19 de Junho de 2019

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Terça-feira, 28 de Maio de 2019, 15h:45 - A | A

FUTEBOL

Jogos de ‘gigantes’ brasileiros realizados na Arena Pantanal são investigados por fraude

Olhar Direto

Foto: Rogério Florentino/Olhar Direto

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Os jogos realizados pela Roni7 Eventos, do ex-jogador e empresário Roni, realizados na Arena Pantanal, em Cuiabá, deverão passar por análise das autoridades. A suspeita é que possa ter havido fraude por parte da empresa nos borderôs dos eventos. Roni foi preso no último final de semana pela Polícia Civil do Distrito Federal, mas liberado no domingo (26), após pagamento de fiança. Ao todo, são de 15 a 20 partidas que estão sob análise.


Segundo a Polícia Civil do Distrito Federal, a empresa divulgava um público menor do que o que comparecia realmente aos jogos para pagar menos impostos, calculados a partir da renda de cada partida.
 
Em Cuiabá, a empresa foi a responsável por realizar o jogo entre Cruzeiro e Corinthians, na abertura do Brasileirão de 2015. Na ocasião, foram vendidos 8.975 ingressos, que totalizaram R$ 860.005,00. Após os descontos, a renda líquida ficou em R$ 564.915,60. Neste confronto, foram 2.286 entradas para não pagantes ou Portadores de Necessidades Especiais (PNEs).

 

Além deste jogo, Roni também ajudou a trazer outros jogos para Cuiabá, junto com outro empresário. Em seu site, a empresa cita as partidas entre Vasco x Flamengo e Ponte Preta x Palmeiras, também realizadas na Arena Pantanal, em 2015.

O delegado Leonardo de Castro, coordenador da Coordenação Especial de Combate à Corrupção, ao Crime Organizado, aos Crimes contra a Administração Pública e aos Crimes contra a Ordem Tributária (Cecor), disse ao Olhar Direto que as investigações da 'Operação Episkiros' estão focadas nos jogos realizados no Distrito Federal.

Porém, pontua que em meio às apurações já havia se vislumbrado a possibilidade da atuação do grupo em jogos em Cuiabá e em outras praças. 

"Neste ponto, assevero que a investigação ainda está em andamento, estando o material apreendido na operação do último sábado (25), em análise e, caso se encontre provas de ilícito penal nos jogos realizados em outras unidades da Federação as informações serão compartilhadas com os órgãos com atribuição para apuração", finalizou o delegado.
 
O grupo é acusado de informar uma arrecadação menor do que a verdadeira para pagar menos taxas e impostos. Neste momento, a Polícia Civil está tratando os clubes e federações dos times que venderam o mando de campo como vítimas, uma vez que tiveram a arrecadação prejudicada, mas nenhuma linha de investigação está descartada.



Ao todo, sete pessoas tiveram a prisão decretada por 48 horas durante a operação deflagrada enquanto Botafogo e Palmeiras se enfrentavam no Mané Garrincha , no último fim de semana.

A reportagem não conseguiu contato com o ex-jogador e nem com o outro representante da empresa.

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