. Não existe estrutura adequada para eles fazerem seu trabalho. Nós temos ali, prisões de traficantes internacionais com grandes quantidades de drogas, que muitas vezes estão trancafiados em cadeias pequenas, sem nenhuma estrutura. Há facilidades maiores desses traficantes estarem cooptando pessoas da cidade, para fazerem ataques dirigidos, para flexibilizarem a disciplina nas unidades. Não existe nenhuma vantagem para nossos servidores que atuam em região de fronteira, que são mais de 700 km de fronteira seca com a Bolívia.

Fazer um OLHO com as informações abaixo

Para os governantes não é interessante que se consiga erradicar a criminalidade.    Todo mundo se omite e deixa que a sociedade se vire.

 

JCOPopular – Mato Grosso por possuir fronteira seca com a Bolívia recebe algum investimento especial do Governo Federal? 

Presidente Sindspen - Existe uma Lei Federal que paga uma adicional de fronteiras para o pessoal que trabalha nesta região e o sistema penitenciário de Mato Grosso, estranhamente,  não foi incluído nesse projeto. Pelo que sei, os outros profissionais incluídos nesse programa, não estão recebendo essa gratificação. 

JCOPopular - Houveram alguns casos recentes de violência contra agentes prisionais, como casos de agente prisional assassinado, agentes que tiveram suas casas baleadas e, também, outras situações de risco para seu pessoal. Qual a posição do sindspen quanto a essa realidade?

Presidente Sindspen – Temos desde nossa criação, cobrado insistentemente do governo estadual. De 2010 para 2014, tivemos alguns avanços consideráveis. De 2015 pra cá, tivemos de nos unirmos aos demais servidores públicos, para cobrarmos direitos, que são direitos constitucionais, como o pagamento do RGA e a Recomposição Geral de Salários, Adicionais que já estão sedimentados, inclusive são constitucionais, que o governo queria retirar. Ou seja, se hoje está mais difícil pra se conseguir uma vantagem ou segurança, tá mais difícil ainda para manter direitos que conseguimos no passado. Quanto aos ataques, parabenizamos aos profissionais da segurança pública, pelo engajamento e apoio nos dado. Mas, o governo em si, fez uma acordo conosco pra isenção de imposto, para adquirimos nossas armas e não cumpriu até hoje.     

JCOPopular – E quanto aquela questão de agente penitenciário armado?

Presidente Sindspen – Nós alteramos o Estatuto do Desarmamento. Atualmente, o agente penitenciário já tem autorização, inclusive, para utilização de armas de uso restrito, controlados pela Polícia Federal, como revólveres até calibres 38, pistolas, até calibre 380 e as demais como, ponto 40, 9 ml, 357, apenas controladas pelo comando do exército. Hoje estamos em pé de igualdades perante outras forças do aparelho de segurança de Mato Grosso.       

JCOPopular - Quando se começou a utilização de cães em unidades prisionais? Qual é o objetivo?

Presidente Sindspen – Há 4 anos o servidor Anderson Poletto trouxe essa novidade de Minas Gerais. Criou-se um protótipo ali na Penitenciária Central do Estado. E começamos a expandir, construiu-se o Canil da PCE. Hoje temos 8 cadeias com seu canil, com os cães trabalhando na parte de farejamento e como em segurança da unidade. Os resultados são altamente satisfatórios, porque o agente com o cão em sua rotina de trabalho, os presos ficam receosos de praticar alguma violência contra o agente penitenciário.       

JCOPopular - De que se trata o Projeto Agentes da Paz?

Presidente Sindspen – É um projeto desenvolvido pelos servidores do sistema penitenciário de Mato Grosso, produzido pelo Sindspen, que visa arrecadar recursos, não para o sindicato, porque somos auto-suficiente, mas, que são direcionados para entidades assistencialistas que cuidam de idosos e crianças. Estaremos organizando daqui uns dias, a 2ª FeijoSindspen, cuja metade do recurso arrecadado será para custear o tratamento de uma servidora nossa, a Ana Paula que sofre de uma patologia grave e rara e tratamento muito caro.     

JCOPopular - E esse Curso Intensivo de Escolta e Comboio Contra Emboscada? Qual o objetivo?

Presidente Sindspen – Visa uma melhor capacitação (preparo) parra nossos profissionais que trabalham em escolta de alto risco (presos de alta periculosidade, integrantes de facções criminosas), dentre outras situações que envolvam riscos para o sistema penitenciário. 

JCOPopular – Todos esses cursos já citados são custeados pelo Governo do Estado ou o sindicato que paga?

Presidente do Sindspen – Esses cursos são organizados pela escola penitenciária e, no entanto, como nunca existe dotação orçamentária do governo para o custeio desses cursos, somos nós, o sindicato, que pagamos esses cursos para nosso pessoal.

JCOPopular O atual Governo Estadual vem investindo em Segurança Pública, ou deixou a desejar como a maioria dos governos passados?

Presidente Sindspen – O governo Pedro Taques se orgulha em dizer que dobrou os investimentos na segurança pública (segurança ostensiva, investigativa), diz ele que pulou de R$70 mil, pra mais de R$1 milhão na área de inteligência. No entanto, ele se esqueceu de que todo esse trabalho do policiamento ostensivo e investigativo, vai desaguar no sistema penitenciário. Então, ele se esqueceu do sistema penitenciário por 3 anos. E o reflexo disso, é que todo o investimento em segurança ostensiva e investigativa, é dinheiro jogado fora. Então, nós temos um círculo vicioso que não se fecha. E daí resulta que os presos que muitas vezes, entram em confronto com a polícia, eles já tem 20 passagens pela polícia. E o judiciário se vê obrigado a colocar o preso em liberdade, porque sabe que não tem vagas nos presidiários.

Projetos em andamentos

Projeto Agentes da Paz, idealizado pelo agente Wanderley Coelho

Projeto Agente Mirim em Campo Novo dos Parecis. Retira os meninos das ruas. Estará formando mais de 150 alunos.

 

 


Dilmar Dal Bosco deixa base do governo e analisa novo cenário político

O deputado estadual e presidente dos Democratas em Mato Grosso, Dilmar Dal Bosco, anunciou sua saída definitiva da liderança do governador Pedro Taques (PSDB), na Assembleia Legislativa (ALMT). A justificativa para ‘partida’ é porque irá se empenhar na base eleitoral da sigla que deve anunciar os candidatos que concorrerão ao pleito nos próximos dias.

Para saber mais sobre a saída e as ações realizadas, a equipe de reportagem do Jornal Centro Oeste Popular entrevistou o parlamentar. Confira abaixo a entrevista na íntegra:

 

Centro Oeste Popular: Deputado qual o motivo da sua saída da base do governo, já que estava há mais de um ano ao lado do governador e no momento de quase decidida de concorrer ao pleito irá deixar a base dele?

Dilmar Dal Bosco: Eu sempre expliquei para o governador Pedro Taques, desde o ano passado, que eu analisava que tinha cumprido minha missão ao lado dele desde que comuniquei minha entrada em agosto de 2016. Fiz meu papel no governo de Mato Grosso. Fiquei do lado do Taques em uma das piores crises que se instalou no Brasil e veio seguida para Mato Grosso, em um momento em que só se falava de instabilidade em todos os setores, além de greve dos servidores públicos por conta da Revisão Geral Anual (RGA). Mantive meu equilíbrio e tentei me esforçar ao máximo para ajudar na solução das crises.

CO: Saindo agora da base, qual o projeto que deve ser realizado de imediato? Alguma prioridade?

DB: Eu preciso de fato me empenhar ao meu partido. Me aproximar da base eleitoral no interior. Organizar novas diretorias provisórias em todos os 141 municípios e ainda focar no meu trabalho de reeleição. São várias cidades e diversos trabalhos e agendas a serem cumpridas. Com essas demandas citadas eu provavelmente também não iria conseguir dar atenção ao governador e a Mato Grosso que necessita. Todas essas atividades tomam muito tempo.

Além disso, eu também preciso estudar novas metas para manter a harmonia que o Democratas sempre teve no parlamento. Isso precisa ser mantido por tanto quem pretende vir e são nomes fortes, como por exemplo, Eduardo Botelho, Mauro Savi e o ex-prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes. Preciso recepcionar bem o pessoal e aproveitar o período para que todos se de bem.

CO: Deputado senhor falou em crise, e voltando ao assunto quais as maiores dificuldades que encontrou ao lado de Taques?

DB: Passamos vários momentos bons assim com diversos períodos de dificuldades. O que poderia citar, por exemplo, é a dificuldade do orçamento em que precisou se criar a PEC do Teto de gastos e houve toda a discussão do congelamento em alguns setores. Mas, essa era a nossa única oportunidade para tentar manter o equilíbrio em todo o Estado. Não estou deixando a representação do governo por um período de crise. Mas, agora percebo que chegou a hora também de dar a minha contribuição ao partido. Tudo para que ele possa crescer ainda mais.

CO: Já foi definido os possíveis candidatos da sigla?

DB: A responsabilidade de uma reeleição a estadual quanto para demais cargos precisa ser observada com cautela. Temos grandes nomes, nosso partido tem um grande número de filiados e é um dos mais organizados. Agora, nós precisamos de fato nos reunir para ver quem tem interesse de disputar, no caso, quem já está na sigla e quem deve vir. Mas, temos alguns nomes como o Mauro Mendes e o Jayme, que é considerado um grande nome. É um projeto grande do partido. Basta analisar as pesquisas que saíram no ano passado. Acredito que a próxima não será diferente. O Jayme é um dos grandes nomes políticos e o ganho eleitoral que tem na sua vida é invejável. Temos grandes chances de disputar um cargo majoritário. Eu não quero afirmar que não apoio ou apoio Taques, mas o que podemos adiantar é que se o DEM não tiver espaço numa composição com certeza teremos dificuldade de manter a mesma aliança.

CO: Um ano e sete meses na base do governo. Como conciliou o trabalho de deputado as demandas de um governo que foi tão criticado?

DB: Sempre me mantive em uma defesa natural, porque sempre foi possível perceber o desequilíbrio financeiro em todo o país, que acabou tendo sérios problemas até mesmo na moral com a corrupção brasileira. Foram diversas frustações financeiras e na receita no Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso não foi diferente. O Rio de Janeiro posso ir até mais além e comparar que se fosse uma empresa teria quebrado.

Então meu papel foi ajudar e tentar diminuir os gastos públicos e garantir os repasses nas áreas essenciais como a Saúde e a Educação. Aqui nós tivemos uns momentos de frustação também com o déficit de mais de R$ 1 milhão por conta das dívidas deixadas da gestão passada com as obras que nem mesmo foram finalizadas que estavam previstas para a Copa.

