Entrevista da Semana

PRESIDENTE DO SINDSPEN: O GOVERNO PEDRO TAQUES É SÓ PROPAGANDA NO TOCANTE A SEGURANÇA PÚBLICA EM MATO GROSSO. SÓ OUVIMOS FALÁCIAS

Entrevista Especial

 

Presidente do Sindicato dos Servidores Penitenciários do Estado de Mato Grosso – SINDSPEN

Sindspen foi fundado 09/04/2010. Estes trabalhadores do sistema penitenciário de Mato Grosso, componente estratégico do aparelho de Segurança Pública do Estado, inicialmente, estavam vinculados ao SIAGESPOC – Sindicato dos Investigadores da Polícia Civil do Estado de Mato Grosso, de onde se desligaram em 2010, pra fundar seu próprio sindicato.    

Perfil do Presidente

Presidente João Batista Pereira de Souza, 43 anos, presidente por 3 mandatos consecutivos, (desde 2010). João Batista é funcionário concursado do Governo de Mato Grosso, iniciando-se na função de Agente Penitenciário desde 2004 e, atualmente, se encontra licenciado dessa função para exercer a liderança desse segmento profissional. João Batista é membro fundador do SINDSPEN, sendo seu 1º presidente. É natural  de Belém de São Francisco, município do agreste do Estado de Pernambuco, chegando em Mato Grosso em 29/03/1997. Casado, pai de 3 filhos e tem 3 netos. 

O aparelho de segurança pública brasileiro está falido. Essa constatação não se se limita apenas a um ou outro Estado, mas, sim, a todos os entes federativos do Estado Brasileiro. Especialistas em segurança pública dizem que o caos a que essa situação chegou, não é algo de momento, recente, que chegou de surpresa e se instalou. Isso é consequência de décadas e décadas de deszelo, despreparo e má gestão de nossos governantes anteriores, principalmente, por parte do governo federal. E tudo passa, basicamente, pela falta de Políticas Públicas para a Segurança Pública, de Estado mesmo e, não o que se vê por ai.

Se nossas ruas e outros logradouros públicos estão cada mais violentos, esta realidade não é diferente nas penitenciárias, que estão cada vez mais superlotadas e com outra agravante, que é a questão das facções criminosas, que ocupam cada vez mais o papel do Estado Brasileiro.   

“Hoje, o Estado Brasileiro transfere para a sociedade, através daquela desculpinha esfarrapada de que a segurança é obrigação de todos, a fiscalização dos criminosos. Todo mundo se omite e deixa que a sociedade se vire. Para os governos não é interessante que se consiga erradicar a criminalidade”, denunciou João Batista.     

O presidente do SINDSPEN, João Batista Pereira de Souza, se prontificou a conceder uma Entrevista Especial, em que aborda variadas questões sobre o seu segmento, o Sistema Penitenciário do Estado de Mato Grosso.

JCOPopular -  O Governo Estadual peca ao não ter políticas públicas como prioridade para a segurança como um todo e isso, influencia, decisivamente, no próprio Sistema Penitenciário. O segmento se encontra sucateado, falta de investimentos e outras deficiências. Como o SINDSPEN vem se conduzindo perante essa dura realidade? 

Presidente Sindspen – Esses 3 anos do Governo Pedro Taques, por exemplo, eu conheço todas as políticas criadas por ele para a Segurança Pública e foram políticas midiáticas. Não são políticas realmente com o interesse de apresentação de resultados para a sociedade. Nessa semana mesmo, se mostrou que diversas operações foram realizadas, com a prisão de mais de 100 pessoas. Só que essas pessoas em curto espaço de tempo já estão de volta às ruas, porque ele não complementou sua política, estruturando o sistema penitenciário para receber esse pessoal e a justiça se vê obrigada a voltar com toda essa gente às ruas.         

JCOPopular - A superlotação carcerária é uma dos problemas mais sérios e visíveis no sistema penitenciário. Qual a posição do SINDSPEN, perante essa delicada situação?

Presidente Sindspen  – Na realidade, todos os governos num todo, não só o atual, mas, também, os anteriores, nunca tiveram o sistema penitenciário como prioridade, se esquecem de compreender que não basta só mandar o indivíduo para a cadeia. A finalidade da pena vai muito além, de simplesmente, retirar o indivíduo do convívio social. Ele vai também, ali, ter a devida preparação para o retorno do cidadão à sociedade, a chamada ressocialização, que de fato, só existe no papel. Quando se pega um jovem que comete um assalto e coloca-se junto com presos perigosos, contumazes, de facções criminosas, ele simplesmente está formando mais soldados dentro do sistema penitenciário para estas facções criminosas. Dificultando a recuperação daqueles que tenha alguma chance de serem recuperados.        

JCOPopular - Qual é a população carcerária, atualmente, em Mato Grosso? Qual é o déficit?

Presidente Sindspen – Temos hoje, aproximadamente, 11 mil e 500 presos no regime fechado e, em torno 4.000 presos, usando tornozeleira eletrônica. Temos hoje, espaço para 6 mil e 400 vagas disponíveis, portanto, atualmente, estamos com quase 100% além de sua capacidade máxima. E esse déficit só não é maior, porque o Estado está utilizando as tornozeleiras eletrônicas como se fossem vagas de presídios. Colocam a tornozeleira no criminoso que muitas vezes não tem condições e soltam na sociedade e a sociedade, se quiser, que faça a custódia desse criminoso.  

JCOPopular - E quanto a capacitação dos servidores do sistema prisional, o Governo Estadual vem investindo na capacitação desses servidores?

Presidente Sindspen – As capacitações no sistema penitenciário são muito raras. Muito bem realizadas quanto a capacidade técnica de nossos instrutores, são profissionais muito bem capacitados, no entanto, não tem estrutura de trabalho. A escola penitenciária, por exemplo, foi uma negociação realizada entre o sindicato e o secretário de segurança da época, Dr. Luiz Antônio Pôssas de Carvalho. Pegamos aquele espaço da Casa do Albergado, mas, infelizmente, nesses últimos três anos anos, não houve nenhuma melhoria nessa estrutura. Recentemente, tivemos um curso excelente, o da Escolta Armada e, infelizmente, foi necessário que o próprio sindicato custeasse parte desse curso, se quisermos que nosso pessoal seja capacitado. É um descaso muito grande do Estado com nossos servidores.  

     Obs.:  Fazer  um olho com as informações abaixo

Informações Técnicas  

SINDSPEN - Sindicato dos Servidores do Sistema Penitenciário do Estado de Mato Grosso

8 anos de fundação

Presidente Fundador: João Batista Pereira de Souza  

Total de Servidores em Mato Grosso:  2.960 funcionários

Total de Servidores Associados em Mato Grosso: 2.000 sindicalizados

Possui sede própria – Tem 8 sub-sedes em Mato Grosso  -  1 chácara no Coxipó do Ouro

 

JCOPopular - A faixa salarial inicial do servidor do sistema prisional, hoje, é satisfatória?

Presidente Sindspen – O salário inicial, atualmente, do servidor penitenciário de Mato Grosso é o menor da área de segurança pública no Estado e, também, um dos menores do país. Levando-se em conta a complexidade de nossa profissão, o risco que tivemos agora recentemente, de diversos ataques de facções criminosas, lidamos diariamente com todo tipo de criminosos, que possuem estrutura muito mais organizadas do que o próprio Estado. Por isso consideramos um salário totalmente inadequado para os riscos e para as peculiaridades que tem a nossa profissão.      

JCOPopular - Como se encontra a realidade dos agentes prisionais, atualmente, na região de fronteira com a Bolívia, que, reconhecidamente, vive em permanente tensão, devido aos variados atos ilícitos praticados naquela região?

Presidente João -  A situação de nosso pessoal que trabalha em região de fronteira é igual  ao de outras regiões. Não existe estrutura adequada para eles fazerem seu trabalho. Nós temos ali, prisões de traficantes internacionais com grandes quantidades de drogas, que muitas vezes estão trancafiados em cadeias pequenas, sem nenhuma estrutura. Há facilidades maiores desses traficantes estarem cooptando pessoas da cidade, para fazerem ataques dirigidos, para flexibilizarem a disciplina nas unidades. Não existe nenhuma vantagem para nossos servidores que atuam em região de fronteira, que são mais de 700 km de fronteira seca com a Bolívia.

Fazer um OLHO com as informações abaixo

Para os governantes não é interessante que se consiga erradicar a criminalidade.    Todo mundo se omite e deixa que a sociedade se vire.

 

JCOPopular – Mato Grosso por possuir fronteira seca com a Bolívia recebe algum investimento especial do Governo Federal? 

Presidente Sindspen - Existe uma Lei Federal que paga uma adicional de fronteiras para o pessoal que trabalha nesta região e o sistema penitenciário de Mato Grosso, estranhamente,  não foi incluído nesse projeto. Pelo que sei, os outros profissionais incluídos nesse programa, não estão recebendo essa gratificação. 

JCOPopular - Houveram alguns casos recentes de violência contra agentes prisionais, como casos de agente prisional assassinado, agentes que tiveram suas casas baleadas e, também, outras situações de risco para seu pessoal. Qual a posição do sindspen quanto a essa realidade?

Presidente Sindspen – Temos desde nossa criação, cobrado insistentemente do governo estadual. De 2010 para 2014, tivemos alguns avanços consideráveis. De 2015 pra cá, tivemos de nos unirmos aos demais servidores públicos, para cobrarmos direitos, que são direitos constitucionais, como o pagamento do RGA e a Recomposição Geral de Salários, Adicionais que já estão sedimentados, inclusive são constitucionais, que o governo queria retirar. Ou seja, se hoje está mais difícil pra se conseguir uma vantagem ou segurança, tá mais difícil ainda para manter direitos que conseguimos no passado. Quanto aos ataques, parabenizamos aos profissionais da segurança pública, pelo engajamento e apoio nos dado. Mas, o governo em si, fez uma acordo conosco pra isenção de imposto, para adquirimos nossas armas e não cumpriu até hoje.     

JCOPopular – E quanto aquela questão de agente penitenciário armado?

Presidente Sindspen – Nós alteramos o Estatuto do Desarmamento. Atualmente, o agente penitenciário já tem autorização, inclusive, para utilização de armas de uso restrito, controlados pela Polícia Federal, como revólveres até calibres 38, pistolas, até calibre 380 e as demais como, ponto 40, 9 ml, 357, apenas controladas pelo comando do exército. Hoje estamos em pé de igualdades perante outras forças do aparelho de segurança de Mato Grosso.       

JCOPopular - Quando se começou a utilização de cães em unidades prisionais? Qual é o objetivo?

Presidente Sindspen – Há 4 anos o servidor Anderson Poletto trouxe essa novidade de Minas Gerais. Criou-se um protótipo ali na Penitenciária Central do Estado. E começamos a expandir, construiu-se o Canil da PCE. Hoje temos 8 cadeias com seu canil, com os cães trabalhando na parte de farejamento e como em segurança da unidade. Os resultados são altamente satisfatórios, porque o agente com o cão em sua rotina de trabalho, os presos ficam receosos de praticar alguma violência contra o agente penitenciário.       

JCOPopular - De que se trata o Projeto Agentes da Paz?

Presidente Sindspen – É um projeto desenvolvido pelos servidores do sistema penitenciário de Mato Grosso, produzido pelo Sindspen, que visa arrecadar recursos, não para o sindicato, porque somos auto-suficiente, mas, que são direcionados para entidades assistencialistas que cuidam de idosos e crianças. Estaremos organizando daqui uns dias, a 2ª FeijoSindspen, cuja metade do recurso arrecadado será para custear o tratamento de uma servidora nossa, a Ana Paula que sofre de uma patologia grave e rara e tratamento muito caro.     

JCOPopular - E esse Curso Intensivo de Escolta e Comboio Contra Emboscada? Qual o objetivo?

Presidente Sindspen – Visa uma melhor capacitação (preparo) parra nossos profissionais que trabalham em escolta de alto risco (presos de alta periculosidade, integrantes de facções criminosas), dentre outras situações que envolvam riscos para o sistema penitenciário. 

JCOPopular – Todos esses cursos já citados são custeados pelo Governo do Estado ou o sindicato que paga?

Presidente do Sindspen – Esses cursos são organizados pela escola penitenciária e, no entanto, como nunca existe dotação orçamentária do governo para o custeio desses cursos, somos nós, o sindicato, que pagamos esses cursos para nosso pessoal.

JCOPopular O atual Governo Estadual vem investindo em Segurança Pública, ou deixou a desejar como a maioria dos governos passados?

Presidente Sindspen – O governo Pedro Taques se orgulha em dizer que dobrou os investimentos na segurança pública (segurança ostensiva, investigativa), diz ele que pulou de R$70 mil, pra mais de R$1 milhão na área de inteligência. No entanto, ele se esqueceu de que todo esse trabalho do policiamento ostensivo e investigativo, vai desaguar no sistema penitenciário. Então, ele se esqueceu do sistema penitenciário por 3 anos. E o reflexo disso, é que todo o investimento em segurança ostensiva e investigativa, é dinheiro jogado fora. Então, nós temos um círculo vicioso que não se fecha. E daí resulta que os presos que muitas vezes, entram em confronto com a polícia, eles já tem 20 passagens pela polícia. E o judiciário se vê obrigado a colocar o preso em liberdade, porque sabe que não tem vagas nos presidiários.

Projetos em andamentos

Projeto Agentes da Paz, idealizado pelo agente Wanderley Coelho

Projeto Agente Mirim em Campo Novo dos Parecis. Retira os meninos das ruas. Estará formando mais de 150 alunos.

 

 


Dilmar Dal Bosco deixa base do governo e analisa novo cenário político

O deputado estadual e presidente dos Democratas em Mato Grosso, Dilmar Dal Bosco, anunciou sua saída definitiva da liderança do governador Pedro Taques (PSDB), na Assembleia Legislativa (ALMT). A justificativa para ‘partida’ é porque irá se empenhar na base eleitoral da sigla que deve anunciar os candidatos que concorrerão ao pleito nos próximos dias.

Para saber mais sobre a saída e as ações realizadas, a equipe de reportagem do Jornal Centro Oeste Popular entrevistou o parlamentar. Confira abaixo a entrevista na íntegra:

 

Centro Oeste Popular: Deputado qual o motivo da sua saída da base do governo, já que estava há mais de um ano ao lado do governador e no momento de quase decidida de concorrer ao pleito irá deixar a base dele?

Dilmar Dal Bosco: Eu sempre expliquei para o governador Pedro Taques, desde o ano passado, que eu analisava que tinha cumprido minha missão ao lado dele desde que comuniquei minha entrada em agosto de 2016. Fiz meu papel no governo de Mato Grosso. Fiquei do lado do Taques em uma das piores crises que se instalou no Brasil e veio seguida para Mato Grosso, em um momento em que só se falava de instabilidade em todos os setores, além de greve dos servidores públicos por conta da Revisão Geral Anual (RGA). Mantive meu equilíbrio e tentei me esforçar ao máximo para ajudar na solução das crises.

CO: Saindo agora da base, qual o projeto que deve ser realizado de imediato? Alguma prioridade?

DB: Eu preciso de fato me empenhar ao meu partido. Me aproximar da base eleitoral no interior. Organizar novas diretorias provisórias em todos os 141 municípios e ainda focar no meu trabalho de reeleição. São várias cidades e diversos trabalhos e agendas a serem cumpridas. Com essas demandas citadas eu provavelmente também não iria conseguir dar atenção ao governador e a Mato Grosso que necessita. Todas essas atividades tomam muito tempo.

Além disso, eu também preciso estudar novas metas para manter a harmonia que o Democratas sempre teve no parlamento. Isso precisa ser mantido por tanto quem pretende vir e são nomes fortes, como por exemplo, Eduardo Botelho, Mauro Savi e o ex-prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes. Preciso recepcionar bem o pessoal e aproveitar o período para que todos se de bem.

CO: Deputado senhor falou em crise, e voltando ao assunto quais as maiores dificuldades que encontrou ao lado de Taques?

DB: Passamos vários momentos bons assim com diversos períodos de dificuldades. O que poderia citar, por exemplo, é a dificuldade do orçamento em que precisou se criar a PEC do Teto de gastos e houve toda a discussão do congelamento em alguns setores. Mas, essa era a nossa única oportunidade para tentar manter o equilíbrio em todo o Estado. Não estou deixando a representação do governo por um período de crise. Mas, agora percebo que chegou a hora também de dar a minha contribuição ao partido. Tudo para que ele possa crescer ainda mais.

CO: Já foi definido os possíveis candidatos da sigla?

DB: A responsabilidade de uma reeleição a estadual quanto para demais cargos precisa ser observada com cautela. Temos grandes nomes, nosso partido tem um grande número de filiados e é um dos mais organizados. Agora, nós precisamos de fato nos reunir para ver quem tem interesse de disputar, no caso, quem já está na sigla e quem deve vir. Mas, temos alguns nomes como o Mauro Mendes e o Jayme, que é considerado um grande nome. É um projeto grande do partido. Basta analisar as pesquisas que saíram no ano passado. Acredito que a próxima não será diferente. O Jayme é um dos grandes nomes políticos e o ganho eleitoral que tem na sua vida é invejável. Temos grandes chances de disputar um cargo majoritário. Eu não quero afirmar que não apoio ou apoio Taques, mas o que podemos adiantar é que se o DEM não tiver espaço numa composição com certeza teremos dificuldade de manter a mesma aliança.

CO: Um ano e sete meses na base do governo. Como conciliou o trabalho de deputado as demandas de um governo que foi tão criticado?

DB: Sempre me mantive em uma defesa natural, porque sempre foi possível perceber o desequilíbrio financeiro em todo o país, que acabou tendo sérios problemas até mesmo na moral com a corrupção brasileira. Foram diversas frustações financeiras e na receita no Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso não foi diferente. O Rio de Janeiro posso ir até mais além e comparar que se fosse uma empresa teria quebrado.

Então meu papel foi ajudar e tentar diminuir os gastos públicos e garantir os repasses nas áreas essenciais como a Saúde e a Educação. Aqui nós tivemos uns momentos de frustação também com o déficit de mais de R$ 1 milhão por conta das dívidas deixadas da gestão passada com as obras que nem mesmo foram finalizadas que estavam previstas para a Copa.

Mas, diante da crise, tentamos também levar adiante os projetos de lei de carreira dos servidores, porém isso precisava de dinheiro. Vejo que a Reforma Administrativa no início da gestão não foi suficiente para deixar dinheiro em caixa.

CO: E, sua atuação como foi? Não acredita que por estar do lado do Taques sua reeleição pode ser prejudicada?

DB: Acredito que não, pois eu sou um deputado estadual municipalista. Fui em várias cidades acompanhei de perto a dificuldade do piscicultor de Juruena e Cotriguaçu, tentei ajudar os microempresários de Cáceres e Sinop. E busquei todas as áreas da Economia que estavam afetadas para melhorar nossa situação. Esses trabalhos me deram visibilidade e também recebi o reconhecimento de algumas federações. Então, acredito que as horas de almoço vagas com a família e amigos vão me trazer bons resultados.


"Minha grande frustração foi não ter retomado as obras do VLT”

O secretário e deputado estadual licenciado da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Wilson Santos (PSDB), foi o entrevista da semana no Centro Oeste Popular. Ele bateu um papo com a equipe para falar dos desafios na Secretaria de Cidades por onde ficou 15 meses. Veja abaixo as principais obras e os próximos projetos do secretário.

Jornal Centro Oeste:  Quais as principais ações que o senhor fez na Secid? E com a saída da secretaria em breve. Como está, o planejamento?

Wilson Santos:  No máximo até dia 06 de abril estou de volta na Assembleia Legislativa. Tanto eu quanto o deputado Max Russi, que está na  Secretaria de Estado de Trabalho e Assistência Social (Setas) . Olha foi foram 15 meses de muito trabalho, muito foco, nossa missão principal era retomar 16 obras paralisadas, obras da copa paralisadas. E conseguimos reformar 12 dessas obras e deixamos bastante adiantado o destravamento das outras 4. Foi uma fase interessante de bastante aprendizado, e que pudemos dá a nossa contribuição o Estado.

Co:  Quais o senhor colocaria como as principais obras?

WS:  A obra do Aeroporto Internacional de Cuiabá. Tirando o Aeroporto com aquela classificação com o pior do País e deixando ele como um dos 12 melhores do Brasil. A retomada da Salgadeira que deverá ser inaugurada em breve. A solução definitiva do abastecimento de água de Chapada dos Guimarães; retomada e conclusão da trincheira Santa Rosa a futura   professora Irini de Campos Povoas; retomada da Avenida Parque Barbado  a solução  para o alagamento para Avenida Fernando Correia nas proximidades do viaduto da UFMT; conclusão do Complexo Viário  Tijucal que leva o nome do deputado Walter Rabelo; retomada do pacote de unidades habitacionais retomamos mais de 10 mil unidades habitacionais que estavam paradas em parceria com a Caixa Econômica Federal. E a minha grande frustação foi não ter retomado as obras do VLT.

CO: Essas obras da UFMT já apresentou algum alagamento com as chuvas registradas dos últimos dias? Tanto que a deputada estadual Janaína Riva (MDB), criticou as obras do governador Pedro Taques, afirmando que Governo ruim é aquele que entrega obras mal feitas.

WS:  Não, a obra não apresentou nenhum problema. O fato da Janaina é tudo fake News.

CO: Já tem algum nome pra Secid? Assim que sair?

WS:  Não. Não tem é uma escolha individual do governador, pode ser alguém da Casa. Nós temos vários bons nomes ou pode ser alguém da fora que vem pra somar.

CO:  Quem é um bom nome?

WS:  Olha quem me substituiu várias vezes foi a Juliana Ferrari. Ela está na casa há 15 anos e entrou junto com o governo do Blairo Maggi e nunca mais saiu. Tudo fruto da sua competência e honestidade. Ela é um nome sempre lembrado, e tem os outros adjuntos também que tem perfil pra assumir. No entanto, pode ter alguém de fora pra somar. A Secid é uma pasta nova e por ter apenas sete anos já tem mais de 400 obras.

Jornal Centro Oeste:  Voltando pra AL, quais são os projetos? Já sabe o que vai fazer de imediato? Tem projeto de reeleição?

WS: Olha não deu tempo nem de respirar ainda. Vamos voltar e cumprir nossas funções de fiscalizar, continuamos na base do governo, e atuar nas comissões da Educação e outras que por ventura a minha bancada designar.

CO: Agora voltando já com o desfecho das operações. Acredita que caiu um pouco a credibilidade da Casa? O que deve ser feito para melhorar essa situação? Acredita que ainda tem como tocar os projetos, o que que falta de fato?

WS: Eu não estou acompanhando de perto. Sem tempo para acompanhar a Secid toma todo o meu tempo, mas vou voltar e cumprir com minhas funções. A casa tem as instâncias de investigação, Comissão de Ética e espero que eu ela possa dar satisfação a altura a sociedade.

CO: Voltando, qual o projeto de imediato? Tem prioridades?

WS: Tenho eu quero ver aprovado o projeto de lei que isenta o ICMS para policias de todas as áreas nos produtos como armas, munições, fardamentos e equipamentos de proteção individual.

Co: Falou em armamento é a favor e apoia a ideia do pré-candidato à República, Jair Bolsonaro, que a sociedade deve ter porte de armas para se proteger e ajudar na proteção da família?

WS: Sou simpático, nessa tese. Tem muitas ações ainda precisam ser analisadas.

CO: Mas, aqui tem várias atuações do Comando Vermelho, mandados de execução com decapitações, vários registros de boletim de ocorrências de roubos e furtos? Segurança está falhando neste aspecto?

WS: Eu acho que nós sempre temos que massagear as nossas utopias. O mundo ideal platônico é que desarmasse a sociedade. Porém, a realidade dura e crua é que não adianta desarmar a sociedade e deixar o bandido cada vez melhor armado. É desleal essa concorrência.

CO: Com relação ao governador Pedro Taques (PSDB), vai ou não sair como candidato para governo?

WS: Acredito! Temos trabalhado nesse sentido, fez um trabalho de reconstrução e arrumação da casa e merece mais quatro anos pra efetivamente colocar em práticas sonhos e realização que o povo merece.

CO: Wilson você é do ponto de vista do governador que comentou em uma entrevista esses dias que é fácil falar de alguém. No entanto, nunca se analisa a dificuldade que é uma gestão, como por exemplo, a dele que enfrentou crise.

WS: Pedro Taques foi pra moralizar a gestão pública. Ele era visto como xerife e foi depositando nessa postura que a população o elegeu no primeiro turno com 58% dos votos. E essa missão foi comprida ele resgatou o princípio republicanos na gestão. Acabou com a história de mensalinho, mensalão, propina daqui e da li. Pôs um ponto final nisso e essa missão foi cumprida. Além dessa missão conseguiu bater recorde em várias áreas. Por exemplo, foi o governador que mais fez asfalto e reconstruiu asfalto em Mato Grosso e toda a sua história; implantou maior número de leitos de UTI em todo o Estado; construiu unidades habilidades na história de Mato Grosso; governador que mais investiu na Segurança Pública; que mais contratou policias em toda história de 180 anos da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros; que mais pagou melhor salário pra Educação. Então além de ter realizado sua missão principal que foi moralizar a gestão pública ele ainda bateu recorde de obras e serviços em diversas áreas.

CO: Para finalizar. Com relação ao caso em que teve seu nome citado depois que o deputado Jajah Neves (PSDB), foi gravado afirmando que não conseguia seguir com os projetos porque era obrigado a te devolver a Verba Indenizatória. Em qual pé, que ficou essa história.

WS: Muito bom fazer essa pergunta porque eu gostaria de esclarecer e responde-la. Estou aguardando o veredito do Ministério Público Estadual (MPE), já fui ouvido. Além do meu depoimento encaminhei a declaração de outros três deputados estaduais e um federal que foram meus suplentes, sendo o conselheiro Antonio Joaquim, Lino Rossi e José Magalhães, foi encaminhado para o promotor Mauro Zaque para comprovar meu comportamento ético e correto quando me sucederam em todos os meus afastamentos. Estou tranquilo e com a consciência limpa. Coloquei sigilo bancário e fiscal à disposição da Justiça e agora aguardo a condenação ou me tirando pra fora dessa.


“A questão maior é a construção de um projeto alternativo para Mato Grosso”

CO Popular- Deputado, como o senhor analisa o atual cenário político do Estado?

Percival Muniz- Estamos assistindo uma movimentação muito grande dos partidos políticos, tanto dos que ajudaram a eleger o atual governador, como os que eram da oposição. Depois que eu abri a discussão, já surgiram mais de quatro candidatos. Isso mostra que tenho um caldo de cultura muito forte para construir uma grande aliança para o futuro governo.

CO Popular- O que o senhor acha que precisa ser mudado na administração do governador Pedro Taques?

Percival Muniz- Francamente, não gostaria de dar nenhuma opinião sobre a composição do governo Pedro Taques. Até porque ele pediu autonomia nos partidos, para fazer em seu governo o que bem quisesse e por isso prefiro não opinar. O governo dele a população mato-grossense irá julgar.

CO Popular- Qual é sua avaliação sobre a destituição da direção do PPS?

Percival Muniz- Essa divergência interna do PPS já havia há algum tempo. O PPS Nacional está entregando para os movimentos sociais, como por exemplo, O Agora, O Livre. Então acho um fato praticamente normal devido essa postura do partido nacional que decidiu levar para outras pessoas ligadas aos movimentos.

CO Popular- Há possibilidades de o senhor deixar o PPS e concorrer às eleições deste ano?

Percival Muniz- A janela e o prazo para as deliberações políticas terminam no mês de março, por enquanto é muita conversação para lá e para cá, entendimentos, muito balanço, ensaio para falar sobre essa questão. É um momento muito fértil da democracia, em março unifica mais ou menos as coligações e aí cada um busca se acomodar naquele partido que achar melhor.

CO Popular- O senhor pretende disputar candidatura ao governo?

Percival Muniz- Fui convidado por diversos partidos para disputar o governo. Porém acho que independente de termos um projeto pessoal, devemos ter um projeto coletivo. Um governo que melhore a imagem perante a sociedade. A questão maior é uma construção de um projeto alternativo para Mato Grosso, um projeto construído olhando para o futuro, o ‘Mato Grosso Merece Mais’. Nossa ideia é construir um governo diferente do que está posto aí. Vinha falando isso há tempos e, talvez, seja por isso que a Executiva Nacional tenha movimentado o partido com a escolha dos novos nomes.

CO Popular- O senhor é considerado um mago da política mato-grossense. Tem em mente quem serão os candidatos nas eleições deste ano?

Percival Muniz- Eu acho que ainda estamos em uma fase de indefinição. Estamos com muitos nomes se colocando a disposição, depois que coloquei meu nome. Isso é muito bom, pois mostra que existe uma grande movimentação para construir um governo diferente.

