Política

03/07/2018 11:16 Folha Max

Executivo alega não ter o que delatar e diz que "dorme o sono dos justos"

O ex-diretor-presidente da EIG Mercados, José Kobori, preso em maio durante a Operação Bônus, 2ª fase da Operação Bereré, desmentiu, por meio de nota a imprensa, que fará acordo de delação premiada sobre o esquema de desvio de recursos e lavagem de dinheiro no Detran-MT. Segundo as investigações do Gaeco (Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado), foram desviados cerca de R$ 30 milhões entre os anos de 2009 a 2015. 

Kobori é acusado de ter intermediado o repasse de propina entre a EIG Mercados para o ex-secretário da Casa Civil, Paulo Taques, e seu irmão, o advogado Pedro Jorge Zammar Taques. Ele nega as acusações e, por isso, alega que “não tem o que delatar” às autoridades mato-grossenses. “Delatores necessitam de crimes cometidos para negociar com a Justiça, pressuposto que inexiste no meu caso”, destaca a nota do ex-diretor da EIG. 

Em meio à filosofia de que é inocente, o executivo frisa que, mesmo preso não se considera aprisionado. Ele garante que provará sua inocência nas esferas judiciais. “Durmo o sono dos justos e meu espírito segue forte, confiante na justiça divina e cético quanto a justiça dos homens”, assinala.

O ex-diretor foi citado nas investigações da 1ª fase da Bereré em razão de ter recebido um total de R$ 4,2 milhões da EIG. Deste valor, o Gaeco afirma que cerca de R$ 2,6 milhões foram repassados para Paulo Taques.

Em depoimento, o executivo alegou que dinheiro recebido foi relativo a serviços prestados por de consultoria, administração e gestão. Ele aponta ainda que os valores foram declarados em seu Imposto de Renda.

ÍNTEGRA DA NOTA

Considerando as notícias que circularam nos últimos dias sob o título "Delação a vista" informo que espero dos meios de comunicação um jornalismo crítico, investigativo e com matérias mais profundas, não reproduções de boatos que só confirmam a verdadeira intenção da minha prisão.

Delatores necessitam de crimes cometidos para negociar com a justiça, pressuposto que inexiste no meu caso. 

Sendo esta a intenção aproveito para informar que o aparelho de opressão estatal pode me manter preso mas não aprisionado  pois durmo o sono dos justos e meu espírito segue forte, confiante na justiça divina e cético quanto a justiça dos homens.

José kobori 

 

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