Política

06/11/2018 10:23 OLHAR DIRETO

Neutro na eleição, Eraí se diz longe da política e nega interferência em ação contra Selma

Sob rumores de que estaria patrocinando a ação judicial movida contra a senadora eleita Selma Arruda (PSL), o rei da soja Eraí Maggi negou qualquer interferência no processo eleitoral deste ano, alegando questões de foro “pessoal e empresarial”. O processo em questão foi aberto pelo ex-vice-governador Carlos Fávaro (PSD), que pede a cassação da juíza aposentada por suposta prática de ‘caixa2’.


“Há muita especulação em torno dos meus apoios eleitorais. Quando o fiz, fiz de forma pública, transparente e legal. Nas eleições deste ano de 2018 fiquei mais distante do processo eleitoral em virtude de regras mais rígidas de governança e Compliance do grupo onde sou acionista. Eu desejo sorte e sucesso a todos os eleitos e vou sempre desejar o melhor a nosso Estado e nosso povo. Continuarei a contribuir como cidadão, com ideias e iniciativas capazes de trazer desenvolvimento ao nosso querido Mato Grosso”, afirmou Eraí, em entrevista.


Selma Arruda foi acusada, no final de setembro, por suposta prática de ‘caixa 2’ em sua campanha ao Senado. A primeira ação contra a juíza aposentada foi movida pelo advogado Sebastião Carlos (Rede). Depois, o Ministério Público Federal (MPF) solicitou sua inclusão no processo.


A última denúncia, sobre estes mesmos fatos e acusações, foi feita por Carlos Fávaro e assinada por uma banca de oito advogados. Os rumores de que Eraí Maggi estaria custeando os honorários advocatícios do processo foram ventilados por setores da imprensa local, por conta da proximidade entre os dois, que são aliados políticos de longa data. Ambos os produtores negam a informação.


“Mato Grosso é o Estado que me acolheu, onde vivo, onde vive minha família, meus netos.  É o lugar onde comecei do zero, e por isso tenho carinho por essa terra e por ela sempre vou lutar. Sempre tentei contribuir para que o Poder Público viabilize os meios para que o agronegocio se desenvolva, gerando renda e uma vida melhor para nosso povo. Esse é o dever de todo empresário, contribuir para uma sociedade melhor. Estarei a disposição para sempre contribuir com ideias e com minha experiência quando for chamado”, acrescentou Eraí Maggi.


Ação contra Selma


As denúncias contra a senadora eleita, Selma Arruda, foram feitas com base na ação monitória proposta por Júnior Brasa, ex-marqueteiro da juíza aposentada, que revela pagamentos desde abril deste ano, no valor de R$ 700 mil, utilizando cheques de sua conta pessoal, conduta que é vedada pela Justiça Eleitoral. O processo corre em segredo de Justiça.
 


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