CO Popular- O senhor pretende se aliar com Mauro Mendes ou Jayme Campos?

Percival Muniz- Na política tudo é possível. Entre os possíveis candidatos ao Palácio Paiaguás tem o ex-prefeito Mauro Mendes, o senador Wellington Fagundes (PR), o conselheiro afastado do TCE Antonio Joaquim e do ex-senador Jayme Campos (DEM). São nomes que têm serviços prestados à população. É preciso juntar o que foi possível para compor o nome que disputaram as eleições para o Governo do Estado. A priori não faria nenhuma análise, pois acho que é possível unir com muitos. A circunstância nacional é que vai limitar um pouco as alianças de Mato Grosso.

CO Popular- Há conversações com os partidos? Quais?

Percival Muniz- Sim. Nunca estive em um momento tão bom como estou agora. Vários partidos estão me procurando para me filiar e ser uma opção de voto para o governo do Estado. Entre estes partidos estão o PDT, DEM PR, PC do B, PHS e outros. Irei manter conversação com todos eles para formamos uma chapa forte para disputar as eleições neste ano.

CO Popular- Ha chances de apoiar o governador Pedro Taques?

Percival Muniz- O Pedro fez um governo ao estilo dele. Sem valorizar muito os partidos e buscou fazer uma gestão meio independente. Acho que a tendência é ter um governo mais unido, mais democrático, com uma participação maior dos partidos.

CO Popular-Qual a avaliação que o senhor faz da atual administração?

Percival Muniz- O Pedro Taques está terminando o mandato, onde a população que irá avaliar sua gestão. Tenho escutado muitas reclamações de vários segmentos da sociedade como servidores públicos, produtores rurais, comerciantes. Eles reclamam que Taques se isolou da população. É até difícil aconselhar o Pedro em algumas situações, porque ele se sente acima do bem e do mau, então o difícil dar conselhos.


“Vai ter pesquisa aí vamos fazer um tira teima, quem de fato tem café no bule para disputar a eleição de 2018”

O ainda secretário de Assuntos Estratégicos de Várzea Grande, ex-senador, ex-governador e ex-prefeito Jayme Campos, fala ao Jornal Centro-Oeste Popular sobre as eleições de 2018, fazendo uma análise do quadro eleitoral, onde aponta que ainda é muito cedo para se falar em candidaturas e coligações. Jayme foi um dos participantes do almoço proporcionado pelo governador Pedro Taques, quando teria sido definida a chapa governista para o pleito eleitoral. Ele, no entanto, discorda que esteja tudo acertado, e deixa claro que o Democratas ainda não definiu a questão. Mais uma vez Jayme também confirma que estará se desincompatibilizando da Secretaria em março, e se diz pronto para a guerra, seja em uma disputa ao Senado, ou mesmo ao Governo do Estado, ressaltando que não aceita apenas disputar as proporcionais. Confira.

 

 

 

Centro-Oeste Popular – O senhor participou do almoço na casa do governador Pedro Taques (PSDB) onde se discutiu uma possível chapa visando as eleições deste ano. O que ficou definido durante o encontro?

Jayme Campos – O que ficou definido, pré-estabelecido lá na reunião, é que o governador Pedro Taques seria candidato à reeleição, o vice Carlos Fávaro (PSD) continuaria como vice, e colocou-se também o nome do deputado e hoje líder do PSDB na Câmara Federal Nilson Leitão para ser candidato a senador da república. Entretanto, o próprio governador disse que esse é um assunto que deve ser tratado entre Jayme Campos e Nilson Leitão.

CO Popular – O senhor aceita recuar para apoiar Leitão ao Senado?

Jayme Campos – Eu já coloquei meu nome a disposição, agora é bom que se esclareça que eu faço política de baixo pra cima, eu não faço política de cúpula, eu faço política construindo com a sociedade, para a população. Até porque todas as eleições que disputei 88% a 90% de quem vota em Jayme Campos são pessoas que acreditam em minha proposta e sobretudo acompanham minha trajetória como homem público. Acho que um assunto como esse, sobretudo democratas, temos que fazer essa tratativa após os prazos estabelecidos eleitoralmente. Por exemplo, quem vai se desincompatibilizar até 30 de março para ser candidato.

CO Popular – Mas o Democratas aceita Nilson Leitão como candidato ao Senado?

Jayme Campos – Estamos recebendo a filiação do deputado Fábio Garcia, do deputado Adilton Sachetti, do presidente da Assembleia, Eduardo Botelho (PSB) e outros deputados, como também a possibilidade de receber a filiação do ex-prefeito Mauro Mendes (PSB), e eu indago a você, eu não falo em nome da instituição Democratas, até porque não sou presidente, sou um mero filiado, de maneira que uma tratativa como essa, um assunto como esse, tem que ter o momento certo para ser discutido.Eu falo em meu nome, tenho maior simpatia, maior respeito pelo deputado Nilson Leitão, agora isso não significa que a instituição Democratas já está fechado dentro de um projeto político. Isso é um assunto pertinente para o momento, e acho que esse momento será após os prazos de filiações partidárias que se encerram no dia 30 de março, aos prazos de desincompatibilização e sobretudo quem vai compor o arco de aliança.Eu considero que a reunião ainda é um movimento embrionário, de tudo aquilo que poderá acontecer no momento que vai ser discutido a questão das coligações partidárias.

CO Popular – É possível uma chapa com Jayme Campos e Nilson Leitão ao Senado?

Jayme Campos – Eu não faço eleição assim, primeiro que a eleição para senador da república você tem que construir, primeiro discutir com a sociedade civil organizada, realmente se ela aceita uma possível candidatura minha ou seja de quem quer que seja.Segundo, construir um projeto político com os possíveis aliados. Feito isso eu não estou muito preocupado. Vou desincompatibilizar dia 30 de março e vou disponibilizar meu nome para o Democratas, e se o Democratas entender lançar meu nome para um candidatura para qualquer cargo que seja, menos na proporcional, mas sim na majoritária, eu estarei à disposição.

CO Popular – Tem algum acordo entre o senhor e o Nilson Leitão no sentido de que um apoiaria o outro, ou uma pesquisa para definir quem estaria em melhor condições de disputa?

Jayme Campos – Não tem esse acordo. O acordo é o seguinte: eu disse pra ele que se ele tivesse viabilizado nas eleições tem toda minha simpatia, mas volto a repetir que essa é a posição do cidadão Jayme Campos, agora, o Democratas é uma instituição partidária e vai ter que ver de fato qual o encaminhamento que o partido vai fazer.Nós temos que discutir um novo projeto político para 2018, na medida que essa eleição que apoiamos Pedro Taques foi até 2018, caso contrário são decisões que podem ser tomadas de forma intempestiva, de maneira acho que vamos ter que aguardar, discutir, mas o Nilson tem minha simpatia, mas é evidente que a simpatia de Jayme Campos não significa simpatia do Democratas.

CO Popular – Então, quer dizer, que o apoio a Pedro Taques acaba agora em 2018?

Jayme Campos – Ele sabe perfeitamente que o acordo que foi feito foi para 2018, não foi perene, até porque o partido vai naturalmente, a partir do instante que receber as novas filiações, eu imagino ter musculatura suficiente para pleitear um projeto seja para governador ou para senador.Minha opinião é que esse assunto comece a ser discutido a partir do dia 2 de abril quando se encerra o prazo de filiação e sobretudo os prazos de desincompatibilização.

CO Popular – Já está prevista alguma pesquisa para mostrar o atual quadro eleitoral?

Jayme Campos – Vai ter pesquisa. Me falaram que vai para rua novamente o Ibope, aí já começa a mostrar o cenário. Me parece que um grupo de empresários vai ajudar fazer uma pesquisa através do jornal Diário de Cuiabá aí vamos fazer um tira teima, quem de fato tem café no bule para disputar a eleição de 2018.

CO Popular – O senhor acha que tem condições de concorrer ao governo ou ao senado?

Jayme Campos – Eu estou desincompatibilizando para que? Não é para sair limpando terreno, roçando meio fio. Estou pronto para guerra.

CO Popular – Pelo que o deputado Guilherme Maluf disse à imprensa, a chapa governista já estaria formada. Realmente isso está confirmado?

Jayme Campos – Não. O que ficou definido foi governador Pedro Taques, vice Carlos Fávaro, uma das vagas caberia ao companheiro Nilson Leitão, e outra vaga para ser discutido. Mas é o que eu digo, isso é chover no molhado, é conversa de bêbado para delegado e delegado para bêbado. É muito precoce. Ainda pode vir Blairo Maggi, pode vir o Mauro, pode vir Jayme, pode vir o Papa Francisco, desde que se habilite. Está muito cedo, caso contrário pode atropelar o processo.

CO Popular – E o senhor pode sair a governador?

Jayme Campos – Tudo pode ser, em política tudo é possível, qual o problema. Eu sou maior de idade, 67 anos, tenho nome, tenho CPF, tenho identidade, todos os requisitos que a Justiça Eleitoral exige. Eu preencho. Então, qual a dificuldade que tem? Nenhuma. O jogo está totalmente aberto. Sabemos de uma coisa, que o governador Pedro Taques está definido que vai ser candidato. Ele gostaria imensamente de ter Carlos Fávaro como vice-governador, agora, as convenções começam dia 5 de julho e encerram dia 5 de agosto, tem água para correr embaixo da ponte, e não é pouca.

CO Popular – O senhor tem participado das discussões quanto à filiação do Mauro Mendes ao DEM?

Jayme Campos – Não, faz alguns dias que não vejo o Mauro, tenho conversado muito com o Fábio Garcia. Agora, o que chama atenção é que estamos aguardando no dia 8 de março, já está marcada a convenção nacional do Democratas para dirimirmos algumas dúvidas, sobretudo porque há uma decisão formada lá atrás da possibilidade de se mudar o diretório nacional, mudar os diretórios regionais e por conseguinte os municipais. Só depois de acontecer essa reunião de 8 de março, que inclusive o senador Agripino Maia ligou para o Júlio Campos e para mim, pedindo a relação dos nomes que vão participar da comissão provisória. São 25 nomes.


Jayme Campos: “Vai ter pesquisa aí vamos fazer um tira teima, quem de fato tem café no bule para disputar a eleição de 2018”

Regina Botelho

Da Redação

O ainda secretário de Assuntos Estratégicos de Várzea Grande, ex-senador, ex-governador e ex-prefeito Jayme Campos, fala ao Jornal Centro-Oeste Popular sobre as eleições de 2018, fazendo uma análise do quadro eleitoral, onde aponta que ainda é muito cedo para se falar em candidaturas e coligações. Jayme foi um dos participantes do almoço proporcionado pelo governador Pedro Taques, quando teria sido definida a chapa governista para o pleito eleitoral. Ele, no entanto, discorda que esteja tudo acertado, e deixa claro que o Democratas ainda não definiu a questão. Mais uma vez Jayme também confirma que estará se desincompatibilizando da Secretaria em março, e se diz pronto para a guerra, seja em uma disputa ao Senado, ou mesmo ao Governo do Estado, ressaltando que não aceita apenas disputar as proporcionais. Confira.

 

Olho 1- “Todas as eleições que disputei 88% a 90% de quem vota em Jayme Campos são pessoas que acreditam em minha proposta e sobretudo acompanham minha trajetória como homem público”

 

Olho 2- “Democratas já está fechado dentro de um projeto político. Isso é um assunto pertinente para o momento, e acho que esse momento será após os prazos de filiações partidárias”.

 

Olho 3- “Eu estou desincompatibilizando para que? Não é para sair limpando terreno, roçando meio fio. Estou pronto para guerra”

 

Centro-Oeste Popular – O senhor participou do almoço na casa do governador Pedro Taques (PSDB) onde se discutiu uma possível chapa visando as eleições deste ano. O que ficou definido durante o encontro?

Jayme Campos – O que ficou definido, pré-estabelecido lá na reunião, é que o governador Pedro Taques seria candidato à reeleição, o vice Carlos Fávaro (PSD) continuaria como vice, e colocou-se também o nome do deputado e hoje  líder do PSDB na Câmara Federal Nilson Leitão para ser candidato a senador da república. Entretanto, o próprio governador disse que esse é um assunto que deve ser tratado entre Jayme Campos e Nilson Leitão.

CO Popular – O senhor aceita recuar para apoiar Leitão ao Senado?

Jayme Campos – Eu já coloquei meu nome a disposição, agora é bom que se esclareça que eu faço política de baixo pra cima, eu não faço política de cúpula, eu faço política construindo com a sociedade, para a população. Até porque todas as eleições que disputei 88% a 90% de quem vota em Jayme Campos são pessoas que acreditam em minha proposta e sobretudo acompanham minha trajetória como homem público. Acho que um assunto como esse, sobretudo democratas, temos que fazer essa tratativa após os prazos estabelecidos eleitoralmente. Por exemplo, quem vai se desincompatibilizar até 30 de março para ser candidato.

CO Popular – Mas o Democratas aceita Nilson Leitão como candidato ao Senado?

Jayme Campos – Estamos recebendo a filiação do deputado Fábio Garcia, do deputado Adilton Sachetti, do presidente da Assembleia, Eduardo Botelho (PSB) e outros deputados, como também a possibilidade de receber a filiação do ex-prefeito Mauro Mendes (PSB), e eu indago a você, eu não falo em nome da instituição Democratas, até porque não sou presidente, sou um mero filiado, de maneira que uma tratativa como essa, um assunto como esse, tem que ter o momento certo para ser discutido.Eu falo em meu nome, tenho maior simpatia, maior respeito pelo deputado Nilson Leitão, agora isso não significa que a instituição Democratas já está fechado dentro de um projeto político. Isso é um assunto pertinente para o momento, e acho que esse momento será após os prazos de filiações partidárias que se encerram no dia 30 de março, aos prazos de desincompatibilização e sobretudo quem vai compor o arco de aliança.Eu considero que a reunião ainda é um movimento embrionário, de tudo aquilo que poderá acontecer no momento que vai ser discutido a questão das coligações partidárias.

CO Popular – É possível uma chapa com Jayme Campos e Nilson Leitão ao Senado?

Jayme Campos – Eu não faço eleição assim, primeiro que a eleição para senador da república você tem que construir, primeiro discutir com a sociedade civil organizada, realmente se ela aceita uma possível candidatura minha ou seja de quem quer que seja.Segundo, construir um projeto político com os possíveis aliados. Feito isso eu não estou muito preocupado. Vou desincompatibilizar dia 30 de março e vou disponibilizar meu nome para o Democratas, e se o Democratas entender lançar meu nome para um candidatura para qualquer cargo que seja, menos na proporcional, mas sim na majoritária, eu estarei à disposição.

CO Popular – Tem algum acordo entre o senhor e o Nilson Leitão no sentido de que um apoiaria o outro, ou uma pesquisa para definir quem estaria em melhor condições de disputa?

Jayme Campos – Não tem esse acordo. O acordo é o seguinte: eu disse pra ele que se ele tivesse viabilizado nas eleições tem toda minha simpatia, mas volto a repetir que essa é a posição do cidadão Jayme Campos, agora, o Democratas é uma instituição partidária e vai ter que ver de fato qual o encaminhamento que o partido vai fazer.Nós temos que discutir um novo projeto político para 2018, na medida que essa eleição que apoiamos Pedro Taques foi até 2018, caso contrário são decisões que podem ser tomadas de forma intempestiva, de maneira acho que vamos ter que aguardar, discutir, mas o Nilson tem minha simpatia, mas é evidente que a simpatia de Jayme Campos não significa simpatia do Democratas.

CO Popular – Então, quer dizer, que o apoio a Pedro Taques acaba agora em 2018?

Jayme Campos – Ele sabe perfeitamente que o acordo que foi feito foi para 2018, não foi perene, até porque o partido vai naturalmente, a partir do instante que receber as novas filiações, eu imagino ter musculatura suficiente para pleitear um projeto seja para governador ou para senador.Minha opinião é que esse assunto comece a ser discutido a partir do dia 2 de abril quando se encerra o prazo de filiação e sobretudo os prazos de desincompatibilização.

CO Popular – Já está prevista alguma pesquisa para mostrar o atual quadro eleitoral?

Jayme Campos – Vai ter pesquisa. Me falaram que vai para rua novamente o Ibope, aí já começa a mostrar o cenário. Me parece que um grupo de empresários vai ajudar fazer uma pesquisa através do jornal Diário de Cuiabá aí vamos fazer um tira teima, quem de fato tem café no bule para disputar a eleição de 2018.

CO Popular – O senhor acha que tem condições de concorrer ao governo ou ao senado?

Jayme Campos – Eu estou desincompatibilizando para que? Não é para sair limpando terreno, roçando meio fio. Estou pronto para guerra.

CO Popular – Pelo que o deputado Guilherme Maluf disse à imprensa, a chapa governista já estaria formada. Realmente isso está confirmado?

Jayme Campos – Não. O que ficou definido foi governador Pedro Taques, vice Carlos Fávaro, uma das vagas caberia ao companheiro Nilson Leitão, e outra vaga para ser discutido. Mas é o que eu digo, isso é chover no molhado, é conversa de bêbado para delegado e delegado para bêbado. É muito precoce. Ainda pode vir Blairo Maggi, pode vir o Mauro, pode vir Jayme, pode vir o Papa Francisco, desde que se habilite. Está muito cedo, caso contrário pode atropelar o processo.

CO Popular – E o senhor pode sair a governador?

Jayme Campos – Tudo pode ser, em política tudo é possível, qual o problema. Eu sou maior de idade, 67 anos, tenho nome, tenho CPF, tenho identidade, todos os requisitos que a Justiça Eleitoral exige. Eu preencho. Então, qual a dificuldade que tem? Nenhuma. O jogo está totalmente aberto. Sabemos de uma coisa, que o governador Pedro Taques está definido que vai ser candidato. Ele gostaria imensamente de ter Carlos Fávaro como vice-governador, agora, as convenções começam dia 5 de julho e encerram dia 5 de agosto, tem água para correr embaixo da ponte, e não é pouca.

CO Popular – O senhor tem participado das discussões quanto à filiação do Mauro Mendes ao DEM?

Jayme Campos – Não, faz alguns dias que não vejo o Mauro, tenho conversado muito com o Fábio Garcia. Agora, o que chama atenção é que estamos aguardando no dia 8 de março, já está marcada a convenção nacional do Democratas para dirimirmos algumas dúvidas, sobretudo porque há uma decisão formada lá atrás da possibilidade de se mudar o diretório nacional, mudar os diretórios regionais e por conseguinte os municipais. Só depois de acontecer essa reunião de 8 de março, que inclusive o senador Agripino Maia ligou para o Júlio Campos e para mim, pedindo a relação dos nomes que vão participar da comissão provisória. São 25 nomes.


“ Apesar das dificuldades, 2017 foi de conquistas, que possibilitaram um fôlego para as finanças”

Centro-Oeste Popular- Quais foram os principais fatores que dificultaram a administração dos municípios em 2017?

Neurilan Fraga- O ano de 2017 não foi fácil para os municípios. Aliada à habitual falta de autonomia financeira imposta pelo injusto Pacto Federativo, somou-se a crise econômica sem precedente, além dos atrasos nos repasses financeiros por parte do Governo do Estado, surpreendendo muitos prefeitos, principalmente os que assumiram o mandato no início do ano. Além disso, ocorreu crescimento de demanda pela ausência do Estado nos municípios. Quando o Governo Estadual não atende alta e medida complexidades, por exemplo, quem assume a atribuição são os municípios, que em muitos casos chegam a aplicar na saúde e na educação percentuais bem acima do que preceitua a Constituição.

CO Popular- Na sua concepção, quais os setores que mais foram prejudicados?

Neurilan Fraga- A saúde foi uma das áreas mais afetadas com o atraso no repasse de recursos pelo Governo do Estado, que seguidamente descumpriu a legislação que estabelece prazos para a transferência de recursos aos municípios. A demora e até mesmo a falta de quitação de débitos não ocorreu somente na saúde, mas também se estendeu a outras transferências, como o ICMS, Fethab e o próprio transporte escolar. Para agilizar a quitação, a Associação Mato-grossense dos Municípios, além de ter buscado o diálogo e o entendimento com o Governo, recorreu ao Poder Judiciário, visando a colocar os repasses em dia e evitar novos atrasos, considerando as consequências nas administrações municipais. Porém, mesmo assim, na área da saúde ainda persistem atrasos de repasses, muitos referentes ao ano de 2016.

CO Popular- Há motivos para comemorar?

Neurilan Fraga- Apesar das dificuldades, o ano também foi de conquistas, que possibilitaram um fôlego para as finanças. A intensa mobilização nacional garantiu um reforço financeiro para os cofres municipais, como o pagamento de 1% do Fundo de Participação dos Municípios – FPM em julho e dezembro, totalizando R$ 143 milhões às prefeituras, além do repasse de R$ 124 milhões do FEX. A intensa mobilização também assegurou a redistribuição do Imposto Sobre Serviços – ISS, cuja previsão é garantir cerca de R$ 90 milhões aos municípios a partir de 2018.

CO Popular- Como foi a mobilização para a liberação do FEX?

Neurilan Fraga- Participei de várias reuniões com o presidente Michel Temer e ministros para tratar da liberação de recursos para os municípios, sendo que o pagamento do FEX foi uma das principais demandas. Foi muito importante o trabalho da bancada federal para a aprovação do projeto de lei que previa a liberação do FEX, com importante atuação dos deputados Victório Galli e Fábio Garcia, além dos três senadores. A participação do senador Wellington Fagundes também foi decisiva, pois o parlamentar apresentou pedido de urgência com a assinatura de todos os líderes de bancada.

CO Popular- A elaboração do projeto de lei que prevê mudança na Lei Kandir, visando a uma compensação mais justa para os municípios é positiva?

Neurilan Fraga- Sem dúvida. O projeto prevê a destinação de R$ 9 bilhões aos municípios brasileiros, a partir de 2019. Destes, cerca de R$ 1,3 bilhão serão repassados ao estado de Mato Grosso, que é o líder da produção primária de soja, de carne, de algodão e deixa de arrecadar cerca de R$ 5 bilhões por ano por conta da lei. A compensação atual é menos de 10% do que os estados e municípios deixam de arrecadar.

CO Popular- O senhor pediu de esclarecimentos sobre retenção de recursos do Fundeb. Por quê?

Neurilan Fraga- A AMM realizou um levantamento, motivada pelas reivindicações dos prefeitos. O crescimento do ICMS no exercício de 2017 foi de aproximadamente 5%, em comparação a 2016. Desse montante, o Estado retém 20% referentes à cota-parte do Fundeb, que é distribuído aos municípios mensalmente. No entanto, verificamos que, até novembro, o repasse desses valores às prefeituras foi sempre menor do que o ano anterior. Nos últimos dias do ano, a Secretaria de Estado de Fazenda transferiu aos municípios parcelas quatro vezes maiores do que estava sendo praticado. Isso criou um imbróglio contábil e jurídico para todas as prefeituras do estado, que não tiveram tempo hábil para aplicar os recursos e podem enfrentar problemas com o Tribunal de Contas do Estado. Esses fatores são indícios de que o governo estaria se apropriando indevidamente de recursos da educação dos municípios para utilização em outras finalidades ao longo do ano, repassando a diferença no mês de dezembro.

CO Popular- Quais as principais bandeiras do municipalismo?

Neurilan Fraga - A reforma do Pacto Federativo é uma das prioridades. O governo federal fica com 60% da arrecadação e os municípios com aproximadamente 15%. Temos que mudar essa lógica. O município é onde as pessoas moram e produzem. Outra bandeira municipalista é o fim do subfinanciamento de projetos e programas. O governo federal passa aos municípios responsabilidades como merenda e transporte escolar, atenção básica da saúde e outros, sem dar a contrapartida financeira necessária. É preciso também criar novas fontes de receita e uma das alternativas é a proposta que muda a compensação da Lei Kandir, por meio de um projeto de lei, visando a tornar mais justa a restituição das perdas de estados e municípios exportadores de produtos primários e semielaborados.

CO Popular- Qual o suporte técnico que a AMM oferece aos municípios?

Neurilan Fraga- A AMM atende os prefeitos e equipes em várias áreas técnicas, importantes para o desenvolvimento das atividades na administração municipal. Em 2017 as prefeituras tiveram uma economia significativa com a prestação de serviços em vários setores, como Jornal Oficial, Central de Projetos, Coordenação Jurídica, Coordenação Institucional, Assessoria de Articulação e Apoio ao Desenvolvimento, Gerências Técnica, de Apoio aos Municípios e de Comunicação, entre outros. A prestação de serviços garantiu economia de cerca de R$ 50 milhões aos municípios mato-grossenses no ano passado. Na área da Engenharia foram elaborados 1.063 projetos, gerando uma economia de R$ 8,9 milhões aos municípios do estado. Com a utilização do Jornal Oficial dos Municípios, as prefeituras economizaram cerca de R$ 32 milhões.

CO Popular- Quais as perspectivas para 2018?

Neurilan Fraga- Para 2018, a certeza é que haverá mais desafios, para os quais é necessário que os gestores estejam ainda mais preparados, com uma gestão com equilíbrio financeiro e orçamentário, além de uma eficiência fiscal para aumentar as arrecadações dos municípios. Por ser um ano eleitoral, os gestores também devem estar atentos aos candidatos para todos os cargos, que realmente são comprometidos com as causas municipalistas, pois será necessário muito apoio para aprovar projetos e dar encaminhamento à pauta de reivindicações, principalmente no Congresso Nacional.


“Estamos buscando um caminho. Alguns têm a possibilidade de olhar melhor o cenário “

Centro-Oeste Popular - Esse ano mais uma vez houve dificuldades na liberação do FEX. Todo ano vai ser preciso continuar mendigando o que é de direito?

Fábio Garcia – É um absurdo na verdade, mas infelizmente não existe nenhuma lei que obriga a liberação. O governo não quer ter essa obrigatoriedade. O que o TCU diz que é que o Congresso precisa fazer, e se não fizer eles o farão, e disciplinar o ressarcimento adequado à Lei Kandir. A Lei quando foi criada os Estados recebiam em termos de ressarcimento pela renúncia fiscal aproximadamente 50% dessa renúncia. A Lei Kandir foi criada exatamente para fomentar a exportação. Hoje, depois da exportação já fomentada, recebemos aproximadamente 8,5% da renúncia fiscal, ou seja, os Estados brasileiros estão renunciando na média R$ 35 bilhões por ano e recebem R$ 3,9 bilhões, sendo que R$ 1,9 bilhões vem pelo FEX que foi criado em 2004 e tem R$ 1,9 bilhões lá na própria Lei Kandir, como compensação do ICMS, esse vem sempre todo ano, mês a mês. O FEX foi criado como auxílio financeiro às exportações. E todo ano desde 2004 a 2016 o governo edita uma medida provisória para pagamento. O problema é que este ano o presidente da Câmara não quis que editasse uma Medida Provisória e pediu que fosse projeto de lei, e houve todo esse trâmite para fazer o projeto ser aprovado na Câmara e depois no Senado. Mas é um verdadeiro absurdo nós ficarmos com apenas 8% do que abrimos mão de arrecadação. Existe já um movimento muito forte na Câmara e Senado, uma discussão sobre a necessidade da existência da Lei Kandir e deixar que os Estados legislem.

CO – Mas a bancada ruralista não vai impedir esse trâmite, pois acabando com a Lei Kandir estariam “exportando imposto”.

Fábio Garcia – O que debatemos, na verdade, é que os Estados estão ficando com ônus muito grande por conta da Lei Kandir. O estado e Mato Grosso que é eminentemente de produção primária e a grande parte da produção é exportada, vemos o problema fiscal que temos no Estado, e não temos ressarcimento.

CO – O descaso com o patrimônio histórico de Cuiabá é notório. Na semana passada caiu a estrutura da chamada Casa de Bem Bem. O que o senhor como deputado pode fazer para auxiliar o município a conservar seu patrimônio histórico?

Fábio Garcia – É uma tristeza, um absurdo, quando fui secretário de Governo do prefeito Mauro Mendes o Governo Federal abriu um programa que chamava Cidades Históricas, e nós incluímos vários casarões históricos do centro histórico nesse programa, para serem revitalizados, um deles é a Casa de Bem Bem. Já tinha um projeto, existia um trâmite muito burocrático, diga-se de passagem como tudo no Brasil, para aprovar o projeto . Era uma burocracia gigantesca por conta do Iphan, mas esse projeto andou bastante e é uma tristeza na verdade vermos uma casa tão histórica para a cultura cuiabana numa situação dessa. É o patrimônio de nossa cidade, é a nossa cultura que está indo embora pouco a pouco, quando acontece isso com a Casa de Bem Bem. A ação agora está toda no Executivo municipal, porque é ele que tem a obrigação de executar a obra. E a legitimidade para fazê-lo. Porque o programa está aí, os recursos estão aí, e é ele que tem que fazer.

