Saúde

04/09/2017 14:04 GAZETA DIGITAL

Confira os 10 passos para uma alimentação adequada e saudável

Movimento "Setembro Verde" é mais uma destas campanhas mensais com a proposta de conscientizar para mudança de hábito. Neste caso, a mensagem de alerta vai para quem precisa se alimentar melhor, porque a obesidade e a pré-obesidade provocam doenças graves e, por isso, a questão é tratada como problema de saúde pública no Brasil.

Tanto é que o Ministério da Saúde dispõe do "Guia Alimentar para População Brasileira" que traz informações e recomendações de fácil compreensão.

Melissa Schirmer, do Conselho Estadual de Nutricionistas de Mato Grosso, ressalta que o assunto é sério e distorções disseminadas na mídia, como dietas milagrosas e sem critério científico, podem causar disfunções à saúde e transtornos alimentares.

Professora mestre em Ciência dos Alimentos, Melissa Schirmer ressalta que mudança de hábito alimentar não se dá por milagre e sim decisão, baseada em informação correta.

Industrializados, sal, frituras e açúcar devem sem reduzidos ou cortados

Ela orienta que os melhores alimentos são os naturais e não industrializados. Que eles devem ser o mais frescos possível e produzidos na região.

Conselheira alerta para os perigos das gorduras, do sal e do açúcar em excesso - embutidos até mesmo em sucos industrializados, que muitas vezes se vendem como saudáveis.

"Acompanhei alunos este sábado em visita a uma comunidade carente e ficamos assustados com a situação das crianças, com glicemia alterada, por exemplo, isso porque se alimentam mal, é muito miojo, achocolatado, suco industrializado", preocupa-se. "Os pais não devem comprar essas coisas, porque, se compram, naturalizam a ingestão delas e são prejudiciais".

O médico Victor Sano, radioterapeuta da clínica oncológica em Cuiabá Oncomed, ressalta que há muita ligação epidemiológica desse alimentos industrializados com um tipo de câncer, que é o de intestino.

"Por isso é importante comer fibras, verduras e peixes, lembrando que não adianta comer verduras cheias de agrotóxicos, então temos que caminhar em direção aos orgânicos", destaca o médico.

Ele diz ainda que há disponível no mercado capsulas probióticas, que ajudam a regular o instestino e que custam cerca de R$ 100 por mês. "Nossa flora tem que ficar bem modulada e essas cápsulas são bactérias do bem", explica.

Guia do Ministério da Saúde destaca que os produtos alimentícios industrializados "nos pegam" pelo hipersabor, ou seja, geralmente são muito gostosos, por isso "irresistíveis". São grandes - ou seja, induzem as pessoas a comerem muito mais do que precisam - e favorecem refeições rápidas e inadequadas do ponto de vista emocional e nutricional. Sim, porque o emocional também conta, na hora de se alimentar. A recomendação, quanto isso, é que a prática seja coletiva, na mesa, com calma.

O MS recomenda também que na dieta rotineira tenha variedade de grãos, raízes, tubérculos, farinhas, legumes, verduras, frutas, castanhas, leite, ovos e carnes. É só fazer um prato colorido.

 

Confira quais são os 10 passos para uma alimentação adequada e saudável

 

 

1 - Fazer de alimentos in natura ou minimamente processados a base da alimentação

Em grande variedade e predominantemente de origem vegetal, alimentos in natura ou minimamente processados são a base ideal para uma alimentação nutricionalmente balanceada, saborosa, culturalmente apropriada e promotora de um sistema alimentar socialmente e ambientalmente sustentável. Variedade significa alimentos de todos os tipos – grãos, raízes, tubérculos, farinhas, legumes, verduras, frutas, castanhas, leite, ovos e carnes – e variedade dentro de cada tipo – feijão, arroz, milho, batata, mandioca, tomate, abóbora, laranja, banana, frango, peixes etc.

2 - Utilizar óleos, gorduras, sal e açúcar em pequenas quantidades ao temperar e cozinhar alimentos e criar preparações culinárias

Utilizados com moderação em preparações culinárias com base em alimentos in natura ou minimamente processados, óleos, gorduras, sal e açúcar contribuem para diversificar e tornar mais saborosa a alimentação sem torná-la nutricionalmente desbalanceada.

3 - Limitar o consumo de alimentos processados

Os ingredientes e métodos usados na fabricação de alimentos processados – como conservas de legumes, compota de frutas, pães e queijos – alteram de modo desfavorável a composição nutricional dos alimentos dos quais derivam. Em pequenas quantidades, podem ser consumidos como ingredientes de preparações culinárias ou parte de refeições baseadas em alimentos in natura ou minimamente processados.

4 - Evitar o consumo de alimentos ultraprocessados

Devido a seus ingredientes, alimentos ultraprocessados – como biscoitos recheados, “salgadinhos de pacote”, refrigerantes e “macarrão instantâneo” – são nutricionalmente desbalanceados. Por conta de sua formulação e apresentação, tendem a ser consumidos em excesso e a substituir alimentos in natura ou minimamente processados. Suas formas de produção, distribuição, comercialização e consumo afetam de modo desfavorável a cultura, a vida social e o meio ambiente.