Mas, diante da crise, tentamos também levar adiante os projetos de lei de carreira dos servidores, porém isso precisava de dinheiro. Vejo que a Reforma Administrativa no início da gestão não foi suficiente para deixar dinheiro em caixa.

CO: E, sua atuação como foi? Não acredita que por estar do lado do Taques sua reeleição pode ser prejudicada?

DB: Acredito que não, pois eu sou um deputado estadual municipalista. Fui em várias cidades acompanhei de perto a dificuldade do piscicultor de Juruena e Cotriguaçu, tentei ajudar os microempresários de Cáceres e Sinop. E busquei todas as áreas da Economia que estavam afetadas para melhorar nossa situação. Esses trabalhos me deram visibilidade e também recebi o reconhecimento de algumas federações. Então, acredito que as horas de almoço vagas com a família e amigos vão me trazer bons resultados.


"Minha grande frustração foi não ter retomado as obras do VLT”

O secretário e deputado estadual licenciado da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Wilson Santos (PSDB), foi o entrevista da semana no Centro Oeste Popular. Ele bateu um papo com a equipe para falar dos desafios na Secretaria de Cidades por onde ficou 15 meses. Veja abaixo as principais obras e os próximos projetos do secretário.

Jornal Centro Oeste:  Quais as principais ações que o senhor fez na Secid? E com a saída da secretaria em breve. Como está, o planejamento?

Wilson Santos:  No máximo até dia 06 de abril estou de volta na Assembleia Legislativa. Tanto eu quanto o deputado Max Russi, que está na  Secretaria de Estado de Trabalho e Assistência Social (Setas) . Olha foi foram 15 meses de muito trabalho, muito foco, nossa missão principal era retomar 16 obras paralisadas, obras da copa paralisadas. E conseguimos reformar 12 dessas obras e deixamos bastante adiantado o destravamento das outras 4. Foi uma fase interessante de bastante aprendizado, e que pudemos dá a nossa contribuição o Estado.

Co:  Quais o senhor colocaria como as principais obras?

WS:  A obra do Aeroporto Internacional de Cuiabá. Tirando o Aeroporto com aquela classificação com o pior do País e deixando ele como um dos 12 melhores do Brasil. A retomada da Salgadeira que deverá ser inaugurada em breve. A solução definitiva do abastecimento de água de Chapada dos Guimarães; retomada e conclusão da trincheira Santa Rosa a futura   professora Irini de Campos Povoas; retomada da Avenida Parque Barbado  a solução  para o alagamento para Avenida Fernando Correia nas proximidades do viaduto da UFMT; conclusão do Complexo Viário  Tijucal que leva o nome do deputado Walter Rabelo; retomada do pacote de unidades habitacionais retomamos mais de 10 mil unidades habitacionais que estavam paradas em parceria com a Caixa Econômica Federal. E a minha grande frustação foi não ter retomado as obras do VLT.

CO: Essas obras da UFMT já apresentou algum alagamento com as chuvas registradas dos últimos dias? Tanto que a deputada estadual Janaína Riva (MDB), criticou as obras do governador Pedro Taques, afirmando que Governo ruim é aquele que entrega obras mal feitas.

WS:  Não, a obra não apresentou nenhum problema. O fato da Janaina é tudo fake News.

CO: Já tem algum nome pra Secid? Assim que sair?

WS:  Não. Não tem é uma escolha individual do governador, pode ser alguém da Casa. Nós temos vários bons nomes ou pode ser alguém da fora que vem pra somar.

CO:  Quem é um bom nome?

WS:  Olha quem me substituiu várias vezes foi a Juliana Ferrari. Ela está na casa há 15 anos e entrou junto com o governo do Blairo Maggi e nunca mais saiu. Tudo fruto da sua competência e honestidade. Ela é um nome sempre lembrado, e tem os outros adjuntos também que tem perfil pra assumir. No entanto, pode ter alguém de fora pra somar. A Secid é uma pasta nova e por ter apenas sete anos já tem mais de 400 obras.

Jornal Centro Oeste:  Voltando pra AL, quais são os projetos? Já sabe o que vai fazer de imediato? Tem projeto de reeleição?

WS: Olha não deu tempo nem de respirar ainda. Vamos voltar e cumprir nossas funções de fiscalizar, continuamos na base do governo, e atuar nas comissões da Educação e outras que por ventura a minha bancada designar.

CO: Agora voltando já com o desfecho das operações. Acredita que caiu um pouco a credibilidade da Casa? O que deve ser feito para melhorar essa situação? Acredita que ainda tem como tocar os projetos, o que que falta de fato?

WS: Eu não estou acompanhando de perto. Sem tempo para acompanhar a Secid toma todo o meu tempo, mas vou voltar e cumprir com minhas funções. A casa tem as instâncias de investigação, Comissão de Ética e espero que eu ela possa dar satisfação a altura a sociedade.

CO: Voltando, qual o projeto de imediato? Tem prioridades?

WS: Tenho eu quero ver aprovado o projeto de lei que isenta o ICMS para policias de todas as áreas nos produtos como armas, munições, fardamentos e equipamentos de proteção individual.

Co: Falou em armamento é a favor e apoia a ideia do pré-candidato à República, Jair Bolsonaro, que a sociedade deve ter porte de armas para se proteger e ajudar na proteção da família?

WS: Sou simpático, nessa tese. Tem muitas ações ainda precisam ser analisadas.

CO: Mas, aqui tem várias atuações do Comando Vermelho, mandados de execução com decapitações, vários registros de boletim de ocorrências de roubos e furtos? Segurança está falhando neste aspecto?

WS: Eu acho que nós sempre temos que massagear as nossas utopias. O mundo ideal platônico é que desarmasse a sociedade. Porém, a realidade dura e crua é que não adianta desarmar a sociedade e deixar o bandido cada vez melhor armado. É desleal essa concorrência.

CO: Com relação ao governador Pedro Taques (PSDB), vai ou não sair como candidato para governo?

WS: Acredito! Temos trabalhado nesse sentido, fez um trabalho de reconstrução e arrumação da casa e merece mais quatro anos pra efetivamente colocar em práticas sonhos e realização que o povo merece.

CO: Wilson você é do ponto de vista do governador que comentou em uma entrevista esses dias que é fácil falar de alguém. No entanto, nunca se analisa a dificuldade que é uma gestão, como por exemplo, a dele que enfrentou crise.

WS: Pedro Taques foi pra moralizar a gestão pública. Ele era visto como xerife e foi depositando nessa postura que a população o elegeu no primeiro turno com 58% dos votos. E essa missão foi comprida ele resgatou o princípio republicanos na gestão. Acabou com a história de mensalinho, mensalão, propina daqui e da li. Pôs um ponto final nisso e essa missão foi cumprida. Além dessa missão conseguiu bater recorde em várias áreas. Por exemplo, foi o governador que mais fez asfalto e reconstruiu asfalto em Mato Grosso e toda a sua história; implantou maior número de leitos de UTI em todo o Estado; construiu unidades habilidades na história de Mato Grosso; governador que mais investiu na Segurança Pública; que mais contratou policias em toda história de 180 anos da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros; que mais pagou melhor salário pra Educação. Então além de ter realizado sua missão principal que foi moralizar a gestão pública ele ainda bateu recorde de obras e serviços em diversas áreas.

CO: Para finalizar. Com relação ao caso em que teve seu nome citado depois que o deputado Jajah Neves (PSDB), foi gravado afirmando que não conseguia seguir com os projetos porque era obrigado a te devolver a Verba Indenizatória. Em qual pé, que ficou essa história.

WS: Muito bom fazer essa pergunta porque eu gostaria de esclarecer e responde-la. Estou aguardando o veredito do Ministério Público Estadual (MPE), já fui ouvido. Além do meu depoimento encaminhei a declaração de outros três deputados estaduais e um federal que foram meus suplentes, sendo o conselheiro Antonio Joaquim, Lino Rossi e José Magalhães, foi encaminhado para o promotor Mauro Zaque para comprovar meu comportamento ético e correto quando me sucederam em todos os meus afastamentos. Estou tranquilo e com a consciência limpa. Coloquei sigilo bancário e fiscal à disposição da Justiça e agora aguardo a condenação ou me tirando pra fora dessa.


“A questão maior é a construção de um projeto alternativo para Mato Grosso”

CO Popular- Deputado, como o senhor analisa o atual cenário político do Estado?

Percival Muniz- Estamos assistindo uma movimentação muito grande dos partidos políticos, tanto dos que ajudaram a eleger o atual governador, como os que eram da oposição. Depois que eu abri a discussão, já surgiram mais de quatro candidatos. Isso mostra que tenho um caldo de cultura muito forte para construir uma grande aliança para o futuro governo.

CO Popular- O que o senhor acha que precisa ser mudado na administração do governador Pedro Taques?

Percival Muniz- Francamente, não gostaria de dar nenhuma opinião sobre a composição do governo Pedro Taques. Até porque ele pediu autonomia nos partidos, para fazer em seu governo o que bem quisesse e por isso prefiro não opinar. O governo dele a população mato-grossense irá julgar.

CO Popular- Qual é sua avaliação sobre a destituição da direção do PPS?

Percival Muniz- Essa divergência interna do PPS já havia há algum tempo. O PPS Nacional está entregando para os movimentos sociais, como por exemplo, O Agora, O Livre. Então acho um fato praticamente normal devido essa postura do partido nacional que decidiu levar para outras pessoas ligadas aos movimentos.

CO Popular- Há possibilidades de o senhor deixar o PPS e concorrer às eleições deste ano?

Percival Muniz- A janela e o prazo para as deliberações políticas terminam no mês de março, por enquanto é muita conversação para lá e para cá, entendimentos, muito balanço, ensaio para falar sobre essa questão. É um momento muito fértil da democracia, em março unifica mais ou menos as coligações e aí cada um busca se acomodar naquele partido que achar melhor.

CO Popular- O senhor pretende disputar candidatura ao governo?

Percival Muniz- Fui convidado por diversos partidos para disputar o governo. Porém acho que independente de termos um projeto pessoal, devemos ter um projeto coletivo. Um governo que melhore a imagem perante a sociedade. A questão maior é uma construção de um projeto alternativo para Mato Grosso, um projeto construído olhando para o futuro, o ‘Mato Grosso Merece Mais’. Nossa ideia é construir um governo diferente do que está posto aí. Vinha falando isso há tempos e, talvez, seja por isso que a Executiva Nacional tenha movimentado o partido com a escolha dos novos nomes.

CO Popular- O senhor é considerado um mago da política mato-grossense. Tem em mente quem serão os candidatos nas eleições deste ano?

Percival Muniz- Eu acho que ainda estamos em uma fase de indefinição. Estamos com muitos nomes se colocando a disposição, depois que coloquei meu nome. Isso é muito bom, pois mostra que existe uma grande movimentação para construir um governo diferente.