CO – E quanto a polêmica emenda da saúde? Teremos o novo pronto-socorro funcionando em abril de 2018?

Fábio Garcia – O Governo do Estado está fazendo os repasses para a obra, que ainda não foi finalizada, eu não vi a licitação do pronto socorro de Cuiabá na rua para comprar os equipamentos, e isso é obrigação do prefeito Emanuel Pinheiro, que assumiu essa responsabilidade. A responsabilidade do governo é repassar o dinheiro e está repassando. E não vai repassar o dinheiro dos equipamentos ainda porque não tem licitação. Cadê a licitação? Tem que ter o processo licitatório para comprar esses equipamentos. Ainda não temos problema de dinheiro para o pronto socorro, temos problema de gestão, pois tem como licitar sem o dinheiro, bastando assinar um convênio com o Estado e tem lá o recurso para licitar. Agora, licita e na hora de pagar o dinheiro tem que estar aí, e aí sim, tem o compromisso do governador Pedro Taques de liberar o dinheiro na hora que precisar. E a emenda de bancada é impositiva, de obrigatório pagamento do Governo Federal, que ainda não pagou mas deve estar no trâmite burocrático que temos no Brasil. Ela vai para custeio e o Governo do Estado passará para a prefeitura através de um convênio os recursos necessários para comprar os equipamentos. Mas a minha preocupação é de que eu não vi a licitação na rua ainda.

CO – E quanto aos dissidentes do PSB, vão todos para o DEM?

Fábio Garcia – Todo mundo não vai dar, mas estamos buscando um caminho que possa abrigar. Não vai dar todo mundo porque há problemas locais, regionais, os deputados alguns têm a possibilidade de agora olhar melhor o cenário para saber onde é melhor para eles irem, se encaixarem. É difícil você pegar um grupo do nosso tamanho, temos cinco deputados estaduais, temos nove vice-prefeitos, 15 prefeitos, 142 vereadores, dois secretários de Estado, e conseguir um partido que abrigue a todos sem conflitos locais. Porque nacionalmente está tudo bem, acho que regionalmente tudo bem também, mas localmente às vezes você tem problemas.

CO – E o prefeito Mauro Mendes, vai acompanhar o grupo?

Fábio Garcia – O Mauro vai com o grupo, vai para onde o grupo decidir ir.

CO – O senhor acredita que o DEM tem força política para abrigar os dissidentes?

Fábio Garcia – Tenho que dizer que depois que começou a ser veiculado essas possibilidades de ir para o DEM, tenho andado pelo interior e estou bastante impressionado com a força do Democratas no interior do Estado. É um partido muito bem estruturado, com grandes lideranças em todos municípios do Estado. Agora vai haver uma transição na legenda, vai virar todos os diretórios provisórios, para abrigar os grupos, e aí vamos sentar, conversar como vamos fazer essa composição do grupo que está chegando com os grupos que estão em cada município, mas vejo tranquilidade para fazer isso, não vejo problemas.


“Mesmo diante da crise, tivemos um ano muito produtivo na AL”

Centro-Oeste Popular- Deputado o senhor pretende mudar de sigla partidária nas próximas eleições? Por quê?

Eduardo Botelho- Sim, isto porque fomos praticamente excluídos do PSB e o DEM foi o partido que mais deu abertura, foi o que mais nos abriu as portas. Então, ingressei uma ação na Justiça e ainda vou aguardar a decisão sobre a questão da janela partidária. Caso a Justiça não libere, aí só em março. Mas, estamos praticamente fechados com o DEM. Há outros companheiros que talvez não se filiem nesse mesmo partido. É o caso dos deputados Oscar Bezerra e Mauro Savi que podem migrar para o PP. Mas eu, Max Russi, Adriano Silva, Fábio Garcia, Adilton Sachetti e Mauro Mendes estamos praticamente definidos para ingressar no Democratas.

CO Popular- Existe conversação com outros partidos? Quais?

Eduardo Botelho- Sim, conversamos com vários outros partidos, mas estamos praticamente fechados com o DEM.

CO Popular- Qual avaliação que o senhor faz do cenário político de MT?

Eduardo Botelho- Ainda é cedo para fazer qualquer análise. Mas, se o governador Pedro Taques tiver condições reais para ser o candidato do grupo, ele será! Aliás, trabalhamos e acreditamos nisso, pois há boas perspectivas de que a situação estadual melhore. Acreditamos que no ano que vem aconteçam muitas coisas boas e o estado comece a sair da crise, com a entrega de obras; regularização de pagamentos, priorizando a Saúde; regularização fundiária, dentre outras ações que deem condições de o governador ser candidato à reeleição.

CO Popular- Com relação ao pleito de 2018, o senhor tem pretensões de disputar algum cargo ano que vem?

Eduardo Botelho- Estou em dúvida se serei candidato, mas se for tentarei a reeleição. Estou analisando ainda, pois envolve tudo, envolve família. É preciso verificar os prós e contras. Por isso, estou fazendo um balanço de tudo até aqui, para depois tomar essa decisão.

CO Popular- A PEC do Teto de Gastos resolverá os problemas de MT?

Eduardo Botelho- Em longo prazo com certeza vai ajudar muito! Foi uma incansável luta da Assembleia Legislativa até a promulgação dessa PEC. Não temos dúvidas de que a proposta dará fôlego aos cofres públicos, equilibrando as finanças do estado. A PEC representa vitória da sociedade, que terá um estado com maior controle dos gastos públicos nos próximos cinco anos, garantindo recursos para as áreas essenciais, como da Saúde, Educação, Infraestrutura, Segurança Pública e o pagamento de salários em dia.

CO Popular- Qual a avaliação dos trabalhos realizados pela AL em 2017?

Eduardo Botelho- Mesmo diante da crise, tivemos um ano muito produtivo. Como já disse, a PEC do Teto de Gastos foi uma vitória e deixará importante legado para Mato Grosso. Destaco, ainda, que com empenho dos deputados, a Assembleia Legislativa levou serviços de cidadania a diversas regiões do estado. Somente através da Assembleia Itinerante foram aproximadamente 15 mil atendimentos neste ano. Milhares de consultas médicas, exames, emissão de documentos e cursos de capacitação voltados a agentes de saúde e professores da Educação Infantil foram realizados. Com isso, reafirmamos nosso compromisso em manter a Assembleia Legislativa mais próxima do cidadão. Isto sem contar as inúmeras audiências públicas, comissões permanentes e sessões plenárias, momentos importantes em que debatemos as propostas voltadas ao desenvolvimentos de Mato Grosso. Paralelamente, a Casa levou o projeto Educação Legislativa em Movimento para as escolas, com palestras sobre a História do Parlamento, preparativos para o Enem e exposições sobre o programa de reciclagem. Além disso, tivemos inúmeras ações voltadas ao fortalecimento da agricultura familiar, com a entrega de patrulhas mecanizadas para os municípios e exposições da produção de pequenos produtores na sede da Assembleia, realizadas com o apoio do Instituto Memória. E, nos debruçamos nos debates em defesa dos direitos dos servidores públicos, um deles foi a garantia da RGA. São ações que nos dá a sensação do dever cumprido e de dias melhores para o próximo ano.

CO Popular- Na sua concepção, quais os principais desafios da Assembleia?

Eduardo Botelho - Os desafios não cessam nunca. Especialmente, num estado com dimensões territoriais como o nosso. Vamos continuar a luta para virar a página de crise. Tanto que trabalhamos para que em 2018 seja consolidado o maior programa de regularização fundiária já realizado aqui. A união de forças da Assembleia Legislativa, do Governo do Estado e Intermat vai promover a entrega de pelo menos 90 mil títulos definitivos de imóveis. É, sem dúvida, um grande desafio e estamos trabalhando muito para que isso ocorra. Assim, como daremos continuidade aos serviços de cidadania que vêm sendo realizados.

CO Popular- Qual a caminho para resolver de vez o caos na saúde do estado?

Eduardo Botelho- É um processo a longo prazo, não será resolvido da noite para o dia, pois demanda recursos, e como todos sabem a situação é bastante difícil pela escassez desses recursos. Contudo, acreditamos que comece a melhorar com a promulgação da PEC do Teto de Gastos. Ela determina que uma das aplicações do excesso de arrecadação será para a quitação de restos a pagar, obrigatoriamente, os da Saúde. É importante dizer que 30% dos créditos abertos em decorrência ao excesso arrecadado serão destinados à atenção básica e hospitais filantrópicos. Isso, sem dúvida, representa um grande avanço para o setor.

CO Popular- A prefeita de Várzea Grande tem conseguido desempenhar um bom mandato?

Eduardo Botelho - Com certeza! Estou feliz por ver a minha querida Várzea Grande melhorar cada dia mais. Tenho parentes que residem lá e tenho uma história de vida em Várzea Grande. É muito bom observar as obras que estão sendo realizadas, graças a uma gestão participativa da prefeita Lucimar, que deixará importante legado à cidade. Fico feliz em poder ajudar com a destinação de emendas, inclusive, para a reforma do Hospital e Pronto-Socorro Municipal de Várzea Grande – HPSVG. Destinei R$ 1 milhão para a ala infantil dessa unidade; emenda também para a construção da (UPA) Unidade de Pronto Atendimento; para ajudar na duplicação da Avenida Filinto Muller e recuperação de várias ruas dos bairros Cristo Rei, Dom Orlando Chaves, Manga e Dom Bosco. E indicações para instalação de três academias ao ar livre. Sendo uma na Praça Áurea Brás, no Cristo Rei; na Praça do Bairro Flor do Ipê – antigo Noesi Curvo e na Praça do Parque do Lago. Outra grande conquista foi a liberação de recursos para a aquisição de ar condicionado nas escolas estaduais. Recentemente, destinei emenda para aquisição de materiais didáticos aos alunos da Educação Infantil. Unimos forças para trazer mais indústrias, gerar mais emprego e renda para que Várzea Grande seja cada vez melhor.

CO Popular- Faltando poucos dias para o final do ano, quais os principais trabalhos que devem ser desempenhados pela AL?

Eduardo Botelho- Há um cronograma para limpar a pauta e deixar tudo pronto para o próximo ano. Vamos votar as contas do governo e a LOA (Lei Orçamentária Anual 2018) até o dia 15 de dezembro, antes do início do recesso parlamentar. Também vamos realizar mais uma Assembleia Itinerante, dessa vez, para atender a população de Araputanga e região.

CO Popular- Quais são as perspectivas para 2018?

Eduardo Botelho- São as melhores possíveis. Temos que acreditar e trabalhamos para isso. Embora, teremos um ano eleitoral, os desafios já citados serão consolidados, esse é o nosso objetivo, para que Mato Grosso retome o caminho do desenvolvimento.

CO Popular- Com relação a devolução do dinheiro para o Poder Executivo, quantos a casa já devolveu e onde foi aplicado esse montante?

Eduardo Botelho- Realizamos uma força-tarefa implacável que gerou economia significativa à Assembleia Legislativa. Com isso, conseguimos ajudar o governo ao devolver R$ 30,5 milhões, sendo R$ 26,5 milhões para serem investidos na área da Saúde. Como puderam ver, R$ 20 milhões desses recursos serviram para ajudar na aquisição de novas ambulâncias que já foram entregues aos municípios. A outra parte ajudamos os hospitais filantrópicos, dentre eles a Santa Casa de Misericórdia, Hospital de Câncer, o Pronto Socorro de Várzea Grande, a Sinfra e o Intermat. E a luta não para! Está em curso a devolução de mais R$ 2,4 milhões, que serão divididos para a Educação de Várzea Grande, Hospital Universitário Júlio Muller, Sinfra e Polícia Civil.


“ 2018 será um ano de colher os frutos do que foi plantado”

Centro-Oeste Popular- A senhora disse recentemente que não é hora do PMDB ter candidato ao governo. Qual deverá ser então o posicionamento do partido em 2018?

Janaina Riva- Acredito que o PMDB tenha que ter principalmente desprendimento. Analisar uma candidatura que seja benéfica para toda população do Estado de Mato Grosso. Isso, não quer dizer que o partido não venha ter um candidato, mas que uma imposição de uma candidatura majoritária é totalmente desnecessária. O partido está em plena reconstituição, novos grupos, novas pessoas se aproximando. Então acho que o PMDB tem que ter um nome de consenso que agrade a todos, independente de ser filiado ao partido.

CO Popular- A senhora acharia razoável o PMDB apoiar uma possível candidatura de Mauro Mendes?

Janaina Riva- Essa é uma avaliação muito ampla que precisa estar consultando as bases, uma vez que Mauro Mendes foi adversário do PMDB em vários pleitos eleitorais. Tem que fazer um entendimento com a base, não acho que é impossível, isso precisa ser discutido com o partido, não só o nome do Mauro mais também como outros candidatos que já foram oposição ao PMDB.

CO Popular- Ao ser ver, há chances da reedição da aliança PMDB e PT em Mato Grosso?

Janaina Riva- A aliança do PMDB e PT principalmente nas proporcionais é uma aliança histórica. Isso voltou a acontecer com o Partido dos Trabalhadores assumindo a bancada assumindo suas vagas na Assembleia Legislativa. Hoje PT e PMDB fazem parte do bloco de oposição. Acredito que essa aliança possa até ser possível sim. Mas vejo muita até dificuldade e impossibilidade do PMDB apoiar o nome do PT para a presidência do País. Se não existir, esse conflito, a imposição do PT, não vejo o porque do PMDB e o PT não andarem juntos.

CO Popular- Na opinião da senhora, a Assembleia obedeceu todos os ritos para aprovação da PEC do Teto de Gastos, ou o caso pode ainda ser judicializado?

Janaina Riva- Sim- A Assembleia deu amplo espaço de tempo para debate. Tanto é que nas últimas votações, os servidores já não estavam se quer acompanhando porque já tínhamos conversado categoria por categoria. Acho que foi prazo suficiente para que pudéssemos estabelecer uma ligação com os sindicatos e poder de certa forma preservar um pouco mais os servidores da PEC.

CO Popular- O governador Pedro Taques está próximo de entrar em seu último ano de mandato. Na opinião da senhora, ele conseguirá garantir investimentos e pagamentos dos funcionários em dia, no último ano de gestão?

Janaina Riva- Muito difícil ele conseguir fazer isso. Ele teve praticamente três anos para fazer isso e não conseguir fazer. Não vejo, em um prazo de um ano, reorganizar e organizar em três. Mas faço votos que ele consiga fazer isso.

CO Popular- Há solução para o caos vivido pela saúde em MT?

Janaina Riva - Sim. A solução é tratar a saúde de forma prioritária. É obvio que você nunca vai conseguir absorver a demanda por completo. Mas atender as urgências, emergências da alta complexidade , isso o Estado não pode deixar de fazer, e é o que vem acontecendo. Creio que isso tenha que ser uma prioridade e deve iniciar uma política de valorização a atenção básica. Porque isso de certa forma vai evitar que passamos por colapsos como estamos passando hoje com a saúde, pela falta de cuidados na fonte do problema.

CO Popular- Deputada à senhora tem duas PEC´s que tratam desse assunto. Se elas entram em vigor, se fosse aprovadas, ajudaria?

Janaina Riva- Sim e muito. Porque hoje o Estado , por exemplo com previsão da Lei de Diretrizes Orçamentárias(LOA),ele investiu 13%. A PEC estipula 15% com um valor mínimo. Esse valor de 15% teria uma representatividade de aproximadamente R$ 500 milhões a mais na saúde . Como eu disse, não acredito que resolva na sua complexidade total, mais sem duvida nenhuma ameniza um pouco a situação. As questões das emendas parlamentares acho que é uma forma dos deputados auxiliarem o estado na demanda da saúde.

CO Popular- Qual a avaliação dos trabalhos realizados pela AL em 2017?

Janaina Riva- A Assembleia Legislativa teve vários debates importantes. Consegui de certa forma flexibilizar o relacionamento do Governo, não só com o funcionalismo público, mas com vários outros setores. Aprovamos leis de estimulo a economia do Estado, algumas isenções, todas por setores, não somente para determinadas empresas, que é uma coisa que eu sempre condenei. A Assembleia de certa forma foi um elo de ligação, de debate entre o Executivo e a população mato-grossense.

CO Popular- Quais os seus planos para 2018?

Janaina Riva-Ano de colher os frutos daquilo que foi plantado. Acho que não é um ano de fazer política e tenho falado isso. Muito mais que fazer política é colher os frutos da política que você realizou. Estou muito tranquila para 2018, me preparando para enfrentar o pleito eleitoral e preocupada com a questão das emendas parlamentares. Porque é um muito frustrante para um parlamentar passar pela AL destinar as emendas, conforme as necessidades das suas regiões, da região que acredita em você e elas não serem realizadas. Quero me empenhar no pagamento das emendas e quero também me dedicar à campanha eleitoral, com a tranquilidade daquilo que eu podia fazer durante meu mandado foi feito.

CO Popular- A seu ver, quais os desafios que a Assembleia ainda tem que vencer?

Janaina Riva- A Assembleia Legislativa tem enfrentar o debate da reforma da máquina publica. A reforma tributária. Isso tudo, sem sombra de dúvidas vai ser muito importante a participação de cada deputado, pois não existe possibilidade de você alterar a tributação de Mato Grosso sem que alguém se considere que esteja perdendo, que seja ou Estado ou os próprios empreendedores, os próprios cidadãos mato-grossenses. Acho que esse é o maior desafio implantar uma política administrativa, que no caso é a reforma da máquina pública, que acredito que a Assembleia venha discutir. No meu entendimento o Governo precisa enxugar, principalmente naquilo que não é essencial. São questões que irão ocasionar grandes discussões na casa. Não sei se isso ocorrerá antes do processo eleitoral, mas são de necessidades urgentes.

CO Popular - Qual a análise que a senhora das sobre o momento político em MT?

Janaina Riva- Mato Grosso vem sofrendo consequências de decisões tomadas lá atrás, de forma muito irresponsável. Houveram várias decisões que não se deram conta que o Estado, não cresceria da mesma forma que as despesas estão crescendo. A lei de eficiência pública já avisava que o Estado iria ter dificuldades. Então o Estado cresceu, a máquina pública de forma desenfreada e hoje sofre consequências. Junto com isso, o governador do Estado, Pedro Taques vendeu um governo que ele não pode entregar para a população e se esquiva quando se trata de falar daquilo que prometeu e não cumpre. A soma da falta de gestão, com a falta de credibilidade, dentro de Mato Grosso está causando um enorme caos político, onde as pessoas passaram a desacreditar.

CO Popular- A PEC do Teto vai afetar os municípios do estado?

Janaina Riva- Sim. Os municípios que não aderirem vão sofrer as consequências que do Estado ter aderido. Principalmente, com relação ao funcionalismo público. Quando você fala da PEC do Teto, você não faz um cálculo do que isso pode impactar na vida do sociedade mato-grossense. Creio que o reflexo vai atingir os municípios e alguns podem adotar a mesma medida no âmbito da administração municipal e que com certeza isso ocasionaria um impacto maior.


“A Câmara precisa ser independente, não é marionete do poder Executivo”

Centro-Oeste Popular- O senhor acha que a abertura Comissão Parlamentar de Inquérito(CPI) fará um trabalho sério de investigação sobre o prefeito Emanuel Pinheiro?

Felipe Wellaton- A CPI ela foi composta por nove assinaturas. Percebemos uma manobra. Uma indicação do membro e do relator, para que a CPI seja conduzida de uma forma que surge aos nossos olhos com certa preocupação e que isso possa atrapalhar as investigações.

CO Popular- De que forma isso poderá atrapalhar?

Felipe Wellaton – A CPI é um instrumento de investigação. É lógico que o poder das convocações e até da condição da CPI, está nas mãos do presidente Marcelo Bussiki, autor do requerimento. Contudo esperamos que o relator e o membro, solicitados pela presidente da Câmara, possa fazer um trabalho sério. Mas percebemos uma manobra política que atrapalha as investigações, visto que essas pessoas não teriam legitimidade para assinar essa CPI, tem em vista que não fizeram isso antes do protocolo.

CO Popular - E como o senhor vê o fato da relatoria ficar para um vereador da base do prefeito Emanuel Pinheiro?

Felipe Wellaton – Ruim. Por que essa proposição foi feita desde agosto. Os vereadores tiveram dois meses e meio pra assinar a CPI, e nenhum quis fazer essa investigação. Muitos alegaram até o fato de que não é papel do vereador investigar. Para minha surpresa que todos investigaram agora o prefeito. Mas é estranho para sociedade, a gente vai continuar fazendo nosso trabalho de combate de defesa.

CO Popular – Nessa situação, acredita que manobrou para ocupar cargos na comissão e blindar o prefeito?

Felipe Wellaton- Não é a fala que eu disse pra você. Não falei dessa forma. O que falo é que sou estranho. Um movimento que aparentemente, uma CPI proposta por nove vereadores, em que os nove vereadores não participam. Pensa você, você faz o requerimento, propõe à investigação do prefeito, mas nenhum dos nove vereadores a não ser o presidente que por lei, por ter feito o requerimento, preside a CPI. É muito estranho, os outros oito vereadores não fazerem parte desta comissão seja como membro ou como relator. Percebo uma proteção, um protecionismo muito grande do prefeito.

CO Popular- Vereador o senhor não teme ter dificuldades para colocar projetos, indicações e práticas de vida ao fazer oposição ferrenha ao atual prefeito?

Felipe Wellaton –Não tenho medo. Os projetos serão bons pra Cuiabá e tenho certeza que serão aprovados. E caso não sejam aprovados, meu papel é de fiscalizador e vou fazer para sociedade cuiabana e inclusive levantando pautas que precisam ser levantadas.

CO Popular - Como o senhor analisa a decisão do prefeito em abrir mão das emendas em benefício da saúde estadual?

Felipe Wellaton- O prefeito já cometeu um grande erro no início da gestão falando que ia aportar o pagamento das filantrópicas e depois cobrar o Governo do Estado. Ele não teria competência para isso. A saúde está um caos tanto na esfera estadual e municipal, isso está claro. A prefeitura municipal acabou de assinar um contrato de R$ 6 milhões com uma empresa de Alagoas investigada pela Polícia Federal. O Governo do Estado

não faz o repasse dos filantrópicos dos hospitais regionais, ou seja a gente vive um caos na saúde com grandes gastos em outras pastas como, por exemplo , a da Comunicação.

CO Popular- Com relação as medidas tomadas referentes ao pronto socorro, como o anúncio de mandar os pacientes para o interior . Qual a sua avaliação sobre a questão? Concorda, não concorda? Como o senhor vê essa questão do pronto socorro?

Felipe Wellaton –O Sistema Único de Saúde é um sistema nacional. Aí faço uma pergunta para população mato-grossense, isso é humanização? É lógico que essa conta para nosso hospital, para nosso pronto socorro, é uma conta que o município de Cuiabá não aguenta pagar sozinha. Dependemos, do Governo do Estado. É preciso ter esse diálogo entre os poderes. Agora é o prefeito da capital do Estado de Matogrosso fazendo uma declaração, que os pacientes anteriores devem voltar, é um ato que vai contrário a vida, a humanização da gestão. Isso sou totalmente contra.

CO Popular- Com relação ao pleito de 2018, o senhor tem pretensões de disputar algum cargo ano que vem?

Felipe Wellaton- Meu partido me convidou para participar do pleito em 2018. Mas ainda não decidi, não é esse projeto que coloquei em pauta na minha vida. Estou trabalhando por Cuiabá. Agora é uma informação muito mais das pessoas e da imprensa do que propriamente uma decisão minha. Acho que a gente tem que focar no trabalho, e logicamente o trabalho irá aparecer na população cuiabana e mato-grossense.

CO Popular - Como o senhor vê os trabalhos nesse período na Câmara Municipal? Qual a sua avaliação sobre a atual legislatura?

Felipe Wellaton- Precário. Estamos com quadro de servidores comprometidos, temos dificuldades no trabalho, falta de assessoria jurídica, de imprensa. Apesar disso, o trabalho do vereador não para, pois ele continua fazendo as indicações, protocolando requerimentos, indo nas sessões. È isso que a sociedade cuiabana espera de um vereador ativo e estou fazendo dessa forma.

CO Popular- Qual é a avaliação que o senhor faz da gestão do Justino Malheiros? O que precisa melhorar?

Felipe Wellaton- A câmara precisa ser independente, precisa fazer o trabalho legislativo. A Casa de Leis não é marionete do poder Executivo. A câmara tem poder de fiscalização e precisa ser respeitada.

CO Popular- Em sua opinião, qual é o sentimento que a câmara precisa ter pra tirar essa imagem de ‘Casa do Horrores’, ‘Casa dos Escândalos’?

Felipe Wellaton- Quando a sociedade fica sabendo dos escândalos através da imprensa, percebe-se que uma falta de gestão em uma continuidade de outras gestões é um vício. Não faço parte de nenhuma casa que se chama Casa dos Horrores, Casa dos Artistas. Faço parte da casa do povo. Sou vereador de Cuiabá e tenho muito orgulho de ser. Vou fazer meu trabalho em prol da população cuiabana, sem rotular negativamente, a casa dos nossos trabalhos


“A insuficiência de recursos obriga o prefeito a estar constantemente em busca de parcerias”

Centro-Oeste Popular- Os municípios de Mato Grosso presentam muitas dificuldades financeiras. Qual é a situação atualmente ?

Neurilan Fraga- As dificuldades financeiras atingem a maioria das prefeituras que enfrenta, diariamente, desafios para atender as demandas da população, pois faltam recursos para investimentos e para cumprir os compromissos básicos da administração. A situação desesperadora que os municípios estão vivenciando ainda é maior pela forma como é distribuído o bolo tributário nacional. Essa divisão é feita através do injusto Pacto Federativo em vigor, que não atende as expectativas e as necessidades dos municípios, que ficam com menos de 14% de todos os tributos arrecadados no Brasil. Já a União concentra em seu poder mais de 60%, além de que 100% de toda a receita de taxas e contribuições ficam nos cofres do governo federal. A falência financeira dos municípios agrava-se ainda mais, com os atrasos dos repasses financeiros da União e, principalmente dos atrasos sistêmicos do governo do estado para os 141 municípios referentes a programas essenciais em vários setores da administração pública.

CO Popular- Quais as áreas mais afetadas nos municípios com a instabilidade financeira?

Neurilan Fraga- Todas as áreas do poder público são afetadas, pois dependem de recursos para investimentos. Podemos citar alguns setores estratégicos, comosaúde,

educação, assistência social e infraestrutura, considerando a importância dessas áreas para a comunidade, principalmente para a parcela mais carente que necessita da presença atuante do poder público. Diariamente ouvimos reclamações de prefeitos, que são constantemente cobrados pela população. Os gestores estão ficando sem saída para atender as demandas, cada vez mais crescentes.

CO Popular- Uma das áreas mais afetadas nos municípios é a saúde. Vidas estão sendo perdidas pela falta de investimento nesta área?

Neurilan Fraga-- O direito à vida é assegurado constitucionalmente, mas frequentemente testemunhamos a negligência governamental com esse preceito legal. Os atrasos no repasse de recursos pelo Governo do Estado são constantes eos municípios não têm mais condições de esperar, pois a demora na quitação dos repasses está comprometendo o atendimento à população. Os problemas foram acumulando e resultaram em hospitais fechando as portas, unidades de saúde sem profissionais suficientes, além da falta de médicos, medicamentos, equipamentos e até mesmo de insumos, entre outras deficiências. Os atrasos são preocupantes, pois penalizam a população, principalmente os mais carentes que dependem, exclusivamente, do sistema público de saúde.

CO Popular- Quais as medidas drásticas estão sendo tomadas para os municípios não deixarem de prestar serviços aos cidadãos? Estão sendo feitos cortes para cobrir áreas mais essenciais?

Neurilan Fraga- O corte de despesas tornou-se uma medida administrativa constante na gestão dos municípios mato-grossenses. A crise financeira, que se agravou nos últimos anos, atingiu em cheio as administrações municipais, que necessitam de ajustes periódicos para evitar o colapso financeiro. Quando assumimos, em 2015, num momento em que a crise já afetava os municípios, sugerimos várias medidas de austeridade, como redução de salário do prefeito e vice-prefeito, de cargos comissionados (DAS), da remuneração dos cargos remanescentes, de horas extras para servidores efetivos, entre outras medidas que foram adotadas por várias prefeituras. Nesta gestão, os prefeitos que assumiram em janeiro, também já adotaram muitas providências, inclusive reestruturação administrativa, com redução de número de secretarias, entre outras ações.

CO Popular- Qual o atraso do Estado com os municípios?

