Saúde

01/03/2018 14:50 G1

Vacina contra sarampo e febre amarela adia chegada de venezuelanos em Cuiabá, diz Pastoral

em venezuelanos que estão em Boa Vista (RR) e que deveriam desembarcar em Cuiabá nesta semana tiveram a viagem adiada até que estejam imunizados contra sarampo e febre amarela. Na capital, eles deverão ser acolhidos na Casa do Migrante, que fica no Bairro Carumbé.

Segundo a Pastoral do Migrante, a quem a Organização das Nações Unidas (ONU) recorreu na capital para abrigar e auxiliar os estrangeiros, uma nova data para a chegada dos venezuelanos deverá ser definida dentro de 15 dias.

"O prazo de 15 dias é necessário para a vacina mostrar efeito. Amanhã (1º) recebo a visita dos membros do Ministério da Saúde e iremos definir como será feita a vacina e os prazos", disse o diretor da Pastoral do Migrante, padre Pedro Freitas Rodrigues.

Na últim730 venezuelanos, entre adultos e crianças, foram imunizados contra o sarampo durante uma ação na praça Simón Bolívar, no bairro Pricumã, zona Oeste de Boa Vista. A ação foi desenvolvida após uma bebê venezuelana de um ano ter sido diagnosticada com sarampo.

 
Venezuelanos que vivem na praça Simón Bolívar fizeram fila para se vacinar contra o sarampo (Foto: Semuc/Divulgação)

Venezuelanos que vivem na praça Simón Bolívar fizeram fila para se vacinar contra o sarampo (Foto: Semuc/Divulgação)

Com o fluxo migratório devido à crise política e econômica na Venezuela, a ONU busca abrigo e ajuda humanitária para os centenas de estrangeiros que desembarcam diariamente no Brasil. Em Cuiabá, o grupo esperado deverá dormir na Casa do Migrante, onde já vivem 29 haitianos e três venezuelanos.

Segundo o padre Pedro Freitas, a Pastoral aceita doações de roupas, calçados, lençóis, toalhas, produtos de higiene, alimentos, colchões e colchonetes para poder atender aos venezuelanos que irão chegar na capital.

As doações podem ser entregues na Paróquia Divino Espírito Santo, no Bairro CPA 1, em frente ao terminal do CPA 1, em Cuiabá, e na própria Pastoral do Migrante, no Bairro Carumbé, na capital.

Conforme o padre Pedro, depois que arrumam emprego, o estrangeiro fica mais 45 dias no local, até que receba o primeiro salário e tenha condições de custear as próprias despesas.

 Os venezuelanos que cruzam a fronteira por Roraima fogem da fome, falta de emprego, hiperinflação e da instabilidade política no país governado por Nicolás Maduro. Cerca de 800 estrangeiros chegam ao Brasil diariamente pelo município de Pacaraima (RR).

Três dos quatro abrigos do estado estão lotados, há milhares de venezuelanos em situação de rua e muitos dividindo casas alugadas. Em dezembro, o estado decretou situação de emergência.

De acordo com dados da prefeitura de Boa Vista, 40 mil venezuelanos vivem hoje na cidade, o que representa mais de 10% dos 330 mil habitantes da capital.


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