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12/01/2018 10:16 Folha Max

Após pagar salários, Taques ainda prevê "tempos difíceis" para a economia de MT

Após efetuar o pagamento de 100% do funcionalismo público nesta quinta-feira (11), o governador Pedro Taques (PSDB) prevê “dias difíceis” para as finanças do Estado. Apesar de se considerar otimista, o tucano aponta que a crise nacional ainda é muito forte e todos os governadores do Brasil enfrentam dificuldades de ordem financeira.

“Salário não é favor, é um direito do servidor e um dever do Estado. Só que as pessoas esquecem que nós estamos vivendo a maior crise econômica da história. Para alguns, infelizmente, ainda não caiu a ficha”, disse o governador em entrevista ao programa Resumo do Dia.

Taques lembrou que 12 estados estão com salários atrasados há alguns meses. Já Mato Grosso, pagou 100% da folha salarial – entre ativos e inativos – nos últimos três dias. 

Além da crise de nível nacional, o governador recordou que assumiu o cargo, em 2015, com um histórico de “desvios” e de bombas que explodiriam em sua gestão, como o pagamento da dívida dolarizada e empréstimos para as obras da Copa do Mundo. “Nós temos que lembrar sim, algumas vezes o passado. Nós estamos administrando com responsabilidade”, assinalou.

Para o ano de 2018, o tucano afirmou que a meta é “superar desafios diários”. O discurso muda o tom adotado no final do ano passado, quando, após pagar os salários de novembro e o 13º dos comissionados, previu um 2018 com equilíbrio econômico aos servidores públicos.

Segundo ele, apesar de ter esperanças, não há a ganratis de que os pagamentos ocorrerão dentro do prazo legal. “Mês que vem, como será? Cada dia com a sua agonia. O salário está na conta, o que é um direito do servidor, e agora vamos tratar de outros temas”, colocou.

SECRETARIADO

O governador afirmou que já está discutindo as mudanças que promoverá no secretariado por conta do calendário eleitoral, quando alguns assessores deixarão os cargos para disputarem as eleições. Até o momento, os nomes confirmados são dos secretários de Cidades, Wilson Santos (PSDB), e da Casa Civil, Max Russi (PSB), que concorrerão a um novo mandato na Assembleia Legislativa.

“Os substitutos nós já estamos conversando para que não tenhamos nenhuma solução de continuidade. Teremos o princípio da administração pública sendo cumprido e o cidadão não possa sofrer nenhum prejuízo”.


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