Neurilan Fraga- Apenas na área da saúde, o Estado deve aos municípios R$ 103 milhões. O montante é referente aos programas de Atenção Básica, Farmácia Básica, Regionalização, Alta e Média Complexidade, Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e Programa de Apoio e Incentivo aos Consórcios Intermunicipais (Paici) nos anos de 2016 e 2017. Em relação ao Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Serviços (ICMS), que é um direito constitucional dos municípios, a AMM chegou a protocolar uma ação judicial para assegurar os repasses, que são constitucionais e devem ser realizados até o segundo dia útil da semana subsequente à arrecadação, conforme o art. 5º da Lei Complementar 63/90. Entretanto, nos últimos meses, a Secretaria de Estado de Fazenda está atrasando o repasse às prefeituras. Os municípios também estão tendo dificuldade no recebimento do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab). Desde junho deste ano, a

secretaria vem falhando quanto ao prazo para creditar os recursos nas contas das prefeituras. Em outubro foi registrado o atraso mais longo, sendo que os recursos referentes aos valores arrecadados em setembro, que deveriam ser repassados no dia 10 do mês seguinte, foram creditados apenas no dia 23 de outubro.

CO Popular- O senhor acredita que seja necessário ser tomada uma medida mais drástica para que os municípios sejam vistos como prioridade?

Neurilan Fraga- A AMM protocolou ação judicial contra a Secretaria de Estado de Fazenda e o Governo do Estado, para assegurar o repasse de recursos do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Serviços) aos municípios, como também os recursos da Saúde, Transporte Escolar e Fethab. A medida foi necessária, pois não está havendo repasse dos valores nas respectivas datas, o que vem gerando várias consequências em um período de extrema dificuldade financeira nos municípios. Por essa razão, a AMM entrou com a ação para que a justiça determine que o Estado cumpra o seu dever constitucional, quitando os débitos com as prefeituras, pois a demora na quitação dos valores está comprometendo o atendimento à população,até mesmos nos serviços essenciais. Cabe à Secretaria de Fazenda fazer os repasses dos valores do ICMS como também do Fethab, da Saúde e do Transporte Escolar aos municípios. A pretexto de que não houve arrecadação suficiente, o Estado não está repassando no prazo certo a quota parte pertencente aos municípios. É um direito que não pode ser retido, pois embora o Estado arrecade, os valores pertencem aos municípios.

CO Popular- Os prefeitos parecem sempre estar de pires na mão esperando a destinação dos recursos. Como gerir um município diante desta situação?

Neurilan Fraga- Gerir um município sem recursos é uma tarefa muito difícil, com enormes desafios diários, considerando que a receita não é suficiente para atender as atribuições, cada vez mais crescentes. A insuficiência de recursos obriga o prefeito a estar constantemente em busca de parcerias, para ter condições de fazer o mínimo necessário para atender as demandas da comunidade. Por isso é tão importante o engajamento dos gestores nas mobilizações que são realizadas constantemente em Mato Grosso e em Brasília, que visam a reivindicar mais apoio ao ente municipal. Participamos ativamente das mobilizações e já conseguimos vários avanços, porém a pauta de reivindicação é extensa e temos que continuar atuantes.

CO Popular- Como definir este momento que as prefeituras estão enfrentando e os prefeitos estando na linha de frente do contato com o cidadão?

Neurilan Fraga- O momento é de preocupação, pois apesar de todo o esforço, empenho e compromisso, os prefeitos não estão conseguindo atender todas as demandas da população. E temos que ressaltar que o prefeito é o agente público que está diretamente em contato com os munícipes, recebendo cobranças diariamente para melhorar a saúde, educação, estradas, assistência aos idosos e crianças, entre outras prioridades. Muitos gestores estão constantemente em Cuiabá e Brasília em busca de apoio para a construção de um posto de saúde, de uma creche, de uma estrada, pois a receita própria e as transferências constitucionais não são suficientes. Como ex-prefeito, tendo administrado um município por oito anos, entendo a angústia dos atuais gestores, principalmente daqueles que estão em primeiro mandato, pois a tarefa é árdua. Estamos

atentos a essas urgências e atuando fortemente na AMM para minimizar os problemas, que afetam a maioria dos municípios mato-grossenses.

CO Popular- Na última semana, a AMM realizou uma reunião entre os prefeitos de várias regiões e os parlamentares que integram a bancada federal e o representante do governo estadual. O encontro foi positivo uma vez que os deputados e senadores ouviram os prefeitos sobre a situação vivenciada por todos os municípios.

Os prefeitos decidiram que vão esperar até o próximo dia 30 de novembro, para que o governo do estado faça os repasses constitucionais do ICMS, Fethab e Transporte Escolar, conforme o compromisso feito pelo secretário Chefe da Casa Civil, Max Russi, durante a reunião. Os prefeitos decidiram não entrar com o pedido de afastamento do governador Pedro Taques junto a Assembleia Legislativa. A maioria preferiu esperar até o final deste mês para que o governo repasse os recursos atrasados. Com relação a área de Saúde, o débito é bem maior. Os prefeitos também vão aguardar os repasses prometidos e esperam que não haja atrasos. Os gestores alegam que, com a PEC dos gastos aprovada pela Assembleia Legislativa, o governo estadual terá mais dinheiro em caixa a partir do janeiro para quitar os débitos da saúde e não atrasar mais os repasses.

CO Popular- Como o senhor avalia o quadro político?

No campo político, a instabilidade é muito grande e certamente afetará as eleições do próximo ano. É bom ressaltar que tudo que está acontecendo, fará com que a população desperte e exerça o seu papel diante do processo democrático e eleitoral em 2018. Acreditamos que, pelo despertar da população, haverá uma grande renovação dos representantes políticos nos poderes Executivo e Legislativo, fortalecendo a democracia e provocando mudanças significativas no comportamento dos agentes políticos em geral. Essa transformação que se consolidará no país promoverá melhoras na situação econômica e financeira dos municípios mato-grossenses e brasileiros. No entanto, é necessário que os novos agentes políticos eleitos em 2018 assumam o compromisso de consolidar uma melhor distribuição dos impostos, com a aprovação pelo Congresso Nacional de um novo Pacto Federativo, mais justo aos estados e municípios e tão necessário para incrementar a receita municipal, garantindo maior autonomia financeira às prefeituras, pois no município é que vive o cidadão. Com mais recursos no caixa dos municípios, os seus gestores terão condições de prover serviços públicos de qualidade, seja na área social, saneamento básico, habitação, urbanização das cidades e ações de apoio à geração de emprego e renda.


“Assistência Social é um direito do cidadão e dever do Estado”

Centro-Oeste Popular- O programa Pró-Família, atende quantas mil pessoas em MT?

MÔNICA CAMOLEZI DOS SANTOS MELO- Atualmente o Programa atende 25.264 pessoas, distribuído em 58 municípios.

CO Popular - Qual a finalidade do Pró-família?

MÔNICA CAMOLEZI - O Programa Pró-Família foi criado pela Lei Estadual n.º 10.523/2017 e está sob a coordenação da Secretaria Estadual de Trabalho e Assistência Social. O programa prevê ações de transferência de renda com condicionalidades, articulada com outras secretarias estaduais e instituições não governamentais. O grande objetivo é desenvolver ações de forma integrada, que viabilizem o desenvolvimento social das famílias atendidas, para que superem a situação de vulnerabilidade e redução das desigualdades. Além da transferência de renda de R$100, o programa garante o apoio multidisciplinar e preferência nos cursos de qualificação e vagas de emprego. O monitoramento contínuo feito pelas agentes de saúde e assistentes sociais, que compõem a equipe técnica, é o maior benefício dado às famílias. As famílias beneficiadas podem fazer as compras em mercados em todo o Estado que estão aptos para receberem o cartão alimentação do programa Pró-Família. A rede credenciada está distribuída nos 140 municípios que aderiram ao programa Setas.

CO Popular- O Pró-Família pode ter que reduzir de 8% a 10% sua meta de atendimento até dezembro de 2018. Como ficará essa questão?

MÔNICA CAMOLEZI- A nossa meta é atender 15 mil famílias até o final de 2017 e chegar ao número de 20 mil famílias beneficiadas até março de 2018. O nosso objetivo é comemorar a saída dessas famílias do programa, com qualificação e uma condição de vida mais digna.

CO Popular- O estado tem quantas famílias em situação de vulnerabilidade social?

MÔNICA CAMOLEZI - Mato Grosso possui 123 mil famílias vivendo em situação de extrema pobreza. Essa não é uma estatística somente de Mato Grosso. O número de pessoas vivendo na pobreza no Brasil vem aumentando e deve chegar ao número de 3,6 milhões até o fim de 2017, segundo estudo inédito do Banco Mundial divulgado em fevereiro deste ano. Segundo o Banco Mundial, a atual crise econômica representa uma séria ameaça aos avanços na redução da pobreza e da desigualdade, e a rede de proteção social – como o Pró-família – tem um papel fundamental para evitar que mais brasileiros entrem na linha da miséria.

CO Popular- Quais os serviços de Assistência Social desenvolvidos pelas Setas?

MÔNICA CAMOLEZI - A Assistência Social é um direito do cidadão e dever do Estado, que provê os mínimos sociais realizadas através de um conjunto integrado de iniciativa pública e da sociedade. A operacionalização do Sistema Único de Assistência Social – SUAS se dá através da divisão de responsabilidade entre os três entes federativos.Neste sentido deve-se levar em consideração o principio da subsidiariedade pressupondo que as instâncias federativas mais amplas não devem realizar aquilo que deve ser realizado por instancias federativas locais, ou seja, a oferta dos serviços socioassistenciais se dá através dos municípios, exceto, em casos de oferta de serviços regionalizados, os quais ainda não são ofertados no Estado de Mato Grosso.As unidades de oferta dos serviços socioassistenciais são de responsabilidade direta das Secretarias Municipais de Assistência Social, como por exemplo, Centros de Referência em Assistência Social – CRAS, Centros Especializados em Assistência Social – CREAS, Centros de Convivência, Unidades de Acolhimento para Crianças e Adolescentes, Mulheres Vítimas de Violência, Adultos e Suas Famílias, Idosos, Pessoas com Deficiência em Residência Inclusiva, dentre outros.É de responsabilidade do Estado, organizar, coordenar, cofinanciar e monitorar o Sistema Estadual de Assistência Social, além de prestar apoio técnico e financeiro aos municípios na estruturação e implantação de seus sistemas municipais de assistência social.

CO Popular- Como tem funcionado o trabalho de cofinanciamento junto aos municípios na área da Assistência Social?

MÔNICA CAMOLEZI - A secretaria Adjunta de Assistência Social-SAAS, tem o papel de orientar, prestar apoio técnico aos municípios quanto à utilização deste recurso que repassado aos municípios através da transferência fundo a fundo. Este apoio e orientação são realizados através de: telefone, atendimento presencial agendado, por e-mail e quando é necessário também é feita a visita in loco. Portanto, este recurso pela analise das prestações de contas, é utilizado em sua maioria na prestação de serviços junto aos usuários do Sistema nos município. O trabalho desta secretaria e dentro das possibilidades que existem proporcionará melhor entendimento quanto à utilização dos recursos, diante do Decreto 99/2015 que rege toda a legislação desde o plano de ação (planejamento) ate a sua prestação de contas junto ao governo do Estado. Sobre o Cofinanciamento Estadual-FEAS, recurso este repassado aos 141 municípios para cofinanciar as ações, programas e serviços socioassistenciais nos municípios. Lembrando que este e a contrapartida do estado referem ao apoio financeiro homologado em lei que diz que a assistência social e responsabilidade dos três entes da federação. Este recurso é para as ações das Proteções: Básica e especial (média e Alta complexidade), benefícios eventuais e gestão do SUAS.

CO Popular- A Pasta irá ganhar uma “nova roupagem” em 2018?

MÔNICA CAMOLEZI- Estamos promovendo uma nova estruturação das pastas adjuntas de Cidadania e Trabalho, que serão fundidas e, nelas, será criada uma unidade técnica específica para fiscalizar a Parceria Público Privada firmada com o Consórcio Rio Verde Ganha Tempo. Atualmente, o Ganha Tempo está vinculado à secretaria adjunta de Cidadania e o Sine [Sistema Nacional de Emprego] está na secretaria adjunta de Trabalho. Com a fusão, a gente potencializa a ação. Ela fica mais estruturada, uma coisa conectada com a outra. Sem aumentar a despesa da secretaria.

CO Popular- Qual é o trabalho que a Setas tem feito pelo Lar da Criança?

MÔNICA CAMOLEZI - Mesmo que não seja obrigação direta do governo do estado de Mato Grosso se responsabilizar execução da política de acolhimento de crianças e adolescentes, a Setas/MT tem dado todo o suporte de estrutura física, recursos humanos, financeiros para manter as 11 onz ecrianças, adolescentes e jovens que hoje ainda se encontram acolhidos na Unidade.

CO Popular- Mato Grosso possui quantas crianças e adolescentes aptas para adoção? -

MÔNICA CAMOLEZI - Dados da Ampara relevam que Mato Grosso possui 64 crianças aptas para adoção, sendo 24 em Cuiabá. O Cadastro Nacional de Adoção (CNA) mostra 700 pretendentes para adotar.. Apesar do número de pessoas interessadas em adotar ser muito superior a quantidade de crianças, o perfil não agrada, já que a maioria das crianças não está dentro dos “padrões” idealizados pelos pretendentes, principalmente com relação a idade. Em 2016, 18 crianças e adolescentes foram adotados em Mato Grosso.

CO Popular- A atenção com a criança e o adolescente é uma das prioridades da Setas?

MÔNICA CAMOLEZI - Constituem-se usuários da Política de Assistência Social, cidadãos e grupos que se encontram em vulnerabilidade e riscos sociais, tendo como um de seus objetivos a proteção à família, à maternidade, à infância, à adolescência e à velhice. Neste sentido essas crianças e adolescentes são priorizados na Política de Assistência Social que prevê a sua inserção nos serviços, programas e benefícios ofertados. Atualmente, no Estado de Mato Grosso, existem 177 (centro e setenta e sete) CRAS, 43 (quarenta e três) CREAS e 75 (setenta e cinco) Unidades de Acolhimento para Crianças e Adolescentes, com número de atendimentos em torno de 30.979 crianças e adolescentes, sendo atendidas em suas diversas demandas e necessidades.

CO Popular- Como funciona o programa Criança Feliz ? Quantas cidades e crianças são atendidas pela iniciativa?

MÔNICA CAMOLEZI- O programa promove através de visitas domiciliares apoio as Gestantes e desenvolvimento integral de crianças de 0 a 3 anos beneficiárias do Bolsa Família e as de até 6 anos que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC). Com ações nas áreas de saúde, assistência social, educação, justiça e cultura, a iniciativa orienta as famílias sobre a melhor maneira de estimular os filhos. O objetivo do programa é apoiar a gestante na preparação para o nascimento da criança; ajudar as famílias na promoção do desenvolvimento saudável, integral e integrado das crianças, Fortalecer o vínculo afetivo e o papel das famílias no cuidado, na proteção e na educação das crianças; Estimular o desenvolvimento de atividades lúdicas; Facilitar o acesso das famílias atendidas às políticas e serviços públicos de que necessitem; levando em consideração estudos que apontam que os primeiros mil dias de vida são determinantes para a boa formação dos sistemas nervoso e imunológico infantil. Em Mato Grosso, 44 municípios aderiram ao programa e atende 6.650 crianças e/ou gestantes

CO Popular - O que está sendo feito para ampliar as unidades do Ganha Tempo?

MÔNICA CAMOLEZI - O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Trabalho e Assistência Social, MT Parcerias S.A. (MT PAR) e o Consórcio Rio Verde Ganha Tempo, firmaram uma Parceria Público Privada para a expansão do Programa Ganha Tempo no interior do Estado. A ordem de serviço é no valor de R$ 398.707.945,30. O Consórcio será o responsável pela gestão, operação e a manutenção de sete novas unidades do Ganha Tempo pelo período de 15 anos. A nossa meta é entregar uma nova unidade ainda em dezembro deste ano, com a inauguração de uma unidade na região do CPA; A unidade de Sinop será entregue em fevereiro de 2018; Rondonópolis em março, Várzea Grande em abril; as outras três unidades, Barra do Garças, Lucas do Rio Verde e Cacéres, serão entregues até setembro de 2018.

CO Popular- Mato Grosso tem saldo positivo de empregos este ano?

MÔNICA CAMOLEZI - Sim. A diferença entre o número de trabalhadores admitidos e demitidos com carteira assinada em Mato Grosso apresenta saldo positivo em 2017. Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados demonstrou que entre janeiro e agosto deste ano a diferença entre os dois indicadores ficou positiva em 29.010 vagas. Mato Grosso possui 29 unidades do Sine, distribuídas em 28 municípios. As unidades realizam a intermediação entre empregador e trabalhador. Os setores da economia que mais se destacaram em ordem decrescente foram o de indústria de transformação (mecânica, calçados, alimentação), serviços, construção civil e agropecuária.


“Abandono do tratamento, contribui para que os índices permaneçam alarmantes"

Jornal Centro-Oeste Popular- Quais os principais sintomas da Hanseniase?

Larissa Raquel Kchimel- Então podemos reforçar os principais sintomas da hanseníase que geralmente, ocasiona manchas esbranquiçadas em áreas como mãos, pés e olhos, mas também podem afetar o rosto, as orelhas, nádegas, braços, pernas, costas e perca de sensibilidade. E para que as pessoas fiquem atentas aos primeiros sinais procurem o tratamento o mais breve possível. É se a caso pessoas muito próximas forem diagnosticados com hanseníase também convém que procurem as UBS para ser examinados.

CO Popular- Quais as principais dificuldades para tratar os casos?

Larissa Raquel Kchimel- A dificuldade de diagnóstico, pois alguns sintomas podem demorar até 10 anos para aparecer. Outra é o preconceito, fator esse que impede que muitas pessoas façam o exame para identificar a doença e posterior tratamento. E uma terceira dificuldade que também está aliada a segunda, que é o abandono ou a não assiduidade do tratamento. Uma vez interrompido, muitas vezes é necessário iniciar do zero para garantir a cura. Lembrando a doença deixa de ser transmitida poucas semanas após ao início do tratamento.

CO Popular- O que é hanseníase? Como ela é transmitida?

Larissa Raquel Kchimel- Trata-se de uma doença transmissível, de notificação compulsória e investigação obrigatória em todo País. É transmitida pela Mycobacterium leprae, através das vias aéreas superiores em meio as secreções nasais, gotículas de saliva, tosse e espirro de uma pessoa doente e sem tratamento para outra. Aloja-se na pele e nos nervos periféricos, o que causa desde feridas, perda de sensibilidade no local das mesmas, incapacidades e até mesmo deformidades físicas.

CO Popular- Cuiabá tem alta incidência da doença. Por quê?

Larissa Raquel Kchimel- Mato Grosso é um dos Estado Brasileiro com maior índice de hanseníase. Diante disso, por Cuiabá ser a Capital e possuir a maior concentração populacional ela apresenta grande incidência. Mas cabe destacar como uma das principais causas o preconceito, o estigma que a doença carrega, a falta de conhecimento dos sintomas e consequentemente a busca pelo diagnóstico, e o abandono do tratamento, contribuem para que os índices permaneçam alarmantes. Cerca de 250 a 300 casos de hanseníase são diagnosticados a cada 12 meses na Capital. Diante dessa situação a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) por meio da Atenção Primária tem como uma de suas prioridades as ações de combate à hanseníase.

CO Popular- O que o Município tem feito para mudar essa realidade?

Larissa Raquel Kchimel- Estamos intensificando as capacitações para viabilizar abordagens mais inovadoras. Na última semana, como parte das ações de enfrentamento da hanseníase na Capital, realizamos a Semana de Combate à Hanseníase, capacitando os profissionais da saúde de todas as regionais para intensificar esforços contra a doença. O objetivo é intensificar a busca de casos ainda não identificados o diagnóstico precoce a redução de sequelas. Além disso, visamos à promoção da educação permanente através das capacitações aos profissionais de Atenção Primária à Saúde e o fortalecimento dos centros de referência.

CO Popular- Quais os tipos de serviços são oferecidos aos pacientes?

Larissa Raquel Kchimel- Todo respaldo necessário para que o tratamento possa ser concluído, que pode ser feito entre 6 a 12 meses, de acordo com o diagnóstico seja realizado de forma a proporcionar a cura da doença. Lembrando que ele é feito gratuitamente pelo SUS e a medição é disponibilizada em todas as Unidades Básicas de Saúde. Quando necessário é disponibilizado atendimento multidisciplinar ao paciente.

CO Popular- Onde as vítimas de hanseníase podem procurar atendimento?

Larissa Raquel Kchimel- Em todas as regionais da Capital há uma Unidade Básica de Saúde preparada para oferecer os tratamentos e os cuidados necessários para diminuirmos este triste índice que assola, não apenas Cuiabá e Mato Grosso, mas todo o nosso País.

CO Popular- O Estigma pode provocar depressão no paciente?

Larissa Raquel Kchimel- Sim, claro. Afinal, a alta estima desse paciente poderá ficar prejudicada e há também os sintomas, as manhas pelo corpo e outros danos que podem contribuir e ou evoluir para uma depressão. Por isso, nossa equipe está preparada para fazer um atendimento humanizado, observando as particularidades de cada paciente visando a sua cura.

CO Popular- A Hanseníase não é doença erradicável?

Larissa Raquel Kchimel- Todos os esforços realizados pelo Ministério da Saúde e pelas Secretarias de Saúde dos Municípios e Estados visam à erradicação dessa doença milenar. Precisamos de uma série de políticas públicas que venham ao encontro desse desejo. Precisamos divulgar a hanseníase para que as pessoas compreendam o que é essa doença e procurem uma unidade de saúde para fazer o exame e, caso positivado que cumpram corretamente o tratamento, só assim conseguiremos nos aproximar da erradicação dessa doença.


“A Secitec está prestando e vai prestar relevantes serviços para a população”

Centro-Oeste Popular – Quais os principais ações realizadas pela Secitec?

Domingos Sávio – A Secretaria de Ciências e Tecnologia tem várias ações, em várias áreas. Primeiro estamos aumentando de oito para 17 novas escolas técnicas estaduais, criamos o MT Enem, também estamos agora lançando o edital do Parque Tecnológico, uma obra de R$ 8 milhões que estava parada há muito tempo, em gestões passadas, e o governador Pedro Taques, através da Secretaria de Ciências e Tecnologia está tornando isso uma realidade. Então tem várias ações nesse sentido. Temos parceria também com

o Governo Federal para o Médio Tec, onde estamos ampliando e atendendo mais de 4 mil alunos em 50 municípios. São mais de 60 salas de aula com alunos. Enfim, são várias ações que nós temos com relação à Ciência e Tecnologia.

CO Popular – Qual a visão da Ciência e Tecnologia em inovação no Estado? Quais as ações que fortalecem essa visão?

Domingos Sávio – Nós estamos levando a Ciência e Tecnologia nos lugares mais longínquos do Estado, popularizando a Ciência e Tecnologia com ações como a Semana Nacional, como o Instituto Jovem Empreendedor, como a Mostra Nacional, parceria com a Unemat, com o Instituto Federal, com a Universidade Federal. Nós estamos popularizando através do Programa Células Empreendedoras que levam o espírito de empreendedorismo dentro das universidades. O Instituto Jovem Empreendedor que leva o espírito de empreendedorismo, de tecnologia, de inovação, nas escolas estaduais do Estado de Mato Grosso, já percorreram aí os quatro cantos do Estado. Estamos procurando através de bolsas de pesquisas, através da fundação de amparo às pesquisas de Mato Grosso, também fomentar aquelas ideias através de editais, que as pessoas se inscrevam nos editais, e isso tem acontecido, e tem aumentado os valores investidos nessas pessoas que se encaixam nesses editais de pesquisa, enfim, são ações como a 14ª Nacional onde fomentamos mais de 50 ideias, mais de 50 exposições de novas ideias a cada ano que passa.

CO Popular – O campus da Universidade Estadual de Mato Grosso, a Unemat, está sendo construído em Várzea Grande. Quando começam as obras? Como está essa situação?

Domingos Sávio – Primeiro conseguimos o mais importante, que é o local. Agora, é importante dizer que já estamos lançando agora no mês de novembro o edital para construção do Parque Tecnológico e o terreno está à disposição da Unemat, que tem uma administração financeira independente da Secitec, mas já conversei com a professora Ana de Renzo, ela quer o mais breve possível lançar, ainda no ano de 2018. A reitora me passou a informação que já determinou que fizesse o projeto para a Unemat e acredito que ainda em 2018 a Universidade do Estado de Mato Grosso será licitada. Lógico que tudo isso depende de recursos financeiros, não vamos falar uma coisa que não temos certeza que teremos os recursos financeiros, porque isso não é barato. O Governo do Estado já está aí investindo R$ 8 milhões no Parque Tecnológico, e a Unemat é uma administração independente e a reitora que vem fazendo uma belíssima administração já conversou conosco e disse que já estaria em andamento o processo da construção da Unemat aqui na Baixada.

CO Popular – A tecnologia é algo que por si só já interessa aos jovens. Como a Secretaria faz para popularizar mais e como as famílias podem auxiliar os jovens a terem mais interesse pela Ciência e Tecnologia?

Domingos Sávio – São ideias como essa que vimos aqui na 14ª Semana Nacional. Uma menina que transformou um liquidificador em uma máquina de cortar grama. Outro

aluno que transformou uma cadeira de rodas, ele fez uma adaptação e fez com que o cadeirante pudesse subir até meio-fio com aquela cadeira de rodas adaptando uma roda a mais na frente e até a forma dele se exercitar para movimentar aquela cadeira. São os alunos de biotecnologia que fizeram através da mandioca uma frauda descartável. São também os alunos da robótica que fizeram e desenvolveram um computador mais barato. Isso mexe e causa impacto diretamente na vida da população. São alunos que fizeram de uma cadeira de rodas, a mesma cadeira que leva a pessoa até ao toalete. São ideias inovadoras como essas, a ideia também da purificação da água, a ideia do tratamento do esgoto, que nascem nas escolas técnicas. A Secretaria vem incentivando essas ideias, através de políticas de incentivo, através de feiras, através de palestras, através de exposições, através de mostras como essas. Levamos até eles isso. Como as células empreendedoras, como a raqqa city, que surgiu várias ideias inovadoras e que após essas ideias concretizarem através das escolas, ofertamos ambientes de incubadoras, de living lab que obviamente fazendo com que essas ideias se tornem realidade o mais rápido possível.

CO Popular – E as famílias também trazendo os filhos para participar da Semana Nacional?

Domingos Sávio – É importante dizer que as famílias são partícipes disso. O aluno não consegue desenvolver isso sem o apoio da família. E pudemos ver nessa 14ª Semana Nacional que aqui as famílias em massa participando desse evento, incentivando as ideias inovadoras dos alunos nas suas casas, até que os projetos cheguem aqui para serem premiados.

CO Popular – Quais foram os principais destaques da Semana Nacional?

Domingos Sávio – Primeiro tivemos um recorde no número de participantes e é um sinal que ela vem crescendo a cada ano. Tivemos 25 mil pessoas participando. Os destaques foram realmente as ideias inovadoras, foram as células empreendedoras que fizemos junto com a 14ª Semana Nacional. Tivemos alunos das escolas técnicas das 8 escolas técnicas estaduais, que desenvolveram 11 projetos diferentes e que participaram dessa maratona. As ideias inovadoras foram aquelas que citei onde a aluna transforma um liquidificador em uma máquina, onde um aluno faz adaptações em cadeiras de rodas, onde tivemos a biotecnologia, a robótica, as palestras, as mesas redondas, os workshops, enfim, essas foram as inovações que fizemos em 2017.

CO Popular – O que são projetos como células, por exemplo, que aproximam as universidades e empresas dos desafios da Secretaria. São esses projetos em parceria que dão essa proximidade?

Domingos Sávio – Tivemos vários parceiros, como a UFMT, Fapemat e Unemat. São todas instituições de ensino e que tem um só objetivo de levar o ensino, a melhor qualidade de vida para a população. São parceiros como esses que nos propuseram que essa Semana Nacional fosse um sucesso. A intenção é justamente promover, agregar e fazer com que a população ganhe lá na frente com isso.

CO Popular – A Secretaria ainda tem o Circuito Jovem Empreendedor e tem o CAT. Esses dois projetos têm que foco?

Domingos Sávio – Hoje temos o CATs em aproximadamente 120 municípios do Estado, que são laboratórios de informática que a Secretaria de Ciência e Tecnologia conseguiu viabilizar e já solicitamos através de recursos e emendas parlamentares para que possamos renovar e ampliar o CAT. É um projeto que estamos inseridos em 120 dos 141 municípios do Estado onde temos um laboratório de informática nessas localidades. Seja em uma prefeitura, seja em uma escola municipal, em um batalhão, em uma escola estadual, em uma aldeia indígena, enfim, é a Secretaria levando a tecnologia, a inovação, a ciência, aos quatro cantos do Estado.

