Geral

10/08/2017 11:06 FOLHA MAX

Primeiro implante de válvula aórtica sem sutura é realizado em Cuiabá

Os Serviços de Cirurgia Cardiovascular de Cuiabá cada vez mais tem investido em técnicas e tecnologias cirúrgicas, acompanhando as tendências dos grandes centros. Um exemplo foram as cirurgias cardíacas realizadas no Hospital Amecor na semana passada. Foram realizadas duas cirurgias para implante de prótese aórtica de liberação rápida sutureless, as primeiras realizadas no Centro-Oeste do país.

Essa técnica cirúrgica é relativamente nova, sendo utilizada pela primeira vez no Brasil em maio de 2016, no Rio Grande do Sul e mais amplamente difundida após abril desse ano, com a certificação de alguns médicos pelo país.

No Brasil, somente oito equipes de cirurgia cardíaca são certificadas à realização desse procedimento. E em Cuiabá, é realizado pela equipe de Cárdio-cirurgia Pró-Cardíaco, do professor e  Dr. Antonio Carlos Brandi, que opera também na cidade de São José do Rio Preto em São Paulo e utilizando a estrutura da Amecor, trouxe o procedimento para cá, realizado pela primeira vez em Cuiabá

Ele explica que enquanto em uma cirurgia convencional para troca valvar aórtica, o tempo de circulação extracorpórea (tempo em que o coração e os pulmões ficam parados e uma bomba os substitui) atinge cerca de 70 minutos, quando se utiliza a prótese de liberação rápida, esse tempo é de 30 a 35 minutos.

Com isso, consegue-se um menor trauma metabólico cirúrgico, reduzindo-se o tempo de internação em Unidade de Terapia Intensiva e tempo de internação hospitalar, diminuindo, por exemplo, os índices de infecção hospitalar.

A prótese sem sutura é indicada para os casos de estenose aórtica (quando a válvula aórtica não consegue abrir completamente devido ao acúmulo de cálcio) em pacientes que apresentem risco às cirurgias convencionais. Pacientes idosos ou que apresentem fragilidade física, pacientes com enfisema pulmonar, insuficiência renal ou que apresentem fatores de alta morbidade terão grande benefício com essa nova técnica. "Quando poderíamos imaginar que uma paciente de 75 anos, com grande fragilidade física, fosse submetida à correção das valvas mitral e aórtica e tivesse condições de alta hospitalar no terceiro dia de pós-operatório”, completa Dr.Brandi.


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