CO Popular- O senhor pretende se aliar com Mauro Mendes ou Jayme Campos?

Percival Muniz- Na política tudo é possível. Entre os possíveis candidatos ao Palácio Paiaguás tem o ex-prefeito Mauro Mendes, o senador Wellington Fagundes (PR), o conselheiro afastado do TCE Antonio Joaquim e do ex-senador Jayme Campos (DEM). São nomes que têm serviços prestados à população. É preciso juntar o que foi possível para compor o nome que disputaram as eleições para o Governo do Estado. A priori não faria nenhuma análise, pois acho que é possível unir com muitos. A circunstância nacional é que vai limitar um pouco as alianças de Mato Grosso.

CO Popular- Há conversações com os partidos? Quais?

Percival Muniz- Sim. Nunca estive em um momento tão bom como estou agora. Vários partidos estão me procurando para me filiar e ser uma opção de voto para o governo do Estado. Entre estes partidos estão o PDT, DEM PR, PC do B, PHS e outros. Irei manter conversação com todos eles para formamos uma chapa forte para disputar as eleições neste ano.

CO Popular- Ha chances de apoiar o governador Pedro Taques?

Percival Muniz- O Pedro fez um governo ao estilo dele. Sem valorizar muito os partidos e buscou fazer uma gestão meio independente. Acho que a tendência é ter um governo mais unido, mais democrático, com uma participação maior dos partidos.

CO Popular-Qual a avaliação que o senhor faz da atual administração?

Percival Muniz- O Pedro Taques está terminando o mandato, onde a população que irá avaliar sua gestão. Tenho escutado muitas reclamações de vários segmentos da sociedade como servidores públicos, produtores rurais, comerciantes. Eles reclamam que Taques se isolou da população. É até difícil aconselhar o Pedro em algumas situações, porque ele se sente acima do bem e do mau, então o difícil dar conselhos.


“Vai ter pesquisa aí vamos fazer um tira teima, quem de fato tem café no bule para disputar a eleição de 2018”

O ainda secretário de Assuntos Estratégicos de Várzea Grande, ex-senador, ex-governador e ex-prefeito Jayme Campos, fala ao Jornal Centro-Oeste Popular sobre as eleições de 2018, fazendo uma análise do quadro eleitoral, onde aponta que ainda é muito cedo para se falar em candidaturas e coligações. Jayme foi um dos participantes do almoço proporcionado pelo governador Pedro Taques, quando teria sido definida a chapa governista para o pleito eleitoral. Ele, no entanto, discorda que esteja tudo acertado, e deixa claro que o Democratas ainda não definiu a questão. Mais uma vez Jayme também confirma que estará se desincompatibilizando da Secretaria em março, e se diz pronto para a guerra, seja em uma disputa ao Senado, ou mesmo ao Governo do Estado, ressaltando que não aceita apenas disputar as proporcionais. Confira.

 

 

 

Centro-Oeste Popular – O senhor participou do almoço na casa do governador Pedro Taques (PSDB) onde se discutiu uma possível chapa visando as eleições deste ano. O que ficou definido durante o encontro?

Jayme Campos – O que ficou definido, pré-estabelecido lá na reunião, é que o governador Pedro Taques seria candidato à reeleição, o vice Carlos Fávaro (PSD) continuaria como vice, e colocou-se também o nome do deputado e hoje líder do PSDB na Câmara Federal Nilson Leitão para ser candidato a senador da república. Entretanto, o próprio governador disse que esse é um assunto que deve ser tratado entre Jayme Campos e Nilson Leitão.

CO Popular – O senhor aceita recuar para apoiar Leitão ao Senado?

Jayme Campos – Eu já coloquei meu nome a disposição, agora é bom que se esclareça que eu faço política de baixo pra cima, eu não faço política de cúpula, eu faço política construindo com a sociedade, para a população. Até porque todas as eleições que disputei 88% a 90% de quem vota em Jayme Campos são pessoas que acreditam em minha proposta e sobretudo acompanham minha trajetória como homem público. Acho que um assunto como esse, sobretudo democratas, temos que fazer essa tratativa após os prazos estabelecidos eleitoralmente. Por exemplo, quem vai se desincompatibilizar até 30 de março para ser candidato.

CO Popular – Mas o Democratas aceita Nilson Leitão como candidato ao Senado?

Jayme Campos – Estamos recebendo a filiação do deputado Fábio Garcia, do deputado Adilton Sachetti, do presidente da Assembleia, Eduardo Botelho (PSB) e outros deputados, como também a possibilidade de receber a filiação do ex-prefeito Mauro Mendes (PSB), e eu indago a você, eu não falo em nome da instituição Democratas, até porque não sou presidente, sou um mero filiado, de maneira que uma tratativa como essa, um assunto como esse, tem que ter o momento certo para ser discutido.Eu falo em meu nome, tenho maior simpatia, maior respeito pelo deputado Nilson Leitão, agora isso não significa que a instituição Democratas já está fechado dentro de um projeto político. Isso é um assunto pertinente para o momento, e acho que esse momento será após os prazos de filiações partidárias que se encerram no dia 30 de março, aos prazos de desincompatibilização e sobretudo quem vai compor o arco de aliança.Eu considero que a reunião ainda é um movimento embrionário, de tudo aquilo que poderá acontecer no momento que vai ser discutido a questão das coligações partidárias.

CO Popular – É possível uma chapa com Jayme Campos e Nilson Leitão ao Senado?

Jayme Campos – Eu não faço eleição assim, primeiro que a eleição para senador da república você tem que construir, primeiro discutir com a sociedade civil organizada, realmente se ela aceita uma possível candidatura minha ou seja de quem quer que seja.Segundo, construir um projeto político com os possíveis aliados. Feito isso eu não estou muito preocupado. Vou desincompatibilizar dia 30 de março e vou disponibilizar meu nome para o Democratas, e se o Democratas entender lançar meu nome para um candidatura para qualquer cargo que seja, menos na proporcional, mas sim na majoritária, eu estarei à disposição.

CO Popular – Tem algum acordo entre o senhor e o Nilson Leitão no sentido de que um apoiaria o outro, ou uma pesquisa para definir quem estaria em melhor condições de disputa?

Jayme Campos – Não tem esse acordo. O acordo é o seguinte: eu disse pra ele que se ele tivesse viabilizado nas eleições tem toda minha simpatia, mas volto a repetir que essa é a posição do cidadão Jayme Campos, agora, o Democratas é uma instituição partidária e vai ter que ver de fato qual o encaminhamento que o partido vai fazer.Nós temos que discutir um novo projeto político para 2018, na medida que essa eleição que apoiamos Pedro Taques foi até 2018, caso contrário são decisões que podem ser tomadas de forma intempestiva, de maneira acho que vamos ter que aguardar, discutir, mas o Nilson tem minha simpatia, mas é evidente que a simpatia de Jayme Campos não significa simpatia do Democratas.

CO Popular – Então, quer dizer, que o apoio a Pedro Taques acaba agora em 2018?

Jayme Campos – Ele sabe perfeitamente que o acordo que foi feito foi para 2018, não foi perene, até porque o partido vai naturalmente, a partir do instante que receber as novas filiações, eu imagino ter musculatura suficiente para pleitear um projeto seja para governador ou para senador.Minha opinião é que esse assunto comece a ser discutido a partir do dia 2 de abril quando se encerra o prazo de filiação e sobretudo os prazos de desincompatibilização.

CO Popular – Já está prevista alguma pesquisa para mostrar o atual quadro eleitoral?

Jayme Campos – Vai ter pesquisa. Me falaram que vai para rua novamente o Ibope, aí já começa a mostrar o cenário. Me parece que um grupo de empresários vai ajudar fazer uma pesquisa através do jornal Diário de Cuiabá aí vamos fazer um tira teima, quem de fato tem café no bule para disputar a eleição de 2018.

CO Popular – O senhor acha que tem condições de concorrer ao governo ou ao senado?

Jayme Campos – Eu estou desincompatibilizando para que? Não é para sair limpando terreno, roçando meio fio. Estou pronto para guerra.

CO Popular – Pelo que o deputado Guilherme Maluf disse à imprensa, a chapa governista já estaria formada. Realmente isso está confirmado?

Jayme Campos – Não. O que ficou definido foi governador Pedro Taques, vice Carlos Fávaro, uma das vagas caberia ao companheiro Nilson Leitão, e outra vaga para ser discutido. Mas é o que eu digo, isso é chover no molhado, é conversa de bêbado para delegado e delegado para bêbado. É muito precoce. Ainda pode vir Blairo Maggi, pode vir o Mauro, pode vir Jayme, pode vir o Papa Francisco, desde que se habilite. Está muito cedo, caso contrário pode atropelar o processo.

CO Popular – E o senhor pode sair a governador?

Jayme Campos – Tudo pode ser, em política tudo é possível, qual o problema. Eu sou maior de idade, 67 anos, tenho nome, tenho CPF, tenho identidade, todos os requisitos que a Justiça Eleitoral exige. Eu preencho. Então, qual a dificuldade que tem? Nenhuma. O jogo está totalmente aberto. Sabemos de uma coisa, que o governador Pedro Taques está definido que vai ser candidato. Ele gostaria imensamente de ter Carlos Fávaro como vice-governador, agora, as convenções começam dia 5 de julho e encerram dia 5 de agosto, tem água para correr embaixo da ponte, e não é pouca.

CO Popular – O senhor tem participado das discussões quanto à filiação do Mauro Mendes ao DEM?

Jayme Campos – Não, faz alguns dias que não vejo o Mauro, tenho conversado muito com o Fábio Garcia. Agora, o que chama atenção é que estamos aguardando no dia 8 de março, já está marcada a convenção nacional do Democratas para dirimirmos algumas dúvidas, sobretudo porque há uma decisão formada lá atrás da possibilidade de se mudar o diretório nacional, mudar os diretórios regionais e por conseguinte os municipais. Só depois de acontecer essa reunião de 8 de março, que inclusive o senador Agripino Maia ligou para o Júlio Campos e para mim, pedindo a relação dos nomes que vão participar da comissão provisória. São 25 nomes.


Jayme Campos: “Vai ter pesquisa aí vamos fazer um tira teima, quem de fato tem café no bule para disputar a eleição de 2018”

Regina Botelho

Da Redação

O ainda secretário de Assuntos Estratégicos de Várzea Grande, ex-senador, ex-governador e ex-prefeito Jayme Campos, fala ao Jornal Centro-Oeste Popular sobre as eleições de 2018, fazendo uma análise do quadro eleitoral, onde aponta que ainda é muito cedo para se falar em candidaturas e coligações. Jayme foi um dos participantes do almoço proporcionado pelo governador Pedro Taques, quando teria sido definida a chapa governista para o pleito eleitoral. Ele, no entanto, discorda que esteja tudo acertado, e deixa claro que o Democratas ainda não definiu a questão. Mais uma vez Jayme também confirma que estará se desincompatibilizando da Secretaria em março, e se diz pronto para a guerra, seja em uma disputa ao Senado, ou mesmo ao Governo do Estado, ressaltando que não aceita apenas disputar as proporcionais. Confira.

