Entrevista da Semana

“Todo político de MT, deve ter olhos abertos em relação ao agronegócio”

Marcos Harter, 40 anos é morador de Sorriso, médico cirurgião plástico e candidato a deputado federal. Harter ficou famoso ao participar do "Big Brother Brasil" . A passagem dele no reality da Globo ficou marcada pelo envolvimento amoroso com Emilly Araújo, vencedora da edição. No mesmo ano, o ex-BBB entrou em "A Fazenda - Nova Chance", e ficou em segundo lugar ao ser derrotado por Flávia Viana. Em entrevista ao Jornal Centro Oeste Popular, Harter falou sobre a corrida eleitoral, suas propostas entre elas a viabilização de um hospital, especializado no atendimento ao câncer, em Sinop. Defende também o compromisso da bancada mato-grossense com a destinação dos recursos federais e a criação da Lei de Responsabilidade Educacional nos moldes da Fiscal, entre outros assuntos. Confira. 

Olho 1- “Mato Grosso vive um caos da má administração pública como na maioria dos estados brasileiros. Caos na saúde, segurança onde falta o básico”

Olho 2- “Acredito que um deputado federal eleito por um estado, tem obrigação de destinar a verba dele para o estado que o elegeu e não para outras cidades”.

Olho 3- “O ex- governador Silval Barbosa, já sabia que o VLT não seria viável para Cuiabá , que era um meio de transporte inferior, que a cidade realmente precisava”.

Regina Botelho

Da Redação

 

Centro Oeste Popular- Porque o senhor decidiu entrar na política?

Marcos Hater – Um conjunto de situações em que vive o Brasil O país vive um clima de renovação na política. Estou es­ta­be­le­cido na minha pro­fissão. Foi uma de­cisão pen­sada como ou­tras na minha vida. Acre­dito que se estou nesta em­prei­tada de­vido a minha vi­si­bi­li­dade. O ci­dadão está in­dig­nado com a si­tu­ação po­lí­tica do país e acre­dita que eu possa fazer al­guma.

 CO Popular- Quais são suas principais propostas campanha?

Marcos Hater - Uma das minhas principais propostas é fazer um projeto para o armazenamento e escoamento de grãos no estado. Criar a Lei de Responsabilidade Educacional, assim os governantes que não investirem na educação serão vetados de concorrer para as eleições pelo período de 12 anos. Construir em Sinop um Hospital filial do Hospital de Câncer de Barretos e disponibilizar equipes para fazer exames em todo o estado. Instituir projetos para viabilizar rotas alternativas de escoamento de safra, como hidrovias e ferrovias, além da duplicação das principais rodovias que cortam Mato Grosso. 

CO Popular- Como está sua representatividade nas ruas durante sua campanha?

Marcos Hater- Boa, principalmente após apresentações das minhas propostas, na plataforma do Facebook, na minha página oficial. Após a divulgação dos 16 vídeos, abordando minhas propostas, consegui manifestar as minhas ideias aos eleitores. Após o acidente que sofri quando voltava de Rondonópolis após campanha na cidade, a mídia falou sobre o fato. Com isso, a minha candidatura a deputado federal se expandiu. Subi nas pesquisas, somos 140 candidatos a deputado federal e estava em 20 º , subi para 12º.  Vou a ambientes públicos como supermercados, shopping`s e as pessoas pedem para tirar foto e não e por causa dos reality´s, mas por eu ter propostas.

CO Popular- Na sua concepção,  qual a principal mazela de Mato Grosso?

Marcos Hater- Mato Grosso vive um caos da má administração pública como na maioria dos estados brasileiros. Caos na saúde, segurança onde falta o básico. Como médico, percebo que a população precisa de atenção, do essencial na educação e saúde. Mato Grosso necessita de uma boa política, de uma boa gestão nas áreas básicas. Acredito que todo político de Mato Grosso, deve ter olhos bem abertos em relação ao agronegócio.  É uma área promissora para o Estado, um diferencial, porque não se vê isso em outros estados brasileiros. Quando essa área for fomentada vamos conseguir dar estabilidade econômica para Mato Grosso e a partir disso, muitas coisas e setores serão melhorados de forma conjunta.

CO Popular- Como o senhor avalia a gestão Pedro Taques?

Marcos Hater- Não posso falar de cadeira, pois a minha atuação até abril estava voltada para a medicina. O que ouço da população e percebo, uma grande insatisfação, que o governador Pedro Taques deixou muito a desejar.

CO Popular- Caso seja eleito, de que forma pretende ajudar o Estado?

Marcos Harter- Dando magnitude aos projetos sociais, como os quais já desenvolvi na cirurgia plástica, que é o nariz sem bullying e o projeto orelhinha. Em relação as proposta de leis, aplicação melhor da destinação de verbas. Acredito que um deputado federal eleito por um estado, tem obrigação de mandar a verba dele para o estado que o elegeu e não para outras cidades. Está na constituição, que pode mandar verba para outro estado, porém como eleitor ,  não concordo com essa questão. Como candidato, tenho interesse em criar uma lei que obrigue a destinação correta da verba para o estado em que qual o político foi eleito. Criar uma lei de viabilidade de obras, onde o gestor teria como obrigação prestar conta a população o porque quer fazer uma determinada obra e se realmente a cidade está precisando do serviço daquele porte e se vai suprir as necessidades da população. Uma prestação de contas, para que se não inicie obras que não tenham viabilidade, como aconteceu com o VLT. A Lei da responsabilidade educacional que funcionaria nos moldes da lei de responsabilidade fiscal. Restabelecer uma lei antiga da CLT que amparava as mulheres gestantes que trabalham em regiões insalubres.

CO Popular- Com relação ao VLT tem alguma proposta para destravar o modal?

Marcos Harter- Um símbolo de vergonha e corrupção em Mato Grosso. A resolução da obra é de competência do governador e o que pude analisar é que um deputado nada pode fazer, em termos diretos.  Fazendo uma análise, do que até agora se gastou no modal, vejo que o mais viável era o BRT. A ideia instituir um transporte rápido, resultou em uma vergonha após a deflagração da operação descarrilho da Polícia federal. O ex- governador Silval Barbosa, já sabia que o modal não seria viável para Cuiabá , que era um meio de transporte inferior, que a cidade realmente precisava. Já se gastou R$ 1 bilhão, apenas 30% das obras foram concluídas e a finalização está muito longe. O próximo governador vive uma situação complicada e há possibilidade que seja realizado um plebiscito para a população decidir o que vai ser feito em relação a isso. Por isso, analisei que posso criar uma lei, para que situações como essas não ocorram no resto do Brasil. Desde o começo, foi uma obra mal intencionada, mal planejada.    


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