Policia

09/08/2018 09:14 Gazeta Digital

Sem renda, esposa de chefe do CV movimenta quase R$ 1 milhão

A movimentação de altos valores por pessoas que não tinham qualquer fonte de renda foi o pontapé inicial das investigações que resultaram na megaoperação Red Money, deflagrada pela Polícia Civil nesta quarta-feira (8) em 9 cidades mato-grossenses contra 94 membros da facção criminosa Comando Vermelho. Uma dessas pessoas é Jeniffer Lemes que movimentou R$ 800 mil em 4 meses.

Ela é proprietária da loja de fachada, J.J. Iformática, localizada no bairro Cristo Rei, em Várzea Grande e esposa de Jonas Souza Gonçalves Junior, o Batman, um dos principais líderes da organização criminosa que era responsável pelo departamento financeiro e movimentou R$ 52 milhões em 1 ano e meio. Ele é condenado por assalto a agências bancárias.

 

O fato de Jeniffer não ter fonte de renda e movimentar milhares de reais, assim como outras pessoas que também movimentavam grandes quantias em dinheiro através da empresa chamou atenção da Polícia Civil. Ao todo, Jeniffer movimentou mais de R$ 1,1 milhão dentro do esquema. Ela e o marido estão entre as 83 pessoas que foram presas na operação nesta quarta-feira. De acordo com os delegados que coordenam as diligências, por volta das 15h ainda faltavam cumprir 11 mandados no interior do Estado. 

As investigações foram iniciadas há 15 meses em torno da empresa de fachada usada para lavar dinheiro. Os investigadores logo descobriram que a empresa possuía um capital inicial de R$ 500 mil e pertencia ao Batman. “No período de 1 ano e 6 meses, houve circulação de montantes entre R$ 5 milhões a R$ 800 mil, dependendo do CPF”, afirmou o delegado coordenador do núcleo de inteligência, Luiz Henrique de Oliveira durante coletiva de imprensa nesta quarta-feira. 

Dos 260 CPFs investigados que realizaram transações financeiras junto à empresa, 180 foram identificados como pertencentes a criminosos ou parentes próximos. Conforme o delegado, nenhuma das movimentações e pessoas identificadas tinham ligação com o objeto social da empresa, ao contrário das pessoas que realizaram transações com o estabelecimento.

Ao lado da empresa, outras contas bancárias foram identificadas e definido um “núcleo de liderança”, no que se refere à movimentação financeira da facção criminosa.

A partir disso, a Polícia Civil chegou ao líder da facção, com papel de comando na parte financeira. Trata-se de Francisco Soares Lacerda, o Brasília, que utilizou-se, principalmente, da esposa para movimentação ilícita e aquisição patrimonial. A esposa de Brasília, que não teve o nome divulgado, foi quem mais movimentou dinheiro na conta, durante toda a investigação foram mais de R$ 5,3 milhões.  “No período de 1 ano e 6 meses, houve circulação de montantes entre R$ 5 milhões a R$ 800 mil, dependendo do CPF”, afirmou o delegado coordenador do núcleo de inteligência, Luiz Henrique de Oliveira durante coletiva de imprensa nesta quarta-feira. 

Dos 260 CPFs investigados que realizaram transações financeiras junto à empresa, 180 foram identificados como pertencentes a criminosos ou parentes próximos. Conforme o delegado, nenhuma das movimentações e pessoas identificadas tinham ligação com o objeto social da empresa, ao contrário das pessoas que realizaram transações com o estabelecimento.

Ao lado da empresa, outras contas bancárias foram identificadas e definido um “núcleo de liderança”, no que se refere à movimentação financeira da facção criminosa. A partir disso, a Polícia Civil chegou ao líder da facção, com papel de comando na parte financeira. Trata-se de Francisco Soares Lacerda, o Brasília, que utilizou-se, principalmente, da esposa para movimentação ilícita e aquisição patrimonial. A esposa de Brasília, que não teve o nome divulgado, foi quem mais movimentou dinheiro na conta, durante toda a investigação foram mais de R$ 5,3 milhões. 


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