Política MT

11/08/2017 14:19 OLHAR DIRETO

Sobre decisão do STJ de libertar Paulo Taques, governador afirma: “confio na Justiça”

O governador José Pedro Taques (PSDB) afirmou que a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que determinou a libertação do ex-secretário Paulo Zamar Taques, ex-secretário-chefe da Casa Civil até maio, preso preventivamente desde a semana passada, é uma questão inerente ao Poder Judiciário. “Isso é questão do Judiciário. Eu confio na Justiça”, afirmou Taques, nesta sexta-feira (11), durante o Fórum dos Governadores do Brasil Central, no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá.
 
Paulo Taques teve sua prisão preventiva determinada pelo desembargador Orlando Perri, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), por considerar relevante na investigação da suposta existência de grampos clandestinos.
Na semana passada, durante a mais recente edição da Caravana da Transformação, Taques asseverou: "que não aceitará “arbitrariedade e ilegalidade” nas investigações do caso" e reiterou a independência do judiciário. "Quem é preso não é condenado, nem denunciando ainda. Isso vai ser investigado, a lei serve para todos e o Poder Judiciário é independente. Não podemos fazer absolutamente nada e nem se eu pudesse, faria". 

No questionamento da imprensa, Pedro Taques não quis aprofundar no tema. Paulo Zamar Taques é seu primo e foi secretário-chefe da Casa Civil do seu governo, entre janeiro de 2015 e maio deste ano.
 
Paulo Zamar pediu demissão do cargo em 15 de maio, argumentando que faria a defesa do chefe do Poder Executivo e a sua própria, na denúncia do promotor de justiça Mauro Zaque Jesus, ex-secretário de Estado de Segurança Pública (SESP), de janeiro até dezembro de 2015, sobre a existência de escutas telefônicas clandestinas, com o conhecimento do governo de Mato Grosso.
 
Mauro Zaque disse em depoimento que avisou Pedro Taques, por oficio. O governador nega com veemência ter conhecimento oficial do episódio  e formalizou representação contra Mauro Zaque, tanto no Ministério Público de Mato Grosso quanto no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). O entendimento é que, por ser promotor de justiça e titular da SESP, Zaque prevaricou ao não abrir investigação.


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