Política

04/07/2018 09:49 Diário de Cuiabá

Taques nega evento "eleitoreiro" em Cuiabá

Durante entrega da obra física do novo Centro de Reabilitação Dom Aquino Corrêa (Cridac) na manhã de ontem, terça-feira (03), o governador Pedro Taques rebateu as críticas do Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde (Sisma), que classificou o ato como “cerimônia de inauguração política”. 

Para a entidade, a inauguração deveria ocorrer apenas quando a nova unidade estivesse em pleno funcionamento. Isto porque, a solenidade foi realizada sem que as obras estivessem 100% concluídas. 

Diante das críticas, o gestor tucano fez questão de negar que a entrega desta e das demais obras estão ocorrendo nos últimos dias tenha caráter eleitoreiro. 

“Não estamos inaugurando. Este é apenas o momento que a Associação dos Amigos do Hospital Central, que realizou a obra, está entregando ao Governo o prédio. Não é inaugurar, não inauguramos obra sem equipamento. E o MPE não concordaria com isso”, ironizou o governador. 

Taques ainda garantiu que dentro de 40 dias o Cridac estará em pleno funcionamento. “Em 40 dias teremos todos equipamentos aqui, para que possamos atender o cidadão. O Cridac funciona hoje em frente ao Dutrinha. Foi fundado pelo governador Garcia Neto e, de lá para cá, passou por pouquíssimas reformas. A nova sede terá 4,5 mil metros com duas piscinas aquecidas. Atenderemos quase 4 mil pacientes do interior por mês”, ressaltou. 

No total, estão sendo investidos R$ 12 milhões na obra. Este montante é fruto de um Termo de Ajustamento de Conduta firmado entre o Ministério Público Estadual (MPE) e envolvidos em esquemas de corrupção relativos à Operação Ararath. 

“Esses R$ 12 milhões que foram roubados do Estado iriam para a Fonte 100 e nós gastaríamos o valor em outros objetos. Esse valor é do Estado, foi roubado do povo. O MPE e o CIRA recuperou esse valor. Por isso, estamos investindo nesta obra, foi uma decisão política nossa. Esse dinheiro é do Estado, não do Poder Executivo, nem do MPE, nem do Judiciário, é do povo”, explicou. 

A obra física foi realizada pela iniciativa privada, sem custo ao Estado, por meio da Associação dos Amigos do Hospital Central, composta pelos empresários Wenceslau Júnior (Verdão Materiais para Construção), Júlio Brás (Ginco) e Juliano Bortoloto (Todimo). 

“Já iniciamos a segunda parte da obra. O nosso desejo é que o CEOP, que funciona no Hospital de Câncer, o odontológico, e também o Cermac venham para cá nesse segundo momento, desse segundo prédio. Queremos fazer aqui o que se denomina cidade da Saúde”, pontuou Taques. 


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