Política

07/11/2018 15:29 Gazeta Digital

Réu por corrupção, coronel da PM pode retirar tornozeleira durante exames médicos

O juiz Jorge Luiz Tadeu Rodrigues, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, autorizou a retirada da tornozeleira eletrônica instalada no ex-secretário adjunto de Administração (SAD), José de Jesus Nunes Cordeiro, que é coronel da Polícia Militar e réu em ação penal proveniente da Operação Sodoma. O equipamento, porém, será desinstalado apenas por algumas horas, para que Cordeiro realize exames de saúde.  

Segundo argumentado pela defesa, o ex-secretário “vem enfrentando alguns problemas de saúde, necessitando ser submetido a exames médicos. No entanto, alguns desses exames não são compatíveis ou podem apresentar alteração no resultado se realizados em concomitância as ondas eletromagnéticas emitidas pela tornozeleira eletrônica, inviabilizando assim, o prognóstico de qualquer patologia”.   

Por estes motivos, Cordeiro requereu a retirada da tornozeleira, a fim de viabilizar os exames médicos no dia 12 de novembro. O réu se comprometeu a comparecer no fórum um dia antes para retirar o equipamento e voltar no dia seguinte ao exame, para recolocar.   

Em sua decisão, Jorge Tadeu entendeu que documentos juntados aos autos demostram a necessidade de retirada momentânea. “É inegável que o réu tem o direito de ter garantido a preservação do seu estado de saúde, submetendo-se a exames e tratamentos necessários ao diagnóstico de patologia, mormente, quando a realização de exame prescrito por médico especialista implicar na necessidade de retirada momentânea da tornozeleira eletrônica, ficando obrigado à recolocação após efetivação do mesmo”, decidiu o magistrado.   

Contrariando a defesa, foi determinado que a retirada e a nova instalação sejam realizadas no mesmo dia.   

5ª fase da Sodoma   

A Polícia Judiciária Civil (PJC) deflagrou no dia 14 de fevereiro de 2017 a 5ª fase da Operação Sodoma para investigar fraudes em licitação, desvio de dinheiro público e pagamento de propinas, realizados pelos representantes da empresa Marmeleiro Auto Posto e Saga Comércio Serviço Tecnológico e Informática, em benefício da organização criminosa comandada pelo ex-governador, Silval da Cunha Barbosa.    

Conforme o Ministério Público de Mato Grosso (MPE), uma organização criminosa liderada pelo ex-governador teria cobrado propina de empresários, entre os anos de 2011 e 2014, para fraudar licitações e manter contratos de fornecimento de combustível, para a frota do governo do estado, e com uma empresa de informática.      

Ao todo, o grupo teria, segundo o MPE, desviado R$ 8,1 milhões das secretarias de Administração (extinta SAD e atual Secretaria de Gestão) e de Transporte e Pavimentação (extinta Setpu e atual Secretaria de Estado de Infraestrutura).  

Na ação penal da Sodoma 5, são réus, além de Cordeiro e Silval: os ex-secretários de Estado Cesar Zílio, Pedro Elias e Francisco Faiad, o ex-chefe de gabinete de Silval, Silvio Cesar Corrêa Araújo, o ex-secretário adjunto de Administração, José de Jesus Nunes Cordeiro, o ex-secretário adjunto da Secretaria de Transportes, Valdísio Juliano Viriato, os empresários Juliano Cezar Volpato e Edézio Corrêa, e os ex-servidores da Secretaria de Transportes, Alaor Alves Zeferino de Paula e Diego Pereira Marconi.    


Crie seu novo site AgenSite
versão Normal Versão Normal Painel Administrativo Painel Administrativo