Mato Grosso

14/09/2018 10:49 OLHAR DIRETO

Laudo contesta versão de delegado e diz que médica não estava embriagada

A médica Letícia Bortolini não estava embriagada na noite de 14 de abril deste ano, quando se envolveu em um acidente que terminou com a morte do verdureiro Francisco Lúcio Maia. A afirmação consta no laudo pericial, decorrente do exame clinico ao qual ela foi submetida, no Instituto Médico Legal (IML) de Cuiabá.

No total, o perito, médico legista Marcos de Moraes Gomes, que realizou o exame, respondeu a cinco questões que compõem o teste. O exame foi aplicado quatro horas depois do acidente, momento em que Leticia foi conduzida pela polícia ao IML.


Conforme descrito pelo médico no laudo, Letícia estava com marcha normal, vestes normais e a face ruborosa, o que, explicou o perito, ocorreu em decorrência do choro causado pelo choque do acidente. Ele destacou ainda que a locução dela na noite do acidente era normal, que o hálito era normal e a única variação se deu no humor da médica, “depressiva pelo fato”.

 

Ao assinalar a conclusão do exame, o perito destacou que “o periciando [Letícia] não apresentou, no momento do exame, evidências de embriaguez alcoólica”. Por conta disso, ao responder aos quesitos que compõem o exame, o profissional foi taxativo ao afirmar que a médica não estava clinicamente embriagada e nem tampouco colocava em risco sua segurança ou a de terceiros.


Mesmo com a evidência de que não estava embriagada, Letícia foi denunciada pelo Ministério Público Estadual (MP) por quatro crimes, homicídio por dolo eventual, omissão de socorro, se afastar de local de acidente e dirigir veículo embriagada. O dolo eventual, usado pelo delegado, foi justificado pela ingestão de bebida alcoólica, fato negado pela perícia.


A denúncia, que exclui de qualquer responsabilização o marido de Letícia, o médico Aritony de Alencar Menezes, ainda será analisada pela Justiça.


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