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11/08/2017 14:52 MÍDIA NEWS

Comandante-geral demite PMs acusados de favorecer o tráfico

O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Marcos Vieira da Cunha, formalizou a demissão de dois policiais militares acusados de exigir propina para a liberação de traficantes em Cuiabá.

Os militares demitidos foram Renato Carradine de Souza e Reinaldo Jorge Magalhães. Eles foram presos em agosto de 2015, após a Justiça considerar que havia fortes indícios de que eles cobravam propinas, que variavam de R$ 5 mil a R$ 10 mil, para que “desistissem” de prender traficantes de drogas.

Investigações feitas pela Corregedoria da Polícia Militar revelaram que eles também cobrariam R$ 10 mil para liberar porte ilegal de armas e permitiam que traficantes continuassem fornecendo drogas, mesmo após flagrante policial.

Conforme a Justiça, os militares faziam do crime ”meio de enriquecer, envolvendo criminosos perigosos, pois em uma das ocasiões deixaram de prender os autores de tráfico de grande quantidade de droga, que ficam impunes”. Eles foram acusados pelo crime de concussão.

Os dois obtiveram liberdade no ano passado, após sucessivas negativas da Justiça em conceder habeas corpus. A ação contra eles ainda está em fase de tramitação, por meio de oitivas de testemunhas e apresentação de provas.

No âmbito da Corregedoria da PM, o caso teve as apurações concluídas. Com base em relatório sobre o caso, o comandante-geral assinou as demissões, publicadas no Diário Oficial desta sexta-feira.

Nos decretos das demissões, Cunha frisou que eles violaram os valores éticos, morais, deveres e obrigações estabelecidos no Regulamento Disciplinar da Polícia Militar de Mato Grosso.

“Por terem cometido os fatos descritos na peça acusatória, violando os valores éticos, morais, deveres e obrigações previstos no Artigo 12 e 13 do Regulamento Disciplinar da Polícia Militar do Estado de Mato Grosso (RDPMMT), resolve:  demitir das fileiras da Polícia Militar de Mato Grosso o Policial Militar, SD PM Renato Carradine de Sousa e SD PM e o CB PM Reinaldo Jorge Magalhães”, assinalou.

O comandante a PM determinou o recolhimento imediato da identificação funcional do fardamento e dos apetrechos que pertençam à Fazenda Pública Estadual e que estejam sob posse dos militares demitidos.

“Remetendo tais materiais, ora a Diretoria de Gestão de Pessoas (identidade), ora para a Seção de Apoio Logístico e Patrimônio (material da Fazenda Pública), tendo 05 (cinco) dias para a remessa ou que preste informação de qualquer impossibilidade”, assinalou.

Ele ainda decretou que a diretoria de Gestão de Pessoas adote as providências para a exclusão dos nomes dos militares demitidos da folha de pagamento.


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