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SUCATEADO 14/11/2017 08:27 Regina Botelho

Transporte público em VG está longe do ideal

Nos pontos de ônibus, os moradores de Várzea Grande têm muitas reclamações sobre o transporte público. Lotação, tarifa cara, poucos ônibus e falta de conforto são apenas algumas das queixas.

O problema é antigo e parece distante de ser resolvido. A reportagem do Jornal Centro-Oeste Popular foi às ruas da cidade e encontrou diversas situações que irritam os passageiros.

Para o professor Osvaldo Santos, do Centro os principais problemas são os ônibus superlotados e os horários em que faltam veículos. “Tem horários que falta ônibus. Precisam criar linhas novas e outras, serem reajustadas”. Patrícia Schacht do Jardim Aeroporto, diz que andar de ônibus é sinônimo de dor de cabeça. “Para quem pega todo dia, é muito tumulto e ônibus lotado. O nosso demora muito para passar e é muito caro para quem ganha salário”, diz.

Silvana utiliza o sistema diariamente. Ela queixa da falta de conforto do Terminal André Maggi e superlotação. “Quando entramos nos coletivos parece que estamos em um

estádio de futebol é um amassando o outro. Deveria ter um limite de lotação de passageiros. O sistema em Várzea Grande é uma vergonha precisa de muitas melhorias para honra o preço que nós usuários pagamos”. Devido à superlotação teve seu celular furtado.

Walkíria Campos, diz que não usa o transporte coletivo todos os dias, mas que quando usa, percebe os problemas. “É péssimo, superlotado. Demora até 25 minutos para passar e você chega atrasado aos compromissos. O valor é muito alto e não tem conforto”.

Hungriana Pereira é moradora do Milton Figueiredo. Ela trabalha em Cuiabá e para chegar no horário em seu serviço acorda cedo. “ Falta ar condicionado nos veículos. Os horários não são cumpridos, alto custo da tarifa frente, má qualidade do serviço prestado e falta de fiscalização da Prefeitura”.

Lúcia Magalhães do Nova Fronteira também tece duras criticas ao sistema de transporte público em Várzea Grande. De acordo com a usuária, além de poucos ônibus para atender os moradores, não temos nem ponto do coletivo. “A única empresa que opera no sistema, a União Transporte não investe na qualidade dos serviços. Nos horários de pico, a situação fica mais agravante. Além disso, os ônibus são velhos e com frequência quebram no meio do percurso”.

E as deficiências no sistema não param por aí.

Em vários pontos da cidade muitos usuários esperam o coletivo em pé expostos ao sol quente e a chuva. Outra deficiência é a falta de sinalização. “Aqui não tem ponto. “Essa parada no bar foi definida pelos moradores”, lamenta o auxiliar de serviços gerais Antonio Sebastião do 13 de Setembro.

A triste realidade é vivenciada diariamente por mais de 150 mil pessoas que dependem do sistema para se deslocar para escolas, trabalho e outras atividades no município.

Terminal

Terminal André Maggi está um caos, falta segurança, sinalização, água, banheiros quebrados, a péssima higiene e o que agrava os índices de péssima qualidade do serviço prestado ao cidadão que necessita do transporte coletivo para exercer seu direito de ir e vir.

Longas esperas nos pontos de ônibus e tumulto no Terminal André Maggi fazem parte da vida dos usuários. Localizado na área central da cidade, a estrutura do terminal não comporta atender a demanda de usuários.

Juliana Capriata do Mapim utiliza o terminal todos os dias e diz que a situação é muito complicada. “Complicado o desembarque e embarque no local. Os ônibus saem lotados em qualquer horário e não contam com ar-condicionado. A União Transporte precisa urgente ter uma empresa concorrente. Várzea Grande não conta com nenhum transporte alternativo”, enfatiza.

Já Túlio Arruda, do Jardim dos Estados reclama da demora para o embarque que na sua opinião, ocorre devido a grande lotação de pessoas no espaço.

Além do congestionamento dos veículos, que fazem embarque e o desembarque de passageiros ser mais lento, as filas gigantescas também existem e a cena de pessoas disputando um lugar no veículo. “O transporte público não é de uma ou duas pessoas.

Tem que haver concorrência para melhorar a qualidade”, afirmou o senhor Benedito Santana, do Jardim Glória.

Promessas não cumpridas

“Pra Avançar e Melhorar”. Esse foi o slogan da campanha da prefeita Lucimar Campos(DEM), na campanha de 2014. Eleita com 95.634 votos, 76,16% do total de votos válidos, ainda não conseguiu melhorar o sistema de transporte coletivo em Várzea Grande.

Em seu plano de governo a promessa era garantir transporte coletivo de qualidade a preços acessíveis e ambientalmente corretos, priorizar o sistema com integração de todos modais de transporte. Mas até o momento o serviço está a desejar.

Outro lado

Por telefone, a reportagem entrou em contato com o empresário Rômulo Botelho, proprietário da empresa União Transporte, que detém a concessão do serviço do transporte coletivo, em Várzea Grande, que liga a cidade a Cuiabá. Mas até o fechamento da edição não obteve êxito.


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