CO Popular – E o Circuito Empreendedor que leva a robótica 3D para as escolas do Estado?

Domingos Sávio – Através do Circuito Jovem Empreendedor levamos esse conhecimento para muitos alunos do interior do Estado, que cursam o ensino médio e que nunca tiveram contato com a robótica, com um óculos 3D, com um drone, com a impressora 3D e aproximamos esses alunos e dissemos: olha isso está muito próximo de nós, isso é uma realidade e vocês têm que tirar um proveito de um equipamento que está aí à disposição de vocês. Nós ensinamos esses alunos a manusearem isso, como esses equipamentos servem para as escolas estaduais.

CO Popular – O governo está planejando algum tipo de incentivo por meio de bolsas ou outro tipo de financiamento?

Domingos Sávio – O governo já dá bolsa para ideias inovadoras através dos editais. Em parceria com o Governo Federal, com a Fapemat, com o CNPQ. Tanto é que com essas parcerias nos proporcionaram criar o MT Ciência, que é uma carreta da ciência e tecnologia que vai ser entregue no mês de novembro para o Estado, um investimento de R$ 2,2 milhões.

CO Popular – Quais as expectativas da Secretaria para 2018?

Domingos Sávio – As expectativas são as melhores possíveis. O governador Pedro Taques vai entregar mais 8 escolas técnicas estaduais, vamos dobrar o número de alunos, entregamos agora recente a Buriti, que está pronta, ali na região de Chapada dos Guimarães, iremos a todo vapor com o MT Ciência e temos também a Fatec e a Unemat em Cuiabá. É um projeto do governador Pedro Taques que já nos determinou e foi aprovado e em 2018 a Secretaria vai dobrar de tamanho. Vai dobrar o número de atendimentos. A Secitec está prestando e vai prestar relevantes serviços para a população.

CO Popular – Quais os projetos que o governo estadual tem feito para estimular a ciência, tecnologia e inovação?

Domingos Sávio – Temos vários, como o Circuito Jovem Empreendedor, as células empreendedoras, o Parque Tecnológico que vamos licitar e o MT Ciência que vamos entregar em novembro para a população.

CO Popular – O senhor tem viajado e conhecido projetos de outros países. O que mais chamou a atenção e quais as experiências que a Secitec gostaria de ver acontecendo em Mato Grosso?

Domingos Sávio – Primeiro são os incentivos que os países dão para as empresas de tecnologia. Esse é o principal objetivo e que espero ser resolvido agora com a criação do Parque Tecnológico. Temos já um projeto de lei na Assembleia Legislativa, todo discutido com a sociedade, justamente para trazer incentivos e apoio para as empresas que queiram investir em Mato Grosso. Recentemente publicamos um decreto normatizando a criação dos parques tecnológicos, e aquelas empresas que se inserirem nos parques tecnológicos, que se adequarem no ambiente do parque, consequentemente elas terão incentivos por parte do Estado e por parte da Prefeitura de Várzea Grande.

CO Popular – A internet é um tema e em muitos cantos do Estado muitas pessoas não têm acesso a ela. O que a Secitec pode implementar em relação a isso?

Domingos Sávio – A internet é um problema não só em Mato Grosso, mas a nível de Brasil, principalmente nos Estados do Centro-Oeste. O que o Ministério da Ciências e Tecnologia tem a dizer é que foi lançado um satélite na ordem de R$ 2 bilhões. Nós como temos muita proximidade o ministro Gilberto Kassab, já estive com o ministro, pedi prioridade para Mato Grosso, o ministro ficou de nos colocar prioridades, principalmente na área da saúde, da educação e a tecnologia. Porque internet na área de tecnologia é importante para que possamos fazer agricultura de precisão. Mato Grosso é um estado eminentemente agrícola, e a demanda da agricultura de precisão é muito grande. Fora isso o Estado é atendido através do satélite terceirizado, que é o G Sat, que já vem sendo atendido várias escolas, que tem inclusive o CATs, os laboratórios de informática que nós temos. O que também solicitamos ao ministro Kassab e ele já deu sinal positivo é que onde tiver um CAT, ou seja, em 120 municípios, ele vai colocar um ponto do G Sat naquele laboratório. Tudo isso estamos apenas aguardando a questão burocrática para concretizar.


“Nossa meta é oferecermos a sociedade de MT, uma educação com mais qualidade científica, humana e social”

Centro-Oeste Popular - Qual o “raio-X” que o senhor faz da Educação em MT?

Edinaldo Gomes de Sousa- A educação básica da rede estadual de Mato Grosso vive um momento de transformação. Há um diálogo mais próximo entre Seduc e Escola. Conseguimos construir um sentimento de pertencimento. Os investimentos estão sendo feitos tanto nas estruturas físicas e pedagógicas das escolas, e, principalmente na valorização dos profissionais da educação. Portanto, a educação básica de MT, vive esse momento de transformação.

CO Popular - Quais os investimentos que estão sendo feitos no setor educacional?

Edinaldo de Sousa - A educação precisa ser pensada de forma ampla, é com esse pensamento que há um volume de investimentos em novas práticas educacionais: formação contínua para os professores, implementação de novas metodologias, escolas vocacionais, escolas em tempo integral e projetos educativos, essas ações tornam a escola mais viva, é preciso também, ofertar espaço adequado aos profissionais, para isso, serão investidos nos próximos dois anos, 360 milhões de reais.

CO Popular- Sobre a questão da infraestrutura das escolas do Estado, a pasta tem possui uma avaliação, um diagnóstico sobre as condições das unidades de ensino no Estado. Existem muitos problemas?

Edinaldo Gomes de Sousa- No início da gestão, fizermos um diagnóstico sobre o atual cenário da educação pública estadual. Detectamos a difícil realidade das escolas estaduais, uma vez que pelo menos 400 das 763 escolas precisam de reforma ou nova construção. Por isso, desenvolvemos o Programa Pró-Escolas para que possamos atender a demanda, mas para isso, foi preciso planejar de acordo com as prioridades e a precariedade de cada escola.

CO Popular- O aparelhamento da pasta também contribuiu para que a Educação no Estado chegasse ao patamar em que está hoje?

Edinaldo Gomes de Sousa- Esse quadro é resultado de um abandono histórico. Mas nós estamos focados e temos trabalhado para mudar essa realidade, priorizando os casos mais críticos.

CO Popular- Secretário, com uma diversidade tão grande entre os povos indígenas, em um estado que possui três biomas (cerrado, floresta amazônica e pantanal), como a Seduc vê e faz o trabalho de educação escolar dos povos indígenas em Mato Grosso?

Edinaldo Gomes de Sousa- Sem dúvidas é um desafio muito grande. Temos 71 unidades escolares indígenas, com uma média de 10.650 estudantes na educação básica, que são de 43 etnias diferentes. Sob os cuidados da Superintendência de Diversidades Educacionais, a Educação Indígena tem um currículo específico, voltado para a discussão e reflexão das práticas culturais dos povos, bem como projetos que valorizem a identidade, a língua e os conceitos. No ano passado, realizamos uma capacitação para mais de 300 profissionais que atuam nessas escolas. Foi um pedido deles, como forma de melhorar a qualidade do ensino ofertado nas unidades que estão distantes dos centros urbanos.

CO Popular- Quais são as ações estratégicas que estão sendo realizadas em Mato Grosso?

Edinaldo Gomes de Sousa- A grande estratégia da Seduc é o Programa Pró Escolas, já que a iniciativa aborda quatro grandes eixos: Ensino - organização curricular, valorização profissional, formação continua, novas metodologias e didáticas, fico em Alfabetização, matemática e língua portuguesa; Estrutura (construção, reformas e ampliações das nossas unidades escolares), temos o compromisso de ofertar um ambiente adequado ao processo de ensino e aprendizagem; Esporte e lazer - valorizar e incentivar as práticas esportivas na escola, construir escolas vocacionais esportivas, com o objetivo de profissionalizar aquelas estudantes que tem vocação aí esporte; Inovação Tecnológica - realizar grandes investimentos em inovação tecnológica, superar o quadro de giz, preparar nossos professores e nossos estudantes para o mundo tecnológico. Essas são nossas ações estratégicas que já estão sendo realizadas é que acreditamos que proporcionará grandes transformações na educação básica de Mato Grosso.

CO Popular- Qual a meta que o Estado deseja atingir?

Edinaldo Gomes de Sousa- Nossa meta é, em pouco tempo, oferecermos a sociedade mato-grossense, uma educação com mais qualidade científica, humana e social, oferecer aos nossos professores, o melhor salário do Brasil. Fazer com que nossos profissionais e nossos estudantes tenham um ambiente agradável, acolhedor e adequado para o desenvolver de suas ações pedagógicas e, principalmente, que a sociedade mato-grossense tenha orgulho de ter seus filhos matriculadas nas nossas escolas públicas.

CO Popular - Um dos grandes problemas enfrentados pelo governo é a evasão escolar, em especial entre os alunos do ensino médio. Que ações o governo tem tomado para minimizar este problema?

Edinaldo Gomes de Sousa- O combate à evasão escolar é uma das prioridades da gestão, e também um dos objetivos do Programa Pró-Escolas, que dentro do eixo Inovação, lançou o aplicativo Mira Aula, o diário de classe eletrônico. No final do dia, os pais cadastrados recebem um SMS para alertar sobre a falta do filho na escola. A correção de fluxo tem como objetivo também, melhorar o relacionamento entre a família e as escolas, fazendo com que eles entendam a importância de estar presente nas salas de aula. O aplicativo faz parte de um projeto piloto e funciona em 240 escolas de Mato Grosso. Mas também, não podemos deixar de citar o programa Anjos da Escola, que vai usar da cultura de paz e de ações que visam melhorar a saúde dos estudantes para combater à evasão escolar. O programa vai fornecer consultas gratuitas, atendimentos de psicólogos, assistentes sociais, aumento de rondas escolas e parcerias com órgãos de segurança. O projeto de mediação escolar também se faz presente. Ele é um dos pilares do Anjos da Escola, que visa resolver os conflitos escolares por meio de ações educativas e preventivas, evitando ocorrências mais graves e ações jurídicas. O projeto é desenvolvido pela Seduc em parceria com o Ministério Público Estadual (MPE).

CO Popular- Especialistas que defendem que a escola tinha que ser mais “atrativa” para manter este aluno. Concorda?

Edinaldo Gomes de Sousa- Muitos jovens estão desacreditando na instituição, que deixou de ser atrativa aos olhos deles, por causa das estruturas precárias, falta de laboratórios, quadras esportivas, por exemplo, além de uso de novas tecnologias e didática de ensino. Temos discutido os desafios e perspectivas para a construção de políticas educacionais que visem à melhoria da qualidade do ensino e atuem para mudar essa realidade. Nós acreditamos que, com esse espírito de união, com as mudanças que temos proposto acerca do currículo, da formação e da avaliação, com o apoio dos profissionais da Educação, e com a melhoriado ambiente escolar, nós teremos uma escola mais atrativa, com menos evasão escolar, menos reprovação, e principalmente mais qualidade do ensino, mais conhecimento e aprendizagem.

CO Popular- Quais investimentos estão previstos para este ano?

Edinaldo Gomes de Sousa- Serão investidos em estruturas físicas 180 milhões, porém para, além disso, existem os investimentos em valorização salarial, formação continuada dos profissionais da educação, projetos educativos, entre outros,

CO Popular- Como estão as atividades realizadas na “Arena da Educação”?

Edinaldo Gomes de Sousa- Em menos de um ano de funcionamento, a Arena da Educação vem se destacando como um novo modelo educacional implantado pela Seduc em Mato Grosso, com o ensino voltado para o esporte. Os alunos dividem o aprendizado da grade pedagógico – português, matemática, história, etc – com a prática esportiva ofertada pela escola. Para o Ensino Fundamental serão ofertadas práticas de basquete, atletismo, skate, tênis de mesa e xadrez; para o Ensino Médio haverá o futsal e, para ambos os níveis, luta olímpica, judô, natação e vôlei de areia. E já estamos colhendo frutos desse ensino, nossos alunos estão participando de competições em nível estadual e nacional e voltando com premiações, é um resultado positivo e significativo, especialmente para eles que buscam um futuro no esporte. Mas, também, há aqueles alunos que estão se destacando em competições nas áreas de linguagens, como concursos de redação. Então, estamos colhendo os frutos dessa educação diferenciada, que conta com profissionais qualificados dentro e fora de sala de aula. A intenção da Seduc para os próximos anos, é aumentar o número de escolas desse modelo em outras cidades polos de Mato Grosso.


Cleuza Dias Leite “As políticas públicas para o tratamento do câncer de mama ainda são precárias”

Regina Botelho

Da Redação     

 

Cleuza Dias Leite é presidente da Associação de Apoio a Pessoas em Tratamento e Pós-Tratamento do Câncer de Mama de Mato Grosso, a MTmamma. Em entrevista ao Jornal Centro-Oeste Popular ela fala sobre a importância da prevenção do câncer de mama, doença que atinge homens e mulheres. Além disso, fala sobre os trabalhos realizados em prol das vitimas do câncer de mama, entre outros assuntos. Confira

 

 

Centro –Oeste Popular- Quais os trabalhos que estão sendo desenvolvidos pela

Associação de Apoio a Pessoas em Tratamento e Pós-Tratamento do Câncer de Mama de Mato Grosso, o MTmamma?

 

 

Cleuza Dias Leite- A MTmamma desenvolve dois tipos de trabalho. O primeiro é o de esclarecimento e informação realizado através de palestras, campanhas educativos, programa de orientação, entrega de panfletos além de levar as mulheres informações sobre o câncer de mama os cuidados com a doença. A segunda frente é o de apoio a mulheres e homens com o câncer de mama. Apenas 1% desses casos incluem os homens, então a instituição também presta apoio aos homens que queiram participar das atividades do MTmamma. Principalmente quando a pessoa recebe o diagnóstico da enfermidade, onde a autoestima da pessoa fica baixo. O medo de morrer é muito grande, então esse primeiro apoio psicológico de você receber, de acolher, de mostrar outros casos de pessoas que já passaram pelo tratamento é muito importante. Mostramos que todas as pessoas portadoras do câncer levam uma vida praticamente normal, que elas participam de terapias integrativas para elevar a autoestima, melhorando a autoconfiança. Além disso, as mulheres contam com aulas de meditação, ioga que ajudam a melhorar o equilíbrio da mente e do corpo. Fazem aulas de hidroginástica que é uma terapia laboral que ajuda a melhorar os movimentos. Todas essas atividades são realizadas por profissionais capacitados, que respeitam os limites de organismo de cada mulher. Esses trabalhos são concretizados de acordo com o laudo do médico explicando o que pode e não pode fazer. Temos também a dança do ventre. Contamos com o banco de perucas para as mulheres que perderam cabelo e que queiram usar uma peruca ou banco de lenços, aí fica a critério da pessoa. Temos orientação jurídica para as pessoas que às vezes não estão sendo tendo seus direitos respeitados. A Lei de 60 dias, ou até mesmo pra reconstrução mamária que também é assegurada por lei.  Esse apoio é fundamental pra quem acaba de receber essa noticia

 

CO Popular– Quantas mulheres em Mato Grosso são atendidas pela instituição?

 

Cleuza Dias- Nós atendemos basicamente as mulheres de Cuiabá. Em Cáceres, tem uma extensão, um grupo de pessoa que presta esse atendimento. Em Barra dos Garças e Primavera do Leste muitas pessoas fazem o tratamento. Os municípios de Alta Floresta, de Guarantã, Barra do Garças, e outros municípios buscam tratamento em Cuiabá e participam das atividades durante o período que estão no MTmamma. Elas recebem uma peruca emprestada. Hoje temos assistidas pelo MT Mama 230 mulheres. Esse número é variável, e infelizmente aumenta dia-a-dia. As assistidas são as que recebem de uma forma ou de outra as terapias, os serviços prestados pelo MTmamma.

 

CO Popular- – Neste ano, qual o objetivo da campanha Outubro Rosa?

 

Cleuza Dias- O toque. 90% dos casos descobertos do câncer de mama são através do autoexame. Por esse motivo, retornamos em 2017, com o toque ou apalpe-se. Primeiro passo que a mulher tem que fazer todos os meses pra ela conhecer o corpo dela. A partir daí encontrando alguma anormalidade, as mulheres devem procurar um médico, elucidar essa dúvida, fazer exame especializado, porque a maioria dos casos não é câncer. Porém, sendo câncer que elas descubram isso numa fase inicial, porque as chances de cura são bem maiores.

 

CO Popular – Em sua opinião, quais os desafios da mulher master colonizada ?

 

Cleuza Dias- O primeiro é aceitação. Porque tem mulher que não quer fazer uma reconstrução. Outras fazem tatuagem e fica muito bem com ela mesma. Mais o  importante é ela colocar na cabeça que ela está bonita, o restante as coisas se encaixam. Hoje o grande problema é você dar continuidade do seu tratamento, de ter apoio do sistema público de saúde nas suas revisões anuais. Quando você precisa de algum exame pra elucidar algum diagnóstico, alguma suspeita. Essas são as dificuldades encontradas na pós- mastectomia, pós- retirada da mama.

 

CO Popular – Como está o plano de políticas públicas para as mulheres atendidas pela instituição?

 

Cleuza Dias- Precário e muita resistência. Existe muita dificuldade e demora por parte da Central de Regulação. A liberação de exames para esclarecimentos é demorada e inda temos muitos problemas para se chegar ao mínimo do ideal.  Mas independente disso, trabalhamos para melhorar as políticas publicas de saúde, porém temos um retorno diferente daquilo que gostaríamos. Ainda almejamos por melhorias na qualidade do atendimento para a pessoa com câncer. Para pessoas com câncer paliativo, aqueles que comprovadamente não conseguem cura, tenham qualidade de vida e que sofram o mínimo possível em decorrência da doença. Lutamos por exames especializados, maior atividade no Sistema Único de Saúde.

 

CO Popular- Qual que é a programação do Outubro rosa?

 

Cleuza Dias- Uma extensa programação. No 12, de Outubro realizamos uma caminhada em prol da saúde das mamas. Dia 27, teremos um evento na praça  em prol da saúde das mamas também um trabalho de orientação, informação e serviços que durante todo dia. O mês de outubro será focado em palestras educativas, esclarecimentos em postos de saúde, escolas, hospitais, órgãos públicos, empresas privadas. A campanha será encerrada no dia 4 de novembro com um jantar, desfile das mulheres que passaram pelo câncer de mama e que superaram a doença. Será um evento emocionante e ao mesmo tempo com muita alegria, porque é comemoração da vida. O evento acontecerá no Cenário Rural.

 

CO Popular- Em Mato Grosso quantos casos da doença existem confirmados?

 

Cleuza Dias - A projeção é anual. Em 2016, foi uma projeção de 600 novos casos. Este ano, a média é de 700 novos casos. Esse número, aumenta dia-a-dia, não temos certeza se esse número está correto ou tá subdimensionado, mas o Instituto Nacional de Câncer, o Inca trabalha com dados, com informações e de repente não chega a informação no site, não é alimentado o programa. O instituto não tem essa informação correta, então se trabalha com dados que são alimentados no programa do site do Inca.

 

CO Popular – Há quantos anos existe MTmamma e quais são as principais conquistas durante esse período?

 

Cleuza Dias- A MTmamma existe desde março de 2009. A partir de 2010, foi institucionalizada e trouxemos o Outubro Rosa para Mato Grosso. É uma entidade que tem inscrição de utilidade pública reconhecida pelo Município, Estado e Governo. Temos uma vaga no Conselho Estadual dos Direitos da Mulher, que é importantíssimo para estar levando nossas reinvindicações, as necessidades das mulheres com câncer de mama. Temos registros no Conselho Municipal de Assistência Social e cada vez mais o respeito das pessoas, a seriedade no trabalho que a MTmamma vem executando e desenvolvendo. Uma projeção cada vez maior, mais principalmente com objetivo de levar esclarecimento, informação e reduzir a mortalidade que ainda é muito grande no Brasil.

 

CO Popular- A associação ela é filantrópica? Conta com ajuda?  Quem são os grandes parceiros da instituição?

 

Cleuza Dias – Filantrópica. A MTmamma é uma associação, sem fins lucrativos, que busca dar apoio a pacientes e familiares que já passaram ou estão passando pelo tratamento do câncer de mama, além de trabalhar na prevenção e informação da doença. Não temos nenhuma verba regular institucionalizada pública. A contribuição vem através da venda de produtos da MTmamma que neste ano será comercializada no Shopping Goiabeiras, Várzea Grande Shopping e Shopping Popular. Com a venda dos produtos, dos eventos que a MTmamma promove, com ajuda de alguns patrocinadores e associados, conseguimos alguma colaboração de serviços públicos do governo estadual, do governo municipal, da Assembléia Legislativa , através da Sala da Mulher. Auxílio que ao longo dos anos tem ajudado a MTmamma.

 

CO Popular- Qual a melhor prevenção ?

 

Cleuza Dias O alerta para o cuidado com a saúde das mamas. As mulheres com mais de 40 anos, têm que fazer a mamografia, mesmo sem sintomas. A mamografia ainda é o exame mais eficiente para detectar câncer no estágio inicial. É preciso que as mulheres façam o autoexame todos os meses 10 dias após a menstruação. Os homens, também podem fazer o auto exame a cada três meses. Esse cuidado deve ser realizado pela mulher pelo menos uma vez ao ano durante consulta com o ginecologista. Que elas tenham realmente esse cuidado com a saúde que faz toda a diferença na cura da doença.

 

 


“Estamos vivendo um momento de transição que espero resulte em dias melhores “

Centro-Oeste Popular- Qual o principal desafio da gestão?

Thelma de Oliveira- Nosso grande desafio continua sendo melhorar os serviços prestados a população, principalmente na saúde e educação. E nossa meta maior é tornar Chapada dos Guimarães referência em turismo sustentável, trazer progresso preservando nossas belezas e recursos naturais. Para isso, o primeiro passo é colocar a casa em ordem e tornar a prefeitura adimplente. Estamos engessados, com ótimas possibilidades e projetos, mas sem condições de captar recursos. Sem pagar ou renegociar as dívidas, sem prestar contas dos convênios passados, sem acertar tudo isso não é possível obter as certidões necessárias para receber os recursos de projetos estaduais e federais.

CO Popular- Sobre a Lei Orçamentária, qual a previsão para o próximo ano e vai ter alguma alteração?

Thelma de Oliveira- Este ano recebemos o orçamento pronto, apenas para executar. Para o ano que vem, realizamos um planejamento estratégico que pensou a cidade para a próxima década. Toda equipe foi mobilizada para fazer o PDI, o PPA e a LOAS, que estamos concluindo este mês. Formulamos o orçamento com alguma folga para não haver necessidade de suplementação. Todos os programas e prioridades definidos pela

comunidade foram incluídos no planejamento. Mantemos uma expectativa otimista por que vamos trabalhar para cidade progredir e assim aumentar a arrecadação.

CO Popular-Como é sua relação com a Câmara de Vereadores?

Thelma de Oliveira - A relação com os vereadores é ótima, de muito respeito, pontuada pela ética e seriedade. O apoio não é incondicional, é baseado no debate e convencimento. Os vereadores cumprem seu papel, eles cobram e fiscalizam tudo. A nossa bancada é coesa e, conforme o assunto que está sendo tratado, recebemos apoio de vereadores de outros partidos.

CO Popular-Prefeita como está a situação dos convênios no município?

Thelma de Oliveira - O setor de convênios foi um dos mais difíceis de organizar. Não encontramos papeis nem registros, tivemos que partir do zero. Recentemente descobrimos mais 60 convênios para regularizar. Estamos trabalhando, mas o desafio é grande, não se consegue da noite para o dia resolver pendências de anos.

CO Popular- De que forma o Governo tem ajudado Chapada?

Thelma de Oliveira - O governador Pedro Taques tem um carinho especial por Chapada dos Guimarães, sua mãe é moradora da Chapada, a família tem uma história com a cidade. Além de companheiro político, o governador é acima de tudo amigo da Chapada. Estamos recebendo apoio do governo do estado em todas as áreas, começando pela maior obra que a cidade já viu, que é a nova estação de tratamento de água. Esta obra estava parada e só foi retomada depois que o governador Pedro Taques assumiu. Vai ser inaugurada antes do final do ano por que o governo do estado priorizou. Além disso, temos o asfalto da estrada da Chapada e do Manso, ações importantes na educação como a escola de tempo integral, o projeto de uma escola técnica, a reabertura da Escola Buriti, Chapada foi contemplada com equipamentos agrícolas, títulos de regularização fundiária, que realizaram sonhos de pessoas que estão esperando há anos suas escrituras. O governador Pedro Taques é um grande parceiro de Chapada.

CO Popular -A saúde é um dos setores que mais recebem críticas. Qual a situação na cidade?

Thelma de Oliveira- A saúde continua numa situação bastante delicada. Além de todas as dificuldades conhecidas, ainda tivemos redução de repasses estadual e federal. É uma situação de crise em todos os municípios do país. Mesmo assim, avançamos no número de atendimentos nos postos de saúde e hospital, trouxemos o laboratório para o hospital, estamos adquirindo RX, ultrassonografia, assim como ativamos o atendimento odontológico. Ainda não inauguramos a UPA em razão de uma dívida com a Energisa, mas estamos trabalhando para isso.

CO Popular- Como a senhora analisa os escândalos envolvendo políticos na AL?

Thelma de Oliveira - Defendo as investigações, considero que nosso país está sendo passado a limpo e está dando um exemplo de como se resolvem os problemas numa democracia. É claro que isso afeta a credibilidade da classe política. Estamos vivendo um momento de transição que espero resulte em dias melhores para os brasileiros.

CO Popular- Qual a sua opinião sobre as delações do ex-governador Silval Barbosa?

R- Eu comungo com a visão do ministro Marco Aurélio Mello, que considera delação premiada como depoimento. Só não podemos admitir que os delatores utilizem politicamente as delações premiadas para atingir adversários políticos, como está fazendo o ex-governador de Mato Grosso.

CO Popular- O município sofre com a constante falta de água. O que a prefeitura tem feito para resolver a questão?

Thelma de Oliveira - Apesar de ter mais de 400 cachoeiras, a falta d´água na cidade é um problema crônico desde a fundação de Chapada dos Guimarães No período da seca os três pontos de captação não conseguem atender toda a demanda da cidade, é necessário captar água mais longe. Por isso, antes do final do ano Chapada vai receber a nova estação de captação e tratamento de água, a maior obra de sua história, que deve resolver o problema da falta dàgua pelos próximos 50 anos. Esta obra é fruto de uma emenda, de 10 milhões, que apresentei no final do mandato de deputada federal. Ela estava paralisada e só foi retomada depois que o governador Pedro Taques assumiu e priorizou, investindo uma contrapartida de cerca de 7 milhões. A inauguração da nova estação é a solução que a prefeitura e o governo do estado apresentam para resolver o problema da falta d`água em Chapada.

CO Popular- Qual a maior dificuldade que esta gestão está enfrentando?

Thelma de Oliveira - Recebemos a prefeitura das mãos de um interventor por que o governo anterior não cumpriu com o que preceitua a lei em diversos setores da gestão pública. Encontramos uma prefeitura desorganizada, com uma dívida inicialmente estimada em R$ 14 milhões, mas a cada dia descobrimos mais débitos. Hoje nossa dívida está beirando os R$ 20 milhões. Então nossa maior dificuldade é gerenciar essa herança. Mesmo assim, estamos pagando os salários e fazendo os repasses rigorosamente em dia, e até antes do dia 10. Estamos cumprindo nossos compromissos, mas infelizmente ainda não temos condições de investir.


“Trabalhamos para melhorar as políticas públicas em Cuiabá”

Centro-Oeste Popular- Quais são os projetos realizados pela pasta?

Wilton Coelho Pereira- O município de Cuiabá conta com 04 Centro de Convivência para Idosos (CCI) e 14 unidades de CRAS. Nesses locais, são ofertados, o serviço de proteção e atendimento integral à família e o serviço de convivência e fortalecimento de vínculos. O município conta ainda com o Programa Siminina que é realizado em 17 unidades de CRAS e Centros Comunitários e atende crianças e adolescentes, do sexo feminino, com idades entre 06 e 14 anos, que frequentam o projeto diariamente. As meninas participam de atividades lúdicas e culturais, como aulas de dança, teatro, cidadania e reforço escolar, entre outros. A proteção social especial de média complexidade atua no atendimento aos direitos violados e ofertados no Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS).

CO Popular- Quais são os projetos realizados pela pasta?

