Política

05/10/2017 13:46 RDNews

Antonio mantém aposentadoria, será candidato e afirma que governo agoniza

Antonio Joaquim reconsiderou sua decisão inicial e decidiu manter o trâmite para aposentadoria do TCE. No mês passado, após o ministro Luiz Fux determinar o afastamento de cinco conselheiros, Antonio Joaquim, atingido pela medida, havia anunciado que adiaria a sua saída da Corte de Contas para se defender.

Agora, muda de ideia e vai mesmo encarar as urnas no ano que vem. Deve mergulhar nas articulações para viabilizar a sua candidatura ao Palácio Paiaguás – possivelmente pelo PTB ou PMDB. “O Governo Pedro Taques (PSDB) acabou sem ter começado. Está agonizante e sem rumo”, dispara contra o tucano, que deve disputar à reeleição e ser o seu principal adversário.

Sem papas na língua, Antonio afirma que a gestão não transmite qualquer tipo de expectativa ou esperança, por isso terá um “fim melancólico e tragicômico típico da inaptidão do governador para o exercício de um cargo Executivo”.

Aos 61 anos, o presidente afastado está no órgão fiscalizador desde 2000, estando apto a se aposentar. Para ele, chegou a hora de voltar à vida pública, tendo em vista que seu nome tem grande apelo junto à classe política e aos líderes partidários, que querem um candidato com experiência, conhecimento, visão administrativa, sensibilidade política e humana. Já foi deputado estadual, federal, secretário de Estado de Infraestrutura e de Educação.

Sobre a sua mudança de postura em relação à aposentadoria, Antonio Joaquim justifica que havia se posicionado desta forma por causa de uma questão de honra, tendo em vista que não aceita ter sido afastado do cargo apenas com base na delação do ex-governador Silval Barbosa – que o acusa de ser um dos beneficiários de esquema de pagamento de propina de R$ 53 milhões a conselheiros, além de ter lavado dinheiro por meio da venda de uma fazenda. “O sentimento foi de ter a reputação sequestrada de forma violenta. Mas, de outro lado, não existe ainda nem mesmo uma denúncia formal”, pondera.

Nesta linha, argumenta que há apenas uma investigação, que não tem o poder de lhe tolher a cidadania de votar ou ser votado, por isso, não vê a necessidade de esperar. Assegura ainda que não precisa de foro especial por prerrogativa já que tem a consciência tranquila. “Não existe um fiapo de prova que desabone a minha conduta”.

Críticas a Taques

Pedro Taques é sinônimo do caos, com hospitais fechando e pessoas morrendo por falta de atendimento

Para Antonio, o Governo Taques vive imobilismo e inaptidão. Reclama que uma boa gestão pública precisa enfrentar a corrupção e o desperdício e também deve ser eficiente na prestação de serviços, por meio da implementação de políticas públicas que descompliquem a vida do cidadão. Para ele, o tucano não contempla nenhuma das frentes, tendo em vista que está manchado por causa de investigações de caixa 2, de irregularidades na secretaria da Educação (direcionamento de licitação) e no caso dos grampos ilegais – classificados pelo conselheiro afastado como o uso de “um aparato nazista” que ultraja a democracia.

Reclama ainda que a gestão patrocina o desperdício, em casos como o VLT, que gasta e não constrói. Pondera que a administração, em três anos, gastou cerca de R$ 300 milhões com o VLT sem ter acrescentado um único palmo de obra ou um metro de trilho. Para ele, não é mais possível jogar a culpa em Silval.

“Com Pedro Taques, o Estado se transformou numa empresa em que o servidor nutre antipatia e ódio ao gestor, que se mostra indiferente, surdo e arrogante diante de críticas. E no qual o cidadão cliente é muito mal atendido”.

Por fim, tece críticas à gestão em relação ao não cumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal, no que tange o limite de gastos com pessoal; e em relação ao caos na Saúde: “Pedro Taques é sinônimo do caos, com hospitais fechando e pessoas morrendo por falta de atendimento”.


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