Política

09/03/2018 16:07 Gazeta Digital

BR Foods é acusada de servir alimentos estragados para funcionários

A BRF S.A, fabricante de alimentos das marcas Sabia, Perdigão e Qualy, é alvo de uma ação na 1ª Vara de Lucas do Rio Verde (354 Km ao Norte de Cuiabá) movida pela prestadora de serviços NVM Comércio de Refeições Ltda EPP, que aponta diversos descumprimentos contratuais e pendências financeiras por parte do frigorífico.

Além disso, a empresa denuncia que a BRF estava fornecendo carnes de sua marca em embalagens sem identificação de origem e prazos de validade, alimentos em embalagens violadas e frangos estragados e obrigando a contratada a preparar os alimentos e servi-los aos funcionários no refeitório daquela planta fabril, conforme divulgou o site O Livre.

O processo tramita desde fevereiro do ano passado, sob a condução do juiz Cássio Luís Furim. Em outubro do ano passado, a NVM pediu o sequestro de valores e apresentou o dossiê onde apresenta fotos que comprovariam a veracidade das denúncias. Na decisão, o magistrado deu prazo para que a BRF se manifestasse, como o processo tramita no sistema eletrônico, não foi possível visualizar os andamentos mais recentes.

As condições apontadas vão contra o que determina a Resolução 259/02 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que prevê que os alimentos embalados devem apresentar, obrigatoriamente, as seguintes informações: denominação de venda do alimento, lista de ingredientes, conteúdos líquidos, identificação da origem, nome ou razão social e endereço do importador (no caso de alimentos importados), identificação do lote, prazo de validade e instruções sobre o preparo e uso do alimento, quando necessário.

Por conta da denúncia do caso e por se tratar de supostas infrações que prejudicam os trabalhadores que se alimentam no refeitório da empresa, o Ministério Público do Trabalho (MPT-MT) do polo de Sinop (500 Km ao Norte) instaurou um processo para investigar a situação.

A BRF é uma das investigadas da operação Carne Fraca, deflagrada pela Polícia Federal (PF), em março do ano passado, acusada de fraudar resultados de análises laboratoriais que comprovariam a contaminação pela bactéria Salmonella pullorum entre os anos de 2012 e 2015, em esquema de corrupção junto a servidores do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa), que atuavam no setor de fiscalização.


Crie seu novo site AgenSite
versão Normal Versão Normal Painel Administrativo Painel Administrativo