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23 de Março de 2019

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Quarta-feira, 13 de Março de 2019, 14h:07 - A | A

Coronel réu no caso da “Grampolândia” pede reinterrogatório a oito dias do início do julgamento

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A defesa do coronel Evandro Lesco, envolvido no esquema de grampos ilegais em Mato Grosso, a “Grampolândia Pantaneira”, protocolou um requerimento para que o policial militar seja reinterrogado pela Justiça. O pedido foi feito apenas oito dias antes do início do julgamento do caso, previsto para os dias 20, 21 e 22 de março.
 

 
A petição do réu foi protocolada às 15h48 desta terça-feira (12). A defesa requer que seja feito o reinterrogatório do coronel Evandro Lesco. O militar e sua esposa, professora de educação física e personal trainer Helen Christy Carvalho Dias Lesco, chegaram a ser presos por envolvimento no esquema de grampos telefônicos no Estado. Desde dezembro de 2018 o coronel já não faz mais uso nem de tornozeleira eletrônica.
 
Em agosto do ano passado a Justiça deferiu o pedido de outro envolvido no esquema, o cabo da Polícia Militar Gerson Luiz Ferreira Corrêa Júnior, para que fosse reinterrogado. Nesta época, no entanto, o julgamento ainda não havia sido marcado e o cabo foi ouvido.
 
O pedido do coronel Lesco foi feito a apenas oito dias do início do julgamento da “Grampolândia”. O militar poderá será condenado pelo crime de realização de operação militar sem ordem superior, que prevê de três a cinco anos de reclusão.
 
O caso
 
A operação responsável por revelar o esquema de interceptações ilegais na PM chama-se "Esdras" e foi desencadeada em 27 de setembro de 2017, com base no depoimento prestado pelo tenente coronel da Policia Militar José Henrique Costa Soares, revelou um verdadeiro esquema criminoso para frear as investigações sobre interceptações ilegais e afastar o desembargador.
 
Conforme os autos, em depoimentos prestados por Soares, “descortinou-se um sórdido e inescrupuloso plano” no intuito de interferir nas investigações policiais e macular a reputação do desembargador Orlando Perri em todos os inquéritos instaurados.
 
Segundo o processo, Costa Soares foi convocado para atuar como escrivão no inquérito do caso grampos. Logo da convocação, a suposta organização criminosa teria buscado sua cooptação.
 
Seria tarefa do tenente coronel a juntada de informações sobre Perri para provocar a suspeição do magistrado. Vários militares teriam se envolvido no esquema, sendo os coronéis da Polícia Militar Zaqueu Barbosa, Evandro Lesco e Ronelson Barros, além do tenente coronel Januário Antônio Edwiges Batista e o cabo Gerson Luiz Ferreira Correa Junior.
 
Reportagem do programa "Fantástico", da Rede Globo, revelou na noite de 14 de maio que a Polícia Militar em Mato Grosso “grampeou” de maneira irregular uma lista de pessoas que não eram investigadas por crime.
 
Segundo a denúncia do MPE, foi Gerson quem fez à Justiça os pedidos de autorização para interceptação de números de telefones de políticos, advogados e jornalistas, grampeados no esquema.  A prática de gravação telefônica clandestina, de pessoas que não são acusadas de crime, é conhecida como “barriga de aluguel”. Acusado de ser o operador do esquema, o cabo Gerson, também ficou encarcerado por nove meses.

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