Wilton Coelho- Cuiabá possui atualmente 02 unidades de CREAS onde são ofertados, entre outros: serviço de proteção e atendimento especializado a famílias e indivíduos, serviço especializado em abordagem social, serviço de proteção social a adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa de liberdade assistida, e de prestação de serviço à comunidade; serviço de proteção social especial para pessoas com deficiência, idosas e suas famílias; serviço especializado para pessoas em situação de rua. A proteção social especial de alta complexidade ocorre quando da necessidade de acolhimento institucional.

CO Popular- Existe um levantamento de quantos moradores de rua existem em Cuiabá?

Wilton Coelho- Sim. A secretaria elaborou o Projeto Quero te Conhecer, em parceria com a Secretaria Municipal de Ordem Pública, através do Serviço Especializado em Abordagem Social em pontos estratégicos do município. O objetivo foi mapear e identificar à população em situação de rua para posteriormente em uma ação conjunta com as secretarias do Município, Ministério Público, Justiça Estadual, inseri-las no atendimento especializado ofertados na rede pública e privada de Cuiabá. Equipes dos CREAS “Centro e Norte” realizaram abordagens em praças, galpões/casarões, viadutos e rodoviária, a fim de discutir estratégias, levantar desafios e recomendações, objetivando a formulação de políticas públicas dirigidas para esse segmento populacional. Foram identificadas 133 pessoas vivendo em situação de rua na cidade de Cuiabá. Destas 125 aceitaram responder as questões do instrumento de coleta de dados utilizado no projeto.

CO Popular- O que o município tem feito para ajudar essas pessoas?

Wilton Coelho- Inúmeras ações. A primeira iniciativa foi identificar a população em situação de rua no município. Este trabalho continua sendo desenvolvido através da equipe do serviço especializado em abordagem social. No CREAS são ofertados os serviços de proteção e atendimento especializado a famílias e indivíduos serviço especializado em abordagem social, proteção social a adolescentes em cumprimento de

medida socioeducativa de liberdade assistida e de prestação de serviços à comunidade; proteção social especial para pessoas com deficiência, idosas e suas famílias; e serviço especializado para pessoas em situação de rua. Dispomos ainda de unidade de acolhimento institucional para aqueles que aceitam sair da situação de rua, onde é possível acesso a documentação pessoal e o benefício eventual de passagem intermunicipal ou interestadual para retorno a cidade de origem. A equipe da secretaria não tem medido esforços na busca de garantia de direitos deste segmento da população, desta forma esta finalizando o planejamento e procedimentos necessários para implantação do comitê intersetorial para elaboração da Politica Municipal para atendimento a população em situação de rua.

CO Popular - O município conta com quantas casas de apoio?

Wilton Coelho- Três. O albergue é uma unidade de acolhimento para pessoas em situação de rua, em trânsito, desabrigados, em abandono, etc. Na unidade é efetivado o acolhimento social objetivando resolver as necessidades imediatas, a inserção na rede de serviços socioassistenciais e nas demais políticas públicas através de encaminhamentos e orientações feitas por equipe especializada. Para esse atendimento disponibilizamos o Albergue Municipal do Porto, Albergue Municipal Manoel Miraglia, Albergue Distrito da Guia – Centro de Triagem e Acolhimento Emergencial. Cada Unidade tem capacidade de acolher 50 pessoas.

CO Popular- Quais são as politicas públicas desenvolvidas pela Secretaria?

Wilton Coelho - A Secretaria Municipal de Assistência Social e Desenvolvimento Humano, constitui órgão institucional de primeiro nível hierárquico da administração direta municipal, responsável diretamente pela elaboração e execução da política de assistência social no município de Cuiabá.

CO Popular- Cite os principais ganhos para a Ação Social

Wilton Coelho- Os principais ganhos são a produção e disseminação de informações e conhecimentos que contribuam para efetivação do caráter preventivo e proativo da política de assistência social, assim como para a redução dos agravos, na busca de garantia de direitos da população usuária.

CO Popular- Apesar dos avanços, o que ainda precisa melhorar no assistencialismo?

Wilton Coelho- Cuiabá está atualmente em gestão plena, tem a gestão total das ações de Assistência Social, o que incentiva o Município, a assumir a responsabilidade de organizar a proteção social básica e especial, devendo prevenir situações de risco por meio do desenvolvimento de potencialidades e aquisições, além de proteger as situações de violação de direitos ocorridas no município, por isso deve se responsabilizar-se pela oferta de programas, projetos e serviços que fortaleçam vínculos familiares e comunitários, sendo execução da gestão plena um dois maiores desafios.

CO Popular- Qual o número de famílias atendidas atualmente pela Secretaria? Qual a maior demanda?

Wilton Coelho- Mensalmente a média de atendimento nas unidades de CRAS é de 6.800 famílias ou indivíduos em situação de vulnerabilidade social. No contexto atual, com grande numero de desempregados, a maior demanda é por serviços de benefício eventual de alimentação e orientações para acesso ao mundo do trabalho.


“ A AL é uma instituição vitalícia, seus membros cometem deslizes, erros, mas o Parlamento não”

Centro-Oeste Popular – A Operação Descarrilho atrapalha a questão do governo terminar essas obras inacabadas?

Wilson Santos – A Operação Descarrilho foi uma necessidade para trazer luz aos bastidores da licitação e das relações inescrupulosas que o Governo Silval manteve com o Consórcio VLT.

CO Popular- O senhor pretende voltar à vida pública no próximo pleito? Tem algum cargo de preferência?

Wilson Santos – A princípio sou candidato à reeleição, pretendo renovar minha cadeira no parlamento estadual.

CO Popular – O senhor acredita que o governador Pedro Taques conseguirá se reeleger, apesar das dificuldades que vem enfrentando?

Wilson Santos – O governador Pedro Taques tem feito um governo muito bom, especialmente quando se analisa o contexto de crise, a maior crise da história republicana que o país vive, e ele tem mantido os salários em dia, tem garantido a reposição inflacionária aos 100 mil servidores, tem avançado como nenhum outro governador na infraestrutura do Estado, especialmente na área de transporte, tem dado passos importantes na educação, na saúde, tem uma relação republicana com o Parlamento, com os demais Poderes e instituições, goza de prestígio junto à sociedade e reúne todas as condições de ser reeleito, até com necessidade para concluir, completar políticas públicas iniciadas no seu governo.

CO Popular – Secretário, com relação às obras da Salgadeira, tem alguma novidade para continuidade das obras?

Wilson Santos – Tem uma ótima novidade, agora no último dia 11 de setembro foi dada a ordem de serviço e retomamos a obra e temos um prazo de 180 dias e vamos trabalhar muito para entregar essa obra dentro do prazo combinado com o Ministério Público Estadual e com o juiz doutor Rodrigo Curvo.

CO Popular - O senhor teve o nome envolvido na delação do ex-governador Silval, o que o senhor tem a dizer em relação a isso?

Wilson Santos – Olha, tranquilo, não tenho nenhuma preocupação em relação a isso, o próprio Silval disse que não fechou, não fez negócio nenhum comigo, não houve acordo nenhum comigo, e ele fez um processo de cooptação durante a campanha de 2010 na minha base. Ele é réu confesso em juízo, afirmou que cooptou o deputado Guilherme Maluf, da minha base, depois cooptou também o meu vice de chapa, o ex-deputado Dilceu Dal’Bosco, e também cooptou Júlio Campos. Então ele agiu de maneira indecente, indecorosa, desrespeitosa, e tentou me cooptar, fez a mim algumas propostas, eu não aceitei, e terminou a nossa conversa. Então é lamentável que tenha usado também dessas práticas indecorosas e criminosas na sua vida política.

CO Popular – A Assembleia Legislativa vinha retomando a credibilidade junto à população, e agora sofreu um novo “baque”, o senhor acredita que a Casa ainda poderá retomar a confiança da população? O que é preciso fazer para que isso aconteça?

Wilson Santos – A Assembleia Legislativa tem 182 anos. Ela é muito maior que qualquer deputado. A Assembleia é uma instituição definitiva, vitalícia, claro que seus membros cometem deslizes, erros, mas o Parlamento não. Eu tenho certeza que esse

episódio será superado e a Assembleia vai retomar o seu papel de caixa de ressonância da sociedade e de debater os grandes temas que interessam ao povo mato-grossense

CO Popular – Outro problema é o viaduto Clovis Roberto, com os alagamentos. O que a Secid tem feito para sanar esse problema?

Wilson Santos – Já realizamos a licitação, e pretendo dar a ordem de serviço ainda nesse mês de setembro. O projeto foi elaborado pela Universidade Federal de Mato Grosso, através da Faculdade de Engenharia Sanitária, teve o acompanhamento da Prefeitura de Cuiabá, teve também o acompanhamento dos técnicos da Secretaria de Estado das Cidades, um projeto muito bem elaborado, muito discutido, e que tenho certeza vai por um ponto final nos alagamentos daquela região e vai garantir com que o VLT possa usar o viaduto sem maiores problemas, e a população que vive naquela região possa ter mais tranquilidade com relação ao período chuvoso.

CO Popular – Como está o andamento para conclusão da Trincheira Santa Rosa?

Wilson Santos – Também em setembro daremos a ordem de serviço para retomar essa importante obra, fazer o acabamento, tem também uma parte de pavimento, toda parte de acessibilidade será feita. É uma obra importante, mais uma obra da Copa que o Governo Pedro Taques vem destravando.

CO Popular – O senhor espera que algum trecho do VLT fique pronto ainda na Gestão Pedro Taques? O que o governo vem fazendo para destravar essa obra?

Wilson Santos – Espero e temos trabalhado para que essa obra seja reiniciada, é claro que nessa Gestão Pedro Taques não há tempo suficiente para concluir, seria uma utopia anunciar isso, mas o importante é que haja uma definição de qual o caminho a seguir e temos trabalhado para uma solução definitiva desse caso.

CO Popular – O COT da UFMT o senhor disse que não daria mais prazos para conclusão, mas estabeleceu a entrega para o final do ano. Como está o andamento das obras?

Wilson Santos – Nós temos trabalhado diuturnamente nessa obra. Mais uma obra da Copa que conseguimos destravar e que com muito trabalho e com fé em Deus vamos entregar o Centro de Treinamento João Batista Jaudy até o final do ano, sim. Temos concentrado esforços nesse COT e estamos na fase de concretagem da pista, logo após essa fase que deve demorar mais um mês, no final de outubro estaremos colocando a parte do emborrachamento, e será a primeira pista emborrachada de todo Estado de Mato Grosso.


“Estamos trabalhando para coroar a humanização dos serviços na saúde”

Centro-Oeste Popular- Como é estar à frente da maior pasta municipais da Capital?

Elizeth Lúcia de Araújo- Embora seja delicado, pois trabalhamos com vidas e pessoas vulneráveis o tempo todo, ao mesmo tempo, é extremamente gratificante fazer parte desse processo de construção da Cuiabá 300 anos, que visa melhorias na qualidade dos serviços prestados, sempre prezando pela humanização e inclusão. Na Saúde, esses princípios instituídos pelo prefeito Emanuel Pinheiro, fazem a diferença na vida das pessoas, podendo inclusive salvar vidas. E estar frente a este processo na Secretaria Municipal de Saúde (SMS) é uma grande honra.

CO Popular- Como está o andamento das obras na Secretaria de Saúde?

Elizeth de Araújo- As obras que recebemos, 23 estavam paralisadas e 34 não iniciadas totalizando 57. Havia 06 em andamento entre elas, o novo Pronto Socorro e as Unidades de Atendimento 24 horas (UPA) Leste e a Oeste. Então seguindo uma das determinações do prefeito Emanuel que é de dar sequência às obras paralisadas ou inacabadas, concluímos a reforma do prédio da Vigilância Sanitária e iniciamos as obras de reforma e ampliação em 19 Unidades Básicas de Saúde (UBS). O montante para isso foi de R$ 1,5 milhão oriundos do Fundo Nacional de Saúde (FNS). A policlínica do Coxipó e a reforma do telhado e do quarto andar do Hospital e Pronto Socorro Municipal de Cuiabá (HPSMC) também estão sendo realizadas, porém com recursos da própria gestão. Além disso, estão no projeto a construção de um Centro de Atenção Psicossocial Álcool e outras Drogas (Caps AD III) que funcionam 24 horas por dia, e duas Unidades de Acolhimento. Em relação às UBS, serão construídas 14. Além destas, outras 14 serão reformadas e 11 ampliadas; 16 serão reformadas e ampliadas. A previsão é de que todas serão lançadas até o final de 2017.

CO Popular- O que a secretaria tem feito para atender pessoas que não tem acesso a atenção Básica de Saúde, a exemplo a Zona Rural?

Elizeth de Araújo- Pensando em levar a humanização dos nossos serviços nas comunidades rurais, fortalecemos o Programa ‘Consultório Itinerante’ e em apenas sete meses de gestão já percorremos mais de 5,5 mil quilômetros (km), levando cerca de 14 mil atendimentos de saúde a essas comunidades que estão fora das áreas de abrangência da Estratégia Saúde da Família.

CO Popular- Qual a estratégia que a SMS está adotando para ampliar a imunização da população?

Elizeth de Araújo- Estamos melhorando as estruturas das salas de vacinação e reforçando o chamamento da população para que compareçam às unidades de saúde a fim de regularizarem suas cadernetas de vacina em todas as faixas etárias. Além disso, por Cuiabá ser considerada área endêmica para febre amarela, estamos fazendo o monitoramento e disponibilizando doses em todas as salas de vacinação da Capital. Sendo na Regional Sul de segunda a sexta-feira. Também estamos mobilizando a população para outra importante campanha que é a de Multivacinação. Esta acontecerá em setembro, de 11 a 22 sendo o 16 o dia D de mobilização.

CO Popular- Sobre o SAE, como de fato está o atendimento da Unidade às pessoas que buscam o tratamento no local para doenças sexualmente transmissíveis?

Elizeth de Araújo- Por ser referência em atendimento contínuo e humanizado para pessoas soropositivas, com Hepatites Virais e IST em Cuiabá, e para outros municípios do Estado. O Serviço de Assistência Especializada (SAE) acaba acolhendo pacientes de Cuiabá e também do Estado. Para se ter ideia, cerca de 40 novos pacientes são diagnosticados por mês e iniciam o tratamento no SAE. De janeiro a maio deste ano, 144 novos casos já foram diagnosticados. Apenas em agosto foram confirmadas 18 casos de HIV, 32 Sífilis, 02 Hepatites B e 01 Hepatite C do total de 953 testes rápidos realizados pela unidade. Esses números totalizam uma média de 3500 pacientes mensais. Dessa forma, a equipe que é composta por médicos, dentistas, nutricionista,

farmacêuticos, assistentes sociais, psicólogos, enfermeiros, técnicos em enfermagem e técnicos de saúde bucal, trabalha incessantemente primando sempre pela dedicação e humanização nos atendimentos ofertados a todos estes pacientes. Além disso, os profissionais da Saúde trabalham de forma a conscientizar em relação à educação e prevenção em saúde visando à diminuição desses números.

CO Popular - Que outras medidas estão sendo implantadas para a conscientização, busca ativa e tratamento dos positivados com IST?

Elizeth de Araújo- Para evitar uma epidemia das IST em Cuiabá, especialmente da Sífilis, que é porta de entrada para o vírus do HIV, estamos trabalhando medidas para intensificar a conscientização da população sobre os riscos, investindo em medidas que dê celeridade aos diagnósticos e tratamentos às doenças. Diante disso, criamos um protocolo de atendimento que será aplicado nas redes de atenção primária, secundária e terciária da Capital. Ele consiste em um processo de acolhimento, diagnóstico, tratamento e cura dos pacientes que convivem com essas doenças infecciosas por meio da capacitação de profissionais da enfermagem. Nosso objetivo é diminuir esse número preocupante e oferecermos o melhor atendimento que possibilite qualidade de vida a estes usuários do Sistema Único.

CO Popular- Recentemente vocês anunciaram uma parceria com o Hospital Júlio Mulher para dar celeridade aos procedimentos de cardiologia do SUS, como funciona?

Elizeth de Araújo- Assinamos um termo de cooperação técnica com o Hospital Universitário Júlio Muller (HUJM), em julho, com o propósito de diminuir a fila de espera e a demanda reprimida de cardiologia, ortopedia pediátrica e otorrinolaringologia. A parceria instituiu o primeiro ambulatório de cardiologia do Município e os pacientes realizam, num único local, consultas, exames e o agendamento do procedimento recomendado pelo diagnóstico médico. Além disso, com o ato, reduzimos os números de questões judiciais já que estas são especialidades que geram uma grande demanda. Isso deverá reduzir consideravelmente a fila de espera num futuro próximo. Por outro lado, atacamos a demanda reprimida. Para se chegar à parceria identificamos, junto ao Hospital, a existência de estrutura física e equipamentos instalados para ofertar os serviços, porém um déficit de profissionais. Enquanto isso, o Município possui um número significativo de especialistas, sendo alguns do Centro de Especialidades Médicas (CEM) e do Hospital e Pronto Socorro Municipal de Cuiabá (HPSMC). A partir deste diagnóstico, foi elaborado um plano de trabalho e desde o dia 31 de julho está sendo executado.

CO Popular- Alguma outra ação para diminuir a fila de cirurgias?

Elizeth de Araújo- Com o objetivo de reduzir a fila de espera para procedimentos médicos relativamente simples e médios, realizamos sete ‘Mutirão de Cirurgias’ no primeiro semestre. Um deles realizado no Hospital e Pronto Socorro Municipal de Cuiabá (HPSMC) onde fizemos 34 procedimentos cirúrgicos, a grande maioria de média complexidade em ortopedias. Outro considerado simples ocorreu na Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá, onde foram realizadas 30 cirurgias de vasectomia. Estamos preparando outros para o este semestre.

CO Popular- E quanto à fila de exames, algo sendo feito para dar celeridade?

Elizeth de Araújo- É importante frisar que, desde o inicio do ano estamos trabalhando com uma força tarefa para sanar a demanda reprimida da Central de Regulação, exames e cirurgias em geral. Entregamos à população cuiabana três novos aparelhos de ultrassonografia de última geração. Um deles foi alocado no Ambulatório de Referência para Atendimento à Mulher (Aram) na Policlínica do bairro Planalto. Os outros dois aparelhos foram alocados no Centro de Especialidades Médicas (CEM) e na Policlínica do Coxipó. Os equipamentos foram adquiridos com recursos próprios e darão celeridade para os cerca de 45.570 pedidos de ultrassonografia geral que compunham a fila da Central Única de Regularização no mês de junho, incluindo atendimento infantil. Agora estamos formatando uma estratégia para reorganizar a fila de espera, obedecendo às urgências dos pedidos conforme classificação de risco do SUS.

CO Popular- Quais outras ações a secretaria está fazendo para se adequar ao plano de humanização do prefeito Emanuel Pinheiro?

Elizeth de Araújo- Estamos trabalhando com muito afinco para tornamos reais as metas instituídas no Plano de Governo do Prefeito Emanuel. Diante disso, além das ações que abordamos aqui, podemos citar a atuação da nossa equipe odontológica que por meio do ‘Programa Crescer Sorrindo’ já orientou mais de 6 mil crianças contra as doenças e agravos bucais auxiliando para que haja saúde da boca e dos dentes. Além disso, estamos implantando sistemas como o E-SUS e outros sistemas de gestão em saúde, que permite tanto os gestores quanto a população cuiabana, acompanhar os trabalhos nas unidades de saúde. Na Vigilância Sanitária estamos implantando o E-VISA que já está 50% encaminhado, após estar 100% concluído, o novo sistema permitirá a solicitação, realização e acompanhamento dos serviços via online. Tudo isso com atendimentos ágeis e oferecendo ao munícipe o conforto de realizá-lo de onde quiser. Esses avanços tecnológicos na SMS vêm para coroar a humanização dos serviços públicos na Cuiabá dos 300 anos, visando especialmente o bem estar e conforto da população cuiabana.


Parceria Pinheiro divulga as riquezas de Cuiabá nos EUA, e atrai investimentos para diversas áreas

 

A “venda” da Capital teve realmente resultados expressivos, que refletirá também diretamente na economia não só de Cuiabá, mas de todo Estado

 


Prefeito participou de uma reunião com o cônsul-geral brasileiro em Miami, Adalnio Senna Ganem

 

F1-Mário Almeida

 

F2-  Pinheiro fecha convênio de R$ 13 milhões com a Microsoft para a rede municipal de ensino

 

F3- Peemedebista buscou captação de investimentos com representantes do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em Washington DC

 

F4- Gestor municipal apresentou a cultura e o potencial turístico de Cuiabá durante visita a sede da Organização das Nações Unidas

 

Regina Botelho

Da Redação C/Assessoria

 

O prefeito Emanuel Pinheiro (PMDB) cumpriu extensa agenda nas cidades de Nova York, Washington e Miami, nos Estados Unidos, divulgando as potencialidades da Capital, e conseguindo grandes benefícios que garantirão melhorias em diversos setores para a população cuiabana.

Entre as principais conquistas do prefeito, está o convênio de R$ 13 milhões com a multinacional de tecnologia e informática, Microsoft.  O recurso será repassado ao Município em forma de produtos.

A assinatura do Protocolo de Intenções é fruto de um intenso trabalho de negociações e convencimentos que o gestor tem realizado nos Estados Unidos, buscando abrir as portas da Capital para o recebimento de recursos em diversas áreas. Por meio do compromisso, a rede municipal de ensino receberá a doação de softwares e o acesso gratuito, para professores e alunos, a diversos programas educacionais da multinacional. 

“Foi uma reunião que, como prefeito de Cuiabá, me deixou extremamente emocionado e empolgado por estar promovendo um ato inédito na história da Capital. Assinamos esse Termo de Cooperação para a Educação, onde vamos promover a transformação da nossa Capital, a construção do conceito de ‘cidades inteligentes’, e o desenvolvimento sustentável através da educação”, contou Emanuel. 

Uma das possibilidades oferecidas pelo acordo é a disponibilização da solução Office 365 (versão Educação). O software permitirá aos estudantes e educadores o acesso à exibição e edição de arquivo em Word (editor de textos), Excel (planilha de cálculos), PowerPoint (apresentação de slides), OneNote (bloco de notas dinâmico), e ferramentas baseadas na produção de documentos de formato não proprietário (OpenXML), que facilitam o aprendizado e desenvolvimento dos alunos. 

A “venda” da Capital teve realmente resultados expressivos, que refletirá também diretamente na economia não só de Cuiabá, mas de todo Estado, afinal, o aporte financeiro dos empresários americanos, depois de concretizado, tende a beneficiar economicamente todo Mato Grosso.

O prefeito esteve reunido com a Câmara do Comércio Brasil – EUA, onde ormas de investimento a fim de fomentar a economia cuiabana. O encontro aconteceu na cidade de Nova Iorque. A reunião foi marcada por um amplo e aberto diálogo que objetivou definir missões empresariais e articular iniciativas que estimulem o interesse de empresários tanto da nossa região, bem como dos Estados Unidos, a instalar-se em ambos os territórios, contribuindo diretamente para a prospecção de Cuiabá como um forte centro socioeconômico.

“Tivemos uma agenda altamente positiva para nossa terra, onde pude articular algumas propostas que vão ao encontro das nossas potencialidades. A exemplo disso, estamos planejando um grande seminário que será realizado em Nova Iorque, em abril de 2018, propositalmente no período que compreende as ações vinculadas aos nossos 299 anos. Este evento será acompanhado por empresários cuiabanos, com o intuito de promover a relação bilateral entre nossa cidade e os Estados Unidos. A premissa é atrair os olhos para o potencial econômico da nossa Capital, permitindo também que haja uma proximidade entre os investidores de ambas as localidades. Nesta ocasião, teremos um foco bem definido, que concentra-se em três pilares fundamentais, que são o agronegócio, o ecoturismo e a infraestrutura. A Prefeitura de Cuiabá e a Câmara do Comércio trarão dirigentes de instituições ligadas a estes setores para participarem do congresso e estamos entusiasmados com a possibilidade do surgimento de uma excelente relação econômica entre estas duas regiões”, afirmou.

Em Washington DC, Emanuel Pinheiro, participou de uma reunião com representantes do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O encontro foi realizado com a missão de tentar obter recursos, por meio da contratação de empréstimos ou a fundo perdido de projetos desenvolvidos pela instituição multilateral.

Na ocasião, o prefeito pôde apresentar para associados, conselheiros, consultores e especialistas da instituição financeira, a defesa dos diversos projetos que tem trabalhado para executar na capital mato-grossense até o ano de comemoração dos 300 anos. Durante o compromisso, o chefe do Executivo teve ainda a oportunidade de conhecer a visão institucional, instrumentos e processos de construção de projetos adotados pelo banco.

Ainda em Washington, o prefeito participou de uma reunião  com representantes do Banco Mundial. Uma das ideias debatidas com os representantes da instituição foi o plano de descentralização dos parques urbanos. Com o objetivo de ampliar as áreas de lazer para toda população, o chefe do Executivo tem buscado estender os locais de entretenimento, beneficiando, principalmente as regiões mais afastadas da área central. Conforme Emanuel, essa é uma medida que potencializa a política de democratização da gestão pública que tem sido adotado pela atual administração municipal. 

Na cidade de Nova Iorque, o prefeito também esteve no Consulado-Geral do Brasil, onde discutiu a difusão das potencialidades de Cuiabá nos Estados Unidos. No encontro, o gestor foi recebido pela cônsul-geral do Brasil, Ana Lucy Cabral Petersen, e pela vice-cônsul geral, Lucia Maria Maierá, quando o prefeito  procurou envolver o corpo diplomático que atua no exterior na divulgação das ações dos 300 anos da cidade. 

A embaixadora se prontificou a ser uma facilitadora e colocou o consulado à disposição para apoiar as iniciativas de divulgação das pontencialidades de Cuiabá. Emanuel detalhou a proposta de inclusão das festividades dos 300 anos da Capital no calendário oficial da organização, e na Câmara do Comércio Brasil-Estados Unidos, no qual foi debatido investimentos para a Capital.

“Pudemos expor todo nosso ideal, nosso desejo e sonho de propagar a arte, a cultura e o turismo da Cuiabá dos 300 anos. Fomos muito bem recebidos pela cônsul-geral do Brasil, Ana Lucy, e ela se dispôs a nos ajudar e nos apoiar dentro do limite e dos critérios pré-estabelecidos. Assim, poderemos daqui para frente construir todo esse projeto que visa divulgar a nossa cidade e todo seu potencial para o mundo”, explicou o prefeito.

 

Cultura e turismo destacados

 

Rica culturalmente, e com um potencial turístico a ser explorado, Cuiabá tem muito a oferecer em ambos os setores, e foi isso que o prefeito Emanuel Pinheiro procurou mostrar durante visita a sede da Organização das Nações Unidas (ONU), ainda em Nova Iorque. Na oportunidade, o gestor, em companhia do secretário extraordinário dos 300 anos, Júnior Leite, apresentou as riquezas cuiabanas para a presidente do Portugueses Languege Institute da ONU, Rosely Saad, para a presidente do United Nations Staff Recreation Council, Tainá Glaudia, e também para o diretor de Eventos Especiais, Gordan Framer.

A visita também serviu para que fosse buscada uma parceria para a inclusão das ações dos 300 anos da Capital no calendário oficial da ONU. Conforme o prefeito, a partir de agora a próxima etapa será o envio do projeto oficial, para que sejam feitas novas deliberações e, posteriormente, passe pela aprovação final da Organização. Ele destaca ainda que, além de potencializar o turismo e criar um viés econômico, gerador de emprego e de desenvolvimento para a Capital, todo o plano está sendo montado pensando em explorar ao máximo a beleza, arte e as riquezas históricas, abrindo as portas de Cuiabá para o mundo.

O gestor ainda esteve no Central Park, em Nova Iorque, visitando as instalações e conhecendo a logística de funcionamento do SummerStage, o maior festival de cultura grátis ao ar livre da cidade americana. Para Emanuel Pinheiro, a ida até o local é um importante passo para que, no ano de comemoração dos 299 anos da capital mato-grossense, a arte e cultura cuiabana sejam ampliadas para o resto do mundo. A intenção do prefeito é abrir as portas para que já no próximo ano artistas regionais possam fazer parte da programação do festival. Além disso, trazer o SummerStage para Cuiabá durante as comemorações dos 300 anos, por meio de um elaborado projeto e contando com parcerias.

Já em Miami, Emanuel Pinheiro, visitou o ateliê do artista plástico brasileiro, Romero Britto, em Miami, nos Estados Unidos. O encontro contou com a presença da primeira-dama, Márcia Pinheiro, e do secretário extraordinário dos 300 anos, Júnior Leite. Na oportunidade, o prefeito pode trocar informações e expor aquilo que tem planejado para potencializar a história e arte cuiabana. 