 

Olho 1- “Todas as eleições que disputei 88% a 90% de quem vota em Jayme Campos são pessoas que acreditam em minha proposta e sobretudo acompanham minha trajetória como homem público”

 

Olho 2- “Democratas já está fechado dentro de um projeto político. Isso é um assunto pertinente para o momento, e acho que esse momento será após os prazos de filiações partidárias”.

 

Olho 3- “Eu estou desincompatibilizando para que? Não é para sair limpando terreno, roçando meio fio. Estou pronto para guerra”

 

Centro-Oeste Popular – O senhor participou do almoço na casa do governador Pedro Taques (PSDB) onde se discutiu uma possível chapa visando as eleições deste ano. O que ficou definido durante o encontro?

Jayme Campos – O que ficou definido, pré-estabelecido lá na reunião, é que o governador Pedro Taques seria candidato à reeleição, o vice Carlos Fávaro (PSD) continuaria como vice, e colocou-se também o nome do deputado e hoje  líder do PSDB na Câmara Federal Nilson Leitão para ser candidato a senador da república. Entretanto, o próprio governador disse que esse é um assunto que deve ser tratado entre Jayme Campos e Nilson Leitão.

CO Popular – O senhor aceita recuar para apoiar Leitão ao Senado?

Jayme Campos – Eu já coloquei meu nome a disposição, agora é bom que se esclareça que eu faço política de baixo pra cima, eu não faço política de cúpula, eu faço política construindo com a sociedade, para a população. Até porque todas as eleições que disputei 88% a 90% de quem vota em Jayme Campos são pessoas que acreditam em minha proposta e sobretudo acompanham minha trajetória como homem público. Acho que um assunto como esse, sobretudo democratas, temos que fazer essa tratativa após os prazos estabelecidos eleitoralmente. Por exemplo, quem vai se desincompatibilizar até 30 de março para ser candidato.

CO Popular – Mas o Democratas aceita Nilson Leitão como candidato ao Senado?

Jayme Campos – Estamos recebendo a filiação do deputado Fábio Garcia, do deputado Adilton Sachetti, do presidente da Assembleia, Eduardo Botelho (PSB) e outros deputados, como também a possibilidade de receber a filiação do ex-prefeito Mauro Mendes (PSB), e eu indago a você, eu não falo em nome da instituição Democratas, até porque não sou presidente, sou um mero filiado, de maneira que uma tratativa como essa, um assunto como esse, tem que ter o momento certo para ser discutido.Eu falo em meu nome, tenho maior simpatia, maior respeito pelo deputado Nilson Leitão, agora isso não significa que a instituição Democratas já está fechado dentro de um projeto político. Isso é um assunto pertinente para o momento, e acho que esse momento será após os prazos de filiações partidárias que se encerram no dia 30 de março, aos prazos de desincompatibilização e sobretudo quem vai compor o arco de aliança.Eu considero que a reunião ainda é um movimento embrionário, de tudo aquilo que poderá acontecer no momento que vai ser discutido a questão das coligações partidárias.

CO Popular – É possível uma chapa com Jayme Campos e Nilson Leitão ao Senado?

Jayme Campos – Eu não faço eleição assim, primeiro que a eleição para senador da república você tem que construir, primeiro discutir com a sociedade civil organizada, realmente se ela aceita uma possível candidatura minha ou seja de quem quer que seja.Segundo, construir um projeto político com os possíveis aliados. Feito isso eu não estou muito preocupado. Vou desincompatibilizar dia 30 de março e vou disponibilizar meu nome para o Democratas, e se o Democratas entender lançar meu nome para um candidatura para qualquer cargo que seja, menos na proporcional, mas sim na majoritária, eu estarei à disposição.

CO Popular – Tem algum acordo entre o senhor e o Nilson Leitão no sentido de que um apoiaria o outro, ou uma pesquisa para definir quem estaria em melhor condições de disputa?

Jayme Campos – Não tem esse acordo. O acordo é o seguinte: eu disse pra ele que se ele tivesse viabilizado nas eleições tem toda minha simpatia, mas volto a repetir que essa é a posição do cidadão Jayme Campos, agora, o Democratas é uma instituição partidária e vai ter que ver de fato qual o encaminhamento que o partido vai fazer.Nós temos que discutir um novo projeto político para 2018, na medida que essa eleição que apoiamos Pedro Taques foi até 2018, caso contrário são decisões que podem ser tomadas de forma intempestiva, de maneira acho que vamos ter que aguardar, discutir, mas o Nilson tem minha simpatia, mas é evidente que a simpatia de Jayme Campos não significa simpatia do Democratas.

CO Popular – Então, quer dizer, que o apoio a Pedro Taques acaba agora em 2018?

Jayme Campos – Ele sabe perfeitamente que o acordo que foi feito foi para 2018, não foi perene, até porque o partido vai naturalmente, a partir do instante que receber as novas filiações, eu imagino ter musculatura suficiente para pleitear um projeto seja para governador ou para senador.Minha opinião é que esse assunto comece a ser discutido a partir do dia 2 de abril quando se encerra o prazo de filiação e sobretudo os prazos de desincompatibilização.

CO Popular – Já está prevista alguma pesquisa para mostrar o atual quadro eleitoral?

Jayme Campos – Vai ter pesquisa. Me falaram que vai para rua novamente o Ibope, aí já começa a mostrar o cenário. Me parece que um grupo de empresários vai ajudar fazer uma pesquisa através do jornal Diário de Cuiabá aí vamos fazer um tira teima, quem de fato tem café no bule para disputar a eleição de 2018.

CO Popular – O senhor acha que tem condições de concorrer ao governo ou ao senado?

Jayme Campos – Eu estou desincompatibilizando para que? Não é para sair limpando terreno, roçando meio fio. Estou pronto para guerra.

CO Popular – Pelo que o deputado Guilherme Maluf disse à imprensa, a chapa governista já estaria formada. Realmente isso está confirmado?

Jayme Campos – Não. O que ficou definido foi governador Pedro Taques, vice Carlos Fávaro, uma das vagas caberia ao companheiro Nilson Leitão, e outra vaga para ser discutido. Mas é o que eu digo, isso é chover no molhado, é conversa de bêbado para delegado e delegado para bêbado. É muito precoce. Ainda pode vir Blairo Maggi, pode vir o Mauro, pode vir Jayme, pode vir o Papa Francisco, desde que se habilite. Está muito cedo, caso contrário pode atropelar o processo.

CO Popular – E o senhor pode sair a governador?

Jayme Campos – Tudo pode ser, em política tudo é possível, qual o problema. Eu sou maior de idade, 67 anos, tenho nome, tenho CPF, tenho identidade, todos os requisitos que a Justiça Eleitoral exige. Eu preencho. Então, qual a dificuldade que tem? Nenhuma. O jogo está totalmente aberto. Sabemos de uma coisa, que o governador Pedro Taques está definido que vai ser candidato. Ele gostaria imensamente de ter Carlos Fávaro como vice-governador, agora, as convenções começam dia 5 de julho e encerram dia 5 de agosto, tem água para correr embaixo da ponte, e não é pouca.

CO Popular – O senhor tem participado das discussões quanto à filiação do Mauro Mendes ao DEM?

Jayme Campos – Não, faz alguns dias que não vejo o Mauro, tenho conversado muito com o Fábio Garcia. Agora, o que chama atenção é que estamos aguardando no dia 8 de março, já está marcada a convenção nacional do Democratas para dirimirmos algumas dúvidas, sobretudo porque há uma decisão formada lá atrás da possibilidade de se mudar o diretório nacional, mudar os diretórios regionais e por conseguinte os municipais. Só depois de acontecer essa reunião de 8 de março, que inclusive o senador Agripino Maia ligou para o Júlio Campos e para mim, pedindo a relação dos nomes que vão participar da comissão provisória. São 25 nomes.


“ Apesar das dificuldades, 2017 foi de conquistas, que possibilitaram um fôlego para as finanças”

Centro-Oeste Popular- Quais foram os principais fatores que dificultaram a administração dos municípios em 2017?

Neurilan Fraga- O ano de 2017 não foi fácil para os municípios. Aliada à habitual falta de autonomia financeira imposta pelo injusto Pacto Federativo, somou-se a crise econômica sem precedente, além dos atrasos nos repasses financeiros por parte do Governo do Estado, surpreendendo muitos prefeitos, principalmente os que assumiram o mandato no início do ano. Além disso, ocorreu crescimento de demanda pela ausência do Estado nos municípios. Quando o Governo Estadual não atende alta e medida complexidades, por exemplo, quem assume a atribuição são os municípios, que em muitos casos chegam a aplicar na saúde e na educação percentuais bem acima do que preceitua a Constituição.

CO Popular- Na sua concepção, quais os setores que mais foram prejudicados?

Neurilan Fraga- A saúde foi uma das áreas mais afetadas com o atraso no repasse de recursos pelo Governo do Estado, que seguidamente descumpriu a legislação que estabelece prazos para a transferência de recursos aos municípios. A demora e até mesmo a falta de quitação de débitos não ocorreu somente na saúde, mas também se estendeu a outras transferências, como o ICMS, Fethab e o próprio transporte escolar. Para agilizar a quitação, a Associação Mato-grossense dos Municípios, além de ter buscado o diálogo e o entendimento com o Governo, recorreu ao Poder Judiciário, visando a colocar os repasses em dia e evitar novos atrasos, considerando as consequências nas administrações municipais. Porém, mesmo assim, na área da saúde ainda persistem atrasos de repasses, muitos referentes ao ano de 2016.

CO Popular- Há motivos para comemorar?

Neurilan Fraga- Apesar das dificuldades, o ano também foi de conquistas, que possibilitaram um fôlego para as finanças. A intensa mobilização nacional garantiu um reforço financeiro para os cofres municipais, como o pagamento de 1% do Fundo de Participação dos Municípios – FPM em julho e dezembro, totalizando R$ 143 milhões às prefeituras, além do repasse de R$ 124 milhões do FEX. A intensa mobilização também assegurou a redistribuição do Imposto Sobre Serviços – ISS, cuja previsão é garantir cerca de R$ 90 milhões aos municípios a partir de 2018.

CO Popular- Como foi a mobilização para a liberação do FEX?

Neurilan Fraga- Participei de várias reuniões com o presidente Michel Temer e ministros para tratar da liberação de recursos para os municípios, sendo que o pagamento do FEX foi uma das principais demandas. Foi muito importante o trabalho da bancada federal para a aprovação do projeto de lei que previa a liberação do FEX, com importante atuação dos deputados Victório Galli e Fábio Garcia, além dos três senadores. A participação do senador Wellington Fagundes também foi decisiva, pois o parlamentar apresentou pedido de urgência com a assinatura de todos os líderes de bancada.

