26 de Abril de 2024

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POLÍTICA Quarta-feira, 13 de Março de 2019, 11:39 - A | A

Quarta-feira, 13 de Março de 2019, 11h:39 - A | A

Selma Arruda acusa Wilson Santos de extorsão em ação de cobrança de ex-marqueteiro

Acusada de prática de ‘caixa 2’ durante sua campanha, a senadora Selma Arruda (PSL) trouxe novos fotos ao processo movido por ela, na Justiça Federal, em que alega ter sido extorquida para que suas contas fossem aprovadas no Tribunal Regional Eleitoral (TRE). A pesselista apontou o deputado Wilson Santos (PSDB) como um novo personagem da trama. Segundo a parlamentar, o tucano teria atuado junto aos seus ex-marqueteiros, Junior Brasa – que também move ação contra ela – e Kleber Lima para chantageá-la. A Polícia Federal investiga o caso.

À Polícia, a senadora narra uma suposta negociação entre Brasa e Kleber Lima, que teria sido intermediada por Wilson Santos, para que o publicitário desistisse de acioná-la judicialmente pela cobrança de uma dívida referente à campanha.

Conforme divulgado  no final de setembro, Selma foi acusada por suposta prática de ‘caixa 2’. A denúncia foi feita com base na ação monitória proposta por Júnior Brasa, dono da Genius e responsável pelo marketing da campanha de Selma Arruda até meados de agosto. Ele entrou na Justiça para receber cerca de R$ 1,2 milhão referentes a multa pelo rompimento do contrato firmado no início de abril.

À época, Selma concedeu coletiva de imprensa para anunciar que iria denunciar por extorsão, além de Brasa, os advogados Sebastião Carlos, José Rosa e Lauro da Mata. Segundo a juíza aposentada, todos estariam juntos em uma “armação eleitoral” contra ela.

Na ocasião, Wilson Santos não foi citado por Selma. Agora, segundo ela, o deputado teria procurado Kleber Lima para propor o pagamento de R$ 600 mil a Junior Brasa para que ele recuasse do processo de ação monitória e “lhe ajudasse” nas audiências na Justiça Eleitoral.

Junior Brasa nega as acusações de extorsão. Ainda no ano passado, em entrevista o publicitário chegou a dizer que teria proposto um “acordo” com Selma para que a divida fosse paga, mas que a juíza aposentada não teria aceitado.

O parlamentar depôs sobre o caso na última terça-feira (12), na Polícia Federal.


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