“Acima de qualquer coisa, sou primeiramente um cuiabano nato. E como um apaixonado por essa cidade, onde nasci e cresci, não poderia deixar de trazer comigo todas as riquezas que nossa Cuiabá tem e buscar abrir as portas para que o mundo também tenha o prazer de conhecer nossas belezas, nossa arte e a esplendorosa cultura”, expressou.  

Durante a articulação, o gestor deixou em aberto a possibilidade da criação de uma obra artística exclusiva em alusão aos 300 anos e também da realização de um workshop para artistas cuiabanos. “Estou muito feliz em receber o prefeito Emanuel Pinheiro e toda sua equipe. Posso dizer que adorei ser convidado para participar dessa data tão importante para Cuiabá e será um prazer estar na cidade”, afirmou Romero Britto.

E para fechar com chave de ouro a verdadeira peregrinação nos Estados Unidos, Emanuel participou de uma reunião no Consulado-Geral do Brasil em Miami, com o cônsul-geral Adalnio Senna Ganem, quando encaminhou mais duas parcerias que resultarão em impactos positivos para o município. A primeira trata-se da criação do projeto “Cidade Irmãs”, unindo Cuiabá com a cidade americana Gainesville, localizada no estado da Flórida, para a troca de experiências na área educacional, cultural, econômica, e demais campos, contribuindo para o desenvolvimento sustentável das duas cidades. O “Cidade Irmãs” foi sugerido pelo próprio cônsul-geral e ainda está na fase inicial de construção.

A outra ideia é integrar Cuiabá no evento “Uma jornada por Experiências Brasileiras”, que acontece todo mês de setembro de cada ano, em Fort Lauderdale. Segundo o prefeito, já para o ano de 2018, a Prefeitura irá programar vários dias para apresentar nas comemorações uma exposição com o tema “Cuiabá dos 300 anos”. O objetivo é levar para o festival todas as maravilhas da arte, cultura e gastronomias, já eternizadas ao longo dos 300 anos de história de Cuiabá. 

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Fábio Garcia “Deputados federais e senadores vêm trabalhando incansavelmente para ajudar o Governo do Estado”

Fabio Garcia é deputado federal pelo PSB-MT. Casado e pai de duas filhas. Garcia ingressou na vida pública em 2013 como secretário de Governo de Cuiabá. Braço direito do ex-prefeito MM, foi responsável pelo desenvolvimento de ações e projetos estratégicos para a Capital. Entre eles, o Porto Cuiabá, o Parque das Águas e o novo Horto Florestal. À frente da Pasta, conseguiu aprovar convênios e financiamentos que, juntos, somam mais de R$ 220 milhões para serem investidos em áreas prioritárias, como saúde, educação, infraestrutura, turismo e cultura. Com um novo olhar sobre a política, Fabio Garcia priorizou o diálogo com a sociedade, estimulando a participação popular na administração municipal. Embora esteja iniciando sua vida pública, Fabio Garcia tem história na política. Ele é neto do ex-prefeito de Cuiabá e ex-governador de Mato Grosso, Garcia Neto, e sobrinho do ex-prefeito de Cuiabá e ex-deputado federal Rodrigues Palma.Fabio Garcia foi convidado pelo ex- prefeito de Cuiabá MM a ingressar no Partido Socialista Brasileiro (PSB), sua primeira legenda, foi a aposta do partido para a renovação política nas eleições de 2014 para deputado federal. Em entrevista ao Jornal Centro-Oeste Popular Garcia fala sobre o cenário do PSB, portabilidade da energia elétrica, entre outros assuntos. Confira.

 

Olho 1- “Dados mostram que 3.240 dos 5.770 municípios brasileiros contam com cobertura de até três prestadoras. Em situação pior estão os cidadãos de 1.792 municípios que contam com apenas uma prestadora de telefonia móvel.”

 

Olho 2- “Os parlamentares destinaram R$ 156 milhões em emendas que serão liberadas este ano. Deste total, R$ 80 milhões serão destinados para equipar o novo hospital e Pronto-Socorro de Cuiabá que atenderá toda a demanda do Estado.”

 

 

Olho 3 – “- Recebemos convite de vários partidos, mas estamos dialogando com mais constância com o DEM. Vamos aguardar, não tem nada definido ainda”

 

Regina Botelho

Da Redação

 

Centro-Oeste Popular- O senhor foi afastado da presidência do PSB. Agora, como fica a situação?

 

Fábio Garcia- Não vamos desistir do PSB. Vamos lutar até o fim para reparar a injustiça que foi cometida com a destituição de toda a Executiva Estadual. Construímos um partido forte, com inúmeras lideranças como prefeitos, vices, vereadores, quatro deputados estaduais, dois federais e um liderança da envergadura política do ex-prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes. Se não conseguirmos reverter à situação nosso grupo vai discutir uma alternativa em conjunto.

 

CO Popular- A Tendência é filiar no DEM?

 

Fábio Garcia- Recebemos convite de vários partidos, mas estamos dialogando com mais constância com o DEM. Vamos aguardar, não tem nada definido ainda, mas temos dialogado muito bem com os democratas. É importante ressaltar que qualquer decisão será tomada em conjunto.

 

CO Popular-  O senhor tem um projeto que trata da possibilidade de negociar a portabilidade da energia elétrica. Como funciona?


Fábio Garcia - O projeto essencialmente visa à abertura do mercado brasileiro de energia. Estamos discutindo o projeto na Frente Parlamentar Mista em Defesa das Energias Renováveis, Eficiência Energética e Portabilidade da Conta de Luz, com o Comitê de Gestão Socioambiental da Câmara dos Deputados (EcoCâmara)) e com a Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel). Se a proposta for aprovada o consumidor vai poder escolher o fornecedor de quem compra a energia. Hoje ele é obrigado a comprar da distribuidora de seu estado, ele não tem a opção de comprar de qualquer outro comercializador de energia elétrica no Brasil. O projeto busca abrir esse mercado, possibilitar, como ocorre na telefonia, que o consumidor possa escolher, no setor elétrico, entre os distintos operadores. Porém, é necessário um tempo de transição para abrir 100% do mercado. Em um primeiro momento, o projeto reduz as exigências para que os grandes consumidores, em geral indústrias, comprem energia livremente. Mas o objetivo da proposta é abrir gradualmente esse mercado para que, a partir de 2022, também o consumidor comum possa escolher de quem comprar, em um sistema de abertura total.

 

CO Popular- O senhor foi líder da bancada de Mato Grosso no Congresso Nacional. No período de sua liderança quais as ações em benefício a Mato Grosso que podem ser destacadas?

 

Fábio Garcia – Os deputados federais e senadores vêm trabalhando incansavelmente para ajudar o Governo do Estado a resolver os principais problemas de Mato Grosso. Os parlamentares destinaram R$ 156 milhões em emendas que serão liberadas este ano. Deste total, R$ 80 milhões serão destinados para equipar o novo hospital e Pronto-Socorro de Cuiabá que atenderá toda a demanda do Estado. Sem dúvida será o maior investimento realizado de uma só vez por meio de emendas para a saúde. Foi um acordo entre todos os deputados e senadores para que o novo pronto-socorro tenha os melhores equipamentos hospitalares e a população tenha um atendimento de qualidade. Participei de perto da elaboração do projeto do novo Pronto-Socorro de Cuiabá no período em que fui secretário da gestão do prefeito Mauro Mendes (PSB). Sem dúvida é a mais importante obra de infraestrutura de saúde pública de Mato Grosso nas últimas décadas. Serão mais de 300 leitos que serão disponibilizados para a população dos 141 municípios. Além da saúde, também serão investidos recursos de emendas na regularização fundiária. Outra ação importante da bancada foi a articulação para liberar milhões de reais da repatriação e o projeto que torna a liberação do FEX automática.  

 

CO Popular- Na semana passada a Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara Federal aprovou um importante projeto de Lei de sua autoria que universaliza o acesso a telefonia móvel em todo o país. O que prevê o projeto?

 

Fábio Garcia - Foi uma importante vitória, pois o Projeto de Lei  (7786/17) garante a toda população brasileira o acesso à tecnologia e à comunicação. Na prática o projeto obriga as prestadoras de telefonia móvel de um determinado local a disponibilizarem capacidade de conexão a usuários de outras operadoras que não cobrem aquela localidade. É importante destacar que a comunicação é um bem essencial ao ser humano, uma importante ferramenta de inclusão. Ela também possibilita serviços públicos de qualidade, emprego

e geração de renda.

 

CO Popular- Em Mato Grosso existem vários municípios que sofrem com o serviço precário ou até mesmo a ausência de sinal de celular e internet. Como resolver isso?

 

Fábio Garcia - Eu apresentei o projeto baseado na realidade de Mato Grosso, que não difere de outras localidades. A cobertura de telefonia móvel e internet não atingem os 141 municípios. Dados apontam que 17 municípios não possuem cobertura 3G e 41 possuem apenas uma operadora de telefonia. Dos 141 municípios, a Vivo está presente em 67, a Claro em 36, a Tim em 29 e a Oi em 23. O Projeto de Lei de minha autoria vai universalizar o acesso e acabar de vez com a desigualdade digital que deixa milhares de cidadãos mato-grossenses sem conexão com o mundo.

 

CO Popular- Quais os dados do país?

 

Fábio Garcia - Os dados mostram que 3.240 dos 5.770 municípios brasileiros contam com cobertura de até três prestadoras. Em situação pior estão os cidadãos de 1.792 municípios que contam com apenas uma prestadora de telefonia móvel. Nessas regiões, quando o cidadão se desloca de uma localidade para outra, como um município vizinho, é bem provável que fique incomunicável, uma vez que as operadoras de cada uma dessas localidades provavelmente serão diferentes.

 

 

 CO Popular- O senhor é presidente da comissão mista que vai analisar a Medida Provisória 784/2017, que trata do acordo de leniência. Como estão os trabalhos?

 

Fábio Garcia- A Medida Provisória amplia os poderes de punição do Banco Central e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e estabelece novo marco punitivo a instituições financeiras. Ela dá ao Banco Central e à Comissão de Valores Mobiliários o poder de assinar estes acordos com pessoas físicas ou jurídicas que confessarem a prática de infração. A medida é importante para modernizar a legislação brasileira neste setor e para dar mais segurança jurídica aos investidores estrangeiros. Além disso, prevê o aumento da cobrança de multas das instituições irregulares para até R$ 2 bilhões. Atualmente, o valor máximo da multa é de R$ 250 mil. Algumas alterações são fundamentais para que se consiga modernizar a nossa legislação, garantindo uma punição exemplar a quem cometer crimes. Assim garantimos também que a população seja protegida. Aprovamos recentemente o plano de trabalho e o prazo de vigência encerra-se em outubro, mas antes disso a comissão pretende ouvir representantes do Ministério da Fazenda, do Banco Central, da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), do Ministério Público, do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), entre outros.

 

CO Popular - Um dos pontos polêmicos da MP é o estabelecimento do acordo de leniência entre instituições financeiras e o Banco Central?

 

Fábio Garcia - Tecnicamente, a medida institui um novo marco punitivo aos bancos que cometerem delitos administrativos. Enquanto o Ministério Público (MP) afirma que a prerrogativa para investigação é deles, o Banco Central argumenta que o acordo de leniência versa apenas sobre infrações administrativas sem reflexos na área penal.

 

 


“É o melhor momento da história no que tange incentivo para o pequeno produtor”

Jornal Centro-Oeste Popular- O governador Pedro Taques destacou o trabalho que a Secretaria vem desenvolvendo de integração com outras secretarias. Como está sendo realizado esse trabalho?

Suelme Evangelista Fernandes- O trabalho é realizado de forma intersetorial com as demais pastas pois os programas de Governo dialogam entre si, como é o caso da Seaf e Sinfra com as estradas vicinais e o Fethab, e com a Seduc a cooperação técnica sobre as Hortas Escolares Rurais e o Programa de Alimentação Escolar a base de produtos da agricultura familiar.

CO Popular- A Seaf tem a meta de estruturar as Secretarias Municipais de Agricultura. Como será realizada essa estruturação?

Suelme Fernandes- Isso já tem ocorrido, entregamos notebooks, gps, mais de 45 veículos como caminhonetes, motos e carros para os consórcios intermunicipais e também para as secretarias de agricultura, sindicatos rurais, enfim estamos atendendo uma demanda de infraestrutura que os governos passados não tiveram a preocupação com a pauta e o atendimento do pequeno produtor. A atividade da piscicultura no Estado hoje vem crescendo vertiginosamente, mas falta ainda maior qualificação e facilidade de acesso a crédito para modernização no setor.

CO Popular- Como a Seaf vem trabalhando para resolver essas pendências?

Suelme Evangelista Fernandes- A Seaf atua junto da Empaer com o fomento da piscicultura local e em parceria com Consórcios Intermunicipais com a cessão de Pá Carregadeira para perfuração de tanques para pequenos produtores, além do fortalecimento da cadeia produtiva do Pirarucu do Araguaia, também criado no norte do Estado e que é requisitado pela alta gastronomia.

CO Popular– Como o senhor analisa hoje os incentivos por parte do governo estadual aos médios e pequenos produtores?

Suelme Evangelista Fernandes- É o melhor momento da história no que tange incentivo para o pequeno produtor, pois conseguimos junto da Assembleia o aporte de mais de R$ 32 milhões por meio do Fethab 2 para atender a agricultura familiar, com capacitações, programas produtivas, assistência técnica, estruturação de equipamentos novos entregues entre outros.

CO Popular- Secretário quais as expectativas para o segundo semestre ?

Suelme Evangelista Fernandes - Iremos realizar entregas para a sociedade, como mais 150 resfriadores de leite e mais de 50 patrulhas mecanizadas. Em 2 anos e meio já foram mais de 15 milhões de reais e entregas como: 330 resfriadores de leite, 60 patrulha mecanizadas e agora vamos entregar o inédito Plano Estadual da Agricultura Familiar, que irá nortear os investimento e a política pública estadual e teve colaboração de toda a sociedade civil.

CO Popular- Hoje qual a prioridade da Secretaria de Agricultura Familiar e Assuntos Fundiários?

Suelme Evangelista Fernandes- A prioridade da pasta é desenvolver projetos produtivos e sustentáveis para incentivar as cadeias produtivas que o Estado de Mato Grosso possui como vocação. Estruturar a Empaer e o Ceasa, além de atender o agricultor familiar através do Desenvolve MT por meio do fomento e crédito. A Seaf está como interlocutora das entidades em prol da agricultura familiar.

CO Popular- Cite as principais conquistas realizadas pela pasta para os municípios de MT

Suelme Evangelista Fernandes- 115 Concursados da Empaer foram chamados, novo Plano Estadual da Agricultura Familiar para nortear a política pública do Estado, entrega de mais de R$ 15 milhões em equipamentos para os pequenos produtores. Mais de 550 milhões de reais para ajudar nos municípios com o Fethab, arrumando estradas vicinais.

CO Popular- Um dos principais problemas do Estado é a regularização fundiária. Quais as ações que estão sendo desencadeadas para resolver essa questão?

Suelme Evangelista Fernandes- No último dia 08 de agosto várias entidades assinaram, no Palácio Paiaguás, um Acordo de Cooperação Técnica inédito no país, pois pela primeira vez, todas as instituições relacionadas à regularização fundiária no Estado assinaram acordo de colaboração mútua, que na essência descentraliza e autoriza os municípios a fazerem as medições e cadastros sociais dos quase 530 assentamentos rurais de Mato Grosso. Isso representa quase 104 mil imóveis rurais, beneficiando cerca de 400 mil agricultores familiares e outras centenas de milhares de titulares de lotes urbanos existentes no Estado. Assinaram este documento, o Governo do Estado de Mato Grosso, a Secretaria de Regularização Fundiária da Amazônia Legal - SERFAL, INCRA, INTERMAT, Secretaria de Estado de Agricultura Familiar e Assuntos Fundiários - SEAF, Gabinete de Articulação e Desenvolvimento Regional - GDR, Corregedoria-Geral de Justiça de Mato Grosso - CGJ, ANOREG-MT, AMM e Consórcios Intermunicipais, estes representando todos os Municípios do Estado de Mato Grosso.

CO Popular- Como está os trabalhos do Programa de Desenvolvimento da Cadeia Produtiva do Leite – Pró-Leite?

Suelme Evangelista Fernandes- Essa semana mesmo ocorre mais uma capacitação para mais de 80 técnicos da bacia leiteira no município de Terra Nova do Norte, sob coordenação da Seaf com palestras do Senar, Embrapa e Empaer. Além disso, estamos fazendo entregas de equipamentos como resfriadores de leite, tanques isotérmicos e instalação de Unidades de referência tecnológica para disseminar os conhecimentos na cadeia.

CO Popular- Quais ações desenvolvidas pela Secretaria para garantir a qualificação e melhoria da mão-de-obra no campo? Quais as parcerias atuais visando essa qualificação?

Suelme Evangelista Fernandes- Temos parceria e cooperação técnica com Prefeituras, Embrapa, Empaer e Ceasa no que tange a assistência técnica, e quanto a mão de obra no campo estamos realizando capacitações com técnicos multiplicadores que disseminam nas suas regiões os conhecimentos da agricultura familiar.

CO Popular - No interior, como é o trabalho da Secretaria de atendimento aos pequenos produtores?

Suelme Evangelista Fernandes- Temos as equipes regionais da Empaer com mais de 120 escritórios pelo Estado, mas sempre que demandados a área técnica da Seaf está sempre presente em seminários e ações de planejamento junto das secretarias municipais de agricultura, cooperativas e associações produtivas.

CO Popular - Na sua concepção, qual o principal gargalo de Mato Grosso?

Suelme Fernandes - Nosso maior desafio é o Mercado, organizar a escala dos pequenos produtores com a produtividade, ter onde vender e também o mercado consumidor ativo, que compre os produtos sustentáveis da agricultura familiar.


“O PMDB está se preparando para disputar as candidaturas majoritárias”

Jornal Centro-Oeste Popular- O PMDB ressurgiu com força depois da última eleição, principalmente após eleger o prefeito de Cuiabá. Como anda a estruturação da sigla visando 2018?

Carlos Gomes Bezerra- O partido saiu muito mais forte, não só por Cuiabá, mas também porque elegemos prefeitos em municípios-polo como por exemplo Tangará da

Serra, Barra do Garças, Alta Floresta. São municípios fortíssimos. Isso fortaleceu muito partido no Estado, sem dúvida nenhuma.

CO Popular- partido pretende ter candidato próprio ao Governo do Estado?

Carlos Bezerra - O partido está se preparando para disputar as candidaturas majoritárias em 2018. Pretendemos ter candidato a governador do Estado. Ainda não temos um nome definido, mas estamos avaliando a possibilidade de termos, sim, candidato a governador.

CO Popular- Qual a meta para o pleito do próximo ano?

Carlos Bezerra- A meta para o próximo pleito é fazer o maior número de deputados estaduais, federais e, se possível, uma vaga para o Senado além do Governo do Estado.

CO Popular - Seu nome foi citado na deleção premiada do ex-secretário chefe da Casa Civil do Estado, Pedro Nadaf. O que senhor tem a dizer sobre esse assunto?

Carlos Bezerra- Sobre a situação do meu nome da delação do ex-secretário Nadaf, o que tenho a dizer é que isso é uma coisa totalmente infundada. Graças a Deus tenho 45 anos de vida pública e até hoje não tem nada que prejudique a minha imagem, nem a nível federal e nem nível estadual.

CO Popular - O senhor acredita que as delações estão sendo utilizadas indevidamente, no sentido de prejudicar algumas figuras públicas?

Carlos Bezerra- É o que parece. Eu sou ficha limpa. Desenvolvo meu trabalho de forma republicana, pelo desenvolvimento do Estado, pelo bem da população. Então, se ele citou o meu nome ele vai ter que provar. A minha consciência está tranquila. Isso não tem nenhum fundamento.

CO Popular - O recente caso das escutas ilegais que vêm sendo alvo de investigações, na opinião do senhor, vai ter reflexo direto na disputa eleitoral no ano que vem?

Carlos Bezerra- Quanto às escutas, isso é um escândalo. Um crime grave! Não sei se vai ter repercussão na eleição, mas é uma coisa gravíssima isso que aconteceu em Mato Grosso. Tentaram implantar em Mato Grosso um estado fascista, que persegue adversário. Trata-se do exercício da politicalha, da política rasteira. Isso é muito ruim para o Estado, porque desagrega a sociedade.

CO Popular - Porque o senhor acionou a Procuradoria da Câmara para integrar investigações que correm no TJ, com relação às gravações clandestinas?

Carlos Bezerra- Acionei a Procuradoria da Câmara porque toda a imprensa dizia que o meu nome estava envolvido nesse caso das escutas clandestinas, que o meu telefone estava grampeado. Como sou deputado federal é obrigação da Câmara Federal participar do processo.

CO Popular- Em 2018, o senhor pretende disputar a reeleição?

Carlos Bezerra- Sobre minha candidatura para 2018 isso ainda não está definido. Até o fim deste ano eu quero definir, mas ainda não sei se serei candidato, tanto à reeleição, a senador ou governador ou se também não serei candidato a nada. Sou um homem de partido, isso tem que ser avaliado com o partido.

CO Popular - Deputado, qual o balanço que o senhor faz neste primeiro semestre?

Carlos Bezerra- O balanço a nível nacional é bom. O governo tomou vários medidas positivas que estão fazendo diminuir o desemprego, que está recuperando o crescimento econômico, pequeno é verdade, mas que já mostra bons sinais.

CO Popular - Qual o “raio-x” que o senhor faz de MT?

Carlos Bezerra - Quanto a Mato Grosso, o Estado está com vários problemas graves na governança, na capacidade executiva, na saúde. As coisas não estão indo bem.

CO Popular -O Brasil passa por momentos conturbados na política e na economia. Qual o seu posicionamento sobre essas questões?

Carlos Bezerra- Essa conturbação política no Brasil precisa cessar. O Brasil precisa cuidar da economia. Graças a Deus as coisas estão acalmando. O presidente Michael Temer está colocando País nos trilhos. Eu propus ao presidente Michel a auditagem da dívida pública para resolver definitivamente a questão do Brasil. Se fizermos essa auditagem da dívida pública o Brasil vai sair da crise, porque o País terá dinheiro para investimentos em todas as áreas, e eu acho que vamos conseguir isso.

CO Popular - O senhor acredita que o presidente Michel Temer tem condições de terminar o mandato?

Carlos Bezerra- O Michael vai terminar o mandato com êxito, para o bem do Brasil.


“Consultório Itinerante leva mais qualidade de vida para a população”.

Centro-Oeste Popular- Qual a missão do consultório itinerante?

Marcelo Coelho - Levar atenção integral e humanizada à saúde da população nas comunidades rurais e casas terapêuticas, onde não há abrangência das Unidades da Estratégia Saúde da Família. Essa é a missão desenvolvida diariamente pela equipe itinerante que pertence á diretoria de Atenção Básica da Secretaria de Saúde de Cuiabá (SMS).

CO Popular- A ação oferece que tipo de serviços a sociedade?

Marcelo Coelho- Vários procedimentos realizados em uma Unidade Básica de Saúde (PSF), entre eles consultas: pré-consultas, procedimentos ambulatoriais, exames clínicos diversos, atualização do calendário de vacinação, orientações em saúde bucal, entrega de kits de higiene dentária, medicamentos, entre outros procedimentos que são comuns aos PSF.

CO Popular- As ações são realizadas de que forma?

Marcelo Coelho- As ações são compostas por um médico generalista, um enfermeiro, dois técnicos de enfermagem, um técnico de saúde bucal, um psicólogo, um agente administrativo e uma motorista, a unidade móvel de atendimento realiza in loco os atendimentos médicos, orientações odontológicas e os demais procedimentos nestes locais que antes estavam fora da cobertura da Atenção Básica.

CO Popular- O Consultório Itinerante consiste em qual trabalho?

Marcelo Coelho- Consiste em fornecer a população o atendimento primário em saúde por meio de ações preventivas e de acompanhamento, assim como a realização de serviços pautados na humanização e na qualidade, garantindo a assistência àquele cidadão que mora distante da cidade e que encontrava dificuldades para ser atendido.

CO Popular- A iniciativa foi iniciada quando? Qual é a avaliação neste primeiro semestre?

Marcelo Coelho- Foi criado em junho de 2016 do ano passado e neste período computou 12 mil atendimentos. Nesta gestão, as ações foram intensificadas e já ultrapassou 10 mil atendimentos. Diante disso, avaliamos positivamente este programa que a cada dia leva mais qualidade de vida para a população cuiabana.

CO Popular- Quantas pessoas até o momento já foram atendidas?

Marcelo Coelho- Do inicio do programa até agora, já realizamos mais de 22 mil atendimentos.

CO Popular- Quais as comunidades beneficiadas com os atendimento do consultório itinerante?

Marcelo Coelho- Ao todo, realizamos atendimentos em 14 comunidades, sendo sete rurais e sete terapêuticas. Os trabalhos são feitos de forma rotativa, ou seja, após realizarmos atendimentos em determinada localidade, retornamos em cerca de 30 a 40 dias. Enquanto isso, temos o tempo necessário para que os exames solicitados fiquem prontos e possamos atender as demais localidades com mesma dinâmica. Este ano, já percorremos todas elas. Realizamos vários ciclos de atendimento, seguindo nosso cronograma. Dentre as localidades atendidas estão às comunidades terapêuticas Tenda de Abraão, Limiar, Vau de Jaboque, Help VidaS, PARAÍSO, Lar Feminino E LAR Cristão Masculino. E as comunidades rurais, Raizama, São Gerônimo, Coivaras, Gamaliel, Conquista Um, Pequizeiro e Gleba Boa Sorte.

CO Popular- A ação fortalece a atenção básica?

Marcelo Coelho- Sim. O projeto foi criado exatamente para fortalecer a Atenção Básica, levando o atendimento onde não existe cobertura e fortalecendo a rede de atenção à saúde por meio de parceria com os outros níveis de complexidade (serviço especializado). Isso garante uma melhor organização de assistência à saúde e proporciona o atendimento integral a saúde da população de acordo com sua necessidade. Outro ponto positivo do nosso trabalho é que a prevenção e o acompanhamento fazem com que as pessoas tenham menos complicações e assim, desonerem os serviços nas Atenções Secundárias e Terciária.


“O Estado de Mato Grosso precisa corrigir um passado de abandono”.

Centro-Oeste Popular- Nesta gestão, a Sinfra realizou quantas obras de pavimentação e de reconstrução?

Marcelo Duarte - Em dois anos e meio de gestão, a Sinfra concluiu 1.800 km de asfalto, considerando as obras de construção e reconstrução do antigo pavimento. O resultado positivo é histórico e mostra o comprometimento do Governo do Estado na melhoria da infraestrutura rodoviária, corrigindo anos de atraso. Para efeito de comparação, em dois anos fizemos obras em 1.430 quilômetros de rodovias, enquanto a gestão passada em cinco fez menos de 900 km.

CO Popular - Quais os desafios e as metas da Sinfra?

Marcelo Duarte- A meta que o governador Pedro Taques nos incumbiu, e me cobra todos os dias, é de entregar obras importantes e resultados para a população, melhorando a vida do cidadão, independente da cidade onde vive. Pretendemos executar mais de 3 mil km de asfalto, além de construir mais de 100 pontes de concreto no Estado, fazer a concessão de rodovias, melhorar a infraestrutura dos aeroportos regionais. Enfim, desenvolver a nossa infraestrutura.

CO Popular- Cite as principais ações desencadeadas pela secretaria neste primeiro semestre? A obtenção de recursos para pontes é uma delas?

Marcelo Duarte- A Sinfra desenvolveu uma série de ações para alavancar a infraestrutura do estado. Entre elas destaco o avanço das obras de pavimentação de rodovias em todas as regiões do Estado. Além disso, conseguimos a liberação de R$ 470 milhões para investimento na construção de mais de uma centena de pontes de concreto e mais R$ 130 milhões que serão destinados para a restauração de rodovias estaduais pavimentadas. As obras das pontes devem começar ainda em 2017. A liberação de recursos para o programa Pró-Concreto foi resultado de uma intensa articulação política do governador Pedro Taques junto ao governo federal e com participação da bancada parlamentar mato-grossense. O montante de R$ 600 milhões será financiado pelo Banco do Brasil, com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES). Entregamos muitas obras. Só neste ano, quero ressaltar que inauguramos 21 km da rodovia MT-344, no trecho entre os municípios de Jaciara e Dom aquino. No Xingu entregamos duas balsas totalmente reformadas que permitem a travessia de veículos sobre o Rio Xingu, e são os índios que operam os equipamentos diariamente. Inauguramos a reconstrução de duas obras na região Sul. A primeira compreende 24 km da Rodovia do Peixe (MT-471), em Rondonópolis. A segunda corresponde aos 29 da MT-270, em São Lourenço de Fátima, distrito de Juscimeira. Recentemente inauguramos a pavimentação de 38 km da rodovia estadual MT-240, conectando por asfalto os municípios de Água Boa e Nova Nazaré e o Aeroporto Municipal de Querência.

