Esporte

04/10/2017 08:37 TERRA

Tite 'escorrega' ao voltar a falar de transparência na CBF

O técnico Tite, da Seleção Brasileira, 'escorregou' na entrevista coletiva  concedida na noite desta terça-feira (3) em Teresópolis, região serrana do Rio de Janeiro. Ao ser indagado sobre transparência e democratização no comando do futebol brasileiro, termos que ele gosta de utilizar, disse que põe em prática esses conceitos em seu trabalho, sem contestar o que se passa na direção da CBF, cujo presidente Marco Polo Del Nero foi indiciado pela Justiça dos EUA por crimes de corrupção.

Em dezembro de 2015, Tite foi signatário de um documento elaborado por lideranças do Bom Senso FC, no qual exigia a renúncia do presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, e a convocação imediata de eleições livres e diretas para a confederação, sem cláusula de barreiras. Assinaram com ele personalidades como Pelé, Chico Buarque, Zico, Faustão, Tostão, Gregório Duvivier e Luciano Huck.

Poucos meses depois, Tite aceitou convite de Del Nero para assumir o comando da Seleção Brasileira, em substituição a Dunga. Com receio de ver aprofundada a crise na entidade, em razão de fiascos seguidos em duas edições da Copa América e do péssimo desempenho da equipe nas eliminatórias do Mundial da Rússia, o presidente da CBF não teve alternativa. Apelou para o melhor técnico do futebol brasileiro, que vinha de excelente campanha no Corinthians.

Em 20 de junho de 2016, quando de sua primeira entrevista como técnico da Seleção, Tite não se furtou a responder sobre sua relação com Del Nero, embora sem se estender. Disse que sua maneira de contribuir (para o futebol brasileiro) seria "mantendo a mesma opinião", sem abrir mão de sua autonomia "para buscar o melhor para a Seleção".

"O convite que me foi feito foi para ser técnico da Seleção de futebol. Adjetivos como transparência, democratização, excelência e modernidade são a forma como penso. Todo o meu legado pode falar, foi a forma como sempre conduzi", declarou naquela oportunidade. Desde então, não voltou mais ao tema em entrevistas coletivas.

Nesta terça, porém, explicou que fez uso das palavras democratização e transparência em junho de 2016 para falar apenas da sua conduta.


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