Geral

11/08/2017 09:41 Diário da Serra

Hospitais deixam de atender 5 mil pessoas em MT

Cinco mil pessoas ficaram sem atendimentos com a paralisação dos filantrópicos que hoje completa cinco dias. Aderiram ao movimento desde o dia 07 o Hospital Geral Universitário, a Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá, o Hospital Santa Helena e Santa Casa de Misericórdia de Rondonópolis. As quatro unidades juntas atendem por mês mais de 30 mil pacientes, uma média de mil por dia. A paralisação seria pela falta de repasses do Governo. Profissionais já começam abandonar quadro das unidades. 

Os reflexos da falta de recursos está sendo sentido no quadro de funcionários. Quatro profissionais intensivistas pediátrico e neonatal da Santa Casa Rondonópolis pediram as contas da unidade na última quarta-feira. O motivo seria a instabilidade financeira, por estarem recebendo mês sim, dois meses não, o que inviabiliza de se manter no serviço. Por mês são em média cinco mil atendimentos pelo SUS na unidade. 

“Importante relatar que dentre esses profissionais, alguns só trabalham única e exclusivamente na Instituição. Essa unidade com 36 leitos UTI neonatal e 10 leitos uti pediátricos (única unidade no Sul do Estado) foi inaugurada em setembro de 2016 e desde então não se cumpriu, infelizmente os pagamentos com regularidade”, confirma nota da Santa Casa de Rondonópolis. 

O Hospital Geral, em Cuiabá, tem por mês cerca 15 mil atendimentos entre procedimentos hospitalares, exames e consultas realizadas todos os meses em prol da população usuária do Sistema Único de Saúde. Ele é o maior hospital filantrópico em números de atendimentos SUS do Estado de Mato Grosso. No entanto, desde o último dia 07 a unidade também decidiu “fechar as portas” para novos pacientes devido a inviabilidade financeira. 

Já o Hospital Santa Helena e a Santa Casa de Cuiabá atendem aproximadamente três mil e oito mil atendimentos ao mês, respectivamente. Os atrasos, que superam os R$ 10 milhões fez com que, segundo a Federação dos Hospitais Filantrópicos de Mato Grosso (FEHOS), as “portas se fechassem” para os novos pacientes. A federação alega que o déficit é de em torno de R$ 3,6 milhões por mês e, segundo ele, o governo se comprometeu a pagar R$ 2,5 milhões por mês para os cinco hospitais. Somente casos de urgência e emergência estão mantidos. A paralisação é por tempo indeterminado. 

Ao que tudo indica, os atendimentos não tem data para voltarem, já que de um lado as unidades alegam não ter mais condições de se manter devido aos atrasos e de outro o Governo afirma que não deve aos filantrópicos. O Governo do Estado alega que não existe qualquer dívida com os hospitais filantrópicos. O que existiu foi uma ajuda emergencial devido à crise dos hospitais. No entanto, devido à inviabilidade orçamentária, o Estado não deve repassar mais estes valores. Segundo o Estado, no final de 2016, diante das dificuldades financeiras enfrentadas pelos hospitais filantrópicos, autorizou repasse emergencial para os hospitais durante três meses. 

No entanto, no mês passado, em reunião com os dirigentes das unidades foi explicado que o auxílio não seria possível. O Governo do Estado, confirmou ainda que apoia financeiramente as prefeituras de Cuiabá e de Rondonópolis com repasses financeiros, que são usados pelas secretarias municipais de Saúde para o custeio de serviços médicos, incluindo aqueles contratados junto aos hospitais filantrópicos. 

Em entrevista a uma emissora de rádio ontem pela manhã o governador Pedro Taques avaliou que uma melhora da economia pode possivelmente com o repasse de verbas para os filantrópicos. “É possível rever isso lá para frente quando melhorar o caixa”, disse Taques. 


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