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23 de Março de 2019

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Quarta-feira, 13 de Março de 2019, 15h:03 - A | A

Meios estrangeiros destacam lei de posse de armas ao noticiar massacre

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Ao noticiarem o massacre de Suzano (SP), nesta quarta-feira, 13, jornais estrangeiros mencionam a mudança nas regras sobre posse de arma adotada pelo governo de Jair Bolsonaro  e o elevado índice de violência no Brasil. Também lembram outra tragédia em escola brasileira, a de 2011 em Realengo (RJ).

“É o primeiro fato deste tipo da presidência de Bolsonaro, e tem um antecedente dramático no Rio de Janeiro, onde em 2011 um ex-aluno matou 12 garotos em uma escola”, informou o Clarín, de Buenos Aires. “As leis sobre armas são extremamente estritas no Brasil, mas não é difícil comprar ilegalmente uma arma. O novo presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, recentemente anunciou que os controles sobre a posse de armas seriam reduzidos”, assinalou o britânico The Guardian.

O mesmo jornal e o francês Le Monde informaram que massacres em escolas são raros no Brasil. Mas ambos acrescentaram que o país é um dos mais violentos do mundo. A agência Deutsche Welle, da Alemanha,também ressaltou o alto nível de violência vivido pelo país nos últimos anos.

“O Brasil é um dos países mais violentos do mundo. Mais de 60.000 pessoas são mortas todos os anos”, diz a reportagem, que ressalta que até agora tiroteios em escolas foram raros. “Recentemente, Jair Bolsonaro modificou a legislação sobre armamentos para facilitar a compra de armas de fogo”, completa o jornal alemão.

O Guardian lembrou especialmente o caso de Realengo, quando o ex-estudante Wellington Menezes de Oliveira, matou 12 garotos na Escola Municipal Tasso da Silveira e se suicidou O jornal El País, da Espanha, igualmente mencionou esse episódio.

“O Brasil acaba de sofrer um desses massacres tão frequentes nos Estados Unidos, mas não em um país sul-americano. O cenário foi uma escola. O acontecimento lembra o massacre há sete anos em um colégio público do Rio de Janeiro, onde um ex-estudante entrou armado e assassinou uma de alunos antes de disparar um tiro contra si”, registrou.

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