19 de Junho de 2019

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Terça-feira, 11 de Junho de 2019, 16h:21 - A | A

O MORO SALVOU BRASIL?

De trabalho bem feito a revelações gravíssimas: parlamentares de MT comentam áudios de Moro

OLIVRE

(Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

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Enquanto deputados governistas avaliam as mensagens não apontam para eventuais ilegalidade, os da oposição – minoria no Estado – acreditam que elas colocam em xeque a credibilidade da Operação Lava Jato.

A crítica mais contundente aos “ataques” que Moro passou a sofrer desde então veio do deputado federal José Medeiros (PODE). Vice-líder do governo Bolsonaro na Câmara, ele disse que a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) – que defendeu o afastamento de Moro do cargo de ministro – funciona como um “diretório petista”. “Nada surpreendente a reação”, avaliou.

 

Para o parlamentar, os áudios vazados apenas revelam que o então juiz e promotores da força-tarefa estavam fazendo o trabalho esperado deles: combate à corrupção. “Estavam fazendo o que a população brasileira esperava deles: luta ferrenha contra a maior quadrilha, talvez, do mundo”, destacou.

Líder da bancada de Mato Grosso no Congresso, o deputado federal Neri Geller (PP) preferiu não opinar sobre. Disse que seu foco é trabalhar o mandato que conquistou nas urnas em 2018 e ajudar o governo na articulação pela reforma da Previdência. Na segunda-feira (10), o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que as denúncias contra Moro têm o objetivo exclusivo de atrapalhar a tramitação desse projeto.

A senadora Selma Arruda (PSL) ponderou. Disse ser difícil expor uma opinião sobre o assunto porque as conversas estavam recortadas, ou seja, não houve um vazamento completo do que foi dito. “A gente pega uma frase ou duas e fica tirando conclusão. Eu acho que é prematuro falar nisso [interferência no trabalho de acusação]”.

Também ex-magistrada, Selma ainda destacou não ser possível afirmar que o autor dessas frases foi mesmo o ministro. Caso tenha sido, para ela, Moro “não ultrapassou os limites do que é ético, do que é legal”.

Também da base governista, o deputado federal Nelson Barbudo (PSL) foi por outra linha. Avaliou que o vazamento foi um crime cometido contra um ministro. Disse que a esquerda está dando “mais um tiro no pé” ao vazar as conversas obtidas, segundo ele, de forma ilegal. E destaca que nas conversas Moro defende a prisão de bandido, que nada mais é do que algo que “o povo quer ver”.“Gravíssimas as revelações do Intercept, que não são negadas pelos acusados. Demonstra claramente que o ex presidente Lula é um preso político. O mínimo que o ministro Moro deveria fazer era afastar-se do cargo para as devidas apurações. As informações deixam o Brasil na sarjeta no que tange à Justiça”, criticou a petista.

O LIVRE tentou contado também com os deputados federais Leonardo Albuquerque (SD), Juarez Costa (MDB) e Valtenir Pereira (MDB), assim como com os senadores Jayme Campos (DEM) e Wellington Fagundes (PL). Nenhumdeles enviou respostas até a publicação dessa matéria.

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