Política

08/11/2017 15:58 Gazeta Digital

PF diz que Maggi assumiu dívida de R$ 17,8 milhões de hidrelétrica

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP) teria assumido uma dívida de R$ 17,8 milhões contraída pela empresa São Tadeu Energética junto ao Bic Banco em 2010, quando deixou o Governo do Estado para se candidatar ao Senado.

Maggi assumiu a dívida - na condição de devedor solidário – e a pagou através de esquemas do “conta-corrente” da organização criminosa que era supostamente chefiada por Blairo. Ele também teria tido auxílio do empresário Valdir Piran, do ramo de factoring.

A informação faz parte do relatório da Polícia Federal, elaborado após a deflagração da Operação Malebolge, 12ª fase da Operação Ararath, divulgado pelo MidiaNews.

Maggi foi um dos alvos da operação e teve as casas, em Brasília e em Rondonópolis (218 km de Cuiabá), bem como sua empresa, vasculhados por agentes da Polícia Federal.

Além dos documentos apreendidos, o relatório da PF tem como base nas delações do ex-governador Silval Barbosa (PMDB) e do empresário Júnior Mendonça.

De acordo com Silval, os então deputados Sérgio Ricardo e José Riva procuraram Maggi, que na época era governador, para que ele assumisse uma dívida de R$ 18 milhões que os dois teriam contraído junto ao empresário Piran.

A divida seria relacionado aos pagamentos feitos por eles para a “compra” do apoio dos deputados aos projetos de interesse do Executivo. Por este motivo, Blairo, então, teria concordado.

Desse modo, iniciou o esquema operado por Piran e Eder Moraes, considerado braço direito de Maggi na época, com aval do próprio Maggi. O empresário Piran teria criado uma conta corrente e Eder passou a movimentá-la de acordo com os valores emprestados de Piran a fim de pagar os compromissos do governo de Maggi.

Em uma das situações Eder passou a usar a São Tadeu Energética S/A, responsável pela Pequena Central Hidrelétrica São Tadeu que fica na região da Serra de São Vicente, para obter empréstimos ilegais junto ao Bic Banco.

Os empréstimos teriam sido concedidos de forma ilegal e sem garantia, e parte dos valores teriam retornado ao grupo político de Blairo. Inclusive, uma planilha apreendida na casa de Eder confirma todo o esquema.


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