Política

08/08/2017 11:57 GAZETA DIGITAL

Welington Fagundes diz que não vai cometer mesmo erro de Taques

O senador Welington Fagundes (PR) evita tecer comentário a respeito do escândalo das interceptações telefônicas ilegais que ocorreram no Estado de Mato Grosso contra centenas de pessoas e que são apurados pelo Tribunal de Justiça.

Segundo ele, não é bom emitir opiniões antes que o caso seja completamente esclarecido e fazer pré-julgamentos contra as pessoas envolvidas, o que afirma ser um erro que o governador Pedro Taques (PSDB) comete e que ele quer evitar. “Eu não posso pré-julgar. Eu acho que pré-julgar e ficar acusando as pessoas antes de ter a apuração verdadeira dos fatos é muito ruim. E isso eu tenho visto, muitas vezes, o próprio governador pré-julgar muitos adversários. Eu não vejo isso de forma positiva. Então, eu não vou cometer o mesmo erro. Eu tenho que acreditar na boa-fé das pessoas”, disse o senador em entrevista a Rádio Capital FM.

O senador afirmou que poderia estar aproveitando o caso para se projetar em seus discursos no Senado e tripudiar os adversários políticos, mas que não o fará. “Nesse caso especificamente dos grampos, eu poderia, como senador, estar usando a tribuna do Senado para tripudiar, mas eu acredito que esse não é o melhor caminho”.

As declarações de Welington Fagundes surgiram após ele ser questionado se o escândalo dos grampos ilegais atinge a imagem do governador Pedro Taques. Ele se negou a fazer uma avaliação e citou comentário de alguém do próprio governo: Carlos Fávaro (PSD). “O próprio vice-governador colocou que atinge, que o governo está em um momento de muita dificuldade. Agora, nosso papel, na verdade, como oposição é, principalmente, ajudar o Estado de Mato Grosso. Eu quero fazer uma oposição administrativa, mostrar as falhas do governo. Esse caso é muito mais de polícia e eu não quero entrar nessa seara”, concluiu.

O caso veio a tona em maio, quando o promotor de Justiça Mauro Zaque denunciou que o alto escalão da Polícia Militar estaria cometendo interceptações telefônicas ilegais, na modalidade barriga de aluguel, ou seja, incluindo telefones de pessoas inocentes em ações judiciais de interceptação contra traficantes de drogas, no ano de 2015.

Caso teria sido levado ao conhecimento do governador Pedro Taques quando Zaque ainda era secretário de Segurança Pública. No entanto, o promotor afirma que nenhuma providência foi tomada para punir os policiais militares envolvidos e ele deixou o governo. Dentre os grampeados, estão a deputada estadual Janaina Riva, o jornalista José Marcondes “Muvuca”, a publicitária Tatiane Sangalli, dentre outros.

Desde então, o caso vem sendo apurado tanto nas Polícias Civil e Militar, no Ministério Público e conduzido pelo desembargador Orlando Perri, que já determinou a prisão de diversos militares, dentre eles o ex-comandante geral Zaqueu Barbosa e o ex-secretário da Casa Militar Evandro Lesco, além do ex-chefe da Casa Civil Paulo Taques.

 

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