CO Popular- A elaboração do projeto de lei que prevê mudança na Lei Kandir, visando a uma compensação mais justa para os municípios é positiva?

Neurilan Fraga- Sem dúvida. O projeto prevê a destinação de R$ 9 bilhões aos municípios brasileiros, a partir de 2019. Destes, cerca de R$ 1,3 bilhão serão repassados ao estado de Mato Grosso, que é o líder da produção primária de soja, de carne, de algodão e deixa de arrecadar cerca de R$ 5 bilhões por ano por conta da lei. A compensação atual é menos de 10% do que os estados e municípios deixam de arrecadar.

CO Popular- O senhor pediu de esclarecimentos sobre retenção de recursos do Fundeb. Por quê?

Neurilan Fraga- A AMM realizou um levantamento, motivada pelas reivindicações dos prefeitos. O crescimento do ICMS no exercício de 2017 foi de aproximadamente 5%, em comparação a 2016. Desse montante, o Estado retém 20% referentes à cota-parte do Fundeb, que é distribuído aos municípios mensalmente. No entanto, verificamos que, até novembro, o repasse desses valores às prefeituras foi sempre menor do que o ano anterior. Nos últimos dias do ano, a Secretaria de Estado de Fazenda transferiu aos municípios parcelas quatro vezes maiores do que estava sendo praticado. Isso criou um imbróglio contábil e jurídico para todas as prefeituras do estado, que não tiveram tempo hábil para aplicar os recursos e podem enfrentar problemas com o Tribunal de Contas do Estado. Esses fatores são indícios de que o governo estaria se apropriando indevidamente de recursos da educação dos municípios para utilização em outras finalidades ao longo do ano, repassando a diferença no mês de dezembro.

CO Popular- Quais as principais bandeiras do municipalismo?

Neurilan Fraga - A reforma do Pacto Federativo é uma das prioridades. O governo federal fica com 60% da arrecadação e os municípios com aproximadamente 15%. Temos que mudar essa lógica. O município é onde as pessoas moram e produzem. Outra bandeira municipalista é o fim do subfinanciamento de projetos e programas. O governo federal passa aos municípios responsabilidades como merenda e transporte escolar, atenção básica da saúde e outros, sem dar a contrapartida financeira necessária. É preciso também criar novas fontes de receita e uma das alternativas é a proposta que muda a compensação da Lei Kandir, por meio de um projeto de lei, visando a tornar mais justa a restituição das perdas de estados e municípios exportadores de produtos primários e semielaborados.

CO Popular- Qual o suporte técnico que a AMM oferece aos municípios?

Neurilan Fraga- A AMM atende os prefeitos e equipes em várias áreas técnicas, importantes para o desenvolvimento das atividades na administração municipal. Em 2017 as prefeituras tiveram uma economia significativa com a prestação de serviços em vários setores, como Jornal Oficial, Central de Projetos, Coordenação Jurídica, Coordenação Institucional, Assessoria de Articulação e Apoio ao Desenvolvimento, Gerências Técnica, de Apoio aos Municípios e de Comunicação, entre outros. A prestação de serviços garantiu economia de cerca de R$ 50 milhões aos municípios mato-grossenses no ano passado. Na área da Engenharia foram elaborados 1.063 projetos, gerando uma economia de R$ 8,9 milhões aos municípios do estado. Com a utilização do Jornal Oficial dos Municípios, as prefeituras economizaram cerca de R$ 32 milhões.

CO Popular- Quais as perspectivas para 2018?

Neurilan Fraga- Para 2018, a certeza é que haverá mais desafios, para os quais é necessário que os gestores estejam ainda mais preparados, com uma gestão com equilíbrio financeiro e orçamentário, além de uma eficiência fiscal para aumentar as arrecadações dos municípios. Por ser um ano eleitoral, os gestores também devem estar atentos aos candidatos para todos os cargos, que realmente são comprometidos com as causas municipalistas, pois será necessário muito apoio para aprovar projetos e dar encaminhamento à pauta de reivindicações, principalmente no Congresso Nacional.


“Estamos buscando um caminho. Alguns têm a possibilidade de olhar melhor o cenário “

Centro-Oeste Popular - Esse ano mais uma vez houve dificuldades na liberação do FEX. Todo ano vai ser preciso continuar mendigando o que é de direito?

Fábio Garcia – É um absurdo na verdade, mas infelizmente não existe nenhuma lei que obriga a liberação. O governo não quer ter essa obrigatoriedade. O que o TCU diz que é que o Congresso precisa fazer, e se não fizer eles o farão, e disciplinar o ressarcimento adequado à Lei Kandir. A Lei quando foi criada os Estados recebiam em termos de ressarcimento pela renúncia fiscal aproximadamente 50% dessa renúncia. A Lei Kandir foi criada exatamente para fomentar a exportação. Hoje, depois da exportação já fomentada, recebemos aproximadamente 8,5% da renúncia fiscal, ou seja, os Estados brasileiros estão renunciando na média R$ 35 bilhões por ano e recebem R$ 3,9 bilhões, sendo que R$ 1,9 bilhões vem pelo FEX que foi criado em 2004 e tem R$ 1,9 bilhões lá na própria Lei Kandir, como compensação do ICMS, esse vem sempre todo ano, mês a mês. O FEX foi criado como auxílio financeiro às exportações. E todo ano desde 2004 a 2016 o governo edita uma medida provisória para pagamento. O problema é que este ano o presidente da Câmara não quis que editasse uma Medida Provisória e pediu que fosse projeto de lei, e houve todo esse trâmite para fazer o projeto ser aprovado na Câmara e depois no Senado. Mas é um verdadeiro absurdo nós ficarmos com apenas 8% do que abrimos mão de arrecadação. Existe já um movimento muito forte na Câmara e Senado, uma discussão sobre a necessidade da existência da Lei Kandir e deixar que os Estados legislem.

CO – Mas a bancada ruralista não vai impedir esse trâmite, pois acabando com a Lei Kandir estariam “exportando imposto”.

Fábio Garcia – O que debatemos, na verdade, é que os Estados estão ficando com ônus muito grande por conta da Lei Kandir. O estado e Mato Grosso que é eminentemente de produção primária e a grande parte da produção é exportada, vemos o problema fiscal que temos no Estado, e não temos ressarcimento.

CO – O descaso com o patrimônio histórico de Cuiabá é notório. Na semana passada caiu a estrutura da chamada Casa de Bem Bem. O que o senhor como deputado pode fazer para auxiliar o município a conservar seu patrimônio histórico?

Fábio Garcia – É uma tristeza, um absurdo, quando fui secretário de Governo do prefeito Mauro Mendes o Governo Federal abriu um programa que chamava Cidades Históricas, e nós incluímos vários casarões históricos do centro histórico nesse programa, para serem revitalizados, um deles é a Casa de Bem Bem. Já tinha um projeto, existia um trâmite muito burocrático, diga-se de passagem como tudo no Brasil, para aprovar o projeto . Era uma burocracia gigantesca por conta do Iphan, mas esse projeto andou bastante e é uma tristeza na verdade vermos uma casa tão histórica para a cultura cuiabana numa situação dessa. É o patrimônio de nossa cidade, é a nossa cultura que está indo embora pouco a pouco, quando acontece isso com a Casa de Bem Bem. A ação agora está toda no Executivo municipal, porque é ele que tem a obrigação de executar a obra. E a legitimidade para fazê-lo. Porque o programa está aí, os recursos estão aí, e é ele que tem que fazer.

CO – E quanto a polêmica emenda da saúde? Teremos o novo pronto-socorro funcionando em abril de 2018?

Fábio Garcia – O Governo do Estado está fazendo os repasses para a obra, que ainda não foi finalizada, eu não vi a licitação do pronto socorro de Cuiabá na rua para comprar os equipamentos, e isso é obrigação do prefeito Emanuel Pinheiro, que assumiu essa responsabilidade. A responsabilidade do governo é repassar o dinheiro e está repassando. E não vai repassar o dinheiro dos equipamentos ainda porque não tem licitação. Cadê a licitação? Tem que ter o processo licitatório para comprar esses equipamentos. Ainda não temos problema de dinheiro para o pronto socorro, temos problema de gestão, pois tem como licitar sem o dinheiro, bastando assinar um convênio com o Estado e tem lá o recurso para licitar. Agora, licita e na hora de pagar o dinheiro tem que estar aí, e aí sim, tem o compromisso do governador Pedro Taques de liberar o dinheiro na hora que precisar. E a emenda de bancada é impositiva, de obrigatório pagamento do Governo Federal, que ainda não pagou mas deve estar no trâmite burocrático que temos no Brasil. Ela vai para custeio e o Governo do Estado passará para a prefeitura através de um convênio os recursos necessários para comprar os equipamentos. Mas a minha preocupação é de que eu não vi a licitação na rua ainda.

CO – E quanto aos dissidentes do PSB, vão todos para o DEM?

Fábio Garcia – Todo mundo não vai dar, mas estamos buscando um caminho que possa abrigar. Não vai dar todo mundo porque há problemas locais, regionais, os deputados alguns têm a possibilidade de agora olhar melhor o cenário para saber onde é melhor para eles irem, se encaixarem. É difícil você pegar um grupo do nosso tamanho, temos cinco deputados estaduais, temos nove vice-prefeitos, 15 prefeitos, 142 vereadores, dois secretários de Estado, e conseguir um partido que abrigue a todos sem conflitos locais. Porque nacionalmente está tudo bem, acho que regionalmente tudo bem também, mas localmente às vezes você tem problemas.

CO – E o prefeito Mauro Mendes, vai acompanhar o grupo?

Fábio Garcia – O Mauro vai com o grupo, vai para onde o grupo decidir ir.

CO – O senhor acredita que o DEM tem força política para abrigar os dissidentes?

Fábio Garcia – Tenho que dizer que depois que começou a ser veiculado essas possibilidades de ir para o DEM, tenho andado pelo interior e estou bastante impressionado com a força do Democratas no interior do Estado. É um partido muito bem estruturado, com grandes lideranças em todos municípios do Estado. Agora vai haver uma transição na legenda, vai virar todos os diretórios provisórios, para abrigar os grupos, e aí vamos sentar, conversar como vamos fazer essa composição do grupo que está chegando com os grupos que estão em cada município, mas vejo tranquilidade para fazer isso, não vejo problemas.


“Mesmo diante da crise, tivemos um ano muito produtivo na AL”

Centro-Oeste Popular- Deputado o senhor pretende mudar de sigla partidária nas próximas eleições? Por quê?

