Saúde

05/03/2018 13:40 Gazeta Digital

Sem remédios, PS de Cuiabá 'escolhe' pacientes e passa por vistoria

Sem medicamentos e insumos necessários ao atendimento de pacientes graves e também eletivos, equipe de funcionários do Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá (PSMC) resolveu parar de atender casos que "podem esperar",  na sexta-feira (2), e focar apenas em urgências.

O problema foi levado formalmente, na sexta, por meio da Comunicação Interna (CI) de nº 073, à secretária de Saúde, Elizeth Araújo, e à adjunta de Planejamento e Operações da pasta, Dúbia Campos. Na CI, a diretora do PS, Zamara Brandão, que é médica, informa que os itens em falta são indispensáveis "à manutenção da vida dos pacientes".

O documento é assinado também pela diretora técnica Mayalu Obici e a coordenadora administrativa, Elizeth Souza.

Elas alertaram que a falta de alguns dos materiais e medicamentos hospitalares "pode significar inclusive a morte de pacientes".

Diante deste quadro é que ocorreu a suspensão dos serviços eletivos.

A informação dos funcionários do PS é que os serviços ainda não foram restabelecidos.

Na manhã desta segunda-feira (5), a adjunta Dúbia Campos está fazendo uma vistoria no Pronto-Socorro e a Secretaria Municipal de Saúde emitiu nota, afirmando que a situação está sendo contornada.

Confira a íntegra da nota

"Devido à crise dos medicamentos, na tarde de sexta (02) foram suspensos temporariamente os procedimentos eletivos, que são aqueles que não requerem assistência médica dentro de um espaço reduzido de tempo e que não apresentam risco de morte para o paciente. Os atendimentos de urgência e emergência não foram suspensos em momento algum. Com a chegada de um caminhão de medicamentos na mesma tarde, o PS foi reabastecido e os atendimentos eletivos voltaram a ser realizados."

A situação caótica no PS de Cuiabá é histórica. Em dezembro do ano passado, voltou a preocupar com os corredores da unidade lotados, mais do que o "normal", devido à crise hospitalar no interior do Estado.Em diversas ocasiões, pacientes e funcionários denunciaram o caos na unidade.

 

Em fevereiro deste ano, a secretária Elizeth Araújo admitiu que está em falta na rede municipal 249 remédios e insumos e seriam feitas ações especiais de compra.

 


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