Política

14/03/2018 10:56 OLHAR DIRETO

Comandante-Geral da PM é convocado à depor em ação sobre grampos

O Comandante-Geral da Polícia Militar do Estado de Mato Grosso (PM-MT), Marcus Vieira da Cunha, deverá ser ouvido na manhã desta sexta-feira (16) na ação penal criminal que julga a participação de policiais no esquema de interceptações ilegais conhecido como "Grampolândia Pantaneira". 


Na ocasião, também serão ouvidos os delegados Alana Cardoso, Rafael Meneguine e Fernando Vasco Spinelli, diretor da Polícia Judiciária Civil (PJC) de Mato Grosso. O processo apura esquema de interceptações ilegais de políticos, advogados e jornalistas pela Polícia Militar do Estado. 


A audiência será retomada às 8h30 desta sexta, mas o depoimento do PM só ocorrerá às 13h30. "Por determinação do juiz de Direito  Murilo Moura Mesquita, requisito a Vossa Excelência o comparecimento perante esta Secretaria de Justiça Militar, localizada no corredor ''F'' do Edifício do Fórum com o endereço ao final indicado, dos Policiais Militares identificados abaixo, a fim de participarem da sessão de instrução, designada para o dia 16 de março de 2018, às 13h30, referente aos autos da ação penal", publicou nos autos do processo no dia 13 o juiz Murilo Mesquita. 


Também poderão ser ouvidos os delegados Alana Cardoso e Rafael Meneguine. Eles foram duramente atacados pelo ex-secretário de Estado de Segurança Rogers Jarbas. Durante testemunho na última sexta-feia (09), ele afirmou que Alana, Meneguine e os delegados Alessandra Saturnino de Souza e Flávio Stringueta agiram de má-fé, forjando a "Operação Querubim" para enganar a juíza da Sétima Vara Criminal Selma Rosane Arruda e investigar o governador do Estado Pedro Taques. A motivação seria "particular" e "política".


"Flávio disse que recebeu uma ligação anônima. É mentira. Disse que a ligação é de orelhão. É fácil esconder informações, basta dizer que a denúncia é anônima. Ele cometeu ilegalidade, enganou a juíza Selma Arruda e passou a me investigar”, afirmou Jarbas.


O ex-secretário acrescenta. "A Operação Querubim foi uma farsa. A intenção do Stringuetta não era proteger o governador, era investigar o governo, pois ele era contra o governo”.


São réus no processo o ex-comandante da Polícia Militar, coronel Zaqueu Barbosa; os coronéis Ronelson Barros e Evandro Lesco, ex-chefe e ex-adjunto da Casa Militar, coronel Januário Batista; e o cabo Gérson Correa Júnior, o único que ainda permanece detido.


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