Eduardo Botelho- Sim, isto porque fomos praticamente excluídos do PSB e o DEM foi o partido que mais deu abertura, foi o que mais nos abriu as portas. Então, ingressei uma ação na Justiça e ainda vou aguardar a decisão sobre a questão da janela partidária. Caso a Justiça não libere, aí só em março. Mas, estamos praticamente fechados com o DEM. Há outros companheiros que talvez não se filiem nesse mesmo partido. É o caso dos deputados Oscar Bezerra e Mauro Savi que podem migrar para o PP. Mas eu, Max Russi, Adriano Silva, Fábio Garcia, Adilton Sachetti e Mauro Mendes estamos praticamente definidos para ingressar no Democratas.

CO Popular- Existe conversação com outros partidos? Quais?

Eduardo Botelho- Sim, conversamos com vários outros partidos, mas estamos praticamente fechados com o DEM.

CO Popular- Qual avaliação que o senhor faz do cenário político de MT?

Eduardo Botelho- Ainda é cedo para fazer qualquer análise. Mas, se o governador Pedro Taques tiver condições reais para ser o candidato do grupo, ele será! Aliás, trabalhamos e acreditamos nisso, pois há boas perspectivas de que a situação estadual melhore. Acreditamos que no ano que vem aconteçam muitas coisas boas e o estado comece a sair da crise, com a entrega de obras; regularização de pagamentos, priorizando a Saúde; regularização fundiária, dentre outras ações que deem condições de o governador ser candidato à reeleição.

CO Popular- Com relação ao pleito de 2018, o senhor tem pretensões de disputar algum cargo ano que vem?

Eduardo Botelho- Estou em dúvida se serei candidato, mas se for tentarei a reeleição. Estou analisando ainda, pois envolve tudo, envolve família. É preciso verificar os prós e contras. Por isso, estou fazendo um balanço de tudo até aqui, para depois tomar essa decisão.

CO Popular- A PEC do Teto de Gastos resolverá os problemas de MT?

Eduardo Botelho- Em longo prazo com certeza vai ajudar muito! Foi uma incansável luta da Assembleia Legislativa até a promulgação dessa PEC. Não temos dúvidas de que a proposta dará fôlego aos cofres públicos, equilibrando as finanças do estado. A PEC representa vitória da sociedade, que terá um estado com maior controle dos gastos públicos nos próximos cinco anos, garantindo recursos para as áreas essenciais, como da Saúde, Educação, Infraestrutura, Segurança Pública e o pagamento de salários em dia.

CO Popular- Qual a avaliação dos trabalhos realizados pela AL em 2017?

Eduardo Botelho- Mesmo diante da crise, tivemos um ano muito produtivo. Como já disse, a PEC do Teto de Gastos foi uma vitória e deixará importante legado para Mato Grosso. Destaco, ainda, que com empenho dos deputados, a Assembleia Legislativa levou serviços de cidadania a diversas regiões do estado. Somente através da Assembleia Itinerante foram aproximadamente 15 mil atendimentos neste ano. Milhares de consultas médicas, exames, emissão de documentos e cursos de capacitação voltados a agentes de saúde e professores da Educação Infantil foram realizados. Com isso, reafirmamos nosso compromisso em manter a Assembleia Legislativa mais próxima do cidadão. Isto sem contar as inúmeras audiências públicas, comissões permanentes e sessões plenárias, momentos importantes em que debatemos as propostas voltadas ao desenvolvimentos de Mato Grosso. Paralelamente, a Casa levou o projeto Educação Legislativa em Movimento para as escolas, com palestras sobre a História do Parlamento, preparativos para o Enem e exposições sobre o programa de reciclagem. Além disso, tivemos inúmeras ações voltadas ao fortalecimento da agricultura familiar, com a entrega de patrulhas mecanizadas para os municípios e exposições da produção de pequenos produtores na sede da Assembleia, realizadas com o apoio do Instituto Memória. E, nos debruçamos nos debates em defesa dos direitos dos servidores públicos, um deles foi a garantia da RGA. São ações que nos dá a sensação do dever cumprido e de dias melhores para o próximo ano.

CO Popular- Na sua concepção, quais os principais desafios da Assembleia?

Eduardo Botelho - Os desafios não cessam nunca. Especialmente, num estado com dimensões territoriais como o nosso. Vamos continuar a luta para virar a página de crise. Tanto que trabalhamos para que em 2018 seja consolidado o maior programa de regularização fundiária já realizado aqui. A união de forças da Assembleia Legislativa, do Governo do Estado e Intermat vai promover a entrega de pelo menos 90 mil títulos definitivos de imóveis. É, sem dúvida, um grande desafio e estamos trabalhando muito para que isso ocorra. Assim, como daremos continuidade aos serviços de cidadania que vêm sendo realizados.

CO Popular- Qual a caminho para resolver de vez o caos na saúde do estado?

Eduardo Botelho- É um processo a longo prazo, não será resolvido da noite para o dia, pois demanda recursos, e como todos sabem a situação é bastante difícil pela escassez desses recursos. Contudo, acreditamos que comece a melhorar com a promulgação da PEC do Teto de Gastos. Ela determina que uma das aplicações do excesso de arrecadação será para a quitação de restos a pagar, obrigatoriamente, os da Saúde. É importante dizer que 30% dos créditos abertos em decorrência ao excesso arrecadado serão destinados à atenção básica e hospitais filantrópicos. Isso, sem dúvida, representa um grande avanço para o setor.

CO Popular- A prefeita de Várzea Grande tem conseguido desempenhar um bom mandato?

Eduardo Botelho - Com certeza! Estou feliz por ver a minha querida Várzea Grande melhorar cada dia mais. Tenho parentes que residem lá e tenho uma história de vida em Várzea Grande. É muito bom observar as obras que estão sendo realizadas, graças a uma gestão participativa da prefeita Lucimar, que deixará importante legado à cidade. Fico feliz em poder ajudar com a destinação de emendas, inclusive, para a reforma do Hospital e Pronto-Socorro Municipal de Várzea Grande – HPSVG. Destinei R$ 1 milhão para a ala infantil dessa unidade; emenda também para a construção da (UPA) Unidade de Pronto Atendimento; para ajudar na duplicação da Avenida Filinto Muller e recuperação de várias ruas dos bairros Cristo Rei, Dom Orlando Chaves, Manga e Dom Bosco. E indicações para instalação de três academias ao ar livre. Sendo uma na Praça Áurea Brás, no Cristo Rei; na Praça do Bairro Flor do Ipê – antigo Noesi Curvo e na Praça do Parque do Lago. Outra grande conquista foi a liberação de recursos para a aquisição de ar condicionado nas escolas estaduais. Recentemente, destinei emenda para aquisição de materiais didáticos aos alunos da Educação Infantil. Unimos forças para trazer mais indústrias, gerar mais emprego e renda para que Várzea Grande seja cada vez melhor.

CO Popular- Faltando poucos dias para o final do ano, quais os principais trabalhos que devem ser desempenhados pela AL?

Eduardo Botelho- Há um cronograma para limpar a pauta e deixar tudo pronto para o próximo ano. Vamos votar as contas do governo e a LOA (Lei Orçamentária Anual 2018) até o dia 15 de dezembro, antes do início do recesso parlamentar. Também vamos realizar mais uma Assembleia Itinerante, dessa vez, para atender a população de Araputanga e região.

CO Popular- Quais são as perspectivas para 2018?

Eduardo Botelho- São as melhores possíveis. Temos que acreditar e trabalhamos para isso. Embora, teremos um ano eleitoral, os desafios já citados serão consolidados, esse é o nosso objetivo, para que Mato Grosso retome o caminho do desenvolvimento.

CO Popular- Com relação a devolução do dinheiro para o Poder Executivo, quantos a casa já devolveu e onde foi aplicado esse montante?

Eduardo Botelho- Realizamos uma força-tarefa implacável que gerou economia significativa à Assembleia Legislativa. Com isso, conseguimos ajudar o governo ao devolver R$ 30,5 milhões, sendo R$ 26,5 milhões para serem investidos na área da Saúde. Como puderam ver, R$ 20 milhões desses recursos serviram para ajudar na aquisição de novas ambulâncias que já foram entregues aos municípios. A outra parte ajudamos os hospitais filantrópicos, dentre eles a Santa Casa de Misericórdia, Hospital de Câncer, o Pronto Socorro de Várzea Grande, a Sinfra e o Intermat. E a luta não para! Está em curso a devolução de mais R$ 2,4 milhões, que serão divididos para a Educação de Várzea Grande, Hospital Universitário Júlio Muller, Sinfra e Polícia Civil.


“ 2018 será um ano de colher os frutos do que foi plantado”

Centro-Oeste Popular- A senhora disse recentemente que não é hora do PMDB ter candidato ao governo. Qual deverá ser então o posicionamento do partido em 2018?

Janaina Riva- Acredito que o PMDB tenha que ter principalmente desprendimento. Analisar uma candidatura que seja benéfica para toda população do Estado de Mato Grosso. Isso, não quer dizer que o partido não venha ter um candidato, mas que uma imposição de uma candidatura majoritária é totalmente desnecessária. O partido está em plena reconstituição, novos grupos, novas pessoas se aproximando. Então acho que o PMDB tem que ter um nome de consenso que agrade a todos, independente de ser filiado ao partido.

CO Popular- A senhora acharia razoável o PMDB apoiar uma possível candidatura de Mauro Mendes?

Janaina Riva- Essa é uma avaliação muito ampla que precisa estar consultando as bases, uma vez que Mauro Mendes foi adversário do PMDB em vários pleitos eleitorais. Tem que fazer um entendimento com a base, não acho que é impossível, isso precisa ser discutido com o partido, não só o nome do Mauro mais também como outros candidatos que já foram oposição ao PMDB.

CO Popular- Ao ser ver, há chances da reedição da aliança PMDB e PT em Mato Grosso?

Janaina Riva- A aliança do PMDB e PT principalmente nas proporcionais é uma aliança histórica. Isso voltou a acontecer com o Partido dos Trabalhadores assumindo a bancada assumindo suas vagas na Assembleia Legislativa. Hoje PT e PMDB fazem parte do bloco de oposição. Acredito que essa aliança possa até ser possível sim. Mas vejo muita até dificuldade e impossibilidade do PMDB apoiar o nome do PT para a presidência do País. Se não existir, esse conflito, a imposição do PT, não vejo o porque do PMDB e o PT não andarem juntos.

CO Popular- Na opinião da senhora, a Assembleia obedeceu todos os ritos para aprovação da PEC do Teto de Gastos, ou o caso pode ainda ser judicializado?

Janaina Riva- Sim- A Assembleia deu amplo espaço de tempo para debate. Tanto é que nas últimas votações, os servidores já não estavam se quer acompanhando porque já tínhamos conversado categoria por categoria. Acho que foi prazo suficiente para que pudéssemos estabelecer uma ligação com os sindicatos e poder de certa forma preservar um pouco mais os servidores da PEC.

