Política

05/10/2017 13:01 OLHAR JURÍDICO

Selma presta depoimento como testemunha em inquérito por grampos

A magistrada Selma Rosane Arruda, da Sétima Vara Criminal de Cuiabá, compareceu nesta quinta-feira (05) ao Complexo Miranda Reis de Juizados Especiais para prestar depoimento como testemunha no inquérito policial dos grampos. Selma foi escoltada por seguranças e não falou à imprensa.

A juíza testemunhará aos delegados  da Polícia Civil Flávio Henrique Stringueta e Ana Cristina Feldner. Há suspeitas de que processos na Sétima Vara Criminal foram usados como base para interceptações telefônicas na modalidade barriga de aluguel. A magistrada nãopossuía conhecimento sobre os crimes. 
 
Grampos na modalidade “barriga de aluguel” são efetuados quando investigadores solicitam à Justiça acesso aos telefonemas de determinadas pessoas envolvidas em crimes e no meio dos nomes inserem contatos de não investigados.
 
Na mesma data, foi interrogado o sargento PM João Ricardo Soler, que  assumiu parcial culpa no grampos
 
Até o momento apenas militares foram processados. A denúncia refere-se aos delitos previstos na Legislação Militar. Os acusados são: Zaqueu Barbosa, Evandro Lesco, Ronelson Barros, Januário Batista e Gerson Correa Junior. 
 
Os cinco vão responder pelos crimes de Ação Militar Ilícita, Falsificação de Documento, Falsidade Ideológica e Prevaricação, todos previstos na Legislação Militar. Zaqueu Barbosa e Gerson Correa Junior seguem presos preventivamente.
 
Militares também são investigados por obstrução a Justiça. A operação Esdras, desencadeada no dia 27 de setembro, com base no depoimento prestado pelo tenente coronel da Policia Militar José Henrique Costa Soares, revelou um verdadeiro esquema criminoso para frear as investigações sobre interceptações ilegais e afastar o desembargador Orlando Perri do caso.
 
Conforme os autos, em depoimentos prestados por Soares “descortinou-se um sórdido e inescrupuloso plano” no intuito de interferir nas investigações policiais e macular a reputação do desembargador Orlando Perri em todos os inquéritos instaurados.
Segundo o processo, Costa Soares foi convocado para atuar como escrivão no inquérito do caso grampos. Logo da convocação, a suposta organização criminosa teria buscado sua cooptação.
 
Seria tarefa do tenente coronel a juntada de informações sobre Perri para provocar a suspeição do magistrado.
 
Na Operação Esdras foram cumpridas medidas contra Paulo Taques, coronel Airton Benedito de Siqueira Júnior, o ex-secretário de Estado Rogers Eizandro Jarbas, o corornel Evandro Aexandre Ferraz Lesco, o sargento João Ricardo Soler, o major pm Michel Ferronato, Helen Christy Carvalho Dias Lesco (esposa de Lesco), o empresario José Marilson da Silva e o advogado Marciano Xavier das Neves.
 


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