Política

12/04/2018 16:23 Gazeta Digital

Baiano Filho diz que cheques foram emprestados de outro parlamentar

O deputado estadual Baiano Filho (PSDB) afirmou que os cheques emitidos pelo investigado da operação Bereré Claudemir Pereira dos Santos e somam R$ 35 mil que recebeu por meio de dois assessores, em 2014, foram usados para pagar despesas suas e que obteve o dinheiro por meio de um empréstimo tomado junto a outro deputado, logo após a campanha eleitoral em que foi eleito.

A afirmação foi feita na manhã desta quinta-feira (12), quando o parlamentar compareceu à sede do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), que investiga um suposto esquema de corrupção e pagamento de propina pela FDL Serviços de Registro, Cadastro, Informatização e Certificação de Documentos Ltda no Departamento Estadual de Trânsito (Detran), que foi delatado pelo ex-governador Silval Barbosa.

Ao deixar o Gaeco, Baiano Filho disse que explicou aos promotores que foi ele quem pediu ao seu chefe de gabinete Luiz Otávio de Souza que tomasse um empréstimo, mas negou conhecer o titular dos cheques que recebeu de um parlamentar, que não quis revelar o nome. “Eu soube quem é o Claudemir posteriormente, fui conhecê-lo, não tenho vínculo, não tenho amizade, não tenho relação. Isso pode ser aferido, eu não tenho porque vir mentir na Justiça”, disse ao deixar o prédio do Ministério Público Estadual (MPE).

Segundo Baiano, o empréstimo foi feito no contexto pós-eleição de 2014, em que ele passava por “necessidade” pois havia saído de uma licença. “Acabei solicitando de um companheiro da Assembleia, tentei me esforçar muito pra chegar a isso. E está consolidado, meu chefe de gabinete não tem porque mentir”, defendeu, se referindo ao depoimento prestado anteriormente por Luiz Otávio, em que contou que recebeu o dinheiro e usou para quitar despesas do deputado para quem trabalha.

Apesar de confirmar que os cheques eram assinados por Claudemir Pereira dos Santos, que é sócio da Santos Treinamento e Capacitação de Pessoal Ltda, empresa apontada como sendo “de fachada” pelos investigadores e usada para lavar a propina que a FDL Serviços (atual EIG Mercados) pagava aos políticos envolvidos, Baiano Filho negou participação no esquema e disse que os cheques foram parar em seu gabinete como vários outros que recebe. “Não temos nada a ver com qualquer outro problema que possa estar surgindo, de qualquer outro levantamento que a Justiça possa estar efetivando. Eu não participo dessas coisas”, se isentou.


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