Entrevista da Semana

Dilmar Dal Bosco deixa base do governo e analisa novo cenário político

O deputado estadual e presidente dos Democratas em Mato Grosso, Dilmar Dal Bosco, anunciou sua saída definitiva da liderança do governador Pedro Taques (PSDB), na Assembleia Legislativa (ALMT). A justificativa para ‘partida’ é porque irá se empenhar na base eleitoral da sigla que deve anunciar os candidatos que concorrerão ao pleito nos próximos dias.

Para saber mais sobre a saída e as ações realizadas, a equipe de reportagem do Jornal Centro Oeste Popular entrevistou o parlamentar. Confira abaixo a entrevista na íntegra:

 

Centro Oeste Popular: Deputado qual o motivo da sua saída da base do governo, já que estava há mais de um ano ao lado do governador e no momento de quase decidida de concorrer ao pleito irá deixar a base dele?

Dilmar Dal Bosco: Eu sempre expliquei para o governador Pedro Taques, desde o ano passado, que eu analisava que tinha cumprido minha missão ao lado dele desde que comuniquei minha entrada em agosto de 2016. Fiz meu papel no governo de Mato Grosso. Fiquei do lado do Taques em uma das piores crises que se instalou no Brasil e veio seguida para Mato Grosso, em um momento em que só se falava de instabilidade em todos os setores, além de greve dos servidores públicos por conta da Revisão Geral Anual (RGA). Mantive meu equilíbrio e tentei me esforçar ao máximo para ajudar na solução das crises.

CO: Saindo agora da base, qual o projeto que deve ser realizado de imediato? Alguma prioridade?

DB: Eu preciso de fato me empenhar ao meu partido. Me aproximar da base eleitoral no interior. Organizar novas diretorias provisórias em todos os 141 municípios e ainda focar no meu trabalho de reeleição. São várias cidades e diversos trabalhos e agendas a serem cumpridas. Com essas demandas citadas eu provavelmente também não iria conseguir dar atenção ao governador e a Mato Grosso que necessita. Todas essas atividades tomam muito tempo.

Além disso, eu também preciso estudar novas metas para manter a harmonia que o Democratas sempre teve no parlamento. Isso precisa ser mantido por tanto quem pretende vir e são nomes fortes, como por exemplo, Eduardo Botelho, Mauro Savi e o ex-prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes. Preciso recepcionar bem o pessoal e aproveitar o período para que todos se de bem.

CO: Deputado senhor falou em crise, e voltando ao assunto quais as maiores dificuldades que encontrou ao lado de Taques?

DB: Passamos vários momentos bons assim com diversos períodos de dificuldades. O que poderia citar, por exemplo, é a dificuldade do orçamento em que precisou se criar a PEC do Teto de gastos e houve toda a discussão do congelamento em alguns setores. Mas, essa era a nossa única oportunidade para tentar manter o equilíbrio em todo o Estado. Não estou deixando a representação do governo por um período de crise. Mas, agora percebo que chegou a hora também de dar a minha contribuição ao partido. Tudo para que ele possa crescer ainda mais.

CO: Já foi definido os possíveis candidatos da sigla?

DB: A responsabilidade de uma reeleição a estadual quanto para demais cargos precisa ser observada com cautela. Temos grandes nomes, nosso partido tem um grande número de filiados e é um dos mais organizados. Agora, nós precisamos de fato nos reunir para ver quem tem interesse de disputar, no caso, quem já está na sigla e quem deve vir. Mas, temos alguns nomes como o Mauro Mendes e o Jayme, que é considerado um grande nome. É um projeto grande do partido. Basta analisar as pesquisas que saíram no ano passado. Acredito que a próxima não será diferente. O Jayme é um dos grandes nomes políticos e o ganho eleitoral que tem na sua vida é invejável. Temos grandes chances de disputar um cargo majoritário. Eu não quero afirmar que não apoio ou apoio Taques, mas o que podemos adiantar é que se o DEM não tiver espaço numa composição com certeza teremos dificuldade de manter a mesma aliança.

CO: Um ano e sete meses na base do governo. Como conciliou o trabalho de deputado as demandas de um governo que foi tão criticado?

DB: Sempre me mantive em uma defesa natural, porque sempre foi possível perceber o desequilíbrio financeiro em todo o país, que acabou tendo sérios problemas até mesmo na moral com a corrupção brasileira. Foram diversas frustações financeiras e na receita no Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso não foi diferente. O Rio de Janeiro posso ir até mais além e comparar que se fosse uma empresa teria quebrado.

Então meu papel foi ajudar e tentar diminuir os gastos públicos e garantir os repasses nas áreas essenciais como a Saúde e a Educação. Aqui nós tivemos uns momentos de frustação também com o déficit de mais de R$ 1 milhão por conta das dívidas deixadas da gestão passada com as obras que nem mesmo foram finalizadas que estavam previstas para a Copa.

Mas, diante da crise, tentamos também levar adiante os projetos de lei de carreira dos servidores, porém isso precisava de dinheiro. Vejo que a Reforma Administrativa no início da gestão não foi suficiente para deixar dinheiro em caixa.

CO: E, sua atuação como foi? Não acredita que por estar do lado do Taques sua reeleição pode ser prejudicada?

DB: Acredito que não, pois eu sou um deputado estadual municipalista. Fui em várias cidades acompanhei de perto a dificuldade do piscicultor de Juruena e Cotriguaçu, tentei ajudar os microempresários de Cáceres e Sinop. E busquei todas as áreas da Economia que estavam afetadas para melhorar nossa situação. Esses trabalhos me deram visibilidade e também recebi o reconhecimento de algumas federações. Então, acredito que as horas de almoço vagas com a família e amigos vão me trazer bons resultados.


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