Política

11/10/2017 09:53 Folha Max

TJ decreta nova prisão de cabo da PM por guardar equipamento de grampos

O desembargador Orlando de Almeida Perri, relator do caso dos grampos ilegais no Tribunal de Justiça, decretou nesta terça-feira uma nova prisão preventiva do cabo Gerson Luiz Correia Junior. A decisão atende pedido dos delegados Ana Cristina Feldner e Flávio Stringuetta, que investigam o esquema na Polícia Civil.

Gérson Correia está preso desde maio deste ano por ser um dos operadores do “Sistema Sentinela”, adquirido por um grupo de policiais militares para realizar as escutas clandestinas no Estado. Neste segundo pedido de prisão, ele também é acusado de obstrução a Justiça.

A prisão dele foi requerida após o empresário José Marilson da Silva colaborar com as investigações. O empresário é suspeito de desenvolver o sistema e foi preso por, supostamente, estar guardando o equipamento, que ainda não foi localizado.

Em seu depoimento à Polícia Civil, José Marilson revelou que o “Sentinela” está sob a guarda de Gérson Correia. Diante disso, foi requerido um mandado de prisão contra ele por obstrução a Justiça. O pedido foi deferido pelo desembargador Orlando Perri. 

As autoridades buscam acesso ao sistema para fazer uma perícia. Somente isso, poderá precisar o número de pessoas grampeadas ilegalmente no Estado, bem como acesso as interceptações.

TRANSFERÊNCIA

Além da nova prisão de Gerson Correia, foi determinada a transferência do coronel Evandro Lesco do 3º Batalhão da Polícia Militar para a carceragem da Rotam (Ronda Ostensiva Tátio Móvel), no bairro Dom Aquino, em Cuiabá. A transferência foi determinada após Lesco ser flagrado realizando compras numa farmácia e sacando dinheiro num caixa-eletrônico instalado no estabelecimento.

Imagens do circuito interno da farmácia comprovaram a saída do coronel da “prisão”. O episódio, inclusive, resultou no afastamento do comandante do 3º Batalhão, tenente-coronel Wendel Sodré.

A transferência ocorre num momento em que o coronel está colaborando com as investigações. Ontem, ele e a esposa, Helen Lesco, que também foi detida por obstrução a Justiça, prestaram depoimentos na Polícia Civil onde iniciaram uma confissão do esquema. Segundo o advogado Stalyn Paniago, o casal “assumiu suas responsabilidades”.


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