Geral

06/03/2018 10:10

Segunda fase deve ter como alvo escritórios de advocacia e parentes de políticos

OPERAÇÃO BERERÉ

A segunda fase da operação Bereré, que apura desvios milionários no Detran (Departamento Estadual de Trânsito), deve ser deflagrada nas próximas semanas, e promete fortes emoções. O esquema teria beneficiado muita gente importante até o mês de fevereiro de 2016 em Mato Grosso, e conforme fontes do jornal Centro Oeste Popular, a segunda fase deve acertar em cheio grandes escritórios de advocacia, além de parentes ligados a políticos que foram alvos da primeira fase da Bereré.

A Defaz e o Gaeco estão de posse de informações e provas que comprometem altas figuras insuspeitas do mundo empresarial e político de MT.  A Operação Bereré foi eflagrada no último dia 19 de fevereiro, apura um esquema de criminoso de desvio e lavagem de dinheiro por meio de propina entre o Detran-MT e as empresas EIG Mercados e Santos Treinamento Ltda.

A operação é desdobramento da delação premiada do ex-presidente do Detran, Teodoro Moreira Lopes, o "Dóia". Ele revelou esquemas de corrupção na autarquia, iniciados em 2009, e que renderia, ao menos, R$ 1 milhão por mês.

As empresas FDL Serviços de Registro, Cadastro, Informatização e Certificação Ltda. (que agora usa o nome de EIG Mercados Ltda.), e a Santos Treinamento Ltda. teriam sido usadas para lavar dinheiro no esquema.

A EIG Mercados venceu uma licitação, em 2009, para prestar serviços de registro de financiamentos de contratos de veículos, por um período de vinte anos.

Até julho de 2015, a empresa ficava com 90% da arrecadação anual - estimada em R$ 25 milhões - e o órgão com 10%.  

Em julho de 2015, já na gestão Pedro Taques (PSDB), o Detran fez um termo aditivo ao contrato, passando a receber 50% da arrecadação.

Os envolvidos no esquema tiveram os bens, no valor de R$ 27 milhões, bloqueados pela Justiça, através da decisão do desembargador José Zuquim Nogueira, Tiveram as contas bloqueadas Mauro Savi, Pedro Henry Neto, Marcelo da Costa e Silva, Antônio Eduardo da Costa e Silva, Claudemir Pereira dos Santos, Dauton Luiz Santos Vasconcellos, Roque Anildo Reinheimer, Merison Marcos Amaro, José Henrique Ferreira Gonçalves, José Ferreira Gonçalves Neto, Gladis Polia Reinheimer, Janaina Pollà Reinhéimer, Juliana Polia Reinheimer, Eduardo Botelho, DL - Serviços de Registro Cadastro, Informatização e Certificação' de Documentos Ltda., atualmente EIG - Mercados, Santos Treinamento e Capacitação de Pessoal Ltda. e União Transporte e Turismo Ltda. 

Governo vai rescindir contrato com a empresa

O controlador-geral do Estado de Mato Grosso, Ciro Gonçalves, afirmou em entrevista à Rádio Capital FM nesta sexta-feira (2), que o Estado de Mato Grosso vai rescindir o contrato com a empresa FDL/ EIG Mercados ainda no mês de março. Conforme auditoria realizada pela CGE, o Detran tem condições de realizar sozinho o serviço, sem a necessidade de que a empresa esteja envolvida.

"Afirmo com bastante garantia. O Detran está muito bem assessorado pela CGE e PGE para que ainda em março possa rescindir esse contrato, em que pese indícios fortes de crime", afirmou Ciro.

Sobre a suposta multa de R$ 100 milhões que teria que ser paga pelo Estado em caso de quebra de contrato junto à empresa, Ciro Gonçalves afirmou que espera que o Judiciário veja que há "robustos indícios de crime" por parte da FDL - Serviços de Registro de Cadastro, Informatização e Certificação de Documentos LTDA.

"São três delatores que trazem a mesma versão sobre o mesmo fato. Isso é muito consistente e a gente acredita que o Judiciário compreenda isso caso haja um reclame da empresa que hoje presta o serviços. Nós estamos em uma situação com fortes indícios de que tenha havido crime durante a licitação desse contrato", afirmou o controlador-geral. 


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