CO Popular- Qual a expectativa para o segundo semestre?

Marcelo Duarte - As melhores possíveis. Por exemplo, na Baixada Cuiabana pretendemos dar um presente para baixada cuiabana que é a duplicação da Estrada da Chapada. Esta obra é um sonho antigo da população. A duplicação da Estrada da Chapada vai contemplar 3,6 quilômetros da pista, entre o entroncamento da MT-010 (Atacadão) e o trevo de acesso ao bairro Jardim Vitória (Fundação Bradesco). Ao longo da duplicação das pistas, serão construídas uma ciclovia no canteiro central e quatro rotatórias. Serão investidos mais de R$ 23 milhões. Também estamos trabalhando para entregar a duplicação da Rodovia Palmiro Paes de Barros (MT-040), que dá acesso ao município de Santo Antônio de Leverger. A obra segue em ritmo acelerado e deve ser entregue até o final do ano. E em 2018, entregaremos a Duplicação da Estrada da Guia (MT-010), incluindo uma grande trincheira melhorando o trânsito na saída de Cuiabá para a região Norte.

CO Popular- A concessão de estradas e aeroportos é a melhor solução. Concorda?

Marcelo Duarte- Acreditamos que o modelo de concessão de rodovias e aeroportos é o mais moderno. Dissemos isso com base em números nacionais. As 10 melhores rodovias pavimentadas do Brasil são concessionadas. Isso não é por acaso. O Estado deve ser mínimo, e contar com o apoio do setor privado para assegurar a manutenção de investimentos, assim como ocorre nas principais economias do mundo.

CO Popular - Na sua concepção, Mato Grosso precisaria de qual valor em investimentos para conseguir uma logística razoável?

Marcelo Duarte - Mato Grosso precisa corrigir um passado de abandono. Veja que hoje possuímos no Estado mais de 30 mil km de rodovias estaduais. Mas, deste total, pouco mais de 6 mil são pavimentadas. Para conseguirmos uma infraestrutura razoável, e obter o índice de estradas pavimentadas do Estado do Maranhão, precisaríamos ter em caixa ao menos R$ 8 bilhões em investimentos. O que não temos. Mas estamos trabalhando para fazer o que for para Mato Grosso. Nosso orçamento da Sinfra neste ano é de R$ 1.6 bilhão, mas, mesmo assim, estamos fazendo mais estradas do que as gestões anteriores.

CO Popular- Explique melhor o programa de concessão.

Marcelo Duarte - Na atualidade, Mato Grosso possui 674 km de rodovias estaduais concessionadas. A proposta da atual administração é fazer a concessão de outros trechos, totalizando 1.408 km, com foco em uma concessão mais ampla e que contemple mais serviços. Serão concessões mais modernas. A ideia é fazer contratos de 30 a 35 anos, e que tenham constantes investimentos na reabilitação funcional da rodovia, na recuperação permanente do pavimento, em melhoramentos e também na manutenção frequente. Entre os trechos considerados prioritários que poderiam ser concessionados à iniciativa privada, estão a rodovia MT-010, entre o distrito de Nossa Senhora da Guia (Cuiabá) e Rosário Oeste; e rodovia MT-100, de Alto Taquari a divisa com Mato Grosso do Sul; e a rodovia MT-130, de Paranatinga a Primavera do Leste.

CO Popular- Secretário, o agronegócio tem como pagar, em impostos, o custeio da saúde pública? Porque?

Marcelo Duarte - Essa é uma discussão que passa pela Assembleia Legislativa, Setor Produtivo e Governo do Estado. Como disse, ainda está em nível de debate de ideias. Não existe uma definição sobre isso.

CO Popular - Várias rodovias estaduais na região do Norte Araguaia estão em condições ruins. O que a secretaria tem feito na região para evitar prejuízos maiores na região?

Marcelo Duarte - Nunca na história do Estado o Araguaia recebeu tantos investimentos em rodovias. Praticamente toda a MT-100, entre Alta Taquari até Barra do Garças, está passando por obras de pavimentação e de reconstrução. Além disso, importantes ligações, como a MT-240 em Água Boa, e o acesso à ponte de 575 metros de

Cocalinho, conectando Mato Grosso ao Estado vizinho de Goiás estão sendo executados pela Sinfra. Não se pode mais falar em Vale dos Esquecidos. Mas sim, Vale da Esperança, como sempre destaca o nosso governador.

CO Popular- O governo do estado sempre reforça que mantem em dia os repasses dos recursos do Fethab (Fundo Estadual de Transporte e Habitação) para as 141 prefeituras. Mas seria o Fethab um auxílio, ou o principal mecanismo de manutenção de estradas estaduais?

Marcelo Duarte - O Fethab que destinamos aos municípios é a fonte de recurso necessária para a manutenção das rodovias estaduais não pavimentadas. A lei determina que os recursos sejam aplicados na manutenção das estradas de chão e na recuperação ou construção de pontes de até 12 metros. Destinamos R$ 542 milhões, de janeiro de 2015 até o momento. E os prefeitos tem nos ajudado muito nesse processo, diminuindo os atoleiros na época de chuva.


“Não queremos inchar o PSB com quantidade, mas com qualidade”

Centro- Oeste Popular- Prefeitos e presidentes municipais querem manter o grupo político aglutinado. Concorda?

Valtenir Luiz Pereira- Depende do qual grupo você está falando. Se for o grupo que está alinhado com os ideais históricos do PSB, a resposta é sim.

CO Popular - Quais os planos do senhor para o partido?

Valtenir Pereira- Em Mato Grosso, queremos que o PSB reencontre com sua história. Que volte a falar com suas bases. Que ouça o clamor dos humildes. Que fortaleça os movimentos. O PSB vai continuar grande, porém, com pessoas que acreditam em políticas públicas voltadas para o bem do povo.

CO Popular - Os deputados federais e estaduais do PSB de Mato Grosso definiram uma estratégia tentar “retomar” o Partido Socialista Brasileiro das suas mãos. O que senhor tem a falar sobre isso?

Valtenir Pereira- Perda de tempo. Falácia. Fui designado presidente do partido pela direção nacional, exatamente porque um desses deputados estava votando contra a

orientação do PSB. Tecnicamente, isso é infidelidade partidária. Deputados são eleitos por partidos. Não fazem “voos solos”. Voltamos para reconstruir o partido. E vamos fazer isso com a militância, independente do que pesam essas pessoas.

CO Popular- Quais os rumos do PSB? O partido será oposição do Governo?

Valtenir Pereira- Trabalhar para que o PSB assuma sua posição histórica de centro esquerda, com foco na melhoria da qualidade de vida das pessoas. Não queremos inchar o partido com quantidade, mas com qualidade. Com pessoas que genuinamente gostem de pessoas, sobretudo dos mais humildes. Em relação ao Governo do Estado, vai ser difícil continuar ao seu lado. O viés ideológico desse governo não coaduna com os princípios do PSB. Como podemos apoiar um governo que não respeita os funcionários. Que apropria dos repasses dos poderes. Que atrasa o repasse da saúde. Que faz demagogia com caravanas e “bolsa família” tupiniquim. Que, para encobrir seus defeitos, gasta rios de dinheiro com propaganda, que de “institucional” não tem nada. É puro marketing. O procurador Pedro, certamente processaria o governador Pedro.

CO Popular- O seu ingresso no PSB deve culminar com um doloroso processo de fritura interna, que se arrasta há meses, vitimando o grupo do ex-prefeito Mauro Mendes e do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho (PSB)?

Valtenir Pereira- Da minha parte, não haverá fritura. Os que quiserem caminhar junto, aceitando o resgate da ideologia do partido, vai caminhar. Aquele que não adaptar, certamente deverá buscar outro partido. Em relação ao deputado Eduardo Botelho, tive uma agradável e profícua conversa com ele. Disse-me que não deseja sair do partido, e que está pronto para o diálogo. Pareceu-me bastante genuíno, como devem ser homens públicos de sua estirpe.

CO Popular- O PSB pode sofrer debandada em MT?

Valtenir Pereira- Vamos primar pela qualidade. Não pela quantidade. Se a debandada for de pessoas em dissonância com o ideário de centro esquerda do partido, então vá com Deus.

CO Popular- Deputado o senhor é destaque sendo o segundo congressista que conseguiu destinar maior volume de recursos por meio da execução de emendas individuais, de 2015 até hoje. Cite os principais recursos que beneficiaram o estado de Mato Grosso?

Valtenir Pereira- Antes de relacionar aqui as principais destinações, quero usar este espaço para esclarecer que o ranking foi uma divulgação do Siga Brasil elaborado pelo Senado. Eu não produzi essa notícia. Pelo ranking, sou o deputado federal que mais liberou emendas parlamentares no Brasil. Isso é fato! Em verdade, sou um deputado que trabalha intensamente em prol da sociedade. A liberação de emendas não é por caso. Eu não as apresento e fico sentado esperando que elas sejam pagas. Eu corro atrás. Cito aqui alguns desses recursos que fizeram a diferença na vida das pessoas como a destinação de R$ 3,9 milhões para a Santa Casa de Cuiabá. Também no setor da saúde, destinei R$ 1,7 milhões para o Hospital Santa Helena. Como melhoria na qualidade de vida e atuando na saúde preventiva das pessoas, destinei R$ 1 milhão para asfalto do município de Ribeirão Cascalheira e para a mesma utilidade foram R$ 2 milhões para São José dos Quatro Marcos. Para melhorias no abastecimento de água, consegui R$

500 mil para Pontal do Araguaia e outros valores também para levar água até diversas casas nos municípios de Santa Helena, Luciara e São José dos Quatro Marcos. Entre muitas outras emendas em setores de cultura, lazer, esporte além dos já citados.

CO Popular- O deputado federal Fábio Garcia (PSB), classificou como incoerente a decisão do Partido Socialista Brasileiro em colocar o senhor na presidência estadual da legenda. Como o senhor vê essa questão?

Valtenir Pereira- Incoerente é ele votar contra a orientação do partido. Como pode querer ficar no PSB, se não concorda com sua ideologia? Isso sim é incoerência, o resto é falácia. Discurso de perdedor. Típico “mimimi”.

CO Popular- Em 2018, o senhor pretende disputar algum cargo nas eleições?

Valtenir Pereira- Como eu disse, queremos que o PSB reencontre com sua história e com suas bases. Vamos manter amplo diálogo com os Movimentos Sociais, militantes e todos os filiados. Vamos ouvir o clamor dos humildes. O PSB vai caminhar por caminhos mais socialistas. Pretendo disputar as eleições para o cargo majoritário de senador. A minha vida pública de um mandato de vereador e três mandatos sucessivos de deputado federal, credenciam a candidatura ao senado. É algo natural. Veja que consegui destacar-me num universo de 513 deputados, como sendo aquele que mais liberou recursos para o seu estado, imagina o que poderei fazer no senado, composto por apenas 81 parlamentares. Ademais, sempre fui um deputado atuante, com participações em importantes comissões, em especial, a Comissão de Constituição e Justiça, a Comissão Mista do Orçamento e a Comissão de Fiscalização, Finanças e Controle. Também tenho profundo conhecimento do funcionamento da máquina pública, sobretudo do Poder Executivo. Não fui campeão de liberação de emendas por acaso. Como disse, trabalhei muito. Enfim, acredito que no senado poderei fazer muito mais por Mato Grosso e pelo seu povo. Tenho experiência, trabalho comprovado e vontade trabalhar. Não sou nenhum paraquedista. Todavia, candidatura não se impõe. Se conquista. Ela deve ser fruto de uma construção partidária de um grupo político. Portanto, neste momento apenas deixo meu nome à disposição. A decisão será coletiva.

CO Popular - O senhor tem pretensão de disputar a prefeitura da Capital no futuro?

Valtenir Pereira- Um passo de cada vez. O Emanuel Pinheiro está fazendo uma bela administração, ajudei na sua eleição, ele pertence ao nosso grupo político e certamente será o candidato natural à reeleição. O futuro em relação à prefeitura somente pode ser discutido nessa perspectiva.

CO Popular - Qual é a avaliação que o senhor faz da gestão do governador Pedro Taques?

Valtenir Pereira- O atual Governo do Estado precisa respeitar os servidores. Sem atrasar o repasse da saúde que atualmente é o setor mais importante. Precisa parar com essa demagogia com caravanas que só maquia os números reais. Precisa economizar mais com propaganda, que de “institucional” não tem nada e até mesmo remanejar essa verba para outras áreas que estão mais necessitadas. Reafirmo, o procurador Pedro, certamente processaria o governador Pedro.

CO Popular- Brasil está mais politizado, e consequentemente, a discussão sobre a reforma política está mais em evidência. O senhor é a favor dessa reforma? Quais os principais pontos o senhor acredita que precisam ser discutidos?

 

Valtenir Pereira- Minha experiência de terceiro mandato de deputado federal diz que não adianta apenas a vontade de reformar. É preciso construir pontes para buscar um mínimo de consenso, no Congresso e na sociedade. Não é prudente tentar mudar tudo radicalmente. A mudança há que vir de forma contínua e segura, vez que não existe sistema eleitoral perfeito. Existe o sistema que cada país, dentro de sua cultura, adota. Não podemos, de modo afoito, sair copiando modelos. Isso não é reforma. O que deve ser feito são ajustes no modelo que temos, numa evolução contínua do processo. Uma prova de que o sistema eleitoral do Brasil não é tão ruim assim foi constatada numa pesquisa intitulada “Projeto Integridade Eleitoral”, feita em 2014, em parceria, pelas universidades de Sydney, na Austrália, e Havard, nos EUA que, ao analisar 127 países, chegou à conclusão que a eleição no Brasil está entre as mais seguras do mundo. A avaliação foi de 74,1 (numa escala de 0 a 100), quando a média mundial é de 64. O nosso país ficou na 27ª posição, à frente dos EUA (42º lugar). Essa posição poderia ser ainda melhor, se não fosse a baixa nota no quesito “financiamento de campanha”. Este é o nosso “calcanhar de Aquiles”. É aqui que devemos concentrar esforços. Sou contra financiamento privado de campanha, e favorável ao financiamento público. Todos os candidatos devem ter as mesmas chances de ganhar. O poderio econômico não pode desequilibrar a disputa. Na última eleição, fui o deputado federal eleito que menos gastou, meus gastos representam 15% quando comparado ao candidato que mais gastou. Alguns dos meus concorrentes tiveram a sua disposição rios de dinheiro. A concorrência foi desequilibrada.


“Todos os vereadores têm se esforçado para levar o melhor resultado a população”

Jornal Centro-Oeste Popular- Como se constrói o trabalho do líder do governo?

Lilo Pinheiro - Primeiramente procuro tratar cada dia com mais respeito, os nossos colegas vereadores. Atuamos, nessa linha e tentamos mostrar que os projetos que vem do Executivo são projetos que irão mudar e melhorar realmente a vida da população de Cuiabá.

CO Popular- Na sua concepção, qual o principal problema de Cuiabá?

Lilo Pinheiro- Saúde. É o serviço que incomoda muito o prefeito Emanuel Pinheiro. Nos próximos dias, ele estará anunciando algumas questões levadas a sério que irão melhorar muito o setor da saúde pública. Concordo plenamente com o pensamento do chefe do Executivo, onde é preciso dar um choque de gestão e melhorar o oferecimento de saúde na nossa cidade.

CO Popular- Qual a sua avaliação desses seis primeiros meses do prefeito?

Lilo Pinheiro- Ótima. A nossa relação com a Câmara junto com o prefeito é extremamente harmoniosa e espero que continue assim no próximo semestre.

CO Popular- O senhor tem participado das atividades do governo?

Lilo Pinheiro- Sim em diversas atividades. Porém tem me dedicado a trabalhar aqui na câmara de Vereadores para garantir o bom trato junto aos nossos vereadores.

CO Popular- Quais as suas principais ações do parlamento?

Lilo Pinheiro- Principal ação do parlamento e todo mundo sabe é implantar aqui no município de Cuiabá, uma clínica escola para autistas. O prefeito Emanuel Pinheiro já está bastante sensibilizado e tenho convicção que teremos a palavra dele, quer ira fazer isso no município.

CO Popular- Expectativas para o segundo semestre?

Lilo Pinheiro- São as melhores possíveis. O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro estará fazendo alguns anúncios neste segundo semestre que virão de encontro do que a população cuiabana espera.

CO Popular- Qual a sua atribuição na função de ser interlocutor do prefeito?

Lilo Pinheiro- É fazer uma interlocução junto aos demais colegas de parlamento e mostrar que os projetos encaminhados pelo Executivo repetiam. São projetos que irão beneficiar a vida das pessoas em Cuiabá. Nossa função é essa, fazer a interlocução das mensagens do prefeito e trabalhar pela aprovação juntos aos colegas, que tem se sensibilizado muito. Quero agradecer o exercício das lideranças que tem ajudado muito.

CO Popular- Como o senhor avalia os trabalhos da Casa de Leis em prol da população de Cuiabá? O que precisa melhorar?

Lilo Pinheiro-Todos os vereadores têm se esforçado para poder levar o melhor resultado para as pessoas que nos representam. O que precisa deixar claro é a de forma condicional e conjunta é a intensão dos vereadores. Então, o que precisa melhor e já foi melhorado ocorreu nesta legislatura.


“A Assembleia está aberta para qualquer informação que o MP venha precisar”

Leonardo Ribeiro Albuquerque, conhecido como Dr. Leonardo é natural de Rio Verde (GO), é médico clínico geral. Com trabalhos sociais prestados, através da Medicina, Dr. Leonardo decidiu ingressar na vida política, e, no ano de 2012, disputou a prefeitura do município de Cáceres e conquistou 21.318 votos. Apesar de não ter sido eleito, Dr. Leonardo continuou na disputa, desta vez, para a Assembleia Legislativa. No pleito eleitoral de 2014, Dr. Leonardo trabalhou a campanha na região sudoeste do Estado onde obteve 34.753 votos. O deputado, do PSD, foca sua gestão na 18ª Legislatura em prol da saúde pública de qualidade, segurança na fronteira para proporcionar à população um Mato Grosso mais igualitária. Em entrevista, ao Jornal Centro-Oeste ele fala sobre os trabalhos na Assembleia, gargalos do Estado, eleições 2018 entre outros assuntos. Confira.

Jornal Centro-Oeste Popular – Deputado, qual a sua bandeira na Assembleia Legislativa?

Leonardo Albuquerque – Por ser médico de profissão, claro que uma grande bandeira que é proeminente, que vem, é a saúde, e venho lutando constantemente, mesmo na dificuldade que encontramos ainda na saúde do Estado, que é um problema nacional, mas depois podemos discorrer melhor, mas uma das grandes bandeiras também é o desenvolvimento do Estado, por ser gigante, com grandes potenciais, e precisa melhorar sua industrialização, desenvolver a economia de Mato Grosso, com projetos macro e de governo, para que possamos alavancar a economia mato-grossense. A saúde, claro, que ela se torna proeminente, mas esses outros grandes projetos que estamos alavancando como o desenvolvimento, atração de indústria, transporte intermodal, que vai propiciar que ao final tenhamos um desenvolvimento econômico no Estado.

CO Popular – E como andam os trabalhos da Câmara Setorial Temática, que discute a ZEP e a fronteira Brasil-Bolívia?

Leonardo Albuquerque – Estamos no final dos trabalhos, esse mês ainda a Câmara com sua relatoria que é por causa da Agência Brasileira de Inteligência para entregar o relatório para nossa apreciação e a levaremos em plenário, apresentaremos o relatório final para toda sociedade mato-grossense, e também a aprovação no plenário. Então estamos na fase final, terminando a conclusão do relatório para apresentar à sociedade.

CO Popular – E qual a avaliação que o senhor faz dos trabalhos que vêm sendo realizados pela Assembleia Legislativa?

Leonardo Albuquerque – A Assembleia Legislativa ela se aproximou mais dessa legislatura, foram diversas CPIs, foram as comissões funcionando mais, foi também o projeto da Assembleia Itinerante, que está percorrendo o Estado, tirando aqui de Cuiabá, levando os serviços da Assembleia, apresentando e aproximando a população para que entenda que aqui é realmente a Casa Cidadã, que faz parte do povo, e estamos aproximando mais. Com esse nosso trabalho estamos saindo daqui, desse ambiente frio que é a Capital e caminhando, e nesse ponto ela aproximou mais, houve uma moralização, abriu mais as suas portas para que outros órgãos nos fiscalizasse e todas as operações que aconteceram, é porque a própria Assembleia abriu as suas portas, abriu para informações, e aí estão atuando. Aquela Assembleia do passado estamos deixando para trás, o que a política exige, o que a política e o povo brasileiro e mato-grossense merece, e estamos nos aproximando da população, abrindo nossas portas, sendo mais transparentes.

CO Popular – Na sua concepção, qual o principal gargalo do Estado?

Leonardo Albuquerque – Hoje o grande gargalo indiscutivelmente é a saúde. Não conseguimos virar essa página ainda. Mas não é um erro de agora. São décadas de erro, são aplicações erradas do dinheiro público, e o desaparelhamento da Secretaria de Saúde, má aplicação dos recursos, contratos errados, falta de fiscalização, uma série de erros que hoje é difícil. Estamos trocando o pneu do carro andando, as demandas são muitas, os recursos são poucos, existe uma crise também dos repasses federais, mas o grande gargalo ainda hoje a vencermos de imediato é a questão da saúde no Estado.

CO Popular – Em 2018, o senhor pretende disputar a reeleição?

Leonardo Albuquerque– Pretendo fazer um bom trabalho, deixar minha marca na política mato-grossense, ético, bem aplicado, trabalhando bastante, e o futuro a Deus pertence e sou um soldado do partido, e verei o que a população desejar que eu seja. Sou médico de profissão, estou na função de deputado estadual com muito orgulho, agradeço essa oportunidade que me foi concebida por Deus e pela população através do voto, o meu objetivo é fazer um bom mandato e o futuro, se for da vontade do povo, pois não faço política sozinho, faço política com o povo, e não é a toa que tive aproximadamente 35 mil votos, sendo o décimo deputado mais bem votado do Estado, com uma campanha humilde, pés no chão, conversando em praticamente uma única região, trabalhando e tivemos sucesso por essa maneira de fazer política. Eu não faço nada sozinho, faço junto com o povo, e 2018 resolveremos em 2018, até porque tem convenções, tem que ver o desejo popular e a partir daí pensaremos no que vai acontecer nas próximas eleições.

CO Popular – Qual a avaliação o senhor faz da gestão Pedro Taques?

Leonardo Albuquerque – Nós temos um divisor de água no Estado, o nosso governador Pedro Taques em minha avaliação há um erro de conceito em relação a sua gestão. Ele vem pegando um Estado falido. Mas aí podem falar, mas falido como? Com uma máquina pública engessada, falida, arrecadava bilhões de reais, mas não aplicava, com corrupção em todos os níveis dos Poderes deste Estado, com obras não concluídas, uma crise nacional. Pegamos um governador ético, honesto, e isso não é qualidade, deveria ser obrigação, mas nos dias de hoje na política está raro, e temos um governador nesse sentido, tiramos o gargalo da corrupção, das propinas dentro do Governo do Estado. Lógico, acabar de uma hora para outra não consegue, mas houve uma diminuição visível, um Estado desaparelhado, desagregado, com dificuldades internas, com um cepual de leias fiscais complexas, que precisam ser revistas, precisamos refazer a questão fiscal no Estado. Tem muitas coisas positivas, apesar de concordarmos que em outras partes não avançou, e precisa ser avançado, mas conseguimos fazer um grande avanço na questão da corrupção, de fazermos uma gestão bem aplicada, a infraestrutura andou, melhorou em segurança, melhorou em algumas áreas de infraestrutura, como estradas, aplicação, mas falhamos no relacionamento político, e acho que é mais uma questão de conceito do governador. Mas pra mim ele fez uma gestão muito boa, foi a pessoa certa no momento certo, o Estado vinha no caos, enfrentamos uma crise nacional que chegou ao Estado, mas com um impacto bem menor por fazer um governo austero, planejado, com os dois pés no chão, fazendo o que é possível fazer, e ninguém pode tirar do governador Pedro Taques esses requisitos.

CO Popular – Qual sua opinião sobre a operação do Gaeco em relação aos contratos da Faespe?

Leonardo Albuquerque– Estamos aguardando chegar à Casa oficialmente como foi essa condução, o que aconteceu, as explicações do Ministério Público. A Casa se demonstrou aberta para qualquer informação que o Ministério Público venha precisar ou desejar, não foi feita nenhuma operação aqui dentro e sim na instituição, na Faespe, no início do mandato algumas denúncias foram encaminhadas para cá através de alunos, funcionários da Unemat, e encaminhamos aos órgãos de controle para apurar e houve essa operação com outras denúncias envolvendo também a AL. Estamos aguardando o pronunciamento da presidência, através da Mesa Diretora, e exigimos sim uma investigação, e qualquer instituição, tanto a Assembleia como qualquer outra que venha a ter feito algo ilícito ou errado, que seja julgada exemplarmente, pois temos que banir esse tipo de relacionamento, e ocorreu com o Tribunal de Contas, com a Assembleia Legislativa, licitações dentro da própria Universidade, apesar de que a fundação é um órgão a parte, que seja julgado, se houve que as pessoas sejam apontadas e sejam condenadas exemplarmente. Mais uma vez eu falo, temos que banir esses relacionamentos escusos, ilícitos, não podemos aceitar mais, não podemos ter perdão para isso. A Justiça tem que pesar mais a mão. Essa imoralidade, essa maneira de fazer política no país tem que acabar. A corrupção é que prende o Brasil. Nós perdemos para nós mesmos. A política tem que deixar de ser hobbie de rico, que muita gente acha que tem que ter dinheiro para ser político. E usa qualquer meio possível para financiar suas campanhas milionárias, e depois dá o que dá, e a população tem que entender também que o voto não tem preço, tem conseqüência.A corrupção, essa maneira de fazer política no Brasil tem que mudar, o voto está ficando mais consciente, é preciso entender que se vender seu voto, depois vai chorar quatro anos, e a política é o reflexo da sociedade, o que está acontecendo hoje temos que repensar todos os níveis. Temos que enfrentar, fazer essa travessia e saudamos e parabenizamos o Ministério Públicos que faça suas ações, quem não deve não teme, pode ir para cima mesmo, aplaudimos as ações e aqueles que forem culpados, não importa quem seja, tem que ser investigado, e tem que ser punido exemplarmante.

CO Popular – E como está o andamento para discussão da reativação dos portos de Cáceres e a efetivação da hidrovia Paraguai-Paraná?

Leonardo Albuquerque – Temos a Câmara Temática onde discorremos sobre isso tudo, sobre a hidrovia Paraguai-Paraná, que hoje o termo correto seria hidrovia do Mercosul, por estar atravessando, além do Brasil, compomos cinco países, o Brasil, Paraguai, Bolívia, Argentina e Uruguai, então é uma rota internacional, e por isso hidrovia do Mercosul. Estou participando dos road shows, já fomos a Corumbá, irei agora a Campo Grande, e traremos o road show, que é a apresentação do estudo da Universidade Federal do Paraná que foi requisitado pelo Dnit. O estudo de todo rio, como ele se encontra, a possibilidade de navegação, os impactos, para iniciarmos realmente. E a questão do porto em Cáceres, a empresa Metamat é responsável pelos portos no Estado de Mato Grosso. Temos o porto mais ao norte do rio Paraguai que fica no município de Cáceres, único município do Centro-Oeste que tem um porto dentro da cidade. Estamos reativando, com 95% já pronto para reativação desse porto, a qual uma parte é privado e outra é pública. Mas estamos trabalhando também, por uma questão de tortuosidade, de calado, para que um novo porto aconteça a partir de Santo Antônio das Lendas, antiga Fazenda Morrinhos, para que a partir dali, com uma maior possibilidade, uma maior amplidão do rio, e também um calado maior, possamos escoar a produção, utilizando muito esse transporte intermodal que pode gerar mais riqueza, economia, e tirar toda produção de cereais que vem do médio-norte, norte, Chapadão dos Parecis,essa rota podendo chegar até os portos do Uruguai ou qualquer desses países que comentamos agora. Então, está um bom andamento, a associação do rio Paraguai, o governo também está conosco, junto com a Assembleia Legislativa e a Câmara Setorial Temática, estamos 95% adiantados para reativação do porto Cáceres, e com investimentos federais para construção do porto em Santo Antônio das Lendas.


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