5 - Comer com regularidade e atenção, em ambientes apropriados e, sempre que possível, com companhia

Procure fazer suas refeições em horários semelhantes todos os dias e evite “beliscar” nos intervalos entre as refeições. Coma sempre devagar e desfrute o que está comendo, sem se envolver em outra atividade. Procure comer em locais limpos, confortáveis e tranquilos e onde não haja estímulos para o consumo de quantidades ilimitadas de alimento. Sempre que possível, coma em companhia, com familiares, amigos ou colegas de trabalho ou escola. A companhia nas refeições favorece o comer com regularidade e atenção, combina com ambientes apropriados e amplia o desfrute da alimentação. Compartilhe também as atividades domésticas que antecedem ou sucedem o consumo das refeições.

6 - Fazer compras em locais que ofertem variedades de alimentos in natura ou minimamente processados

Procure fazer compras de alimentos em mercados, feiras livres e feiras de produtores e outros locais que comercializam variedades de alimentos in natura ou minimamente processados. Prefira legumes, verduras e frutas da estação e cultivados localmente. Sempre que possível, adquira alimentos orgânicos e de base agroecológica, de preferência diretamente dos produtores.

7 - Desenvolver, exercitar e partilhar habilidades culinárias

Se você tem habilidades culinárias, procure desenvolvê-las e partilhá- las, principalmente com crianças e jovens, sem distinção de gênero. Se você não tem habilidades culinárias – e isso vale para homens e mulheres –, procure adquiri-las. Para isso, converse com as pessoas que sabem cozinhar, peça receitas a familiares, amigos e colegas, leia livros, consulte a internet, eventualmente faça cursos e... comece a cozinhar!

8 - Planejar o uso do tempo para dar à alimentação o espaço que ela merece

Planeje as compras de alimentos, organize a despensa doméstica e defina com antecedência o cardápio da semana. Divida com os membros de sua família a responsabilidade por todas as atividades domésticas relacionadas ao preparo de refeições. Faça da preparação de refeições e do ato de comer momentos privilegiados de convivência e prazer. Reavalie como você tem usado o seu tempo e identifique quais atividades poderiam ceder espaço para a alimentação.

9 - Dar preferência, quando fora de casa, a locais que servem refeições feitas na hora

No dia a dia, procure locais que servem refeições feitas na hora e a preço justo. Restaurantes de comida a quilo podem ser boas opções, assim como refeitórios que servem comida caseira em escolas ou no local de trabalho. Evite redes de fast-food.

10 - Ser crítico quanto a informações, orientações e mensagens sobre alimentação veiculadas em propagandas comerciais

Lembre-se de que a função essencial da publicidade é aumentar a venda de produtos, e não informar ou, menos ainda, educar as pessoas. Avalie com crítica o que você lê, vê e ouve sobre alimentação em propagandas comerciais e estimule outras pessoas, particularmente crianças e jovens, a fazerem o mesmo.

Já imaginou um Brasil onde todas as pessoas se alimentem melhor? E um país em que as crianças aprendam a importância de comer frutas e hortaliças desde cedo? Ou ainda, um lugar onde o hábito de plantar seja comum em todas as casas e os produtores sejam valorizados? Seria incrível não é mesmo? E agora está ficando cada vez mais possível. Isso porque um grupo de pessoas decidiu tornar esse sonho realidade criando o Movimento Setembro Verde, que será um mês inteiro dedicado a incentivar e disseminar o hábito de se alimentar de forma mais saudável.

O Movimento, criado pela empresária Diana Werner, a produtora Roberta Silva e pela a digital influencer Laura Bier, tem como objetivo disseminar informação e promover vivências que incentivem a produção e o consumo de frutas e hortaliças para todos, além de aproximar os brasileiros dos produtores que batalham todos os dias para trazer comida para a nossa mesa.

“Acreditamos no poder das pessoas em transformar culturas, na conexão com a natureza, na valorização do produtor, no sabor dos produtos da terra, na alimentação mais saudável e na vida mais feliz. Nós acreditamos que é possível transformar a alimentação do brasileiro”, explica Diana.

Para dar voz a essa ação, diversos restaurantes já aderiram a causa criando um prato exclusivo onde as hortaliças são protagonistas. Além disso, várias instituições de ensino, formadores de opinião, nutricionistas, horticultores e diversas iniciativas públicas e privadas já apoiam a causa.

Laura Bier esclarece que a ideia de criar o Setembro Verde surgiu após ter contato com os dados tão preocupantes sobre a saúde do brasileiro.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda comer 400g de frutas e hortaliças por dia. Parece pouco, mas a maioria das pessoas não chega nem à metade. No Brasil, apenas uma a cada três pessoas consome frutas e hortaliças em cinco dias da semana, 18,9% dos brasileiros estão obesos e mais da metade da população está acima do peso recomendado. Além disso, aumentou 61,8% o número de Brasileiros diagnosticados com diabetes nos últimos 10 anos.

“Mesmo com dados negativos hoje, acreditamos que é possível transformar a alimentação do brasileiro, e que é possível comer melhor”, fala Roberta, chamando a população para aderir a causa. “Não importa qual é o seu perfil, você é bem-vindo ao movimento!”.

Todos os brasileiros estão convidados a participarem e disseminarem as ações do movimento Setembro Verde! Use a hashtag #setembroverde para compartilhar hábitos do seu dia-a-dia que fazem a sua alimentação ser mais saudável. Compartilhe receitas, fotos da sua horta em casa, a sua feira favorita ou até os restaurantes que você adora!


Crie seu novo site AgenSite
versão Normal Versão Normal Painel Administrativo Painel Administrativo