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23 de Março de 2019

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Sexta-feira, 08 de Março de 2019, 10h:47 - A | A

HG faz cirurgia inédita em Cuiabá para tratar de tumor ósseo em jovem

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Uma equipe de ortopedia e traumatologia do Hospital Geral e Maternidade de Cuiabá (HG) realizou um procedimento inédito para tratar um jovem de 17 anos, que tinha um tumor no fêmur diafisário esquerdo. O procedimento durou 20 minutos.

Trata-se de um método seguro e eficaz, conhecido como ablação por radiofrequência. É um procedimento com baixo risco de complicações, que veio para inovar o tratamento do osteoma osteoide, tumor ósseo benigno que acomete principalmente adolescentes e adultos jovens, sobretudo do sexo masculino.

O médico responsável pelo procedimento, Nauro Monteiro, explica que o procedimento é guiado por escopia (Raios-X), onde é introduzida uma agulha que permite perfurar o osso até a lesão. Depois, outra agulha com a ponta ativa é inserida neste trajeto até a lesão.

Um circuito elétrico aquece gradativamente o equipamento até que ele chegue à temperatura de 90°C por um tempo de 6 minutos, a lesão térmica do tumor torna-se irreversível, levando a uma completa necrose tumoral.

O especialista explica que o tumor se localizava no fêmur do paciente e o resultado do procedimento foi tão satisfatório que logo no primeiro dia ele  já estava sem dor. "A característica típica dele é dor de maior intensidade à noite, como sentia o paciente que se submeteu ao procedimento e que teve alívio horas após a realização da ablação", complementa Nauro.

Há outros métodos de ablação, como por microondas, crioablação (frio) e química, utilizados para tratar outros tipos de tumores que surgem em outros órgãos do corpo. "O tumor estava instalado no fêmur, osso frequentemente acometido pelo problema, mas conseguimos tratá-lo e estamos acompanhando a evolução do paciente, que tem sido muito boa", informa.

Vantagens

A recuperação de forma mais rápida do paciente e complicações menores algumas das vantagens da ablação, segundo o médico. "Em uma cirurgia convencional, que é um procedimento mais complexo, teríamos uma ferida operatória maior, internação por mais tempo e maior período de recuperação".

O especialista acrescenta que além de tumores benignos, a ablação pode ser utilizada para tratar tumores malignos em órgãos como rins, fígado e pulmões, mas salienta que nem todo paciente pode ser submetido a um procedimento de ablação.

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