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09/08/2018 10:45 OLHAR DIRETO

Pacha Ana lança clipe de “Omo Oyá”, o single que marca seu disco de estreia

Pacha, que na língua quéchua significa “universo”, é o nome artístico que revela Ana Gabriela Santana Corrêa como rapper, cantora, poeta e compositora. Como ‘as mina tão dominando as rima’, Pacha Ana convida o ouvinte a entrar no seu universo feminino de ancestralidade e religiosidade afro-brasileira, no novo clipe do seu single Omo Oyá, lançado na última segunda-feira (6).


O disco de estreia homônimo de Pacha Ana, Omo Oyá, sai ainda neste mês, com 14 faixas. No idioma yorubá, o título significa “filha de Iansã”, uma homenagem a seu orixá. Além disso, Omo Oyá é um canto afirmativo, um resgate à identidade das religiões de matriz africana.


Numa mistura de rap com maracatu, a narrativa trata sobre as experiências da MC na cena atual do Hip Hop, após uma relação abusiva de trabalho, fato recorrente entre várias artistas na área: a dificuldade de ser mulher num espaço predominante masculino.

Natural de Rondonópolis, a trajetória de Ana no hip hop começou cedo, quando ouvia rap em casa com sua irmã. Com um violão que ganhou do pai na mão e um lápis na outra, ela começou a marcar idéias nas rimas, mas só em 2015 subiu em um palco e no ano seguinte entrou numa batalha de rap, e deu início a sua “coleção de folhinhas”, ou seja, ser finalista ou vencedora de batalhas em Mato Grosso, São Paulo e Minas Gerais.


“Eu sempre escrevi muitos textos de opinião, com opiniões bem fortes. Estilo textão e essas publicações”, e ri. “Quando fiz a minha primeira música comecei a me interessar mais e mais, e ir improvisando. Quando eu vi, já tinha um show inteiro”, conta Pacha Ana.
Vocalista do grupo de Maracatu Buriti Nagô, ela ainda é um dos núcleos de organização e incentivo do rap feminino na capital, como a ‘Batalha das Minas’, que chama mulheres MC’s para fortalecer a cena do hip hop. “Vou falar pra você: tem muita mina que rima melhor que muito homem”, e manda a real.  
 

Uma referência do clipe é a imersão de Ana na sua religião, o Candomblé


Em 2017, Ana foi contemplada com o edital da Secretaria de Cultura de Cuiabá, que possibilitou viabilizar seu disco de estréia. Com abordagem direta e firme, a rapper traz à tona nas 14 faixas o empoderamento da mulher, do povo preto, a espiritualidade no Axé e suas vivências diárias – uma das referências de Ana, por exemplo, é a própria história de resistência de sua avó.


Apesar disso, o clipe foi produzido de forma independente na primeira quinzena de junho, em Jaciara, próximo as margens do Rio Tenente Amaral (recentemente vítima de desastre industrial). Com baixo orçamento, o clipe teve direção de Indriya, Cérberos Filmes e a colaboração do coletivo audiovisual Rio Vermelho, de Rondonópolis.


O disco conta com amigos e participações de Ahgave, Kessidy, Knk, Karola Nunes e Andrew Fya. O trabalho será lançado ainda em apresentações nos dias 31 de agosto, no bairro Jardim Vitória, e 1º de setembro, no bairro Pedra 90.


Confira o novo trabalho de Pacha Ana:
 


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