CO Popular- O governador Pedro Taques está próximo de entrar em seu último ano de mandato. Na opinião da senhora, ele conseguirá garantir investimentos e pagamentos dos funcionários em dia, no último ano de gestão?

Janaina Riva- Muito difícil ele conseguir fazer isso. Ele teve praticamente três anos para fazer isso e não conseguir fazer. Não vejo, em um prazo de um ano, reorganizar e organizar em três. Mas faço votos que ele consiga fazer isso.

CO Popular- Há solução para o caos vivido pela saúde em MT?

Janaina Riva - Sim. A solução é tratar a saúde de forma prioritária. É obvio que você nunca vai conseguir absorver a demanda por completo. Mas atender as urgências, emergências da alta complexidade , isso o Estado não pode deixar de fazer, e é o que vem acontecendo. Creio que isso tenha que ser uma prioridade e deve iniciar uma política de valorização a atenção básica. Porque isso de certa forma vai evitar que passamos por colapsos como estamos passando hoje com a saúde, pela falta de cuidados na fonte do problema.

CO Popular- Deputada à senhora tem duas PEC´s que tratam desse assunto. Se elas entram em vigor, se fosse aprovadas, ajudaria?

Janaina Riva- Sim e muito. Porque hoje o Estado , por exemplo com previsão da Lei de Diretrizes Orçamentárias(LOA),ele investiu 13%. A PEC estipula 15% com um valor mínimo. Esse valor de 15% teria uma representatividade de aproximadamente R$ 500 milhões a mais na saúde . Como eu disse, não acredito que resolva na sua complexidade total, mais sem duvida nenhuma ameniza um pouco a situação. As questões das emendas parlamentares acho que é uma forma dos deputados auxiliarem o estado na demanda da saúde.

CO Popular- Qual a avaliação dos trabalhos realizados pela AL em 2017?

Janaina Riva- A Assembleia Legislativa teve vários debates importantes. Consegui de certa forma flexibilizar o relacionamento do Governo, não só com o funcionalismo público, mas com vários outros setores. Aprovamos leis de estimulo a economia do Estado, algumas isenções, todas por setores, não somente para determinadas empresas, que é uma coisa que eu sempre condenei. A Assembleia de certa forma foi um elo de ligação, de debate entre o Executivo e a população mato-grossense.

CO Popular- Quais os seus planos para 2018?

Janaina Riva-Ano de colher os frutos daquilo que foi plantado. Acho que não é um ano de fazer política e tenho falado isso. Muito mais que fazer política é colher os frutos da política que você realizou. Estou muito tranquila para 2018, me preparando para enfrentar o pleito eleitoral e preocupada com a questão das emendas parlamentares. Porque é um muito frustrante para um parlamentar passar pela AL destinar as emendas, conforme as necessidades das suas regiões, da região que acredita em você e elas não serem realizadas. Quero me empenhar no pagamento das emendas e quero também me dedicar à campanha eleitoral, com a tranquilidade daquilo que eu podia fazer durante meu mandado foi feito.

CO Popular- A seu ver, quais os desafios que a Assembleia ainda tem que vencer?

Janaina Riva- A Assembleia Legislativa tem enfrentar o debate da reforma da máquina publica. A reforma tributária. Isso tudo, sem sombra de dúvidas vai ser muito importante a participação de cada deputado, pois não existe possibilidade de você alterar a tributação de Mato Grosso sem que alguém se considere que esteja perdendo, que seja ou Estado ou os próprios empreendedores, os próprios cidadãos mato-grossenses. Acho que esse é o maior desafio implantar uma política administrativa, que no caso é a reforma da máquina pública, que acredito que a Assembleia venha discutir. No meu entendimento o Governo precisa enxugar, principalmente naquilo que não é essencial. São questões que irão ocasionar grandes discussões na casa. Não sei se isso ocorrerá antes do processo eleitoral, mas são de necessidades urgentes.

CO Popular - Qual a análise que a senhora das sobre o momento político em MT?

Janaina Riva- Mato Grosso vem sofrendo consequências de decisões tomadas lá atrás, de forma muito irresponsável. Houveram várias decisões que não se deram conta que o Estado, não cresceria da mesma forma que as despesas estão crescendo. A lei de eficiência pública já avisava que o Estado iria ter dificuldades. Então o Estado cresceu, a máquina pública de forma desenfreada e hoje sofre consequências. Junto com isso, o governador do Estado, Pedro Taques vendeu um governo que ele não pode entregar para a população e se esquiva quando se trata de falar daquilo que prometeu e não cumpre. A soma da falta de gestão, com a falta de credibilidade, dentro de Mato Grosso está causando um enorme caos político, onde as pessoas passaram a desacreditar.

CO Popular- A PEC do Teto vai afetar os municípios do estado?

Janaina Riva- Sim. Os municípios que não aderirem vão sofrer as consequências que do Estado ter aderido. Principalmente, com relação ao funcionalismo público. Quando você fala da PEC do Teto, você não faz um cálculo do que isso pode impactar na vida do sociedade mato-grossense. Creio que o reflexo vai atingir os municípios e alguns podem adotar a mesma medida no âmbito da administração municipal e que com certeza isso ocasionaria um impacto maior.


“A Câmara precisa ser independente, não é marionete do poder Executivo”

Centro-Oeste Popular- O senhor acha que a abertura Comissão Parlamentar de Inquérito(CPI) fará um trabalho sério de investigação sobre o prefeito Emanuel Pinheiro?

Felipe Wellaton- A CPI ela foi composta por nove assinaturas. Percebemos uma manobra. Uma indicação do membro e do relator, para que a CPI seja conduzida de uma forma que surge aos nossos olhos com certa preocupação e que isso possa atrapalhar as investigações.

CO Popular- De que forma isso poderá atrapalhar?

Felipe Wellaton – A CPI é um instrumento de investigação. É lógico que o poder das convocações e até da condição da CPI, está nas mãos do presidente Marcelo Bussiki, autor do requerimento. Contudo esperamos que o relator e o membro, solicitados pela presidente da Câmara, possa fazer um trabalho sério. Mas percebemos uma manobra política que atrapalha as investigações, visto que essas pessoas não teriam legitimidade para assinar essa CPI, tem em vista que não fizeram isso antes do protocolo.

CO Popular - E como o senhor vê o fato da relatoria ficar para um vereador da base do prefeito Emanuel Pinheiro?

Felipe Wellaton – Ruim. Por que essa proposição foi feita desde agosto. Os vereadores tiveram dois meses e meio pra assinar a CPI, e nenhum quis fazer essa investigação. Muitos alegaram até o fato de que não é papel do vereador investigar. Para minha surpresa que todos investigaram agora o prefeito. Mas é estranho para sociedade, a gente vai continuar fazendo nosso trabalho de combate de defesa.

CO Popular – Nessa situação, acredita que manobrou para ocupar cargos na comissão e blindar o prefeito?

Felipe Wellaton- Não é a fala que eu disse pra você. Não falei dessa forma. O que falo é que sou estranho. Um movimento que aparentemente, uma CPI proposta por nove vereadores, em que os nove vereadores não participam. Pensa você, você faz o requerimento, propõe à investigação do prefeito, mas nenhum dos nove vereadores a não ser o presidente que por lei, por ter feito o requerimento, preside a CPI. É muito estranho, os outros oito vereadores não fazerem parte desta comissão seja como membro ou como relator. Percebo uma proteção, um protecionismo muito grande do prefeito.

CO Popular- Vereador o senhor não teme ter dificuldades para colocar projetos, indicações e práticas de vida ao fazer oposição ferrenha ao atual prefeito?

Felipe Wellaton –Não tenho medo. Os projetos serão bons pra Cuiabá e tenho certeza que serão aprovados. E caso não sejam aprovados, meu papel é de fiscalizador e vou fazer para sociedade cuiabana e inclusive levantando pautas que precisam ser levantadas.

CO Popular - Como o senhor analisa a decisão do prefeito em abrir mão das emendas em benefício da saúde estadual?

Felipe Wellaton- O prefeito já cometeu um grande erro no início da gestão falando que ia aportar o pagamento das filantrópicas e depois cobrar o Governo do Estado. Ele não teria competência para isso. A saúde está um caos tanto na esfera estadual e municipal, isso está claro. A prefeitura municipal acabou de assinar um contrato de R$ 6 milhões com uma empresa de Alagoas investigada pela Polícia Federal. O Governo do Estado

não faz o repasse dos filantrópicos dos hospitais regionais, ou seja a gente vive um caos na saúde com grandes gastos em outras pastas como, por exemplo , a da Comunicação.

CO Popular- Com relação as medidas tomadas referentes ao pronto socorro, como o anúncio de mandar os pacientes para o interior . Qual a sua avaliação sobre a questão? Concorda, não concorda? Como o senhor vê essa questão do pronto socorro?

Felipe Wellaton –O Sistema Único de Saúde é um sistema nacional. Aí faço uma pergunta para população mato-grossense, isso é humanização? É lógico que essa conta para nosso hospital, para nosso pronto socorro, é uma conta que o município de Cuiabá não aguenta pagar sozinha. Dependemos, do Governo do Estado. É preciso ter esse diálogo entre os poderes. Agora é o prefeito da capital do Estado de Matogrosso fazendo uma declaração, que os pacientes anteriores devem voltar, é um ato que vai contrário a vida, a humanização da gestão. Isso sou totalmente contra.

CO Popular- Com relação ao pleito de 2018, o senhor tem pretensões de disputar algum cargo ano que vem?

Felipe Wellaton- Meu partido me convidou para participar do pleito em 2018. Mas ainda não decidi, não é esse projeto que coloquei em pauta na minha vida. Estou trabalhando por Cuiabá. Agora é uma informação muito mais das pessoas e da imprensa do que propriamente uma decisão minha. Acho que a gente tem que focar no trabalho, e logicamente o trabalho irá aparecer na população cuiabana e mato-grossense.

CO Popular - Como o senhor vê os trabalhos nesse período na Câmara Municipal? Qual a sua avaliação sobre a atual legislatura?

Felipe Wellaton- Precário. Estamos com quadro de servidores comprometidos, temos dificuldades no trabalho, falta de assessoria jurídica, de imprensa. Apesar disso, o trabalho do vereador não para, pois ele continua fazendo as indicações, protocolando requerimentos, indo nas sessões. È isso que a sociedade cuiabana espera de um vereador ativo e estou fazendo dessa forma.

CO Popular- Qual é a avaliação que o senhor faz da gestão do Justino Malheiros? O que precisa melhorar?

Felipe Wellaton- A câmara precisa ser independente, precisa fazer o trabalho legislativo. A Casa de Leis não é marionete do poder Executivo. A câmara tem poder de fiscalização e precisa ser respeitada.

CO Popular- Em sua opinião, qual é o sentimento que a câmara precisa ter pra tirar essa imagem de ‘Casa do Horrores’, ‘Casa dos Escândalos’?

Felipe Wellaton- Quando a sociedade fica sabendo dos escândalos através da imprensa, percebe-se que uma falta de gestão em uma continuidade de outras gestões é um vício. Não faço parte de nenhuma casa que se chama Casa dos Horrores, Casa dos Artistas. Faço parte da casa do povo. Sou vereador de Cuiabá e tenho muito orgulho de ser. Vou fazer meu trabalho em prol da população cuiabana, sem rotular negativamente, a casa dos nossos trabalhos


“A insuficiência de recursos obriga o prefeito a estar constantemente em busca de parcerias”

Centro-Oeste Popular- Os municípios de Mato Grosso presentam muitas dificuldades financeiras. Qual é a situação atualmente ?

Neurilan Fraga- As dificuldades financeiras atingem a maioria das prefeituras que enfrenta, diariamente, desafios para atender as demandas da população, pois faltam recursos para investimentos e para cumprir os compromissos básicos da administração. A situação desesperadora que os municípios estão vivenciando ainda é maior pela forma como é distribuído o bolo tributário nacional. Essa divisão é feita através do injusto Pacto Federativo em vigor, que não atende as expectativas e as necessidades dos municípios, que ficam com menos de 14% de todos os tributos arrecadados no Brasil. Já a União concentra em seu poder mais de 60%, além de que 100% de toda a receita de taxas e contribuições ficam nos cofres do governo federal. A falência financeira dos municípios agrava-se ainda mais, com os atrasos dos repasses financeiros da União e, principalmente dos atrasos sistêmicos do governo do estado para os 141 municípios referentes a programas essenciais em vários setores da administração pública.

CO Popular- Quais as áreas mais afetadas nos municípios com a instabilidade financeira?

Neurilan Fraga- Todas as áreas do poder público são afetadas, pois dependem de recursos para investimentos. Podemos citar alguns setores estratégicos, comosaúde,

educação, assistência social e infraestrutura, considerando a importância dessas áreas para a comunidade, principalmente para a parcela mais carente que necessita da presença atuante do poder público. Diariamente ouvimos reclamações de prefeitos, que são constantemente cobrados pela população. Os gestores estão ficando sem saída para atender as demandas, cada vez mais crescentes.

CO Popular- Uma das áreas mais afetadas nos municípios é a saúde. Vidas estão sendo perdidas pela falta de investimento nesta área?

Neurilan Fraga-- O direito à vida é assegurado constitucionalmente, mas frequentemente testemunhamos a negligência governamental com esse preceito legal. Os atrasos no repasse de recursos pelo Governo do Estado são constantes eos municípios não têm mais condições de esperar, pois a demora na quitação dos repasses está comprometendo o atendimento à população. Os problemas foram acumulando e resultaram em hospitais fechando as portas, unidades de saúde sem profissionais suficientes, além da falta de médicos, medicamentos, equipamentos e até mesmo de insumos, entre outras deficiências. Os atrasos são preocupantes, pois penalizam a população, principalmente os mais carentes que dependem, exclusivamente, do sistema público de saúde.

CO Popular- Quais as medidas drásticas estão sendo tomadas para os municípios não deixarem de prestar serviços aos cidadãos? Estão sendo feitos cortes para cobrir áreas mais essenciais?

Neurilan Fraga- O corte de despesas tornou-se uma medida administrativa constante na gestão dos municípios mato-grossenses. A crise financeira, que se agravou nos últimos anos, atingiu em cheio as administrações municipais, que necessitam de ajustes periódicos para evitar o colapso financeiro. Quando assumimos, em 2015, num momento em que a crise já afetava os municípios, sugerimos várias medidas de austeridade, como redução de salário do prefeito e vice-prefeito, de cargos comissionados (DAS), da remuneração dos cargos remanescentes, de horas extras para servidores efetivos, entre outras medidas que foram adotadas por várias prefeituras. Nesta gestão, os prefeitos que assumiram em janeiro, também já adotaram muitas providências, inclusive reestruturação administrativa, com redução de número de secretarias, entre outras ações.

CO Popular- Qual o atraso do Estado com os municípios?

Neurilan Fraga- Apenas na área da saúde, o Estado deve aos municípios R$ 103 milhões. O montante é referente aos programas de Atenção Básica, Farmácia Básica, Regionalização, Alta e Média Complexidade, Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e Programa de Apoio e Incentivo aos Consórcios Intermunicipais (Paici) nos anos de 2016 e 2017. Em relação ao Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Serviços (ICMS), que é um direito constitucional dos municípios, a AMM chegou a protocolar uma ação judicial para assegurar os repasses, que são constitucionais e devem ser realizados até o segundo dia útil da semana subsequente à arrecadação, conforme o art. 5º da Lei Complementar 63/90. Entretanto, nos últimos meses, a Secretaria de Estado de Fazenda está atrasando o repasse às prefeituras. Os municípios também estão tendo dificuldade no recebimento do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab). Desde junho deste ano, a

secretaria vem falhando quanto ao prazo para creditar os recursos nas contas das prefeituras. Em outubro foi registrado o atraso mais longo, sendo que os recursos referentes aos valores arrecadados em setembro, que deveriam ser repassados no dia 10 do mês seguinte, foram creditados apenas no dia 23 de outubro.

CO Popular- O senhor acredita que seja necessário ser tomada uma medida mais drástica para que os municípios sejam vistos como prioridade?

Neurilan Fraga- A AMM protocolou ação judicial contra a Secretaria de Estado de Fazenda e o Governo do Estado, para assegurar o repasse de recursos do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Serviços) aos municípios, como também os recursos da Saúde, Transporte Escolar e Fethab. A medida foi necessária, pois não está havendo repasse dos valores nas respectivas datas, o que vem gerando várias consequências em um período de extrema dificuldade financeira nos municípios. Por essa razão, a AMM entrou com a ação para que a justiça determine que o Estado cumpra o seu dever constitucional, quitando os débitos com as prefeituras, pois a demora na quitação dos valores está comprometendo o atendimento à população,até mesmos nos serviços essenciais. Cabe à Secretaria de Fazenda fazer os repasses dos valores do ICMS como também do Fethab, da Saúde e do Transporte Escolar aos municípios. A pretexto de que não houve arrecadação suficiente, o Estado não está repassando no prazo certo a quota parte pertencente aos municípios. É um direito que não pode ser retido, pois embora o Estado arrecade, os valores pertencem aos municípios.

CO Popular- Os prefeitos parecem sempre estar de pires na mão esperando a destinação dos recursos. Como gerir um município diante desta situação?

Neurilan Fraga- Gerir um município sem recursos é uma tarefa muito difícil, com enormes desafios diários, considerando que a receita não é suficiente para atender as atribuições, cada vez mais crescentes. A insuficiência de recursos obriga o prefeito a estar constantemente em busca de parcerias, para ter condições de fazer o mínimo necessário para atender as demandas da comunidade. Por isso é tão importante o engajamento dos gestores nas mobilizações que são realizadas constantemente em Mato Grosso e em Brasília, que visam a reivindicar mais apoio ao ente municipal. Participamos ativamente das mobilizações e já conseguimos vários avanços, porém a pauta de reivindicação é extensa e temos que continuar atuantes.

CO Popular- Como definir este momento que as prefeituras estão enfrentando e os prefeitos estando na linha de frente do contato com o cidadão?

Neurilan Fraga- O momento é de preocupação, pois apesar de todo o esforço, empenho e compromisso, os prefeitos não estão conseguindo atender todas as demandas da população. E temos que ressaltar que o prefeito é o agente público que está diretamente em contato com os munícipes, recebendo cobranças diariamente para melhorar a saúde, educação, estradas, assistência aos idosos e crianças, entre outras prioridades. Muitos gestores estão constantemente em Cuiabá e Brasília em busca de apoio para a construção de um posto de saúde, de uma creche, de uma estrada, pois a receita própria e as transferências constitucionais não são suficientes. Como ex-prefeito, tendo administrado um município por oito anos, entendo a angústia dos atuais gestores, principalmente daqueles que estão em primeiro mandato, pois a tarefa é árdua. Estamos

atentos a essas urgências e atuando fortemente na AMM para minimizar os problemas, que afetam a maioria dos municípios mato-grossenses.

CO Popular- Na última semana, a AMM realizou uma reunião entre os prefeitos de várias regiões e os parlamentares que integram a bancada federal e o representante do governo estadual. O encontro foi positivo uma vez que os deputados e senadores ouviram os prefeitos sobre a situação vivenciada por todos os municípios.

Os prefeitos decidiram que vão esperar até o próximo dia 30 de novembro, para que o governo do estado faça os repasses constitucionais do ICMS, Fethab e Transporte Escolar, conforme o compromisso feito pelo secretário Chefe da Casa Civil, Max Russi, durante a reunião. Os prefeitos decidiram não entrar com o pedido de afastamento do governador Pedro Taques junto a Assembleia Legislativa. A maioria preferiu esperar até o final deste mês para que o governo repasse os recursos atrasados. Com relação a área de Saúde, o débito é bem maior. Os prefeitos também vão aguardar os repasses prometidos e esperam que não haja atrasos. Os gestores alegam que, com a PEC dos gastos aprovada pela Assembleia Legislativa, o governo estadual terá mais dinheiro em caixa a partir do janeiro para quitar os débitos da saúde e não atrasar mais os repasses.

CO Popular- Como o senhor avalia o quadro político?

No campo político, a instabilidade é muito grande e certamente afetará as eleições do próximo ano. É bom ressaltar que tudo que está acontecendo, fará com que a população desperte e exerça o seu papel diante do processo democrático e eleitoral em 2018. Acreditamos que, pelo despertar da população, haverá uma grande renovação dos representantes políticos nos poderes Executivo e Legislativo, fortalecendo a democracia e provocando mudanças significativas no comportamento dos agentes políticos em geral. Essa transformação que se consolidará no país promoverá melhoras na situação econômica e financeira dos municípios mato-grossenses e brasileiros. No entanto, é necessário que os novos agentes políticos eleitos em 2018 assumam o compromisso de consolidar uma melhor distribuição dos impostos, com a aprovação pelo Congresso Nacional de um novo Pacto Federativo, mais justo aos estados e municípios e tão necessário para incrementar a receita municipal, garantindo maior autonomia financeira às prefeituras, pois no município é que vive o cidadão. Com mais recursos no caixa dos municípios, os seus gestores terão condições de prover serviços públicos de qualidade, seja na área social, saneamento básico, habitação, urbanização das cidades e ações de apoio à geração de emprego e renda.


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